BAHIAGAS - 25 ANOS

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Homem é executado na frente do filho de 10 anos em Itabuna

Domingos Matos, 06/09/2019 | 07:01

Itabuna registrou na manhã desta sexta-feira (06) o terceiro assassinato do mês de setembro. O palco do crime foi o bairro Manoel Leão, às margens da BR-101. A vítima, executada com quase 10 tiros, foi identificada como Renison Moraes Silva, de 35 anos.

Segundo testemunhas, Renison tinha acabado de descer do carro, onde estava um dos seus filhos de apenas 10 anos, que acabou assistindo ao assassinato do pai. A criança está em estado de choque.

A vítima tinha passagens pela polícia. Foi presa em 2011, acusada de tráfico de drogas. O crime está sendo investigado.

Mulher presa por tráfico de drogas utilizava tornozeleira eletrônica

Domingos Matos, 24/08/2019 | 15:31

Detida anteriormente pelo mesmo crime e sendo monitorada por meio de tornozeleira eletrônica, Talita Santos de Jesus foi flagrada, mais uma vez, traficando drogas, na tarde de quinta-feira (22). Ela foi capturada por policiais da Operação Gemeos da Polícia Militar, que durante rondas para prevenir assalto a ônibus receberam denúncias sobre a venda de drogas no bairro da Cidade Nova, em Salvador. No momento da abordagem ela foi encontrada com 163 trouxas de maconha e 146 pinos com cocaína.

“Nossas equipes estão nas ruas o tempo todo, então a população se sente muito confortável em apontar situações que causam insegurança. E os policiais foram certeiros na abordagem”, comentou o comandante da Operação Gemeos, major Gabriel Neto.

O histórico criminal da acusada inclui outra prisão por tráfico, após ter sido flagrada tentando entrar no sistema prisional escondendo drogas. “Talita foi encaminhada para audiência de custódia, que determinará se ela continua com o benefício de liberdade vigiada ou se segue para o presídio”, afirmou o delegado Glauber Uchiyama, titular do Grupo Especial de Repressão a Furtos e Roubos de ônibus, unidade na qual foi apresentada pelos PMs.

 

Acusada de planejar assassinato é inserida no Baralho do Crime

Domingos Matos, 21/06/2019 | 15:11

O batom vermelho utilizado na foto não revela a frieza, mas Edvania Pereira de Morais, apelidada de 'Vaninha', foi capaz de planejar friamente e contratar pessoas para matar sua rival no amor. A acusada e outros seis suspeitos, incluindo um dos pistoleiros, foram adicionados, na quinta-feira (20), ao Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública. A ferramenta é utilizada desde 2011 e apresenta os criminosos mais procurados do estado.

Com a ajuda do pai, Vaninha, nova 'Oito de Paus', contratou Maicon Neves dos Santos, também anexado ao baralho como o 'Sete de Espadas' e um comparsa para matar a professora Élida Márcia de Oliveira Nascimento Souza, 32 anos. O crime aconteceu na frente da filha de dois anos da vítima, em fevereiro.

Vaninha substitui Rafael Almeida de Jesus, o Rafinha. Já Maicon retira Fábio Falcão Ferreira, o Fabinho.Mandante e pistoleiro continuam foragidos com mandado de prisão em aberto.

A posição Ás de Copas' passa a ser ocupada por Sidmar Soares dos Santos, o 'Bolota'. Ele é procurado por tráfico de drogas, de armas e homicídio. Atua no município de Jequié e entra no lugar de Júlio César Machado da Silva, o Morcego.

Rogério Ferreira Sampaio, conhecido como 'Patolino', procurado por tráfico de drogas e homicídio na região de Lauro de Freitas é o novo 'Rei de Copas'. O criminoso entra em substituição de Jesiel Miranda Campos, ou 'Bolo', capturado no mês de maio, em São Paulo.

Foragido do Sistema Penitenciário, Genildo Amparo do Nascimento entra como a 'Dama de Espadas' no lugar de Bruno Ramos Figueiredo, Bruno Bruxa, morto em confronto com policiais durante uma operação integrada.

Apelidado de 'Gordo Paloso', Manoaldo Falcão Costa Junior entra como o 'Rei de Paus' no lugar de Carlos Henrique Santos Silva ou 'Cumpadre'. Ele tem mandado de prisão por homicídio e tráfico de entorpecentes por crimes cometidos na região de Itabuna, sul do estado.

O novo 'Oito de Ouros' é Elias dos Santos Santiago. O homicida também é do interior do estado, município de Jacobina, e retira Michel da Silva Nascimento.

O Baralho do Crime, elaborado pelo Disque Denúncia, apresenta o rostos dos procurados do estado de forma lúdica. Todo cidadão pode contribuir com o trabalho da polícia na busca e captura através do 3235-0000 (Salvador e RMS) e 181 (interior). O denunciante não precisa se identificar.

Empresa é acusada de extorquir clientes com empréstimos ilegais

Domingos Matos, 06/06/2019 | 14:06

Uma ação civil pública foi ajuizada ontem (5), pelo Ministério Público estadual, contra a empresa Casa Nova Cred. Ela é acusada pela promotora de Justiça Joseane Suzart de prejudicar consumidores por meio de oferta de empréstimos realizada sem a devida autorização do Banco Central e mediante juros exorbitantes. O MP pede à Justiça que determine, em liminar, a interrupção da concessão de crédito não autorizada e a oferta enganosa dos empréstimos com juros abusivos. Em caráter definitivo, são solicitados a indenização dos consumidores prejudicados e o pagamento de multa pelo dano moral coletivo.

Segundo a ação, o BC informou que a empresa não é autorizada a funcionar, não é supervisionada pelo órgão e não possui registros no Sistema de Informações sobre Entidades de Interesse do Banco Central (Unicad). A promotora Joseane Suzart aponta que a Casa Nova Cred se valia de má-fé na concessão de crédito, com aplicação de “juros extremamente altos, com porcentagem superior aos bancos, causando sérios prejuízos aos consumidores”. O percentual, conforme a ação, chegava a 17%. 

Joseane Suzart explicou que para receber o empréstimo, o consumidor era orientado a utilizar o cartão de crédito, com limite suficiente para garantir o valor emprestado, sendo que o crédito e juros deveriam ser pagos à empresa responsável pelo cartão e não à Casa Nova Cred. Os valores debitados no cartão eram maiores do que o valor disponibilizado, sem que fosse informada aos clientes a porcentagem 

Jovem é presa em flagrante acusada de matar companheiro em Iguaí

Domingos Matos, 06/06/2019 | 12:01

Acusada da morte do companheiro, Zezito Santana Filho, ocorrida na madrugada desta quinta-feira (6), em Igauí, Angélica Oliveira Santos de Abreu, de 20 anos, foi presa, cinco horas depois do crime, por investigadores da Delegacia Territorial (DT), daquele município.

Zezito foi morto em casa, na Rua Deraldo Couto, com um golpe de punhal no peito, depois de uma briga com a esposa. Ele chegou a ser socorrido com vida para um hospital da cidade, onde morreu. Autuada em flagrante por homicídio, Angélica está à disposição da Justiça.

 

 

Produtora do “Forró do Sítio Novo” é acusada de praticar venda casada em Brumado

Domingos Matos, 05/06/2019 | 17:25

A empresa Beto Bonelly Produções e Eventos Ltda., responsável pela organização da festa “Forró do Sítio Novo”, em Brumado, foi acusada pelo Ministério Público estadual de cometer prática abusiva de venda casada e de infligir a lei por se negar a comercializar ingressos no valor de meia-entrada. O evento festivo está programado para acontecer no próximo dia 15 de junho, naquele município. 

Segundo ação civil pública, ajuizada pelo promotor de Justiça Millen Castro no último dia 27, a produtora anunciou a venda de ingressos por R$ 180 para o acesso à festa de tipo open bar, sem discriminar os valores para entrada e para o consumo de bebidas alcoólicas, retirando do consumidor a possibilidade de adquirir o ingresso dissociado das bebidas. 

O promotor informou ainda que a empresa não colocou à venda ingressos pelor valor de meia-entrada, benefício que a lei exige a oferta para estudantes e idosos que comprovem essa condição. A Bonelly Produções, inclusive, foi obrigada pela Justiça a pagar multa de R$ 5 mil por não cumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o MP, que previa a meia-entrada em eventos culturais, artísticos, recreativos, esportivos ou em quaisquer outros de lazer e entretenimento organizado pela empresa. A produtora também se negou a atender recomendação expedida pelo MP para garantir a disponibilização de meia-entrada no “Forró”, alegando que o espaço físico da festa não permitiria a divisão entre open bar e pista sem open bar. 

Na ação, Millen Castro pede à Justiça que determine, em decisão liminar, a venda de ingressos para o “Forró do Sítio Novo” pelo valor de meia entrada e que seja discriminado em anúncios nos pontos de venda o preço cobrado para o ingresso na festa sem a inclusão do consumo de bebidas alcoólicas e comidas.

 

Forró do Bode

Os responsáveis pela festa “Forró do Bode”, realizada no último dia 25, assinaram acordo com o MP. Conforme o TAC, proposto pelo promotor Millen Castro, a Loja Maçônica se comprometeu a ofertar, nesse e em outros eventos, o benefício de meia-entrada a estudantes, jovens de baixa renda, idosos e pessoas com deficiência. Em caso de a aquisição do ingresso integral já ter ocorrido, o valor correspondente à diferença deve ser devolvido aos consumidores. Além disso, foi acordado que em festas open bar deve ser possibilitada a compra de ingresso apenas pelo valor correspondente ao acesso à festa, dissociado do valor adicional cobrado pelo consumo livre de bebidas alcoólicas e comidas. 

 

PF combate fraudes contra o INSS no sul da Bahia e Espírito Santo

Domingos Matos, 05/06/2019 | 16:14

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (5) a Operação 5X7, com o objetivo de desbaratar organização criminosa, com atuação no Espírito Santo e Bahia, que pratica fraudes contra o INSS, com a utilização de documentos falsos para criação de pessoas fictícias para saque de Benefícios de Prestação Continuada de Amparo ao Idoso.

Aproximadamente 12 policiais federais dão cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois expedidos pela Justiça Federal de Vitória/ES e três expedidos pela Justiça Federal de Itabuna. As ordens judiciais estão sendo cumpridas no município de Vila Velha/ES. Não houve prisões.

Os investigados poderão responder pelos crimes de uso de documento falso (art. 304 do Código Penal – pena de reclusão, de 1 a 5 anos, e multa, para a falsidade ideológica de documento público e/ou pena de reclusão, de 2 a 6 anos, e multa, para a falsidade material de documento público), estelionato qualificado (art. 171 do Código Penal – pena de reclusão, de 1 a 5 anos, e multa) e organização criminosa (art. 2º da Lei 12850/2013 – pena de reclusão, de 3 a 8 anos, e multa).

No mês passado, a polícia prendeu três pessoas acusadas de fraude em Coaraci, no sul da Bahia. Os suspeitos – duas mulheres e um homem - foram denunciados por funcionários da agência do Banco do Brasil, onde o crime teria ocorrido.

 

Operação Cronos 2 já prendeu 199 suspeitos de homicídio e feminicídio

Domingos Matos, 28/05/2019 | 15:31

Policiais civis de 21 estados e do Distrito Federal participam, hoje (28), de mais uma Operação Cronos, deflagrada para combater os crimes de homicídio e feminicídio. Coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil, a ação acontece de forma integrada e conta com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Até o momento, 199 pessoas foram presas, sendo 177 por homicídios e 22 por feminicidios. Sete adolescentes foram apreendidos.

O objetivo da Operação Cronos 2 é cumprir mandados de prisão contra pessoas acusadas de feminicídio – ou seja, o homicídio de mulheres por violência doméstica ou discriminação de gênero – e homicídios.

No Rio de Janeiro, até as 10h, policiais civis já haviam prendido 40 pessoas. Em Santa Catarina, onde ao menos 128 agentes participam da ação, 16 mandados judiciais foram cumpridos até o mesmo horário.

O Distrito Federal conta com mais de 100 policiais civis cumprem parte dos mandados de prisão em aberto. A Polícia Civil não informou quantos mandados espera cumprir no Distrito Federal, mas mais detalhes da operação nacional serão apresentados as 11 horas, durante entrevista no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

Em Goiás, os policiais prenderam até agora 82 pessoas e apreenderam dez armas de fogo. Estão sendo cumpridos mandados contra suspetios de crimes de homicídio, feminicídio e tráfico de drogas. Em todo o estado, são 315 policiais envolvidos e 144 viaturas mobilizadas.

No estado de São Paulo, cerca de 3.300 policiais e 1.300 viaturas estão empenhadas na operação. Mais de 1.500 mandados de prisão estão sendo cumpridos, além de 28 mandados de busca e apreensão. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), mais detalhes e o balanço das ações serão passados ao término do trabalho policial.

Participarão da conversa com jornalistas o secretário-executivo do ministério, Luiz Pontel; o secretário-adjunto da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), José Washington Luiz; o diretor de Operações Integradas da Seopi, Cesar Martinez e o presidente do Conselho de Chefes de Polícia Civil, Robson Cândido da Silva.

Primeira Fase

Deflagrada  em agosto de 2018, a primeira fase da Operação Cronos resultou na prisão de mais de 2,6 mil pessoas em todo o país. Além disso, foram apreendidos 341 adolescentes. Segundo o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil divulgou à época, 42 pessoas foram presas por feminicídio; 404 por homicídio; 289 presos por crimes relacionados à Lei Maria da Penha; 640 foram autuadas em flagrante por posse ou porte irregular de arma de fogo, tráfico de drogas e outros crimes; e outras 1.252 pessoas foram detidas em decorrência de mandados de prisão expedidos por outros crimes.

Durante a primeira fase, foram apreendidas 146 armas de fogo e aproximadamente 383 quilos de entorpecentes, como maconha, cocaína e crack. Mais de 7,8 mil policiais civis de todo o país participaram das ações. (Com informações da Agência Brasil)

Mulher acusada de matar o marido vai responder em liberdade; o crime aconteceu em Ilhéus

Domingos Matos, 28/05/2019 | 12:38

Yoná Santos Batista, de 44 anos, acusada de matar o marido, Agnaldo Araújo Amaral, de 50, vai responder o processo em liberdade. O crime aconteceu na madrugada do último domingo (26), no bairro Nelson Costa, em Ilhéus. Ela alegou legitima defesa, em seu depoimento na audiência de custódia, realizada no Fórum Epaminondas Berbert de Castro. 

Alguns fatos favoreceram a acusada. A Justiça levou em consideração que Yoná tem residência fixa e não possui antecedentes criminais. Além disso, ela ligou para o Samu, solicitando socorro para o esposo, que não resistiu aos ferimentos e morreu antes do atendimento.

Ao notar que o marido havia morrido, a mulher acabou entrando em estado de choque. Foi levada para um hospital e, em seguida, para delegacia, onde foi autuada em flagrante.

Três pessoas acusadas de estupro são presas em Eunápolis

Domingos Matos, 17/01/2019 | 10:05

Três pessoas foram capturadas, na manhã de quarta-feira (16), por unidades da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), no município de Eunápolis, região Sul do Estado, durante 'Operação Parafilia'. Os criminosos eram investigados por estupro de vulnerável.

Eris Lucio dos Santos, 35 anos, e Jéssica Rosa Santo, 27, eram investigados pelo estupro de uma adolescente de apenas 13 anos. O crime aconteceu em março deste ano, após o casal oferecer álcool para a garota e embriagá-la para facilitar o delito.

Já Ivan de Jesus Vieira, 26, foi capturado pelo estupro de dois adolescentes, ambos com 13 anos, em agosto de 2018. De acordo com o coordenador adjunto da 23ª Coorpin, delegado Marcos Vinícius Almeida Costa, Ivan atuava na cidade como pai de santo e confessou o uso da condição de líder espiritual para forçar a participação dos jovens em orgias.

A investigação foi realizada pelo Núcleo de Atendimento Especializado da 1ª Delegacia Territorial da cidade. O trio criminoso será apresentado em audiência de custódia e ficará à disposição da justiça.

 

Mãe acusada de matar, esquartejar e enterrar o filho recém-nascido em Itabuna é presa novamente

Domingos Matos, 31/08/2018 | 16:10
Editado em 01/09/2018 | 14:22

O promotor titular da Vara do Júri de Itabuna recorreu da decisão da audiência de custódia e a suspeita de matar e esquartejar o próprio filho recém-nascido voltou para a prisão, três dias após ganhar liberdade.

Rosemare de Oliveira, de 39 anos, foi solta na segunda-feira (27) e foi presa, novamente, na quinta (30), após a Justiça decretar a prisão preventiva dela. A mulher já foi encaminhada para o Conjunto Penal de Itabuna.

A acusada foi submetida a exame de sanidade mental na última quarta-feira (29). A previsão é de que o resultado saia num prazo de 10 dias. Se ficar comprovado que a suspeita sofre de transtornos mentais, ela será levada para um hospital de custódia, em Salvador. Caso contrário, vai continuar respondendo pelo crime de infanticídio, mas permanecerá presa numa cela comum.

O caso

Rosemare de Oliveira foi presa no último sábado (25), logo após o sumiço do bebê, de apenas um mês. A criança foi esquartejada e queimada, antes de ser enterrada num matagal nas imediações da Volta da Cobra, próximo ao Hospital de Base.

Na delegacia, a Rosemare confessou tudo, mas negou que matou o filho. Segundo ela, quando fez isso, a criança já estava morta. A suspeita relatou que o recém-nascido começou a passar mal e, a caminho do hospital, teria morrido.

Ainda de acordo com Rosemare, ela teria ficado com medo da reação da família e resolveu enterrar o corpo.

 

 

Já está em liberdade mãe que esquartejou e enterrou bebê em Itabuna

Rosemare de Oliveira, presa no último final de semana, após confessar o crime, será submetida a um exame de sanidade mental

Domingos Matos, 28/08/2018 | 16:23
Editado em 31/08/2018 | 16:01

Rosemare de Oliveira, de 39 anos, acusada de enterrar o próprio filho de apenas um mês de idade, foi solta após uma audiência de custódia, realizada ontem (27), na Vara do Júri, em Itabuna.

A mulher foi presa no último sábado (25), logo após o sumiço do bebê. A criança foi esquartejada e queimada, antes de ser enterrada num matagal nas imediações da Volta da Cobra. Rosemare confessou tudo, mas garantiu que, quando fez isso, o filho já estava morto.

Segundo ela, o bebê começou a passar mal e, a caminho do hospital, ele teria morrido. A acusada contou que, com medo da reação da família, resolveu enterrar o corpo.

O caso repercutiu em todo o estado. A Justiça decidiu que Rosemare deverá ser submetida a exames de sanidade mental. Se a doença for comprovada, ela será levada para um hospital de custódia, em Salvador. Caso contrário, vai continuar respondendo pelo crime de infanticídio, mas ficará presa numa cela comum.

Site divulga posições de parlamentares em relação ao golpe

Domingos Matos, 28/03/2016 | 21:06
Editado em 28/03/2016 | 21:24

O site Mapa da Democracia denuncia deputados que apoiam o golpe para a deposição da presidenta Dilma Rousseff e divulga o nome dos que ainda estão indecisos ou já se posicionaram contrários à medida. A página traz um cronômetro com contagem regressiva para a votação na Câmara Federal.

“A ideia é dar total apoio para quem defende a democracia e disputar os deputados indecisos. Solte o verbo no e-mail, Twitter e Facebook no sentido de mostrar por que você acha que ele tem que votar contra”, pedem os organizadores.

“Impeachment só pode ser aplicado em caso de comprovação de crime de responsabilidade e Dilma não é sequer acusada de um. A Câmara, presidida pelo réu Eduardo Cunha, conduz um processo de impeachment ilegal”, alerta o site.

Para conferir a posição dos parlamentares sobre o golpe, clique aqui.

Via Revista Fórum

Itapé e o seu 'São João 2 em 1'

Domingos Matos, 05/12/2011 | 08:18
Editado em 05/12/2011 | 07:20

Do Pimenta

Há tempos a administração do prefeito Jackson Rezende (PP), de Itapé, tornou-se sinônimo de caos e desordem. Atraso de salários, demissões e ausência de obras são alguns dos problemas existentes na gestão, que também é acusada de superfaturar as festas juninas de 2011.

Entre os servidores, apenas os da educação – cujo salário é proveniente do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) – estão com salários em dia, e o mês de novembro se encerrou com a demissão de 165 funcionários que haviam sido admitidos por contrato.

Com relação aos festejos de junho, a Prefeitura teria superfaturado a contratação das bandas em mais de 100%. Informações divulgadas pelo blog Itapé Denúncias dão conta de que o show da banda Lordão foi contratado por R$ 25 mil (quando o preço real seria R$ 15 mil) e a Cacau com Leite saiu por R$ 20 mil (valor de mercado: R$ 10 mil).

Quem não entende essa matemática fica a perguntar: aonde foi parar a diferença?

Mexicanização do Brasil – a contribuição de Itabuna

Domingos Matos, 22/09/2011 | 17:16
Editado em 22/09/2011 | 17:34

Domingos Matos

domingos matosO México talvez seja, ao lado da Rússia, o principal exemplo da radicalização do crime organizado, ao ponto de torná-lo quase endêmico e, aos olhos de quem está de fora, totalmente institucionalizado nas entranhas do país. Deve haver outros, mas esses são os exemplos que nos vêm à mente agora. Para ficar no mais próximo, inclusive culturalmente, falemos do caso México: os cartéis do tráfico tomaram conta de boa parte do território, o que significa dizer que avançam, como o crime organizado faz em qualquer lugar, sobre o setor público, corrompendo autoridades, assumindo o papel do Estado, seduzindo hordas de crianças e mulheres – os homens são os primeiros a cair em suas garras – e formando seu exército paralelo. O Brasil está nesse caminho, e se destaca com louvor.

Mas, o que seria o crime institucionalizado? Quem se lembra do episódio protagonizado em São Paulo pelo grupo denominado Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006, entende o que é e o poder de fogo do crime organizado e institucionalizado. Naquele ano, a partir de um presídio, ataques coordenados desestabilizaram todo o sistema policial daquele estado, chegando a refletir em diversos outros – na Bahia, Itabuna foi uma das cidades em que ônibus foram queimados.

Também naquele ano, descobrimos que o PCC estava dando um salto em direção ao verdadeiro crime institucionalizado: em vez de gastar dinheiro corrompendo representantes do sistema, passou a financiar os estudos de jovens valores para torná-los advogados, juízes, promotores e outras autoridades que trabalhariam a seu serviço. Pelo tempo em que a prática foi implantada, é fácil deduzir que muitos desses doutores do crime já estão em plena atuação pelo país afora.

No México, conta-se às dezenas o número de prefeitos e outros políticos que as gangues matam ao ano, além de demais autoridades que se interponham em seus caminhos. Aqui, juízes estão sob ameaça e a categoria se vê assustada após o assassinato de uma magistrada no Rio de Janeiro, executada porque combatia o crime institucionalizado dentro das forças policiais. Mas, engana-se quem imagina que coisas desse tipo só acontecem em cidades como Rio e São Paulo. Acostumamo-nos a esse pensamento por tê-las como as metrópoles onde tudo é ‘normal’, de tudo acontece. Como dizia um ditado dos anos 80: “é onde filho chora e mãe não vê”.

A realidade hoje é outra. Cidades como Itabuna estão invertendo essa sentença: aqui, ou em qualquer parte do país, ‘mãe chora e filho não vê’, porque já está morto. O crime organizado matou, de um jeito ou de outro. Alguns exemplos de crimes institucionalizados nos dão a certeza de que, com a contribuição de cidades como Itabuna, o Brasil corre a passadas largas, para uma mexicanização completa.

Vejam o caso da própria Itabuna. Há cerca de um mês, um homem foi assassinado em frente a um posto de combustíveis no centro da cidade. Passado o choque, as informações. Era o motorista que levava da fonte ao destino a maioria dos veículos roubados na cidade e na região. Havia sido preso três dias antes e foi solto a cerca de 72 horas de seu encontro com a morte.

Investiga-se um pouco mais e chega-se à constatação óbvia: fazia parte de uma rede enorme de roubo de carros, foi executado porque, ao ser preso, virou um arquivo. Como pagou fiança e saiu, quem garantia que não seria seguido pela polícia e entregaria todo o esquema de bandeja? Vendo por outro viés: quem garante que não levaria a gente graúda, que financia o roubo desses carros, dá proteção aos operários e lucra com a revenda do produto? Quem também garante que essa vertente do crime institucionalizado está totalmente dissociada da que opera o tráfico de drogas no atacado no município? Aliás, o que foi feito a partir da descoberta de que, no bairro Nova Itabuna, há um local acima de qualquer suspeita que abriga um cemitério de carros roubados e ali depenados?

Mas o crime institucionalizado não nasce e não morre aí, senhores. Esse é o ponto intermediário, aquele em que até se permite a descoberta de um ou outro esquema. Chamo de o “estágio da estabilidade relativa”. Sua origem é incerta. Alguém consegue estabelecer se ele nasce no ninho da águia, na mais alta das copas, ou se nas entranhas da terra, em ninhadas de bichos que rastejam? Para mim, é tão fácil crer que o exemplo de nossos políticos, que desviam milhões de reais da saúde pública, serve de estímulo às pessoas simples a também se corromperem, quanto acreditar que tudo vem da base: o menino que vê o pai não devolver o troco a mais na padaria e toma isso como exemplo tem grande potencial para se transformar em um chefe de gangue no bairro ou em um vereador, prefeito ou deputado corruptos.

Como na Grécia antiga, ele pode nascer na tragédia. Como na história contemporânea, ele pode vir do drama. Aqui, “tragédia” é o conjunto de dificuldades que fazem com que só o mais forte sobreviva. Por falta de um anticoncepcional ou de planejamento, a mãe tomou chá amargo, mas não perdeu o bebê. Nasceu em falta de tudo. Teve que roubar o lanche do coleguinha, depois o lápis, depois o celular, o tênis. Acabou roubando a vida. Mas sobreviveu. Já o “drama” é representado pela nossa política. Vemos de tudo, político que cai em desgraça num dia, que é julgado no outro, mas que sempre encontra seu final feliz. Drama autêntico. Na Grécia antiga, o drama acabou por matar a tragédia como expressão artística. Aqui, ainda brigam, mas pela paternidade do maior mal do país, o crime generalizado e institucionalizado.

O que se percebe é que, nas mais altas ou nas mais baixas castas da sociedade, o crime foi institucionalizado e banalizado. Dia desses, paciente que passava a noite na fila do Posto de Saúde do bairro Califórnia, depois de ter sido o primeiro a chegar, lá pelas 19 horas, viu um sujeito entrar em sua frente, com o dia quase amanhecendo. Achando que seria apenas um folgado, interpelou-o: “moço, esse lugar é meu, cheguei aqui ontem à noite”. O sujeito pouco falou. Foi em casa, ali nas proximidades, e voltou armado. Algum tempo depois, pegou a ficha número um. As pessoas da fila achavam que era um viciado, um nóia, que estaria marcando o lugar para alguém, mas era um dos líderes do tráfico.

Na mesma zona, alguém com trânsito nos meios políticos retém em seu poder dezenas de autorizações para procedimentos médicos na rede pública, e as vende ou as dá, de acordo com o grau de amizade com ‘seus’ pacientes ou com seus próprios interesses, inclusive políticos. Do outro lado da cidade, funcionário público exige propina para facilitar a retirada de um documento de veículo, uma carteira de habilitação. Nos hospitais, técnicos operam em benefício próprio aparelhos de última geração para exames sofisticados, caríssimos e inacessíveis aos pacientes da fila do posto de saúde do Califórnia. Basta pagar um por fora.

Na política, a Câmara de Vereadores está sob investigação da polícia federal, que busca desvendar um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público dos últimos anos. Tudo já detectado por uma investigação interna e, depois, por uma auditoria externa. Perguntado por que não se abre um processo de cassação contra os acusados, uma autoridade responde: “Como fazer isso, se praticamente todos ali se beneficiaram do esquema?”. Na prefeitura, a coisa flui de um simples desvio de material para construção da casa de praia de um pobre coitado até esquemas inconfessáveis, que visariam à privatização da Emasa.

É quase parte da cultura. Mas, no fim, o que choca é o fato de não encontrarmos guarida onde seria nosso último refúgio, as leis e o Judiciário. Não esqueçamos que temos exemplos de juízes que se aposentaram compulsoriamente para fugir de investigações, escrivã que é presa (injustamente?) acusada de formação de quadrilha e advogados que agem como mulas do tráfico de influência até junto às cortes superiores. Mais institucional que isso, impossível. Parece que tudo virou uma grande quadrilha, e o que se salvam são as exceções.

Felizmente, essas existem e são maioria, embora não pareça.

Domingos Matos é jornalista e blogueiro, editor do blog O Trombone e do jornal Agora

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