DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 01/05/2011 | 13:13
Editado em 01/05/2011 | 17:20

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

IPEA desmistifica I

Para Márcio Pochmann, presidente do IPEA, especialista em mercado de trabalho pela Unicamp, há no Brasil um excedente de trabalhadores qualificados que não é aproveitado. O fato decorre de estarem muitos dos qualificados em regiões onde a demanda é menor, quando comparada com outros locais. E exemplifica: o déficit de 2,8 mil em Alagoas poderia ser suprido pelo saldo de 3 mil que serão gerados no Acre no curso de 2011.

Por estar alguém “na região errada” alimenta a distorção fazendo que este ano termine com um contingente pouco superior a 1 milhão de pessoas desempregadas com qualificação.

Isso desmistifica a ideia de que o índice de desempregados estaria vinculado tão somente à falta de qualificação exigida pela demanda empresarial.

IPEA desmistifica II

Para o especialista, o Ministério do Trabalho, deve ser aprimorado de forma a dinamizar a mobilidade regional de trabalhadores. Quer dizer, metalúrgicos sem emprego no polo de Camaçari (BA), onde o IPEA estima excedente de mão de obra qualificada, poderiam ocupar vagas abertas nas metalúrgicas de Jaraguá do Sul (SC). Mais detalhes em www.advivo.com.br  (A desigualdade regional na mão-de-obra), de sexta 29.

Ainda que polêmico não deixa de ser provocativo, uma vez que nos remete a entender que a discussão do País continua a passar por desconcentrar a produção da riqueza dos centros tradicionais, como o eixo Rio-São-Minas.

Aproveitando o mote

Números da economia dão conta do avanço do Nordeste, em números absolutos, em relação ao resto do País. Que decorre de uma política de Governo, implementada por Lula de privilegiar o Norte e o Nordeste com investimentos. Dentro dessa política o porto, aeroporto e ferrovia Oeste-Leste integram o projeto de desconcentrar os investimentos, contribuindo para fixar os naturais em suas comunidades e gerar riqueza em sua terra de origem.

Dessa forma, se dependêssemos da política anterior, muito provável que o complexo intermodal, como refinarias, estaleiros, portos, siderúrgicas etc., hoje programados e em fase de implantação no Norte e no Nordeste, permanecessem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais etc., fazendo com que a mão-de-obra nordestina, como em passado recente, continuasse a migrar para o Sudeste, fato que começa a se inverter. (Hoje o fluxo migratório interno começa a se inverter: mais nordestinos voltando de São Paulo que para lá se destinando).

Pelo gosto da turma que trabalha contra o complexo intermodal precisamos voltar ao tempo em que São Paulo era “locomotiva do Brasil” recebendo os vagões de paus-de-arara para o seu desenvolvimento (dele, São Paulo).

Holocausto

A Câmara do Rio de Janeiro aprovou (aguarda a sanção do Prefeito Eduardo Paes) projeto da vereadora Teresa Bergher (PSDB) que “torna imprescindível a ênfase do ensino sobre o Holocausto” nas escolas da prefeitura.

Sem aprofundamentos em torno do mérito – se discriminatório ou não, em tempos em que preconceito está prestes a ser criminalizado – gostaríamos de ver estendido o conceito de Holocausto (assim, com letra maiúscula mesmo) aos povos africanos. Não só os escravizados e deportados de suas terras de origem, também aqueles vítimas da sanha colonialista européia que os levou a guerras fratricidas com apoio bélico da sociedade dita civilizada.

E para não esquecer de tamanha atrocidade, que o poema Navio Negreiro, de Castro Alves, e o filme Amistad, de Steven Spielberg, sejam temas obrigatório nas escolas do País.

E aprofundar – é possível – que povos mercadores de escravos, em cada país, se beneficiaram da escravidão.

Bois de piranha

Nomes que preenchem cargos da cota de políticos são ventilados como passíveis de afastamento – agora sob o eufemismo de “promoção” – para abrir caminhos eleitorais. Em síntese: sobre eles recaem as mazelas desta ou daquela candidatura. Carregam o carma dos erros alheios.

No fundo são muito mais a expressão dos erros individuais de quem os colocou nos cargos, ainda que possam ter contribuído para agravar alguma situação.

Muitos casos mais refletem as disputas internas que a competência funcional no exercício da atividade.

Especialmente quando exercem função em verdadeiras “prefeituras” do Estado, tamanho o número de empregos que controlam sob a égide dos contratos temporários.

Abraço de afogados

É o que pode resultar da fusão de PSDB e DEM/PFL, que andam ventilando por aí. Caso mantenham o mesmo discurso.

Irrefutável I

Não poderia ser diferente. Quando circunstâncias exigem decisões que afetarão interesses a tendência natural é ocorrer a defesa pura e simples dos interesses e não da realidade. Daí a emoção ganhar o espaço da razão. E cada um com sua razão. Não se pode exigir que o flamenguista torça pelo Vasco da Gama, e vice-versa, na decisão da Taça Rio. No entanto, reconhecer o título que qualquer deles alcance é inevitável (ainda que a contragosto), justamente porque não se pode negar a realidade factual.

Ou seja, gostemos ou não, a realidade é absoluta em si mesma. Não há como afirmar que madeira é pedra quando a verdade factual afirma através do tato ser ela pedra; que o negro é vermelho se ele é negro.

Irrefutável II

makro e atacadaoImaginar que empresas como Makro e Atacadão se instalaram onde se instalaram atraídas pelo que lhes oferecia o território de Ilhéus, foge à realidade dos fatos. Elas se instalaram em Itabuna, o mercado que polariza a região.

A circunstância territorial de torná-las ilheenses decorre de uma fixação de limites que contraria atualmente a lógica (não só os de Ilhéus e Itabuna, como Bandeira do Colônia e São José do Colônia, em relação a Itororó etc.).

Indague-se qual o investimento efetivado por Ilhéus nos limites de seu território com Itabuna. Ou mesmo que atrações ou equipamentos urbanos ali disponibiliza. Não os oferece nem nos limites do perímetro urbano da cidade Ilhéus.

Por que não estabeleceu condições para empresas se instalarem no Salobrinho, por exemplo?

Irrefutável III

Com relação à necessária fixação de novos limites entre vários municípios baianos a discussão que repercute em Ilhéus e Itabuna exige tomada de posição, que compete não só à representação política.

Nesse sentido o único político vinculado a Itabuna que assume posição é o Deputado Coronel Santana. Gostem ou não dele, seja ou não questionável por atitudes passadas, é o que assumiu uma posição que traduz a lógica e o equilíbrio que a circunstância exige diante da realidade dos fatos.

Uma coisa é irrefutável: se houver critério técnico para avaliar a fixação dos limites entre Ilhéus e Itabuna a praieira terá o seu território reduzido nos limites imediatos da cidade de Itabuna.

Fora desse liame só cabe o jus esperniandi – o direito de espernear do ilheense – aplicando-se o latinismo jurídico em rodas de vinho, visto que a expressão inexiste na língua de Ovídio.

Onde os outros?

O tema está sob análise, não só da Comissão competente, da Assembleia Legislativa da Bahia. Aos poucos entrando nos lares das populações interessadas. Que o diga o morador de Itabuna saltando na estrada porque o transporte coletivo grapiúna não pode invadir o território ilheense. (Em que pese o transporte intermunicipal não atender a Nova Califórnia, que também está em território de Ilhéus, como observa Agenor Gasparetto em “Questões dos limites municipais”, em http;/agenorgaspareto.zip.net de 29 de abril).

Como age a sociedade itabunense através de suas representações – da Maçonaria à CDL, do Lions ao Rotary, da ACI aos diversos Sindicatos (taxistas, motoristas, comerciários etc.), partidos políticos – diante da realidade?

Assumam uma posição!

gsO tema tem ficado sob o limite do interesse político-partidário particular ou individual: Ângela Souza diz isso, Coronel Santana diz aquilo. Tanto que não se ouve de Geraldo Simões ou Josias Gomes – dois exemplos expressivos – como veem a realidade. E não queremos crer que pretendam guardar discursos para oportunidades outras.

josiasNesse particular, a representação política não pode se eximir de assumir posição.

Que pensam Josias Gomes e Geraldo Simões? Destacamos o nome destes dois Deputados por estarem mais vinculados à realidade que neste imediato nos aflige. E os convocamos ao centro do debate.

Assumam uma posição!

CEI

Estudantes em greve por causa de aumento das passagens... Quando tomarem consciência do que precisam dentro de suas escolas arregimentarão pais e sociedade e ocuparão as ruas para denunciar a escola pública. Estarão unidos alunos do município e do estado.

Pedirão menos propaganda e mais apoio à escola, começando com a ampliação de atividades a ela vinculadas (psicólogos, assistentes sociais, psicopedagogos e mesmo departamento jurídico).

Vane fora do PT

Chega ao limite o confronto interno-petista: Vane do Renascer pode deixar o partido e tende a filiar-se no PRB. Afastadas as afinidades religiosas mais perde Vane (sem desmesurar o direito de defesa das ideias e dos ideais), mais ganha o PRB.

A escorcha na bomba

Temos particular resistência ao controle do mercado sobre a economia, festa da doutrina liberal, do laissez-faire. Tanto que comungamos com um Estado mais intervencionista. Este que, por sinal, sempre salva o livre mercado, injetando trilhões de dólares mundo a fora para redimir a incompetência privada.

Vivemos uma particular frustração, nos idos de 1989: de possuir um carro movido a álcool e não poder circular (por mais de mês) por falta do combustível nas bombas. Naquele instante, os usineiros simplesmente destruíram uma importante conquista brasileira: a fabricação de motores movidos a álcool iniciada nos anos 70.

Pouco mais de duas décadas e sentimos cheiro semelhante, desta vez invadindo o bolso. O preço do álcool, alimentado pela ganância justificada na teoria da oferta-procura, ocupa espaço aviltante na economia individual dos que possuem carro.

Não é o preço da gasolina que inflaciona, mas a conveniência do usineiro entre exportar açúcar e produzir, portanto, menos álcool. (Não tenhamos aqui a cobrança de nacionalidade/civismo. Afinal, a pátria dessa gente é o dinheiro).

A intervenção que não ocorre

Muito se fala na necessidade de estoques reguladores, que deveriam estar a cargo do Governo. No entanto, isso que já ocorreu durante certo período, foi transferido para a própria iniciativa privada – leia-se usineiros, através da UNICA, a associação que congrega os produtores de açúcar e álcool – que se comprometera a regular a oferta através de contratos futuros de venda – por conceituar o álcool como um produto agrícola – o que não efetiva.

Em outras palavras: entregaram o galinheiro para a raposa. Em 12 meses 75% em reais e 95% em dólares a variação do aumento, chegando, respectivamente, a 117% e 201% em 24 meses.

Impõe-se o imediato retorno do controle sobre os estoques do álcool pela Agência Nacional de Petróleo-ANP, hoje fazendo-o a partir da distribuição e não mais do produtor à distribuidora. Mais detalhes em www.advivo.com.br – “A crise dos combustíveis”, de 27 de abril.

Até que enfim!

Enquanto redigíamos nos chegou a informação, da mesma fonte, na quinta 28, de que a Presidente Dilma Rousseff assinou Medida Provisória alterando a classificação do álcool da categoria de insumo “produto agrícola” para “combustível”. Tal expediente vai possibilitar que a fiscalização, comercialização, estocagem, exportação e importação fiquem a cargo da ANP.

Vem a calhar! Esperamos que a bancada do agronegócio não ponha água na fervura.

Silêncio sepulcral

Meia-noite em cemitério em noite sem lua. Se tivermos de expor em tintas assim seria observada a reação do Governo da Bahia diante da greve nas universidades.

O terror que o quadro inspira fica por conta da omissão de parcela considerável da imprensa. Parece até tempos de repressão e censura – vade retro!

Ou aguardam release do Governo, o jornalismo que ouve um só lado da realidade.

Alarde providencial!

Quando se esperava uma atitude equilibrada do Governo Estadual – que reside muito mais em atender as reivindicações (antes aceitas e descumpridas) ou então assumir publicamente o caos em que se encontram as universidades estaduais – lá vem representante do dito cujo ameaçar com o corte dos salários.

Certamente saudade de ACM e da ditadura. Quando o diálogo do porrete com o lombo era uma constante.

De grão em grão I

Em 2008 ninguém poderia imaginar que o Sargento Gilson, um dos coordenadores da campanha de Azevedo-DEM, futuro Secretário de Administração do Município, viesse a se filiar ao partido dos cururus, o que ocorreu em 2011. Interesses vários, donde o mais imediato beneficiário não seria o próprio Gilson, mas o PCdoB, que abriria um canal fisiológico para a conquista de votos para a candidatura de Rosivaldo Pinheiro em 2012.

Nesse instante – especulam – haveria a impossibilidade político-administrativa de ser consumada a negociação e o Sargento Gilson não teria como assumir a direção da 5ª Ciretran-Itabuna.

O PCdoB, no entanto, detendo a indicação, manterá o acesso de Rosivaldo ao canal pretendido.

De grão em grão II

No outro lado da moeda, considerando que o trabalho do ex-Secretário tenha gerado dividendos políticos, ainda que mínimos o sejam, o PCdoB pode perder Sargento Gilson para o cargo – se perder – mas não perde o quadro para a campanha de 2012.

De grão em grão o PCdoB vai engordando a galinha das alianças e das conquistas visando a eleição municipal.

O Governador e os índices de violência

Em seu programa de rádio, na terça 26, Sua Excelência destacou a redução do número de homicídios na Bahia em 16%, quando comparados o primeiro trimestre de 2011 com o de 2010.

Itabuna certamente ficou de fora.

Ainda o Governador

Destacou que a luta contra o crime não se resume tão somente à esfera policial, mas ao incremento do “emprego, cultura, educação, habitação”

Ah! Educação, sempre lembrada, como um mantra!

O por falar nela, Sua Excelência poderia visitar algumas escolas tradicionais desta Bahia para conhecer a realidade da oferta físico-tecnológica e o estado em que se encontram os professores da rede. Sugerimos começar por Itabuna.

E não esquecer de promover uma assembleia com os professores das universidades estaduais.

Dará credibilidade ao radiofônico oficial, que está ótimo só como programa de rádio.

Leituras

Enquete deste O TROMBONE procura sentir o clima para 2012 partindo de uma premissa chamada Azevedo; se parte para a reeleição e quais os seus adversários, considerados em potencial Juçara, Davidson e o próprio Azevedo (administração).

Cremos que esse quadro será alterado, mais provável dentro do PT – a não ser que Juçara encontre unanimidade tal que possibilite a Geraldo Simões impor o seu nome e assegurar unidade na militância em defesa de sua campanha e integral apoio do Governo Estadual. (É lá onde reside o perigo!).

Ainda que cometendo precipitações e dependendo de articulações em nível de cúpulas, Davidson Magalhães é o candidato do PCdoB, com possibilidades de fazer convergir em torno dele um bom grupo e mesmo de vencer as eleições se dispuser de uma articulação que lhe assegure um bom tempo na televisão.

Azevedo – em que pese o descontrole sobre a administração, indefinida e insegura – dependerá, em muito, de Fernando Gomes, que poderá “assumir” a administração municipal ainda que não seja candidato.

No mote – como cantiga de grilo – derrotar o PT de Geraldo Simões.

Revelação

Eduardo Anunciação em sua “Política, Gente. Poder” (Diário Bahia), no curso da semana fez, para nós, uma revelação/confissão, se entendemos o processo eleitoral na entrelinha do colunismo: “Juçara Feitosa ainda não faz nenhuma declaração rigorosa, taxativa que não é candidata à sucessão do prefeito-capitão Nilton Azevedo...”.

Diz tudo, o bem informado Eduardo. Quem não diz o diz. Justamente porque JF o contrário não afirma: que é candidata.

Se o dissesse não exigiria do experimentado analista Eduardo Anunciação a ilação exposta.

Juçara Feitosa

juçaraMesmo porque a autonomia da iniciativa de lançar a própria candidatura não cabe a Juçara, que em 2010 chegou a ter o nome ventilado para a deputança estadual e deixou de concorrer para não prejudicar alianças de Geraldo. Foi honrada com a segunda suplência de Lídice da Matta, na senatoria. Para quem conhece minimamente os meandros da política, a eleição para uma vaga na Assembleia Legislativa daria visibilidade ímpar a Juçara perante o eleitorado local. O mesmo – não ser candidata – pode ocorrer em 2012. Mais pelas relações de GS no âmbito estadual.

No momento, a leitura da análise de Eduardo pode significar que o terreno pode estar sendo preparado para ser retirado aquele AINDA do texto.

Afinal, coisa de fábulas!

Discurso para Azevedo

É o que se pode admitir com o release da FICC – leia-se Cyro de Mattos – onde expressa a apropriação de projetos alheios como se da FICC o fossem. Isso, como Cultura, deve servir ao prefeito Azevedo. Faz parte do “me engana que eu gosto”.

E de release em release Cyro vai faturando seu cascalho no comando da mais desastrosa administração da história da FICC.

UESC

Considerando que os portões retirados o foram para conserto (me engana que eu gosto) a não reposição – ou seja, o não conserto até agora – confirma o sucateamento das universidades estaduais (faltariam recursos até para consertar um mísero portão) ou a incompetência administrativa de quem gere a UESC.

Uma confissão a justificar a existência do movimento grevista.

Nana Caymmi

Das grandes divas da interpretação brasileira Nana completou neste 29 de abril 70 anos. Com a homenagem que lhe fez Dorival, seu pai, assim que nasceu, com a chopiniana Acalanto – suave como um noturno – brindamos o aniversário. Aqui interpretada pela própria Nana em dueto com o criador.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoManhã começando no ABC. Ainda na faina o Cabôco e sua alquimia de elaborar artesanal e diariamente a batida que o freguês consumirá naquele dia. Um cliente empurra a semicerrada banda de porta e pergunta se já está atendendo.

Cabôco Alencar aponta para o relógio e diz:

– Ainda não! Só a partir das onze.

Diante do ar de estranheza do cliente, completa:

– Eu boto uma placa de bronze, fazendo do ABC uma repartição pública federal, e você não quer respeitar o horário do expediente!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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