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Jovens de Ilhéus participam do projeto “Educar para não afogar”

Domingos Matos, 20/02/2019 | 10:17

A primeira edição do projeto “Educar para não afogar” de 2019, que tem a finalidade de conscientizar a população e turistas sobre os riscos de afogamento durante o banho de mar, aconteceu no último sábado (16), no Instituto Municipal de Ensino (IME), sede do curso Pré-Militar em Ilhéus. Ao todo, 40 jovens participam do programa, com o objetivo de aprender como agir neste tipo de situação, evitando que mais pessoas se machuquem em rios e praias.

A iniciativa, promovida pelo Corpo de Salva-Vidas, vinculado à Secretaria de Administração, já realizou diversos eventos em praias, balneários, piscinas e rios durante o verão, e chega até o curso Pré-Militar, que é um preparatório para Processo Seletivo destinado às moças e rapazes de 13 a 21 anos que estudam na rede de Ensino Fundamental ou Médio no município de Ilhéus, e sonham em ingressar nas Forças Armadas, através das escolas militares no país.

Prevenção – O coordenador e salva-vidas, Domingos Madureira, informa que os casos de afogamento são maiores nesse período do ano. “O litoral de Ilhéus possui 90 quilômetros, sendo o mais extenso de toda a Bahia e um dos mais procurados destinos de praias do Brasil. Nesse período do ano, há um aumento nos casos de afogamento. Quarenta por cento dos acidentes registrados envolvem jovens de até 16 anos. Para prevenir esses casos que o projeto foi criado”, explicou.

Além disso - completa Madureira - a estratégia aborda as recentes novidades em procedimentos de salvamento, técnicas emergenciais que podem ser utilizadas em ações de resgate aquáticas, prática de salvamento com a utilização de pranchas de surf. “Inclui também gestos simples, que vai de uma ligação para o serviço de emergência de suporte básico de vidas até o salvamento aquático, com duração de quatro horas de curso”, explica o coordenador do Salva-Vidas.

Durante a aula prática, são aplicadas medidas de prevenção, primeiros socorros e técnicas de salvamento aquático. Os alunos aprendem sobre orientações que devem ser repassadas aos banhistas, como evitar tomar banho em área não supervisionada, não ingerir grandes quantidades de bebidas alcoólicas antes de tomar banho, obedecer à sinalização nas praias, evitar tomar banho de mar sozinho e manter cem por cento de atenção às crianças.

 

Turista mineira morre após se afogar em piscina de pousada em Porto Seguro

Domingos Matos, 13/02/2019 | 18:01

Uma turista de Minas Gerais morreu após se afogar na piscina de uma pousada em Porto Seguro, extremo sul da Bahia, na noite de terça-feira (12).

De acordo com a Delegacia do Turista (Daltur), responsável pelo caso, Gislei de Carvalho, de 51 anos, estava na piscina da Pousada Tropical, no distrito de Arraial D'ajuda, quando se afogou. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

Ainda segundo a Daltur, a turista foi socorrida por populares e levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do distrito, mas não resistiu e morreu no local.

Nas redes sociais, os amigos lamentaram a morte de Gislei. "Meus sentimentos a todos famílias", postou uma pessoa. "Meus sentimentos aos familiares ...estou chocada,estarrecida minha vizinhas amigas que adoro muito. Força meninas. Sua mãe vai embelezar o céu", falou outra seguidora.

O G1 entrou em contato com a Pousada Tropical para obter mais informações sobre o caso, mas não conseguiu contato.  (Do G1)

Conjunto Penal de Itabuna e OAB inauguram Sala do Advogado

Domingos Matos, 03/04/2017 | 13:54

Uma cerimônia com a participação de dezenas de advogados, além de representantes de clubes de serviço e de autoridades civis e militares, marcou a inauguração da Sala da OAB no Conjunto Penal de Itabuna (CPI). O Chefe de Gabinete da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), Carlos Sodré, conduziu o ato, que homenageou a memória do advogado e professor Alberto Galvão. A OAB foi representada pelo presidente da Seccional Bahia, Luís Viana Queiroz.

Carlos Sodré, que representou o secretário Nestor Duarte, afirmou que o ato era um momento histórico, pois resgatava a memória do professor Alberto Galvão, mas também porque simbolizava o resgate da dignidade do profissional que atende a seus clientes hoje encarcerados. Sodré também falou da necessidade, como estratégia imediata, da construção de mais unidades prisionais, como forma de minimizar a situação atual.

Ele usou o presídio de Itabuna como exemplo: “Essa unidade foi projetada para 670 pessoas, abriga 1.300”. Para o representante da SEAP, a abertura de vagas desafogaria o sistema, enquanto o governo faz aquilo que é sua vocação maior, investir em educação e em outras áreas sociais, como medidas para garantir, junto com a própria sociedade, uma saída para que os jovens não enveredem pelos caminhos da criminalidade.

Por sua vez, o diretor do CPI, capitão PM Adriano Jacome, lembrou que a unidade possui diversas ações ressocializadoras e de garantia de direitos, como saúde e educação. “A inauguração dessa sala representa mais um passo nesse sentido, garantindo dignidade aos profissionais do direito”.

Casa das liberdades

O presidente da OAB-BA, Luís Viana, afirmou que a inauguração de uma sala para advogados significa estender ao Conjunto Penal de Itabuna, a “Casa das Liberdades”. “Para nós, significa uma extensão da Casa das Liberdades, que é como nos referimos à OAB. É muito importante para garantir dignidade aos advogados e advogadas que possuem clientes no estabelecimento prisional”.

Já o secretário-geral da OAB-BA, Carlos Medauar, afirmou que após a inauguração da sala em Itabuna, outras unidades já estão demandando o mesmo equipamento. “Vamos estender para as unidades de Vitória da Conquista, Barreiras e Ilhéus, numa parceria com a empresa Socializa, que faz a cogestão das duas primeiras unidades com o Estado”.

Para o presidente da OAB-Itabuna, Ednilton Carneiro, a parceria com a empresa Socializa Brasil foi determinante para a construção da Sala da OAB. “Num momento em que passamos por dificuldades financeiras, a empresa assumiu a construção do espaço e hoje já estamos vendo outras unidades demandando. Para a OAB-Itabuna, é o resgate da dignidade dos colegas advogados na prestação de seus serviços no âmbito do Conjunto Penal de Itabuna”.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 18/12/2011 | 15:49
Editado em 18/12/2011 | 16:59

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Não publicamos...

Enquanto O Globo (Jornal Nacional da platinada nem sonhar!) não dá uma mísera linha sobre as denúncias trazidas a lume em “A Privataria Tucana”, de Amaury Jr (ex-jornalista da casa), mantém a linha de tiro e fogo cerrados sobre o Ministro Fernando Pimentel. Nesse particular, cumpre sua função.

 ...Não aconteceu

Na relação estabelecida, dentro da filosofia que alimenta o PiG, o que publicamos sobre o ministro Pimentel aconteceu, porque publicamos! Já o livro de Amaury Jr não aconteceu, porque não publicamos!

Arte e cotidiano

Charge é arte singular. Oportuna observação do cotidiano, na lição que o tema pede ou exige. Como essa sobre Ronaldo Nazário “comungando” com Ricardo Teixeira. Entre dois, um será mais “escândalo”.

Que o chargista Alpino lucidamente definiu.

fenomeno

O Brasil lendo

privatariaOs 15 mil exemplares da primeira edição se esgotaram em menos de 48 horas. Outros 30 mil editados em razão de compra antecipada. A Geração Editorial, a mesma que publicou “Honoráveis Bandidos”, de Palmério Dórea, foi atropelada pela divulgação através de blogs e, principalmente, pelo impacto da capa de CartaCapital, da sexta 9.

Mais que a reiteração de denúncias de lavagem de dinheiro, que andavam sob o tapete, muitas nascidas na CPI do Banestado, “A Privataria Tucana” tem o mérito de apresentar documentos inéditos que podem servir de munição (temos cá nossas dúvidas, porque o MP dispensou oportunidades) para ações do Ministério Público contra parcela considerável do alto tucanato. O que inclui o seu grande financiador: Daniel Dantas.

Silêncio ensurdecedor

Até quando redigíamos estes rodapés, apesar de acompanhar com particular interesse o que sobre o livro era dito ou divulgado, nada vimos ou ouvimos. À exceção do comentário de Bob Fernandes (abaixo), já na segunda 12, na TV Gazeta (mas Bob faz parte daquele jornalismo “inconveniente”) e veiculação na Record, que não integra a clássica grande mídia, aquela denominada por Paulo Henrique Amorim de PiG (Partido da imprensa Golpista) – o nome imprensa com letra minúscula mesmo.

Silêncio ensurdecedor... e esclarecedor!

Presente de Natal

Inegavelmente, se entendermos como presente de Natal o que seja de melhor para cada um, o livro “A Privataria Tucana” foi o que de melhor aconteceu para o Brasil neste instante.

Até para acabar com aquela ideia preconceituosa de que corrupção é coisa do PT. Essa doença (a corrupção) que adquiriu, aqui e no mundo, a dimensão de endemia.

Falam os interessados I

Para José Serra, indagado sobre as denúncias trazidas no “A Privataria Tucana”, o livro é “lixo”, palavra que repetiu outras quatro vezes.

Cabe-nos interpretar se “lixo” é mesmo o livro ou os fatos que o livro denuncia.

Falam os interessados II

Fenômeno de venda, talvez a mais completa investigação jornalística do milênio sobre caminhos escusos, ou mesmo submundo da política brasileira recente, dá nomes e mapeia a bandalheira. O muro de silêncio que cerca “A Privataria Tucana” na grande mídia alcança uma especial classe de políticos. Para tucanos: José Serra afirmou-o “lixo”, Aécio Neves, “literatura menor” e Álvaro Dias, “café requentado”.

No que diz respeito a declarações sobre o livro de Amaury Jr o PT e o PSDB estão num mesmo barco: nenhum de seus políticos, quando procurados para falar sobre as denúncias, ousaram manifestar-se. Aquela esfarrapada declaração de que “ainda não li” não convence.

A turma do PT pelo menos poderia dizer que as denúncias são graves etc.

Nem tudo está perdido

A iniciativa do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) de reunir assinaturas (já em número suficiente) para instalação de uma CPI para apurar as denúncias de Amaury Jr, no que concerne às privatizações tucanas no período de FHC, encontrou apoio dos deputados Nelson Marchezan Junior (RS), Antônio Imbassahy (BA) e Fernando Francischini (PR).

Todos do PSDB.

E por falar em corrupção

Já do conhecimento de todos – do reino mineral a mais pudica das clarissas – o caixa 2 montado no Centro de Cultura Adonias Filho para atender interesses bastantes particulares do diretor Aldo Bastos.

Como são pagas as utilizações daquele espaço cultural – que anda caindo aos pedaços, literalmente – o Sr. Diretor do CCAF, que não aprendeu ainda a fazer um ofício (que o diga Antônio Naud Junior), remete aos superiores apenas o que quer. Documentação em duplicidade: uma sobe, outra desce ao bolso do dirigente.

O fato já chegou ao conhecimento de seus superiores. O estranho apenas é o que ainda segura Aldo à frente do CCAF.

No fundo, mancha a imagem do Governo Jaques Wagner. Porque não existe corrupção pela metade ou inteira. Ou há ou não há. Como no caso do CCAF existe, esta corrupção é do Governo Jaques Wagner.

Natal difícil

Sem querer, o freguês flagrou o proprietário de um restaurante de Itabuna ligando, desesperado, para tentar receber 2,5 reais de uma instituição municipal. O fornecimento de alimentação, acumulado durante meses, pende da vontade de um(a) funcionário(a).

Tudo despesas de almoço, bebidas e refrigerantes consumidos por funcionários da instituição com poder de gestão. Alguns fazendo política.

A pendenga rola desde abril deste ano.

Quem não reza aos pés do(a) caboco(a)

A mesma instituição deu de atrasar o pagamento de funcionários se estes não estão no rol dos afinados com o(a) dirigente. Se não ameaçar botar a boca no trombone o pessoal não recebe.

O problema não é escassez de dinheiro, visto que não faltam recursos para singulares atividades, mas de não integrar a lista de privilegiados.

Pode ser que os que fizeram pendura no restaurante estejam fora da lista.

Fuzuê

O Delegado Federal que comandou as diligências para levantamento de provas para a apuração do escândalo dos empréstimos consignados não deu nome aos bois.

No entanto, mais esclarecedora a entrevista dada por Kléber Ferreira a Tom Ribeiro, ao vivo, por telefone, durante o programa Alerta Total da terça 13. O ex-diretor da Câmara citou nomes de vereadores – entre “seis ou sete” – e de assessores outros que podem estar envolvidos na fraude.

Para Kléber, seriam todos responsáveis.

Esperemos as apurações. E punições.

Ruy tinha razão

O atual presidente da Câmara Municipal de Itabuna Ruy Machado, afirmara a blogs locais que alguém passaria o Natal na cadeia. Confirma-o o delegado Fábio Marques de que pediu a prisão preventiva dos responsáveis, e que foi negada pelo Judiciário.

O interessante não é o fato de Ruy Machado haver adivinhado a operação. Mas, estar informado de tudo. É que em apuração de tal magnitude, que comumente corre em segredo de Justiça, só há duas fontes: a própria Polícia Federal ou a Justiça Federal.

Compete a Ruy Machado informar a sua fonte.

Onde localizar algumas

Informação do Pimenta, sexta 16, dá conta da criação de uma força-tarefa pela Polícia baiana para investigar furto de imagens sacras.

O trabalho policial poderia ser iniciado por visita a uma certa mansão na Graça, em Salvador.

É o que dizem as ladeiras, igrejas e casarões da Bahia histórica.

Pensando errado I

Nem sempre a Academia é o centro de excelência de idéias. Será assertiva caso a opinião do economista uesquiano Elton Silva Oliveira seja verdadeira como posta em matéria publicada no Políticos do Sul da Bahia: o espaço localizado próximo ao Hospital de Base é o ideal para a instalação do campus da UFESBA.

Como a matéria não está ilustrada com uma planta ou mapa, temos que fica difícil entender o que seja “região do Hospital de Base”, visto que o raciocínio imediato é de que o seja no entorno do HBLEM.

Pensando errado II

Considerando que espaços, expansão, concentração e mobilidade urbana são temas mais afetos a urbanistas, até que demonstrada tecnicamente a idéia do uesquiano Elton Silva Oliveira, mais está para informação de economista em seara alheia.

Um “cluster” sinalizado pelo professor ocorrerá no entorno de qualquer espaço onde se localize a UFESBA. Essa a circunstância determinante, não a localização defendida.

Reiterando I

Temos reiterado neste espaço a necessidade de ampla discussão para definir o local a ser doado pelo município de Itabuna, chamando a atenção para os aspectos técnicos que precisam estar presentes.

Não custa repetir o que dissemos na edição passada:

“Todos sabemos que se encontra em andamento a duplicação da BR-101. Nenhum de nós será ingênuo para imaginar que o trajeto da rodovia respeite o traçado original, nos limites itabunenses.

Lógico que contornará o perímetro urbano de Itabuna. Para tanto respeitará não só a zona urbana propriamente dita como a zona de expansão urbana, aquela aprovada por lei municipal visando a oferta de áreas para construções que avançarão para além dos atuais limites da cidade.

Também é crível que não chegaria ao absurdo de contornar o perímetro itabunense fazendo-o pela margem esquerda da rodovia, no sentido Norte-Sul.

Assim, não tenhamos dúvida de que a duplicação da BR-101, nos limites de Itabuna, ocorrerá um pouco além de Ferradas, surgindo um novo cruzamento e viaduto sobre a BR-415, no trajeto que se estenderá até o reencontro com o traçado original, para além do posto da Polícia Rodoviária Federal”.

As margens deste ponto de encontro, para nós, é o local ideal para o campus da UFESBA.

Reiterando II

E dizíamos na oportunidade, considerando este particular aspecto de onde se fará a futura malha viária, de pista, aneis e semianeis no entorno de Itabuna:

“Estes poucos detalhes e mais aqueles necessários à compreensão do traçado da rodovia, aliado ao projeto viário que exige o complexo intermodal para desafogar os perímetros urbanos de Itabuna e Ilhéus, podem ser trazidos a lume pelo engenheiro Saulo Pontes, ex-diretor do DNITT na Bahia e atual diretor do DERBA.

Por sinal, a única pessoa que temos como suficientemente informada sobre o assunto”. 

Se esses aspectos devem nortear a escolha, a ideia divulgada pelo professor da UESC está fora de propósito.

Dando nomes

O jornal A Região, na edição deste fim de semana, começou a dar nome aos processados na Justiça Federal por desvios de dinheiro público.

Aguardaremos as próximas edições. Com os nomes de “ex-diretores” do HBLEM, “ex-secretários municipais” e “ex-diretores de fundações” itabunenses. Sem esquecer dos “empresários”.

Afinal, daqueles “25 nomes de Itabuna e Ilhéus” citados, apenas Fernando Gomes, Jabes Ribeiro e Newton Lima.

Um e outro

Mineiro de Carmo, o multi-instrumentista Egberto Gismonti transita por todos os ramos da música brasileira, eruditizando-a com pesquisas, composições e arranjos. Vimo-lo, há mais de 30 anos, no Castro Alves, ao lado de Zeca Assumpção (contrabaixo) e Naná Vasconcelos (bateria e percussão), mesclando os composições de “Carmo” e de “Dança das Cabeças” num espetáculo inesquecível.

Aqui, um daqueles momentos: “Maracatu”.

Cantinho do ABC da Noite

CabocoTempo houve em que Cabôco Alencar despojava-se do alter ego e desandava na boemia itabunense como o Alencar Pereira. Durante vinte/trinta dias, deixava ao léu a clientela fiel, tornado cliente de outras freguesias.

Por conta deste tempo em que optava de vez em quando entre o comerciante e o freguês (abandonando a freguesia do ABC), certo cliente, dialetizando em torno da distinção entre a aguardente de mel cabaú e a fermentada em cocho de milho, provocou-o:

– Você não pode mais saber disso, Cabôco, não bebe mais! – insinuou.

Resposta alencarina, de bate-pronto:

– Quanto a isso fique claro, Cabôco, que atendi ao abaixo-assinado dos fregueses!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 11/12/2011 | 13:10
Editado em 11/12/2011 | 13:54

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Até que enfim!

carta capitalFalamos dele ainda no curso da campanha presidencial de 2010. O livro de Amaury Jr, “A Privataria Tucana”, desnuda o escândalo que foi o processo de privatizações no período de FHC. José Serra, dentre outros (inclusive filha e genro), é ponto alto do livro. Com Daniel Dantas pagando propinas aos tucanos.

Detalhes da pesquisa e documentos que embasam a publicação estão na CartaCapital que circulou na sexta 9.

Sobejos motivos

Coincidências ou não, enquanto a edição de CartaCapital chegava às bancas com a matéria, FHC cancelava a noite de autógrafos que faria para o lançamento de “A Soma e o Resto” na mesma sexta, em São Paulo.

Não sabemos se temeu que algum repórter “inconveniente” de uma dessas revistas não menos “inconvenientes” perguntasse sobre o assunto, motivado pelo fato de Eduardo Jorge, então seu assessor direto no Palácio do Planalto, ser “personagem” do livro.

E – quem sabe? – resolvesse avançar sobre aqueles 400 milhões gastos na Feira de Hamburgo sob controle do filho de FHC.

Outros tempos

sophiaPara os que somos do tempo em que o corpo da mulher era valorizado pelas formas e não pelos requebros. Violão, silhueta em 8, ampulheta ou “cintura de pilão”, como cantou Luiz Gonzaga em “Cintura Fina” (Zé Dantas-Luiz Gonzaga).

Para qualquer conceito, a Sofia Loren, de priscas eras.

Ferradas como destino

Geraldo Simões está coberto de razões quando defende a instalação do campus itabunense da Universidade Federal do Sul da Bahia-UFESBA às margens da BR-415, mais precisamente no entorno de Ferradas.

Todas as virtudes espaciais orientam a instalação para aqueles limites. A começar pela expansão do perímetro urbano de Itabuna passando pela contribuição ao desafogamento do trânsito na cidade.

Conversa sem prumo I

O município de Itabuna, por outro lado, precisa definir entre se aproveitar concretamente da oportunidade histórica de sediar a universidade ou favorecer municípios vizinhos, como o de Buerarema, mais beneficiado que Itabuna caso se desloque o campus para o eixo da BR-101 sentido Macuco.

A sociedade precisa encampar a luta para que o campus fique efetivamente em Itabuna e beneficie esta terra com o máximo que possa oferecer.

Conversa sem prumo II

A discussão sobre o local a ser doado pelo município de Itabuna ocorre praticamente às escondidas, na sede do poder. A sociedade não tem acompanhado os seus termos, tampouco os aspectos técnicos que a norteiam.

Todos sabemos que se encontra em andamento a duplicação da BR-101. Nenhum de nós será ingênuo para imaginar que o trajeto da rodovia respeite o traçado original, nos limites itabunenses.

Lógico que contornará o perímetro urbano de Itabuna. Para tanto respeitará não só a zona urbana propriamente dita como a zona de expansão urbana, aquela aprovada por lei municipal visando oferta de áreas para construções que avançarão para além dos atuais limites da cidade.

Também é crível que não chegaria ao absurdo de contornar o perímetro itabunense fazendo-o pela margem esquerda da rodovia, no sentido Norte-Sul.

Assim, não tenhamos dúvida de que a duplicação da BR-101 se desviará, nos limites de Itabuna, em local um pouco além de Ferradas, onde surgirão novo cruzamento e viaduto sobre a BR-415, no trajeto que se estenderá até o reencontro com o traçado original, para além do posto da Polícia Rodoviária Federal.

A solução

Há um grupo de proprietários rurais no entorno de Ferradas disposto a doar em torno de 100 hectares para a instalação do campus da UFESBA. Dentre eles o médico Antônio Mangabeira e os empresários Helenilson Chaves e Nilsinho Franco.

Estranha que a Prefeitura não tenha ainda ido ao encontro dessa solução, a custo zero para o município, utilizando-se, inclusive, do espaço programado para a instalação do Centro Industrial de Itabuna-CITA, desenvolvido na administração de José Oduque Teixeira (1973-1977).

Necessidade

O assunto não pode ser discutido sem a presença concreta da sociedade itabunense. A conquista da UFESBA tem que ser aproveitada para beneficiar Itabuna o mais concretamente possível.

Se há esse grupo de “doadores” em potencial, de visão privilegiada e futurística, não pode a administração municipal caminhar pela contramão da realidade.

Especialmente quando nada custará ao erário municipal.

Saulo Pontes

Estes poucos detalhes e mais aqueles necessários à compreensão do traçado da rodovia, aliado ao projeto viário que exige o complexo intermodal para desafogar os perímetros urbanos de Itabuna e Ilhéus, podem ser trazidos a lume pelo engenheiro Saulo Pontes, ex-diretor do DNITT na Bahia e atual diretor do DERBA.

Por sinal, a única pessoa que temos como suficientemente informada sobre o assunto.  

Abobrinhas I

Engenharia política não ocorre às claras. O PFL tornado DEM continua sofrendo reveses, acelerando a perda de sua densidade eleitoral e queda no imaginário político-eleitoral do país. A extinção da legenda, nos atuais termos (ou seja, com os atuais componentes) já é admitida por lideranças. O PSD acelerou o processo.

Apesar de negado, o ingresso de ACM Neto no PMDB pode ocorrer. Se não em 2012, mas em 2013. Levará todas as prefeituras conquistadas sob seu comando.

Abobrinhas II

Uma aliança DEM-PMDB não pode ser descartada em 2012 na Bahia. A oposição local, em cada município, é problema da situação/governo da Bahia. O argumento de que o fato de o PMDB integrar a base do governo Dilma asseguraria o apoio do PMDB ao PT baiano nas eleições municipais seria admitir a renúncia de lideranças, como Gedel, se articularem para projetos maiores, já ensaiados, como a governança do Estado logo em 2014.

Abobrinhas III

O PMDB baiano é parcela do PMDB nacional, sim. No entanto, interessa ao governo federal o PMDB como um todo na base de sustentação política, ou seja, em nível do Congresso Nacional. Lutas intestino-provincianas, se não afetam ou fraturam a base de sustentação na Câmara Federal e no Senado, ficarão no que são: briga de quintal particular.

Marcar posição, em 2012, com um projeto que não assegura futuro, não interessa à arquitetura em andamento. Melhor marcar posição. Ainda que apoiando outra candidatura.

Assim planejam as lideranças acima das municipais.

Quem não concordar encontra a desfiliação como solução. Que não afetará o partido caso vença eleição.

Feio mesmo é perder. Essa a lição mais antiga em política.

Pensar na política em sede municipal fica no âmbito da utopia. Como falar de abobrinhas.

A propósito da proposta de Ramiro I

A função da comunicação e do jornalismo, ainda que não fosse levada sob o trilhar da ética, é não somente reproduzir o que lhe chegue às mãos. Mas, filtrar a informação de forma que possa contribuir para o contexto social. Isso não está fora dos alfarrábios do jornalismo.

A visão de que o “mercado” determina a informação leva aos absurdos que vivenciamos.

Tanta miséria e tanta desgraça alimentam mais miséria e mais desgraça. E não precisamos de leituras de autoajuda para compreender isso.

A propósito da proposta de Ramiro II

Montaigne (1533-1592), humanista e filósofo francês, questionou a fama. Para o escritor, tido como pai do ensaísmo, a maior glória para ele era viver tranqüilo. Isso se opunha à fama, ou a glória aos olhos alheios. Que dizer dos que buscam 15 minutinhos dela, para lembrar Andy Warhol? E por cima, explorando a miséria alheia?

“Que sei eu”, dizia-o sob invocação socrática, para especular o homem como um todo no convívio social.

No entanto, no teatro do mundo moderno, a verdade que nos chega através do jornalismo sensacionalista e imediatista, alimento da fama efêmera, torna-se mendicância da informação e negação do homem como ser.

Ainda que estejamos no limiar de uma nova Era.

Crueldade I

Um cidadão sentou-se para almoçar em uma churrascaria de Itabuna, na segunda 5, e como a televisão estava ligada pediu que fosse sintonizada na TV Santa Cruz, para ouvir o noticiário local.

As várias matérias do primeiro bloco, à exceção de uma só notícia, mostraram cenas de matadouro e açougue, não dispensando nem mesmo rajas de sangue fresco dentro de uma ambulância.

De vomitar e tirar o apetite!

Crueldade II

E nos veio à mente nosso rodapé Exemplo a ser seguido (de 4 de dezembro), “As más notícias, algumas necessárias, não podem se sobrepor às boas”, na mensagem de Ramiro Aquino no seu “Ramiro na Squina”, no Diário Bahia daquele fim de semana.

Uma salutar ideia para reduzir tanta crueldade.

Eduardo Anunciação

eduardoEduardo recebe reconhecimento em Ilhéus, que o outorga com o título de “cidadão ilheense”. Em Itabuna, só cobrança. Na praieira, não precisou de décadas para merecer reconhecimento.

A indigência ainda permeia as coisas ou, se muito otimista, muitas coisas em Itabuna.

Por aqui falta espaço para tanto ego.

Centro de excelência

Não encontrou o destaque merecido a retomada das cirurgias de transplantes renais no Calixto Midlej.

A não ser na lembrança de Dr. João Otávio em sua coluna (Cotidiano) no Diário Bahia deste fim de semana.

Planejamento tardio

azevedo curitibaAzevedo quer Jaime Lerner elaborando projetos urbanísticos para Itabuna. Para uma administração que ainda não definiu quem efetivamente comanda a gestão municipal, tantos os interesses particulares em jogo, a pretensão começaria por indagar quem controlará essa revolução. E para quando.

A companhia que teatralizou a visita a Curitiba bem ilustra a dimensão da iniciativa. Já registrada em foto para a posteridade.

E pela história de suas ações na gestão pública remete a uma ópera bufa.

Bola de cristal

Como a gestão está prestes a findar-se (mais um ano) e não há possibilidade de estudos viabilizarem a execução de projetos ainda no atual mandato do alcaide, das duas uma: ou Azevedo está planejando “para o futuro” (o que não fez ainda para o presente) ou está certo da reeleição.

Desvio de função

Dra. Sara Mandra Russioleli, Procuradora de Justiça do Estado da Bahia, advertiu políticos regionais, incluindo a nominação de dois prefeitos (José Nilton Azevedo, de Itabuna e Newton Lima, de Ilhéus), no sentido de melhor administrarem a coisa pública. Para ela, dentre as que tiram “leite de criancinhas” e que “precisam ter mais seriedade com a gestão pública municipal”.

Dentre as funções do Ministério Público está a fiscalização da gestão no que concerne à defesa dos interesses da coletividade. A instauração de procedimentos apuratórios, amparados em justa causa, viabilizam medidas judiciais.

Parece-nos que, por dever de função, mais cabia à ilustre titular do parquet estadual peticionar contra os gestores e não apenas nominá-los.

Devendo I

O jornal “A Região” deste fim de semana estampa em manchete de capa a informação de que o “Mapa da Corrupção do MPF inclui 25 de Itabuna e Ilhéus”. O texto (p. 9) declina os nomes dos ex-prefeitos Fernando Gomes e  Jabes Ribeiro e o atual gestor de Ilhéus Newton Lima.

Em Itabuna, ainda segundo o jornal, há “ações contra ex-diretores do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, ex-secretários municipais, ex-diretores de fundações e empresários”.

A matéria faz referência a vários processos, enumerando-os, dando a entender ter tido acesso a eles.

Devendo II 

Como citou nominalmente Fernando Gomes, Jabes Ribeiro e Newton Lima o jornal deixou um gostinho no leitor de saber quais os itabunenses “ex-diretores” do HBLEM, “ex-secretários municipais” e “ex-diretores de fundações”. Sem esquecer dos “empresários”.

Ficou devendo. Os nomes ou as explicações por não publicá-los.

Um e outro

Dois instantes, em muito diversos, encontram-se e afinam-se na singularidade do domínio do instrumento e na espontaneidade das execuções: a forma inusitada de tocar de Ronie Moipolai, de Botswana, com “Baloi”, e o guitarrista Jeff Beck, da Inglaterra, com “She’s a woman” (Lenon-MacCartney).

Cantinho do ABC da Noite

cabocoRecife tinha em Gilberto Freire o “Mestre de Apipucos”, Itabuna, em Alencar Pereira, o “Mestre do ABC”. Fonte de compreensão do semelhante a partir de suas tiradas, quase sempre centradas na análise do comportamento humano que o circunda, buscando eliminar idiossincrasias e preconceitos.

Como ocorreu no ABC da Noite naquela manhã sabática, quando o cidadão humilde, petista reencontrado cidadão pelas políticas sociais do governo federal, invadiu a seara abecedarina fortalecida naquele instante de oposicionistas, anunciando-se arauto do futuro com o expressar:

– Eu voto no PT – declarou desafiador, enquanto fazia o sinal/ritual do pedido (aproximar o indicador do polegar), ainda no batente:

– Ora, deixe de política! – interrompe um dos que ocupam o espaço e queria ver a reeleição de Lula ir às favas.

Incontinente interveio Alencar, peremptório, em defesa da liberdade de expressão abecedarina e conciliando em torno da filosofia que norteia o local:

– Você está no ABC, pode usar qualquer letra do alfabeto.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 26/09/2011 | 12:47
Editado em 26/09/2011 | 17:11

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Pavão

O Papa Bento XVI se diz “preocupado com as igrejas pentecostais” (www.advivo.com.br de 23 de setembro). Pareceu-nos preocupação com “os outros”, porque deixa de olhar para o pentecostalismo católico. Coisa de pavão, que não olha para os próprios pés.

A não ser que seja maniqueísmo mesmo!

Primeiras & Melhores

p&mA quarta edição da revista Primeiras & Melhores, lançada oficialmente na terça 20 no auditório da CDL-Itabuna, não só apurou sua qualidade gráfica, trabalho que referencia a equipe que a elabora. Encorpou-se em seções que serão definitivas, como “Desenvolvimento e Meio Ambiente”, “Pesquisa & Estatística”, “Geografia & História”, “Arte & Literatura”, “Mercado & Marketing”.

Destacamos a crítica de Aécio Santos sobre “Abrupta Sede” (Via Litterarum), livro de contos de Emmanuel Mirdad, e “Itabuna Independente”, texto do historiador Aurélio Schomer sobre os bastidores da emancipação de Itabuna, extraído do livro “Itabuna, Paixão e Orgulho de Ser Itabunense”, a ser lançado pela Via Litterarum.

A propósito do texto de Schomer parece-nos definitivamente sepultado o mito da formação etimológica do topônimo Itabuna a partir do “ita, pedra; nêga Buna”, por nós deletreado em “Como Pilatos no Credo”, na terceira edição da Primeiras & Melhores”.

Temos que PRIMEIRAS & MELHORES se insere no universo das leituras obrigatórias, pela qualidade e aprofundamento dos temas abordados.

Movimentos em defesa do inevitável

Caso não aconteça uma hecatombe a ferrovia Oeste-Leste, o aeroporto internacional e o porto de Aritaguá, que integram o complexo intermodal da região cacaueira, são favas contadas. Nesse contexto, para evitar a plena saturação do perímetro urbano de Itabuna, atual via de tráfego da BR-415 com a praieira, a rodovia Ilhéus-Itabuna será duplicada para se constituir na grande avenida ligando as duas cidades, tendo por limites dessa duplicação a cidade de Itabuna e o distrito de Banco da Vitória, uma vez que o acesso ao porto e ao aeroporto não poderá contar com a Jorge Amado, sob pena de estrangular de vez a malha viária urbana de Itabuna.

Daí porque, dos grandes aneis e semianeis que interligarão as BRs 415 e 101, ao Sul e ao Norte, um deles cruzará a Jorge Amado na altura de Banco da Vitória para acesso ao complexo portuário.

A Ilhéus-Itabuna se constituirá apenas em pista de interligação intermediária entre Ilhéus e Itabuna, acessando os cruzamentos das federais para evitar a concentração de veículos pesados na malha urbana das duas cidades.

Isso é inevitável. Razão por que movimentos “em defesa” da duplicação podem ser chamados tão somente de movimentos em defesa do inevitável.

Zona azul

O presidente da Associação Comercial de Itabuna-ACI, o médico e empresário Eduardo Fontes, defendeu esta semana a retomada da atuação do sistema “zona azul” como meio de melhor ordenar o caótico trânsito de Itabuna.

Temos que, como solução imediata e paliativa, o apelo de Eduardo Fontes se justifica e encontrará eco.

Dizemos ser paliativa porque Itabuna exige um profundo projeto de engenharia de tráfego que passa por evitar o estacionamento de veículos em alguns de seus principais corredores viários como única solução para o trânsito. O que significa excluir Avenida do Cinquentenário, São Vicente de Paulo, Ruffo Galvão e Nações Unidas (apenas para ilustrar) como espaços destinados ao estacionamento, tornando-as corredores livres para o tráfego de veículos.

A solução

O mesmo sistema de “zona azul” atenderá ao estacionamento, não mais no centro da cidade e principais corredores de tráfego, mas em grande espaço destinado exclusivamente para este fim, com 20, 30, 40 ou 50 mil metros quadrados de pátio (construído e ampliado proporcionalmente ao atendimento das necessidades da cidade).

Como uma área de tal porte não se encontra disponível no centro da cidade o grande pátio seria implantado mais perifericamente.

Acesso ao centro ocorreria através de coletivos circulares do próprio sistema “zona azul”, levando e trazendo os motoristas dos veículos que se utilizem do estacionamento.

Para nós, melhor o sistema “zona azul” ser implantado com essa vocação que, pura e simplesmente, aprofundar o caos que é atualmente estacionar no centro da cidade.

Até porque não é rotatividade a solução do problema. O problema é de espaço mesmo! 

Documentário

O documentário “ABC da Noite: Sintaxe urbana do cotidiano ‘alencarino’” (10 min), com roteiro, produção e direção de Aline Meira para avaliação de sua graduação em Jornalismo da Facsul-Unime, de imediato demonstra apurado cuidado técnico. Um trabalho de fôlego que exige ampliação (leia-se mais robustez), no tempo para aproveitar o material colhido e a dimensão do tema, já que, por orientação do curso, estava limitada a exatos 10 minutos.

No conteúdo, inova ao trabalhar o jornalismo sob uma leitura literária.

Deve ter “arrebitado” narizes dos que somente enxergam jornalismo pela tradução textual do frio lide.

Ocupando espaço

A anunciada pré-candidatura do deputado federal Josias Gomes a prefeito de Ilhéus faz parte daquilo que denominamos de famosas “mijadinhas caninas” – aquelas que visam delimitar território. O PT ilheense, dividido internamente entre grupos influenciados por Josias e Geraldo Simões, pode sucumbir ao projeto do governo do Estado para administrar a aliança partidária voltada para 2014, o que passa por composições com os diversos partidos aliados, dentre eles o PP de Jabes Ribeiro, definitivamente candidato em Ilhéus.

Dificilmente Jabes não contará com o apoio petista em Ilhéus, que será permutado com outros apoios do PP ao PT em outros municípios – Geraldo de olho no caso específico de Itabuna.

Nesse aspecto pesa evidentemente o apoio de GS a Jabes em Ilhéus, que será reforçado pelo Governador.

O que fazer? Josias sabe-o muito bem. Para não fugir do apoio inevitável, e assegurar uma participação do PT na chapa majoritária (vice), lança sua candidatura e a “cederá” na hora certa. Desde que possa indicar o vice de Jabes.

Pré-candidatura para inglês ver!

Então...

Nessa hora, para assegurar o apoio do PP ao PT itabunense, Geraldo Simões entregará de bandeja a cabeça de Alisson Mendonça a Jabes.

Herói I

José Carlos “Badega” Veridiano retorna ao PT depois de breve experiência no PMDB, onde conviveu sob coordenação política de Fernando Gomes nas eleições de 2010.

Afirmando que seu retorno não será “pró Josias nem Geraldo” e sim “pela militância” (entrevista ao Pimenta no dia 22) entendemos suas declarações como uma típica postura de herói pela retomada do PT histórico.

Isso porque, todos sabemos, a militância ou está com Josias ou com Geraldo.

Herói II

Ao admitir reconhecer que não tem “condições financeiras para sair candidato” mas que o será “se condições forem dadas mais adiante” das duas uma: como herói da militância será por ela custeado; ou...

No fundo, no fundo, o retorno de “Badega” em muito contribuirá, caso encontre aquelas “condições”, para o quociente eleitoral do PT em 2012.

Entrar no seleto grupo de eleitos é outra coisa!

Cumprindo o projeto

Geraldo Simões confidenciou há dias que recuperaria os “companheiros” perdidos conquistando os “companheiros” dissidentes do fernandismo.

É a cara de parcela das novas filiações do PT.

E aproveitou para conquistar a burguesia local também, que gente fina é outra coisa!

Não tardará residir no Helena Chaves.

De marajanato

Itabuna não perde oportunidade de estar no noticiário. Da dengue ao alto índice de mortalidade entre jovens, “precipitados” da vida pelo crime e pelas drogas, a terrinha não perde oportunidade de ser manchete.

Um tema, no entanto, é renitente e teimoso: os altos subsídios do chefe do Executivo. Novamente o que ganha um prefeito de Itabuna escandaliza. Ainda que bruto (sem incidência do Imposto de Renda) valores em torno de 18 mil reais já se tornam uma agressão, sem falar que a eles são acrescidos outros 50% para corresponder às despesas com o cargo. E ainda pode haver as tais diárias.

Um deles (Fernando Gomes) chegou a ostentar o título de “Marajá”, recebendo à época remuneração superior a do presidente dos Estados Unidos.

Já houve milagre!

Interessante que iniciativas para reduzir subsídios se não são criticadas nem mesmo merecem reconhecimento. Quando Geraldo Simões assumiu em 1993 procurou marcar sua visão administrativa com duas medidas de impacto: colocou uma placa na porta do Gabinete onde proibia a entrada de corruptos (outros tempos, outros tempos!) e reduziu os subsídios de prefeito em um terço, trazendo-os dos 9 para os 6 mil ducados da época. Na esteira da redução os secretários e demais comissionados, que tinham vencimentos atrelados aos subsídios, acompanharam o chefe do executivo na medida moralizadora.

Apesar desse mérito Geraldo nunca foi lembrado pela iniciativa!

Com pouco se faz, quando se quer

Durante a mesma gestão, revolucionou a aplicação do dinheiro público ao fazer esgotamento sanitário em cinco bairros quando os recursos disponibilizados o eram para dois, substituindo o tradicional pelo condominial.

Implantou uma nova sistematização de tráfego usando inteligentes soluções para desafogar o trânsito urbano, rompeu com o “monopólio” do transporte coletivo – redimensionando o sistema de transportes e licitando parte das linhas – fazendo com que uma nova empresa trouxesse competição.

Determinou a gratuidade no transporte coletivo aos domingos e feriados, fez a “cidade mais feliz” alimentando a autoestima de seus moradores e deu um chega pra lá na bandidagem, ao não acobertar esquemas anteriormente protegidos.

Ainda enfrentando o tratamento do governo estadual quase emplaca um sucessor, não fosse o “laranja” que dividiu os votos progressistas e fez retornar FG a partir de 1997.

Desse período, ficou notado por um jornal local tão só como “prefeito que pintava meios-fios”.

“Pouso de Ministros”

Em sua segunda gestão, a partir de 2001, iniciou o processo de municipalização da Saúde, tornou o HBLEM um referencial para a região e nele iniciava a implantação do primeiro centro de cirurgia cardíaca do interior da Bahia. Postos de Saúde construídos e inaugurados, outros recuperados e o sistema de prestação de serviços de saúde passando por um procedimento licitatório.

Reduziu a mortalidade infantil e os índices de desnutrição, criou um programa de primeiro mundo para as gestantes, o “Viva Maria” e conveniou com o Banco Mundial para construção de 900 casas populares como solução para a Bananeira.

A coincidência com a eleição de Lula em 2002 permitiu Itabuna tornar-se “pouso de Ministros” tantos vinham a essa terra.

Alocou recursos para a nova Amélia Amado (6,9 milhões à época), refez a malha de distribuição de água, iniciou o projeto para construção da barragem do Colônia (outros milhões destinados no orçamento da União), asfaltou dezenas de quilômetros de ruas e avenidas em vários bairros e mesmo ousou trazer uma fábrica de computadores para cá, tomando a iniciativa de alugar o galpão para que se instalasse, onde fora espaço da antiga Mercury, nos caminhos para Ferradas.

Como também iniciava o processo de implantação de uma extensão da Universidade Federal da Bahia em Itabuna.

Negociou os precatórios trabalhistas e a eterna dívida para com a família Faskomy (pelo espaço onde fora construído o prédio da Prefeitura, por José Oduque).

Sempre alimentou Carnaval e São João, estabelecendo especial instante de geração de emprego e renda.

Equipe

Nada disso se faz caso o gestor não disponha de uma equipe, bem coordenada, competente e comprometida com o projeto administrativo.

Os companheiros eram a sua equipe.

Querendo entender

Estes últimos rodapés foram despertados no escriba a partir de “O VLT, o BRT e Kombi”, texto de Cláudio Rodrigues publicado no Pimenta de 20 de setembro.

Isso porque, se já nos causava espécie o afastamento de Jane Borges das hostes geraldistas, para não falar de nomes como João Manuel Afonso em tempos mais pretéritos, nos revela Cláudio Rodrigues que Eduardo Barcelos também se afastou de Geraldo Simões.

Como diria o gaulês supersticioso Abracourcix, do “Asterix” de Uderzo e Goscinny, “os céus” estão caindo na cabeça do PT itabunense, leia-se Geraldo Simões.

Haja dissidente do fernandismo para suprir tal quadro! Certamente parte da equipe de um futuro governo petista em Itabuna.

Do erudito ao popular

A “6ª Sinfonia” de Beethowen não é reconhecida pela crítica como das suas mais aprimoradas peças, diante da Terceira, da Quinta e da Nona. Mas temos por ela um carinho particular, talvez pela particularidade de que a arquitetura melódica de um de seus temas parece estar unido a um período daquelas serenatas da juventude, onde o Trio Irakitan e seu repertório ocupavam precioso espaço.

No devaneio do escriba o 2º movimento da “Pastoral” (Beethowen) e “Prisioneiro do Mar” (Luiz Arcaraz, Dom Marcotte e Ernesto Cortázar, versão de Galvez Morales).

Cantinho do ABC da Noite

cabocoO Beco do Fuxico cruza com a Rua Rui Barbosa e o ABC da Noite situa-se quase na esquina desse cruzamento. Ponto de referência, a ele chegam os tradicionais freqüentadores e outros na esteira da fama, ansiando tornar-se parte da semiologia alencarina.

Como aquele que aportou, um tanto balançado. Fala pastosa e embolada, mais para papagaio aprendendo a falar, denotando, ao pedir uma batida, já haver tomado algumas em outros espaços. Cabôco Alencar não dispensou o personagem e a geografia:

– É o que dá ter comércio na encruzilhada. Toda hora chega um despacho!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 21/08/2011 | 21:14
Editado em 22/08/2011 | 07:21

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Análises

Alguns analistas comentam que não há projeto em Itabuna para o centenário de Jorge Amado. Caso o façam sob a ótica do poder público (leia-se, FICC ao tempo de Cyro de Mattos) têm razão. Mas, é preciso compreender, que uma nação não se faz só de governos, mas essencialmente de sua gente.

Há um movimento, especialmente a partir de Ferradas, empenhado com as comemorações do centenário do ferradense ilustre, lançado ainda em 2010. (O Diário Bahia on line disponibiliza vídeo onde referencia o projeto).

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Para instruir análises

cartazEnaltecemos aqui, na edição passada, a iniciativa: “1 pra 100” (ver cartaz), que realizou evento neste 2011 (foto acima).

Que a sociedade acompanhe o que um grupo de artistas e cidadãos comprometidos com a cultura de Itabuna anda fazendo.

A duras penas... mas fazendo.

Escancarado

Antecipamos aqui na terça 16 (Unidos I e II), o contato telefônico, na segunda 15, mantido pelo deputado federal Geraldo Simões com o ex-prefeito Fernando Gomes. Efetivamente o primeiro por telefone entre ambos. Como temos dito, os dois se falam através de Raimundo Vieira. Iniciativa de GS, que usa a conclusão das obras do Centro de Convenções como o objeto de aproximação.

A presença de testemunhas escancarou os fatos. Fernando os confirmou em entrevista a Paulo Lima, no “Alô Cidade” na TVI. Ninguém mais poderá omitir as confabulações entre os ex-adversários mortais.

Resta avaliar os desgastes políticos-eleitorais.

Campus I

Mal anunciada e já se fala em área para instalação do campus da UFSBA/UFSULBA/UFESBA/UNIFESBA (ao que parece não há ainda sigla definitiva). Nada a estranhar. No entanto, o que se diz – e o prefeito se antecipou – é da doação de área do município para a instalação do campus de Itabuna.

Recomendamos que o próprio município levante áreas da União, em seu território. Lembramos de duas, apenas para ilustrar, sob condição da viabilidade técnica: os mais de 20 mil metros que ainda restam do antigo DNER, na Princesa Izabel, e a pertencente ao Ministério da Agricultura, em frente ao Batalhão da Polícia Militar.

Caso não sirvam, que o Município permute áreas suas com as da União.

Campus II

Terreno não será problema. É falar com Fernando Gomes, que dispõe de área natural à expansão na cidade.

Aproveitando a defesa de Daniel Thame, de implantar o campus em Ferradas, recomendamos à Prefeitura desarquivar antigo projeto de José Oduque para o Centro Industrial de Itabuna-CITA (Geraldo Simões, em sua primeira gestão, tentou viabilizá-lo), cuja planta baixa cai como luva para o campus, e se encontra no entorno de Ferradas

Campus III

Considerado sob o ponto de vista técnico, o entorno de Ferradas se torna o centro ideal para a instalação do campus itabunense, por dois motivos:

O primeiro: integra a zona oeste do perímetro urbano, onde, inclusive, a cidade se integra, alcançada pela última lei municipal que delimitou área para Expansão Urbana;

O segundo: um dos grandes semianeis rodoviários do complexo intermodal terá nos limites de Nova Ferradas um viaduto para atender à interligação do fluxo de tráfego da BR-415 com a BR-101 para desafogar o centro de Itabuna. Esse semanel funcionaria em relação ao campu como aquele da Avenida Paralela, em Salvador, em relação ao Centro Administrativo.

Nesse sentido nós, que conhecemos particularmente o projeto do CITA, podemos afirmar que, tecnicamente, aquele é o local ideal para a implantação do campus itabunense.

Inclusive a malha viária interna é colossal e se coaduna perfeitamente com a estrutura necessária ao campus. Sem falar no fato de estar afastado do saturado perímetro urbano de Itabuna. E o projeto em ponto de implantação.

É o local perfeito!

De fantasmas

Chega-nos uma confidência, tendo por referência o baú da tesouraria do Hospital de Base. Apenas como amostragem, foram encontrados fantasmas nacionais e internacionais. Um, de Coimbra, recebia uma “ajuda” de 3 mil reais. Outro, nacional graduado no âmbito profissional, um “adjutóro” de 12 mil.

Há gente que percebe da instituição 30 mil para atender à população e hoje enfrenta a nova gestão do FASI até com ameaças. Não para trabalhar, mas para ver se não perde a “boquinha” de ganhar sem suor e esforço.

Como é lindo viver quando se tem padrinho bom!

Convergências

Geraldo Simões – por vocação natural – e Fernando Gomes – por vocação circunstancial – têm como adversário comum o prefeito José Nilton Azevedo. Fernando até mesmo diz em círculos mais íntimos que a eleição de um candidato do PT é melhor(?) que a continuidade de Azevedo.

Fernando não é e nem nunca foi bobo!

No momento Azevedo é peça fora do baralho. No futuro...

Sonho

Geraldo sonha com a divisão do fernandismo-azevedismo. Ficaria mais fácil para Juçara. Esse seu projeto eleitoral maior. Não à toa alimenta a aproximação com Fernando jogando o anzol com uma isca singular: a conclusão do Centro de Convenções. Obra que interessa a Fernando mas que depende da “boa vontade” do Estado.

Divergências...

Até esse instante nem Fernando nem Geraldo se apóiam. Geraldo sonhando com a possibilidade do afastamento de FG do processo eleitoral, desde que delegue determinações aos correligionários para apoiar Juçara.

Fernando – que não é bobo – com a faca e o queijo na mão, não abre mão de disputar 2012. Que, em princípio, não precisa ser com ele. Mas... pode ser. Desde que a Justiça Eleitoral (leia-se, bons advogados) assegure a candidatura.

...Não tantas!

Nesse contexto Geraldo joga no escuro. Fernando para ele é bóia ao sabor da oportunidade.

E que ninguém duvide de Geraldo “financiar” o apoio de Fernando. Com recursos próprios.

No momento promete financiá-lo com recursos do Estado (Centro de Convenções).

Gato e rato

Falam-se e se intermediam. Apresentam-se em torno de projetos comuns (centro de Convenções). Cada um pretendendo um resultado imediato.

Ninguém sabe quem botará o guizo em quem. Talvez Raimundo Vieira seja chamado!

As conversas continuam

Na quinta 18 Geraldo marcou conversa privada com Fernando Gomes (leia-se, Raimundo Vieira). Eduardo Anunciação nunca acreditará. Tende a se enforcar numa réstia de cebola quando dobrar à verdade.

Independência

Nesse particular Fernando se mostra superior nas tratativas, ainda que sem mandato: tem como interlocutor Raimundo Vieira, ou seja, delega a um “amigo” a função de conversar com Geraldo Simões, deputado federal.

Geraldo é ele mesmo. Não tem amigos a quem delegar (confiar) o que anda entabulando com Fernando.

Pode lhe custar caro. Afinal, amigo é coisa pra se guardar. Assim falava a canção. Ainda que não seja no lado esquerdo do peito.

Por isso dizem que Geraldo não ouve, não lê, não escuta.

Mês crucial

Para Gustavo Lisboa. Afirma que não é filiado a partido político tampouco pretende seguir carreira política. Nesse instante, todos os aplausos a Lisboa. Mormente por sua postura ética. Não ficaria bem para um homem íntegro e de convicções “trair” o prefeito ao qual serve em favor daquele ao qual serviu.

De olho

Mas a voz da realidade pode exigir de Gustavo Lisboa uma postura que atenderia a Azevedo e Fernando. E para fazê-lo precisa, ainda que não pense em candidatura ou carreira política, estar filiado a algum partido.

Quando setembro vier, cabe ficar de olho em Gustavo Lisboa e no Cartório Eleitoral. Até o último minuto.

Onde entra Gustavo Lisboa

Sinalizam para a possibilidade de Azevedo estar impedido de pretender reeleição, porque já teria sido reeleito em 2008, visto que, enquanto vice-prefeito assumiu a Prefeitura, o que o tornaria inelegível, diante da interpretação do TSE de que quem tenha assumido em algum instante a titularidade do cargo configura exercício da função e, como tal, do primeiro mandato.

E aí entra Gustavo Lisboa. Sonho antigo de Fernando, como já o dissemos neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS na edição de 28 de novembro de 2010.

Para lembrar:

Bola de cristal

fernando e sandraSe tomarmos 2012 como um conjunto de neurônios em sadia atividade podemos nos defrontar com sinapses surpreendentes em andamento, antes inimagináveis, quanto a nomes para enfrentar os políticos tradicionais.

Neste diapasão o do Professor Gustavo Lisboa, nome leve com trânsito em vários segmentos da sociedade. Ainda que negue, pode ser convencido. E tem possibilidades, se a eleição adquirir foros de maniqueísmo, quando o bem ou mal encarna neste ou naquele nome tradicional, conforme quem o proclame, dividindo aqui e ali.

E aí entram as composições, que podem significar muito. Imaginemos o Professor Gustavo Lisboa como cabeça de chapa e a Sra. Sandra Neilma como vice. Quem é Sandra Neilma? Resposta: esposa de Fernando Gomes e ex-Secretária do Bem-Estar Social do Município de Itabuna.

Esta sinapse pode fazer tremer o cérebro da sucessão!

Em céu de brigadeiro

Fernando está em estado de graça. Nunca imaginou que não sendo candidato pudesse representar tanta força, como o principal e mais paparicado eleitor. É provável que suas decisões definam 2012.

Mosca na sopa

Geraldo Simões encontrou referências positivas nos últimos dias. A criação da Universidade Federal e a fixação de sua reitoria em Itabuna alimentaram a agenda do deputado federal. De imediato cobriu-se de fatos para contribuir com a proposta do PT itabunense (leia-se, GS) com vistas à eleição de 2012.

Na euforia, na sopa servida ao deputado puseram uma mosca. A anunciada – e duvidada – saída do vereador Vane dos quadros petistas para integrar o PRB, que lhe asseguraria candidatura a prefeito, o que o PT de GS não admite.

Tremenda mosca varejeira!

Outra mosca

Carlinhos Cardoso já deixara o PT, aninhando-se no PCdoB. Não tinha intenções majoritárias para 2012, mas não estava se sentindo em ninho amigo. Reação diante do que é entendido como um controle não tanto democrático do partido, exercido a fórceps por Geraldo.

Amigo comum – candidato declarado à vereança – comentava conosco haver Carlinhos cometido um erro.

Analisticamente retrucamos, para provocar: que o que devia estar sob a avaliação, por força de seus desdobramentos, é o fato de muitos estarem se afastando de Geraldo Simões.

A isso o amigo não respondeu.

Algo no ar

Há uma coisinha que cutuca a imaginação particular quando enveredamos pela seara do achar e do rodapear: Azevedo incomoda ou não? Nossa busca se alimenta em exemplo regional: a imagem de Valderico Reis em Ilhéus, que o levou à cassação. Festa para adversários, que se imaginaram herdeiros do mandato nas eleições de 2008.

A festa e o sonho deram com os burros n’água. Sem realizar nada, o vice Newton se reelegeu.

E os adversários ainda choram a cassação de Valderico. Para eles, melhor que tivesse permanecido.

A sete chaves

Por essas bandas Azevedo é sinônimo de alta rejeição. É o que apontam revelações a partir de pesquisas. Mas o que ninguém informa é o percentual de intenção de votos do alcaide.

Aí reside o perigo e motiva preocupações.

Talvez melhor, para os interessados imediatos, que Azevedo não seja candidato.

Então será o segundo mais paparicado. Ou, quem sabe, o primeiro!

Mark Knopfler

“Brothers in Arms”, gravação original do Dire Straits. A delicadeza das cordas alimentando guitarra e voz. Ouvir. Apenas ouvir. E refletir. Aqui, nada mais que Mark Knopfler no Concerto para Montserrat, em Londres.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoO sábado é sempre especial no ABC da Noite, dia sagrado. O que o torna uma espécie de religião. A confraria tomando o ambiente e esgotando o estoque de batidas. O aluno chega atrasado em relação à preferência, restante no limite do fundo do litro. Aceita assim mesmo, sob a retórica alencarina:

– Faz de conta que é vinho de Missa, Cabôco.

E complementa:

– Não tarda a Homilia!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 03/04/2011 | 17:40
Editado em 03/04/2011 | 21:12

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

FUNPREV I

Critério inconcebível e absurdo ocorre com o órgão previdenciário do Estado quando diz respeito aos serviços que presta. Servidor aposentado buscou serviços que constam da relação disponibilizada pelo órgão. (Não custa lembrar que, mesmo inativo, ainda desconta quase 200 reais).

Ao ligar para 0800 e pretender alguns serviços teve conhecimento que em Itabuna não estavam disponíveis.

Ao questionar o porquê da inusitada circunstância ouviu a cínica resposta de que em Salvador tudo encontraria.

FUNPREV II

O Estado da Bahia, ao que parece, instituiu duas categorias de servidores: os da Capital – beneficiados – e os do interior – relegados ao desprezo.

Um desrespeito ao princípio da isonomia. A igualdade para a efetivação do desconto é para todos, os serviços para os poucos que possam se deslocar a Salvador.

Não custa a categoria “interiorana” se organizar e ajuizar medidas judiciais visando o atendimento local. Ou, que o Estado custeie o deslocamento.

Remediando

A propósito de “Direita se volta em peso contra o PT na Bahia (O TROMBONE, de 28 de março) uma evidência camuflada na reação local: evitar sangria de quadros. Em nível de Bahia há uma preocupação cozendo os miolos da turma – também presente nas preocupações nacionais – que assombra a oposição a Wagner: a migração de filiados para o PSD “de Kassab”.

O outro lado

A anunciada iniciativa de DEM e PSDB baianos unirem forças para enfrentar o Governo Estadual tem conotações mais amplas que as municipais. Insere-se na retomada de um projeto de unidade que alcança 2014.

Ou seja, aquela tradição de eleições municipais como disputa entre lideranças locais dá lugar a uma tomada de posição e de ocupação de espaços visando concentrar forças para a eleição presidencial. São articulações para 2014 que passam por 2012.

Afinal, para PSDB-DEM já se vão três derrotas.

Alerta

O TROMBONE, em 26 de março, “Pequeno manifesto contra um militarismo atrasado” constitui-se velada denúncia sobre o que estaria acontecendo em setores da política itabunense, com figuras pretendendo controlar os que lhe seriam contrários através de espionagem.

Tempo de colocar a Polícia Federal no circuito.

Lula

O ex-presidente recebeu na terça 29, na Assembléia da República, em Lisboa, o “Prêmio Norte-Sul”, atribuído pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.

E para completar, essa de Doutor Honoris Causa na Universidade de Coimbra para um nordestino, ex-metalúrgico e que não fala inglês.

Mangabeira já o dissera

Para João Mangabeira se alguém imaginasse um absurdo na Bahia já havia precedente. Não que questionemos o direito de opinião de cada um, mas a “carta aberta” do ex-deputado José Carlos Aleluia ao Reitor da Universidade de Coimbra parece um daqueles “precedentes” e remete ao ridículo a imagem de que goza a Bahia no exterior. Questiona, na condição de “professor universitário” (fato que desconhecíamos), a concessão do título honorífico a Lula pela decana escola lisboeta, por considerar que “A concessão do mencionado título contraria frontalmente toda a idéia que nós fizemos da Universidade de Coimbra pelo fato, sobejamente conhecido, de que o ex-Presidente sempre se vangloriou de não haver freqüentado qualquer curso. Insistentemente, perante a nossa juventude,buscou inculcar a noção de que o sucesso pessoal independe de qualquer esforço no sentido de aprimorar o conhecimento. E, sobretudo, por uma administração desastrosa em matéria educacional”.

Navalha

PHAComo a preciosidade foi por nós descoberta em www.conversaafiada.com.br (“Político derrotado na Bahia corta pulso com Lula em Coimbra”) deixamos ao leitor parte da navalhada de PHA sobre o tema:

“Em 2002, havia 43 universidades. Hoje são 57 universidades federais. O governo Lula foi o que mais fez pela educação superior e bateu um recorde do governo Kubitschek, que criou dez universidades federais. O Farol de Alexandria não pôs no lugar um único tijolo numa única universidade. Seu Ministro, Paulo Renato, o Rei da Privatização, especializou-se em fortalecer as universidades privadas. O Di Gênio é fã do Paulo Renato”.

“Sobre as escolas técnicas. Com o Nunca Dantes, se investiu mais em educação profissional e básica também: superou o governo Itamar, que construiu 27 unidades de escolas técnicas. No governo Lula foram 214 novas unidades, dez vezes mais que o recorde”.

“Deputado federal eleito por cinco mandatos consecutivos, José Carlos Aleluia (DEM) não foi capaz de obter uma vaga no Senado este ano. Era vice-líder do DEM e um dos mais ferrenhos combatentes da oposição no plenário, em especial quando envolvia assuntos econômicos e orçamentários”. 

Como dissemos acima, é o que dá conceder honraria a nordestino e ex-metalúrgico que chegou à Presidência da República e não fala inglês.

Nem nordestino ilustrado admite!

Do verbo aleluiar

bessinhaA propósito da aleluiada – na próxima atualização do Aurélio deve ser inserido o vocábulo, de modo a refletir a ação que corresponde à dor de cotovelo – Mauro Santayana publicou artigo (De Olhos Opacos no Turbilhão do Mundo) no www.conversaafiada.com.br neste 1º de abril, donde destacamos os três parágrafos finais:

“A universidade é uma instituição relativamente nova na História. Ela não foi necessária para que os homens, com Demócrito, intuíssem a física atômica; com Pitágoras e Euclides, riscassem no solo  figuras geométricas e delas abstraíssem os teoremas matemáticos; e muito menos para que Fídias fosse o genial arquiteto e  engenheiro das obras da Acrópole e o escultor que foi. Mais ainda:  as maiores revoluções intelectuais e sociais do mundo não dependeram das universidades, embora nelas se tenham formado grandes pensadores – e sua importância, como centro de reflexões e pesquisas, seja insubstituível. O preconceito de classe contra Lula sela os olhos de Aleluia e os torna opacos”.

“Solidário ao meu autodidatismo com o de Lula, quero lembrar o grande escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson: um talento pode formar-se na obscuridade, mas um caráter só se forma no turbilhão do mundo”.

E conclui: “É no turbilhão do mundo que se forma o caráter dos grandes homens”.

O texto está ilustrado com essa deliciosa charge do Bessinha, bem ao gosto de tucanos, democratas e PiG.

De novo!

E ainda a Universidade de Salamanca, da Espanha, fundada em 1218, por seu Conselho de Governo, acaba de aprovar neste 31 de março a concessão de título Doutor Honoris Causa ao ex-Presidente Lula, por proposição unânime de sua Faculdad de Filologia. Detalhes em www.advivo.com.br (Lula recebe Honoris Causa na Espanha).

Haja pulso!

SBT abriu o debate I

Inelutável que o jornalismo do SBT abriu o debate sobre os anos de chumbo. Trouxe à telinha o tema temido e rejeitado por alguns e ansiado por aqueles que de alguma forma se vêem no lado dos que esperam localizar desaparecidos e dos muitos que desejam contada a verdadeira história dos que lutaram contra a ditadura militar.

O Jornal do SBT de quarta 30 a sábado 2 exibiu a série de reportagens “Os fantasmas da ditadura”, o que as outras redes de televisão aberta pontuavam mas evitavam enfrentar.

De imediato destruiu a antiga expressão “revolução” e firmou no telespectador a idéia de “golpe” para o movimento que derrubou João Goulart, constitucionalmente constituído.

SBT abriu o debate II

O Conexão Repórter, de Roberto Cabrini, voltou ao assunto, entrevistando entre outros João Lucena e o não menos famoso Coronel Sebastião “Curió”, guardião de segredos sobre desaparecidos na guerrilha do Araguaia, com depoimentos e confissões estarrecedoras. Mais que publicidade para “Amor e Revolução”, que estréia no dia 5, escancarou as portas para a discussão em torno da “Comissão da Verdade”.

Méritos para o SBT, que realizou o que outras redes se recusaram: discutir a atuação de algumas lideranças militares na repressão política. Na esteira a tortura e a morte dos que se encontravam sob a tutela do Estado.

A propósito

Liberados alguns documentos do arquivo da Câmara, em 2010. Matéria veiculada em http://www.advivo.com.br (História: Marinha ordenou eliminação de militantes do Araguaia), de 27 de março, aborda o que neles está contido, os quais a Folha teve acesso.

A Globo sinaliza

Transitando pela tortura policial praticada em diferentes localidades do País, inseriu na matéria as condenações na Argentina dos militares responsáveis pela tortura e morte de prisioneiros. Tudo no Jornal Nacional desta sexta 1º.

Entrou no campo, ainda que sem demonstrar haver comprado o ingresso. Mas, sondando e preparando o terreno para mostrar o dinheiro para pagar a entrada.

Itororó

Ao que parece não anda boa a relação do Prefeito Adroaldo Almeida com alguns “amigos”. Espaços antes debruçados em elogios à administração e ao petista itororoense não lhe dispensam críticas. Ainda que sobre literatura.

Quando até a “crítica” literária cutuca há algo errado. Nesse particular não sabemos com quem: o criticado ou o crítico.

UESC I

uescA universidade Estadual de Santa Cruz integra o universo de instituições superiores mantidas pelo Estado. No plano físico não pode ser negado que a UESC apresenta avanços, com a construção de equipamentos e mesmo gerindo recursos para a redução de despesas como ocorreu com a implantação da captação e de uma estação de tratamento de água. Ampliou a oferta de cursos de graduação (superando 30) e investe na pós-graduação e na pesquisa.

No entanto, apesar de estruturar-se como um organismo maior, estabelecendo veias e artérias evidentemente necessárias, não parece preocupada com os vasos capilares, menores mas necessários para a irrigação do organismo.

Dizemos isso porque não demonstra a instituição preocupação com o atendimento ao universo humano que é a razão de sua existência. Alunos e professores não se sentem à vontade com uma expansão física que não repercute no dia a dia dos que a ela acorrem.

UESC II

Em alguns aspectos a UESC de mais de 30 cursos de graduação e alguns de pós-graduação oferece a professores e alunos, no limiar da segunda década do século XXI, o que oferecia a FESPI na década de 70 do século XX, quando reunia um punhado de graduações (Direito, Filosofia, Economia, Letras, Geografia, História, Administração), algumas no âmbito da licenciatura curta.

Carece de um restaurante e de uma residência universitários, dignos deste nome. Mesmo dispondo de uma propagada Faculdade de Medicina, pela excelência da formação, o palco uesquiano não consegue oferecer nem mesmo um simples pronto-socorro para ensino prático aos seus estudantes de Enfermagem e discípulos de Hipócrates.

UESC III

Distante disso não pode estar o Governo do Estado. Afinal, qual a sua política para o ensino superior? A indagação da organização classista diz respeito aos limitados recursos disponibilizados para as universidades estaduais.

Certamente dirá o governo que precisa priorizar o ensino fundamental. Em princípio lhe assistiria razão, partindo da premissa de que teríamos que viabilizar o ingresso das futuras gerações à Universidade. No entanto – e será tema para futuros rodapés – o que estamos assistindo, em nível de primeiro e segundo graus, é uma verdadeira tragédia.

Relevada – ou disfarçada – na propaganda oficial

UESC IV

As mobilizações ocorridas terça 29 e quarta-feira 30 – a primeira pelos estudantes e a segunda pelos professores – são um alerta, que não pode ser encarado como tardio, porque reiteradamente levado à discussão.

Apenas não suficientemente tornadas notícia jornalística. E muito menos matéria no Diário Oficial.

A estrada da morte I

Assim tem sido nominada a BR-415, entre Ilhéus-Itabuna, tantos os acidentes e tantas as mortes. Não se diga que é uma estrada reta e plana. No entanto, ainda que com poucos pontos de ultrapassagem em seus 26 quilômetros de leito, não faz por justificar o nome que lhe é dado. Não estamos na 101 nos limites do Pardo ou do Jequitinhonha, tampouco na Serra das Araras ou na de João Monlevade.

Não apresenta em seu traçado curvas perigosas.

A estrada da morte II

Desafogar o tráfego é imperativo, em razão da quantidade de veículos que por ela trafega, tendente a ampliar-se, seja-o pelo número crescente de novas unidades postas a circular, seja-o pela demanda pelo litoral ilheense. Os anunciados investimentos na região e a consolidação do complexo intermodal exigem a implantação de um sistema viário que a interligue à malha existente (BR-101 e BA-001), e não somente existir como final litorâneo da BR-415.

Não há que ser descurada a importância da duplicação, como já observamos neste DE RODAPÉS (7 de novembro de 2010 e 23 de janeiro de 2011), não esquecendo o leitor de que o atual leito da Ilhéus-Itabuna se tornará apenas numa grande avenida entre as duas cidades, enquanto o corredor necessário se fará através de grandes anéis rodoviários.

A estrada da morte III

O perigo na Ilhéus-Itabuna reside na irresponsabilidade e inconseqüência de muitos que nela trafegam, mais vocacionados para homicidas/suicidas que para condutores de veículos.

Não é coisa do outro mundo trafegar no limite máximo nela tolerado (80 K/h), ainda que veículos se arrastem a 30, 40, 50 quilômetros, tornando-a engarrafada em alguns momentos, ou tenhamos que conviver com quebra-molas.

Entre as duas cidades um tempo gasto de 25, 30 ou 35 minutos, não leva ao desespero.

Se o caríssimo leitor aceitar o desafio transite civilizadamente pela Ilhéus-Itabuna e descobrirá que dos acidentes e mortes a ela atribuídos tem ela a menor parcela de culpa.

Se não estiver sendo injustamente culpada.

Davidson em campanha

Homenagem a jornalistas, exposição em Ilhéus sobre a história do trio elétrico e a estética carnavalesca por ele implantada, com direito a agradecimento dos beneficiados pelo apoio da Bahiagás ao seu Presidente e patrocinador – ao vivo, em entrevista ao Bahia Meio-Dia local –, palestra no Seminário de Propaganda e Marketing, comemorações na AABB pelos 89 anos do Partido Comunista.

É a campanha de Davidson Magalhães em marcha. Enchendo a bola!

Fernando quieto

Não sabemos se Fernando Gomes retornou da Europa. Se voltou, prepara a muda. Ou a réplica. Tudo por causa do ti-ti-ti da semana: aproximação entre Geraldo Simões e Gedel Vieira Lima.

Na certa uma entrevista a ser aguardada.

Engarrafamento

Não deixa de ser singular a situação enfrentada pelo Capitão Azevedo em sua busca por novo partido político. Justamente por haver pensado no PSD, que certamente integrará a base do governo estadual e por tal circunstância se faz “menina” nada fácil de ser namorada.

A ponto de – diante do engarrafamento na procura – desdenhar de quem a procure. Ainda que com sobejos argumentos para a recusa.

Em outros tempos o partido saía à cata de filiações; o PSD recusa!

Geraldo

A propósito de nosso artigo “A Semana de Geraldo” neste O TROMBONE, dia 2, não se tornará difícil, caso Geraldo Simões encontre no PMDB um aliado, de compor futuramente com o PCdoB. O caminho estaria aberto sob o prisma de um argumento: a derrubada da reeleição.

No entanto, como também já escrevemos, precisa dissipar as desconfianças. Extinta a reeleição e mantido o seu projeto político pessoal (Deputado Federal e de alçar outros vôos), as desconfianças se dissiparão.

Pelas circunstâncias.

Região metropolitana

santanaEsse candente assunto – que será objeto de análises futuras – foi ventilado pelo Deputado Coronel Santana.

A pouca repercussão dimensiona o desconhecimento da importância de sua implantação, que depende de iniciativa do Executivo Estadual, encaminhando a Assembleia Legislativa projeto de lei complementar.

Em que pese muito representar para o eixo Ilhéus-Itabuna e os municípios que lhes são limítrofes – mormente diante da imediata implantação do complexo intermodal – não percebemos a tomada da necessária consciência por parte da sociedade organizada da região. O que inclui a sua representação parlamentar em todos os níveis.

Louvemos a abertura do debate pelo Coronel Santana.

Não é anedota V

Mais nomes de novas agremiações religiosas, surgidas para o mundo só em 2010: Igreja Menina dos Olhos de Deus; Igreja dos Bons Artifícios; Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo; Igreja Evangélica Adão é o Homem; Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado.

Ainda há repertório. Mas ficamos por aqui.  

Ave!

Para não dizer que não ouvimos trivialidades: Ozzy Osbourne chegou ao Brasil declarando ver em Lady Gaga uma chata; já um programa da TV local se debruçou sobre as tatuagens da Lady. Que estariam somente em um lado do corpo.

Ficamos comovido com a importância da revelação para a cultura grapiúna.

Jessier Quirino

Retornamos à fornalha nordestina ainda com Jessier Quirino e as “Agruras da Lata D’água”, a narrativa da trajetória vivida por ela mesma, a sofrida.

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Cantinho do ABC da Noite

cabocoO poeta Firmino Rocha tinha por hábito ocupar o balcão à direita da entrada, encostando-se nas caixas ou engradados que servem de porta de acesso ao interior do comércio. Costume adotado por alguns dos atuais fregueses.

O aluno pergunta ao filósofo, para confirmar o fato:

– Era de Firmino Rocha o lugar, Cabôco?

– Sim, Cabôco. Saiu Firmino, ficou a rocha – gozando com os atuais que se aboletam junto aos engradados.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Natal 'humilde' para funcionários da Câmara

Domingos Matos, 27/12/2010 | 22:54
Editado em 27/12/2010 | 23:03

Mais um bloqueio de verbas do município, com reflexos desastrosos nas contas da prefeitura e no salário do funcionalismo. Essa foi a explicação dada aos funcionários da Câmara Municipal de Itabuna para mais um atraso no pagamento.

Dessa vez, o bendito bloqueio ocorreu às vésperas do Natal, o que obrigou os barnabés a se concentrar na busca pela reflexão, na prática da humildade e do comedimento nas comemorações do nascimento de Cristo, embora a maioria quisesse esbanjar nos presentes e se afogar nos vinhos e outros aperitivos que os ajudassem a esquecer esse ano terrível.

Pelo menos sobra dindin para a festa da virada, caso as orações e os pedidos do Natal surtam efeito.

A responsabilidade é uma pista de mão dupla

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 11/05/2010 | 14:02

Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

danielÉ absolutamente compreensível que, diante de acidentes terríveis como o que ocorreu na tarde de sexta-feira na rodovia Ilhéus-Itabuna, em que um casal e o filho recém-nascido morreram presos entre as ferragens de um carro atingido de frente por um caminhão-guincho; a indignação das pessoas se volte contra as autoridades.

Afinal, há pelo menos duas décadas que se fala na duplicação da rodovia que une as duas maiores cidades do Sul da Bahia e que, além de ter em suas margens a Ceplac e a Universidade Estadual de Santa Cruz, é uma das portas de entrada para o crescente movimento turístico nas áreas litorâneas e possui um intenso fluxo de veículos entre municípios que se completam nas áreas de comércio, saúde, educação superior, prestação de serviços e lazer.

A duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna é, portanto, mais do que necessária e existem motivos para acreditar que, finalmente, a obra sairá do pantanoso terreno da promessa. Os recursos para a duplicação da rodovia estão disponíveis no PAC e o projeto final está em vias de aprovação.

A partir daí é, literalmente, colocar as mãos à obra.

O problema - e isso precisa ficar bem claro - é que a interminável lista de acidentes na rodovia Ilhéus-Itabuna, muitas vezes com vítimas fatais, não pode ser debitado necessariamente ao fato de que a rodovia possui uma única pista, com dois sentidos de direção.

Se há um fator preponderante nesses acidentes, que não ocorrem apenas na rodovia Jorge Amado (esse é o seu nome oficial), mas em rodovias de todo o Brasil, ele atende pelo nome de irresponsabilidade.

Uma irresponsabilidade que fica visível para quem trafega -e na prática arrisca a vida- num trecho de meros 28 quilômetros, que se pode fazer em 40 minutos numa velocidade razoável e respeitando-se as normas de trânsito.

No sábado, enquanto familiares e amigos ainda choravam as mortes do casal e do bebê de apenas um mês e dezoito dias e no local do acidente ainda se podiam ver as marcas da tragédia, motoristas continuavam cometendo as mesmas barbaridades de sempre: excesso de velocidade, ultrapassagens arriscadas, desrespeito à sinalização e até ausência do cinto de segurança.

A menos de 200 metros do posto da Polícia Rodoviária Federal (isso mesmo!) o motorista de um Fiat Uno, que retornava de Ilhéus, teve que jogar o carro no acostamento estreito para não bater de frente com uma Van, cujo motorista irresponsavelmente fez uma ultrapassem por vários carros e vinha, em alta velocidade, na contramão.

A duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna certamente desafogará o tráfego e dará um dinamismo ao fluxo de veículos, além de funcionar como vetor de desenvolvimento agregado a obras como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste e o Gasene.

Mas não evitará acidentes e mortes enquanto os irresponsáveis que usam seus veículos como armas letais continuarem cometendo suas atrocidades ao volante impunemente.

A responsabilidade é uma via de mão dupla.

Já a irresponsabilidade parece trafegar (e matar!) em todas as direções.

Daniel Thame é jornalista e blogueiro

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