Política

Incorrigível, JN se "corrige": Contas atribuídas a Lula e Dilma não existiam

Domingos Matos, 21/05/2017 | 00:00

Via Tijolaço

Depois de martelar anteontem,minutos a fio, que o delator Joesley Batista havia dito que havia contas de Lula e Dilma no exterior, somando US$ 150 milhões de dólares, o Jornal Nacional se “corrigiu” ontem em alguns segundos.

O apresentador William Waack reconheceu que não há conta dos ex-presidentes, mas apenas a alegação do dono da JBS de que teria mantido contas com finalidade de fazer frentes a gastos políticos.

Depois de espalhada a mentira, é “moleza” dizer que “não era bem assim”.

Assista vídeo do minuto em que o desmentido é feito.

Vereador vai convocar ex-secretário da Saúde para explicar carta-delação

Domingos Matos, 24/03/2017 | 23:24

Deu no Pimenta

O presidente da Comissão de Saúde, vereador Enderson Guinho (PDT), quer que seja ouvido, na Câmara, o ex-secretário de Saúde de Itabuna Vitor Lavinsky. Em carta aberta, Lavinsky fez críticas ao prefeito Fernando Gomes (DEM), citando “propostas indecentes” e afirmava não abrir mão da “transparência e da honestidade”.

Enderson disse querer, com a convocação de Lavinsky, esclarecer pontos da carta. “Nela, há termos fortes como propostas indecentes, jogadas sujas e mumunhas políticas”, frisou Guinho. Entre os significados dicionarizados de mumunha, constam negócio ilícito e corrupção. “A presença dele na Casa seria de muita valia para a cidade”.

Na sessão ordinária da quarta (22), vereadores como Jairo Araújo, Antônio Cavalcante, Ricardo Xavier endossaram a importância de ouvir Lavinsky. Ainda na sessão, foram tratados temas como abandono de postos de saúde e o fim do atendimento psiquiátrico no Hospital de Base. De acordo com a médica Célia Kalil, que usou a Tribuna Popular, o setor de psiquiatria itabunense atendia, por ano, 20 mil pacientes.

Antes, O Trombone havia publicado: A lava-jato, o caso Ilheus e a saida de Vitor do Amor (...)"Uma delação informal, não há dúvidas. Resta saber quem se interessa por ela."

Parece que o vereador Enderson Guinho se interessou, como afirma o Pimenta. Observemos o interesse desse interesse.

A lava-jato, o caso Ilhéus e a saída de Vítor do Amor

Domingos Matos, 23/03/2017 | 00:06
Editado em 23/03/2017 | 00:15

Há uma relação direta entre o que ocorre no Brasil, com a chamada Operação Lava-jato, as prisões dessa terça-feira (21) em Ilhéus e o pedido de boné do secretário da Saúde de Itabuna, Vítor do Amor. Sinal dos tempos.

A relação entre a Lava-jato e o caso de Ilhéus é evidente: inspiração. O Ministério Público Estadual imitou o que fazem o MPF e a PGR na famosa operação nascida na 13ª Vara Federal de Curitiba.

O que fica mais no campo da especulação é o caso do ex-secretário da Saúde de Itabuna.

Será que quando convidado, o tio, Jaime do Amor - conhecido negociante ligado ao prefeito Fernando Gomes - não chegou a dizer quem era o futuro chefe? Seu modo de agir. A já folclórica forma de tratamento de seus subordinados... E sobre os pedidos “fora dos preceitos da legalidade”, nada?

Claro que há relação.

Um dia após a prisão de agentes públicos e políticos, sob suspeita de corrupção, numa cidade vizinha, de mesmo porte, acaba sendo um alerta.

Mas interessante mesmo é um representante do primeiro escalão de uma prefeitura como a de Itabuna dizer que recebia pedidos estranhos. Logo numa secretaria com o orçamento que a Saúde tem. Não dá para desconsiderar.

Uma delação informal, não há dúvidas. Resta saber quem se interessa por ela.

Nazal defende mais união dos municípios para consolidar desenvolvimento regional

Domingos Matos, 23/03/2017 | 00:01

Ao participar do lançamento do Programa Líder, iniciativa do Sebrae e da Frente Nacional dos Prefeitos, em parceria com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e Associação Brasileira dos Municípios (ABM), o vice-prefeito de Ilhéus e secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, José Nazal, defendeu a importância de mais união entre os municípios que integram o Território Litoral Sul na busca pela consolidação do desenvolvimento regional.

Ilhéus foi a primeira cidade do interior baiano a conhecer o programa e, de acordo com o superintendente do Sebrae Bahia, Adhvam Furtado, essa conquista se dá graças ao potencial, a organização e a importância econômica que a região tem. Nazal participou do lançamento ao lado de lideranças públicas, privadas e representantes do terceiro setor da região sul da Bahia. Estiveram presentes também os secretários Paulo Sérgio dos Santos (Indústria e Comércio) e Alcides Kruschewsky (Comunicação).

Estratégia coletiva - O objetivo do Programa Líder, segundo a gerente regional do Sebrae, Claudiana Figueiredo, é pensar estrategicamente o desenvolvimento sustentável da região, através do estabelecimento de uma aliança que faça convergir interesses de todos nas prioridades identificadas na área em sinergia com as políticas de Estado e do Governo Federal.

Durante o lançamento, que aconteceu ontem (21), no auditório do Hotel Aldeia da Praia, litoral sul de Ilhéus, o vice-prefeito José Nazal destacou ainda que o Território Litoral Sul é composto por 26 municípios, mas metade da população se concentra em Ilhéus e Itabuna, municípios que também detém “muito mais da metade da receita”.

No entanto, destacou Nazal, os dois maiores municípios regionais pouco participam dos debates e não integram sequer o Consórcio da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc). “A região passa pela necessidade de os políticos, governantes e das pessoas em geral, se despirem da vaidade pessoal e pensar conjuntamente o processo de desenvolvimento regional focado em iniciativas de desenvolvimento coletivo e de sustentabilidade”, afirmou.

Geraldo critica posição de Rui na eleição de 2016

Domingos Matos, 20/03/2017 | 20:33
Editado em 22/03/2017 | 00:23

Do Pimenta

Numa das entrevistas mais longas concedidas após as eleições de 2016, o ex-prefeito Geraldo Simões (PT) fez críticas ao governador Rui Costa por ter se distanciado do processo sucessório municipal no sul da Bahia. “Acho que o governador errou feio ao não vir [à região]”, disse. Simões também revelou que o seu “candidato do coração” ao Palácio de Ondina em 2018 é Jaques Wagner, atualmente ocupando a secretaria de Desenvolvimento Econômico.

– Tenho mais relações com Wagner do que com Rui. Mas [ele vai] para a reeleição com alta possibilidade de sucesso. Rui está sentado na cadeira e tem direito à reeleição. Se olhar para a região, vamos ver coisas extraordinárias sendo feitas – observou o ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal, citando obras como a Barragem do Colônia, em Itapé, a UFSB, o Hospital da Costa do Cacau e a possibilidade de início das obras de duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna.

As críticas a Rui e o predileção por Wagner se deram durante o Resenha da Cidade (Rádio Difusora), apresentado por Roberto de Souza.

Geraldo também anunciou o apoio à candidatura de Waldenor Pereira na disputa pelo comando estadual do PT. O ex-prefeito disse manter boas relações com Everaldo Anunciação, presidente e candidato à reeleição, mas acredita que o antigo secretário do seu governo fez muitas concessões que prejudicaram o PT em 2016. “[O partido] caiu de 100 para 30 prefeituras [na Bahia]. Houve concessão exagerada [do PT] aos partidos da base.

Fernando apático

O ex-prefeito também fez críticas ao prefeito Fernando Gomes. Inicialmente dizendo que não se aprofundariam nas avaliações por entender que uma gestão precisa de, pelo menos, 90 dias para ser analisada, Geraldo completou: “Meu pai dizia que espinho que fura já nasce com a pontinha”.

Para ele, o governo do adversário nasce apático, talvez afetado por uma possível decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acabe cassando a diplomação e, como consequência, o mandato de Fernando. O prefeito ainda tem um processo para ser julgado no Tribunal, em Brasília.

Wagner participa da inauguração de Centro de Inovação do Cacau no Sul da Bahia

Domingos Matos, 10/03/2017 | 08:48

Será realizado nesta sexta-feira (10) a partir das 13h30min, no auditório Paulo Souto, na UESC, o lançamento oficial do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia e a inauguração do Centro de Inovação do Cacau. O evento contará com a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, que irá representando o governador Rui Costa.

A programação prevê a realização de palestras técnicas e um Momento dos Produtores. Realizado pela CEPLAC, UFSB, CEPEDI, UESC, SINEC, IF-Baiano de Uruçuca, Instituto Arapyaú, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação da Bahia e o WORLDWATCH Institute, o evento oficializa o início das atividades do Centro de Inovação do Cacau-CIC, que tem como objetivo construir, consolidar e difundir conhecimento sobre o cacau e o chocolate, com foco na melhora da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas. 

Presenças confirmadas: 

  • ·  Jaques Wagner - Secretário de Desenvolvimento Econômico – Representando o Governador Rui Costa
  • ·  Gesil Amarante – Presidente do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia
  • ·  Jose Nazal Pacheco Soub – Vice-prefeito de Ilhéus
  • ·  Adélia Pinheiro - Reitora da UESC
  • ·  Evandro do Nascimento Silva – Reitor da UEFS
  • ·  Naomar Almeida Filho - Reitor da UFSB
  • ·  Renato Anunciação - Reitor do IFBa
  • ·  Roberto Muniz – Senador
  • ·  Lídice da Mata – Senadora
  • ·  Natura - Guilherme Leal – Sócio-fundador

A Ceplac, o substituto e o princípio da insignificância

Domingos Matos, 08/03/2017 | 13:39
Editado em 11/03/2017 | 00:42

A Ceplac é uma caixinha de surpresas mais previsível que a chuva no Amazonas de todos os dias, cantada pela moça do tempo, nos telejornais da Globo. Um detalhe, que quase passou despercebido para a audiência presente no auditório do Cepec, durante as comemorações dos 60 anos da Ceplac, finalmente faz sentido agora, passados 15 dias do evento.

Quem ainda conseguia prestar atenção, lá pelo 36º minuto, no discurso de quase uma hora do superintendente (substituto) da Bahia, Antonio Zugaib, ouviu um rompimento público do orador com o diretor-geral, Juvenal Maynart. A esses sortudos, soou como um lapso (mais um, num discurso em que ele chegou até a acusar a própria Ceplac de trazer a vassoura-de-bruxa), e poucas pessoas comentaram o ocorrido e a gravidade daquilo.

Mas, qual nada.

Tudo parece ter sido de caso pensado, embora pessimamente falado. O super substituto tinha em mãos um discurso redigido, que abandonou, para desespero da plateia, assim que chegou no púlpito. Ou seja, algo que ele soube, na coxia, o animou a falar de improviso. O rompimento - traição? - com Juvenal não estava no script até a sua chegada ao recinto. Quem o teria influenciado? Qual guru, entre tantos meteorologistas amazônicos que ali pululam? Não importa.

O fato é que agora todo o bolodório, sem nexo, por vezes, era um sinal de uma guerra interior, entre a razão - como romper com um amigo tão chegado? - e a emoção, representada pela suposta encomenda recheada com uma informação de bastidor: "Juvenal cai essa noite".

Ora, só quem conhece os meandros da política ou quem conviveu minimamente naquele paraíso, um verdadeiro éden , onde já faltam maçãs (mas tem sobrado veneno), sabe o que significa uma queda de um diretor-geral da Ceplac. Um mundo de oportunidades se abre.

Se ainda não está nítido para o impaciente leitor, peço mais um cálice de tolerância e explico com alguns fatos que corroboram a tese: depois do rompimento público, ao perceber que ele - Zugaib - não caíra, o próprio deu início a um festival trapalhadas administrativas que, ou denotam uma sandice ou um desafio à autoridade maior.

Exemplo: o super substituto, invertendo a ordem hierárquica e extrapolando a jurisdição administrativa, está querendo deliberar sobre a contratação de pessoal para a Ceplac, competência que cabe, primeiro, ao ministério da Agricultura e, depois, à direção-gereal. Pois ele fez isso: já intimou uma comissão para cumprir ordem de serviço nesse intento.

Pois vejamos se é ou não uma extrapolção de competência ou uma trapalhada administrativa. O que dirá o Pará, estado que segue em passos acelerados para ultrapassar a Bahia em produção de amêndoas, ao ver a Bahia contratando sozinha pessoal, enquanto eles penam para fazer daquela região o novo eldorado do cacau e do chocolate? E ainda ameaçado pela monilíase... E assim seriam todos os outros estados, com suas gerências e superintendências.

Mas a Ceplac tem dessas peculiaridades adminstrativas. Na gestão imediatamente anterior à de Juvenal, o diretor decidiu que um setor de pessoal na superintendência da Bahia se sobreporia a uma divisão administrativa. Criou uma pérola administrativa: um derivado maior que o derivador.

Resumindo: Zugaib falou de improviso porque não daria tempo escrever um discurso como o que ele cometeu, diante de uma plateia que queria comemorar o sexagésimo aniversário de uma grande instituição. E até ver protestos contra a diretoria, o que é praxe em todos os aniversários do órgão nos últimos anos.

Apenas uma explicação é possível para a permanência de um superintendente, ainda que substituto, que brade um grito de desobediência administrativa contra a direção-geral em plena celebração de um aniversário da instituição que dirige regionalmente: invocou-se o princípio da insignificância. Ou: Brasília tem mais o que fazer.

Gestão Fiscal itabunense será explanada à Comissão de Finanças da Câmara

Domingos Matos, 21/02/2017 | 22:45

Nesta quarta-feira (22), os contribuintes de Itabuna terão um detalhamento de como parte dos impostos deles foram investidos pela Prefeitura nos últimos meses de 2016. A audiência pública, às 10h, para explanação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF), referente ao 3º quadrimestre, perante a Comissão de Finanças da Câmara Municipal, segue determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o o vereador Ninho Valete (PR), o edital de convocação da audiência, publicado em conjunto pela Comissão de Finanças e Mesa Diretora da Casa, a apresentação das metas fiscais será feita por uma equipe ligada ao ex-prefeito Claudevane Leite (2013-2016). O encontro, aberto à sociedade em geral, ocorrerá na sala de Comissões. 

“O RGF, como instrumento de transparência, é útil para o controle popular da gestão pública”, salientou o presidente da Comissão de Finanças. É por meio do Relatório, por exemplo, que a população sabe se o Governo Municipal cumpriu os limites estabelecidos para despesas com pessoal, dívida consolidada líquida e operações de crédito, entre outras.

Jaques Wagner participa das comemorações dos 60 anos da Ceplac

Domingos Matos, 17/02/2017 | 10:24

O secretário de Desenvolvimento Econômico  Jaques Wagner, participa nesta segunda-feira (20) das comemorações dos 60 anos de implantação da Ceplac. Na ocasião, Wagner fará uma explanação sobre as ações do Governo da Bahia para o Sul do Estado e novos projetos para a região.

O evento Ceplac 60 anos acontece às 8:00 horas, no Auditório Hélio Reis, na Sede Regional da Ceplac, na Rodovia Ilhéus/Itabuna

Precisamos falar da relação Ministério Público x Fernando Gomes

Domingos Matos, 08/02/2017 | 12:14

Dizem que bebês fazem testes constantes com suas mamães e papais, através do choro. Fazem testes para saber até onde podem ir com o choro para receber a recompensa do colo, por exemplo. Se os pais vão pegá-lo no colo pelo carinho imediato ou pelo desespero cusado pelo choro. São verdadeiros cientistas da fofura. 

O Ministério Público Estadual em Itabuna tem feito alguns testes com os prefeitos nos últimos anos, especialmente em relação à realização do Carnaval. Com Azevedo e Vane, por exemplo, uma recomendação contra a festa surtiu efeito, e os gestores foram desmoralizados perante a parte do público que pedia a festa e a quem eles a prometera.

O mesmo teste foi feito com Fernando Gomes agora: uma recomendação contra os gastos do dinheiro público - na prática uma recomendação contra a folia, que não se realiza sem nenhum aporte de verba pública -, que foi solenemente ignorada pelo atual mandatário.

Aliás, não ignorada, mas devidamente tripudiada por Fernando Gomes. (Uma pergunta: por que, ao invés de recomendar, não propor uma ação?)

É que, no fundo, Ministério Público e Fernando Gomes sabem que o maior escárnio dessa relação foi e é a sua candidatura, eleição e posse no pleito de 2016. Se ele, multi-condenado, pode ser candidato e, mais votado, tomar posse, claro que lhe foi dado um cetro mágico.

Fernando nunca escondeu isso, e uma prova é o seu slogan de campanha, que usa até hoje: "Foram me chamar...".

Ora, quem diz isso diz com todas as letras que fará o governo que bem entender, afinal ele não queria, mas o "forçaram" a ser prefeito.

Taí. O Ministério Público - como a sociedade - terá que o engolir.

Voltando aos bebês cientistas: alguns pais se mostrarão fracos diante de tanta gritaria e farão de tudo para cessar aquele sofrimento. Outros, dirão: deixe de manha, que eu conheço esse choro.

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