Parque para desenvolvimento do cacau é lançado na Uesc

Domingos Matos, 13/03/2017 | 09:50

Para inovar e fortalecer a cadeira produtiva do cacau e chocolate no sul da Bahia, foi lançado nesta sexta-feira (10) o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul). Durante o evento no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), localizado na rodovia Ilhéus-Itabuna, foi inaugurado o Centro de Inovação do Cacau, primeira iniciativa do Parque que surge para fortalecer a região cacaueira.

O parque é resultado da união de esforços da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Federal do Sul da Bahia, Ceplac, IFBA, IFBaiano, secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Desenvolvimento Econômico (SDE). Com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no sul da Bahia, a previsão é que a estrutura receba investimentos da ordem de R$ 6,5 milhões até 2019. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto da unidade, que irá auxiliar ainda na qualificação dos ensinos técnico e superior da região. 

As primeiras operações do PCTSul terão como foco a cadeia produtiva do cacau, através de um Centro Integrado de Inteligência e Inovação que se dedicará à realização de análises físico-químicas, com foco na melhora da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas, viabilizando o fortalecimento da inserção do cacau baiano nos circuitos produtores de chocolates finos e de origem. 

A reitora da Uesc, Adélia Carvalho, disse que “o Centro de Inovação do Cacau é um pontapé inicial para as atividades do parque. O Centro já está sendo um importante apoio para a cadeia produtiva do cacau, visando a sua qualificação e a inovação da cadeia como um todo.”

Para o reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia, Naomar Almeida, o objetivo maior é redinamizar a economia da região, aplicando tecnologia para aumentar a produtividade. 

Também presente ao evento, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, destacou a importância do trabalho conjunto para a criação do empreendimento. “Acho importante registrar que o Parque é uma integração entre instituições públicas federais, estaduais, universidades e da iniciativa privada. O que muito me alegra é o fato de haver um conjunto de empresas privadas que se associam e sabem que esse é o melhor caminho. Somos o único país do mundo em condições de ir do fruto ao produto, então temos que agregar valor na produção do chocolate”.

(Fotos: Daniel Thame/GOVBA)

Itacaré intensifica mutirões para recuperação das estradas

Domingos Matos, 13/03/2017 | 09:33

O trabalho de recuperação das estradas que dão acesso à zona rural de Itacaré continua e neste final de semana a Prefeitura realizou novos mutirões para a conclusão dos serviços de patrolamento e encascalhamento no trecho que vai do povoado de Rua de Palha até o Ponto do São Benedito, divisa entre o município de Itacaré e Uruçuca. Todo esse trabalho, segundo explicou o prefeito Antônio de Anízio, tem como objetivo melhorar o acesso, garantir o direito do cidadão de ir e vir e possibilitar o escoamento da produção agrícola.

Os serviços estão sendo feitos com recursos próprios, numa integração entre as secretarias e em parceria com a comunidade. Os moradores do local disseram que quando a prefeitura trabalha todos se prontificam a ajudar e todos são beneficiados com os serviços. “Nossa estrada estava abandonada e felizmente o prefeito atual está dando uma atenção especial para nós. Por isso não poderíamos agir de outra forma a não ser colaborar com esse trabalho que é pra nós mesmos”, disseram. Antônio de Anízio faz questão de acompanhar cada etapa do mutirão e de estar junto com a comunidade nesse trabalho.

Nessa primeira etapa estão sendo realizados os serviços de patrolamento e encascalhamento do trecho que compreende do trecho do povoado de Rua de Palha até o Ponto do São Benedito, beneficiando assim diversas comunidades rurais. Também estão sendo realizado o serviço de recuperação da estrada da região do Pau Brasil. A proposta, segundo adiantou o prefeito, é beneficiar todas as estradas vicinais do município de Itacaré.

Antônio de Anízio explicou que essas estradas estavam abandonadas e quando chovia os moradores ficavam praticamente isolados, sem transportes. A realidade começou a mudar. Com a recuperação das estradas os moradores puderam não somente se deslocar e se integrar com outras comunidades, como também passaram a escoar sua produção agrícola.

Wagner participa da inauguração de Centro de Inovação do Cacau no Sul da Bahia

Domingos Matos, 10/03/2017 | 08:48

Será realizado nesta sexta-feira (10) a partir das 13h30min, no auditório Paulo Souto, na UESC, o lançamento oficial do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia e a inauguração do Centro de Inovação do Cacau. O evento contará com a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, que irá representando o governador Rui Costa.

A programação prevê a realização de palestras técnicas e um Momento dos Produtores. Realizado pela CEPLAC, UFSB, CEPEDI, UESC, SINEC, IF-Baiano de Uruçuca, Instituto Arapyaú, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação da Bahia e o WORLDWATCH Institute, o evento oficializa o início das atividades do Centro de Inovação do Cacau-CIC, que tem como objetivo construir, consolidar e difundir conhecimento sobre o cacau e o chocolate, com foco na melhora da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas. 

Presenças confirmadas: 

  • ·  Jaques Wagner - Secretário de Desenvolvimento Econômico – Representando o Governador Rui Costa
  • ·  Gesil Amarante – Presidente do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia
  • ·  Jose Nazal Pacheco Soub – Vice-prefeito de Ilhéus
  • ·  Adélia Pinheiro - Reitora da UESC
  • ·  Evandro do Nascimento Silva – Reitor da UEFS
  • ·  Naomar Almeida Filho - Reitor da UFSB
  • ·  Renato Anunciação - Reitor do IFBa
  • ·  Roberto Muniz – Senador
  • ·  Lídice da Mata – Senadora
  • ·  Natura - Guilherme Leal – Sócio-fundador

Edital investe R$ 200 mil em ações de empoderamento feminino

Domingos Matos, 08/03/2017 | 21:38

Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Governo do Estado abre inscrições para a iniciativa que vai investir R$ 200 mil em dez projetos que contribuam para fomentar a autonomia, empoderamento, promoção e defesa dos direitos das mulheres. Organizações da sociedade civil podem inscrever no edital Março Mulheres 2017 - Produção Cultural Feminina e Inclusiva até 7 de abril. 

Promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o edital engloba ações de capacitação, como oficinas e rodas de diálogo, além de feiras de inclusão sócio produtiva e aquisição de equipamentos para pequenos empreendimentos. Segundo a coordenadora de autonomia das mulheres da SPM, Michele Fraga, para participar, as organizações devem manter uma relação com o tema. 

“Temos projetos de agenda de trabalho decente, aula de dança, de capoeira, entidades de mulheres em comunidades rurais e muitas outras. As associações não precisam ser exclusivamente de mulheres, mas precisam, na descrição de atividades, estar relacionadas à autonomia e ao enfrentamento da violência”, explica Michele. As inscrições devem ser feitas na sede da SPM, na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, ou através do envio da documentação pelos Correios. 

Capacitação

Organizações contempladas no edital de 2016 também podem participar, como o Centro de Estudos e Assessoria Pedagógica (Ceap), selecionado com o 'Projeto Político Pedagógico nas Escolas Municipais Parceiras do Ceap e o Empoderamento de Mulheres'. Em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba), as aulas do projeto começaram nesta quarta-feira (8), com o objetivo de capacitar gestores de escolas infantis públicas de Salvador a partir de temas como diversidade, questões de gênero, combate à discriminação e respeito às mulheres. 

Segundo a coordenadora da capacitação, professora Denise Guerra, o objetivo é sensibilizar os gestores para que eles levem os assuntos para as unidades escolares. “Queremos atingir essas escolas de forma abrangente, porque são questões que envolvem as famílias, os estudantes, os funcionários e os professores”. 

Feira e debates

A Associação Educativa e Cultural Didá também foi selecionada em 2016, com a 'I Feira Empreendedora da Didá'. O evento reuniu cerca de 50 mulheres, que apresentaram seus trabalhos e também discutiram o espaço das mulheres na sociedade. A associação vai se inscrever mais uma vez neste ano, em busca de atingir mais pessoas. 

“Essa iniciativa é fundamental porque as mulheres estão em todos os espaços, fazendo diferença, e precisam de caminhos para realizar. Foi isso que o edital nos proporcionou em 2016. No nosso caso da Didá, que trabalha com a mulher negra, o edital é necessário e bem-vindo. Esse tipo de parceria possibilita uma transformação social na vida dessas pessoas”, afirma a coordenadora de projetos da Didá, Viviam Caroline. Mais informações sobre o Março Mulheres 2017 estão disponíveis no site da SPM (http://www.mulheres.ba.gov.br). 

Fotos: Camila Souza/GOVBA

A Ceplac, o substituto e o princípio da insignificância

Domingos Matos, 08/03/2017 | 13:39
Editado em 11/03/2017 | 00:42

A Ceplac é uma caixinha de surpresas mais previsível que a chuva no Amazonas de todos os dias, cantada pela moça do tempo, nos telejornais da Globo. Um detalhe, que quase passou despercebido para a audiência presente no auditório do Cepec, durante as comemorações dos 60 anos da Ceplac, finalmente faz sentido agora, passados 15 dias do evento.

Quem ainda conseguia prestar atenção, lá pelo 36º minuto, no discurso de quase uma hora do superintendente (substituto) da Bahia, Antonio Zugaib, ouviu um rompimento público do orador com o diretor-geral, Juvenal Maynart. A esses sortudos, soou como um lapso (mais um, num discurso em que ele chegou até a acusar a própria Ceplac de trazer a vassoura-de-bruxa), e poucas pessoas comentaram o ocorrido e a gravidade daquilo.

Mas, qual nada.

Tudo parece ter sido de caso pensado, embora pessimamente falado. O super substituto tinha em mãos um discurso redigido, que abandonou, para desespero da plateia, assim que chegou no púlpito. Ou seja, algo que ele soube, na coxia, o animou a falar de improviso. O rompimento - traição? - com Juvenal não estava no script até a sua chegada ao recinto. Quem o teria influenciado? Qual guru, entre tantos meteorologistas amazônicos que ali pululam? Não importa.

O fato é que agora todo o bolodório, sem nexo, por vezes, era um sinal de uma guerra interior, entre a razão - como romper com um amigo tão chegado? - e a emoção, representada pela suposta encomenda recheada com uma informação de bastidor: "Juvenal cai essa noite".

Ora, só quem conhece os meandros da política ou quem conviveu minimamente naquele paraíso, um verdadeiro éden , onde já faltam maçãs (mas tem sobrado veneno), sabe o que significa uma queda de um diretor-geral da Ceplac. Um mundo de oportunidades se abre.

Se ainda não está nítido para o impaciente leitor, peço mais um cálice de tolerância e explico com alguns fatos que corroboram a tese: depois do rompimento público, ao perceber que ele - Zugaib - não caíra, o próprio deu início a um festival trapalhadas administrativas que, ou denotam uma sandice ou um desafio à autoridade maior.

Exemplo: o super substituto, invertendo a ordem hierárquica e extrapolando a jurisdição administrativa, está querendo deliberar sobre a contratação de pessoal para a Ceplac, competência que cabe, primeiro, ao ministério da Agricultura e, depois, à direção-gereal. Pois ele fez isso: já intimou uma comissão para cumprir ordem de serviço nesse intento.

Pois vejamos se é ou não uma extrapolção de competência ou uma trapalhada administrativa. O que dirá o Pará, estado que segue em passos acelerados para ultrapassar a Bahia em produção de amêndoas, ao ver a Bahia contratando sozinha pessoal, enquanto eles penam para fazer daquela região o novo eldorado do cacau e do chocolate? E ainda ameaçado pela monilíase... E assim seriam todos os outros estados, com suas gerências e superintendências.

Mas a Ceplac tem dessas peculiaridades adminstrativas. Na gestão imediatamente anterior à de Juvenal, o diretor decidiu que um setor de pessoal na superintendência da Bahia se sobreporia a uma divisão administrativa. Criou uma pérola administrativa: um derivado maior que o derivador.

Resumindo: Zugaib falou de improviso porque não daria tempo escrever um discurso como o que ele cometeu, diante de uma plateia que queria comemorar o sexagésimo aniversário de uma grande instituição. E até ver protestos contra a diretoria, o que é praxe em todos os aniversários do órgão nos últimos anos.

Apenas uma explicação é possível para a permanência de um superintendente, ainda que substituto, que brade um grito de desobediência administrativa contra a direção-geral em plena celebração de um aniversário da instituição que dirige regionalmente: invocou-se o princípio da insignificância. Ou: Brasília tem mais o que fazer.

Conjunto Penal de Itabuna celebra o Dia da Mulher

Domingos Matos, 08/03/2017 | 01:24

A partir de um projeto viabilizado pela empresa Socializa - Novo Sistema Prisional, que administra o Conjunto Penal de Itabuna (CPI) em sistema de cogestão com o Estado, mulheres que trabalham, direta ou indiretamente na unidade, além das que visitam e das próprias internas, estão sendo homenageadas em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. A programação começou na terça-feira (7) e se estenderá até o próximo dia 13.

A iniciativa prevê, ainda, a realização, pelas internas, de exames preventivos relacionados à saúde da mulher, além de palestras e atividades lúdicas, previstas para a culminância, no dia 13. Às visitas, até a sexta-feira (10), é servido um café-da-manhã com mingaus e pães, especialmente preparados para a ocasião.
Já para todas as funcionárias e para as demais mulheres que estiverem presentes no CPI nesse dia 8 serão oferecidos um kit com bombom de chocolate fino e uma mensagem, além de um coffee break na parte da tarde.

O projeto de valorização da mulher no ambiente do CPI foi idealizado pelo corpo técnico da unidade, envolvendo também a direção que representa o Estado e parceiros, como a Ceplac, que doou os chocolates finos, por meio da Disaf (Divisão de Administração e Finanças) e do Cepec (Centro de Pesquisas do Cacau), e dos órgãos do judiciário, notadamente a Defensoria Pública.

O gerente operacional da Socializa, Yuri Damasceno, destacou a importância do projeto. "Essa é mais uma ação em busca não só da ressocialização dessas mulheres hoje encarceradas, mas da valorização de todas as mulheres, que de alguma forma se relacionam com o CPI e, por meio delas, estendida a todas as demais mulheres".

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Legenda das fotos: Topo - Mulheres funcionárias, representadas nos setores: agentes de portaria, administrativo, corpo técnico (serviços médico, enfermagem, social e agentes de ressocialização), seriviços gerais e cozinha; À direita: Assistentes sociais servindo café da manhã a visitas

Camelôs, uma luta de classes

Domingos Matos, 07/03/2017 | 00:32
Editado em 07/03/2017 | 00:37

Por Domingos Matos

Ser camelô não é fácil. Em lugar algum, em qualquer época. Mas, nos dias de hoje, parece que a vida desses trabalhadores vai piorar. Não digo apenas em Itabuna, com a atual administração, eleita que foi - ironia - com o voto de muitos desses excluídos.

Falo também em relação ao país. O Brasil está estranho. Caiu a máscara da igualdade racial, da tolerância com o outro. Foi ao chão a farsa da convivência harmônica, do pacto social, num movimento diametralmente oposto à elevação do tom, da preponderância do discurso do ódio, da separação por classes. Já não se aceitam os imigrantes com aquele sorriso.

E o que são os camelôs, senão os imigrantes no território alheio, do comércio "que paga impostos"? (quem disse que nossos empresários pagam impostos? Sequer recolhem os impostos que pagamos...) O que são, senão os negros que a sociedade agora diz com todas as letras: "não gostamos de você.". O que são esses excluídos, senão qualquer excluído? O desempregado, o gordo - sim, já não queremos sequer olhar para os gordos -, a prostituta que luta por uma vida de menos abusos - note que não falo em "vida mais digna" -, o dependente químico que sonha com uma chance contra a droga, o ex-encarcerado que tenta uma segunda chance...

Ali está quem a sociedade não quer mais ver. E a prefeitura é exatamente a arma que essa "sociedade" usa para esses atos menos nobres. Alguém tem que ter a coragem para fazer o seviço sujo. Quem, se não a já gloriosa "puliça municipal"? - em si, iguais aos que oprimem, mas anestesiados pelo dever de cumprir o que a nova-velha onda higienizante determina. "Limpem nossas calçadas desses imundos!"

Ser camelô é isso, é estar em uma eterna luta de classes. Aliás, é uma face mais visível da nossa eterna luta de classes. Quando o aparelho do estado é usado para oprimir o próprio cidadão, temos uma clássica luta de classes se dando diante dos nossos olhos.

Recebi da prefeitura, como jornalista, na sexta-feira (3) a comunicação antecipada do que se daria nessa segunda. A justificativa: cumprimento do direito constitucional de ir e vir. Ou seja, o cidadão que quer, em tese, comprar nas lojas "que pagam impostos", estava sendo prejudicado nesse direito constitucional, dada a grande quantidade de ambulantes nas calçadas. E, para garantir esse direito, retira-se o direito dos pais de família à renda, à alimentação, moradia e, até, ao ir e vir!

A parte mais interessante: prefeito e secretário de Sustentabilidade Econômica reconheciam que a medida causaria um desarranjo social (não com essas palavras) e se comprometiam a criar, em "curto e médio prazo", medidas para geração de empregos, a fim de compensar esse 'desemprego' que causariam. Como diria aquela cantora do flagrante: que bonito, hein?

Por falar em "bonito", cabe aqui uma pequena análise para o bonito nome dado à velha secretaria do "desenvolvimento econômico" ou do "comércio e indústria": Secretaria da Sustentabilidade Econômica. Sustentabilidade. Afora ser termo da moda, aprendemos - justamente por estar na moda -, que para que se tenha a sustentabilidade real, é necessário que se observem os aspectos enconômicos, ambientais e sociais. O mantra: só é sustentável o que é "economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo".

Em tempo: o secretário da "sustentabilidade" que não se sustenta, é empresário do ramo hoteleiro. A esse ramo interessa muito uma cidade clean. Alguém não sabe o que está dizendo, mas sabe muito bem o que está fazendo.

Outro  alerta: não sou contra uma solução para essa questão social. Mas defendo que seja tratada assim, como uma questão social, que merece uma solução nesses parâmetros.

Editor

Ilhéus faz auditoria no Minha Casa, Minha Vida para detectar fraudes

Domingos Matos, 07/03/2017 | 00:16
Editado em 07/03/2017 | 00:26

A Prefeitura de Ilhéus, através da secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), está realizando auditoria nos dossiês dos possíveis beneficiários do “Programa Minha, Minha Vida”, dos conjuntos Residencial Rio Cachoeira, situado no Banco da Vitória, e Habitacional Vilela, localizado no bairro Teotônio Vilela. A medida visa apurar as diversas denúncias de irregularidades recebidas pelo setor de Habitação da SDS.

No início da gestão, o prefeito Mário Alexandre ordenou que os dossiês já enviados para a Caixa Econômica Federal passassem por uma auditoria de toda documentação. De acordo com o coordenador do setor de Habitação da secretaria, Welder Santos, a equipe está trabalhando de forma célere e analisando todos os dossiês com base nos critérios de avaliação do Ministério das Cidades. “Quem tem o perfil e se enquadra nos critérios continuará na lista”, afirmou.

Após auditoria, a lista será publicada no Diário Oficial do Município, disponível para acesso no site oficial da prefeitura de Ilhéus, através do endereço eletrônico www.ilheus.ba.gov.br. Os possíveis beneficiários, quando convocados, deverão comparecer ao setor de Habitação para comprovar sua situação, sob pena de exclusão da lista.

Na oportunidade, a secretária de Desenvolvimento Social, Soane Galvão, disse que a intenção da secretaria é ter um diagnóstico preciso de todos os dossiês em 30 dias, já que as obras estão 95% concluídas. “Os critérios para diagnóstico são a pesquisa imobiliária a partir da inscrição do IPTU, o perfil socioeconômico, a vulnerabilidade social e visita técnica. Os beneficiários que se enquadram no perfil continuarão dentro do programa”, acrescentou.

A SDS informa ainda que os conjuntos habitacionais Sol e Mar I e II, no Couto, localizado no trecho darodovia BA-251, entre a zona sul de Ilhéus e o município de Buerarema, também estão sendo auditados. Construtora e moradores relataram denúncias que diversos beneficiários não tomaram posse e estão sendo realizadas vendas e aluguéis de apartamentos de pessoas contempladas, mas que se encontram fora do perfil exigido pelo programa.

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José Adervan – foi o homem, fica sua história

Domingos Matos, 06/03/2017 | 01:02

Por Walmir Rosário*

Em 3 de março próximo José Adervan completaria 75 anos de existência, 66 deles vividos em Itabuna – sem levar em conta o período que passou em Salvador e Alagoinhas. A intenção dos amigos e família era elaborar uma edição especial do Jornal Agora para homenageá-lo, mas como ainda não conseguiram tornar a vida perene, nos deixou antes disso.

Lutou contra a enfermidade até não poder mais. E não poderia ser diferente para quem passou toda a vida superando obstáculos, sempre com a naturalidade que lhe era peculiar. Se as coisas estavam difíceis, aí era que ele apostava num salto mais alto. Contava que aprendeu isso com sua mãe, obstinada, como toda sergipana, em tornar vencer as dificuldades.

E Adervan, o mais baiano – grapiúna – dos sergipanos, costumava lembrar do dia em que chegou a Itabuna, numa data qualquer de 1951, em cima de um “pau-de-arara”, fugindo da terrível seca. Aos nove anos, o menino se deslumbrou quando o caminhão parou no terreno baldio onde hoje é o Fórum Ruy Barbosa, e resolveu fazer um reconhecimento daquela que seria a cidade do seu coração.

Mais do que sergipano de Boquim, passou a ser itabunense e cidadão da região cacaueira, título dado e passado pela população do Sul da Bahia, como reconhecimento dos seus feitos. Era um obstinado pelo desenvolvimento regional e travou uma luta constante na defesa da nossa economia, pelo cumprimento das promessas dos políticos, e pela garantia básica de direitos assegurados em nossa Constituição, como educação, saúde e cidadania.

É bom que se diga que esse estofo não nasceu do Jornal Agora, bastião da defesa regional, criado por Adervan e Ramiro Aquino, uma instituição que teima em desafiar a história, sobrevivendo por longos 35 anos. Não pensem que foi o Jornal Agora quem fez Adervan. Foi exatamente o contrário e desde os tempos de Alagoinhas que ele já se dedicava à imprensa, editando uma revista.

Dos tempos menino, quando começou a respirar o cheiro das tintas nas gráficas, ainda com tipos frios, passou pelo chumbo quente dos linotipos até as impressoras planas e a composição digital. Durante esse período, dividiu seu tempo com a política, a começar pela estudantil, elegendo-se presidente da então toda poderosa União dos Estudantes Secundaristas de Itabuna (Uesi).

Por ocasião da eleição para o Governo do Estado da Bahia, encampou a luta em defesa da construção do novo Colégio Estadual de Itabuna exigindo o compromisso dos dois candidatos – Waldir Pires e Lomanto Júnior. Eleito, Lomanto manteve o compromisso e construiu um novo prédio no bairro São Caetano.

Defensor intransigente da educação como indispensável para a formação do homem, Adervan, já economista diplomado pela Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, prestou sua colaboração à educação superior, como professor da instituição. Mais acreditava que poderia contribuir ainda mais e se tornou um baluarte pela sua estadualização.

Assim como lutou pela transformação da Fespi em Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) se empenhou na criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (USSB). Mas nada disso se compara como o carinho com que recebia jovens estudantes que frequentemente visitava o Agora. Sua paixão era tanta que ao criar o suplemento Agora Teen, elaborado com a participação dos alunos das escolas, acreditava que fosse um veículo especial para a formação de novos leitores.

Uma das suas criações e que se transformou em seu “xodó”, o Agora, mais do que um jornal se transformou numa escola. Pela redação que tive o prazer de participar algumas vezes, convivíamos com o que tinha de melhor no jornalismo. Numa só redação, nomes como Antônio Lopes, Joel Filho, Kleber Torres Vera Rabelo, Ricardo Ribeiro, Jorge Araújo, Ricardino Batista, Juarez Vicente, gonzalez Pereira, Eduardo Lawinsky, Kaline Ribeiro, Paulo Fumaça, Walter Júnior, Arnold Coelho, Waldyr Gomes, dentre muitos outros, circulavam com desenvoltura.

Junto com Ramiro Aquino já inovava ao criar a Plopan, que revolucionou o setor de eventos e grandes promoções no Sul da Bahia, atuando nas áreas de entretenimento, com grandes atrações. No esporte brilhou ainda mais, ao lançar os títulos patrimoniais do Itabuna Esporte Clube (Meu time de fé), promovendo grandes jogos com as grande equipes do Brasil.

Bom garfo e bom copo, dispensava um convite de que festividade fosse, ou abandonava-a, quando chegava a hora de assistir pela TV aos jogos do seu time querido: o Flamengo. Apesar do DNA festeiro, duas festas lhe eram sagradas: o Natal, em que fazia questão da família e amigos juntos em casa, e o Carnaval, que desfilava ao modo antigo com sua cartola.

Citar as qualidades de Adervan é chover no molhado. Afinal, o homem é medido pelos seus feitos e necessário seria um extenso e enfadonho relatório nominando sua participação. A sua participação na sociedade está escrita nas entidades em que serviu, como a Maçonaria, AABB, CDL, Associação Comercial, e as que participava com apoio e entusiasmo.

No Sul da Bahia, em qualquer das cidades, sempre haverá alguém com uma história de Adervan na ponta da língua para contar. Assim como lutou pelas causas da sociedade, lutou bravamente contra uma enfermidade, se recusando a abandonar sua trincheira. Como bom anfitrião, recebia os amigos e gostava-os de vê-los à sua volta até o último instante.

E assim se despediu: no dia de jogo do Flamengo contra o Botafogo (perdôo-o pela vitória) e de Carnaval. Com as bençãos de Deus!

* Um grande amigo.

Domingos Matos, 06/03/2017 | 00:47
Editado em 06/03/2017 | 00:51

Parceria garante retomada das operações do aeródromo de Itabuna

Domingos Matos, 01/03/2017 | 17:32

A parceria entre a Prefeitura de Itabuna, Associação Comercial e Empresarial e o Aeroclube para a reativação do Aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho visando a sua utilização por aeronaves de pequeno porte e unidades de UTI aérea, já começa a dar resultados. Depois de uma audiência com o prefeito Fernando Gomes, homens e máquinas começaram a trabalhar sem custo para o município na retirada de seis carretas de lixo e entulhos, bem como no patrolamento das áreas no entorno da pista do aeródromo.

O presidente do Aeroclube de Itabuna, Francisco Assis Menezes, que é piloto, destaca a importância da decisão do prefeito ao sinalizar para uma ação em conjunto com a iniciativa privada para a reativação do aeroporto, que dependerá de uma homologação do Departamento de Aviação Civil. O processo é acompanhado pela empresa RR76 Aviation, do empresário Ricardo Ramos, que prevê a redução da pista para 1.000 metros, ampliando a margem de segurança para operação com pequenas aeronaves.

Segundo o piloto Olívio Borges, que é diretor financeiro do aeroclube, o aeródromo será reaberto em julho, “graças ao apoio decisivo do prefeito Fernando Gomes, que sinalizou positivamente para o projeto com a iniciativa privada.” Explicou que o aeroclube promoveu a remoção de 240 toneladas de lixo orgânico e de entulhos na margem da pista, “agora estamos utilizando um trator 7D e vamos unir esforços para reabertura do aeródromo até 28 de julho,”  complementou.

O projeto técnico operacional e de segurança do aeródromo está sendo elaborado pela RR76, e além da retomada de voos para pequenos aeronaves, Itabuna deverá contar com uma oficina de uma empresa de manutenção de aviões, a TBA (Tecnologia Brasileira de Aviação)  Aviation, gerando emprego e renda para mão de obra qualificada e que vão atuar no apoio às aeronaves que operam na região.

“Mão de obra tem que ser nossa”, afirma Rui em negociação com chineses no Carnaval

Em negociação com investidores chineses em pleno carnaval, governador exige que a mão de obra seja baiana

Domingos Matos, 01/03/2017 | 13:21
Editado em 01/03/2017 | 13:24

As empresas chinesas que estão em negociação com o Governo do Estado para investir em projetos estruturantes, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, terão que utilizar mão de obra local durante a construção dos equipamentos. Foi o que o governador Rui Costa reafirmou à comitiva de executivos chineses durante a apresentação do Carnaval da Bahia ao grupo, na noite de segunda-feira (27), no circuito Dodô (Barra-Ondina). "No início da nossa conversa, já tinha dito a eles que o modelo utilizado na África, com 100% de aproveitamento da mão de obra chinesa, não nos interessa", disse Rui. 

Para o governador, “eles podem até trazer especialistas, porque têm tecnologia e conhecimento que podem servir de aprendizado para nossos engenheiros e técnicos, mas a maior parte da mão de obra tem que ser nossa”. Rui também informou que os empresários chineses estão convictos de participar da licitação da Fiol, que o governo federal prevê lançar edital, "no mais tardar em julho deste ano", para o trecho de Caetité até Ilhéus, e depois, do restante, até a divisa da Bahia. "Até o fim deste ano, teremos o início das obras da Fiol e do porto".

O governador informou ainda que estão agendadas reuniões no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, inclusive para discutir a construção da ponte Salvador-Itaparica, projeto em estudo aprofundado pelos chineses. No próximo mês haverá encontro com os sócios da Bahia Mineração (Bamin), com os quais os chineses querem firmar parceria, “para bater o martelo sobre o Porto Sul”.

Rui enfatizou que ao visitar a Bahia nos últimos dias, na área de instalação da Fiol e do porto, a comitiva confirmou o que o Governo do Estado tem informado. “Não brincamos com a informação. É preciso ser rígido. Estamos um processo de aproximação, onde se ganha mutuamente porque não se trata de doação e de filantropia. Eles são hoje grandes empresas, com recursos do governo e do banco estatal, que têm interesse que as empresas façam negócios no exterior. Eles querem investir no Brasil e, por toda a interlocução, têm decisão de fazer negócios na Bahia".

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Carnaval de Itacaré tem recorde de público em clima de paz

O Carnaval de Itacaré teve recorde de público com mais de 70 mil pessoas

Domingos Matos, 01/03/2017 | 11:36
Editado em 01/03/2017 | 11:39

Carnaval de Itacaré

Uma festa que entra para a história da cidade por receber o público recorde e por levar alegria, animação, mas também muita paz e tranquilidade durante os quatro dias de folia. Assim foi o carnaval 2017 de Itacaré, realizado pela Prefeitura Municipal, com o apoio da Bahiatursa, que reuniu mais de 70 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar. E o grande diferencial foi que além das grandes atrações nacionais que animaram o grande público, os blocos alternativos e os grupos culturais da cidade deram um colorido especial à festa, levando alegria, irreverência, criatividade e mensagens de paz e de respeito ao meio ambiente.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio explicou que apesar das dificuldades, a proposta foi fazer de fato um carnaval com muita alegria e com paz, onde os foliões pudessem curtir uma festa com grandes atrações, mas também valorizando os artistas locais resgatando a tranquilidade e a cultura da cidade. E o resultado foi conquistado com uma festa onde todos puderam curtir a folia e resgatar a tradição de Itacaré.

Além de toda a alegria, o carnaval movimentou a economia da cidade. Durante s quatro dias de festas as pousadas ficaram lotadas. Casas também foram alugadas para temporadas e os bares e restaurantes registraram um grande movimento. Os ambulantes também aproveitaram o momento de festa e o grande público para vender seus produtos. “Todos saem ganhando com a festa e é esse o nosso objetivo ao realizar o carnaval, levar alegria, atrair um grande público para Itacaré e movimentar a economia da cidade”, complementou o prefeito.

Cerca de 25 mil pessoas, de acordo com estimativa da Polícia Militar, participaram do primeiro dia do carnaval de Itacaré, aberto com chave de ouro na noite de sábado pela banda Cidade Negra, que encantou o público e deu o tom de paz e alegria à folia. E mesmo com o número recorde de participantes, durante o circuito, conforme dados da PM, não foram registradas ocorrências mais graves. Além da banda Cidade Negra, o primeiro dia do carnaval de Itacaré contou com a apresentação das bandas JP do Capricho e Pirilampo.

O domingo de carnaval começou com a irreverência e a criatividade dos grupos culturais Encantados e Laranjada. Tudo isso sem contar com a alegria dos grupos independentes que com fantasias criativas e muita animação deram um colorido especial à folia. Os tradicionais caretas, todos cadastrados pela Prefeitura, também participaram da festa. E no palco principal a festa continuou com as bandas Bruta Raça, Amassa, Vera Cruz e Marly Brasil.

A segunda-feira de carnaval teve como atrações no palco as bandas É do Samba, Casa 8, Filhos de Jorge e Tony Canabrava. Pela avenida circularam trios elétricos e vários grupos alternativos, além dos blocos  Amassa e o TDB. Também desfilarão os blocos As Trepadeiras e Turma do Guetho. No último dia de carnaval a alegria começou mais cedo com o Bloco Amigos da Fé, seguindo com os blocos Pescador, Vem Comigo e Os Brutos. E no palco principal a folia foi comandada pelo Bonde do Andrezão, Elétrikka, Jauperi e Diamba, que encerram a festa garantindo a alegria e muita paz o carnaval de Itacaré.

Ceplac e a síndrome da Gabriela

Editorial do Jornal Agora, publicado nessa sexta-feira (24)

Domingos Matos, 24/02/2017 | 07:13
Editado em 28/02/2017 | 10:06

Se nada tivesse dito além de admoestar os dirigentes da Ceplac na Bahia quanto à síndrome da Gabriela que acomete aquele órgão federal, o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação, José Vivaldo Mendonça, já teria cumprido um bom papel durante a solenidade de comemoração dos 60 anos do departamento que cuida do cacau no Brasil, registrados na segunda-feira (20).

Disse Vivaldo (não literalmente): “A Ceplac precisa deixar a síndrome da Gabriela – ‘eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim’”. A citação à icônica personagem de Jorge Amado é uma referência à “Modinha para Gabriela” (1975), composição de outro gênio baiano, Dorival Caymmi, imortalizada na voz da diva Gal Costa.

Pois bem. Nunca antes na história da Ceplac houve uma reação tão forte contra um diretor, como o ataque que se verifica contra Juvenal Maynart nas últimas semanas. Em apenas uma ação, pelo menos três interesses estão em jogo: o do presidente do PMDB, Pedro Arnaldo, por motivos pessoais – segundo o próprio confidencia a interlocutores. O de um grupo de ceplaqueanos, notadamente de alguns auditores fiscais federais – os que antes eram identificados apenas como “os agrônomos” e eram os “donos” do órgão. E, por último, aquela conhecida reserva de mercado do corpo diretivo da Ceplac, que, ao contrário do servidor comum, rejeita tudo o que não é ele mesmo. Nesse caso, a síndrome é outra, de Narciso.

O pano de fundo é a manutenção de um espaço físico, o prédio do Centro de Extensão (Cenex), que os auditores fiscais federais estimulam servidores e dirigentes sindicais e representantes de entidades de funcionários, a “defenderem” contra a “sanha” de Juvenal. Afirmam que o diretor é insensível ao sentimento de pertencimento que eles têm ao prédio, a casa a partir de onde a Ceplac expandiu suas fronteiras, nos idos dos anos 1960, levando a tecnologia produzida pelo Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec).

O prédio em questão tem quatro mil metros quadrados – usando a “medida-padrão” da Rede Globo, seria equivalente a quatro campos de futebol – e ali já trabalharam 200 servidores, nos tempos áureos. Hoje são 71. Desses, porém, apenas 32 são ligados à atividade-fim. Os demais são do setor burocrático, agentes de portaria, de transportes etc., e serão todos remanejados para outros postos, a partir da centralização administrativa promovida pelo Ministério da Agricultura – lembremos que a Ceplac foi transformada em um departamento, na gestão do último diretor, Sérgio Murilo, por sinal um grande opositor de Maynart nesse processo.

Calma que ainda reduz mais: dessas 32 almas, duas estão de saída. Uma será cedida à Justiça Eleitoral e outra está assumindo um cargo no governo estadual. Ficaria, portanto, o prédio do Cenex, habitado por apenas 30 bravos extensionistas – auditores fiscais federais e agentes de atividades agropecuárias, os antigos técnicos agrícolas.

Ora, num momento em que o país clama por boas práticas e que sejam observados ao máximo os princípios da economicidade, da eficiência e da razoabilidade na administração pública, é no mínimo uma demonstração de bom-senso apoiar a transferência desses guerreiros de outrora a um novo espaço, menos dispendioso para os bolsos do cidadão-contribuinte. Deem-se-lhes as medalhas e comendas merecidas. Mas, não estimulem essa grave síndrome que acomete a nossa velha senhora da cacauicultura.

(Publicado originalmente no jornal Agora, edição de 24.02)

___________

Atualização: Diferente do que foi publicado no texto original (no Agora), a medida de 4.000 m² não corresponde a quatro campos de futebol. A confusão se deu pela comparação do campo de futebol (algo em torno de 10.800 m²) ao hectare, sendo que um hectare tem 10.000 m² - daí a referência, equivocada, à "medida-padrão da Rede Globo", que sempre faz essa associação. Por outro lado, a OIT preconiza 6 metros quadrados como necessários e suficientes para cada trabalhador de escritório. Quando ficarem os 32 guerreiros previstos, seriam necessários 192 metros quadrados para acomodá-los com o devido conforto. Como a Ceplac sempre foi generosa com espaços, admitamos o dobro, 400 m², prevendo salas de reuniões, sanitários, áreas de convivência etc. Os atuais 4.000 m² parecem, sim, um desperdício de dinheiro público.

Conjunto Penal de Itabuna é aprovado em inspeção da Corregedoria do TJ-BA

Domingos Matos, 21/02/2017 | 22:53
Editado em 21/02/2017 | 22:54

O Conjunto Penal de Itabuna (CPI), administrado em parceria de cogestão entre o governo do Estado e a empresa Socializa, passou por uma inspeção da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado, na quinta-feira (16). A juíza Liz Rezende, corregedora de presídios do TJ, foi a responsável pela visita, na qual inspecionou toda a unidade prisional. Na avaliação da magistrada, o CPI foi aprovado nos diversos aspectos analisados.

A visita, da rotina da Corregedoria de Presídios para todas as unidades no estado, verificou as condições de tratamento, as ações e projetos de ressocialização e remição, educação e a vida processual dos internos. "A empresa cumpre o que foi contratado com o estado. A unidade promove a ressocialização, garante serviços de saúde, assistência social, cursos e educação", observou a juíza Liz Rezende em seu relatório.

Ela avaliou que tanto a direção do Estado – diretor, diretor-adjunto e coordenador de Segurança - e a empresa que faz a co-gestão, a Socializa Gestão Prisional, realizam o trabalho de acordo com o que preconiza a legislação. A corregedora disse que alguns detalhes podem ser melhorados, e isso foi indicado à direção, mas nada que comprometa a avaliação.

"O mais importante é a pré-disposição da direção e da empresa de fazerem aquilo que indicamos. Ouviram e entenderam que são indicações pertinentes e necessárias, embora não comprometedoras. Mas a vontade de corrigir eventuais problemas conta muito nessa avaliação".

Ela destacou o papel que a OAB e a Defensoria Pública devem ter no processo de aperfeiçoamento das rotinas do presídio. "É muito importante a atuação da OAB e da Defensoria Pública, para garantir que seus clientes e assistidos tenham todos seus direitos observados pelas unidades prisionais', recomendou.

Ela ainda destacou que vai indicar a necessidade de que se faça um levantamento da vida processual de cada interno. Os relatórios serão enviados aos juízes das comarcas de origem de cada interno para que a vida processual seja adequada, quando houver o que se adequar, em relação a garantia de direitos, como julgamento, progressão etc. Ela esteve acompanhada do juiz da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas da comarca de Itabuna, Antônio Carlos Maldonado.

Gestão Fiscal itabunense será explanada à Comissão de Finanças da Câmara

Domingos Matos, 21/02/2017 | 22:45

Nesta quarta-feira (22), os contribuintes de Itabuna terão um detalhamento de como parte dos impostos deles foram investidos pela Prefeitura nos últimos meses de 2016. A audiência pública, às 10h, para explanação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF), referente ao 3º quadrimestre, perante a Comissão de Finanças da Câmara Municipal, segue determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o o vereador Ninho Valete (PR), o edital de convocação da audiência, publicado em conjunto pela Comissão de Finanças e Mesa Diretora da Casa, a apresentação das metas fiscais será feita por uma equipe ligada ao ex-prefeito Claudevane Leite (2013-2016). O encontro, aberto à sociedade em geral, ocorrerá na sala de Comissões. 

“O RGF, como instrumento de transparência, é útil para o controle popular da gestão pública”, salientou o presidente da Comissão de Finanças. É por meio do Relatório, por exemplo, que a população sabe se o Governo Municipal cumpriu os limites estabelecidos para despesas com pessoal, dívida consolidada líquida e operações de crédito, entre outras.

Prefeito de Itacaré defende fortalecimento da Ceplac nos 60 anos do órgão

Domingos Matos, 21/02/2017 | 11:50

Fortalecer cada vez mais a Ceplac para que volte a ser de fato uma eficiente instituição de pesquisa e apoio aos produtores e a agricultura regional. Essa foi uma das defesas feitas pelo prefeito de Itacaré, presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira e do Consórcio Intermunicipal Litoral Sul, Antônio de Anízio, durante a solenidade de comemoração dos 60 anos da Ceplac, realizado na manhã desta segunda-feira, no auditório do Cepec.

De acordo com Antônio de Anízio, “a Ceplac e o Governo do Estado são fundamentais nesse processo em que se busca agregar valor ao cacau, através da produção de amêndoas de qualidade e da fabricação de chocolate gourmet, ampliando a geração de emprego e renda”. Mas para isso, segundo ele, é preciso dar um novo olhar para a Ceplac, promover mais investimentos e fortalecer a instituição que ao longo dos anos teve uma importância fundamental para o desenvolvimento não somente da região, mas de toda a Bahia.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi teve a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Criada em 1957, a Ceplac entretanto, perdeu, no ano passado, sua autonomia e se tornou um departamento subordinado à Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e hoje passa por um processo de sucateamento avançado.

Governo apresenta parque para desenvolvimento do cacau e chocolate no Sul da Bahia

Domingos Matos, 21/02/2017 | 09:50

A apresentação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, que vai funcionar dentro da Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc), na rodovia Ilhéus-Itabuna, marcou as comemorações dos 60 anos da implantação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O evento foi realizado da manhã desta segunda-feira (20), na sede regional da instituição, e contou com as presenças dos secretários estaduais de Agricultura, Vitor Bonfim; Ciência e Tecnologia, José Vivaldo Mendonça; Meio Ambiente, Geraldo Reis; e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

Articulado pela secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e a Uesc, o Parque vai funcionar dentro da Uesc com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no Sul da Bahia. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto do Parque que irá auxiliar, ainda, na qualificação dos ensinos Técnico e Superior da região. O Parque tem previsão de investimentos de R$ 6,5 milhões até 2019 e possui ainda como metas o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, produtividade e competitividade do cacau e do chocolate, fomento à produção agroindustrial, agroecologia e agricultura familiar e manejo e conservação dos recursos florestais. 

A primeira estrutura do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia será inaugurada no mês de março. Trata-se do Centro de Inovação do Cacau, instalado em uma área dentro do Instituto Nacional de Pesquisa e Análises Físico-quimicas da Uesc.

De acordo com José Vivaldo Mendonça, “a Ceplac é uma referência mundial em pesquisa de cacau. Com o apoio do Governo do Estado, atuando em parceria com a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz, e a Universidade Federal do Sul da Bahia, vamos ampliar o processo de geração de tecnologia voltada para o desenvolvimento regional, que passa pelo fortalecimento da cadeia produtiva do cacau”.

O superintendente regional da Ceplac, Antonio Zugaib, destacou que “a parceria com o Governo do Estado é importante porque envolve não apenas recursos, mas difusão do conhecimento entre as instituições, tendo o Parque Científico e Tecnológico como agente catalizador para o desenvolvimento regional”.

Para o secretário Jerônimo Rodrigues, “o grande desafio é adotar um modelo que garanta a retomada econômica do cacau e, para isso, o Governo do Estado tem estabelecido parcerias que fortaleçam a cadeia produtiva do chocolate e programas de diversificação como agroindústria e fruticultura”.

O secretário Geraldo Reis afirmou que haverá investimentos em técnicas de produção que permitam a conservação ambiental, já que o cacau, por suas características de cultivo, contribui para a preservação da Mata Atlântica.

Já o secretário Vitor Bonfim disse que o Governo está trabalhando em conjunto com a Ceplac para ampliar a produção de cacau e reduzir a dependência da importação de amêndoas da África e da Ásia, que oferecem riscos de introdução de pragas.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi encerrada com a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Kettebell é indicado no treinamento de pessoas de todas as idades

Domingos Matos, 20/02/2017 | 23:34

Tendo como cenário o casario do sítio histórico de Canavieiras e o Porto do Rio Pardo, atletas de Salvador, Itabuna e de várias cidades do Sul da Bahia participam do 1º Torneio Brutal de Kettlebell Sport, ao lado do coreto entre a praça Eduardo Campos e a rua Felinto Melo. O evento será realizado no dia 25 de março (sábado), e será o primeiro torneio de kettlebell realizado no interior da Bahia.

Segundo o organizador da competição, João Rosário, as provas em disputa serão realizadas nas modalidades long cycle, snatch e jerk e será uma grande oportunidade para verificar o desempenho dos atletas baianos. “O torneio será uma fase de preparação para os atletas que irão participar, em setembro próximo, em Salvador, da etapa do GP Mundial de Kettlebell da Associação Mundial de Clubes de Kettlebell (WAKSC).

O torneio, promovido por João Rosário, da empresa Brutal Strength and Conditioning, especialista em Kettlebell e uma das maiores referências no Brasil nesse esporte, que alia força e técnica para levantar uma bola de ferro por tempo determinado. Hoje, o kettlebell vem conquistando muitos praticantes em Canavieiras, por fortalecer o corpo inteiro de forma integrada e dinâmica.

Emagrecer de forma saudável – Um exemplo é Tárcio Oliveira, que perdeu 20 quilos em 2016, 10 nos últimos seis meses treinando com kettlebell. Muito treino, dedicação e paixão deste guarda civil municipal canavieirense pelo esporte que conheceu através de Joao Rosário, e que em 25 de março será um dos exemplos de superação dos atletas que disputarão o 1º Torneio Brutal de Kettlebell Sport, em Canavieiras-BA. Confira no vídeo – https://youtu.be/TyJ8ElqtMUQ - o depoimento de Tárcio e venha prestigiar o campeonato competindo ou torcendo pelos atletas da região fortalecendo assim o esporte.

O 1º Torneio Brutal de Kettlebell Sport já conta com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Canavieiras, Óticas São Raphael, Pop Discos/Malu Móveis, Jornal Tabu, Jornal Agora, Costa Sul FM e Açaizeiro.

Quer competir também? Então se apresse. As inscrições para o torneio se encerram no dia 27 de fevereiro. Confira no site www.brutalsc.com todas as informações sobre a inscrição (formulário) e organização do torneio. Mais informações no whatsapp (73) 99827-9091, com João Rosário. A entrada é franca.

Jaques Wagner participa das comemorações dos 60 anos da Ceplac

Domingos Matos, 17/02/2017 | 10:24

O secretário de Desenvolvimento Econômico  Jaques Wagner, participa nesta segunda-feira (20) das comemorações dos 60 anos de implantação da Ceplac. Na ocasião, Wagner fará uma explanação sobre as ações do Governo da Bahia para o Sul do Estado e novos projetos para a região.

O evento Ceplac 60 anos acontece às 8:00 horas, no Auditório Hélio Reis, na Sede Regional da Ceplac, na Rodovia Ilhéus/Itabuna

Conjunto Penal de Itabuna investe na formação de brigadistas

Domingos Matos, 15/02/2017 | 11:02

Em cumprimento à NBR-ABNT 14276, que disciplina a implantação de brigadas de incêndio em locais de grande aglomeração, a empresa Socializa, que faz a co-gestão do Conjunto Penal de Itabuna (CPI) com o Governo do Estado, está capacitando todo seu corpo funcional como brigadistas de emergências. A capacitação faz parte da estratégia de investimentos da empresa buscando minimizar fatores de risco, especialmente após situações ocorridas em presídios de outros estados.

O curso é coordenado pelo engenheiro de segurança da Socializa, Rafael Pinheiro, e tem carga horária de 16 horas/aulas, nas modalidades teórica e prática. "Trouxemos para ministrar esse curso o renomado instrutor Cosme da Fonseca, um profissional altamente qualificado e atualizado no que diz respeito aos novos procedimentos preconizados pela NBR 14276, da ABNT, e à legislação específica", afirma.

Pinheiro destaca que o curso envolve simulações de atendimentos em primeiros-socorros, métodos de combate a incêndio, classes de fogo e técnicas de resgate entre outros. "Além de Itabuna, a Socializa busca oferecer esse curso em todas as unidades que administra, com profissionais capacitados nas áreas de saúde e segurança do trabalho", observa o engenheiro de segurança Rafael Pinheiro.

De acordo com o gerente operacional da Socializa no CPI, Yuri Damasceno, todo o material necessário ao atendimento da NBR-ABNT 14276 está sendo adquirido pela unidade, uma vez que, implantadas as brigadas de incêndio de acordo com a norma, a instituição fica obrigada a dar cumprimento a todos as exigências nela contidas. "Por exemplo, agora, todo ano teremos uma simulação de incêndio e também faremos uma reciclagem do treinamento".

Itabuna sedia temporada de estreia do 2º Festival de Teatro do Interior da Bahia

Domingos Matos, 15/02/2017 | 10:22

A cidade de Itabuna será o palco de estreia na segunda edição do Polo Teatral - Festival de Teatro do Interior da Bahia. Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, o Centro de Cultura Adonias Filho abrirá as cortinas para a programação do evento, que contará com apresentação de espetáculos, oficinas, roda de conversa e mesa redonda. Em parceria com o Prêmio Braskem de Teatro, a iniciativa tem como proposta fomentar a produção teatral em municípios do interior baiano. Após temporada em Itabuna, o projeto segue para as cidades de Juazeiro, de 08 a 11 de março, e Camaçari, de 15 a 18 de março.

No dia 15 de fevereiro, às 16h, o espetáculo Trovinhas Na(f)talinas abre as apresentações do Festival na região Sul do estado. A montagem do Coletivo Ciganas Cigarras e Cirandas, de Jequié, traz no enredo uma série de versos estendidos num cordel, um varal, no qual lavadeiras misturam suas lembranças de infância e a memória de rimas e versos.  Às 20h, será a vez da Cia OperaKata, de Vitória da Conquista, encenar o espetáculo Pariré. De forma poética e bem-humorada, a história vivida entre duas mulheres traz para a cena aquilo que já é constituído, estabelecido não pela relação do encontro entre indivíduos em si, mas pela construção de um jogo de projeções e expectativas. Na quinta-feira (16), haverá reapresentação dos dois espetáculos, nos mesmos horários.

Nos dias 17 e 18 de fevereiro, às 16h, sobe ao palco o espetáculo As Lendas do Velho Chico, um trabalho da Cia. de Teatro Mistura de Ibotirama, que retrata os contos, histórias, causos e lendas de Ibotirama e outras cidades ribeirinhas que são banhadas pelo Rio São Francisco. Às 20h, nestes dois dias, será a vez da Cia. de Teatro Acordada, de Ilhéus, mostrar O Santo e a Porca, comédia em três atos escrita por Ariano Suassuna em 1957, onde um velho avarento e devoto de Santo Antônio guarda as economias de toda a vida numa porca de madeira. Os ingressos para os espetáculos custam R$4,00 (inteira) e R$2,00 (Meia).

Segundo a atriz e produtora Alethea Novaes “A qualidade das produções, a diversidade estética, a diversidade da temática dos espetáculos realizados também é de grande relevância, e aborda de uma forma muito rica a vida, não só de cada região do interior da Bahia, mas retrata o Brasil. Vejo essa qualidade e relevância na maioria dos espetáculos inscritos, e os 12 contemplados vão representar muito bem a qualidade e diversidade do teatro produzido em cada região do interior baiano”.

 

A nossa prioridade é o Carnaval de rua, sem cordas, afirma Rui

Domingos Matos, 15/02/2017 | 10:20
Editado em 15/02/2017 | 10:22

"A nossa prioridade é o Carnaval de rua, sem cordas. Por isso, o Governo do Estado mantém o seu apoio não apenas aos blocos históricos e tradicionais, como os blocos afro, mas também vamos manter o apoio ao Carnaval sem cordas, o Carnaval democrático. Ressaltando que conseguimos articular o apoio de empresas privadas, que vão bancar o custo dos artistas mais renomados", afirmou o governador Rui Costa na apresentação das ações para o Carnaval 2017, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), nesta terça-feira (13). 

O evento incluiu show de Saulo, uma das grandes atrações dos trios sem cordas apoiados pelo Governo da Bahia. Na plateia estavam estudantes da rede estadual e jovens de projetos sociais apoiados por Bases Comunitárias de Segurança (BCS). 

O Governo do Estado preparou uma programação diversificada para agradar aos baianos e ao 1,5 milhão de turistas que são esperados na capital baiana no Carnaval. Além de artistas como Ivete Sangalo, Leo Santana, Anitta e Luiz Caldas, que vão animar a pipoca na Barra-Ondina e no Campo Grande, o Carnaval do Pelô vai contar com 171 shows e performances artísticas em palcos montados nos largos do Pelourinho, do Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água.

Outros setores de serviços essenciais receberão atenção no Carnaval e estarão à disposição do folião durante todos os dias da festa. Na saúde, os principais hospitais da cidade, o Geral do Estado (HGE), Roberto Santos (HGRS), Ernesto Simões (HGES) e Menandro de Faria (HGMF), terão o plantão reforçado. As unidades estarão prontas para receber ocorrências de maior gravidade. Dois postos de testagem para a detecção de HIV/Aids, sífilis e hepatites virais estarão montados em Ondina e na Barra. 

Na segurança pública, a novidade é a participação do monitoramento das rus e circuitos em tempo real por profissionais do Centro de Operações e Inteligência - 2 de Julho, onde trabalharão 500 profissionais, em esquema de plantão, acompanhando por 250 câmeras tudo que acontece na cidade. Nos 46 portais de abordagem, a inovação do Carnaval 2017 são as câmeras acopladas às estruturas, para acompanhar melhor a entrada e saída dos circuitos. Ao todo, são mais de 25 mil profissionais entre policiais civis, militares, técnicos e bombeiros militares vão atuar no Carnaval em Salvador e em mais 31 municípios do estado.  

Carnaval no interior

E não é apenas na capital, onde o fluxo de pessoas será maior, que tem festa. A folia está garantida em 23 cidades do interior baiano. O tradicional Carnaval de Maragojipe, que reúne cerca de 80 mil pessoas na cidade, recebe apoio da Secretaria de Cultura, além de municípios apoiados pela Bahiatursa, entre eles Madre de Deus, Juazeiro, São Félix do Coribe, Vera Cruz, Paratinga, Porto Seguro, Ilhéus, Itabuna e Marau.    

(Foto: Manu Dias/GOVBA)

Prefeitura de Itacaré inicia cadastramento do Bolsa Família

Domingos Matos, 14/02/2017 | 15:45
Editado em 15/02/2017 | 09:30

A Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Itacaré iniciou esta semana o cadastramento dos beneficiários do Bolsa Família, com a proposta de a atender um grande número de pessoas contempladas com o programa. O atendimento está sendo feito das 8 às 14 horas, com prioridade para as pessoas que tiveram seus benefícios cancelados e aqueles que se deslocam da zona rural, tendo em vista a dificuldade de acesso, mas todos estão sendo atendidos.

A secretária de Desenvolvimento Social, Ivonete Damasceno, explicou que um dos primeiros passos foi organizar as instalações da secretaria, reformando as unidades e criando espaços mais dignos para receber as pessoas que procuram os serviços e os benefícios sociais. Depois foi a vez de organizar cada benefício e o Bolsa Família mereceu uma atenção especial pois é um programa de transferência direta de renda, direcionado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o País, de modo que consigam superar essa vulnerabilidade. O programa busca garantir a essas famílias o direito à alimentação e o acesso à educação e à saúde. E a proposta é ampliar o úmero de pessoas de Itacaré beneficiadas com o programa.

Além do Bolsa Família, a Secretaria de Desenvolvimento Social também já está realizando a carteira de idoso, o cadastramento do Programa Minha Casa Minha Vida e vários outros tipos de atendimento e benefícios como encaminhamento para próteses e cadeiras de rodas. Equipes da Secretaria de Assistência Social também vem realizando in loco a busca de identificação de pessoas que estão em vulnerabilidade para prestar o atendimento. Profissionais da área de assistência social, psicólogos e técnicos da secretaria se deslocam até as pessoas para verificar a situação de cada cidadão e encaminhar para os atendimentos e serviços.

Todo esse trabalho, segundo explica Ivonete Damasceno, faz parte do compromisso do prefeito Antônio de Anízio de prestar um atendimento de excelência aos cidadãos de Itacaré, possibilitar a essas pessoas o acesso aos benefícios e programas sociais, além de assegurar a qualificação profissional para que possam gerar emprego e renda para as famílias. A Secretaria de Assistência Social funciona na praça Santos Dummont, na chamada Praça dos Cachorros. Já Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) está localizado na rua 07 de Setembro, enquanto que o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) funciona no bairro São Miguel.

SDR se reúne com gestores municipais do Território Litoral Sul na Uesc

Domingos Matos, 14/02/2017 | 13:45

Com o objetivo de fortalecer a estratégia da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), de interiorização dos serviços, gestores e técnicos da secretaria, estão percorrendo, nos meses de fevereiro e março, os 27 Territórios de Identidades da Bahia para apresentar as ações da SDR aos gestores municipais e pactuar com as prefeituras estratégias para fortalecer o desenvolvimento rural no estado.

Nesta  quarta-feira (15), o secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, e a equipe técnica da SDR, estarão reunidos com os dirigentes municipais do Território Litoral Sul. O evento acontecerá, às 9h, no auditório da torre administrativa da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus. A iniciativa tem o objetivo de intensificar a articulação de políticas públicas, por meio do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) e do Serviço Municipal de Apoio à agricultura Familiar (SEMAF).

O público prioritário serão os gestores públicos municipais e estaduais, Colegiados Territoriais, integrantes dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentável (CMDS), instituições prestadoras de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e movimentos ou entidades representativas da agricultura familiar.

A Bahia é o estado que possui o maior número de famílias vivendo da agropecuária, atividade responsável pela produção de 77% dos alimentos saudáveis que chegam a mesa dos baianos.  De acordo com o Censo Agropecuário (IBGE, 2010), o estado concentra a maior população rural do Brasil, com 3,9 milhões de habitantes. Também reúne o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar, com cerca de 700 mil propriedades.

A Agricultura Familiar responde por 44% de tudo que se produz na agropecuária do Estado, com o Valor Bruto da Produção (VBP) anual de R$ 3,74 bilhões. A agricultura familiar também é responsável por 77% dos alimentos que chegam à mesa das famílias baianas e por 81% da mão de obra das famílias no campo. A Agricultura Familiar é destaque na produção de mandioca, feijão, mel, leite, pesca e aquicultura artesanal, fruticultura, oleaginosas e caprinovinocultura, entre outros produtos.

Conjunto Penal de Itabuna define início do ano letivo de 2017

Domingos Matos, 11/02/2017 | 12:26

Durante reunião com representantes das redes estadual, municipal e do Todos Pela Educação (federal), a direção do Conjunto Penal de Itabuna (CPI) definiu o início das aulas para o próximo dia 19. A matricula das turmas 2017 estão sendo finalizadas, mas já há a expectativa de um número recorde de estudantes nas diversas modalidades oferecidas pelas três redes.

De acordo com Yuri Damasceno, gerente operacional da Socializa, empresa que administra o CPI em regime de co-gestão com a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (Seap), todo apoio será garantido por parte da empresa, para que as aulas transcorram de maneira tranquila, segura e com o conforto necessário para os profissionais e educandos.

A reunião foi coordenada pela pedagoga Maria Miranêz Santana, coordenadora pedagógica do Colégio Estadual de Itabuna, escola-matriz do anexo do CPI, e teve a participação, além do corpo docente que atua na unidade, de um representante do Ministério Público – Felipe Setenta, da 13ª Promotoria – e do diretor-adjunto (Seap) Bernardo Cerqueira Dutra.

Entre as demandas apresentadas pelos representantes das três redes, estão a adequação acústica nas salas de aula, instalação de ventiladores e adequação dos procedimentos de segurança e de serviços sociais. “A Socializa busca a excelência na prestação dos serviços de gestão prisional, e entende que a educação, assim como demais atividades de ressocialização, que também oferecemos. Não mediremos esforços para garantir toda a estrutura necessária para que tenhamos cada vez maior êxito”.

Cursos

No final de janeiro (dia 28) ocorreu a formatura da turma de Corte e Costura (foto). Além desse, também são oferecidos cursos de serigrafia, cabeleireiro, manicure, marcenaria, artesanato entre outros. Há também na unidade o oferecimento de um curso do idioma Italiano, ministrado por um interno dessa nacionalidade. Todos são certificados e cumprem o que preconiza a Lei de Execuções Penais, em relação à remição e garantia de direitos.

Domingos Matos, 11/02/2017 | 12:15

Carnaval de Itabuna começa hoje com apoio do governo do estado

Domingos Matos, 10/02/2017 | 15:34

O 'Itabuna Folia 2017', primeiro Carnaval antecipado do Brasil, começa nesta sexta-feira (10) e segue até domingo (12), com o apoio do Governo da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado (Bahiatursa).

A abertura da festa será marcada pela Lavagem do Beco do Fuxico, com a participação de baianas, trio elétrico e blocos culturais. O tema será 'Saga de Guerreiro', uma homenagem ao ator Mário Gusmão, primeiro negro formado na Faculdade de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba). 

Após a Lavagem do Beco, a folia terá dez bandas na primeira noite, como Babado Novo, Tsunami, Amor a Dois, Negaline, Constelação da Bahia, Eletrikka, Bikuí, Sem Censura e Bonde dos Catchorros.  No palco alternativo, na Praça Rio Cachoeira, irão se apresentar a Banda Arreio de Couro, Takabum, Alex Oliveira, John e Ruares.

Precisamos falar da relação Ministério Público x Fernando Gomes

Domingos Matos, 08/02/2017 | 12:14

Dizem que bebês fazem testes constantes com suas mamães e papais, através do choro. Fazem testes para saber até onde podem ir com o choro para receber a recompensa do colo, por exemplo. Se os pais vão pegá-lo no colo pelo carinho imediato ou pelo desespero cusado pelo choro. São verdadeiros cientistas da fofura. 

O Ministério Público Estadual em Itabuna tem feito alguns testes com os prefeitos nos últimos anos, especialmente em relação à realização do Carnaval. Com Azevedo e Vane, por exemplo, uma recomendação contra a festa surtiu efeito, e os gestores foram desmoralizados perante a parte do público que pedia a festa e a quem eles a prometera.

O mesmo teste foi feito com Fernando Gomes agora: uma recomendação contra os gastos do dinheiro público - na prática uma recomendação contra a folia, que não se realiza sem nenhum aporte de verba pública -, que foi solenemente ignorada pelo atual mandatário.

Aliás, não ignorada, mas devidamente tripudiada por Fernando Gomes. (Uma pergunta: por que, ao invés de recomendar, não propor uma ação?)

É que, no fundo, Ministério Público e Fernando Gomes sabem que o maior escárnio dessa relação foi e é a sua candidatura, eleição e posse no pleito de 2016. Se ele, multi-condenado, pode ser candidato e, mais votado, tomar posse, claro que lhe foi dado um cetro mágico.

Fernando nunca escondeu isso, e uma prova é o seu slogan de campanha, que usa até hoje: "Foram me chamar...".

Ora, quem diz isso diz com todas as letras que fará o governo que bem entender, afinal ele não queria, mas o "forçaram" a ser prefeito.

Taí. O Ministério Público - como a sociedade - terá que o engolir.

Voltando aos bebês cientistas: alguns pais se mostrarão fracos diante de tanta gritaria e farão de tudo para cessar aquele sofrimento. Outros, dirão: deixe de manha, que eu conheço esse choro.

Eduardo Cunha cria labirintos e mostra as saídas para Temer

Domingos Matos, 08/02/2017 | 10:35
Editado em 08/02/2017 | 11:19

Entender a mente psicopata é um dos grandes desafios da humanidade. O psicopata pensa além, sempre além. Ele cria um labirinto mas mostra a saída, não necessariamente dando-a de mão beijada. Há que se ter um mínimo de inteligência - ou ser um pouquinho psicopata também? - para se chegar à resposta do problema proposto.

Não sabemos se Eduardo Cunha é diagnosticado, mas que ele tem um comportamento muito coincidente com a condição psicopata - ao menos com a que nos acostumamos a ver no cinema - isso tem. Ele, assim como os psicopatas de cinema - vamos tomar essa referência, para evitar erros científicos - pensa em tudo e sempre além. Ele não descuida de nenhum detalhe. Foi pego? Foi. Mas, calma que o jogo ainda não acabou. Ser preso por Moro era parte do plano, certamente.

Um exemplo do pensamento psique dele: "esqueceu" um telefone cheio de pistas em um local que sabia que seria investigado. (O próprio tipo de telefone também indica um grau de preocupação com a atividade a que se dedicava: um BlackBarry, que sabidamente tem proteção maior a dados, por meio de uma criptografia de senha até pouco tempo inviolável. Ele, providencialmente, o deixou sem senha.)

Mas a demonstração mais interessante dessa condição pode ter sido dada no depoimento que prestou ao juiz Sérgio Moro, na terça-feira (7). Ele simplesmente mitou na escala da psicopatês ao construir um labirinto em forma de confissão, envolvendo o presidente Michel Temer. Disse, com todas as letras, que era Temer quem coordenava as nomeações que iriam drenar os recursos dos contratos da Petrobras para o grupo.

E, claro, mostrou a saída desse labirinto: leu uma carta em que se diz portador de um aneurisma, como o da Dona Marisa. e reclamou que no presídio não tem assistência médica adequada. Tolinha a afirmação, não?

Não.

Simplesmente está dizendo a quem pode salvá-lo (Temer - quem sabe através de um ministro revisor de seu processo no STF?): "use a minha doença para justificar a minha ida para o regime aberto, bote tornozeleira, faça o que quiser, mas me tire da prisão. Já te dei o caminho".

A mente psicopata é fascinante.

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