Tag: abusivo

Unifacs é acionada por aumento abusivo na mensalidade do curso de Medicina

Domingos Matos, 29/11/2019 | 08:12

O Ministério Público estadual ajuizou ação civil pública contra a Unifacs em razão de desrespeito ao direito à informação dos consumidores, cláusulas contratuais arbitrárias e reajuste abusivo do curso de Medicina da universidade. Segundo a promotora de Justiça Joseane Suzart, autora da ação, a Unidade de Estudos e Análises Técnicas Contábeis da Central de Apoio Técnico do MP (Ceat) emitiu um parecer atestando que os encargos sociais relacionados ao pessoal docente e ao pessoal técnico administrativo, isoladamente, não justificam o reajuste da mensalidade do curso de Medicina em 2018.

Na ação, o MP requer, em caráter liminar, que a Justiça determine que a Unifacs reduza o valor atual da mensalidade de Medicina com o objetivo de refletir os índices inflacionários atinentes aos anos de 2017 a 2019, bem como a planilha de custos, englobando receitas e despesas relacionadas ao referido período, de acordo com o parecer da Ceat; retire a cláusula do contrato de prestação de serviços educacionais que exclui a responsabilidade da Instituição em face do contratante portador de necessidades especiais, quando este não declarar tal situação no ato da matrícula; e exclua a cláusula segundo a qual “A partir do 5º semestre letivo, a critério exclusivo da Instituição de Ensino Superior (IES), independente do número de alunos matriculados, o curso poderá ser ofertado em qualquer um dos três turnos”, dentre outras alterações no contrato de prestação de serviços educacionais.

Além disso, o MP requer, em caráter definitivo, que a Unifacs indenize os consumidores em razão dos danos materiais e morais sofridos diante das práticas abusivas identificadas e denunciadas na ação; e restitua em dobro os valores pagos pelos consumidores em decorrência da cobrança abusiva referente ao pagamento de valores decorrentes do reajuste arbitrário da mensalidade do curso de Medicina.  

 

Justiça determina que município restabeleça funcionamento do transporte coletivo em Itabuna

Domingos Matos, 15/07/2019 | 15:05
Editado em 15/07/2019 | 15:00

A pedido do Ministério Público estadual, a Justiça determinou na tarde da última sexta-feira (12), que o município de Itabuna adote imediatamente todas as medidas legais e contratuais para restabelecer o funcionamento do serviço de transporte coletivo de ônibus e impedir nova paralisação na cidade.

Segundo o promotor de Justiça, Patrick Pires, autor do novo pedido de tutela de urgência, desde o dia 9 de julho, nenhum ônibus do sistema de transporte coletivo urbano circulou em Itabuna, “gerando uma situação de caos no transporte público, com o aparecimento, inclusive, de transportes clandestinos e aplicação de valores abusivos”. A Justiça determinou ainda a imediata implantação do valor de R$ 3,12 para a tarifa de ônibus, como consequência da aplicação da fórmula paramétrica prevista nos contratos de concessão e estudo tarifário realizado pela Agência de Regulação, Controle e Fiscalização dos Serviços Públicos (Arsepi). Na decisão, o juiz Ulysses Maynard Salgado intimou o Município para informar, no prazo de 48 horas, as medidas que tem adotado para a regularização do serviço no município.

Até o fechamento dessa matéria, a greve dos rodoviários continuava com 100% da frota. 

Polícia monta esquema para fiscalizar paredões em Ibicuí

Domingos Matos, 10/06/2019 | 19:30

Monitorar as festas com sons do tipo 'paredão' será o principal objetivo das forças de segurança estaduais, no São João de Ibicuí, que acontecerá entre dias 19 e 24 de junho. Respeitar o volume máximo, horários permitidos de funcionamento e posicionamentos em locais proibidos serão fiscalizados pela 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Itapetinga) e equipes da Delegacia Territorial.

“Som alto e pertubação do sossego público serão coibidos. Se o condutor do veículo estiver com um volume abusivo vamos orientar a reduzir o som, mas caso seja mais grave, apresentaremos o condutor e o veículo na delegacia”, ressaltou o comandante da 8ª CIPM, major Aroldo de Araújo Horta.

Ainda segundo ele os visitantes devem respeitar locais proibidos para som. “Hospitais, instituições públicas, locais próximos a residências não podem ter som até mais tarde. Vamos reforçar o policiamento durante todo o dia nas regiões com estas festas informais”, disse o oficial.

 

Estatísticas em Ibicuí

No primeiro quadrimestre de 2019 o município comemora a redução de 100% nos crimes de feminicídio e 25% nos crimes contra a vida, comparados ao mesmo período do ano passado. “A redução nos crimes é fruto de um trabalho integrado da PM e PC na resolução de crimes e no combate diário contra o tráfico de drogas”, reforçou o comandante da 8ª CIPM.

Já o titular da Delegacia Territorial de Ibicuí, delegado Shangai Alexande Ramos Rocha, informou que operações estão sendo realizadas para evitar a entrada de drogas na cidade. “Esperamos expedir mandados e prisão e apreensão para combater a venda de entorpecentes. Durante a festa vamos atender com plantões de 24 horas”, afirmou o policial civil.

 

Empresa é acusada de extorquir clientes com empréstimos ilegais

Domingos Matos, 06/06/2019 | 14:06

Uma ação civil pública foi ajuizada ontem (5), pelo Ministério Público estadual, contra a empresa Casa Nova Cred. Ela é acusada pela promotora de Justiça Joseane Suzart de prejudicar consumidores por meio de oferta de empréstimos realizada sem a devida autorização do Banco Central e mediante juros exorbitantes. O MP pede à Justiça que determine, em liminar, a interrupção da concessão de crédito não autorizada e a oferta enganosa dos empréstimos com juros abusivos. Em caráter definitivo, são solicitados a indenização dos consumidores prejudicados e o pagamento de multa pelo dano moral coletivo.

Segundo a ação, o BC informou que a empresa não é autorizada a funcionar, não é supervisionada pelo órgão e não possui registros no Sistema de Informações sobre Entidades de Interesse do Banco Central (Unicad). A promotora Joseane Suzart aponta que a Casa Nova Cred se valia de má-fé na concessão de crédito, com aplicação de “juros extremamente altos, com porcentagem superior aos bancos, causando sérios prejuízos aos consumidores”. O percentual, conforme a ação, chegava a 17%. 

Joseane Suzart explicou que para receber o empréstimo, o consumidor era orientado a utilizar o cartão de crédito, com limite suficiente para garantir o valor emprestado, sendo que o crédito e juros deveriam ser pagos à empresa responsável pelo cartão e não à Casa Nova Cred. Os valores debitados no cartão eram maiores do que o valor disponibilizado, sem que fosse informada aos clientes a porcentagem 

Lei prevê mensagens sobre uso de álcool e drogas em eventos de Ilhéus

Domingos Matos, 10/01/2019 | 09:01

Agora é lei. Promotores de shows, eventos culturais e esportivos voltados ao público infanto-juvenil na cidade deverão inserir mensagens educativas sobre o uso indevido de álcool e drogas no seu decorrer e respectivos ingressos, contendo informações sobre os malefícios das drogas e o uso abusivo de álcool. De autoria do vereador Aldemir Almeida, a lei nº 3.985/2018 foi sancionada em outubro último pelo prefeito Mário Alexandre, passou a ser obrigatória desde a da data de publicação no Diário Oficial do Município.

Durante os eventos, painéis, faixas, cartazes, outros meios audiovisuais e viva voz, devem replicar a comunicação. Segundo o autor, a luta contra a droga deve ser responsabilidade de toda a sociedade. Esses eventos constituem excelentes oportunidades para a divulgação. O descumprimento do disposto nesta lei sujeita os infratores às penalidades no Código de Defesa do Consumidor, Lei Federal nº 8.078 de 1990.

Ato ilícito – As famosas frases “É só uma dose” ou “é só um golinho” têm sido incentivos inofensivos para o início do consumo de álcool pelos adolescentes. De longe, o consumo de álcool por adolescentes tem se tornado cada vez mais comum, e por vezes esquecido como um ato ilícito. Muitos jovens começam a beber na companhia de amigos mais velhos ou até mesmo junto com a família, em um almoço de domingo, sem ninguém ver perigo nisso.

Importante ressaltar que é proibida a comercialização de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e considerar que o álcool etílico é a droga mais consumida no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários estudos apontam que o álcool também é a substância psicotrópica mais utilizada por crianças e adolescentes, com aumento do consumo e iniciação cada vez mais precoce entre os jovens.

 

Conjunto Penal de Itabuna promove palestras sobre o “Agosto Lilás”

Domingos Matos, 28/08/2018 | 15:20
Editado em 28/08/2018 | 15:20

Sensibilizar a população carcerária feminina sobre o enfrentamento à violência de gênero contra a mulher, mostrando a elas os caminhos para a prevenção e superação de situações de violência em suas diversas formas. Esse foi o principal objetivo de uma série de palestras realizadas no Conjunto Penal de Itabuna (CPI), na manhã de segunda-feira (27), com as mulheres ali custodiadas.

O evento, que foi aberto pelo diretor-adjunto do CPI, Bernardo Cerqueira Dutra, é parte da campanha Agosto Lilás, realizada pela empresa Socializa – Soluções em Gestão, que operacionaliza o presídio em regime de cogestão com o governo do estado, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP). O "Agosto Lilás" é uma ação de conscientização em toda a sociedade para o combate à violência contra a mulher.

De acordo com o setor de Psicologia do CPI, “auxiliar e orientar a mulher vítima de violência é, por si, uma ação eficaz para o seu fortalecimento como ser humano sujeito de direitos”, afirma a psicóloga Fernanda Badaró, que propôs a ação junto com a equipe. Mas o trabalho foi além.

A palestra ministrada pela equipe técnica do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) do município de Itabuna, focou, além das formas de busca por proteção e reparação, em como a mulher pode se proteger de relacionamentos abusivos e da violência em suas diversas formas – física, sexual, psicológica, moral, patrimonial etc.

O setor Jurídico do CPI também participou, com uma explanação à luz da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), desde seu contexto histórico até as dúvidas frequentes. Explanaram sobre o tema as advogadas Maria Genice e Maria Luíza. Também participou, como representante do Ministério Público Estadual, o assistente da 13ª Promotoria (Execuções Penais), Eduardo Passos, que falou sobre o papel do MPE sobre a fiscalização do cumprimento da lei e do funcionamento das instituições afeitas ao tema.

Participaram, ainda, o gerente administrativo da Socializa, João Sobral, e representantes do Corpo Técnico do CPI – psicólogos, assistentes sociais, enfermeira pedagoga, terapeuta ocupacional, odontólogo além das instrutoras dos cursos profissionalizantes –, bem como coordenadores do Corpo Técnico e do Centro de Ressocialização, Saulo Moura e Maria Lúcia Beltrão.

A ação contemplará, também, em um segundo momento, a população feminina de colaboradoras, que receberá a mesma sensibilização, como forma de promover um ambiente saudável do ponto de vista do respeito aos direitos da mulher, independente de sua condição.

CARTA ABERTA AO POVO DE ITABUNA

Domingos Matos, 13/07/2016 | 16:27

COMITÊ PELA VIDA E EM DEFESA DA EMASA

Os 17 dias de ocupação da Câmara de Vereadores Itabuna pelos trabalhadores da EMASA e movimentos sociais, vão ficar na história do município como marco da luta pelo saneamento público com participação popular.

O que se pretendia com aquela ocupação era obstruir três projetos referentes à concessão privada dos serviços de água e esgoto, extremamente contrários aos interesses dos itabunenses e que, sem dúvidas, iriam ser tramitados a "toque de caixa” e sem uma discussão mais aprofundada com a sociedade.

Estávamos certos quanto ao propósito da ocupação do Legislativo Municipal, tanto que, o Ministério Público Estadual e Federal recomendaram a suspensão da tramitação do projeto de concessão, e o que transformava a EMASA em empresa de regulação (pela proposta, todo o endividamento e compromisso da EMASA com fornecedores e clientes seriam passados à prefeitura sem previsão orçamentária e seu patrimônio doado à iniciativa privada) e o próprio Plano Municipal de Saneamento Básico com graves irregularidades.

Estava claro que as propostas de concessão privada, de criação da agência reguladora e do Plano Municipal de Saneamento Básico que estavam sendo colocadas à apreciação dos vereadores eram extremamente prejudiciais à população, porque, além das questões já mencionadas:

1º incorreria em aumentos abusivos da tarifa de água e esgoto, e;

2º não atenderia a principal reivindicação da sociedade no momento, que é a regularização do abastecimento de água no município, que, por sua vez, depende de forte chuvas e da construção da barragem.

Sabemos que vários municípios da região sul da Bahia encontram-se em grandes dificuldades para abastecimento de água as suas populações, contudo, essa crise hídrica que se tornou a mais grave da história em nossa região, deve-se, além dos fatores climáticos, à falta de planejamento e investimentos em reservação de água, seja através de barragens ou sistemas adutores alternativos.

É bom lembrar que há décadas os vários Governos do Estado da Bahia vêm prometendo a construção da Barragem no Rio Colônia, o que, caso estivesse em funcionamento, garantiria água à Itabuna por um período superior a 8 meses, isso sem chover.

Acontece que a barragem não foi construída e, de forma oportunista, o governo municipal, aproveitando-se dessa situação, quer, a todo custo, entregar o serviço de água à iniciativa privada.  

Nesse momento em que a primeira etapa da luta contra a concessão privada da água foi vencida ou pelo menos adiada (é bom destacar a participação decisiva da igreja católica para nosso êxito), passamos a outro estágio que é propor qual modelo de gestão de saneamento básico que pretendemos.

A água é um recurso natural extremamente estratégico,  insubstituível, portanto trata-se de direito humano e não uma mercadoria a serviço dos interesses privados. 

Queremos construir uma empresa pública e municipal de saneamento com responsabilidade social, ambiental e com participação popular.

Temos convicção de que a EMASA é uma empresa altamente viável, tanto que atrai interesses privados, porém, precisa de um modelo de gestão continuada com autonomia técnica e gerencial e que seus trabalhadores de carreira possam administrar a empresa.

Para isso, chamamos à sociedade a apoiar as seguintes propostas: 

1° Destituição de toda a diretoria da Emasa;

2° Exoneração de todos os cargos de servidores não concursados da empresa;

3° Criação de um conselho popular com representação de vários segmentos da sociedade, que possam contribuir para o controle social e nos rumos e diretrizes da nossa empresa municipal;

4° Auditoria de todos os contratos da empresa;

5° Exigir do Governo do Estado aceleração da construção da barragem no rio Colônia;

6° Acabar com todas as isenções indevidas e que o poder executivo municipal (Prefeitura) passe a pagar os milhões de reais em débitos com a Emasa;

7° Exigir do governo municipal, estadual e federal, mais recursos e ações para mitigação dos efeitos da crise hídrica no município;

8° Transformar a Emasa em uma empresa sustentável com foco na responsabilidade ambiental e social, investindo na recuperação das nascentes e matas ciliares da região;

9° Adotar na Emasa uma gestão autônoma e técnica com vista a atendimento de metas e melhoria dos seus indicadores de saneamento;

10° Melhoria dos serviços prestados à população, através de mais investimentos em: capacitação dos seus servidores, no tratamento de efluentes, na diminuição das perdas de água e na adoção de novas tecnologias para que a população do nosso município possa ter um abastecimento de água com quantidade, regularidade e qualidade.

Pais devem ficar atentos a itens abusivos em listas de materiais escolares

Domingos Matos, 09/01/2012 | 09:42
Editado em 09/01/2012 | 09:44

Um dos desafios para pais que têm filhos em escolas públicas e particulares é a compra dos materiais escolares, neste mês de janeiro.

O Procon alerta que na busca de menor preço e melhor condição de pagamento é preciso cautela quanto aos itens da lista que podem ser abusivos em alguns casos.

A orientação do Procon é que mesmo em caso de produtos lícitos o consumidor pode negociar com a instituição.

Se não estiver em condições de pagar, ele pode pedir para fornecer o material no decorrer do ano.

Caso o problema não se resolva ele pode acionar o Procon, que pode aplicar as sanções necessárias.

Especialistas do Procon afirmam que o material abusivo é aquele que não tem conexão com a atividade pedagógica. E garantem: a escola pode até pedir papel higiênico, por exemplo, desde que seja destinado a algum exercício educativo. É obrigação da escola informar em qual atividade de ensino o produto será usado.

Alguns pais encontraram maneiras para economizar na compra de materiais escolares. Eles optam por produtos com preços mais baixos.

Os pais asseguram que a maioria das listas é abusiva, contando que já tiveram contato com a direção da escola que pedia tudo, inclusive produto de limpeza, mas eles não compravam.

Já outros disseram que pesquisar bastante antes de efetuar a compra é a principal solução. Pais isso, é preciso ir a várias papelarias para encontrar bons preços.

Nota de Repúdio - CUT Bahia

Domingos Matos, 06/11/2010 | 12:21
Editado em 06/11/2010 | 12:31

No dia 23 de outubro, a moradora do assentamento Dom Helder Câmara, distrito do Banco do Pedro, em Ilhéus (BA), Bernadete Souza Ferreira dos Santos, foi vítima de uma ação policial violenta, ilegal e arbitrária. As agressões físicas e psíquicas sofridas por ela estão devidamente mencionadas em representação criminal encaminhada ao Ministério Público da Bahia e também conforme o laudo médico realizado no dia da agressão.

De acordo com a representação criminal, um grupo de policiais invadiu o assentamento conduzindo um jovem algemado. Na qualidade de representante da comunidade, Bernadete indagou aos policiais sobre o ocorrido. A partir disso, ela foi algemada, puxada pelos cabelos, teve uma arma apontada para o seu rosto. Depois de perder os sentidos, ao perceberem que a vítima era ligada ao Candomblé, os policiais disseram que ela estava possuída pelo “demônio” e seu corpo foi colocado sob um formigueiro, numa verdadeira sessão de tortura primitiva.

Diante do exposto acima, a CUT-BA torna pública essa denúncia e repudia as ações motivadas pela intolerância religiosa, que culminaram com atos abusivos e criminosos, que não condizem com o momento democrático vivido pelo país e por nosso estado.

A CUT está acompanhando o caso de forma ostensiva, em todas as suas instâncias, para que os responsáveis por este ato criminoso sejam rigorosamente punidos, na forma da lei.

Direção Executiva da CUT-BA

Da Redação

O colunista desse O Trombone, o advogado, escritor e professor Adylson Machado, denunciou em sua coluna DE RODAPÉS E DE ACHADOS dessa semana a barbárie supostamente cometida pelos policiais militares da Bahia, e cobrou um posicionamento do comando da PM na Região. Nova coluna será publicada esse fim de semana e deve trazer nova abordagem sobre o tema.

Fantasmas à solta na Emasa

Domingos Matos, 05/08/2010 | 07:20
Editado em 05/08/2010 | 00:21

Trbalhadores que dão duro de sol a sol na Emasa não se conformam com o privilégio que alguns funcionários têm na empresa. A conversa por lá é que a funcionária Fabiana Simões, que deveria ter sido demitida a pedido do vereador Gérson Nascimento, além de não ter recebido tábua-de-graxa, mantém algumas regalias e sequer aparece para bater o ponto.

Há quem aposte que o presidente Alfredo Melo, que é do PV, não tenha acatado o pedido do vereador, colega de 'verde', porque a moça virou uma espécie de ídolo, depois que atirou tinta no rosto do radialista Val Cabral, inimigo assumido de Melo, durnte um protesto mal-engembrado contra aumentos abusivos da água na cidade.

Sem dúvidas, a tinta no radialista foi o ponto alto do protesto, mas não seguraria a moça no cargo. Ocorre que Alfredo Melo, apesar da fama de durão, é muito emotivo e se apega fácil a seus comandados.

Aí, bate aquela peninha ter que mandar embora uma funcionária tão completa e competente...

Mistérios da água da Emasa

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 18/03/2010 | 22:37

Alfredo MeloPode reparar. Todo ano de eleição, sempre acontecem coisas estranhas envolvendo a Emasa e contas de água. Suspeitas de quitação ilegal de débitos, com vistas a favorecer esse(a) ou aquele(a) candidato(a), queima de notas fiscais em locais ermos...

Um inquérito sigiloso, na Polícia Federal, em Ilhéus, investiga uma denúncia de compra de votos disfarçada de quitação de contas de água direto no sistema de cobrança da Emasa, envolvendo um(a)a desses(as) candidatos(as) que nas eleições de 2008 deitaram e rolaram nessa prática. Detalhe: o indiciado(a) foi eleito(a).

Esse ano a estranheza ocorre em março, ainda na pré-campanha. Contas de pessoas humildes subiram até 300% - ou mais, segundo os vereadores Wenceslau Júnior e Gérson Nascimento - sem que nenhum aumento tenha sido autorizado pelo Legislativo.

Alguns dizem que se trataria de fenômeno natural, após a instalação de medidores. Mas isso não foi o que ocorreu em diversas casas visitadas pelos dois parlamentares. "Vi muito aumento abusivo em casas que não possuem hidrômetro", relata Wenceslau Júnior.

Para explicar esses mistérios, o presidente da Emasa, Alfredo Melo (foto), foi convidado a participar de uma audiência com os vereadores na próxima quarta-feira (24), às 16h30min. Até o líder do Governo, Milton Gramacho, achou justa ida do diretor, para prestar os esclarecimentos.

Como o homem é sabido, com certeza terá uma boa explicação. Cabe aos edis 'comer' ou não os palavreados. Leia matéria sobre o convite na seção Geral .

"Ofereci várias oportunidades para ele explicar", afirma vereador sobre contas de água

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 31/03/2010 | 09:54

wenceslauO vereador Wenceslau Júnior não ficou nada satisfeito com a participação do presidente da Emasa, Alfredo Melo, na audiência pública que explicaria os supostos aumentos abusivos na tarifa de água em Itabuna.

Não só o comunista ficou insatisfeito. Nos bastidores, teve vereador da base governista classificando a sessão como "uma palhaçada".

Segundo o parlamentar, o dirigente não conseguiu explicar por que vários usuários estão reclamando de diferença na cobrança de até 300% de um mês para outro.

O Trombone conversou com Wenceslau, que se mostrou disposto a esperar por até duas remessas de contas nos próximos meses para voltar à carga contra o que ele considera ser um abuso da empresa.

Quais atitudes o senhor pretende tomar de agora em diante, para resolver essa questão?

Vamos dar um prazo a ele, para que tenha condições de corrigir os erros. Acredito que esperar as contas de abril e de maio pode ser tempo suficiente para a Emasa solucionar esses problemas.

Se isso não ocorrer...

Aí tomaremos nossas providências. O Código de Defesa do Consumidor é claro em relação ao que está ocorrendo em Itabuna. Vamos acionar o Ministério Público e o próprio serviço municipal de defesa do consumidor.

Depois do que foi visto aqui, o senhor tem esperança de que algo mude?

Demos várias chances para ele explicar o que está ocorrendo. Ele saiu pela tangente em todas. Vamos acreditar que haja boa vontade da Emasa para resolver isso. O que pedimos é o que a lei determina: informação do consumo, informação do custo do metro cúbico, da categoria em que o consumidor está inserido. E, principalmente, que o consumidor não pague por um produto que não consumiu.

O que já é impossível, uma vez que o esgoto é cobrado e a Emasa não oferece esse serviço.

Pois é. Para piorar, essa majoração inexplicada nas tarifas de água impacta no valor que é cobrado na taxa de esgoto, o que representa 45% do valor da tarifa da água. Com isso, a conta total vai lá pra cima, aumentando ainda o custo de um serviço que nem é oferecido pela empresa.

Câmara discute aumento abusivo da energia elétrica

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 05/05/2010 | 08:37

A Comissão Permanente de Direito do Consumidor da Câmara de Itabuna promove, agora pela manhã, uma reunião de trabalho para discutir as denúncias de aumento abusivo praticado pela Coelba contra os consumidores em todo o estado.

Deverão ser ouvidos representantes do Procon municipal, do Ministério Público e da própria Coelba. "Essa audiência é uma resposta do Legislativo a essa questão que vem preocupando a todos. Ouviremos as explicações da empresa e o posicionamento do Procon e do Ministério Público", afirma o presidente da comissão, vereador Wenceslau Júnior (PCdoB).

Faltou água? "A culpa é da Coelba"

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 06/05/2010 | 08:52

raios"Inferno astral", diriam os místicos sobre o que ocorre, nesse momento, com a Coelba. Em poucos meses, depois de implementar um programa de troca de geladeiras para a comunidade carente, o que parecia ser a melhor ação de uma concessionária de serviço público para com seus clientes, a empresa passou a figurar em toda a imprensa como a grande vilã da Bahia. Se brincar, 'ganha' até para a Oi, aquela que sempre deixa os 'ligadores' mudos quando eles mais precisam.

Hoje, as quedas de energia passaram a ser noticiadas e comentadas à 'velocidade da luz', depois da chegada dos blogs - e da popularização do notebook, o que permite a produção/consumo de notícias mesmo nos momentos de blecautes. Para piorar, começaram a aparecer nas contas dos clientes aumentos de até 400%, que até agora não foram explicados.

Não é demais lembrar que isso derrubou em parte a imagem positiva das geladeiras novas para os pobres e ainda instaurou uma desconfiança de que a empresa estaria compensando, com os tais aumentos, o investimento que fez nos eletrodomésticos.

Ainda duvida do 'inferno astral'?. Veja essa: em Itabuna, a campeã de reclamações desses últimos tempos, a gloriosa Emasa, quer deixar a incômoda posição e passar  o bastão de vez para a co-irmã energética. Pelo menos, quer apontar as causas de suas constantes pisadas de bola com o consumidor - lembremos que além da falta de água diária, a Emasa imita a Coelba no quesito "aumento abusivo", e ainda tem o agravante da mal-explicada taxa de esgoto.

Pois bem. O presidente da Emasa, Alfredo Melo, está propondo que sua empresa acione na justiça a Coelba, a quem culpa pelos constantes cortes no abastecimento de água em Itabuna. Segundo Melo afirmou ao Pimenta na Muqueca, há um "descontentamento com a série de quedas e interrupções no fornecimento de energia elétrica nas estações de captação de Emasa". A solução: "imprensar" a Coelba com uma ação judicial.

O resultado prático disso é que, mesmo que a justiça entenda que a Emasa não tem razão - dizem, por exemplo, que seus equipamentos não são assim, tão eficientes, o que estaria provocando essas interrupções - a Emasa estaria na mídia apontando um um culpado efetivo pelo seu mau serviço. No mínimo, diria que foi injustiçada. (Sobre a ação de Alfredo Melo, leia notícia no Pimenta na Muqueca)

É inferno astral. A questão é: a Coelba merece ou não ser tão castigada como vem sendo? Deixe sua opinião nos comentários.

Recomponha-se, soldado!

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 11/05/2010 | 23:13

Uma patrulha, comandada por um tenente da Polícia Militar, faz dezenas de abordagens e apreensões de veículos, todas por denéuncia de som abusivo. Essas reclamações, geralmente são feitas por moradores vizinhos a bares, vítimas desses cidadãos que só conseguem ouvir a cultíssima letra do arrocha ou do pagodão rebolation e similares no último volume.

Até aí, nada demais. Sempre haverá mesmo energúmenos à solta, e eles sabem que estão errados, com seus trios-elétricos a perturbar o sono dos vizinhos. Um dos que caíram na malha da patrulha do sossego foi o irmão do prefeito Azevedo, Juscelino Leal e, dizem, nem chiou quando levaram seu possante.

Mas também há os energúmenos tirados a qualquer coisa. Um caso, em especial, vem dando o maior quiprocó na cidade e no quartel da PM: essa memsa patrulha do sossego, no dia em que levou o carro do irmão do prefeito (2/05), também topou pela frente uma outra "autoridade". Só que a 'autoridade' estava "de tanga", ou seja, sem a menor condição de arrotar lição de moral para cima de quem quer que fosse.

Era um soldado da polícia militar, lotado em "pelotão de elite", que "desconheceu" a autoridade de fato, o tenenete que comandou a apreensão de seu veículo, que estava perturbando a ordem  e o sossego da rua Joaquim Batista, no Santo Antônio. Imaginem: o sodado queria dar carteirada em seu superior.

Como não armou, o praça agora vive espalhando que vai pegar o oficial na curva, lá no Ministério Público, alegando arbitrariedade. Só imaginamos o que um profissional desse pode oferecer à sociedade, além das cassetadas nos bandidos, das quais que ele certamente se orgulha, por ser de "pelotão especial", talvez seu maior sonho.

A amigos, o oficial tranquilamente diz apenas que não deixaria de cumprir seu dever por se tratar de um colega de farda, como não deixou. Belo exemplo, numa sociedade acostumada a ver prevaricações de toda ordem.

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