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Prefeitura de Barreiras abre processo seletivo para vagas temporárias; salários chegam a R$ 6 mil

Domingos Matos, 18/04/2019 | 17:39

A Prefeitura de Barreiras, município no oeste da Bahia, está com inscrições abertas para um concurso que visa o preenchimento de vagas temporárias. O edital foi publicado na última terça-feira (16).

Há vagas para os cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os salários vão de R$ 1.032,95 a R$ 6.094,16. O quadro completo de vagas está disponível no site do Idib, instituição organizadora do certame

As inscrições devem ser feitas também através do site do Idib, até o dia 5 de maio. As taxas custam R$ 50 (nível fundamental), R$ 70 (nível médio) e R$ 90 (nível superior).

A prova terá exame intelectual, de caráter eliminatório e/ou classificatório, para avaliar conhecimentos e habilidades, mediante aplicação de prova objetiva para todos os cargos.

A aplicação das provas está prevista para acontecer no dia 2 de junho, com início às 9h, para os níveis fundamental incompleto e médio, e às 15h, para as funções de nível superior e fundamental completo. (Com informações do G1)

Confira as vagas disponíveis do processo seletivo:

AGENTE DE CONTROLE À ENDEMIAS

AGENTE DE FISCALIZAÇÃO

ANALISTA AMBIENTAL

APOIO A EDUCAÇÃO ESPECIAL (CUIDADOR)

APOIO A EDUCAÇÃO INFANTIL

ARQUITETO

ARTÍFICE

ASSISTENTE ADMINISTRATIVO

ASSISTENTE SOCIAL

ASSISTENTE SOCIAL – SAÚDE

AUXILIAR DE MANUTENÇÃO E REPAROS

AUXILIAR DE SAÚDE BUCAL

AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS

BIOMÉDICO

COORDENADOR PEDAGÓGICO

EDUCADOR FÍSICO

EDUCADOR SOCIAL

ENFERMEIRO

ENGENHEIRO CIVIL

ENGENHEIRO DE ALIMENTOS

FARMACÊUTICO

FISIOTERAPEUTA

FONOAUDIÓLOGO

INSPETOR DE DISCIPLINA

INSPETOR DE SANEAMENTO

INTERPRETE DE LIBRAS

MAESTRO DE BANDA

MAESTRO DE CORAL

MÉDICO

MÉDICO VETERINÁRIO

MONITOR DE CRECHE

MOTORISTA CATEGORIA B

MOTORISTA CATEGORIA D

MUSICOTERAPEUTA

NUTRICIONISTA

ODONTÓLOGO – ATENÇÃO BÁSICA

OFICINEIRO – FACILITADOR DE OFICINA DE ARTESANATO

OFICINEIRO – FACILITADOR DE OFICINA DE CORTE E COSTURA

OFICINEIRO – FACILITADOR DE OFICINA DE ESPORTE

OFICINEIRO – FACILITADOR DE OFICINA DE MÚSICA

PEDAGOGO

PEDREIRO

PRODUTOR DE EVENTOS

PROFESSOR DE ARTES PLÁSTICAS

PROFESSOR DE DANÇA

PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA I - EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

PROFESSOR DE INFORMÁTICA

PROFESSOR DE MÚSICA

PROFESSOR DE TEATRO

PROFESSOR PARA EDUCAÇÃO BÁSICA SERIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL - CIÊNCIAS

PROFESSOR PARA EDUCAÇÃO BÁSICA SERIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL - INGLÊS

PROFESSOR PARA EDUCAÇÃO BÁSICA SERIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – LÍNGUA PORTUGUESA

PROFESSOR PARA EDUCAÇÃO BÁSICA SERIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL - MATEMÁTICA

PROFESSOR PARA EDUCAÇÃO BÁSICA SERIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – EDUCAÇÃO FÍSICA

PSICÓLOGO

TÉCNICO AUXILIAR REGULAÇÃO MÉDICA

TÉCNICO DE ILUMINAÇÃO

TECNICO DE REDES E SERVIÇOS

TÉCNICO EM ALIMENTOS

TÉCNICO EM AUDIOVISUAL

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

TÉCNICO EM MUSEOLOGIA

TÉCNICO ENFERMAGEM - ATENÇÃO BÁSICA

TÉCNICO PROFISSIONAL EM BASQUETE

TÉCNICO PROFISSIONAL EM FUTEBOL

TÉCNICO PROFISSIONAL EM FUTSAL

TÉCNICO PROFISSIONAL EM HANDEBOL

TÉCNICO PROFISSIONAL EM NATAÇÃO

TÉCNICO PROFISSIONAL EM VOLEI

TÉCNICO RADIOLOGIA

TECNICO REGENTE DE FANFARRA

TÉCNICO SEGURANÇA TRABALHO

Feriado da Páscoa deve atrair muitos turistas para Ilhéus

Domingos Matos, 18/04/2019 | 15:37

A Páscoa está chegando e Ilhéus é um dos cincos destinos baianos mais procurados pelos turistas nessa época do ano, segundo informações da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-Ba). Das fazendas de cacau às fábricas de chocolate, a capital da Costa do Cacau se destaca não só pelo clima tropical, mas por ser grande produtora do cacau, principal matéria-prima para a fabricação do chocolate, produto bastante consumido nesta data.

O feriado será entre os dias 19 e 21 de abril, de sexta a domingo. De acordo com uma pesquisa realizada pela Setur-Ba, a expectativa para alta ocupação é grande, espera-se receber na cidade, turistas de outros estados e de todas as regiões baianas. O visitante que vier para Ilhéus tem a experiência de conhecer o processo de produção do cacau e do chocolate. Além disso, pode fazer passeios culturais conhecendo o Bar Vesúvio, Casa de Jorge Amado, Catedral de São Sebastião, Bataclan e o Mercado de Artesanato.

Como opções de passeios para os chocólatras, tem o atrativo “Estrada do Chocolate”, formado por fábricas de chocolate gourmet, fazendas históricas, assentamentos, unidades industriais chocolateiras, além de permitir ao visitante vivenciar a história da região através do turismo rural. Os turistas podem fazer visitas guiadas pelas fazendas e degustar o cacau, sucos e geleias do fruto e também saborear os deliciosos chocolates de origem.

Evento - Tem diversão para todo mundo nessa Páscoa. Quem gosta de festa e quer garantir a animação no feriadão, no sábado dia 20 de abril acontece o “Forró Crush” na Concha Acústica, com grandes atrações do forró como Kal Firmono, Adelmário Coelho, Calcinha Preta e Rasta Chinela. O evento inicia a temporada de forró na cidade e está programado para começar às 22 horas. O show promete agitar a galera que ama dançar coladinho.

Mais cinco internos do CPI prestam vestibular

Domingos Matos, 28/03/2019 | 16:43

Foi realizado na terça-feira (26), no Conjunto Penal de Itabuna (CPI), mais um vestibular com internos que cumprem pena na unidade prisional. Cinco candidatos responderam questões das áreas de Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Redação em busca do sonho de cursar o Ensino Superior.

Entre os vestibulandos, alguns concluíram o Ensino Médio no Colégio Estadual de Itabuna, que mantém um núcleo anexo no CPI, e outros já possuem uma formação superior e pretendem uma segunda graduação.

Também há diferença de regime entre os participantes: dois são do regime fechado e três cumprem suas penas já no regime semiaberto, mas fazem parte dos diversos programas de ressocialização e remição de pena, a exemplo da própria escola e do trabalho na própria unidade.

Desde 2017 o CPI matriculou cinco internos no Ensino Superior, em cursos e faculdades de ponta no município. Com o ingresso na academia, a Justiça promoveu a progressão de regime de todos eles. De acordo com o setor de ressocialização do Conjunto Penal, alguns deles estão, inclusive, estagiando na área de graduação.

Além do Colégio Estadual de Itabuna, o CPI abriga uma escola municipal (Lourival Oliveira). O Centro de Educação e Ressocialização conta com diversos cursos profissionalizantes, a exemplo de Corte e Costura, Serigrafia, Cabeleireira, fabricação de sandálias e artesanato, além de projetos como o de Remição da Pena pela Leitura e pelo Trabalho.

Profissionais do Conjunto Penal realizam ação social no Albergue Bezerra de Menezes

Domingos Matos, 11/02/2019 | 13:55

Diversos profissionais que trabalham no Conjunto Penal de Itabuna participaram, na terça-feira (5), de uma ação social no Albergue Bezerra de Menezes. Foram realizados atendimentos de saúde, odontológicos e de enfermagem, salão de beleza, sessões de atividade física entre outros. O setor de alimentação e nutrição forneceu lanches saudáveis, com frutas e sucos naturais, e um bolo, para celebrar o dia.

A ação marcou a entrega dos produtos arrecadados na campanha de doação de fraldas geriátricas e leite em pó, durante a 6ª edição da Feira de Artesanato do CPI, realizada no mês de dezembro de 2018 no shopping Jequitibá. Na ocasião, quem adquirisse um artesanato confeccionado pelas internas do presídio, em vez de pagar em dinheiro, fazia a troca por fraldas geriátricas e leite em pó, que seriam doadas.

O projeto foi pensado como uma forma de retribuição à sociedade por pessoas que cometeram algum delito e que, mesmo pagando a pena pelo erro, caberia uma contrapartida social, de forma altruísta, por parte delas. Além da doação inicialmente prevista, as internas ainda confeccionaram artesanatos específicos para esse dia, que foram doados juntamente com lençóis e kits de higiene bucal.

Pelo lado da instituição, “essa é uma ação social que mostra que o CPI tem a missão da custódia daqueles homens e mulheres que ali cumprem suas penas, mas também não fecha os olhos para a realidade social do mundo exterior”, afirmou o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome da Silva.

As mulheres que laboraram autorizaram a doação a uma instituição filantrópica do município, abrindo mão dos produtos que eram seus, por direito – e, por extensão, de seus familiares, que também se sensibilizaram e autorizaram a doação (exceto algumas famílias, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e ficaram com o leite, autorizando apenas a doação das fraldas).

Os artesanatos expostos no Jequitibá foram resultado dos cursos profissionalizantes e atividades terapêuticas desenvolvidos no CPI, pelos quais as internas e internos evolvidos recebem o benefício da redução da pena em um dia para cada três dias de frequência, além de aprenderem uma profissão ou um meio de subsistência ao saírem da situação de cárcere em que se encontram.

 

Mercado de artesanato de Ilhéus é reconhecido formalmente como ponto turístico e cultural

Domingos Matos, 08/02/2019 | 15:40

Um dos locais mais frequentados por nativos e turistas que visitam Ilhéus, o Mercado de Artesanato, situado à Rua Eustáquio Bastos, no centro, existe há 18 anos, mas só agora foi reconhecido como ponto de interesse cultural, social e turístico da cidade. O Projeto de lei de número 4.003, de 27 de Dezembro de 2018, de autoria do vereador Makrisi Ageli de Sá, que formaliza o equipamento, foi sancionado pelo prefeito Mário Alexandre.

Para o vereador, o mercado é um espaço já consolidado como instrumento real, apto a receber tanto os moradores do município quanto os turistas, mas que faltava ser tratado formalmente como um ponto turístico ilheense. ”Existia uma  certa dificuldade no reconhecimento desse equipamento, como por  exemplo na confecção de materiais impressos publicitários que divulgam os atrativos culturais e turísticos da cidade”, destaca.

Outro avanço, segundo o autor do projeto, é a inserção do Mercado de Artesanato em alguns fóruns organizados da iniciativa privada, para seu reconhecimento como instrumento formal de turismo. “O espaço, que já existe há décadas, agora estará formalmente na lista dos equipamentos de cultura,   história e turismo dentro do roteiro do município”, enfatiza Makrisi.

No mercado, funcionam cerca de 80 lojas, que oferecem uma ampla variedade de produtos como artesanatos, comidas típicas da região, esculturas, equipamentos eletrônicos, vestuário, produtos de decoração e joias. No verão, o fluxo de turistas no local tem um aumento aproximado de 80%, com registro de aproximadamente 150 mil turistas na temporada. 

 

Olivença: Balneário Tororomba foi reaberto para ilheenses e turistas

Domingos Matos, 04/01/2019 | 19:11

O complexo de lazer Balneário Tororomba, localizado no distrito de Olivença, zona sul de Ilhéus, foi reaberto ao público após a primeira etapa de reforma do equipamento, que é um dos principais atrativos turísticos do município. A requalificação do espaço é executada pela secretaria de Turismo e Esporte (Setur), em parceria com o concessionário do Bar e Restaurante Tororomba, instalado no local.

O balneário de Olivença está localizado na zona sul de Ilhéus, a 18 quilômetros do centro da cidade, e se constituiu em um equipamento perfeito para o passeio em família. Os usuários podem dispor de três piscinas abastecidas com água corrente do Rio Tororomba, famosa por possuir concentração de ferro, magnésio e iodo, que fazem bem à saúde. A estrutura tem ainda à disposição dos banhistas o “Véu da Noiva”, uma cortina d’água refrescante, além de restaurante, box de artesanatos, baianas de acarajé e outras barracas de alimentos.

Segundo o secretário de Turismo, Alcides Kruschewsky, as obras de reformas no Balneário seguem em ritmo acelerado, tendo sido  concluídos os serviços das piscinas, que  estão sendo utilizadas pelos banhistas. Ele explica que as piscinas, de água corrente, foram retocadas, os azulejos quebrados foram substituídos, além de pintura.

O secretário informa que o balneário está funcionando normalmente, desde o Natal, porém com restrição a algumas áreas. Os serviços consistem na pintura geral, manutenção e pintura das piscinas e sanitários, instalação de lixeiras, troca de piso da portaria e nova comunicação visual. O piso da recepção, portaria e dos acessos para os sanitários será trocado. Para um melhor aspecto visual, os canteiros e jardins também serão renovados. O reservatório de água que abastece as piscinas será limpo e desinfetado, com retirada de sedimentos.

 

Conjunto Penal de Itabuna e Igreja Universal promovem cursos de capacitação para internos

Domingos Matos, 11/10/2018 | 22:43

Dois cursos, na modalidade capacitação profissional, estão sendo realizados no Conjunto Penal de Itabuna (CPI), e vão beneficiar dezenas de internos masculinos e femininos. O primeiro, de Artesanato em Biscuit, já teve a primeira aula realizada, na quarta-feira (10), com uma turma de seis internas.

O segundo, de Garçom, já está em fase de formação de turma, o que é feito a partir de avaliação biopsicossocial, pela equipe multidisciplinar do Centro de Ressocialização e do próprio Corpo Técnico do CPI. A avaliação leva em conta, também, as aptidões de cada indivíduo, o que é feito pela terapeuta ocupacional do presídio.

Já a Universal, que possui um ministério dedicado aos presídios e é uma das diversas denominações que atuam na assistência religiosa no CPI, entra com os profissionais e o ferramental necessário. O pastor Wilson Ernando Tavares, responsável por essa área na igreja, diz que o trabalho da Universal em presídios está sendo ampliado para ações de ressocialização, para além da evangelização.

“Esses cursos, por exemplo, são dissociados da questão religiosa, mas não deixam de ser um ato de caridade cristã. Porém, apenas passamos a parte da capacitação, e o Conjunto Penal cuida da parte terapêutica”, observa.

O curso de Biscuit é ministrado pelo professor Wendell Lima, que trabalha há 4 anos com artesanato, com foco nessa técnica, e supervisionado pela equipe técnica do Centro de Ressocialização do CPI, por meio da empresa Socializa – Soluções em Gestão, que operacionaliza a unidade.

Conjunto Penal de Itabuna inova com biometria para saidão do Dia das Mães

Domingos Matos, 12/05/2018 | 09:09
Editado em 12/05/2018 | 09:09

Depois de implantar o sistema de reconhecimento por biometria (leitura eletrônica das impressões digitais) para a distribuição dos kits de higiene, colchões, cobertores e uniformes, além do controle de acesso à unidade (visitantes dos internos, funcionários etc), o Conjunto Penal de Itabuna (CPI) inova com a biometria para a saída temporária do Dia das Mães.

O objetivo é garantir a segurança das informações oficiais de retorno/evasão e permitir, caso sejam requisitados, o compartilhamento de dados com setores de inteligência das forças de segurança e do próprio sistema prisional. 

De acordo com o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome da Silva, o uso da biometria no controle da Saída Temporária é mais um avanço que o Conjunto Penal de Itabuna, operacionalizado pela empresa Socializa em parceria com a Seap, oferece ao sistema prisional, especialmente no que diz respeito à confiabilidade das informações produzidas pela unidade. 

Embora o CPI não divulgue o número de internos beneficiados com a saída temporária, a informação disponível é que a taxa de retorno gira em torno de 90%. “Não há como se duvidar, por exemplo, dos índices de retorno, uma vez que o interno, ao sair, deixa seu registro biométrico, que deve coincidir com o que ele registrar no seu retorno à unidade. É a tecnologia a serviço da segurança e do controle social dentro do sistema prisional”, destaca.

O diretor diz ainda que essa taxa de retorno é algo a ser reconhecido, uma vez que demonstra, por um lado, o critério para a concessão do benefício pela Justiça e, por outro lado, o sentimento, por parte do interno, de que ele faz parte de um sistema ressocializador. “Não à toa, muitos dos que ganham o benefício fazem parte de programas de ressocialização, a exemplo de escola, artesanato, ou mesmo são colaboradores da gestão, contratados dentro do programa de remição da pena pelo trabalho”.

O que é

A Saída Temporária é um benefício previsto na Lei de Execuções Penais, concedido pelo juízo da Vara de Execuções Penais. São previstas cinco saídas por ano, sempre em datas comemorativas. O interno é autorizado a sair temporariamente com base em alguns requisitos, como, por exemplo, ter progredido para o regime semiaberto. Além disso, é avaliado pelo juízo o decurso da pena, o peso do crime e, até, a probabilidade de cometimento de novas infrações, de acordo com o perfil do candidato. 

“Ou seja, para que o preso tenha acesso a um benefício de saída temporária, ele já passou por uma avaliação processual, amparada em informações biopsicossociais, que vão nortear a decisão do magistrado para a concessão ou não. Nada é aleatório, e o Conjunto Penal cumpre a decisão judicial, prevista em lei, com objetivo, inclusive, de preparar esses apenados para a volta ao convívio social, o que fatalmente acontecerá com a grande maioria deles”, observa o diretor Adriano Jácome.

Festival do Caranguejo volta a agitar Canavieiras

Domingos Matos, 11/09/2017 | 21:22

O Centro Histórico e praias de Canavieiras serão palco de um festival de dar água na boca. De 11 a 15 de outubro, o município sul-baiano sediará o Festival do Caranguejo, com feira gastronômica, nomes da música brasileira, degustação de pratos típicos, artesanato, aulas-show com chefs, workshops, palestras e concursos temáticos.

Parte do festival acontecerá na praia, onde será montado o caranguejódromo, com barracas credenciadas, palcos e competições. Na área do Centro Histórico de Canavieiras, serão realizados os concursos Miss Caranguejo e Masters Chefs. Nessa área, além de toldos e barracas, haverá bares e restaurantes credenciados pela organização do festival.

Além oferta de pratos como bolinho de puã, puã a milanesa, puã recheada, casquinha de caranguejo, moqueca e caranguejo ao molho, ainda haverá espaço para debate científico e capacitação para a comunidade envolvida na comercialização do produto. Ações de conscientização para a preservação da espécie também terão espaço na programação.

De acordo com a organização, haverá sorteio de pratos típicos e premiações entre as barracas. Serão ofertadas algumas premiações para as catadeiras mais antigas e para a melhor estória de pescador. O Festival atenderá a todas as idades de públicos e a todos os nichos de mercados, com participação de todo o trade local, além de envolver barracas de praias, baianas de acarajé. A decoração será totalmente voltada para a proposta ambiental e o respeito ao propósito de sustentabilidade e conservacionismo. (Via Pimenta)

Conjunto Penal de Itabuna define início do ano letivo de 2017

Domingos Matos, 11/02/2017 | 12:26

Durante reunião com representantes das redes estadual, municipal e do Todos Pela Educação (federal), a direção do Conjunto Penal de Itabuna (CPI) definiu o início das aulas para o próximo dia 19. A matricula das turmas 2017 estão sendo finalizadas, mas já há a expectativa de um número recorde de estudantes nas diversas modalidades oferecidas pelas três redes.

De acordo com Yuri Damasceno, gerente operacional da Socializa, empresa que administra o CPI em regime de co-gestão com a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (Seap), todo apoio será garantido por parte da empresa, para que as aulas transcorram de maneira tranquila, segura e com o conforto necessário para os profissionais e educandos.

A reunião foi coordenada pela pedagoga Maria Miranêz Santana, coordenadora pedagógica do Colégio Estadual de Itabuna, escola-matriz do anexo do CPI, e teve a participação, além do corpo docente que atua na unidade, de um representante do Ministério Público – Felipe Setenta, da 13ª Promotoria – e do diretor-adjunto (Seap) Bernardo Cerqueira Dutra.

Entre as demandas apresentadas pelos representantes das três redes, estão a adequação acústica nas salas de aula, instalação de ventiladores e adequação dos procedimentos de segurança e de serviços sociais. “A Socializa busca a excelência na prestação dos serviços de gestão prisional, e entende que a educação, assim como demais atividades de ressocialização, que também oferecemos. Não mediremos esforços para garantir toda a estrutura necessária para que tenhamos cada vez maior êxito”.

Cursos

No final de janeiro (dia 28) ocorreu a formatura da turma de Corte e Costura (foto). Além desse, também são oferecidos cursos de serigrafia, cabeleireiro, manicure, marcenaria, artesanato entre outros. Há também na unidade o oferecimento de um curso do idioma Italiano, ministrado por um interno dessa nacionalidade. Todos são certificados e cumprem o que preconiza a Lei de Execuções Penais, em relação à remição e garantia de direitos.

“Prisão preventiva virou instrumento de política pública de segurança”

Entrevista - Marcos Bandeira, juiz aposentado

Domingos Matos, 23/01/2017 | 12:03

“Todos nós, pobres mortais, não estamos imunes à prisão”

Marcos Antônio Santos Bandeira, juiz aposentado, atuou em Itabuna na Vara do Júri, Execuções Penais, além da de Infância e Juventude e dos Delitos de Imprensa. Aposentou-se recentemente, na Vara da Infância. Marcos Bandeira, hoje advogado, em sua passagem pela Vara das Execuções Penais foi um dos responsáveis pelo que hoje boa parte da população entende como um avanço na relação do encarcerado com a sociedade, especialmente a partir da instalação do Conselho da Comunidade, previsto na Lei de Execuções Penais e estimulado por ele, em parceria com a Pastoral Carcerária, da Igreja Católica.
Nessa entrevista, concedida ao jornalista Domingos Matos para O Trombone e o jornal Agora, Bandeira joga luzes sobre problemas que todos conhecem, mas ignoram suas origens. Por exemplo, como se dá a superlotação que origina a guerra entre facções, que aterrorizam Itabuna e todo o país. Está, em grande parte, na banalização do expediente da prisão preventiva. “Os juízes criminais, de uma forma geral, passaram a utilizar a prisão preventiva como instrumento de política pública de segurança. Hoje, mais de 44% dos presos brasileiros são presos provisórios, ou seja, não foram julgados”.

Leia a íntegra.

O Trombone – O senhor teve uma experiência na Vara do Júri e de Execuções Penais em Itabuna que marcou época. Fale dessa experiência.

Marcos Bandeira – Quando assumi a titularidade da Vara de Execuções Penais de Itabuna de em janeiro de 1998 eram quatro em um, ou seja, a Vara tinha competência para as demandas do Júri, Execuções Penais, Delitos de Imprensa e Infância e Juventude. Naquela época não havia Presídio e todos os presos provisórios e condenados ainda em grau de recurso permaneciam na Casa de Detenção de Itabuna, situada no Complexo Policial. Somente os presos condenados definitivamente eram encaminhados para a Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador. As condições eram precárias, diria, péssimas. Pessoas sem qualificação alguma, já naquela época, tomavam conta de presos. Também, já naquela época, formavam-se lideranças dentro do cárcere, mas ali os presos reivindicavam melhores condições dentro da cadeia, e não havia o formato ou características das gangues de hoje (raio A, raio B entre outros), como ocorreu nos presídio de Salvador com as gangues de Perna e do Cláudio Campana, que loteiam toda a cidade, disputando o poder, principalmente as bocas de fumo.

Foi aí que surgiram as primeiras ações baseadas na Lei de Execuções Penais.

Sim. Na época, diante da situação caótica da Casa de Detenção de Itabuna, criamos o Conselho da Comunidade, previsto na Lei de Execuções Penais, derrubamos paredes e criamos duas salas de aulas com cerca de 40 detentos em cada uma, e passamos a fazer o que o Estado não fazia e nunca fez. Fizemos um convênio com a TV Futura e com a Fundação Helenilson Chaves, que nos cedeu gratuitamente duas professoras, para ministrar aulas para os detentos. Além disso, colocamos em cada cela filtros de água, colchões e outros utensílios, dando um pouco de dignidade aos presos que ali estavam. Havia cursos profissionalizantes e de artesanatos, além de aula de educação física. Toda terça-feira recebia os membros do Conselho da Comunidade e estabelecíamos ações e metas e, assim, conseguimos humanizar “aquilo”, coibindo, principalmente, a tortura, que era muito comum na época. Nesse período não houve uma rebelião ou fuga, inclusive, criamos uma seção eleitoral na Casa de Detenção, onde 51 presos provisórios votaram nas eleições do ano 2000, fato inédito no interior da Bahia.

O presídio trouxe organização onde imperava o descontrole”

No início de seu trabalho ainda não havia sido construído o Conjunto Penal.  Qual a diferença entre os presos que eram custodiados na cadeia pública e os do presídio, hoje?

O sonho e a realidade. A construção do Presídio de Itabuna foi uma luta hercúlea de muitos anos. Aqui, gostaria de destacar, se me permite, a figura incansável e destemida do Dr. David Pedreira, representante da Pastoral Carcerária, que foi um grande parceiro e que por diversas vezes estivemos juntos em Salvador no gabinete do Secretário de Justiça, reivindicando a construção do Conjunto Penal de Itabuna. Ele tem uma grande participação na concretização desse sonho. O presídio, na verdade, trouxe organização, profissionalismo, controle, onde imperava a desordem e o descontrole total. Foram recrutados agentes penitenciários, nutricionistas, assistentes sociais e outros profissionais, indispensáveis para trabalhar com o custodiado.

Em tese, seria o sonho de qualquer sociedade desenvolvida. A realidade veio com a superlotação?

Durante o período que presidi a Vara de Execuções Penais nunca ultrapassamos o número de 440 detentos, que é a lotação máxima do Conjunto Penal de Itabuna. Hoje, sabemos que existem cerca de 1.200. Na verdade, inauguramos a sala de audiências do Conjunto Penal de Itabuna e realizávamos por mês dois mutirões – audiências concentradas – dentro do presídio. Começávamos por volta das 9 horas e só acabávamos às 21 horas, em regra, apreciando cerca de 70 a 80 processos de presos em cada mutirão. Isso evitava revoltas e insatisfações internas dos custodiados, pois os seus direitos à progressão do regime, à remição de pena, ao livramento condicional, quando preenchiam os requisitos, eram respeitados. O sentimento de injustiça em qualquer lugar gera revolta e pode desencadear ações violentas, principalmente, no interior do cárcere.

O senhor vê atuação do crime organizado, ao menos as grandes facções, no presídio e na criminalidade em Itabuna, ou esse sistema de divisão da cidade em "raios" apenas repete a divisão dos internos no presídio, sem ligação com as grandes organizações?

Na verdade, a liderança de facções em presídios não é uma particularidade de Itabuna, infelizmente está espraiada por todo o Brasil. O encarceramento em massa no Brasil passou a ter uma maior visibilidade a partir da década de 90, quando a prisão, como punição por excelência, passou a ser a grande resposta para a resolução dos conflitos sociais. O Brasil, hoje, é a 4ª população carcerária do planeta, só perde para os Estados Unidos, Rússia e China. Os juízes criminais, de uma forma geral, passaram a utilizar a prisão preventiva como instrumento de política pública de segurança. Hoje, mais de 44% dos presos brasileiros são presos provisórios, ou seja, não foram julgados. Isso tudo explica a superpopulação carcerária e o descontrole do Estado nessa seara. Na verdade, creio que muitos detentos oriundos da Lemos de Brito em Salvador trouxeram para Itabuna o que acontecia naquela penitenciária e na Casa de Detenção, que eram comandadas pelo assaltante Perna, Pitty e por Cláudio Campana, que passaram a fatiar Salvador.

Olhando para a crise vivida hoje no Brasil, essa questão do controle dos presídios por facções parece um problema irradiado, como o senhor destacou...

O grande problema é que essa “liderança” sempre foi tolerada pelo Estado, havendo assim uma espécie de pacto para que esses líderes controlassem a massa carcerária, evitando violências, tendo em contraprestação o reconhecimento da sua liderança e determinadas regalias. Acontece que dentre essas regalias, o acesso ao telefone celular e a comunicação com o mundo exterior, empoderaram as lideranças prisionais, que perceberam que a prisão é um excelente local para ganhar dinheiro e aumentar o seu poder. Assim, aconteceu em Itabuna, com a divisão dos raios e a disputa por pontos de drogas em várias partes da cidade. Existe uma ordem que vem lá de dentro para eliminar o inimigo e essa ordem é cumprida fielmente pelos seus asseclas. O Estado infelizmente perdeu o controle. Isso explica também a matança no Amazonas e em Roraima.

“A reincidência, segundo pesquisa recente, está na ordem de 70%”

Como juiz, o senhor foi um defensor da aplicação da Lei de Execuções Penais, o que, para muita gente, soava como um conjunto de benesses aos presos. Soltou presos que não precisavam mais estar encarcerados, levou assistência jurídica e chegou a criar uma relação da cadeia com a sociedade que não era comum. Como avalia essa percepção de parte da sociedade?

Não vivemos, embora pareça, num Estado autoritário ou inquisitorial, mas sim num Estado Democrático de Direito, onde os direitos e as garantias individuais de cada cidadão devem ser respeitadas, esteja ele preso ou não. Como juiz de Execuções Penais, nada mais fiz do que cumprir a minha obrigação, sendo guardião dos direitos constitucionais dos encarcerados. Nunca passei a mão na cabeça de ninguém e jamais fiz caridade a preso. Sempre pautei minha jurisdição pelo primado da legalidade e fui guiado em minha ações pelo sentimento de justiça e pelos valores elencados na Constituição Federal. Se alguém enxergou alguma benesse nesse trabalho certamente desconhece a lei ou o meu trabalho.

Vê algum fruto desse trabalho nos dias de hoje?

Como disse, o grande elo entre os encarcerados e a sociedade foi o Conselho da Comunidade que criamos na Vara de Execuções Penais e que funcionava efetivamente. É muito difícil falar em ressocialização num contexto prisional de Itabuna, é como tirar leite de pedra, diante da violência provocada principalmente pelo tráfico de drogas, onde muitos foram eliminados, entretanto, já tive a oportunidade ver vários daqueles detentos da época que presidi a Vara de Execuções de Itabuna trabalhando, constituindo família e totalmente integrados à sociedade. É verdade que muitos reincidiram na prática criminosa.

O encarceramento no Brasil cumpre as funções da pena - punitiva e educativa?

Absolutamente, não [enfatizando]. Como falei anteriormente o Estado Brasileiro perdeu as rédeas do controle no interior dos cárceres para as lideranças de gangues ou facções criminosas. Os líderes, com a tolerância do Estado, comanda tudo e exerce o seu poder a partir da prisão. Como disse Michel Foucault “a prisão é o único lugar onde o poder pode se manifestar em estado nu, nas suas dimensões as mais excessivas, e se justificar como poder moral”. Esse poder é sustentado evidentemente pela violência e pelo medo. Logicamente que o sistema prisional do Brasil está falido, não ressocializa. Pelo contrário, o indivíduo que cometeu um único delito e que não possuía antecedentes, de repente, ao interagir no interior dos cárceres com presos da mais alta periculosidade e com esses “lideres”, acaba ingressando nas carreiras criminosas quando sai do cárcere. É o que diz a escola criminológica “labelling approach”, que explica os processos seletivos de criminalização. Como se sabe, a reincidência com relação às penas privativas de liberdade, segundo pesquisa recente, está na ordem de 70%, constituindo, sem dúvida alguma, numa grande vertente da violência urbana.

O Brasil ficou horrorizado com o que aconteceu em Manaus e Roraima e já em outras partes, nas últimas semanas. Eram tragédias anunciadas, levando em conta a situação carcerária no País?

Sem dúvida alguma foram tragédias anunciadas. Evidentemente que o genocídio choca sempre, mas sempre haverá alguém, como aconteceu com um então Secretário de Juventude do governo Temer, que chegou a dizer que deveria haver mais matança, o que denota uma total indiferença e desumanidade. O grande problema dessas pessoas é que sempre enxergam o outro nessas condições como “inimigo” e a partir daí declaram abertamente “eles que se matam”. Eu respeito a opinião, mas lembro que todos nós, pobres mortais, não estamos imunes a prisão ou a ter algum parente, filho, irmão, amigo encarcerado. Talvez, a partir dessa experiência, conhecendo a realidade carcerária, mude seu ponto de vista. O que eu quero dizer é que todo cidadão preso à disposição da Justiça, seja provisório ou condenado, tem o direito à vida e a cumprir a sua pena em local minimamente digno, que lhe proporcione as condições para superar as suas dificuldades e voltar a conviver pacificamente na sociedade. É como penso.

“A família deve voltar à sua vocação de instância educadora”

Voltando à relação da sociedade com a cadeia. O que falta para que a sociedade veja o encarcerado como ser humano, cuja vida e segurança estão sob a guarda do Estado

Acho que falta ainda à sociedade esse sentimento de empatia e de compromisso. Fiquei muito comovido diante de uma tragédia como aquela do avião da Chapecoense, quando vi manifestações de afeto e de solidariedade de todo o mundo, que me fez acreditar que sempre haverá uma centelha divina no coração do ser humano, que muitas vezes é ocultada ou obnubilada pela rotina do dia a dia. Todavia, acho que os empresários e os banqueiros deveriam investir mais em projetos sociais que fossem capazes de reduzir um pouco mais a nossa gritante desigualdade social, principalmente assistindo crianças e adolescentes. A família deve voltar à sua vocação de instância educadora e a escola deve se adaptar às novas exigências e tecnologias, atraindo o aluno e o mantendo em suas fileiras.  Quando a educação for prioridade neste país, quando crianças e adolescentes forem vistas como investimento, e não simplesmente como problema, quando oportunizarem aos jovens o mercado de trabalho, quando as empresas assumirem o seu papel de responsabilidade social, quando o Estado respeitar os direitos e garantias individuais do cidadão, quando os gestores atuarem com probidade e espírito público, implementando políticas públicas, quando as penas alternativas forem efetivamente aplicadas, certamente o cárcere, a prisão, será uma exceção e reservada somente para os casos extremamente graves, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa humana.

Concurso Beleza Negra na programação do Novembro Negro

Domingos Matos, 19/11/2016 | 10:34

O coletivo de Entidades Negras de Itabuna realiza, desde o dia 16 até o dia 20, o Novembro Negro, em homenagem aos 321 anos da morte de Zumbi dos Palmares.

De acordo com Walmir do Carmo, militante do movimento negro, “esse evento é fruto da uma construção coletiva, a partir das demandas de cada entidade envolvida no coletivo, que tem em comum o desejo de celebrar e discutir a memória de um dos ícones da luta  pela igualdade racial”.

A programação tem oficinas, exposições,  roda de conversa, sarau, peça teatral, filmes, visita ao monumento a Zumbi e o Concurso Beleza Negra, que ocorree hoje, na Usemi, às 19 horas.

Confira na programação o que rolou e o que ainda pode ser conferido:

Dia 16 – 19 horas

Noite do Tambor – Apresentações Culturais na Praça Laura Conceição com as Comunidades Tradicionais de Matriz Africana

De 17 a 19 –  Espaço Mário Gusmão

Feira de Artesanato – Associação Itabunense de Artesãos – AIART

I Mostra Fotográfica do Ponto de Cultura Associação do Culto Afro Itabunense – ACAI/Projeto Cultura em Ação

Dia 17 – 9 horas – Espaço Mário Gusmão

Fórum de Agentes e Gestores Culturais do Litoral Sul

14 horas – Centro de Cultura Adonias Filho

Mostra Audiovisual, Cineclubista – Cine Debate Mário Gusmão

Dia 18 – 14 horas – Auditório do SIMPI

Oficina de Dança Afro: “ Os Quatro Elementos” – Corpo e Ancestralidade

19 horas – Espaço Mário Gusmão

Roda de Conversas – Povos Tradicionais de Mariz Africana: “Acesso ao Direito ou Direito ao Acesso?”

Outras Atividades:

Dias 16 a 17 – Semana da Diversidade

Complexo Integrado de Educação de Itabuna –  CIEI

Dia 16 –  das 10 as 11:30 Horas

Oficinas Temáticas sobre Diversidade : Empoderamento  da menina negra e estética

16 horas – Centro de Cultura Adonias Filho

Espetáculo Anjo Negro: A Memória de Mário Gusmão

Direção Egnaldo França

***

Dia 19 – 19 horas – Centro de Cultura Adonias Filho

Espetáculo de Dança Afro Contemporânea: “Saga de Guerreiros”

20 horas – USEMI

Concurso Beleza Negra – direção Walmir do Carmo, coordenação:  Luzia Lima

Entrada 1 kg de alimento não perecível

Dia 20 – 14 horas  – Praça Olinto Leone

Sarau Kizomba de Resistências

16 horas – Visita ao Monumento a Zumbi dos Palmares

Avenida Princesa Isabel, próximo a Prefeitura

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 12/06/2011 | 18:44
Editado em 14/06/2011 | 12:52

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Programas governamentais I

A Presidente Dilma lançou o programa “Brasil Sem Miséria”, voltado para erradicar a pobreza absoluta em quatro anos. Já a Bahia – pelo ínclito idealista Jacques Wagner – pretende o “Professores na Miséria”.

No topo da lista dos miseráveis os das universidades estaduais, considerados ricos pelo Governador, tanto que não lhes pagou nem os dias trabalhados de abril, antes de entrarem em greve.

No primor das augustas pretensões Sua Excelência – também garoto propaganda de lâmina de barbear – benevolente anuncia a possibilidade de aumento de até 18% nos contracheques, condicionado ao congelamento por quatro anos.

Programas governamentais II

Embevecido com a própria imagem, afagado pela reeleição, fortalecido pela propaganda oficial, quer fazer-nos esquecer que somente para o ano vindouro o aumento do salário mínimo alcançará no mínimo 13%.

Na Bahia de Jacques Wagner professor universitário não tem direito nem à reposição equivalente ao mínimo.

Como o ilustre não é analfabeto só Freud para explicar.

Imagem maculada

Não conseguirá o Governador Wagner sair-se bem do movimento desencadeado pelas estaduais. Segurou, mas não evitou que a sociedade conhecesse a infausta proposta, de congelar salários dos professores.

A força da realidade falou mais alto. E por mais que o remendo seja posto, aceitar propostas grevistas revela que os docentes tinham razão.

O artigo de Manuela Berbert que circulou na blogosfera diz bem: “Que vergonha, Governador!”

Itororó

A aliança anunciada com pompa e circunstância entre Edineu Oliveira e Marco Brito não tem encontrado respaldo entre seus liderados. O barco está furado e migram lideranças para o PT. Recentemente, Amauri do SINSERV (sindicato dos servidores públicos locais), do PSDB, e sua mulher, Neta (do DEM) aliaram-se ao Prefeito Adroaldo (detalhes em www.itororoja.blogspot.com).

No fundo da panela, se a aliança Edineu/Marco não vai bem das pernas, o PT de Itororó, como o partido no geral, não aguenta ver PSDB e PFL/DEM. E haja cargos para satisfazer as novas alianças. Ou recursos para futuras campanhas.

Amauri, por exemplo, pretende candidatar-se a vereador em 2012.

A versão que interessa

A cobertura televisiva – com destaque para a Globo e a Bandeirantes – fizeram da decisão do STF sobre Battisti um cavalo de batalha (o da Band beirou a mediocridade e ignorância jurídica concentradas). Visível a intenção de tributar ao Presidente Lula a “(ir)responsabilidade” pela permanência do ativista no Brasil como agressão ao estado nacional italiano.

A ignorância – com claros objetivos políticos – apenas buscou ouvir os interessados na versão de que o tratado de extradição entre Itália e Brasil fora desrespeitado pelo ex-presidente, o que levaria à “desmoralização” do Brasil no cenário internacional.

Ninguém lembrou que a Itália negou extraditar um general argentino, pedido regularmente encaminhado pelo país portenho e legitimamente negado. Como o fez o Brasil.

Detalhe: a mesma histeria e indignação não foi vista quando o STJ invalidou a prova colhida na Satiagraha, praticamente absolvendo Daniel Dantas.

A verdade omitida I

Não estava em julgamento a extradição de Battisti – esta já o fora – mas a Reclamação do governo italiano, considerado no julgamento parte ilegítima para discutir searas internas de outro país. No caso, intervenção em decisão soberana proferida por nação estrangeira. O que estava em discussão era a valia ou não do princípio da soberania e não o mérito da extradição em si, fato que já fora decidido.

Caberia, aos críticos movidos à paixão política, verificar se o ex-presidente desrespeitou o Tratado de Extradição. O que não correu, em tese, basta que seja lida e interpretada a disposição inserta no artigo III do Tratado, que relaciona os casos em que “a extradição não será concedida”, onde a letra “e” estabelece: “ Se o fato, pelo qual é pedida, for considerado, pela parte requerida, crime político”.

A verdade omitida II

Quando o STF entendeu, em análise jurídica, cabível a extradição, transferiu para o Presidente da República a decisão política, prevista no Tratado. Portanto, se o quisesse no plano apenas jurídico o Supremo determinaria a extradição. No plano político – a decisão do Presidente – legitimada pelas convenções internacionais entendeu existir caráter político nos crimes praticados por Battisti e negou a extradição.

A interpretação subjetiva do que é ou não crime político cabe ao Presidente e não ao Judiciário. Essa decisão política, se correta ou não, não pode mais ser alcançada pelo mesmo objeto da relação decidida pelo Supremo.

O que o governo italiano pretendeu foi atropelar uma decisão irrecorrível no plano interno.

Retaliação

Há muito não se via tanta ameaça a um estado soberano como a que ocorreu ao Brasil no caso Battisti. A Itália ameaçou retaliar economicamente, não votar pelo ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. A mais recente, boicotar a vinda de italianos para a Copa do Mundo. A isso se chama chantagem.

Talvez se a Itália não houvesse ameaçado tanto o Brasil e Battisti estaria cumprindo pena na Itália.

Uma indagação ainda necessária: como tem agido a Itália em relação aos brasileiros que tentam nela entrar?

De nossa parte não compraremos nenhum veiculo fabricado pela FIAT. Retaliação é isso.

Pérola

bessinha batisti“Quando existe um homicídio, alguém morreu”. A intervenção do Ministro falastrão Gilmar Mendes, aquele dos habeas corpus para Daniel Dantas, ao interromper o voto do Ministro Ayres Brito no caso Batistti cabe muito bem no alfarrábio de quem não sabe o significado das palavras a ponto de exercê-las na forma redundante.

Afastada a derrota de seu ponto de vista – gastou precioso tempo para alimentar a mídia com a afirmação de que Lula desrespeitou o Direito Internacional – a pérola do Ministro nos remeteu a uma palavra que tem origem francesa – lapalissade – para designar qualquer afirmação que se limita a uma evidência.

Para os franceses, no entanto, “...est une affirmation ridicule ênoçant une evidence perceptible immédiatement...”. Que cai como luva no expressar do Ministro.

Para nós não só “ridícula”, como imprópria em ambientes como a Corte Maior da República.

Mas, como diria Tormezza: “É o que dá conversar demais”.

Coisas da Globo

Parece que grande era somente o chinês e aqueles “músicos brasileiros” coadjuvantes menores. Para quem assistiu o Bom Dia Brasil de quarta 8 e lera DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 29 de maio (A Irreverência) ficou sem entender por que o programa fez matéria ao final se referindo ao pianista chinês Lan-Lang em apresentação realizada em Londres  ao lado de “músicos brasileiros”.

Para quem quiser rever o citado DE RODAPÉS verá que a verdadeira apoteose ocorre para a orquestra, pelo conjunto da obra, enquanto executa Zequinha de Abreu (Tico-Tico no Fubá) de forma irreverente e inusitada.

E aqueles “músicos brasileiros”, nada mais nada menos que a Orquestra Juvenil da Bahia, omitida na matéria.

Da  Globo uma contribuição ao “complexo de vira-lata” de que falava Nelson Rodrigues.

O STJ comprova

Considerando a Operação Satiagraha irregular por haver se utilizado de agentes da ABIN – porque atuou “oculta” segundo o relator Ministro Jorge Mussi – abre-se a temporada para invalidar inquéritos e apurações policiais que tenham se utilizado de algum expediente “oculto”, ainda que com autorização judicial. A considerar a decisão do STJ nesta terça 7, por 3 votos a 2, doravante a investigação precisa ser às claras, possivelmente telefonando para o infrator – se for rico e poderoso – marcando hora para investigá-lo etc.

Detalhe: o vil mortal, preto, pobre e prostituta não será alcançado pela interpretação pretória por faltar-lhe um requisito: dispor de um advogado de alto coturno, daqueles que advogam para os Daniel Dantas e Abdelmassy etc.

Ou seja, condenação – prisão nem se fale, é crime de lesa Pátria – está destinada à base da pirâmide social, ainda que se limite ao que furte galinhas ou sabonetes em supermercado.  

Não esquecer que o próprio Daniel Dantas disse temer somente a instância inferior, porque as altas cortes não lhe trariam problema. O que vai se confirmando.

Reações à mudanças

Não à toa a classe advocatícia se levanta contra a PEC de Peluso, aquela que inviabiliza a ação das grandes bancas de advogados no ramerrão do dia a dia libertando ricos. Para Peluso a condenação em segunda entrância fará transitar em julgado a sentença, sem prejuízo dos recursos para instâncias superiores. Com um detalhe: condenado poderá recorrer, desde que permaneça preso até solução final.

Que horror!

Hoje como ontem

Por essas e outras, permanece vivo o expressado por Rui Barbosa em discurso no Senado em 1914: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Protesto

O protesto de deficientes visuais, três mulheres de Buerarema, que enfrentaram a empresa que detém o monopólio do transporte na região, apresenta uma dicotômica realidade: a busca de um direito estabelecido em lei (para elas) e o não cumprimento da lei por ausência de regulamentação (para a empresa).

O cidadão comum dirá apenas: falta bom senso.

Para não dizer espírito de caridade cristã. Não no sentido de transferir recursos através de esmolas, mas de aplicar uma das lições da Parábola dos Talentos: o que temos é dádiva de Deus para ser multiplicada e posta a serviço do semelhante.

Ainda que saibamos que o ideário capitalista não seja dado a tais firulas.

Escândalo I

O TROMBONE vem denunciando a FICC, pelo escabroso e amador expediente por ela utilizado para privilegiar pessoa previamente escolhida para receber mensalmente 1.500 reais enquanto os demais vis mortais terão 650 reais.

Não temos conhecimento de que qualquer atitude para suspender o criminoso expediente tenha sido tomada pela administração municipal, que alardeia premiada transparência.

Ao que parece o famigerado Edital 002/2011 nem mesmo foi publicado.

E a imprensa muda e calada! Por que?

Escândalo II

Desde sábado 4 O TROMBONE – com “Estripulias de Algum Menino Grapiúna” – iniciou atividade jornalística investigativa de primeira qualidade ao descobrir e “perseguir” a realidade que os fatos apresentavam, diante das dúvidas deixadas pelo Edital 002/2011, da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania-FICC.

Como sinalizara a editoria, estranho que, para “realização de Processo Seletivo Simplificado para contratação, por prazo determinado, por necessidade temporária de excepcional interesse público”, visando a admissão de 35 Professores para diversos cursos (de Capoeira a Ballet, de Violão a Dança, de Bateria a Teclado e Flauta, de Artesanato e Bordado a Teatro etc.), uma inusitada distorção salarial privilegiasse somente uma das atividades (com 1.500 reais mensais) enquanto as demais com 650.

Para tanto, desconfiara O TROMBONE, o Edital datado numa sexta-feira, encerrando inscrições na terça seguinte, parecia que nem mesmo fora publicado e visava, por dedução lógica, beneficiar alguém.

Descoberta

Na esteira da investigação O TROMBONE não só confirmou que o Edital 002/2011 não fora publicado, como até descobriu o(a) provável beneficiado(a) da maracutaia armada nos porões da FICC, que guarda a sete-chaves.

Um escândalo, não pela dimensão financeira envolvida – que a administração municipal tem vivenciado outras pérolas – mas pela imoralidade cometida sob responsabilidade administrativa do Presidente da FICC, o poeta e contista Cyro de Mattos.

Atitude que falta

De nossa parte pusemos em dúvida se Cyro de Mattos efetivamente subscreveu o indigitado edital.

No entanto, a gravidade do assunto remete a duas conclusões imediatas: ou Cyro de Mattos participou da armação (continuamos não acreditando) ou não exerce o controle administrativo da FICC a ponto de permitir ou aceitar tais desmandos.

Como não houve até agora iniciativas de reversão do absurdo se transforma em confissão.

Caso de exoneração sumária.

Gasolina e fogo

Dilma parece ter mandado um recado: quem governa, comanda e decide é ela. Desagradou a gregos e troianos (PT e PMDB) ao substituir Palocci.

A turma anda circulando no Palácio do Planalto munida de gasolina e fósforos.

Pode retardar iniciativas depois do levantamento do Datafolha realizado na quinta e na sexta, divulgado no dia 11, onde o Governo da Presidente está com 49% de bom e ótimo, ante 47% em março.

Mas cautela nunca fez mal a ninguém. Especialmente quando alguém espreita com gasolina e fósforos.

Vane

Seria um gesto de grandeza de Geraldo Simões – citado pela circunstância de comandar e dominar o PT em Itabuna – se admitisse a candidatura de Vane.

Para nós, Vane candidato a prefeito só através de outra sigla.

Ampliando a divisão do PT local. Por causa da intransigência de Geraldo.

Zélia Lessa

O nome da professora Zélia Lessa, ícone da história da música em Itabuna – o “Cantores de Orfeu”, por ela fundado, está em atividade desde 1955 – se fez presente no noticiário. Não pelos méritos da ilustre itabunense, mas pelo demérito da ação municipal que iniciou a demolição do espaço que leva o seu nome.

A “Sala Zélia Lessa” não é simples homenagem à professora do mais antigo coral desta terra, mas o nome dado a um espaço criado para o exercício das artes, em particular o teatro, fato ocorrido em 1986, quando o então prefeito Ubaldo Dantas, atendendo aos reclamos da classe artística local o construiu e nomeou-o com o da mestra de “Rapsódia Grapiúna”.

Sala Zélia Lessa

O espaço, que dispõe de 120 lugares, referência nos anos 86, 87 e 88, se encontrava desviado de sua função primordial por falta de políticas públicas para a cultura, em que pese a luta de artistas locais para a sua reativação.

O Zélia Lessa recebeu nomes como Jurema Penna, Jorge Araujo, Eduardo Anunciação, Carlos Betão, Ederivaldo “Bené” Benedito, Jackson Costa, Eva Lima, Mário Gusmão, José Delmo, Ramon Vane entre muitos.

No tempo em que nomes que se destacavam nacionalmente (Mário Gusmão, Jurema Penna) amparavam uma gama de jovens ativistas das artes e do teatro.

Indignação

jackson costaVozes se levantam contra a ignomínia. Artistas, intelectuais, estudantes e políticos esperam uma decisão do Prefeito José Nilton Azevedo para reverter o estado em que se encontra o espaço Zélia Lessa.

Um povo sem memória, não constrói sua identidade cultural. Sem identidade não há o que registrar como História.

Que se escute o ator Jackson Costa indignado com o descalabro:

“É uma pena que o Auditório Zélia Lessa passe por essa destruição. Todo tempo é tempo de construir. E o teatro é um tesouro milenar que serve pra iluminar, entreter, educar, encantar...Teatro é lugar de profunda reflexão.
Na sala Zélia Lessa, eu praticamente (como ator) nasci e várias vezes ali vivi, momentos de grande emoção.
Ali eu vivi Sebastião do Souto, da peça "Calabar" (de Chico Buarque e Ruy Guerra), junto com Betão, Eva Lima, Ramon Vane, Marcos Cristiano, Adriana Dantas, Weldon Bitancurt, Jeferson Blue, Zé Henrique, Marcelo José, Dedé, André, Juan Nascimento, o mineiro Roberto O'hara e outros que agora não me lembro”.

Desagravo

A iniciativa da OAB de promover uma sessão de desagravo ao advogado Andirlei Nascimento pode ser ponta de iceberg se forem aprofundadas as informações que temos envolvendo os magistrados causadores do embate entre o Judiciário e a organização classista.

A personalização magistrada se dilui quando se apura a verdade e ainda se ampara apenas no corporativismo judiciário.

São João I

O cantor e compositor Chico César, atual Secretário de Cultura da Paraíba, tem assegurado que não vai patrocinar o que denomina de “forró de plástico”, executado por grupos musicais que se utilizam da tradição nordestina para vender seu particular peixe, não tão gonzaguiano. Detalhes em www.advivo.com.br de 19 de abril.

A determinação de Chico César protege um componente hoje pouco levado a sério: a tradição junina. Que tem sido confundida com a utilização dos mais variados expedientes que dela se apropriaram para fins de faturamento.

São João II

Particularmente temos denunciado a existência de um conflito, muito presente em nossos festejos juninos: o São João “tradição” versus São João “produção”. Não o licor, mas a cerveja; mais axé e sertanejo e menos forró e xote.

Na esteira dessa apropriação indústrias de cerveja “patrocinam” festas e impõem o consumo de sua marca.

E a sanfona, triângulo e zabumba perdem espaço para a “banda” ou a “dupla sertaneja” de sucesso.

Lançamento

Na terça 7, Dr. Teobaldo Magalhães lançou “Os 5 Segredos para a Saúde”, no  Hotel Tarik, às 19 horas.

Um dos mais concorridos e bem programados eventos do gênero.

Prefeitura Transparente

Considerando a responsabilidade decorrente da premiação recebida, insistimos para que a Prefeitura de Itabuna disponibilize dados, apure e puna  o que está acontecendo na FICC.

Rosemberg Pinto

As vaias recebidas pelo deputado o foram durante fala no “Pensar Cacau”, no Centro de Cultura Adonias Filho, no dia 27 de maio

Retornamos para responder ao amigo leitor que nos cobrou a omissão.

A Câmara de Itabuna está afundando

Literalmente. O prédio onde funciona a Câmara apresenta inclinação, que está próxima de 5 centímetros. No afã de construir o Governo Ubaldo promoveu-o sobre terreno pantanoso, que não está suportando o peso da construção.

O afundamento que o leitor imaginou é outra coisa. Quando a Polícia Federal aprofundar as investigações sobre certos empréstimos consignados.

Paulo Magalhães e o PSD

Ouvimos do Deputado Paulo Magalhães que dele era o controle do PSD para Itororó, razão por que buscava o ex-prefeito Edineu Oliveira para assumi-lo na Terra da Carne do Sol.

O Políticos do Sul da Bahia nesta sexta 10 afirmou que o Prefeito Adroaldo fica com o PSD.

Não há informação de que o Deputado tenha perdido o PSD, tampouco que Adroaldo tenha como aliado o ex-demista/pefelista Paulo Magalhães.

João Gilberto

Nos oitenta anos do baiano João nascido aos 8 de junho o toque instrumental de Aderbal Duarte, que transcreve a obra gilbertiana por escolha do próprio. A propósito, “João Gilberto por Aderbal Duarte”, pinceladas deste escriba, no Luis Nassif Online do www.advivo.com.br de 11 de junho.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoInsistiam na discussão envolvendo a possibilidade de cobrança de honorários profissionais. Alencar Pereira acompanhando, enquanto serve um ou outro. O acerto da verba honorária mais se atinha a um brincar depois que determinado tema exigiria, como saída, o ajuizamento de demanda e um advogado presente propusera cobrar 50% enquanto o outro admitia 20%.

A brincadeira já se estabilizara na redução de 50% para 40% e aumento de 20% para 30%, quando alguém que acompanhava a galhofa provocou a intervenção do Cabôco:

– E aí, Cabôco, o que você diz?

– É, Cabôco – dirigindo-se ao que propusera 50% – você não pode ultrapassar os limites da contravenção – aludindo ao percentual pago pelos bicheiros aos cambistas.

 _________________

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 05/06/2011 | 15:00
Editado em 05/06/2011 | 16:19

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Armação

O TROMBONE de sábado 4 – “Estripulias de Algum Menino Grapiúna” – descobriu uma inusitada pérola, ao levantar uma série de dúvidas em torno Edital 002/2011, Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania-FICC para “realização de Processo Seletivo Simplificado para contratação, por prazo determinado, por necessidade temporária de excepcional interesse público”, que promove quase à sorrelfa a admissão de 35 Professores de Capoeira, Ballet, de Violão, de Dança, de Bateria, de Teclado, de Flauta, de Artesanato, de Teatro, de Bordado etc

Os questionamentos de O TROMBONE põem em dúvida a credibilidade da seleção e alimentam a certeza de que algo cheira muito mal. Não só os prazos para inscrições, como o denuncia o texto (VER), de exíguas três manhãs úteis, iniciados numa sexta-feira e encerrados na terça seguinte.

Pérola

O mais estranho é o fato de que das 35 atividades sob seleção, todas com remuneração de 650 reais, onde a escolaridade exigida é o ensino fundamental – dentre elas ensino de flauta, de ballet, de teatro, de escultura – se destaque a de “dança de salão”, a única com remuneração de 1.500 reais para quem tenha “ensino superior completo ou cursando enfermagem ou fisioterapia”, quando outro tipo de dança (street dance) se encontra na planície do fundamental e da remuneração geral.

Se já fede à carniça a justificativa de “excepcional interesse público”, a urubuzada se fartará quando se confirmar que pode ter alguém muito especial como beneficiário da peculiar exigência do Edital para preenchimento do cargo de “professor de dança de salão”, aquele que exige “ensino superior completo ou cursando enfermagem ou fisioterapia”.

Perguntas aguardando respostas

Onde a urgência admitida em lei para justificar tão exíguo tempo de inscrição para preenchimento de cargos que são da atividade corriqueira da FICC? Por que “ensino superior completo ou cursando enfermagem ou fisioterapia” somente para um tipo de dança?

Que interesses levam Cyro de Mattos a manchar sua reputação subscrevendo dito Edital? Ou não foi ele quem o subscreveu, tanto que não se tem notícia da publicação com a transparência exigida?

Alguém pretende beneficiar-se da celeridade. O que cheira a uso político, voltado para beneficiar alguma candidatura nas próximas eleições.

Que não será a do Prefeito José Nilton Azevedo, que está com a legítima Prefeitura Móvel nas ruas.

“A voz do dono”

voz do donoA RCA dispunha da expressão como propaganda, sublinhando a imagem de um cão atento ao som que saía de um megafone. Nossa atenção ainda se debruça sobre o som no rádio e na televisão com uma atenção e fidelidade caninas.

O ouvinte ou telespectador confia no expressado pelo rádio e pela televisão. O que ninguém busca descobrir é a quem pertence o órgão e se a opinião é do interesse do ouvinte/telespectador ou do proprietário. Se é informação e notícia ou propaganda do dono.

A outra voz do dono

O Ministério das Comunicações divulgou na segunda-feira 30 o que denomina de cadastro dos donos de rádios e TVs no Brasil, antiga caixa-preta do Ministério, antes inacessível aos vis mortais. Entre as 291 TVs, 3.205 rádios e 6.186 retransmissoras comerciais existentes 56 parlamentares estão inseridos como detentores de concessões. Do PMDB são 12, outros 11 do DEM/PFL.

Dá para imaginar o nível de “isenção” editorial. Detalhes em www.advivo.com.br “Lista de parlamentares donos de rádio e TV) de quinta 2.

Não custa descobrirmos quem é “A Voz do Dono” do que vemos e ouvimos.

Anunciado e cancelado

Anunciado estava "Bullying, a violencia na escola", texto e direção  de Jorge Lins e montagem do Grupo Raízes, de Sergipe (com mais de 20 anos de existência), no palco do Centro de Cultura Adonias Filho, dia 6 de junho, segunda, 10 e 15 horas. Espetáculo visto por 6 mil pessoas em  apenas dois dias em Sergipe (Ver site  www.educar-se.com).
A apresentação foi cancelada. Motivo: tratando-se de teatro voltado para a escola não encontrou o apoio devido em Itabuna. A produção e os atores nem recebidos foram pelas escolas – como denuncia Eduardo Ribeiro, produtor do espetáculo.

As desculpas em geral: "estamos em reunião". Numa delas até foi "sugerido" que eles não esperassem para falar sobre o espetáculo porque  naquela escola o pessoal não se interessa por cultura..."

Surpreendeu negativamente falta de sensibilidade e compromisso por parte dos educadores desta cidade. Da DIREC a escolas particulares e públicas, salvaram-se esporadicamente algumas que  deram atenção e se empenharam com o evento.

Cancelado um espetáculo de extrema importância e tão oportuno.

Tardia descoberta

Agatha Christie continua reconhecida dentre os melhores textos do planeta. Um de seus clássicos mudou de nome no Brasil. Em nome da paranoia do politicamente correto “O Caso dos Dez Negrinhos” (1939) – Ten Little Nigers, no original – passa a ser denominado “E Não Sobrou Nenhum”.

Respeitadas as ponderações da editoria inglesa que em 1940 o republicara como “And Them There Were None” – que pode ser traduzido literalmente como o atual “E Não Sobrou Nenhum” – (“Níger” por lá não tem a mesma conotação que recebe a palavra negro na língua portuguesa).

O que estranha é que a “descoberta” nacional somente tenha ocorrido 71 anos depois. Que não esqueceu de fazer referência ao título anterior, até recentemente admitido. www.advivo.com.br de terça 31.

Romário nota dez

Para os que o criticaram por conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados uma resposta à altura do Deputado Romário: conseguiu aprovar a convocação do presidente da CBF Ricardo Teixeira para esclarecer o seu possível envolvimento nos casos de corrupção de que o acusam na FIFA. www.tribunadaimprensa.com.br de quarta-feira 1º. 

Palocci

paloci bessinhaA mais honesta das justificativas até agora encontradas para o aumento patrimonial de Antônio Palocci pode ser denominada de “tráfico de influência”. Que fere a legislação (Lei de Improbidade Administrativa). Em palavras simples: utilizar de prestígio e influência para viabilizar soluções junto aos governos. Ou mesmo, diríamos, criar uma expectativa para interesses privados junto a órgãos públicos.

Há, no entanto, uma dimensão Ética que se exige de figuras como o Ministro (então deputado federal e ex-Ministro da Fazenda enquanto empresário), não conviver com as justificativas até este momento oferecidas. O estranho e espetacular avanço patrimonial por si só retira indícios de boa-fé nas relações que envolvem os negócios da Projeto, que alimenta o raciocínio que foi efetivamente um feliz e grande projeto enquanto durou para esse fenômeno empresarial que é o Palocci, o médico dos negócios.

Palocci e o PSDB

As explicações que a sociedade exige – diante do aroma de interesses públicos e privados em conflito – nunca serão superadas por declarações como as de Aécio Neves, José Serra ou Geraldo Alkmin. Ditas defesas apenas mais aprofundam a intimidade entre tucanos e petistas de coturno quando o assunto tende à imoralidade, tornando-os todos iguais perante a dita cuja.

É por isso que o Ministro não pode explicar o providencial aumento, especialmente acontecido em ano eleitoral. Mas bem que a caneta da Presidente Dilma pode e deveria fazê-lo: exoneração é a palavra.

Oportunidade

Considerando que o ainda Ministro da Casa Civil não se dignou revelar que apostou em loterias e que “Deus me ajudou muito” caminha para efetivar a máxima atribuída ao Barão de Itararé: deixar a vida pública para entrar na privada.

Um grande que se vai

abdiasAbdias do Nascimento morreu no dia 27 de abril, aos 97 anos. Em que pese a luta histórica empreendida era esquecido pelas novas lideranças. Uma voz emudecida pelas circunstâncias. Pioneira da imprensa negra no Brasil, com o “Voz da Raça” (1930), não o víamos destacado no patamar que merecia, tantos os serviços prestados à causa dos infortunados.

Todos comemoram o dia Nacional da Consciência Negra no feriado de 20 de novembro, em homenagem a Zumbi dos Palmares. Tudo criado por Abdias do Nascimento, enquanto Deputado e Senador pelo PDT.

UESC

A proposta da UESC de tornar a prova do ENEM caminho de acesso à universidade abre considerável espaço para muitos que não conseguiriam ultrapassar o funil do vestibular.

Que os desdobramentos sejam ainda mais favoráveis: restaurante universitário que corresponda à realidade do alunado etc.

Autoestima

plataformaO lançamento da P-56 nesta sexta 3, que operará no Campo Marlim Sul, na Bacia de Campos-RJ, é reconhecido como um marco na indústria naval do País, por consolidar a construção de plataformas desse porte no território nacional.

Não só a construção, como o alto índice de nacionalização (73%) teve seu casco totalmente construído e iniciará a produção em agosto.

Em tempos não tão distantes (na era FHC) Cingapura era o sonho de consumo.

Mais do que a geração de empregos e desenvolvimento da tecnologia nacional a P-56 nega o “complexo de vira-lata” que acomete parcela de nossa elite, encantada com o que vem de fora. Detalhes em www.advivo.com.br de sexta 3.

Não esquecendo que o Brasil começa a produção em série de cascos de plataformas, fato inédito no mundo, com a instalação do dique-seco do pólo naval de Rio Grande-RS, inaugurado em outubro passado pelo Presidente Lula.

Lançamento

Na próxima terça 7, Dr. Teobaldo Magalhães estréia na literatura médica com a obra “Os 5 Segredos para a Saúde” (EDITUS). O evento que tornará público o lançamento do primeiro trabalho de Dr. Teobaldo acontecerá no Hotel Tarik, às 19 horas.

De profunda sensibilidade espiritual, o autor – que viveu um período de sua vida na Índia, com Sry Sathya Naraiana Raju Sai Baba – traça suas experiências e observações amparando-as na ciência médica para promover apoio ao semelhante.

Prefeitura Transparente

Considerando a responsabilidade decorrente da premiação recebida, a Prefeitura de Itabuna certamente disponibilizará, nominando-os, os funcionários e comissionados que já estão utilizando de recursos públicos e do correspondente tráfico de influência para alavancar campanhas políticas para vereador/2012.

Rosemberg Pinto

As vaias recebidas pelo deputado mais estão vinculadas ao descaso com que tratou o evento de que participava. Para muitos que criticaram sua intervenção, lhes pareceu menosprezo à realidade cacaueira. Esse o motivo dos aplausos.

O experiente sindicalista não dimensionou suficientemente as palavras, tampouco percebeu que o público não era assembleia sindical.

Eva Lima I

A voz isolada de Eva Lima no deserto em que se encontra a manifestação dos artistas e agentes da cultura grapiúna é digna de louvores. Aproveitou a oportunidade que exercia na abertura dos trabalhos do “Pensar Cacau”, no Centro de Cultura Adonias Filho, no dia 27 de maio, e conclamou os deputados presentes a olharem com mais cuidado a classe artística local, em particular no sentido de dotá-la de um espaço que os tire da dependência que hoje vivem. Detalhes em http://jornalitabunaculturaearte.blogspot.com de quinta 2 (“Eva Lima cobra dos deputados providências sobre o Teatro e o Centro de Convenções”).

Eva Lima II

Avivando a memória, já o dissera a atriz e produtora cultural no programa Alô Cidade, da TVI, que Itabuna vive o pior momento de sua mobilização cultural, diante do controle dos espaços por dirigentes lamentavelmente postos em cargos para os quais não dispõem do preparo e competência exigidos.

Itororó

O clima junino ocupa a cidade. Uma decoração simples e tradicional começa a contagiar.

A volta do retalho

Outro retalho auxilia o plano das fotografias de Ruy Machado, a área para o prédio da Câmara.

Academia I

Não imagine o caro leitor que trataremos das muitas academias itabunenses. Mas da Brasileira de Letras, que acaba de eleger(?) Merval Pereira para ocupar(?) a vaga deixada por Moacir Scliar, na cadeira 31. O eleito tem dois livros publicados, dispondo sobre profundos temas: “A Segunda Guerra, sucessão de Geisel” e “O lulismo no poder”.

Venceu a disputa com o insignificante escritor Antônio Torres, premiado nacional e internacionalmente e com uns poucos dezesseis livros publicados, traduzidos na Itália, Argentina, México, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Israel, Bulgária, sem falar de Portugal. Disponibilizamos, em anexo, os prêmios e as obras publicadas pelo insignificante Antônio Torres. (VER, detalhado em www.advivo.com.br “Como vota a Academia Brasileira de Letras”).

Academia II

Aliás, a Academia Brasileira de Letras continua fazendo das suas. Nela nunca ingressaram Lima Barreto, Monteiro Lobato, Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Vinicius de Moraes, Érico Veríssimo. Uma corrente de insignificantes, como esse pretendente Antônio Torres.

Como pode ser visto a preocupação da ABL não se volta para os aclamados escritores, mas para alimentar a mediocridade que aos poucos se instala. Paulo Coelho, Merval Pereira etc. Rejeitou Mário Quintana duas vezes e elegeu Paulo Coelho na primeira, como agora o faz com Merval.

Não custa aplicar a máxima de Tiririca: “Pior do que está não fica”. Afinal, alimenta e inova a ABL com a campanha “piorar o que já está ruim”.

Germano Mathias

Descobrimos Germano Mathias nos idos do primeiro quartel dos anos 60, tocando um de seus 78 rpm em serviço de auto-falante. O grande sambista paulista chegou aos 77 anos neste dia 3. Aqui uma dupla homenagem: ao aniversariante que nos brinda com três trabalhos e ao programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin.  

Cantinho do ABC da Noite

cabocoO poeta Firmino Rocha – do imortal “Deram um Fuzil ao Menino” – tinha por hábito ocupar o balcão à direita da entrada, “suando ternura, lirismo, poesia”, como escreveu Eduardo Anunciação. O vate, enquanto lá estava, ficava encostado nas caixas ou engradados que serviam de porta de acesso ao interior do comércio e se tornou referência por tal postura. O costume continua adotado por alguns dos atuais fregueses.

O cliente pergunta-lhe, para confirmar o fato:

– Era de Firmino Rocha o lugar, Cabôco?

– Sim, Cabôco. Saiu Firmino, ficou a rocha – gozando com o que se aboletava junto aos engradados.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Inscrições abertas para o Festival Sons & Sabores do Mar

Domingos Matos, 16/03/2011 | 00:02
Editado em 16/03/2011 | 00:03

Estão abertas as inscrições para que proprietários de bares e restaurantes de Ilhéus se credenciem a participar do Festival Ilhéus Sons e Sabores do Mar, que acontece no Centro de Convenções da cidade, no período de 20 a 24 de abril. Os interessados devem se dirigir à agência M21, localizada na avenda Soares Lopes, para obter maiores informações.

De acordo com os organizadores do evento, as vagas são limitadas e as inscrições permitem a democratização do espaço garantindo, paralelamente, um controle rígido sobre a qualidade das empresas e produtos que serão disponibilizados durante o evento.

O mesmo critério será usado para os cantores, artistas, bandas regionais e artesãos interessados em participar do festival.

O Festival Ilhéus Sons & Sabores do Mar, integra em um mesmo evento, elementos da cultura local como gastronomia, música e artesanato, e é uma realização da ATIL, Costa do Cacau Convention & Visitors Bureau, em parceria com Sebrae e M21, e apoio do Governo da Bahia, Bahiatursa e Prefeitura de Ilhéus.

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