Controle de pombos é questão de saúde pública

Domingos Matos, 30/10/2019 | 09:31

Os pombos são as aves que mais se aproximam dos seres humanos nos centros urbanos. Por isso, ficam perto o bastante para transmitirem doenças. Os animais invadem restaurantes ao ar livre, podem entrar em cozinhas e comem os restos de comida deixados no chão. Esses animais carregam agentes patogênicos que causam complicações para a saúde humana. Esse é um dos principais motivos da importância do controle de pombos.

As zoonoses, ou doenças infecciosas de animais passadas para seres humanos, são notificadas de maneira incorreta e pouco aparecem nas estatísticas da OMS (Organização Mundial da Saúde). São conhecidas em torno de 57 doenças associadas aos pombos.

Seis principais doenças causadas pela
falta de controle de pombos

1) Criptococose
A doença infecciosa é causada pelo fungo Cryptococcus neoformans e provoca mudanças no sistema respiratório e nervoso central. A maior frequência da doença é em animais como cães e gatos, mas o ser humano também pode ser afetado. A transmissão pode ser feita através do contato e inalação da poeira contaminada pelas fezes dos pombos.

2) Salmonella
São conhecidas 3 espécies de bactéria: Salmonella subterranea, Salmonella bongori e Salmonella enterica. Elas podem ser transmitidas pelo contato direto e através das fezes das aves ou secreções. Os sintomas da doença são diarreia, cólicas, febre que podem evoluir para septicemia e meningite.

3) Histoplasmose
A doença é causada pelo fungo Histoplasma capsulatum e trata-se de uma micose profunda que afeta órgãos internos como os pulmões. Ela é adquirida através da inalação de microrganismos na poeira originados dos excrementos e penas dos pombos.

4) Clamídia
A patologia é originada da bactéria Chlamydophila psittaci presente nas penas e excrementos das aves contaminadas. O período de incubação da doença é de 5 a 15 dias. Os sintomas são parecidos com a de uma gripe com problemas respiratórios, febre, fadiga e dores de cabeça. O tratamento é através de antibióticos e a recuperação é rápida.

5) Dermatites e alergias
Essas reações nos indivíduos são causadas pela presença de ácaros na pele das aves ou em seus ninhos. A poeira pode levar os agentes passivamente pelo ar.

6) Psitacose
É uma pneumonia rara conhecida popularmente como febre do papagaio. Causada pela bactéria Chlamydia psittaci ela é transmitida pelo contato com secreções e inalação de poeira contaminada das aves. A bactéria pode sobreviver 1 mês causando infecções. Os sintomas são: febre alta, dor de cabeça, nas articulações e musculares e sensação de mal-estar.

- Meningite: Inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Medidas de controle:

- retirar ninhos e ovos;
- umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;
- utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;
- vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;
- colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;
- não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;
- utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;
- acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;
- nunca alimentar os pombos.

É muito importante para nossa saúde controlar a população desses animais na comunidade, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média 4 anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos.

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