Ilhéus tem novo secretário da Saúde A primeira missão do secretário é acompanhar o prefeito Newton Lima nesta quinta-feira (18) à Sesab
Em: 17.11.2010 21:21
O médico Jorge Luís Arouca Veloso foi nomeado pelo prefeito Newton Lima, na tarde desta quarta-feira (17), secretário da Saúde de Ilhéus, em substituição a Antonio Carlos Rabat. A principal recomendação do prefeito ao secretário é a reestruturação da saúde no município, com ações pautadas no planejamento, criatividade e austeridade.
A primeira missão do secretário é acompanhar o prefeito Newton Lima nesta quinta-feira (18) a Salvador, para tratar de assuntos da pasta com o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla. Arouca foi indicado pelo diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Ilhéus e contou com o aval do deputado federal eleito Josias Gomes e da deputada estadual Fátima Nunes.
O médico Jorge Arouca ressaltou ter pleno conhecimento das dificuldades por que passa a saúde em Ilhéus e o seu maior desafio será atender às recomendações do prefeito de implantar um trabalho de qualidade. “Vamos envidar todos os esforços para sanear as finanças, que apesar da melhoria implantada pelo meu antecessor, ainda carecem de algumas ações austeras”, reconheceu.
Outro desafio apontado pelo novo secretário é promover a reestruturação da assistência básica, priorizando a prevenção de doenças e a promoção da saúde, bem como o combate à dengue, já que está chegando o verão, época propícia para o aumento dos índices de infestação. “Temos que combater a proliferação dos focos, pois além de proteger a população, ainda deixaremos a cidade pronta para receber os turistas que procuram Ilhéus para passar o verão”, frisou.
Jorge Arouca também aposta num trabalho integrado com a sociedade, no sentido de superar todas as dificuldades existentes na saúde. “Nossa ideia é convidar tos os setores da sociedade organizada para celebrar um grande pacto em torno da saúde pública de Ilhéus e em defesa da vida. E nesta ação sei que vamos contar com a participação e o esforço do Conselho Municipal da Saúde”, afirmou.
Quem é
Ilheense, médico clínico, graduado na Universidade Federal de Alagoas em 1997, Jorge Arouca possui curso de especialização em saúde pública com título de médico sanitarista pela Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz) e mestrado em saúde coletiva, com ênfase em planejamento em saúde pela Universidade Federal da Bahia.
Experiência Profissional: A maior parte do tempo no exercício da medicina trabalhou como médico generalista em Ilhéus e outras cidades da região; ex-professor do curso de medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz; ex-médico perito do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Experiência em Gestão: Diretor do Departamento de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Itabuna e coordenador de Planejamento da Secretaria de Saúde de Ilhéus. Atualmente é coordenador geral do Samu de Ilhéus; integrante do Conselheiro Municipal de Saúde de Ilhéus; e médico do time do Colo-Colo.
Secretário se reúne com guardas municipais Marcelo Barreto falou sobre os principais avanços experimentados pela Guarda
Em: 12.11.2010 00:32
Na reunião com a Guarda Municipal, no Teatro Municipal (TMI), o secretário de Segurança, Transporte e Trânsito, capitão Marcelo Barreto falou sobre os principais avanços experimentados pela Guarda, detalhou alguns projetos que se encontram em fase de implementação e apresentou os titulares das recém-criadas Ouvidoria Geral (advogado Leandro Gramacho), e Corregedoria Geral (Jamile Seixas).
Um dos destaques feitos pelo capitão Marcelo Barreto foi a realização do Curso de Formação da Guarda Municipal de Ilhéus, que deverá ser iniciado nas próximas semanas, com a participação, inclusive, de professores da Uesc nas áreas de Direito e Sociologia.
Durante seu pronunciamento, o secretário também enfatizou que, com a mudança do centro administrativo para as antigas instalações da Bitway Computadores, localizadas no quilômetro 3 da rodovia Ilhéus/Uruçuca, a Guarda passará a contar com “uma sede digna e à altura da relevância da instituição”.
Após reiterar a importância da criação regular de cursos de capacitação, o aperfeiçoamento das condições técnicas de trabalho e a utilização de instalações adequadas, Marcelo Barreto afirmou que o objetivo do governo ilheense é transformar a Guarda Municipal de Ilhéus na melhor do Estado da Bahia.
“Nosso desejo é de que, dentro de pouco tempo, a Guarda passe a integrar, de forma mais efetiva, as chamadas forças de Segurança Pública do município. Nesse ponto, vale ressaltar que os antigos postos de trabalho deverão ser beneficiados com um moderno sistema de monitoramento eletrônico visando fazer com que os nossos guardas possam se dedicar ao fortalecimento da Segurança”, explicou.
Barreto ainda destacou que além das novas instalações e dos futuros cursos de aprimoramento, a cidade já recebeu do Governo Federal, através do Ministério da Justiça, três viaturas e três motocicletas.
Ouvidoria e Corregedoria
A Ouvidoria Geral, que terá como ouvidor o advogado Leandro Gramacho, possui a proposta de receber reclamações, críticas e sugestões tanto da população quanto dos próprios membros da Guarda Municipal.
Já a Corregedoria, que terá como corregedora Jamile Seixas, vai se dedicar, a partir do material recolhido pela Ouvidoria, entre outras possibilidades, a apurar possíveis ilícitos administrativos visando à aplicação das penalidades previstas na Legislação.
Reprodução do post do Comtexto Livre - verdade sobre a quebra de sigilo
Em: 08.09.2010 22:11
José Serra foi ao Jornal da Globo de anteontem e acusou Dilma Roussef, candidata a Presidência da República, a quem as pesquisas dão mais de 55% dos votos válidos no 1o turno, de criminosa e de violar o sigilo fiscal de sua filha, Verônica.
A violação do sigilo de Verônica ocorreu em 2009. 1 ano atrás, quando Dilma nem Serra eram ainda candidatos a nada. Em 2009 mesmo, tomou-se conhecimento da violação através de informações em blogs. Somente agora, há 30 dias das eleições, Serra resolve indignar-se.
Está corretissimo em indignar-se, pois é sim um fato grave. Mas com um ano de atraso, e as vésperas das eleições denota oportunismo eleitoral.
Serra acusa o PT e Dilma de violarem o sigilo fiscal de sua filha. Globo, Folha, Estadão vão atrás investigar o caso, como se fosse algo novo. Recente. E já partem da premissa que foi autoria do PT.
Uma historinha
Em 2008 quando meu documentário “Gagged in Brazil” foi ao ar na Current TV, alguns amigos de Belo Horizonte, metidos no meio político e em campanhas eleitorais me perguntavam preocupados via MSN, “Daniel, você recebeu dinheiro do Serra?”.
Esse absurdo que me incomodou bastante, e que pra mim não fazia o menor sentido começa a se esclarecer agora…
A época, quando ainda se debatia dentro do PSDB quem seria o candidato a presidência em 2010, uma batalha interna se iniciou entre Aécio Neves e José Serra.
Supostamente, Serra preparava um dossiê contra Aécio. Em resposta, Aécio começou a preparar um dossiê contra Serra, através do Jornal Estado de Minas, seu grande aliado nas Gerais.
Um dos repórteres escalados para a missão foi Amaury Ribeiro. Respeitado repórter investigativo que correu atrás de todas as informações possíveis sobre Serra, para a guerra de contra-informação que se esperava entre os dois tucanos.
“À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.””
A briga interna no PSDB foi solucionada sem a necessidade de armas, mas Amaury Ribeiro tinha então uma coletânea enorme de informações comprometedoras sobre Serra. Como o Estado de Minas não faz jornalismo, mas sim política, nenhuma matéria comprometedora sobre Serra foi publicada. Amaury pegou o material e editou em um livro chamado “Os porões da privataria” que prometeu publicar após as eleições.
Tudo isso aconteceu a partir de 2008. Em 2009 quando o embate Aécio Vs. Serra era mais intenso, foi que aconteceu a quebra do sigilo da filha de Serra, Verônica.
“Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e “Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.
O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009″, diz o diretor de Redação do “Estado de Minas”, Josemar Gimenez.”
Na redação do Estado de Minas, não era dito abertamente que Amaury investigava José Serra. Repórter especial, sua rotina não envolvia bater ponto na redação, tinha o horário mais flexível, entrava e saía quando quizesse e viajava sempre que necessário.
Amaury pediu demissão do Estado de Minas em novembro de 2009.
2 meses antes, em setembro, o sigilo de Verônica Serra havia sido violado.
Na introdução de seu livro “Os porões da privataria”, já divulgado em vários websites, Amaury discorre extensamente sobre movimentações financeiras e o envolvimento de Verônica Serra em empresas no Brasil e no exterior. ( Veja texto ao fim do post )
Por outro lado, não haveria, em setembro de 2009, interesse algum do PT, ou de Dilma Roussef ( que nem candidata a candidata era ) de investigar a informação que fosse sobre José Serra, mesmo porque a guerra interna do PSDB ainda haveria de decidir se o candidato a presidência seria ele ou Aécio Neves.
Oportunismo
Serra, o PSDB e a mídia, oportunisticamente, revivem a história da quebra do sigilo de Verônica e acusam incessantemente o PT e Dilma Roussef. Sem o menor pudor, afirmam que “o PT é responsável pelo crime”, como se fatos e datas fossem irrelevantes ou não existissem.
José Serra em todas as entrevistas dadas nos últimos dias utiliza sempre os termos “Dilma”, “Violação” e “Criminosa”, em um esforço visível de fazer colar a ligação entre as 3 palavras.
A realidade mais plausível que Serra e o PSDB conhecem é que essa violação partiu de dentro do jornal Estado de Minas para abastecer uma batalha de contra-informação do próprio PSDB.
Mas, com a candidata petista com grandes chances de vencer no 1o turno com uma maioria esmagadora, vale inescrupulosamente tentar atribuir ao PT, os mal feitos do próprio PSDB. UPDATE: Dificilmente essa versão, baseada em fatos concretos, de que o sigilo foi quebrado em uma batalha interna do próprio PSDB vai ganhar corpo e merecer uma investigação profunda da grande mídia. O grandes veículos insistem e vão continuar insistindo na versão fantasiosa aonde o PT é responsável pelo crime.
Merval Pereira em O Globo e os colunistas da Grande Mídia já repercutem a quebra do Sigilo de Verônica Serra levando em consideração apenas a versão do PSDB. Merval diz inclusive em seu texto no O Globo de hoje que Amaury Ribeiro trabalhava na campanha de Dilma quando investigava José Serra. O que simplesmente não condiz com a realidade. É mentiroso. A investigação a Serra e a quebra de sigilo de Verônica ocorreu antes de Amaury trabalhar na campanha. Amaury não faz mais parte da campanha e está hoje na TV Record.
UPDATE 2: Enquanto FOLHA DE S. PAULO, ESTADAO e O GLOBO gritam nas suas capas “ESCANDALO”, vejam a capa do Estado de Minas de hoje. Não existe violação de dados de filha de ninguém em Minas Gerais.
UPDATE 3: Jornal Nacional anuncia hoje que violador do sigilo de filha de Serra era filiado ao PT. Tudo bem. É um dado a mais. Mas ele é apenas o despachante da história. O que importa é o mandante. E não o despachante.
UPDATE 4: Quando essa história começar a se aproximar do PSDB, como demonstrado aqui encima, O Globo, TV Globo, Estadão e Folha de S. Paulo deixarão de investigar a história. A investigação deles só é válida até o ponto em que envolva o PT. Além disso, não os interessa.
A introdução do livro de Amaury Ribeiro
Os porões da privataria
Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.
Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …
Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.
A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.
(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).
O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.
A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.
O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.
O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.
Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.
Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.
Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.
De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.
Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…
Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.
(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.
(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.
Felix Junior quer escolas técnicas e mais indústrias no interior "A educação será cada vez mais o botão de arranque da nossa chegada ao chamado primeiro mundo"
Em: 27.08.2010 15:24
O candidato a deputado federal, Félix Júnior, como entusiasta da principal bandeira do seu partido (PDT) que é a educação de qualidade e integral para crianças, adolescentes e adultos, destaca a importância de se implantar Escolas Técnicas Federais no maior número possível de municípios baianos.
"Temos que lutar cada vez mais pela educação de qualidade, principalmente no ensino básico. Todos devem ter uma boa escola, que garanta chance igual para o ingresso na Universidade e para o crescimento pessoal", diz Júnior.
O candidato pedetista defende veementemente a tese de que a educação é base para a ampliação dos limites do cidadão e, consequentemente, para o desenvolvimento de uma Nação. "Todas as Nações que estão no topo do mundo investiram pesado em educação e notadamente na educação de base. No Brasil não vai ser e não pode ser diferente: a educação será cada vez mais o botão de arranque da nossa chegada ao chamado primeiro mundo", diz com convicção Félix Júnior.
Distritos Industriais no interior
Félix Júnior defende também a implantação de Distritos Industriais em cidades que tenham potencial econômico distinto e que ofereçam viabilidade para exploração comercial. Ele cita exemplos como a instalação de indústrias de transformação do sisal em Campo Formoso; de mais indústrias de transformação do couro na região de Itapetinga; de beneficiamento de Cacau na região Sul, de extração e beneficiamento de granito no Centro Oeste; e o incentivo à industria do turismo na região da Chapada Diamantina.
"Esses são alguns exemplos de como podemos atrair indústrias para os municípios do interior, aproveitando a vocação natural de cada um deles e de cada região. Esse processo de industrialização resultaria em grandes benefícios para toda a Bahia. Ofereceria oportunidades para as populações dos municípios e regiões beneficiados e desafogaria Salvador, que diminuiria seu inchaço social", diz Félix Júnior.
O candidato pedetista ressalta o esforço da atual administração em gerar cada vez mais emprego, mas reforça a necessidade de se implementar em toda a Bahia uma política de industrialização. "Com a chegada da indústria em um determinado município tudo se transforma: surgem oportunidades de novos negócios; as pessoas buscam a qualificação e todos os setores de produção são favorecidos".
De acordo com ele, nos municípios que visita, tem debatido com líderes empresariais, comerciantes e estudantes. "Todos apresentam as vocações naturais de suas respectivas regiões, revelando potencial para uma possível viabilização industrial", observa Félix Júnior.
O candidato está coletando esses dados e vai elaborar projetos específicos para implantação de indústrias de transformação para cada região e encaminhá-los para apreciação de autoridades dos governos estadual e federal.
"Junto com as lideranças regionais vamos fazer pressão, o que é natural, para que a industrialização chegue cada vez mais ao Interior da Bahia", conclui Félix Júnior.
Newton Lima organiza carreata de Wagner em Ilhéus e Itabuna A carreata promovida pela "Coligação Pra Bahia Seguir em Frente" terá início a partir das 10 horas, saindo do Eixo principal da Urbis
Em: 27.08.2010 14:35
O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, se reuniu na noite desta quinta-feira (26), com os representantes dos partidos que integram a "Coligação Pra Bahia Seguir em Frente". O objetivo do encontro foi planejar a carreata que será realizada na próxima sexta-feira (3), com a presença de Jaques Wagner, candidatos da chapa majoritária e postulantes à Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa.
A carreata promovida pela "Coligação Pra Bahia Seguir em Frente" terá início a partir das 10 horas, saindo do Eixo principal da Urbis (bairro Hernani Sá), percorrendo as principais ruas do Pontal, centro da cidade, Malhado, Parque Infantil, Barra, avenida Esperança até chegar à estação rodoviária, quando será realizado um ato político.
Em seguida, os participantes do evento acompanharão os candidatos da "Coligação Pra Bahia Seguir em Frente", que seguirão em carreata pela rodovia Jorge Amado (BR-415) até Itabuna. Segundo o prefeito Newton Lima, todos os partidos estão mobilizados para realizar uma dos mais importantes eventos políticos de Ilhéus.
Para o prefeito, a carreata será uma demonstração do engajamento de lideranças e da população de Ilhéus na reeleição de Jaques Wagner ao Governo do Estado, bem como dos candidatos ao Senador, Lídice da Mata e Walter Pinheiro. "Nós também vamos proporcionar uma votação expressiva aos candidatos a deputado federal Domingos Leonelli e Ângela Sousa, deputada estadual", ressaltou.
Ainda com vistas ao planejamento da carreata da próxima sexta-feira (3), o prefeito Newton Lima está agendando uma reunião com os prefeitos de cidades circunvizinhas para quinta-feira (2). Durante esse encontro, será definida a participação das caravanas dessas cidades nas carreatas que serão realizadas em Ilhéus (às 10 horas) e Itabuna (às 15 horas).
Participaram da reunião os presidentes do PT, Mário Amorim; PCdoB, Marcos Lessa; PSB, Getúlio Carvalho; e PRB, Sebastião Vivas. Agora, o prefeito vai se reunir com os representantes do PP/PDT/PSL/PHS, partidos que também fazem parte da coligação. Também estiveram presentes o secretário de Governo, Alcides Kruschewsky; o chefe de Gabinete do Prefeito, José Nazal; o chefe da Direc 6, Ediney Mendonça; Gerson Marques, do diretório do PT; além de outras lideranças políticas.
Na foto, o time de Wagner e Lula em recente caminhada pelas ruas de Ilhéus
Renato Costa intensifica trabalho para garantir vitória
Em: 26.08.2010 23:25
Apontado entre os preferidos do eleitorado itabunense para a eleição à Assembleia Legislativa e com a proximidade do mês de setembrom reta final da campanha, o candidato a deputado estadual Renato Costa se empenha para ampliar ainda mais a mobilização em toda a Bahia.
Essa semana, por exemplo, em visita a Salvador, Renato Costa definiu com o movimento Esquerda Democrática do PMDB a extensão das atividades em várias partes da Bahia. Visitou municípios como Mundo Novo e Santa Luzia, participou de uma rodada de discussões com sua base na capital e foi recebido numa mobilização na igreja Batista El Shamah, no bairro de Trobogy, em Salvador.
Apesar de viver um bom momento de sua campanha, somando apoios nos quatro cantos do estado, Renato diz que esse é o momento crucial para consolidar sua vitória em 3 de outubro. "Minha luta não é só eleitoral, estou firmando compromissos com a população", garantiu.
De volta a Itabuna, o candidato foi recebido pelos moradores e lideranças do bairro Nova Ferradas, que também demonstraram sua adesão ao nome Renato Costa.
Diante de tantas demonstrações de confiança, Renato Costa está muito otimista com a possibilidade de conquistar um terceiro mandato na Assembleia Legislativa. "As bandeiras a levantar são muitas, mas não falta coragem para lutar pelas causas da comunidade", declarou.
Geraldo e Fábio defendem estadualização do Base O deputado Geraldo Simões defende uma ampla mobilização dos segmentos da comunidade
Em: 20.08.2010 12:54
A proposta de estadualização do Hospital de Base de Itabuna recebeu o apoio do deputado federal Geraldo Simões e do deputado estadual Capitão Fábio, que destacaram o interesse do Governo da Bahia em assumir a gestão da unidade médico-hospitalar.
O HBLEM passa por um processo de sucateamento e por várias denuncias de desvios de recursos. Durante a visita ao município, onde se reuniu com dirigentes da área de saúde e do ministério público para esclarecer sobre os repasses de recursos para o Hospital de Base e a Santa Casa de Misericórdia, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, afirmou que "o governador Jaques Wagner reiterou sua intenção gerir o hospital".
Solla explicou que, de acordo com a opinião de Wagner, uma unidade desse porte, "que atende mais de 100 municípios não pode enfrentar essa situação caótica, com imensos prejuízos para a população que depende do SUS".
Para o deputado federal Geraldo Simões, "com o comando do Estado, o Hospital de Base funcionará nos padrões dos hospitais de Juazeiro, Santo Antonio de Jesus e do Hospital Regional de Ilhéus, que no atual Governo passou por uma completa reestruturação".
Simões entende que "o Hospital de Base, por conta de gestões ineficientes e também de irregularidades administrativas, penaliza justamente quem mais precisa do atendimento na área de saúde".
O deputado defende uma ampla mobilização dos segmentos da comunidade, "para que fique demonstrada a importância da proposta feita pelo Governo da Bahia, que tem condições de gerir o Hospital de Base de forma satisfatória".
ATENDIMENTO DIGNO
O deputado estadual Capitão Fábio lembra que "pela sua estrutura e pela quantidade de municípios que atende, o Hospital de Base deve ser administrado pelo Governo do Estado, revertendo um quadro que ameaça fechar esse importante equipamento público".
Fábio lembrou que "após receber o aval do secretário Jorge Solla sobre a estadualização do hospital, fizemos contato com autoridades municipais, mas não obtivemos nenhuma resposta".
Para ele. "é preciso que haja bom senso, e o bom senso indica que o melhor para a revitalização do Hospital de Base é que ele seja estadualizado, porque o município já deu seguidas demonstrações de que não tem condições de manter um atendimento digno para a população".
Todos os planos que José Serra traçara para sucessão de 2010 deram errado. Em consequência, o presidenciável tucano chega à fase do horário eleitoral gratuito, último estágio da campanha, em situação de absoluta desvantagem.
No pior cenário esboçado pelo tucanato, previa-se que Serra iria à propaganda de televisão empatado nas pesquisas com Dilma Rousseff. Deu-se algo mais dramático.
Todos os institutos acomodam Serra atrás de sua principal antagonista. No Datafolha, o fosso é de oito pontos. Vai abaixo um inventário dos equívocos que distanciaram a prancheta do comitê de Serra dos fatos:
1. Chapa puro-sangue: Serra estava convicto de que Aécio Neves aceitaria compor com ele uma chapa só de tucanos. Em privado, dizia que as negativas de Aécio não sobreviveriam a abril. Aceitaria a vice quando deixasse o governo de Minas. Erro.
2. PMDB: O tucanato tentou atrair o PMDB para a coligação de Serra. Nos subterrâneos, chegou-se a levar à mesa a posição de vice. Desde o início, a chance de acordo era vista como remota. Mas o PSDB fizera uma aposta: dividido, o PMDB não entregaria o seu tempo de TV a Dilma. Equívoco.
3. Ciro Gomes: O QG de Serra achava que Ciro levaria sua candidatura presidencial às últimas consequências. Numa fase em que Serra ainda frequentava as pesquisas com dianteira de cerca de 30 pontos, o tucanato idealizou um cenário de sonho.
Candidato, Ciro polarizaria com Dilma a disputa pelo segundo lugar, dividindo o eleitorado simpático ao governo. Mais um malogro.
4. Marina Silva: Serra empenhou-se para pôr de pé, no Rio, a aliança de seus apoiadores (PSDB, DEM e PPS) com o PV de Fernando Gabeira. Imaginou-se que, tonificado, Gabeira iria à disputa pelo governo fluminense com chances de êxito. E o palanque dele roubaria votos de Dilma para Serra e Marina.
Deu chabu. Empurrado por Lula, Cabral é, hoje, candidato a um triunfo de primeiro turno. A vantagem de Dilma cresce no Estado. E Marina subtrai votos de Serra.
5. Sul e Sudeste: O miolo da tática de Serra consistia em abrir boa frente sobre Dilma nessas duas regiões. Sob reserva, Luiz Gonzales, o marqueteiro de Serra, dizia: O Nordeste é importante, mas nossas cidadelas são o Sul e o Sudeste.
Acrescentava: Não podemos perder de muito Nordeste. E temos de ganhar muito bem no Sul e Sudeste. As duas premissas fizeram água. Ampliou-se a vantagem de Dilma no Nordeste. E ela já prevalece sobre Serra também no Sudeste.
Há 20 dias, Serra batia Dilma em São Paulo e era batido por ela no Rio. Em Minas, a situação era de equilíbrio. Hoje, informa o Datafolha, a vantagem de Dilma (41%) ampliou-se em dez pontos no Rio. Serra (25%) enxerga Marina (15%) no retrovisor.
Em Minas, Dilma saltou de 35% para 41%. E Serra deslizou de 38% para 34%. Em São Paulo, o tucano ainda lidera, mas sua vantagem sofreu uma erosão de sete pontos. Resta, por ora, a "cidadela" do Sul, insuficiente para compensar o Nordeste. Pior: Dilma fareja os calcanhares de Serra também nesse pedaço do mapa.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, a vantagem de Serra caiu, em 20 dias, de 12 pontos para oito. No Paraná, encurtou-se de 15 pontos para sete.
6. Plebiscito: Lula urdira uma eleição baseada na comparação do governo dele com a era FHC. Serra e seu time de marketing deram de ombros. Como antídoto, decidiram promover um confronto de biografias: a de Serra contra a de Dilma.
Entre todos os equívocos, esse talvez tenha sido o mais crasso. Ignorou-se uma evidência. Do alto de sua popularidade lunar, Lula tornou-se o eixo da campanha. Tudo gira ao redor dele.
Lula transferiu votos para Dilma em proporção nunca antes vista na história desse país.
7. Debates e entrevistas: Em sua penúltima aposta, o grão-tucanato previra que Serra, por experiente, daria um baile em Dilma nos confrontos diretos. Não deu.
Reza a cartilha dos marqueteiros que, nesse tipo de embate, o candidato que vai bem não ganha votos. Porém, o contendor que dá vexame sujeita-se à perda de eleitores. Para o PSDB, o vexame de Dilma era certo como o nascer do Sol a cada manhã.
No primeiro debate, promovido pela TV Bandeirantes, o escorregão não veio. Na entrevista ao "Jornal Nacional", também não. Serra houve-se bem nos dois eventos. Porém, ao esquivar-se do desastre, Dilma como que ombrou-se com ele.
8. Propaganda eletrônica: Começa nesta terça (17) a publicidade eleitoral no rádio e na TV. O comitê tucano vai à sua última aposta. No vídeo, insistir na exposição da biografia do candidato. Serra será vendido como gestor experiente.
Vai-se esgrimir a tese de que Serra -ex-secretário de Estado, ex-deputado, ex-senador, ministros duas vezes, ex-prefeito e ex-governador- está mais apto do que Dilma para continuar o que Lula fez de bom e avançar no que resta por fazer.
Até aqui, o discurso não colou. Na propaganda adversária, o próprio Lula se encarregará de dizer que a herdeira dele é Dilma, não Serra. A julgar pelas pesquisas, o eleitor parece mais propenso a dar crédito ao dono do testamento.
“Turma do Ninho” declara apoio a Renato Costa Membros da confraria Turma do Ninho fizeram manifestação de apoio à candidatura de Renato Costa
Em: 11.08.2010 14:45
Membros da confraria Turma do Ninho fizeram na noite de terça-feira (10) uma manifestação de apoio à candidatura de Renato Costa a deputado estadual. Os confrades decidiram publicizar o apoio que já haviam garantido nas reuniões, das quais o próprio Renato participa, às quartas-feiras, no bar do Experimenta, com o objetivo de que a simpatia da turma se converta e se multiplique em votos para o candidato de Itabuna à Assembleia Legislativa pelo PMDB.
A Turma do Ninho montou uma espécie de comitê alternativo, no antigo Bar do Juca, na avenida Fernando Cordier, que vai funcionar como ponto de apoio para as ações políticas da confraria. O confrade Antonio Barbosa Filho, um dos fundadores, revela que o local vai servir de base de apoio para divulgar, além da candidatura de Renato Costa, para estadual, o nome do candidato a deputado federal Félix Mendonça Júnior.
“O nome de Félix Jr surgiu depois, inicialmente era só Renato. Mas queremos dar a nossa contribuição a esse grande amigo e nosso confrade que é o médico Renato Costa, independente de apoio de partidos ‘A’ ou ‘B’. O que queremos é ver Renato voltar à Assembleia, por ser um autêntico defensor de Itabuna e da Região”, afirma Antonio Barbosa.
Renato Costa, por sua vez, se disse muito feliz com a lembrança e garantiu que, se eleito, não vai desapontar seus pares do “Ninho” nem a população regional e baiana. “Agradeço à manifestação desses amigos que, mesmo sabendo do meu compromisso com o companheiro Lúcio Vieira Lima, que é de meu partido PMDB e me dá grande apoio também fora daqui, não abriram mão de manifestar seu apoio de forma democrática e livre”.
O candidato aproveitou para reafirmar seu compromisso com Itabuna e a Bahia, em caso de vitória nas urnas, em outubro. “Posso afirmar que, com as chances reais que tenho nessa eleição, meu compromisso com a população de minha terra e da Bahia ganha um reforço natural. Não estamos falando de uma candidatura, simplesmente, mas de uma possibilidade muito boa de ser eleito, e isso faz muita diferença”.
A turma
A iniciativa da Turma do Ninho confirma um fenômeno que ocorre nessa campanha do médico Renato Costa: o sentimento regional de que está na hora dele voltar à Assembleia e garantir uma verdadeira representatividade da região no Parlamento Estadual.
Um dos fundadores do grupo, Antônio Barbosa Filho, explica que a Turma do Ninho surgiu há cerca de três anos, quando um grupo de cerca de 15 amigos decidiu ter um dia especial da semana – às quartas-feiras – para se reunir e discutir assuntos variados, principalmente política. “O nome de Renato Costa foi escolhido para receber nosso apoio não só por ele ser membro da Turma, mas por ser um homem de bem, honesto, é da região e reside em Itabuna”, reforça Barbosa.
Ele destaca que esse sempre foi o pensamento do grupo, que na sua fundação teve também a participação de Marino Alves de Moura e Gilberto Costa, que também ajudaram concretizar o comitê alternativo, inaugurado na noite de terça-feira.
Raymundo e Márcio Veloso reafirmam apoio a Geddel O deputado Veloso afirma que o nome de Geddel tem crescido no eleitorado ilheense e informa que irá intensificar a campanha
Em: 31.07.2010 13:44
Confiantes na vitória do candidato ao governo do estado pela coligação "A Bahia tem pressa", Geddel Vieira Lima (PMDB), os candidatos a deputado federal, Raymundo Veloso, e a deputado estadual, Márcio Veloso, ambos do PMDB, apostam que o governo do ex-ministro será o melhor governador de todos os tempos na Bahia.
Para promover a campanha de Geddel em Ilhéus, a dupla de candidatos a deputado está preparando uma série de eventos na cidade, como uma grande carreata, caminhadas e visitas a comunidades. "A Bahia precisa de um governador atuante e firme em suas posições e Geddel já demonstrou a sua capacidade de trabalho, baseada em resultados, que renderam grandes benefícios ao estado", defende Raymundo Veloso.
O candidato Márcio Veloso lembra ainda que Geddel foi considerado pelo presidente Lula o melhor ministro do seu governo na época em que o baiano respondia pelo Ministério da Integração Nacional. "Foi em sua gestão que a Bahia mais recebeu recursos do governo federal, os municípios baianos eram atendidos rapidamente em suas reivindicações. Portanto, é este perfil, de ‘homem que faz', que a Bahia necessita".
Compromisso
O deputado Veloso afirma que o nome de Geddel tem crescido no eleitorado ilheense e informa que irá intensificar a campanha para governador para que a população possa conhecer melhor as propostas que pretendem alavancar o desenvolvimento da Bahia.
"Estamos começando uma fase agressiva de divulgação visual do nosso candidato e vamos partir para o diálogo com a população mostrando as ações de Geddel e a sua capacidade de fazer muito mais", destacou Veloso.
Os candidatos ilheenses acreditam que a relação de prestígio e amizade com Geddel poderão render muitos benefícios para a região, num provável governo do peemedebista.
"A nossa população já está cansada de tantas promessas que se renovam a cada quatro anos e os problemas só se agravam. Queremos agora alguém que olhe para esta região com compromisso e tenha força para tirar do papel os nossos sonhos de tantos anos, como uma nova ponte Ilhéus-Pontal e a duplicação da BR-415", argumenta Márcio Veloso.