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Itabuna-BA | Sexta, 18 de maio de 2012
 
 
 
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De volta para o futuro


Em: 27.03.2010 13:27

Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

danielEm alguns momentos ao longo do século passado, com o cacau gerando riquezas que ultrapassavam a barreira do bilhão de reais em safras maravilhosas, teve-se a nítida impressão de que o Sul da Bahia havia encontrado o seu destino glorioso, o seu futuro promissor.

Crises cíclicas, visão equivocada de que aquela riqueza duraria para sempre e uma doença devastadora que atende pelo nome quase obsceno de vassoura-de-bruxa, entre outros fatores, fizeram com que esse futuro nunca chegasse.

Ao contrário, nas últimas duas décadas, o Sul da Bahia mergulhou num abismo que parecia não ter fim, com uma queda de cerca de 90% na produção de cacau.

Emblematicamente, chegou-se ao ponto em que, de exportadora, a região passou de importadora de cacau.

A esse período critico, somou-se o descaso das autoridades e o esfacelamento das instituições que deveria estar apta para, ao menos, minimizar os impactos dessa crise, como a Ceplac.

Produziu-se, então, uma tragédia de proporções bíblicas, que só não teve conseqüências ainda mais graves (como se isso fosse possível), graças ao espírito empreendedor de alguns empresários e produtores, que não esmoreceram e mantiveram a esperança, a custa de trabalho e abnegação.

Eis que, mesmo sem a recuperação de seu principal produto, que jamais poderá ser o único, o Sul da Bahia passa a contar com expectativas concretas de, enfim, abrir as portas para o futuro, com geração de emprego e renda, qualidade de vida e oportunidades para todos.

É nesse contexto que se encaixa a inauguração de uma base de distribuição do Gasoduto da Petrobrás e na seqüência a implantação da Ferrovia Oeste-Leste, do Porto Sul, do Aeroporto Internacional de Ilhéus e de uma Zona de Processamento de Exportações no Sul da Bahia.

O gasoduto, que começa a distribuir gás natural a partir de hoje, deverá atrair novos empreendimentos e permitir o tão sonhado processo de industrialização, que impacta toda uma rede de comércio, prestação de serviços, saúde, educação, lazer, etc. Um processo que a ferrovia, o porto e o aeroporto irão consolidar.

Trata-se de ações concretas e não daquelas promessas eleitoreiras das quais tanto nos acostumamos. E trata-se, também, de um novo momento, que não pode ser desprezados e cujas oportunidades devem ser aproveitadas.

Pode-se dizer, sem qualquer exagero, que hoje começa uma espécie de entrada naquele futuro que um dia pareceu tão próximo, depois ficou exageradamente distante e que, de novo, está ao alcance das mãos.

Agora é trabalhar, e muito, para transformar oportunidade em realidade.

Que não é apenas uma rima, mas também é uma solução.

Daniel Thame é jornalista
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Semana Santa


Em: 26.03.2010 07:32

Dom Ceslau Stanula CSsR

ceslauNovamente estamos celebrando a Semana Santa. Chama-se Semana Santa, porque nós os Católicos, nesta semana estamos meditando os mais sagrados mistérios da nossa fé: a Paixão, Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. A Semana Santa acolhe o ponto central de todo o ano litúrgico.

O Papa Paulo VI, referindo-se á profundidade desta semana diz: "O mistério pascoal, que encontra na Semana Santa a sua mais alta e comovida celebração, não é simplesmente um momento do ano litúrgico; é a fonte de todas as celebrações do próprio ano litúrgico, porque todas se referem ao mistério da nossa redenção, isto é, o mistério pascoal".

Isto significa que, todas as celebrações, todos os sacramentos administrados, têm a sua fonte no mistério pascoal. Desde o século IV os cristãos, querendo viver mais profundamente a Vigília Pascoal, procuravam reviver os últimos momentos de Jesus na terra.

Assim então surgiu o Tríduo Santo, isto é a celebração da Quinta Feira Santa, na qual comemoramos a instituição do Sacerdócio, da Eucaristia e da despedida dos seus discípulos na última Ceia, com o Lava pés; a Sexta Feira, a paixão e morte de Jesus, revivendo a sua via sacra; Finalmente, a o Sábado Santo, a espera da Ressurreição no domingo da Páscoa.

Com o tempo incluiu-se, como início da Semana Santa, a entrada Triunfal de Jesus à Jerusalém, chamada hoje Domingo de Ramos. Jesus entra na cidade, aclamado pelo povo com palmas na mão, pelo bem que realizou. Mas isto incomodou as autoridades, que consideraram Jesus como o tropeço nos seus planos, decidindo aproveitar a oportunidade para acabar com Ele.

A exortação da Igreja no início da celebração da semana Santa, no Domingo de Ramos, sintetiza a essência da celebração do Mistério Pascoal: "Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição".

A verdadeira vivência do Mistério Pascoal acontece plenamente na nossa sincera tranqüila confissão individual, que nos leva a conversão e a verdadeira vida. Vivamos assim estes dias e encontraremos a paz.

Feliz Páscoa para todos os de boa vontade.

Dom Ceslau é Bispo Diocesano de Itabuna
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O cavalo está passando selado!


Em: 24.03.2010 13:51

wenceslau

Wenceslau Jr.

Durante cerca de 30 anos a região cacaueira amargou uma longa crise que desenhou o atual e cruel retrato dos nossos municípios. A derrocada da monocultura do cacau expulsou milhares de pessoas do campo, inchou a periferia das cidades e esvaziou economicamente uma boa parte dos pequenos e médios  municípios  do Sul da Bahia.

Crescimento desordenado, altos índices de analfabetismo, desemprego, fome, miséria, moradias precárias e saneamento zero são marcas do processo de migração do campo para as cidades ocorrido, principalmente, durante os últimos trinta anos.

Os crescentes índices de violência têm raízes históricas no empobrecimento econômico, bem como no fosso social que foi fruto de uma lógica de concentração de renda e poder predominantemente da era de ouro do cacau, que tem como expressão política o coronelismo.

Embora alguns argumentos insistam em torcer contra o sucesso dos investimentos que estão sendo implementados pelos governos Lula e Wagner, nos parece irreversível o processo de mudanças econômicas em curso no Sul do Estado.

Mesmo com os agouros daqueles que diziam que era "promessa eleitoreira", o Gás Natural já é uma realidade.  O Porto Sul, juntamente com a Ferrovia Leste-Oeste, a ZPE e o Aeroporto Internacional, com certeza também serão realidade. Só resta debatermos com responsabilidade qual a melhor forma de implantarmos tais projetos com o mínimo de agressão ao meio ambiente, utilizando medidas mitigadoras e compensações ambientais capazes de reduzir tais impactos.

Por outro lado, temos que cuidar para que o desenvolvimento econômico propiciado por estas obras estruturantes desenvolva uma relação econômica que distribua renda, reduzindo as desigualdades sociais e propiciando qualidade de vida para a maioria das pessoas que aqui moram.

Está posto o desafio para os municípios. Mais do que nunca é necessário planejamento, investimento em qualificação e requalificação urbanística. É imprescindível investir em saneamento básico, ampliação do abastecimento de água potável, políticas habitacionais, melhoria do trânsito, transportes coletivos, serviços de saúde, educação, assistência social, cultura, esporte, lazer. Enfim, o momento é propício, principalmente para Itabuna, que completa 100 anos de emancipação política.

O futuro está sendo construído no presente. Porém, precisamos assegurar a continuidade do projeto iniciado pelo Governo Lula, juntamente com a democrática reconstrução da Bahia, comandada por Wagner. Além do mais, é fundamental repensarmos do ponto de vista quantitativo e qualitativo a nossa representação parlamentar na Assembléia Legislativa, como forma de assegurar que tais avanços sejam sustentados ao longo do tempo, sobretudo investindo em educação, ciência e tecnologia.

É por isso que insisto em bandeiras como o fortalecimento da Uesc, democratização dos debates sobre o perfil do nosso Ifet e, principalmente, a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsulba) para que possamos desenvolver na região um grande parque de desenvolvimento tecnológico.

Dia 26 de Março teremos a visita de Lula, Dilma e Wagner à nossa região. Participe do esforço de coleta de assinaturas em defesa da UFSULBA. Não vamos deixar o cavalo passar selado pela nossa frente.

Wenceslau Jr. é vereador, professor universitário é presidente do PCdoB de Itabuna.

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Muitas bocas no Trombone


Em: 14.03.2010 20:16

É com grande alegria que escrevo essas mal-traçadas, para anunciar a versão online do nosso jornal O Trombone. Isso mesmo. Agora O Trombone está na internet, com o mesmo objetivo de levar a você, leitor, o melhor da informação, com ética, responsabilidade e dinamismo.

Mas, como dizem que a internet é território livre e democrático, não queremos apenas emitir informações. A nós interessa que o leitor não seja apenas o receptor da nossa mensagem. Pelo contrário, o queremos como sujeito ativo no processo de comunicação, ou seja, como produtor mesmo de conteúdos. Seja comentando as notícias postadas, ou produzindo suas próprias matérias.

Sim, produzindo. Para isso o Trombone inaugura na região um serviço em que o leitor poderá nos enviar suas reportagens, os flagrantes fotográficos do dia-a-dia, denunciar mazelas de sua comunidade, enfim fazer valer a tão propalada interatividade no meio cibernético.

Pode testar. É só clicar no ícone "Você no Trombone", à esquerda da página, e mandar ver. Teremos imenso prazer em publicar sua notícia. Claro que também ela deverá respeitar os princípios que anunciamos acima (ética e responsabilidade). Assim, estaremos cumprindo o papel social que é inerente aos veículos de comunicação, sem perder o foco na qualidade da informação.

Vamos construir, junto com nossos co-irmãos (e aqui posso citar o Pimenta, o Política Etc, o Políticos do Sul da Bahia, o Radar, Gusmão, Xilindró, Sarrafo entre outros) uma nova ordem na comunicação regional. Sabemos do papel que nos cabe. Agora, é só seguir adiante.

É isso. Um grande abraço, boas leituras e vamos, juntos, botar a boca no trombone!

Domingos Matos - Editor 
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