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Alunas do Projeto Sociocultural Arte-Dança são contempladas com bolsas no Festival

Domingos Matos, 09/07/2019 | 18:31
Editado em 09/07/2019 | 17:39

As alunas do Projeto Sociocultural Arte-Dança foram contempladas no sorteio de 20 bolsas para os cursos de dança do 2º Festival Dança Sul Bahia 2019. O Festival vai acontecer nos dias 27 e 28 (sábado e domingo) de julho, no Terceira Via Hall, em Itabuna.

De acordo com a professora e bailarina Soanne Mary “o objetivo é incentivar e estimular o desenvolvimento técnico e artístico de bailarinos, divulgar e incentivar a dança, valorizar e incentivar o intercâmbio entre grupos e/ou bailarinos na região sul da Bahia.”

Na ocasião 12 alunas do Projeto Sociocultural Arte-Dança também vão participar da seletiva da Escola Teatro Bolshoi prevista para acontecer durante o evento. O Festival é composto de competição coreográfica, feira de produtos de dança e cursos de várias modalidades com profissionais renomados no cenário da dança no Brasil e no mundo.

Entre os profissionais estão: Gilmar Sampaio (Ballet Clássico intermediário integrante do Balé Teatro Castro Alves), Pedro Pires Graduado em Dança Clássica pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil), Thiago Ramos Coreógrafo formado pela Ebateca, especializado em jazz e Teatro musical, Amarildo Cassiano (Dança Contemporânea – Santa Catarina), Erik Guilerme Gutierrez Diretor bailarino, ator, professor e coreógrafo São Paulo, Márcia Jaqueline Primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Thiago Montalti Atualmente coreógrafo dos Cantores Kevinho e Maiara & Maraisa.

Foram sorteadas as alunas, para o curso de Ballet Clássico Infantil: Kevelin Driciane Lima, Júlia Santos Cabral, Kettley Gabrielle Leôncio, Kaillane Dias Bispo e Sâmara Santana dos Santos. Para o curso de Ballet Intermediário: Jayane Nunes, Thalita Mendonça Souza, Ana Luíza Silva Silmões, Dayane Pedroso Santos e Mylenna Lima Santos: Para o curso de Sapateado: Amanda Santos de Jesus, Thailane Teixeira Carvalho, Amanda Silva dos Santos, Maria Emília Santos Galo e Maria Eduarda Santos Sá. Para o curso de Jazz: Aline Nascimento de Medeiros, Marina Maria Lima, Raphaelle Natháli Almeida, Camile Souza Rocha Silva e Thais Almeida de Menezes.

 

 

Estudantes de Itororó criam cercas sustentáveis com garrafa PET

Domingos Matos, 10/01/2019 | 14:01

Donos de residências e propriedades rurais no município de Itororó (a 424 km de Salvador) estão sendo estimulados a utilizar cercamento sustentável, feito a partir de garrafas PET. A iniciativa é dos estudantes dos cursos técnicos de Zootecnia e de Meio Ambiente do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Meio Sudoeste da Bahia, que protagonizam o projeto “Ecoestacas: promovendo propriedades sustentáveis”.

O projeto ganhou o terceiro lugar na 7ª edição da Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA), em 2018, e em março deste ano vai representar a Bahia na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), em São Paulo. O objetivo é reduzir os custos da confecção de cercas; aumentar a longevidade das mesmas; e reduzir o lixo tóxico com o uso das garrafas de plástico.

As estudantes Nathalia Molgão, 18, do curso de Zootecnia, e Luciana Silva, 20, responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, contam que o trabalho foi inspirado em um vídeo que assistiu no youtube. “Pensamos em uma ação voltada à redução do lixo tóxico produzido em abundância, no caso as garrafas PET, que são descartadas no meio ambiente de forma inadequada, prejudicando, por exemplo, a vida marinha. Usando essas garrafas no revestimento do madeiramento, as cercas terão mais durabilidade, já que elas levam um século para decompor”, explica Nathalia.

O projeto foi aplicado, inicialmente, na área verde do CETEP e, atualmente, na Fazenda Cabana da Ponte, de propriedade do ator Marcos Palmeira. A professora orientadora, Thayane Gonçalves, conta que a aluna Luciana Silva está atuando no local, contribuindo para o cercamento. “Além de retirar as garrafas PET do ecossistema, o projeto ajuda os agricultores do nosso município – que vivem, essencialmente, da pecuária – a manterem suas propriedades rurais de forma sustentável, evitando um grande derrubamento de madeiras por conta da prática comum de cercamento”.

A ideia do projeto “Ecoestaca” não é nova, ressalta a educadora, mas não há muitas pesquisas sobre o tema, como confecção do revestimento da cerca com garrafa PET e a sua durabilidade. “O trabalho foi iniciado com pesquisas sobre o experimento e, a partir daí, as alunas partiram para a prática, oportunizando os agricultores rurais a executarem uma ação sustentável. Além disso, a junção da teoria com a prática empolga os estudantes, melhorando o seu processo de ensino e aprendizagem”.  

Projeto Vida Saudável no CPI foi apresentado em conferência com diversas unidades da Bahia

Domingos Matos, 11/11/2017 | 11:46

Uma prática exitosa desenvolvida pela equipe de ressocialização do Conjunto Penal de Itabuna (CPI) foi apresentada na manhã dessa quarta-feira (8), em uma videoconferência com representantes da Seap, além de diversas outras unidades prisionais do estado. A apresentação fez parte da segunda edição do projeto Práticas Exitosas no Sistema Prisional Baiano.

O projeto escolhido como uma das práticas exitosas CPI, por meio da cogestão Seap/Socializa Brasil, foi o “Vida Saudável no CPI”, que consiste em integrar e desenvolver as cerca de 60 reeducandas da unidade por meio da dança, especificamente da modalidade “Zumba Fitness”.

A apresentação foi realizada pela psicóloga Amanda Costa, que detalhou os benefícios para a saúde mental e física das alunas, com benefícios sensoriais, de memória e a elevação da autoestima e sentido de pertencimento a um grupo social para além da situação do cárcere.

O projeto foi bastante elogiado, especialmente por trabalhar a ludicidade no ambiente prisional numa perspectiva de integração social das internas, e também porque envolve toda a equipe multidisciplinar da ressocialização e de acompanhamento biopsicossocial da unidade.

Além da psicóloga Amanda Costa, participaram da videoconferência, realizada na Escola Cultural Luís Eduardo Magalhães, outros psicólogos, terapeuta ocupacional, advogada, pedagoga, assistentes sociais, além de representantes do corpo de segurança e da gerência da empresa Socializa em Itabuna.

Ibicaraí ganha escola reformada

Domingos Matos, 23/11/2011 | 15:40
Editado em 23/11/2011 | 15:57

Lenildo escolaO pequeno Leandro Ribeiro, de oito anos, comemorou na manhã desta quarta-feira (23) as novas instalações da escola municipal Lino Francisco dos Santos, inaugurada pelo prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana e pela secretaria de educação Fabiane Lira. "Está muito bonita, adorei", disse, com a sinceridade característica de uma criança. Leandro é um dos 42 alunos beneficiados com a obra.

A escola, localizada na região do Jacarandá, na zona rural do Município, foi beneficiada com a reforma completa de duas salas de aula, banheiros, novo piso, cozinha e secretaria. "Antes era tudo estragado, o piso quebrado e feio. Gostei muito da minha escola", afirmou Evelyn Santiago Nascimento de 12 anos uma das alunas da escola.

escolaCatia dos Santos, de nove anos, elogiou os novos móveis da escola. "Gostei das cadeiras, são muito confortáveis", ressaltou a pequena estudante. Professora da unidade escolar, Alessandra Dias disse que o ambiente melhorou muito. "Temos um ambiente muito agradável para as nossas crianças", afirmou.

Já a dona de casa Rosimeire Alves Reis, mãe de quatro alunos da escola, que há quatro anos mudou para zona rural, transferiu os filhos para a nova unidade escolar. "Meus filhos estudavam em Ibicaraí, no Jairo Carneiro. Agora vão estudar aqui".

Ela disse que essa decisão leva em conta a mudança na estrutura da escola. "Temos uma boa professora, a prefeitura está no dando atenção, por isso não há porque eles irem tão longe", observou Rosimeire, que se diz feliz por poder continuar morando na zona rural, sem a necessidade de deslocamento dos filhos.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 17/10/2010 | 11:50
Editado em 17/10/2010 | 13:03

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Serra não defendeu nem a mulher

monica serraNo debate da Bandeirantes Dilma Roussef  afirmou que a “baixaria” eleitoral de que era vítima tinha matriz no PSDB e deu nome a um dos “bois”: Mônica Serra, coincidentemente a esposa do tucano, que teria propalado, na baixada fluminense, de que a petista era “a favor de matar criancinhas”, em clara alusão ao tema do momento (abortamento) explorado à exaustão, com laivos de hipocrisia pela campanha de José Serra.

Acuado pela veemência de Dilma, Mônica não encontrou nenhuma defesa do marido. O que significa ser verdadeira a acusação de Dilma Roussef.

Para Ciro Gomes, Serra passa por cima de qualquer um para conseguir o que quer.

Nem a mulher fica de fora!  

Debate I

Para quem assistiu o debate na TV Bandeirantes sabe que a tônica do evento foi dada pela incisiva intervenção de Dilma Roussef acuando José Serra em torno de temas como as privatizações e a comparação entre os governos de FHC e Lula. Essa postura deu o mote dos próximos debates.

No entanto, o Jornal da Band de segunda e terça, 11 e 12, editou somente a última parte do debate, as considerações finais, valorizando a participação de José Serra.

Serra, ao contrário da edição do Jornal da Band, foi um fracasso, ao fugir de responder em torno de temas que diziam respeito ao período FHC, quando foi Ministro do Planejamento, fato em muito instado por Dilma, quando lhe cobrava posições atuais diante do passado.

Quando se falou em privatizações Serra fugiu do tema como o Diabo da cruz.

Debate II

dilma bandDilma desmistificou a propaganda eleitoral de Serra, no assunto clínicas para tratamento de viciados em crack. Afirmou que, apesar de o Estado de São Paulo ter milhares de viciados (em torno de 300 mil), o governo tucano oferecia apenas 96 vagas. Serra, disse que não era verdade, pois chegavam a 300 – confessou. Ou seja, não atinge 0,01% das efetivas necessidades! Regiamente “multiplicadas” na propaganda eleitoral.

Serra ficou sem responder (dentre muitas sem resposta) à pergunta de Dilma sobre as recentes declarações de Zilberstein (ANP no Governo FHC) de que o ideal é privatizar o pré-sal.

Urnas e apoio popular I

Algumas urnas desmistificam a popularidade de Lula como fator preponderante para a transferência de votos, demonstrando que a realidade local prevalece com idiossincrasias, conflitos, ranços e paixões. Até mesmo a evidente melhoria das condições de vida de cada população beneficiada pelas políticas sociais do Governo federal não são o condão da certeza de reconhecimento a ser traduzido em votos.

Em Itororó, por exemplo, em que pese setores de informação afirmarem ter o Prefeito Adroaldo Almeida mostrado “bastante força” política – levando em consideração as votações de seus candidatos Geraldo Simões (3.504 = 33,03%) e Rosemberg Pinto (4.653 = 43,16%) – Dilma Roussef atingiu 4.836 votos, alcançando os 47,61% (pouco mais que a votação de Rosemberg,), enquanto José Serra recebeu 4.498, ou seja, 44,28%.

Imagine o leitor de quem a festa!

Urnas e apoio popular II

Rápida análise em torno dos números publicados pela Justiça Eleitoral da Comarca de Itororó revela os seguintes dados, para Dilma e José Serra: Firmino Alves – 1.468 (54,31%) X 1.077 (39,84%) – Itaju do Colônia – 2.135 (67,61%) X 679 (21,50%).

Comparando, a maior votação de José Serra foi justamente em Itororó, sendo acachapado em Itaju do Colônia e fazendo média maior que a nacional em Firmino Alves. Naturalmente, a menor votação de Dilma, em Itororó.

Detalhe: a votação de Rosemberg Pinto superou a de José Serra na terra da carne de sol.

Itabuna e Censo 2010

Esse o título de artigo de nossa lavra, publicado neste O TROMBONE (de 04 agosto), refletindo em torno da distorção visível entre as populações de Itabuna e Ilhéus, quando destacamos a possibilidade de manipulações em levantamentos pretéritos que beneficiaram a praieira, tema voltado à baila no DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 05 de setembro (“O verdadeiro ‘feito’”).

E concluíamos: “Com o evidente aperfeiçoamento na forma de recrutar, não fora os avanços tecnológicos que remetem ao quase imediato monitoramento dos dados coletados (antes registrados em planilhas, a lápis) Itabuna pode aguardar o retorno da realidade no que diz respeito à sua concentração populacional que não pode ser, ou continuar, tão desigual como a registrada nas últimas décadas em relação a Ilhéus”.

Pouco mais de dois meses passados (com 78% do trabalho de campo realizado, que apontam população em torno de 170 mil) e são anunciados números que permitem concluir que a população ilheense será reduzida a prováveis 180 mil habitantes, quando o levantamento anterior acusou cerca de 220 mil.

Dez anos depois, prováveis 40 mil a menos. Ou, mais precisamente, “o retorno à realidade”, quando Itabuna tende a superar os 200 mil habitantes

Quando os tempos são outros I

No jogo de denúncias que alimenta a campanha eleitoral, temos nos defrontado com “fatos” noticiados sob o pálio do anonimato, escrachando candidatos (em dimensão injuriosa). Inegavelmente Dilma Roussef tem sido alvo de insidiosa campanha contra a sua imagem, que distorce a realidade e alimenta o clima fundamentalista que ora norteia a campanha de José Serra.

No contraponto, algumas revelações estarrecem, como a de Sheila Ribeiro, ex-aluna de Mônica Serra (esposa de José Serra) de que esta afirmou em sala de aula para um grupo de alunas, em 1992, que praticara abortamento, no quarto mês de gestação, quando em dificuldades materiais, ao tempo em que ela e o marido vivenciavam dificuldades no exílio (todos os detalhes em www.conversaafiada.com.br, inclusive o texto publicado no Correio do Brasil).

Quando os tempos são outros II

Temos que o assunto é particular, pessoal, pois cada um sabe o que se passa com sua vida, em que pese, particularmente, sermos contra a prática do abortamento. No entanto, é a mesma Mônica Serra que, no interior do Estado do Rio de Janeiro, fazia propaganda contra Dilma Roussef denunciando-a como “a favor de matar criancinhas”, numa clara alusão à candidata como defensora de práticas que atentam contra a vida.

Punha na boca da candidata Dilma palavras que esta não dissera, para ajudar a campanha do marido, com quem gerara o feto abortado no quarto mês. Fato esse que ele, José Serra, não pode desconhecer. (Cai o pano).

No entanto, quando os tempos são outros, de campanha, a conveniência fala mais alto que a ética.

Andorinhas voltando

Infância e adolescência deixam em nós coisas para a eternidade. O revoar de andorinhas e seus mirabolantes devaneios estéticos nos fizeram refém da espera anual de seus retornos. Desapareceram quase completamente. Ou escolheram outras paragens, em busca de paz e apreciadores.

Aqui em Itabuna ainda alcancei seu chilrear e voos na Otaciana Pinto, dando outro matiz à Catedral, ainda que por segundos.

Neste 2010 redescubro na Avenida Ilhéus os clássicos arpejos andorínicos, dispensando elaboradas harmonias humanas, privilegiando moradores e transeuntes. Onde ainda encontram árvores. E ausência de rojões.

Não sabemos até quando!

Ferradas e o Centenário de Jorge Amado

Festa na antiga Vila de Dom Pedro de Alcântara, reduto da história regional e do Brasil, como o afirma Gustavo Veloso em seu “Ferradas: Um Capítulo da História do Brasil” (Via Litterarum), lançado nesta sexta-feira 15.

São 195 anos de existência reconhecida e os festejos integram a programação do centenário de nascimento de Jorge Amado, dentro do projeto Irmão JORGE, 100 anos AMADO, promovido e coordenado pela ACODECC - Associação Comunitária de Cultura e Cidadania de Ferradas e pela ACARI.

Ferradas viva

Todos precisam descobrir a força e a capacidade de mobilização da comunidade ferradense. Não de hoje, sem qualquer apoio oficial, Ferradas realiza um São João que desperta a atenção não só de itabunenses, realizado em bases inteiramente tradicionais.

Os ferradenses revivem valores culturais que se encontram aos poucos perdendo espaço para comodidade da televisão e da internet como instrumentos de lazer. Encontram nos antigos moradores os registros que vão trazendo à tona muito do que vivemos e as novas gerações estão perdendo.

A comemoração dos seus 195 anos traz as mais díspares manifestações culturais, que resgatam a memória e fixam na geração que desponta o compromisso da continuidade de reconhecimento do que é e do que representa para a nossa História. É só conferir, in loco.

Ferradas vive! Carece, apenas, de que vivamos com ela o que nos oferece. 

Falou para o vazio

Se dependêssemos do PiG para conhecer as declarações recentes de Marina Silva (registro acima) trazidas ao noticiário por http://www.jb.com.br/eleicoes-2010/noticias/2010/10/14/marina-pela-minha-tradicao-eu-seria-favoravel-a-apoiar-o-pt/ (“Pela minha tradição eu seria favorável a apoiar o PT”) certamente de nada saberíamos.

Apesar de sua presença haver assegurado o segundo turno para Serra e viver embalada pelos microfones e textos, ao deixar de representar importância (esgotou seu prazo de validade para a grande imprensa, como ocorreu com Heloisa Helena em 2006) a declaração acima declinada não mereceu qualquer referência.

Marina falou para o vazio. Só voltará aos holofotes se apoiar Serra, se negar a “tradição”.

Para ler e pensar

Acompanhando a edição do debate entre os presidenciáveis por ela promovido, nas edições do próprio Jornal da Band, entendemos por repetir – e acrescer – o que neste espaço transcrevemos semana passada. 

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.(Paulo Henrique Amorim). Traduzindo, com alguns exemplos: jornais Folha de São Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo; revistas Veja, IstoÉ e Época; rede Globo de Televisão. E agora a rede BANDEIRANTES.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traças

traçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

E agora, José? Mônica Serra, quem diria, é humana - e já fez um aborto

Domingos Matos, 14/10/2010 | 20:03
Editado em 14/10/2010 | 20:09

editorAlunas da então professora de Psicologia do Desenvolvimento aplicada à Dança, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Monica Serra, confirmaram nesta quinta-feira estar presentes à aula em que a mulher do presidenciável tucano, José Serra, relatou ter sido levada a interromper a gravidez, no quarto mês da concepção. A coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro revelou o fato após o debate realizado domingo, na Rede Bandeirantes de TV, em sua página na rede social Facebook.

Colega de Sheila Ribeiro, a professora de Dança de um instituto federal de Brasília, que preferiu não ter o seu nome citado “por medo do que essa gente pode fazer”, afirmou, lembra que no primeiro semestre de 1992, no segundo período que cursava na Unicamp, o depoimento de Monica Serra a impressionou. Ela estava sentada no chão em uma sala de dança, onde não há móveis e apenas um grande espelho e a barra de exercícios, ao lado das colegas Kátia Figueiredo, que mora atualmente na Suécia, Ana Carla Bianchi, Ana Carolina Melchert e Érika Sitrângulo Brandeburgo, entre outras estudantes, residentes aqui no país.

– Eu confirmo aqui o depoimento da Sheila Ribeiro. Foi aquilo mesmo. A professora Monica Serra nos relatou que havia feito um aborto em um período difícil da vida do casal, durante a ditadura militar. Foi um fato tocante, que marcou a todas nós. Lembro-me que o assunto surgiu quando ela falava sobre a dissociação do corpo e a imagem corporal, que até hoje dirige meu comportamento – disse.

Pressão

Sheila Ribeiro, após o protesto consignado em sua página, disse nesta quinta-feira que, apesar da pressão dos meios de comunicação e de eleitores de todo o país que passaram a visitá-la no Facebook, não se arrepende de ter relatado a sua indignação ao perceber a mudança de atitude da professora que, em 1992, revelava às alunas um episódio marcante na vida de qualquer mulher, como o aborto realizado diante o exílio iminente, ao lado do marido, e a possível primeira-dama que, em uma campanha política, acusa a adversária do casal de “matar criancinhas”.

– Pior do que isso foi o silêncio do Serra, que deveria ter saído em defesa da mulher, fosse qual fosse a situação em que se encontrava ali, diante das câmeras – emendou a ex-aluna de Monica Serra.

Coreógrafa e doutoranda em Comunicação e Semiótica, na PUC de São Paulo, Sheila Ribeiro mora em uma “praia linda” e, apesar de estar no centro de uma discussão que mobiliza o país, faz questão de seguir a sua rotina de estudos e de trabalho.

– Procuro me manter leve. Respiro – diz, emocionada.

Sheila tem recebido, ao lado de agressões de partidários dos dois candidatos, o apoio dos amigos e “mesmo de estranhos que entenderam a minha indignação”, afirma. Das colegas que estavam ao seu lado, na oportunidade em que a mulher do presidenciável tucano optou por revelar um momento difícil da vida, também recebe a solidariedade e o apoio.

– Estou aliviada por ter visto a Sheila questionar toda essa hipocrisia que permeia a sociedade brasileira. Ela foi muito corajosa e só merece nosso aplauso – conclui a colega que, hoje, mora em Brasília e se destaca pelo trabalho também na área da coreografia e da dança.

Sem resposta

Com as novas entrevistas realizadas pelo Correio do Brasil, nesta quinta-feira, a reportagem voltou a procurar o presidenciável tucano na tentativa de ouví-lo acerca dos depoimentos das ex-alunas da mulher dele, Monica Serra. O CdB o procurou, novamente, no Twitter, às 12h41:

“@joseserra_  Senhor candidato. Três outras ex-alunas confirmaram o relato sobre o aborto feito por sua esposa. O sr. poderia repercutir isso?”

Da mesma forma, foram encaminhados e-mails à assessoria de imprensa que, por intermédio de uma das assessoras, acusou o contato do CdB e ponderou que, se até o fechamento desta matéria, às 15h04, não houvesse qualquer resposta do candidato, como de fato não ocorreu, o fato deveria ser interpretado como sua recusa em tocar no assunto, em linha com a decisão tomada durante o debate.

Informações do jornal Correio do Brasil

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