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Ministério Público brasileiro realiza operações simultâneas para combater o crime organizado em todo o país

Domingos Matos, 15/08/2019 | 09:35
Editado em 15/08/2019 | 09:55

Nove Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaecos) do Ministério Público brasileiro realizam, nesta quinta-feira (15/08), operações contra integrantes de organizações criminosas em todo o país. A ação nacional é articulada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) - colegiado que reúne os Gaecos de todos os estados brasileiros.

As diligências desta quinta-feira estão sendo realizadas simultaneamente pelos estados de Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro. Com auxílio de forças policiais, os Gaecos de cada um desses estados cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de grupos criminosos. No total, estão sendo cumpridos mais de 300 mandados judiciais, entre prisões e busca e apreensões.

Acompanhando os trabalhos em uma sala especial da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CSI/MPRJ), o presidente do GNCOC, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, garantiu que esse tipo de enfrentamento seguirá ocorrendo em todo o Brasil. “Os Gaecos do país inteiro estão trabalhando incessantemente para combater as organizações criminosas que tanto afrontam as forças de segurança do país. Seguiremos nesse propósito todos os dias”, assegurou Gaspar, que é também procurador-geral de Justiça de Alagoas.

 

As operações nos estados:

Acre – está sendo realizada uma grande revista na Penitenciária Francisco de Oliveira Conde, na Capital. O foco está em pavilhões dominados pelo PCC e a facção local Bonde dos 13, aliada ao Primeiro comando da Capital. A ação visa a apreensão de ilícitos e prospecção de informações, além da identificação de pessoas que exercem posição de liderança nessas organizações. Paralelamente, foram denunciadas à Justiça 69 pessoas presas na Operação Hemolíse, realizada no dia 24 de julho, na Capital e outros quatro municípios. Os denunciados são integrantes do Comando Vermelho.

Alagoas – a operação cumpre 37 mandados de busca e apreensão e 42 de prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, todos os mandados estão sendo cumpridos em municípios do litoral norte do estado. Os pedidos têm por base três Procedimentos de Investigação Criminal do GAECO local e um inquérito da Delegacia de Narcóticos – DENARC.

Amapá – com alvos em Macapá, Santana e Porto Grande, a operação, que também tem foco no combate ao tráfico de drogas,  é contra a organização criminosa “Família Terror do Amapá”.

Amazonas – estão sendo cumpridos três mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão. Dentre os alvos da medida, encontram-se lideranças da organização criminosa Família do Norte, considerada a terceira maior facção do Brasil.

Bahia – São 19 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. A operação está sendo realizada nos municípios de Senhor do Bonfim, Jacobina, Juazeiro, Capim Grosso, Serrolândia e Lauro de Freitas. Entre os alvos, estão integrantes de organização criminosa ligada ao PCC que atua com tráfico de drogas e é responsável por diversos homicídios no estado. Onze promotores de Justiça, 74 policiais militares e 99 policiais rodoviários federais participam da ação.

Ceará – as operações “JERICÓ” e “AL QAEDA” tiveram investigações que resultaram na expedição de 35 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão contra integrantes do PCC a serem cumpridos em todo o Estado do Ceará.

Mato Grosso do Sul – 15 mandados de prisão estão sendo cumpridos contra integrantes do PCC com atuação no estado.

Pernambuco –  cumpre um mandado de prisão e busca e apreensão  em apoio a operação que combate a lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. O mandado está sendo cumprido na cidade de Petrolina.

Rio de Janeiro – três operações em andamento. Uma cumpre 41 mandados de busca e apreensão contra policiais militares , sendo oito denunciados por associação criminosa e crime de corrupção passiva,  um denunciado por associação para o tráfico de drogas , tendo sido  todos afastados de suas funções pela Justiça. A segunda, mandados de prisão  contra  sete traficantes em comunidades do Complexo de Madureira. A terceira, visa prender acusados de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, com denunciados que atuavam como “laranjas” para ocultar o dinheiro ilícito do tráfico de integrantes da facção Comando Vermelho.

 

 

Assaltantes são presos pela PRF com carga de whisky roubada na BR-116

Domingos Matos, 14/08/2019 | 08:31

Um caminhão-baú adulterado que transportava 1.656 unidades de whisky roubadas, foi recuperado pela PRF na tarde de ontem (13) na BR 116, trecho do município de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia.

Tudo começou quando os agentes que realizavam fiscalização de rotina no Km 836 da rodovia, deram ordem de parada a um veículo I/VW Amarok, com três ocupantes. A equipe notou que o comportamento estranho de um dos passageiros 

Diante da suspeita fundada e contradições na entrevista, os PRFs iniciaram os procedimentos de fiscalização e abordagem no automóvel. Após busca minuciosa foi encontrada em uma bolsa aproximadamente 5 gramas de de cocaína. Já na carteira de um deles foi encontrada duas cartelas contendo 17 comprimidos de anfetaminas (nobésio), conhecido popularmente como ‘arrebite’.

Em continuidade a ocorrência e de acordo com as informações levantadas,  os policiais constataram que os indivíduos eram suspeitos de envolvimento em um assalto de carga de bebida ocorrido na segunda-feira (12) em um trecho da BR 251, no estado de Minas Gerais. A Amarok seguia à frente como ‘batedor’ da carga roubada.

A equipe saiu em diligência na rodovia e logo em seguida avistou em sentido contrário um veículo VOLVO/Fh 440, tracionando um semi-reboque. Os agentes retornaram, foi quando o condutor do caminhão, desobedeceu a ordem de parada e empreendeu fuga em alta velocidade.

Durante o acompanhamento tático, o motorista transitou na rodovia em velocidade incompatível, sem observar as normas gerais de circulação e conduta prudente no trânsito, bem como desrespeitou às sinalizações dos trechos durante a fuga, colocando em risco a segurança dos demais usuários da rodovia.

Os ocupantes do caminhão começaram a atirar contra os policiais, que revidaram. Logo em seguida, o veículo entrou na marginal, nas proximidades do povoado de Iguá, onde três indivíduos de armas em punho desceram atirando, abandonaram o caminhão e adentraram no matagal. Um dos projétil perfurou o para-brisa da viatura e transfixou o banco do passageiro e traseiro. Não houve feridos.

Durante fiscalização na carreta, os policiais encontraram no compartimento de carga, diversas caixas de bebidas, do tipo whisky. Foi encontrado também um equipamento JAMMER, utilizado para bloqueio de sinal de rastreamento veicular. Com técnicas de identificação veicular, ficou constatado que o veículo possuí diversas adulterações. A carreta adulterada pertencia a um dos ocupantes da caminhonete Amarok.

Forças policiais da região foram acionadas e seguem na busca dos suspeitos.

Diante dos fatos, a carreta adulterada, o veículo Amarok, a carga roubada, drogas, a documentação apreendida, demais objetos e os três acusados, com idades entre 24 e 38 anos, foram apresentados a autoridade policial de plantão da Delegacia de Polícia Federal em Vitória da Conquista.

Preso falso advogado acusado de estupro; vítimas eram atraídas por anúncio de emprego na OLX

Domingos Matos, 12/08/2019 | 10:11
Editado em 12/08/2019 | 10:18

Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Periperi capturaram, na tarde da última sexta-feira (9), Edson dos Santos Rocha, 66 anos. O falso advogado foi localizado em um prédio empresarial de luxo, próximo do Salvador Shopping, onde mantinha um escritório.

O caso começou a ser investigado em fevereiro deste ano, após uma das vítimas relatar que foi agarrada durante a entrevista de emprego. Ações de inteligência comprovaram que o criminoso atacava as vítimas e também praticava chantagem contra as contratadas.

No momento da prisão, Edson voltava de um almoço com duas funcionárias, ambas com 16 anos. Uma terceira jovem, de 18 anos, também foi encontrada no local onde funcionava o escritório Advogados e Consultores. Na sala e na residência (Villas do Atlântico) do criminoso, com suporte de mandados de busca e apreensão, os policiais civis apreenderam celulares, computadores, pen drives e documentos.


Modus operandi

"Edson anunciava as vagas de emprego no site OLX, marcava com as vítimas no prédio empresarial e durante as entrevistas cometia os abusos sexuais", contou a titular da Deam de Periperi, delegada Simone Moutinho. Ela explicou ainda que as mulheres eram ameaçadas.

As três funcionárias do falso advogado recebiam apenas 500 reais por mês como salário e o dinheiro do transporte. A delegada Simone Moutinho informou ainda que o criminoso será indiciado por estupro, redução a condição análoga de escravo, corrupção de menores e ameaça.

"Todo o material recolhido será encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e Edson seguirá para o sistema prisional", concluiu a delegada.

 

Líder do tráfico em Tanquinho de Feira morre em confronto com a polícia

Domingos Matos, 07/08/2019 | 13:31

Leandro de Almeida Viana, conhecido como 'TX' ou 'Chatuba', apontado como líder do tráfico de drogas no município de Tanquinho de Feira, foi localizado na manhã desta quarta-feira (7). Uma operação conjunta entre equipes da Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública, Departamento de Polícia do Interior (Depin) e Coordenação de Operações Especiais (COE) encontrou o suspeito escondido no bairro de Sussuarana, na capital. O acusado acabou morrendo durante confronto com os policiais.

Segundo a polícia, o traficante comandava de longe a venda de drogas na cidade e voltava apenas para executar rivais e desafetos. Chatuba era investigado por quatro homicídios, sendo três deles cometidos este ano. “Ele foi o responsável por assassinar um vendedor de água mineral em via pública”, revelou o titular da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/ Feira de Santana), delegado Roberto da Silva Leal. O criminoso também já tinha passagem por roubo e condenação por tráfico.

Chatuba estava escondido e, após perceber a presença policial, atirou.No confronto, foi baleado. O acusado ainda foi socorrido para o Hospital Geral Roberto Santos, mas não resistiu. Com ele foram encontrados um revólver calibre 38, pinos para embalar cocaína, balança, certa quantidade de droga, três celulares, relógios e anotações referentes ao comércio de drogas.

 

Acusado de assalto é o 47° preso pelo Reconhecimento Facial da SSP

Domingos Matos, 07/08/2019 | 09:16
Editado em 06/08/2019 | 22:16

Foragido da Justiça, Alisson de Assis Ferreira, 28 anos, é o 47° suspeito capturado, na Bahia, pelo sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública. A prisão ocorreu, na tarde desta terça-feira (6), no metrô de Salvador.

Alisson chegou a percorrer mais de uma estação, mas foi acompanhado e detido por policiais militares. Com mandado de prisão em aberto pela prática de roubos, na Região Metropolitana de Salvador, o criminoso foi encaminhado para a Central de Flagrantes onde foi cumprida a determinação judicial.

"Vamos avançar com o sistema de Reconhecimento Facial para as cidades da RMS e interior, com a mesma eficiência que estamos presenciando em Salvador e que também ficou evidenciada na Micareta de Feira de Santana", afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.

 

Mandados garantem prisões de suspeitos de assaltos a banco na Bahia

Domingos Matos, 07/08/2019 | 08:09

Acusados de participação em pelo menos três assaltos a bancos em 2018, Ueldon José Oliveira de Assis, Elielson Evangelista de Oliveira Souza, Washington Alisson Santos de Jesus e Gabriel Henrique de Jesus Silva ficarão mais tempo presos, graças a novos mandados cumpridos contra eles.

O grupo estava em audiência, respondendo pelo furto à uma agência bancária, quando investigadores apresentaram novo documento judicial determinando a manutenção da prisão por outros ataques bancários. "Eles fazem parte de uma quadrilha maior, que já foi desarticulada em ações anteriores", afirmou o diretor do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), unidade responsável pelas investigações, delegado Marcelo Sansão.

Ainda segundo ele, os novos mandados cumpridos tiveram fundamental importância, já que o grupo respondia inicialmente por furto, tipo de crime que, geralmente, permite penas mais brandas. "Os novos mandados são referentes ao ataque a um banco de Simões Filho, situação que amedrontou a população local, devido à forma violenta da ação criminosa", continuou.

O delegado finalizou destacando a importância da manutenção das prisões do quarteto para a continuação da redução dos índices criminais nesta modalidade. As investigações também apontam participação do quarteto nos casos de Catu e Jeremoabo.

 

MP cumpre mandado de prisão por exploração ilegal de imóveis no Rio

Domingos Matos, 16/07/2019 | 09:01

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre nesta terça-feira (16), 17 mandados de prisão preventiva contra acusados de exploração imobiliária clandestina na comunidade da Muzema e nos arredores. O grupo é suspeito de loteamento, construção, venda, locação e financiamento ilegal de imóveis.

Além disso, eles são acusados de ligações clandestinas de água e energia elétrica e a corrupção de agentes públicos. A operação de hoje também cumpre diversos mandados de busca e apreensão.

Ao todo, foram denunciadas 27 pessoas por suspeito de envolvimento no grupo criminoso, de acordo com o Ministério Público.

Além dos riscos para as pessoas que vivem nesses edifícios, as construções ilegais provocam a destruição de vegetação da Mata Atlântica.

Em abril, dois prédios construídos ilegalmente desabaram na comunidade da Muzema, deixando 24 mortos. A região é controlada por uma milícia, grupo criminoso que extorque moradores e explora serviços clandestinos. (Com informações da Agência Brasil)

Itabuna: PM suspeito de matar delegado em ação policial é denunciado por homicídio qualificado

Domingos Matos, 18/06/2019 | 07:07
Editado em 18/06/2019 | 15:30

O policial militar Cleomário de Jesus Figueiredo, suspeito de matar o delegado José Carlos Mastique de Castro Filho em uma ação policial ocorrida em Itabuna, foi denunciado pelo Ministério Público estadual (MP-BA) por homicídio qualificado.

De acordo com o MP-BA, a denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Rafael Pithon, no dia 28 de maio. O caso aguarda parecer da Justiça.

Conforme a denúncia, o acusado teria atirado na vítima, acertando o delegado no peito, com uma submetralhadora SMT.40, quando ele se encontrava em "forma clara de rendição".

O caso ocorreu na madrugada de 28 de abril, na Avenida Félix Mendonça. Os disparos teriam acontecido após uma confusão em uma loja de conveniências, onde a vítima teria chegado atendendo a um pedido de ajuda.

O PM e um colega de trabalho que também participou da ação chegaram a ser presos em abril, em cumprimento de uma ordem judicial, contudo, segundo a Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP-BA), foram liberados pela Justiça alguns dias depois.

Segundo a Polícia Militar, os agentes, que são lotados no 15º Batalhão, em Itabuna, estão cumprindo serviço administrativo. (Com informações do G1)

Padrasto confessa ter matado o enteado de apenas 5 anos em Itabuna

Domingos Matos, 12/06/2019 | 14:39
Editado em 13/06/2019 | 10:43

O ex-presidiário Isaque Vieira Lemos, de 28 anos, confessou ter matado na madrugada desta quarta-feira (12), o enteado Davi Luiz Santos de Jesus, de apenas cinco anos de idade, só porque o menino, segundo ele, “estava traquinando”. O acusado disse que agiu sob influência de álcool e drogas. O crime aconteceu no bairro Pedro Jerônimo, em Itabuna.

O pequeno Davi foi espancado e depois asfixiado até a morte. Embora a mãe, Laiane de Jesus Santos, de 24 anos, estivesse em casa, ela negou ter visto o marido matar o filho. Por outro lado, os vizinhos relataram ter ouvido os gritos de dor da criança.

Segundo a perícia, no corpo do menino haviam marcas de mordidas e também sinais evidentes de abuso sexual. O suspeito ainda procurou a delegacia na manhã de hoje para informar que o enteado havia morrido em casa, de morte natural. No entanto, a polícia desconfiou e prendeu o homem.

Isaque já havia sido preso por outros crimes, entre os quais assaltos a mão armada, furto e tentativa de homicídio, todos cometidos em Ubatã, onde ele morava antes de se mudar para Itabuna.

Segundo o delegado André Aragão, chefe da 6ª Coordenadoria de Polícia do Interior, o acusado foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e torpe. A mãe da criança vai prestar depoimento na tarde desta segunda. De acordo com Aragão, ela pode ser indiciada por omissão.

A Operação Lava-Jato desmascarada

Domingos Matos, 10/06/2019 | 16:34
Editado em 10/06/2019 | 16:52

Por Eugênio Aragão

Quem acompanhava as conversas internas do MPF na rede @Membros sabia, desde sempre, da descarada politização do ambiente corporativo, marcado por profunda “petefobia”, expressão que usei numa entrevista em 2011, logo após tomar posse como corregedor-geral do órgão. O tom militante e de desqualificação de quem pensava diferente era ali uma constante. Nem ministros do STF saíam incólumes, sendo alvos de chacota e caçoada. Como corregedor-geral, cheguei a mandar aviso à rede, advertindo que os deveres de urbanidade e de decoro também se aplicavam às comunicações internas.

A mim não surpreendeu o teor das mensagens trocadas por personagens da famigerada Operação Lava-Jato e o juiz de piso Sérgio Moro, por mais que choca outsiders. Essas mensagens mostram claramente a promiscuidade que prevalece na fusão das atividades de investigar, acusar e julgar nos processos dessa operação. Temos ali promotores que se portam feito meganhas é um juiz que é acusador, todos articulados num projeto político de “limpar o Congresso” e de impedir que o PT fosse vitorioso nas eleições presidenciais de 2018.

Agora que o caldo derramou e ficou provado o que muita gente desconfiava – a persecução seletiva de atores políticos – os promotores desesperados se apressam em se fazer de vítimas de “uma ação criminosa” de invasão de seus celulares usados “para comunicação privada” e “no interesse do trabalho”. Mostram revolta contra o que denominam “violação da esfera privada”.

A mim não surpreendeu o teor das mensagens trocadas por personagens da famigerada Operação Lava-Jato e o juiz de piso Sérgio Moro, por mais que choca outsiders. Essas mensagens mostram claramente a promiscuidade que prevalece na fusão das atividades de investigar, acusar e julgar nos processos dessa operação. Temos ali promotores que se portam feito meganhas é um juiz que é acusador, todos articulados num projeto político de “limpar o Congresso” e de impedir que o PT fosse vitorioso nas eleições presidenciais de 2018.

Não há, pois, legitimidade no argumento da vitimização dos procuradores e do juiz de piso pelo ataque a seus celulares. Mas, além disso, o chororô da nota do ministério público em decorrência de publicação, pelo sítio do Intercept, peca contra o princípio do “ne venire contra factum proprium” e, assim, é mais uma prova de falta de boa fé da turma da Operação Lava-Jato. É que, quando criminosamente tornaram público diálogo telefônico entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, às vésperas da posse deste no cargo de ministro-chefe da Casa Civil, procuradores e magistrado – principalmente este último – se exculparam no interesse público do conteúdo para mandar a lei às favas.

E as provas sobre conspirações de Moro e Dallagnol contra o poder legislativo que queriam “limpar” ou contra as eleições presidenciais que queriam conduzir de forma a que não se elegesse Haddad, não são elas, por acaso, de interesse público? Ainda mais quando encontradas em celulares funcionais?

Não há desculpa. Pode até ser que, na prática recorrente dos tribunais, de blindarem Sérgio Moro, digam que as conversas vazadas não servem para condenar juiz e promotores na esfera penal, mas, seguramente, elas bastam para colocar em xeque a persecução penal contra Lula e a legitimidade do pleito presidencial de 2018.

No que diz respeito à promiscuidade da relação entre o ministério público e o juiz, revelada pelo vazamento de suas comunicações, passou da hora de repensar a proximidade entre acusação e magistratura no Brasil.

Quando atuava como subprocurador-geral da república junto ao STJ e, até mesmo antes, quando atuava como procurador regional no TRF da 1ª Região, incomodava-me profundamente o nosso papel, do MPF, nas sessões, sentados ao lado do presidente, com ele podendo até cochichar, a depender da empatia recíproca. Enquanto o advogado fazia sua sofrida sustentação oral da tribuna, não raros eram comentários auriculares entre juiz e procurador. Depois, o procurador era convidado a saborear o lanchinho reservado dos magistrados, em que os casos eram frequentemente comentados. Já os advogados ficavam do lado de fora, impedidos de participar dessa festa do céu. Produzia-se, assim, a mais descarada assimetria entre a defesa e a acusação.

O argumento dos colegas era de que o ministério público ali não era parte e, sim, fiscal da lei. Façam-me rir! Do ponto de vista estritamente dogmático, essa cisão entre os papéis do ministério público é ilusória, já que o órgão se rege pelos princípios institucionais da unidade e da indivisibilidade (art. 127 da Constituição). O ministério público é sempre parte e custos legis concomitantemente. Do ponto de vista prático, são pouquíssimos os procuradores que se imbuem do papel de fiscal imparcial. O punitivismo há muito tempo transformou a grande maioria em ferrabrás mecanizada. Não raro fui criticado por meus pares de dar parecer favorável à concessão de ordem de habeas corpus contra atuação de colega em primeiro grau! “Como assim? Ministério público acolhendo ordem de habeas corpus? Não pode!!!”.

Nesse contexto, é preciso barrar essa proximidade entre promotores e juízes, tirando os primeiros do pódio do magistrado, para colocá-los no nível das partes. Nos tribunais, está na hora de tirá-los do lado do presidente. Devem ocupar a tribuna para suas sustentações e voltar a seus gabinetes depois dessa tarefa, para dar andamento aos processos sob sua responsabilidade. Não faz sentido nenhum, em plena era do processo acusatório, dar destaque ao acusador, em detrimento da paridade com os advogados.

Deltan Dallagnol mostrou o quanto é deletério, para o devido processo legal e para o julgamento justo, a confraria com Sérgio Moro. Ficavam promotor e juiz trocando figurinha sem participação da defesa. O juiz se dava o direito de palpitar na estratégia investigativa sobre crimes que depois viria a julgar e o promotor deixava o juiz “à vontade” para indeferir seus pleitos, se não combinasse com a estratégia comum. Um escândalo, tout court.

Esperam-se consequências dessas revelações, pois, muito mais do que a profunda injustiça da prisão de Lula por uma condenação “arreglada” entre magistrado e acusação, estamos diante de evidências de manipulação eleitoral. Ou o país tira lições dessa atuação criminosa de atores judiciais, ou pode sepultar sua democracia representativa, porque já não haverá mais respeito pelas instituições que devem protegê-la.

Eugênio Aragão - Procurador da República aposentado e ex-ministro da Justiça do Governo Dilma

Gerente de hotel de Porto Seguro é preso acusado de duplo assassinato; ele era foragido do Rio de Janeiro

Domingos Matos, 06/06/2019 | 12:14

Investigadores da Delegacia de Tóxicos Entorpecentes (DTE) de Porto Seguro cumpriram o mandado de prisão do acusado de homicidio, Júlio César Ornelas de Lemos, de 47 anos. Ele foi preso na manhã de quarta-feira (5). O homem é apontado como autor de um duplo homicídio, ocorrido em 2017, no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, Júlio César atirou em um casal.

O acusado estava trabalhando como gerente de um hotel, no centro de Porto Seguero, quando foi localizado pela equipe da DTE. Ele está custodiado na unidade especializada e aguarda ser recambiado para o Rio de Janeiro.

Acusado de tráfico morre em confronto com a polícia em Itacaré

Domingos Matos, 04/06/2019 | 12:31

Landerson Silva Almeida, o Ban, integrante de uma organização criminosa morreu em confronto na madrugada desta terça-feira (4), após trocar tiros com policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cacaueira e da 72ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Itacaré).

Guarnições da Cipe Cacaueira foram acionados através da 72ª (CIPM/Itacaré) sobre uma situação em que, aproximadamente, seis homens estavam portando armas, no bairro Pituba 2, em Itacaré, e realizando disparos no local. Policiais se deslocaram e foram recebidos a tiros.

Segundo o tenente da Cipe Cacaueira Igor Silva, cinco homens conseguiram fugir por um matagal. Landerson foi atingido, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. “Temos uma equipe monitorando para tentarmos localizar os que conseguiram fugir”, disse. Com Landerson foram apreendidos um revólver calibre 38, com uma munição picotada, e quatro deflagradas, um tablete de maconha e 20 gramas de cocaína.

Todo material apreendido foi encaminhado para a Delegacia Territorial (DT/Itacaré), onde será registrado o caso.

Preso homem acusado de matar a enteada em Itororó

Domingos Matos, 28/05/2019 | 15:37

Policiais da Delegacia Territorial (DT/Itororó) elucidaram a morte de uma mulher grávida, ocorrida no final do ano passado e prenderam o autor, Dielson França dos Santos. A prisão ocorreu na última sexta-feira (24). 

Após ser preso, Dielson confessou o crime e atribuiu o motivo à vingança. “Na época do crime ele era padrasto da vítima e o casal brigava muito. Dielson resolveu assassinar a garota para se vingar da companheira”, explica o titular de Itororó, delegado Frank Nogueira.

A polícia chegou ao acusado após o Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar ossadas humanas, que foram encontradas às margens de uma rodovia, naquele município, como da vítima, que estava desparecida. Dielson segue preso à disposição da Justiça.

  

 

Dama de Espadas: acusado de diversos homicídios morre em confronto com a polícia

Domingos Matos, 27/05/2019 | 10:29

Carta Dama de Espadas do Baralho do Crime, Bruno Ramos Figueiredo, mais conhecido como Bruno Bruxo, foi localizado no último sábado (25), durante operação integrada que envolveu troca de informações entre a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e as polícias Militar, Civil e Federal.

Bruno integrava uma quadrilha de tráfico de drogas com atuação na Liberdade, onde cometia homicídios. Ele foi encontrado no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, e reagiu à prisão. Houve confronto e, mesmo socorrido, não resistiu. " Bruno Bruxo era um dos alvos prioritários por conta da quantidade de mortes que ele cometia", afirmou o titular da Delegacia de Homicídio Múltiplos, delegado Odair Carneiro.

Com ele foram encontrados uma pistola 9 milímetros e dois carregadores. Participaram da ação equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, através da DHM, do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), da Coordenação de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e  da Rondesp/RMS.

 

MP recorre da sentença aplicada a acusado pelo assassinato do jornalista Manoel Leal

Domingos Matos, 24/05/2019 | 12:21
Editado em 24/05/2019 | 14:43

O Ministério Público estadual recorreu da sentença aplicada a Marcone Rodrigues Sarmento, que foi condenado ontem, dia 22, pelo Tribunal do Júri, a seis anos de prisão em regime aberto, por ter assassinado o jornalista Manoel Leal, fundador do jornal itabunense A Região.

A denúncia foi sustentada no Fórum Ruy Barbosa pelos promotores de Justiça Cássio Marcelo de Melo, Davi Gallo, e Antônio Luciano Assis. Conforme a denúncia, no dia 14 de janeiro de 1998, o jornalista foi vítima de uma emboscada e acabou executado a tiros na porta de casa.

Marcone Sarmento foi denunciado pelo Ministério Público estadual como um dos executores. Ele chegou a ser julgado, mas foi absolvido pela participação no crime em 2005.

O MP recorreu da decisão e o Tribunal de Justiça julgou que a absolvição era manifestamente contrária às provas dos autos, designando a nova sessão de julgamento. A sentença de ontem foi proferida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza, mas os promotores de Justiça não concordaram com a dosimetria da pena e recorreram.

 

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