Profissionais do Conjunto Penal realizam ação social no Albergue Bezerra de Menezes

Domingos Matos, 11/02/2019 | 13:55

Diversos profissionais que trabalham no Conjunto Penal de Itabuna participaram, na terça-feira (5), de uma ação social no Albergue Bezerra de Menezes. Foram realizados atendimentos de saúde, odontológicos e de enfermagem, salão de beleza, sessões de atividade física entre outros. O setor de alimentação e nutrição forneceu lanches saudáveis, com frutas e sucos naturais, e um bolo, para celebrar o dia.

A ação marcou a entrega dos produtos arrecadados na campanha de doação de fraldas geriátricas e leite em pó, durante a 6ª edição da Feira de Artesanato do CPI, realizada no mês de dezembro de 2018 no shopping Jequitibá. Na ocasião, quem adquirisse um artesanato confeccionado pelas internas do presídio, em vez de pagar em dinheiro, fazia a troca por fraldas geriátricas e leite em pó, que seriam doadas.

O projeto foi pensado como uma forma de retribuição à sociedade por pessoas que cometeram algum delito e que, mesmo pagando a pena pelo erro, caberia uma contrapartida social, de forma altruísta, por parte delas. Além da doação inicialmente prevista, as internas ainda confeccionaram artesanatos específicos para esse dia, que foram doados juntamente com lençóis e kits de higiene bucal.

Pelo lado da instituição, “essa é uma ação social que mostra que o CPI tem a missão da custódia daqueles homens e mulheres que ali cumprem suas penas, mas também não fecha os olhos para a realidade social do mundo exterior”, afirmou o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome da Silva.

As mulheres que laboraram autorizaram a doação a uma instituição filantrópica do município, abrindo mão dos produtos que eram seus, por direito – e, por extensão, de seus familiares, que também se sensibilizaram e autorizaram a doação (exceto algumas famílias, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e ficaram com o leite, autorizando apenas a doação das fraldas).

Os artesanatos expostos no Jequitibá foram resultado dos cursos profissionalizantes e atividades terapêuticas desenvolvidos no CPI, pelos quais as internas e internos evolvidos recebem o benefício da redução da pena em um dia para cada três dias de frequência, além de aprenderem uma profissão ou um meio de subsistência ao saírem da situação de cárcere em que se encontram.

 

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