Diretor do Conjunto Penal de Itabuna participa de debate com alunos do IFBA

Domingos Matos, 18/09/2017 | 22:31
Editado em 19/09/2017 | 00:41

O diretor do Conjunto Penal de Itabuna, capitão PM Adriano Jácome, participou, na manhã de sábado (16), de uma discussão sobre Estado, Violência e Criminalização, no auditório do Instituto Federal da Bahia (IFBA), campus Ilhéus. A Mesa Redonda teve debates sobre encarceramento dos jovens negros e discutiu diversos aspectos dos temas propostos, desde conceitos de violência e crime até atuação do crime organizado na região.

O evento, promovido pelos professores da área de Humanas, teve ainda como convidados o doutor em Sociologia, Antônio Luz, e a doutora em Comunicação, Célia Regina. Também contou com a participação de estudantes dos diversos cursos oferecidos em grau de Ensino Médio, com intervenções artísticas como música, teatro e poesias, sempre discutindo a violência contra mulheres, jovens e população negra.

O diretor Adriano Jácome considerou que eventos como esse são enriquecedores para o debate franco de questões como criminalidade e criminalização, encarceramento e outras questões sociais que ajudam a criar a situação que se verifica hoje no sistema penitenciário, sugerindo caminhos para seu enfrentamento. “A instituição que dirijo tem capacidade para 670 internos, mas estamos com cerca de 1.280”.

Ele destacou a oportunidade de debater esse e diversos outros aspectos pertinentes ao tema. “Embora já soubéssemos que seria impossível esgotar a discussão, saímos de lá com a sensação de que esse é o caminho: trazer a juventude para o debate, porque serão eles que, em breve, estarão no comando da sociedade. Por isso devem estar munidos do máximo de informações sobre os graves problemas da contemporaneidade”.

Jorge Portugal e Roberto Mendes levam 'O Violão e a Palavra' para Escola Cultural de Itabun

Domingos Matos, 15/09/2017 | 10:27

O secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, apresenta, com o cantor e compositor Roberto Mendes, o projeto ‘O violão e a palavra’, neste sábado (16), às 19h, no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. A apresentação faz parte do projeto Escolas Culturais, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio das secretarias de Educação, de Cultura e de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

A música e a palavra estarão juntas no encontro em que o violão se une à poesia para mostrar a força da arte e da comunicação. A ‘palavra cantada’ mistura recital com músicas provocando o processo criativo dos dois artistas baianos. O acesso ao público de Itabuna será gratuito. O projeto tem como objetivo reunir pessoas que apreciam uma conversa animada. Os temas têm como guia a relação da palavra com a música.

Além de cantor e compositor, Roberto Mendes também é pesquisador de chula e samba de roda do Recôncavo. Jorge Portugal, secretário de Cultura do Estado, professor de português e literatura, também é reconhecido por seu talento para a poesia.

A expectativa é de um encontro de cultura e arte para quem curte literatura e música. Um espetáculo de gênero híbrido, que pode variar entre o debate e a aula-show, a depender do efeito do encontro de Mendes e Portugal com o público. O projeto pode contribuir para reduzir os efeitos das dificuldades de leitura e interpretação de textos. O objetivo é sensibilizar o público em geral e a população jovem para a importância do bom texto na formação do cidadão.

O “Violão e a Palavra” está bem de acordo com os princípios do projeto ‘Escolas Culturais’, cuja finalidade é fomentar ações que promovam experiências em cultura dentro das unidades da rede pública de ensino. A proposta entende a escola como centro de formação social, cultural e profissional e se propõe a fortalecer valores de cidadania a fim de proteger crianças e jovens dos efeitos da violência, da desinformação e, principalmente, da falta de perspectivas de vida.

Escolas Culturais

O projeto Escolas Culturais tem a proposta de fortalecer e dinamizar as escolas, por meio da cultura, em benefício da comunidade. O lançamento aconteceu no dia 27 de julho, em Itabuna, e foi marcado por uma grande festa, realizada no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, a primeira unidade de ensino a receber a iniciativa, que chegará, inicialmente, a 85 escolas, localizadas em 85 municípios de todos os Territórios de Identidade. As Escolas Culturais vão oferecer atividades nas áreas de dança, arte literária, música e audiovisual. O projeto é uma iniciativa do Governo do Estado, através das secretarias estaduais da Educação, de Cultura (SecultBA), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).

Conjunto Penal de Itabuna inova com uso da biometria no “confere” diário

Domingos Matos, 12/09/2017 | 20:16

Um sistema inovador e inédito nas instituições prisionais do país acaba de ser implantado no Conjunto Penal de Itabuna (CPI). O uso da biometria para o “confere” (contagem de internos) garante confiabilidade e segurança em lugar de um sistema mais propício a falhas, que é a tradicional contagem por chamada nominal. O sistema foi desenvolvido pela empresa Socializa Brasil, que faz a administração do CPI em regime de cogestão com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).

O presídio de Itabuna tem uma população média de 1.300 internos – ante uma capacidade de 670 –, o que torna o confere um desafio diário. Recentemente, a unidade já havia inovado com o uso da biometria para o pagamento (entrega) dos kits de higiene, roupas e colchões que distribui rotineiramente aos internos. Evoluir para o sistema atual foi uma questão de tempo – e investimento.

“Temos um grande banco de dados biométricos, que já vínhamos construindo desde a primeira inovação, com a biometria para o pagamento dos kits de higiene. Como tudo nessa área da inovação, esse sistema não ficou estático, e os técnicos de TI da empresa Socializa, sob nossa autorização, desenvolveram esse sistema mais amplo”, afirma o diretor CPI, o capitão PM Adriano Jácome.

O diretor Adriano Jácome observa que a tendência do sistema prisional é se tornar cada vez mais um ambiente de gestão de pessoas, com foco na segurança. “E, nesse ambiente, a tecnologia da informação será uma grande ferramenta. No caso do Conjunto Penal de Itabuna, essa ferramenta já é uma realidade. Hoje nós temos em tempo real o controle de toda população no interior do CPI, dos colaboradores aos visitantes, e agora a população carcerária. Tudo na tela, com acesso imediato, de acordo com a necessidade específica”, observa Jácome.

Ele cita ainda que esses dados, como são públicos, poderão, num futuro próximo, ser disponibilizados para os serviços de inteligência, especialmente nas áreas de segurança pública. “Como eu disse, nada nessa área de TI é estático. Como órgão de governo, embora aqui num regime de cogestão, esses dados podem ser disponibilizados para outros órgãos e ajudar na segurança pública muito em breve”.

Como funciona

O sistema será operado em conjunto por agentes de disciplina capacitados também na área de TI. Ao inserirem os dados da cela em conferência, o sistema vai disponibilizar na tela do dispositivo a população total e todos os dados relativos aos registros dos internos. A cada inserção dos dados biométricos, por meio das impressões digitais, são geradas as informações de cadastro, como fotografia, nome, crime que responde ou pelo qual foi condenado, regime entre outros detalhes afeitos à área de segurança. 

Festival do Caranguejo volta a agitar Canavieiras

Domingos Matos, 11/09/2017 | 21:22

O Centro Histórico e praias de Canavieiras serão palco de um festival de dar água na boca. De 11 a 15 de outubro, o município sul-baiano sediará o Festival do Caranguejo, com feira gastronômica, nomes da música brasileira, degustação de pratos típicos, artesanato, aulas-show com chefs, workshops, palestras e concursos temáticos.

Parte do festival acontecerá na praia, onde será montado o caranguejódromo, com barracas credenciadas, palcos e competições. Na área do Centro Histórico de Canavieiras, serão realizados os concursos Miss Caranguejo e Masters Chefs. Nessa área, além de toldos e barracas, haverá bares e restaurantes credenciados pela organização do festival.

Além oferta de pratos como bolinho de puã, puã a milanesa, puã recheada, casquinha de caranguejo, moqueca e caranguejo ao molho, ainda haverá espaço para debate científico e capacitação para a comunidade envolvida na comercialização do produto. Ações de conscientização para a preservação da espécie também terão espaço na programação.

De acordo com a organização, haverá sorteio de pratos típicos e premiações entre as barracas. Serão ofertadas algumas premiações para as catadeiras mais antigas e para a melhor estória de pescador. O Festival atenderá a todas as idades de públicos e a todos os nichos de mercados, com participação de todo o trade local, além de envolver barracas de praias, baianas de acarajé. A decoração será totalmente voltada para a proposta ambiental e o respeito ao propósito de sustentabilidade e conservacionismo. (Via Pimenta)

Reconhecimento: Carlos Sodré recebe título de Cidadão Itabunense

A honraria foi justificada por todo o trabalho realizado por Sodré em prol de Itabuna

Domingos Matos, 01/09/2017 | 10:49
Editado em 04/09/2017 | 22:03

Em uma Sessão Solene da Câmara Municipal de Itabuna, realizada na noite de quarta-feira (30), foi homenageado com o Título de Cidadão Itabunense o advogado Carlos Eduardo Sodré. Natural de Itapé, Sodré, que atualmente é chefe de Gabinete da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), teve seu nome indicado para a homenagem pelo vereador Francisco Reis, presidente da Mesa Diretora da Câmara.

O evento ocorreu no Salão de Festas da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e foi prestigiado por familiares – a esposa Tânia, os irmãos Márcia e Antonio Carlos Sodré, o filho Renato Afonso Sodré e o sobrinho-neto e afilhado Arthur -, amigos e dezenas de autoridades de diversas partes do país. A justificativa do vereador para propor a honraria, segundo o próprio Francisco Reis, foi o trabalho realizado por Sodré em prol de Itabuna.

“Muitas obras foram aqui realizadas por sua indicação, quando servia no governo Roberto Santos, a exemplo do esgotamento sanitário, os conjuntos habitacionais Urbis I, II e III, além de muitas outras ações ao longo de sua vida, sempre dedicada a Itabuna, Itapé e à região”.

Ainda durante a solenidade formal, da Câmara, discursaram, representando os amigos “de fora”, Joaci Góes, da Academia de Letras da Bahia e, representando os amigos “grapiúnas”, a professora Adélia Melo. Góes destacou a relevância de Sodré fora da região, ressaltando as atividades profissionais, públicas e institucionais que conferem a Carlos Sodré o status de personalidade de destaque em vários locais do país. A professora Adélia lembrou histórias da juventude, enquanto estudantes e colegas do curso de Direito da antiga Fespi, e a importância do homenageado para a construção da consciência do pertencimento, do sentimento e do ser grapiúna.

O discurso

Momento mais aguardado da noite, o discurso do homenageado foi uma verdadeira visita à história recente de Itabuna – ela própria uma jovem cidade –, dando significado a muitos aspectos que os próprios itabunenses naturais sequer percebem da cidade. A começar pelo poema Itabuna, inédito, de Antonio Baracat Habib, que garimpou entre os escritos do amigo com quem conviveu na juventude. A obra narra, poeticamente, a saga sergipana de Firmino Alves, que se entrelaça com a chegada dos libaneses e encontra o “caboclo” com sua “flecha morena”.

O discurso, que foi disponibilizado em livreto a todos os presentes, lembrou da infância em Itapé, a chegada a Itabuna, para prestar o exame de admissão ao Ginásio, a militância na política estudantil, na imprensa e no governo Roberto Santos.

Alerta – novamente – para a necessidade de diversificação da base econômica, admoestando a fuga da monocultura – já nos anos 1970 e ainda nos dias de hoje –, e projeta um futuro de “inteligência política” da região, que tem potencial para eleger dezenas de deputados estaduais e federais mas que se apega às velhas estratégias de “politiquice bisonha” que destrói em vez de construir “uma representação capaz de vocalizar” as aspirações grapiúnas e regionais. “Continuamos incapazes de exorcizar a política tacanha e reducionista que não une a todos em torno da defesa da síntese do que melhor serve e consulta o interesse de todos”.

Presenças

A cerimônia teve participação de convidados de diversas partes do Brasil, a exemplo de Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e Paraná. O prefeito Fernando Gomes foi representado pelo vice, Fernando Vita, que compôs a Mesa com o representante do Judiciário, desembargador Osvaldo Bonfim, do Executivo Estadual, secretário Cassio Peixoto; o reitor da UFSB, Naomar Almeida; o cônsul Holanda, Egbert Bloemsma; o tenente-coronel PM Câmara; o presidente da Fundação João Fernandes da Cunha, Silvonei Sales; o presidente da Urbis, Emerson Leal; o representante da OAB-Bahia Carlos Medauar Reis; a professora Adélia Melo; e Joaci Góes, da Academia de Letras da Bahia. O Poder Legislativo foi representado pelo presidente Francisco Reis.

Também participaram os ex-prefeitos de Itabuna, José Oduque Teixeira e Geraldo Simões; a família do jornalista José Adervan, representada pela viúva Ivone Fialho e a filha, Roberta Oliveira; o Cel PM Alfredo Castro; o presidente da OAB-Itabuna, Edmilton Carneiro; o presidente do Rotary Club de Itabuna, Kleber Andrade; o presidente da CDL, Jorge Braga; o presidente da FICC, Daniel Leão; a presidente da Asdita Marluce Leão; os diretores do Conjunto Penal de Itabuna, Cap. PM Adriano Jácome e Bernardo Cerqueira Dutra (adjunto) e o presidente PT Itabuna, Flavio Barreto.

Foram ainda registradas manifestações por escrito da Embaixada da Costa do Marfim; do secretário Nestor Duarte Neto, da SEAP; do desembargador João Augusto Pinto e outras.

“Mais um passo, mais uma vitória", diz Rui após assinar acordo na China

Domingos Matos, 01/09/2017 | 10:17
Editado em 01/09/2017 | 11:19

“A assinatura de hoje representa a nossa determinação em colocar a Bahia num novo patamar de atração de investimentos. É mais desenvolvimento para o interior. É mais emprego e renda para milhares de baianos”, afirmou o governador Rui Costa após assinar na China memorando de entendimento com cinco empresas chinesas e a Bahia Mineração (Bamin) para financiamento do projeto do Porto Sul, da Fiol e da mina de Pedra de Ferro. O ato aconteceu no Palácio do Povo por volta das 8h desta sexta-feira (1º) na Bahia, 19h em Pequim.

“Nosso foco na China é garantir mais qualidade de vida para nossa gente, transformar a vida das pessoas. Somos um povo forte e não baixamos a cabeça diante da dificuldade. Prova disso é que estamos do outro lado do mundo trabalhando intensamente para levar resultados concretos para a Bahia, mesmo diante de um cenário de crise econômica no Brasil”, acrescentou o governador ao concluir um dos principais compromissos nesta sua terceira missão internacional à frente do Governo do Estado.

Em vídeo publicado no Facebook (veja aqui: https://goo.gl/fZqAgt), Rui destacou o trabalho realizado ao longo dos últimos dois anos até a assinatura desta sexta. “Foram dois anos de muito trabalho para chegar à formação de um consórcio envolvendo várias empresas chinesas e a empresa do Cazaquistão. Teremos até o ano que vem o leilão da ferrovia [Fiol] e o início das obras, um passo importante para a Bahia crescer. Mais um passo, mais uma vitória”, afirmou o governador na rede social.

O documento assinado nesta sexta estabelece que o Governo do Estado, as empresas chinesas e o Eurasian Resources Group, acionista da Bahia Mineração, “desejam cooperar para o desenvolvimento totalmente integrado do projeto do Porto Sul, da Fiol e da mina Pedra de Ferro”. 

Ainda de acordo com o memorando, a participação em grupo de investimento para financiar o desenvolvimento dos projetos será liderada pelo consórcio chinês formado pelas seguintes empresas - China Railway Group Limited; China Communications Construction Company Ltd; Minmetals Development Co. Ltd; Shougang Fushan Resources Group Limited; e Dalian Huarui Heavy Industry Group Co. Ltd.

Essas empresas orientais são de diversos ramos de atuação, como siderurgia, construção civil e mineração, e fecharam um cronograma de atividades com a Bahia Mineração envolvendo prazos para execução dos trabalhos.                        

Fotos: Divulgação/GOVBA

Parem de pedir o fortalecimento da Ceplac!

Domingos Matos, 28/08/2017 | 20:51

Por Domingos Matos

É batata. Toda autoridade que por aqui chega ou mesmo aquelas que daqui não saem, na falta do que dizer sobre a Ceplac, ou pedem ou prometem o seu fortalecimento.

Por favor, parem!

A Ceplac, também conhecida como a Velha Senhora da Cacauicultura, já foi muito forte, em sua mocidade.

Naquela época, não faltou quem dela tirasse pedaços, vantagens e sua seiva. Muitos até dos que hoje falam em pedir seu "fortalecimento".

Hoje, sessentona, ela não quer essas migalhas traduzidas nas tais promessas de vitaminas e sais minerais dos políticos sem criatividade e sem informações.

Sim, sem informações. Porque, se ao menos consultassem seus assessores, se os tivessem bons e antenados, evitariam falar essa grande bobagem. Mesmo quando 'orientados' por alguns ceplaqueanos, a "velharia" erra. Simplemente porque pergunta sobre a Ceplac à "velharia" da Ceplac.

A Ceplac está discutindo a pós-modernidade. Trabalho em redes digitais, a partir de conceitos de tecnologia, inovação e comunicação.

A Ceplac quer estar na GigaSul. "Ah, mas precisa de concurso!". Precisa, claro. Mas para implantar a Nova Ceplac, jamais para "fortalecer" a atual. Fazer mais e melhor, com menos estrutura.

Sair da lógica da assistência técnica de porteira em porteira. Em tempos de diárias minguadas, combustíveis escassos, pessoas obsoletas...

Discute, por exemplo, fazer ciência por demanda, não por vontade do clubinho.

O paradoxo máximo será a cara da própria Ceplac, expert em contradições: ela vai se modernizar quando o Brasil, enquanto nação, se atira num buraco negro do atraso, levado por um governo totalmente analógico, desde os conceitos até as pessoas. Mas, que seja. Até porque, esse processo não é tão novo, embora dele a Velha Ceplac nada fale. No coments. O bom é manter o status quo.

O importante é que vai se (pós)modernizar para, aí sim, se fortalecer, na medida de sua capacidade e da necessidade de sua missão.

Portanto, político, antes de prometer "lutar" pelo fortalecimento da Ceplac, que tal saber da Ceplac o que a própria está projetando? Atente, porém, para a recomendação: saber sobre o que ela está projetando não é o mesmo de saber o que alguns dela estejam querendo.

Esses, infelizmente, acham que "fortalecer" a Ceplac lhes garantirá um elixir da eternidade. Ou, um suprimento eterno de viagra.

Sinto dizer, mas a discussão da Ceplac hoje é outra, tios. Vocês, ó. Nadavê.

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Editor

Comunicação itabunense perde dois blogueiros em dois dias

Domingos Matos, 28/08/2017 | 17:37
Editado em 28/08/2017 | 18:32

O blogueiro Jose Raimundo Santos (Beto Capucho) faleceu, no início da tarde de hoje (28), aos 56 anos. Ele estava internado no Hospital de Base de Itabuna há quase duas semanas, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O quadro de saúde de Capucho agravou-se ainda mais nos últimos dias, quando entrou em estado de coma, vindo a falecer nesta tarde de segunda. Capucho deixa uma filha.

Nascido em Buerarema, Beto Capucho mantinha um blog, o Azulzinho Notícias, trabalhava na Rádio Jornal de Itabuna. Ele se aventurou na política ao disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Itabuna em 2016, pelo PMN, quando obteve 89 votos.

O corpo de Capucho será velado no Santa Fé, ao lado do Cemitério Campo Santo, a partir das 17h30min desta segunda. O enterro está marcado para as 16 horas desta terça (29), no Campo Santo.

Fabinho

A comunicação itabunense também perdeu, nesse fim de semana, o blogueiro Fábio Santos Pinto, mais conhecido como Fabinho Nazoera, 40 anos. Ele foi encontrado morto, na noite de sábado (27), na casa onde morava, na Rua Europa Unida, no bairro São Judas, em Itabuna. Fabinho foi enterrado no domingo (28), acompanhado de um grande cortejo de parentes, amigos e admiradores.

Informações do Pimenta

Conjunto Penal de Itabuna participa da Conferência Municipal de Assistência Social

Domingos Matos, 24/08/2017 | 22:01
Editado em 24/08/2017 | 22:34

O corpo de assistentes sociais do Conjunto Penal de Itabuna (CPI), representado por cinco profissionais, participou da 11ª Conferência Municipal de Assistência Social, realizada pelo Município de Itabuna, entre a quarta-feira (23) e a quinta-feira (24), no auditório da Unime A iniciativa da participação na Conferência foi da Empresa Socializa Brasil, que administra o presídio em regime de cogestão com o governo do Estado. A conferência é preparatória para a etapa estadual.

O objetivo da empresa é buscar uma maior integração do serviço social da unidade prisional na rede de proteção social representada pelos diversos organismos (CREAS, CRAS, Centro POP etc), nos três níveis – municipal, estadual e federal – que formam o Serviço Único de Assistência Social – SUAS.

A conferência teve discussões em 4 eixos distintos. As profissionais que representaram o Serviço Social do CPI participaram do eixo 3, que discutiu propostas para o tema “Acesso às seguranças socioassistenciais e a articulação entre serviços, benefícios e transferência de renda como garantia de direitos socioassistenciais”.

“Esse eixo nos representou plenamente, porque vivenciamos, no nosso dia-a-dia, os desafios de construir essas articulações a fim de garantir os direitos socioassistenciais de uma clientela privada de liberdade. Se no mundo extramuros essas garantias já são desafiadoras, o trabalho com o indivíduo privado de liberdade representa uma realidade que a sociedade sequer tem a plena compreensão”, afirmaram.

Direitos mantidos

Durante as discussões elas chamaram a atenção para a questão do reconhecimento dos direitos socioassistenciais de quem está em situação de cárcere, mas que não perde, junto com a condição de encarceramento, os direitos sociais.

“A sociedade precisa compreender que um sujeito que é condenado continua com seus direitos sociais, como assegura a legislação vigente, e que é dever do estado, no nosso caso por meio da cogestão, garantir o atendimento a esses direitos, especialmente quando olhamos para o ambiente prisional como lugar de ressocialização”, defenderam.

O Conjunto Penal de Itabuna tem um corpo técnico composto por assistentes sociais, assistência jurídica, médica e de enfermagem, odontológica, psicológica e psiquiátrica, além de oficinas e cursos profissionalizantes. Participaram da Conferência as assistentes sociais Alba Regina, Cynthia Hage, Laiz Santana, Kátia Sinara, Rubnéia Vieira.

Fernando Gomes e a arte do não ser - nem estar

Domingos Matos, 21/08/2017 | 23:36

O prefeito Fernando Gomes andou cobrando seu staf de Comunicação. Usou, para isso, um parente preposto, e deu aquela velha batida de ~mão~ na mesa, transferindo para a Comunicação a responsabilidade pelo retumbante insucesso de sua 5ª aventura à frente da prefeitura. Uma história pra lá de batida: governo ruim culpa - sempre - a Comunicação.

Pois bem. A Comunicação produziu o que se pediu. Divulgou que Itabuna está às mil maravilhas. É uma Cidade Universitária. Está construindo uma passarela. Vai concluir o teatro. E, a pérola maior: a obra da barragem foi retomada pelo Estado!

Ora.

Vamos por partes, como diria Jack, o Estripador. Essa "Cidade Universitária" (um decreto que dá incentivos fiscais a instituições de ensino superior) é resultado direto da chegada da Faculdade Santo Agostinho, com o badalado curso de Medicina. Ocorre que esse curso foi trazido pelo governo anterior, de Claudevane Leite, que fez uma gestão terrível na Educação mas, sim, trouxe esse curso.

Depois, a passarela. Outra realização (pelo menos, iniciativa) de Vane. No dia 16 de dezembro de 2016, o então prefeito assinou com a Caixa um convênio para a construção da passarela que, inicialmente, seria instalada mais próximo à entrada do Shopping Jequitibá. A obra de Fernando é, portanto, "puxar" a construção mais para perto da Câmara. E, claro, contratar a empresa, já que isso não seria possível no governo passado, por motivos óbvios.

O teatro, essa ideia fixa do prefeito, sairá após o governador Rui Costa dançar forró numa festa de aniversário São Pedro, promovida pelo prefeito, que ainda carece de quitação, segundo informações do blog PSB.

Por fim, a barragem. Falando da capacidade administrativa do prefeito, a Comunicação mandou: "Ele também firmou parceria com o governo do estado, que está concluindo a barragem do Rio Colônia, visando assegurar a reservação de água para a população itabunense nos períodos de estiagem, e no apoio à retomada das obras do Teatro Municipal. O projeto tem um investimento previsto de R$ 22 milhões e o teatro terá capacidade para mais de 700 pessoas."

De tanto viajar, característica adquirida nesse quinto mandato, Fernando Gomes parece estar com a cabeça nas nuvens. Alguém avise ao feitor que ficou em terra, que Comunicação, no âmbito da administração pública, por definição, é contar, comunicar ao público, o que acontece. Fora disso, é criação ficcionista.

Ou, como nos acostumamos a ver, é Fernando falando mil palavras em uma que, no fundo, não dizem nada. Um verdadeiro mestre do não ser nem estar. Mas que ainda assim exige dos seus "empregados" a mágica de mostrar aquilo que não existe.

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