José Adervan – foi o homem, fica sua história

Domingos Matos, 06/03/2017 | 01:02

Por Walmir Rosário*

Em 3 de março próximo José Adervan completaria 75 anos de existência, 66 deles vividos em Itabuna – sem levar em conta o período que passou em Salvador e Alagoinhas. A intenção dos amigos e família era elaborar uma edição especial do Jornal Agora para homenageá-lo, mas como ainda não conseguiram tornar a vida perene, nos deixou antes disso.

Lutou contra a enfermidade até não poder mais. E não poderia ser diferente para quem passou toda a vida superando obstáculos, sempre com a naturalidade que lhe era peculiar. Se as coisas estavam difíceis, aí era que ele apostava num salto mais alto. Contava que aprendeu isso com sua mãe, obstinada, como toda sergipana, em tornar vencer as dificuldades.

E Adervan, o mais baiano – grapiúna – dos sergipanos, costumava lembrar do dia em que chegou a Itabuna, numa data qualquer de 1951, em cima de um “pau-de-arara”, fugindo da terrível seca. Aos nove anos, o menino se deslumbrou quando o caminhão parou no terreno baldio onde hoje é o Fórum Ruy Barbosa, e resolveu fazer um reconhecimento daquela que seria a cidade do seu coração.

Mais do que sergipano de Boquim, passou a ser itabunense e cidadão da região cacaueira, título dado e passado pela população do Sul da Bahia, como reconhecimento dos seus feitos. Era um obstinado pelo desenvolvimento regional e travou uma luta constante na defesa da nossa economia, pelo cumprimento das promessas dos políticos, e pela garantia básica de direitos assegurados em nossa Constituição, como educação, saúde e cidadania.

É bom que se diga que esse estofo não nasceu do Jornal Agora, bastião da defesa regional, criado por Adervan e Ramiro Aquino, uma instituição que teima em desafiar a história, sobrevivendo por longos 35 anos. Não pensem que foi o Jornal Agora quem fez Adervan. Foi exatamente o contrário e desde os tempos de Alagoinhas que ele já se dedicava à imprensa, editando uma revista.

Dos tempos menino, quando começou a respirar o cheiro das tintas nas gráficas, ainda com tipos frios, passou pelo chumbo quente dos linotipos até as impressoras planas e a composição digital. Durante esse período, dividiu seu tempo com a política, a começar pela estudantil, elegendo-se presidente da então toda poderosa União dos Estudantes Secundaristas de Itabuna (Uesi).

Por ocasião da eleição para o Governo do Estado da Bahia, encampou a luta em defesa da construção do novo Colégio Estadual de Itabuna exigindo o compromisso dos dois candidatos – Waldir Pires e Lomanto Júnior. Eleito, Lomanto manteve o compromisso e construiu um novo prédio no bairro São Caetano.

Defensor intransigente da educação como indispensável para a formação do homem, Adervan, já economista diplomado pela Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, prestou sua colaboração à educação superior, como professor da instituição. Mais acreditava que poderia contribuir ainda mais e se tornou um baluarte pela sua estadualização.

Assim como lutou pela transformação da Fespi em Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) se empenhou na criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (USSB). Mas nada disso se compara como o carinho com que recebia jovens estudantes que frequentemente visitava o Agora. Sua paixão era tanta que ao criar o suplemento Agora Teen, elaborado com a participação dos alunos das escolas, acreditava que fosse um veículo especial para a formação de novos leitores.

Uma das suas criações e que se transformou em seu “xodó”, o Agora, mais do que um jornal se transformou numa escola. Pela redação que tive o prazer de participar algumas vezes, convivíamos com o que tinha de melhor no jornalismo. Numa só redação, nomes como Antônio Lopes, Joel Filho, Kleber Torres Vera Rabelo, Ricardo Ribeiro, Jorge Araújo, Ricardino Batista, Juarez Vicente, gonzalez Pereira, Eduardo Lawinsky, Kaline Ribeiro, Paulo Fumaça, Walter Júnior, Arnold Coelho, Waldyr Gomes, dentre muitos outros, circulavam com desenvoltura.

Junto com Ramiro Aquino já inovava ao criar a Plopan, que revolucionou o setor de eventos e grandes promoções no Sul da Bahia, atuando nas áreas de entretenimento, com grandes atrações. No esporte brilhou ainda mais, ao lançar os títulos patrimoniais do Itabuna Esporte Clube (Meu time de fé), promovendo grandes jogos com as grande equipes do Brasil.

Bom garfo e bom copo, dispensava um convite de que festividade fosse, ou abandonava-a, quando chegava a hora de assistir pela TV aos jogos do seu time querido: o Flamengo. Apesar do DNA festeiro, duas festas lhe eram sagradas: o Natal, em que fazia questão da família e amigos juntos em casa, e o Carnaval, que desfilava ao modo antigo com sua cartola.

Citar as qualidades de Adervan é chover no molhado. Afinal, o homem é medido pelos seus feitos e necessário seria um extenso e enfadonho relatório nominando sua participação. A sua participação na sociedade está escrita nas entidades em que serviu, como a Maçonaria, AABB, CDL, Associação Comercial, e as que participava com apoio e entusiasmo.

No Sul da Bahia, em qualquer das cidades, sempre haverá alguém com uma história de Adervan na ponta da língua para contar. Assim como lutou pelas causas da sociedade, lutou bravamente contra uma enfermidade, se recusando a abandonar sua trincheira. Como bom anfitrião, recebia os amigos e gostava-os de vê-los à sua volta até o último instante.

E assim se despediu: no dia de jogo do Flamengo contra o Botafogo (perdôo-o pela vitória) e de Carnaval. Com as bençãos de Deus!

* Um grande amigo.

Domingos Matos, 06/03/2017 | 00:47
Editado em 06/03/2017 | 00:51

Parceria garante retomada das operações do aeródromo de Itabuna

Domingos Matos, 01/03/2017 | 17:32

A parceria entre a Prefeitura de Itabuna, Associação Comercial e Empresarial e o Aeroclube para a reativação do Aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho visando a sua utilização por aeronaves de pequeno porte e unidades de UTI aérea, já começa a dar resultados. Depois de uma audiência com o prefeito Fernando Gomes, homens e máquinas começaram a trabalhar sem custo para o município na retirada de seis carretas de lixo e entulhos, bem como no patrolamento das áreas no entorno da pista do aeródromo.

O presidente do Aeroclube de Itabuna, Francisco Assis Menezes, que é piloto, destaca a importância da decisão do prefeito ao sinalizar para uma ação em conjunto com a iniciativa privada para a reativação do aeroporto, que dependerá de uma homologação do Departamento de Aviação Civil. O processo é acompanhado pela empresa RR76 Aviation, do empresário Ricardo Ramos, que prevê a redução da pista para 1.000 metros, ampliando a margem de segurança para operação com pequenas aeronaves.

Segundo o piloto Olívio Borges, que é diretor financeiro do aeroclube, o aeródromo será reaberto em julho, “graças ao apoio decisivo do prefeito Fernando Gomes, que sinalizou positivamente para o projeto com a iniciativa privada.” Explicou que o aeroclube promoveu a remoção de 240 toneladas de lixo orgânico e de entulhos na margem da pista, “agora estamos utilizando um trator 7D e vamos unir esforços para reabertura do aeródromo até 28 de julho,”  complementou.

O projeto técnico operacional e de segurança do aeródromo está sendo elaborado pela RR76, e além da retomada de voos para pequenos aeronaves, Itabuna deverá contar com uma oficina de uma empresa de manutenção de aviões, a TBA (Tecnologia Brasileira de Aviação)  Aviation, gerando emprego e renda para mão de obra qualificada e que vão atuar no apoio às aeronaves que operam na região.

“Mão de obra tem que ser nossa”, afirma Rui em negociação com chineses no Carnaval

Em negociação com investidores chineses em pleno carnaval, governador exige que a mão de obra seja baiana

Domingos Matos, 01/03/2017 | 13:21
Editado em 01/03/2017 | 13:24

As empresas chinesas que estão em negociação com o Governo do Estado para investir em projetos estruturantes, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, terão que utilizar mão de obra local durante a construção dos equipamentos. Foi o que o governador Rui Costa reafirmou à comitiva de executivos chineses durante a apresentação do Carnaval da Bahia ao grupo, na noite de segunda-feira (27), no circuito Dodô (Barra-Ondina). "No início da nossa conversa, já tinha dito a eles que o modelo utilizado na África, com 100% de aproveitamento da mão de obra chinesa, não nos interessa", disse Rui. 

Para o governador, “eles podem até trazer especialistas, porque têm tecnologia e conhecimento que podem servir de aprendizado para nossos engenheiros e técnicos, mas a maior parte da mão de obra tem que ser nossa”. Rui também informou que os empresários chineses estão convictos de participar da licitação da Fiol, que o governo federal prevê lançar edital, "no mais tardar em julho deste ano", para o trecho de Caetité até Ilhéus, e depois, do restante, até a divisa da Bahia. "Até o fim deste ano, teremos o início das obras da Fiol e do porto".

O governador informou ainda que estão agendadas reuniões no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, inclusive para discutir a construção da ponte Salvador-Itaparica, projeto em estudo aprofundado pelos chineses. No próximo mês haverá encontro com os sócios da Bahia Mineração (Bamin), com os quais os chineses querem firmar parceria, “para bater o martelo sobre o Porto Sul”.

Rui enfatizou que ao visitar a Bahia nos últimos dias, na área de instalação da Fiol e do porto, a comitiva confirmou o que o Governo do Estado tem informado. “Não brincamos com a informação. É preciso ser rígido. Estamos um processo de aproximação, onde se ganha mutuamente porque não se trata de doação e de filantropia. Eles são hoje grandes empresas, com recursos do governo e do banco estatal, que têm interesse que as empresas façam negócios no exterior. Eles querem investir no Brasil e, por toda a interlocução, têm decisão de fazer negócios na Bahia".

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Carnaval de Itacaré tem recorde de público em clima de paz

O Carnaval de Itacaré teve recorde de público com mais de 70 mil pessoas

Domingos Matos, 01/03/2017 | 11:36
Editado em 01/03/2017 | 11:39

Carnaval de Itacaré

Uma festa que entra para a história da cidade por receber o público recorde e por levar alegria, animação, mas também muita paz e tranquilidade durante os quatro dias de folia. Assim foi o carnaval 2017 de Itacaré, realizado pela Prefeitura Municipal, com o apoio da Bahiatursa, que reuniu mais de 70 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar. E o grande diferencial foi que além das grandes atrações nacionais que animaram o grande público, os blocos alternativos e os grupos culturais da cidade deram um colorido especial à festa, levando alegria, irreverência, criatividade e mensagens de paz e de respeito ao meio ambiente.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio explicou que apesar das dificuldades, a proposta foi fazer de fato um carnaval com muita alegria e com paz, onde os foliões pudessem curtir uma festa com grandes atrações, mas também valorizando os artistas locais resgatando a tranquilidade e a cultura da cidade. E o resultado foi conquistado com uma festa onde todos puderam curtir a folia e resgatar a tradição de Itacaré.

Além de toda a alegria, o carnaval movimentou a economia da cidade. Durante s quatro dias de festas as pousadas ficaram lotadas. Casas também foram alugadas para temporadas e os bares e restaurantes registraram um grande movimento. Os ambulantes também aproveitaram o momento de festa e o grande público para vender seus produtos. “Todos saem ganhando com a festa e é esse o nosso objetivo ao realizar o carnaval, levar alegria, atrair um grande público para Itacaré e movimentar a economia da cidade”, complementou o prefeito.

Cerca de 25 mil pessoas, de acordo com estimativa da Polícia Militar, participaram do primeiro dia do carnaval de Itacaré, aberto com chave de ouro na noite de sábado pela banda Cidade Negra, que encantou o público e deu o tom de paz e alegria à folia. E mesmo com o número recorde de participantes, durante o circuito, conforme dados da PM, não foram registradas ocorrências mais graves. Além da banda Cidade Negra, o primeiro dia do carnaval de Itacaré contou com a apresentação das bandas JP do Capricho e Pirilampo.

O domingo de carnaval começou com a irreverência e a criatividade dos grupos culturais Encantados e Laranjada. Tudo isso sem contar com a alegria dos grupos independentes que com fantasias criativas e muita animação deram um colorido especial à folia. Os tradicionais caretas, todos cadastrados pela Prefeitura, também participaram da festa. E no palco principal a festa continuou com as bandas Bruta Raça, Amassa, Vera Cruz e Marly Brasil.

A segunda-feira de carnaval teve como atrações no palco as bandas É do Samba, Casa 8, Filhos de Jorge e Tony Canabrava. Pela avenida circularam trios elétricos e vários grupos alternativos, além dos blocos  Amassa e o TDB. Também desfilarão os blocos As Trepadeiras e Turma do Guetho. No último dia de carnaval a alegria começou mais cedo com o Bloco Amigos da Fé, seguindo com os blocos Pescador, Vem Comigo e Os Brutos. E no palco principal a folia foi comandada pelo Bonde do Andrezão, Elétrikka, Jauperi e Diamba, que encerram a festa garantindo a alegria e muita paz o carnaval de Itacaré.

Ceplac e a síndrome da Gabriela

Editorial do Jornal Agora, publicado nessa sexta-feira (24)

Domingos Matos, 24/02/2017 | 07:13
Editado em 28/02/2017 | 10:06

Se nada tivesse dito além de admoestar os dirigentes da Ceplac na Bahia quanto à síndrome da Gabriela que acomete aquele órgão federal, o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação, José Vivaldo Mendonça, já teria cumprido um bom papel durante a solenidade de comemoração dos 60 anos do departamento que cuida do cacau no Brasil, registrados na segunda-feira (20).

Disse Vivaldo (não literalmente): “A Ceplac precisa deixar a síndrome da Gabriela – ‘eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim’”. A citação à icônica personagem de Jorge Amado é uma referência à “Modinha para Gabriela” (1975), composição de outro gênio baiano, Dorival Caymmi, imortalizada na voz da diva Gal Costa.

Pois bem. Nunca antes na história da Ceplac houve uma reação tão forte contra um diretor, como o ataque que se verifica contra Juvenal Maynart nas últimas semanas. Em apenas uma ação, pelo menos três interesses estão em jogo: o do presidente do PMDB, Pedro Arnaldo, por motivos pessoais – segundo o próprio confidencia a interlocutores. O de um grupo de ceplaqueanos, notadamente de alguns auditores fiscais federais – os que antes eram identificados apenas como “os agrônomos” e eram os “donos” do órgão. E, por último, aquela conhecida reserva de mercado do corpo diretivo da Ceplac, que, ao contrário do servidor comum, rejeita tudo o que não é ele mesmo. Nesse caso, a síndrome é outra, de Narciso.

O pano de fundo é a manutenção de um espaço físico, o prédio do Centro de Extensão (Cenex), que os auditores fiscais federais estimulam servidores e dirigentes sindicais e representantes de entidades de funcionários, a “defenderem” contra a “sanha” de Juvenal. Afirmam que o diretor é insensível ao sentimento de pertencimento que eles têm ao prédio, a casa a partir de onde a Ceplac expandiu suas fronteiras, nos idos dos anos 1960, levando a tecnologia produzida pelo Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec).

O prédio em questão tem quatro mil metros quadrados – usando a “medida-padrão” da Rede Globo, seria equivalente a quatro campos de futebol – e ali já trabalharam 200 servidores, nos tempos áureos. Hoje são 71. Desses, porém, apenas 32 são ligados à atividade-fim. Os demais são do setor burocrático, agentes de portaria, de transportes etc., e serão todos remanejados para outros postos, a partir da centralização administrativa promovida pelo Ministério da Agricultura – lembremos que a Ceplac foi transformada em um departamento, na gestão do último diretor, Sérgio Murilo, por sinal um grande opositor de Maynart nesse processo.

Calma que ainda reduz mais: dessas 32 almas, duas estão de saída. Uma será cedida à Justiça Eleitoral e outra está assumindo um cargo no governo estadual. Ficaria, portanto, o prédio do Cenex, habitado por apenas 30 bravos extensionistas – auditores fiscais federais e agentes de atividades agropecuárias, os antigos técnicos agrícolas.

Ora, num momento em que o país clama por boas práticas e que sejam observados ao máximo os princípios da economicidade, da eficiência e da razoabilidade na administração pública, é no mínimo uma demonstração de bom-senso apoiar a transferência desses guerreiros de outrora a um novo espaço, menos dispendioso para os bolsos do cidadão-contribuinte. Deem-se-lhes as medalhas e comendas merecidas. Mas, não estimulem essa grave síndrome que acomete a nossa velha senhora da cacauicultura.

(Publicado originalmente no jornal Agora, edição de 24.02)

___________

Atualização: Diferente do que foi publicado no texto original (no Agora), a medida de 4.000 m² não corresponde a quatro campos de futebol. A confusão se deu pela comparação do campo de futebol (algo em torno de 10.800 m²) ao hectare, sendo que um hectare tem 10.000 m² - daí a referência, equivocada, à "medida-padrão da Rede Globo", que sempre faz essa associação. Por outro lado, a OIT preconiza 6 metros quadrados como necessários e suficientes para cada trabalhador de escritório. Quando ficarem os 32 guerreiros previstos, seriam necessários 192 metros quadrados para acomodá-los com o devido conforto. Como a Ceplac sempre foi generosa com espaços, admitamos o dobro, 400 m², prevendo salas de reuniões, sanitários, áreas de convivência etc. Os atuais 4.000 m² parecem, sim, um desperdício de dinheiro público.

Conjunto Penal de Itabuna é aprovado em inspeção da Corregedoria do TJ-BA

Domingos Matos, 21/02/2017 | 22:53
Editado em 21/02/2017 | 22:54

O Conjunto Penal de Itabuna (CPI), administrado em parceria de cogestão entre o governo do Estado e a empresa Socializa, passou por uma inspeção da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado, na quinta-feira (16). A juíza Liz Rezende, corregedora de presídios do TJ, foi a responsável pela visita, na qual inspecionou toda a unidade prisional. Na avaliação da magistrada, o CPI foi aprovado nos diversos aspectos analisados.

A visita, da rotina da Corregedoria de Presídios para todas as unidades no estado, verificou as condições de tratamento, as ações e projetos de ressocialização e remição, educação e a vida processual dos internos. "A empresa cumpre o que foi contratado com o estado. A unidade promove a ressocialização, garante serviços de saúde, assistência social, cursos e educação", observou a juíza Liz Rezende em seu relatório.

Ela avaliou que tanto a direção do Estado – diretor, diretor-adjunto e coordenador de Segurança - e a empresa que faz a co-gestão, a Socializa Gestão Prisional, realizam o trabalho de acordo com o que preconiza a legislação. A corregedora disse que alguns detalhes podem ser melhorados, e isso foi indicado à direção, mas nada que comprometa a avaliação.

"O mais importante é a pré-disposição da direção e da empresa de fazerem aquilo que indicamos. Ouviram e entenderam que são indicações pertinentes e necessárias, embora não comprometedoras. Mas a vontade de corrigir eventuais problemas conta muito nessa avaliação".

Ela destacou o papel que a OAB e a Defensoria Pública devem ter no processo de aperfeiçoamento das rotinas do presídio. "É muito importante a atuação da OAB e da Defensoria Pública, para garantir que seus clientes e assistidos tenham todos seus direitos observados pelas unidades prisionais', recomendou.

Ela ainda destacou que vai indicar a necessidade de que se faça um levantamento da vida processual de cada interno. Os relatórios serão enviados aos juízes das comarcas de origem de cada interno para que a vida processual seja adequada, quando houver o que se adequar, em relação a garantia de direitos, como julgamento, progressão etc. Ela esteve acompanhada do juiz da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas da comarca de Itabuna, Antônio Carlos Maldonado.

Gestão Fiscal itabunense será explanada à Comissão de Finanças da Câmara

Domingos Matos, 21/02/2017 | 22:45

Nesta quarta-feira (22), os contribuintes de Itabuna terão um detalhamento de como parte dos impostos deles foram investidos pela Prefeitura nos últimos meses de 2016. A audiência pública, às 10h, para explanação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF), referente ao 3º quadrimestre, perante a Comissão de Finanças da Câmara Municipal, segue determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o o vereador Ninho Valete (PR), o edital de convocação da audiência, publicado em conjunto pela Comissão de Finanças e Mesa Diretora da Casa, a apresentação das metas fiscais será feita por uma equipe ligada ao ex-prefeito Claudevane Leite (2013-2016). O encontro, aberto à sociedade em geral, ocorrerá na sala de Comissões. 

“O RGF, como instrumento de transparência, é útil para o controle popular da gestão pública”, salientou o presidente da Comissão de Finanças. É por meio do Relatório, por exemplo, que a população sabe se o Governo Municipal cumpriu os limites estabelecidos para despesas com pessoal, dívida consolidada líquida e operações de crédito, entre outras.

Prefeito de Itacaré defende fortalecimento da Ceplac nos 60 anos do órgão

Domingos Matos, 21/02/2017 | 11:50

Fortalecer cada vez mais a Ceplac para que volte a ser de fato uma eficiente instituição de pesquisa e apoio aos produtores e a agricultura regional. Essa foi uma das defesas feitas pelo prefeito de Itacaré, presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira e do Consórcio Intermunicipal Litoral Sul, Antônio de Anízio, durante a solenidade de comemoração dos 60 anos da Ceplac, realizado na manhã desta segunda-feira, no auditório do Cepec.

De acordo com Antônio de Anízio, “a Ceplac e o Governo do Estado são fundamentais nesse processo em que se busca agregar valor ao cacau, através da produção de amêndoas de qualidade e da fabricação de chocolate gourmet, ampliando a geração de emprego e renda”. Mas para isso, segundo ele, é preciso dar um novo olhar para a Ceplac, promover mais investimentos e fortalecer a instituição que ao longo dos anos teve uma importância fundamental para o desenvolvimento não somente da região, mas de toda a Bahia.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi teve a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Criada em 1957, a Ceplac entretanto, perdeu, no ano passado, sua autonomia e se tornou um departamento subordinado à Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e hoje passa por um processo de sucateamento avançado.

Governo apresenta parque para desenvolvimento do cacau e chocolate no Sul da Bahia

Domingos Matos, 21/02/2017 | 09:50

A apresentação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, que vai funcionar dentro da Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc), na rodovia Ilhéus-Itabuna, marcou as comemorações dos 60 anos da implantação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O evento foi realizado da manhã desta segunda-feira (20), na sede regional da instituição, e contou com as presenças dos secretários estaduais de Agricultura, Vitor Bonfim; Ciência e Tecnologia, José Vivaldo Mendonça; Meio Ambiente, Geraldo Reis; e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

Articulado pela secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e a Uesc, o Parque vai funcionar dentro da Uesc com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no Sul da Bahia. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto do Parque que irá auxiliar, ainda, na qualificação dos ensinos Técnico e Superior da região. O Parque tem previsão de investimentos de R$ 6,5 milhões até 2019 e possui ainda como metas o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, produtividade e competitividade do cacau e do chocolate, fomento à produção agroindustrial, agroecologia e agricultura familiar e manejo e conservação dos recursos florestais. 

A primeira estrutura do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia será inaugurada no mês de março. Trata-se do Centro de Inovação do Cacau, instalado em uma área dentro do Instituto Nacional de Pesquisa e Análises Físico-quimicas da Uesc.

De acordo com José Vivaldo Mendonça, “a Ceplac é uma referência mundial em pesquisa de cacau. Com o apoio do Governo do Estado, atuando em parceria com a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz, e a Universidade Federal do Sul da Bahia, vamos ampliar o processo de geração de tecnologia voltada para o desenvolvimento regional, que passa pelo fortalecimento da cadeia produtiva do cacau”.

O superintendente regional da Ceplac, Antonio Zugaib, destacou que “a parceria com o Governo do Estado é importante porque envolve não apenas recursos, mas difusão do conhecimento entre as instituições, tendo o Parque Científico e Tecnológico como agente catalizador para o desenvolvimento regional”.

Para o secretário Jerônimo Rodrigues, “o grande desafio é adotar um modelo que garanta a retomada econômica do cacau e, para isso, o Governo do Estado tem estabelecido parcerias que fortaleçam a cadeia produtiva do chocolate e programas de diversificação como agroindústria e fruticultura”.

O secretário Geraldo Reis afirmou que haverá investimentos em técnicas de produção que permitam a conservação ambiental, já que o cacau, por suas características de cultivo, contribui para a preservação da Mata Atlântica.

Já o secretário Vitor Bonfim disse que o Governo está trabalhando em conjunto com a Ceplac para ampliar a produção de cacau e reduzir a dependência da importação de amêndoas da África e da Ásia, que oferecem riscos de introdução de pragas.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi encerrada com a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

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