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Correios terá de indenizar gerente assaltado três vezes no trabalho

Domingos Matos, 29/08/2019 | 13:14

Após sofrer três assaltos em um período de oito meses, um gerente de agência dos Correios no município de Rodelas, no norte da Bahia, será indenizado por danos morais no valor de R$ 20 mil. A decisão da Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT5-BA) majorou o valor da indenização inicialmente fixada em R$ 3 mil pela Vara do Trabalho de Paulo Afonso. Os desembargadores acataram o argumento de que os Correios executam também atividades típicas dos bancos, movimentando significativa quantidade de numerário, o que determina a responsabilidade objetiva da empresa (quando não é necessária a comprovação de culpa, mas somente a comprovação da ocorrência do dano e o nexo causal).

O gerente argumentou que esteve sob ameaça de revólver, o que resultou em traumas psicológicos, diagnosticados como transtorno do pânico, após o primeiro assalto; transtorno de estresse pós-traumático, após o segundo; e reação aguda ao stress, após o terceiro. Alegou ainda que, em relatório de Apuração de Delitos de Roubo e Furto Qualificado em Agências de Correios realizado pela Diretoria Regional dos Correios na Bahia – DR/BA, ficou evidenciado que a situação da agência de Rodelas é de alto risco, de modo que ele laborava em ambiente em condições de insegurança.

Em sua defesa a empresa colocou que não há como ser responsabilizada pelo infortúnio do assalto à mão armada. Também, que a segurança do cidadão cabe ao estado, não podendo ser transferida essa responsabilidade ao empregador que, por sua vez, sequer executaria atividade de risco. Destacou ainda que o Banco Postal funciona como um correspondente bancário e não se enquadra como instituição financeira, não se aplicando, assim, a hipótese da responsabilidade civil objetiva.

O relator do acórdão, desembargador Alcino Felizola, frisou que são incontroversos os infortúnios suportados pelo empregado no exercício do seu trabalho. Ele enfatizou que a vítima ficou com sequelas psicológicas atestadas por profissional competente, inclusive com recomendação médica para modificar o local de trabalho e assim afastar o gerente do ambiente onde ocorreram os assaltos.

 

Responsabilidade Objetiva – O relator ressaltou ainda, no acórdão, decisão do Tribunal Superior do Trabalho: “É que a responsabilidade civil de particulares, no Direito brasileiro, ainda se funda, predominantemente, no critério da culpa (negligência, imprudência ou imperícia). Não obstante, o novo diploma civil fixa também em preceito de responsabilidade objetiva independente de culpa — quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”.

De acordo com os desembargadores da Quarta Turma, comprovado o dano e o nexo causal, “é devida a reparação do dano pelo empregador, que deve suportar a compensação buscada à luz da teoria da responsabilidade civil objetiva, isto é, sem culpa”.

 

Enfrentamento a bandos reduz roubo a bancos em 19%

Domingos Matos, 15/08/2019 | 19:42

Enfrentamento a quadrilhas especializadas em roubo a bancos conseguiu reduzir em 19% os crimes contra instituições financeiras no primeiro semestre de 2019, comparado ao mesmo período do ano anterior.

Em todo o estado, este ano, foram registrados 30 casos de roubos a bancos, sete a menos que em 2018. Essa queda fica ainda mais acentuada em Salvador, com apenas cinco casos contabilizados e o índice de –37,5%. Já no interior, foram anotados seis casos a menos, o que representa um decréscimo de 22,2%.

“Estamos há cinco anos com reduções consecutivas neste delito. Saímos de uma média de 22 para cinco casos por mês. Este ano tivemos mês com zero ocorrência”, lembrou o secretário da Segurança Pública do Estado, Maurício Teles Barbosa.

No mês passado, um bando procedente de Pernambuco e que praticava assaltos na Bahia e em outros estados foi localizado em Paulo Afonso, de posse de fuzis e de veículos roubados, previamente selecionados para facilitar a fuga. Um outro grupo criminoso foi identificado e preso em Luís Eduardo Magalhães, Oeste baiano, especializado em prática de assaltos e com atuação em cinco estados.

 

Preparados para o combate

A capacitação dos policiais no combate a esta modalidade delituosa é continuada. Unidades especializadas da Polícia Militar executam, ao longo do ano, atualizações de combate, rastreamento e contra rasteamento, além de participarem de instruções voltadas para operações complexas e de palestras.

A luta contra os assaltos a bancos também foi tema de mestrado do major PM Fernando Cardoso, lotado noBatalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), defendido naEscola de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Em maio, durante evento que contou com a presença de representantes das polícias Civil e Militar, as forças de segurança do estado foram homenageadas pelo Banco do Brasil, pelo reconhecimento às operações preventivas e repressivas na preservação daquela instituição financeira.

 

Após reivindicações de vereadores, secretário garante ações imediatadas na segurança pública de Itabuna

Domingos Matos, 12/08/2019 | 14:31

Na manhã desta segunda-feira (12), os vereadores Charliane Sousa (PTB) e Enderson Guinho (PDT), estiveram representando o Poder Legislativo Municipal, em audiência com o Secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.

Também se fizeram presentes, além do senador Otto Alencar (PSD), o Deputado Federal Paulo Magalhães, o ex-deputado estadual Augusto Castro e os representantes da Associação de Praças (APPMBA), Sargento Luciano e Cabo Valéria.

Na oportunidade, foram apresentados os índices de violência e as demandas do município, que vem sofrendo ondas de homicídios, assaltos e arrombamentos.

Em indicação entregue ao secretário, os vereadores também citam o baixo efetivo das Polícia Militar e Civil para melhor andamento das ações polícias, além do baixo desempenho do Ministério Público e do Judiciário, aumentando assim, o sentimento de impunidade. 

Também foi solicitado a ampliação de viaturas dando maior agilidade nos bairros, além da implantação de videomonitoramento com reconhecimento facial, o que foi garantido pelo secretário.

Mandados garantem prisões de suspeitos de assaltos a banco na Bahia

Domingos Matos, 07/08/2019 | 08:09

Acusados de participação em pelo menos três assaltos a bancos em 2018, Ueldon José Oliveira de Assis, Elielson Evangelista de Oliveira Souza, Washington Alisson Santos de Jesus e Gabriel Henrique de Jesus Silva ficarão mais tempo presos, graças a novos mandados cumpridos contra eles.

O grupo estava em audiência, respondendo pelo furto à uma agência bancária, quando investigadores apresentaram novo documento judicial determinando a manutenção da prisão por outros ataques bancários. "Eles fazem parte de uma quadrilha maior, que já foi desarticulada em ações anteriores", afirmou o diretor do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), unidade responsável pelas investigações, delegado Marcelo Sansão.

Ainda segundo ele, os novos mandados cumpridos tiveram fundamental importância, já que o grupo respondia inicialmente por furto, tipo de crime que, geralmente, permite penas mais brandas. "Os novos mandados são referentes ao ataque a um banco de Simões Filho, situação que amedrontou a população local, devido à forma violenta da ação criminosa", continuou.

O delegado finalizou destacando a importância da manutenção das prisões do quarteto para a continuação da redução dos índices criminais nesta modalidade. As investigações também apontam participação do quarteto nos casos de Catu e Jeremoabo.

 

Padrasto confessa ter matado o enteado de apenas 5 anos em Itabuna

Domingos Matos, 12/06/2019 | 14:39
Editado em 13/06/2019 | 10:43

O ex-presidiário Isaque Vieira Lemos, de 28 anos, confessou ter matado na madrugada desta quarta-feira (12), o enteado Davi Luiz Santos de Jesus, de apenas cinco anos de idade, só porque o menino, segundo ele, “estava traquinando”. O acusado disse que agiu sob influência de álcool e drogas. O crime aconteceu no bairro Pedro Jerônimo, em Itabuna.

O pequeno Davi foi espancado e depois asfixiado até a morte. Embora a mãe, Laiane de Jesus Santos, de 24 anos, estivesse em casa, ela negou ter visto o marido matar o filho. Por outro lado, os vizinhos relataram ter ouvido os gritos de dor da criança.

Segundo a perícia, no corpo do menino haviam marcas de mordidas e também sinais evidentes de abuso sexual. O suspeito ainda procurou a delegacia na manhã de hoje para informar que o enteado havia morrido em casa, de morte natural. No entanto, a polícia desconfiou e prendeu o homem.

Isaque já havia sido preso por outros crimes, entre os quais assaltos a mão armada, furto e tentativa de homicídio, todos cometidos em Ubatã, onde ele morava antes de se mudar para Itabuna.

Segundo o delegado André Aragão, chefe da 6ª Coordenadoria de Polícia do Interior, o acusado foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e torpe. A mãe da criança vai prestar depoimento na tarde desta segunda. De acordo com Aragão, ela pode ser indiciada por omissão.

Mais de meia tonelada de explosivos é apreendida em depósito clandestino na BA

Domingos Matos, 29/03/2019 | 11:37

Mais de meia tonelada de explosivos foi apreendida pela polícia em um depósito clandestino da cidade de Novo Horizonte, na quinta-feira (28). A polícia desconfia que os explosivos seriam utilizados em assaltos a bancos, além do uso em garimpos clandestinos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), o explosivos foram encontrados na localidade de Baixa Funda, após denuncias anônimas. No imóvel, foram apreendidos 300 kg de explosivos granulado e 1.300 emulsões em gel encartuchadas.

Ainda segundo a SSP-BA, o material apreendido foi encaminhado para a Delegacia de Seabra, na mesma região. Não há informações sobre se alguém foi preso na ação.

 

Em cinco anos, roubos a bancos têm queda de 74% na Bahia

Domingos Matos, 04/02/2019 | 11:14

Entre 2014 e 2018, os roubos a bancos na Bahia tiveram queda de 74%. O estado saiu de 276 ocorrências em 2014, com média de 23 casos por mês, para 66 assaltos em 2018, totalizando cinco a cada 30 dias.

Há cinco anos que este tipo de crime segue em rota decrescente. Dos 276 casos em 2014, o número passou em 2015 para 252. Em 2016, a polícia investigou 115 assaltos. Em 2017, caiu para 108. Já em 2018, chegou a 66 ocorrências.

Nesta última semana, duas quadrilhas especializadas foram desarticuladas em Salvador e Almadina, durante ações das polícias Civil, Militar e Federal. No total, sete criminosos foram presos e três morreram em confrontos. Foram apreendidos explosivos, fuzil, pistolas, coletes balísticos, munições e veículos. 

"É inegável o empenho das forças de segurança nas reduções seguidas. Precisamos valorizar o trabalho de cada policial em ações de inteligência que duram meses e também nos momentos em que é preciso usar a força", destaca o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.


 

Violência no campo é tema de reunião entre governo e produtores rurais em Itabuna

Domingos Matos, 30/01/2019 | 17:01

O prefeito Fernando Gomes recebeu em seu gabinete no Centro Administrativo Firmino Alves, os produtores rurais Alex Maron e  Antônio Augusto Paraíso (Guto), proprietários de fazendas  na região do Mutuns e do Rio do Braço, zona rural de Itabuna. A reunião que também contou com a presença do comandante do 15º BPM, Tenente-Coronel PM Daniel Riccio, do agente da Policia Civil Lúcio Serra e do empresário Diney Oliveira, teve como pauta a busca por soluções para o combate a violência no campo.

Na oportunidade, os produtores rurais falaram sobre os constantes assaltos a mão armada que vem acontecendo naquela região e pediram  ajuda do Executivo.  O Comandante do 15º BPM, informou  ao prefeito que já tinha conhecimento dessas ocorrências e que já estava desenvolvendo um monitoramento em parceria com a Policia Civil que, representada pelo agente Lúcio Serra, ficou de tomar as providencias necessárias, inclusive para o envio de viaturas ao local. Para finalizar, o prefeito Fernando Gomes prometeu dar todo o apoio para o combate ao crime na região.     

 

Polícia descobre 30 mil pés de maconha 

Domingos Matos, 07/01/2019 | 10:40

O 20º Batalhão da Polícia Militar (Paulo Afonso) localizou 30 mil pés de maconha no município de Abaré, a 528 km de Salvador. Através de uma denúncia anônima, os policiais receberam informações de que José de Arimateia Lucas Caldas, conhecido como 'Bey Ricardo' 38, cultivava plantações de maconha na localidade do Rio Pequeno. Segundo informações da Polícia Civil, o dono da droga é um homem de prenome 'Tony'.  O caso aconteceu semana passada.

“Estamos desenvolvendo Operação Paz no Sertão para combater os assaltos a cargas. Há dois meses não é registrada esse tipo de ocorrência, mas recebemos uma denúncia sobre essa roça de maconha”, disse o coronel Calos Humberto, comandante do 20º BPM.

Os militares realizaram buscas nos povoados de Icozeira e Pambu com o objetivo de encontrar 'Tony'. Sem sucesso, seguiram para o local informado por 'Bey Ricardo', onde foram encontradas duas roças de maconha, totalizando 30 mil pés, posteriormente incinerados.

O criminoso foi apresentado na Delegacia Territorial de Abaré e autuado em flagrante por tráfico de drogas.

 

A fama efêmera

Domingos Matos, 01/03/2018 | 08:05

Walmir Rosário

No regime democrático de direito costumamos a ver de tudo, das experiências científicas capazes de mudar o mundo para melhor aos experimentos empíricos sem qualquer valor, do mais sério ao simplesmente ridículo. Todos os que querem podem ter os seus cinco minutos de fama, efêmera, é verdade, mas os sujeitos conseguem aparecer, mesmo de forma negativa, do burlesco ao grotesco.

A qualquer notícia sobre determinado fato governamental – pelos entes governamentais – aparecem logo essas figuras que poderiam ser consideradas excêntricas, mas que se tornam despropositadas, insensatas, incoerentes. Agora, então, com o anúncio da intervenção na segurança do Rio de Janeiro, estão chegando aos montes. E o pior, ainda encontram guarida em determinados órgãos de imprensa apesar das asneiras que falam.

Na grande maioria das vezes, essas pessoas são formadas nas melhores faculdades, foram aprovadas em concurso público nacional ou estadual e ocupam cargos de relevância em instituições como o Ministério Público ou Defensorias. Também assim agem os expertos dirigentes de organizações não governamentais (que se alimentam do dinheiro público) e propalam serem defensores dos direitos humanos…

Direitos humanos de pessoas que se encontram fora da lei, os conhecidos bandidos que hoje aterrorizam a sociedade brasileira. Já essa parcela de pessoas de bem que não tem seus direitos respeitados estão fora dessa seleta lista. Estes não têm o direito de ir e vir, vivem trancados em suas casas, são assaltados ao pisar nas ruas, têm seus bens tomados de assalto, e mesmo que não esbocem qualquer reação são assassinados de forma fria e covarde.

No ridículo entender dessas pessoas, os policiais estão impedidos puxar sua arma e disparar um tiro em qualquer desses bandidos fortemente armados, e só podem agir assim no caso de só e somente só, de que tenham sido antes alvejados. Do contrário, serão processados na forma da lei e responderão criminalmente por ter alvejado e matado um bandido durante a defesa da sociedade.

Ainda bem que felizmente esse número de pessoas é inexpressivo e não expressa a vontade e a representatividade dessas instituições, criadas para defender o cumprimento da lei, a ação do Estado e de algumas categorias tidas como indefensas. Não dá para compreender o motivo de que para essas pessoas a vida de um policial, de um cidadão de bem vale mais do que a de quem manifesta o desejo e assume a manifesta vontade de roubar, traficar e matar.

De maneira deliberada, invertem-se os papéis: defendem os quais devem denunciar e denunciam os que atuam com a representação do Estado em defesa da sociedade, diga-se de passagem, cada vez mais desprotegida. Se essas pessoas somente se limitassem a falar, a expor suas ideologias, tudo bem, seria irrelevante, mas não se contentam com isso, denunciam os agentes da lei em processos escabrosos.

Não tenho a menor ideia do entendimento dessas pessoas em reverter a vontade da lei, desconhecer a filologia que estudou e interpretou os textos legais durante sua concepção, edição, apreciação e aprovação. A filologia é uma ciência reconhecida em todo o mundo para o estudo da língua expressada nos textos escritos, com a finalidade de não deixá-los dúbios e manter fielmente o espírito do que se queria dizer quando foram criados.

Por falar em espírito das leis, basta recorrer ao pensador, filósofo e magistrado Montesquieu (Charles-Louis de Secondat), na sua obra, “Do Espírito das Leis”, reconhecida e estudada em todo o mundo. Como um iluminista que foi, dissecou o papel dos regimes: tirania, monarquia e democracia, com seus fundamentos, respectivamente no medo, na honra e na virtude.

No livro décimo – Das leis em sua relação com a força ofensiva –, capítulo I, encontramos anotado: “A vida dos estados é como a dos homens; estes têm o direito de matar em caso da defesa natural; aqueles têm o direito de fazer a guerra para a sua própria conservação. No caso da defesa natural, tenho o direito de matar porque a vida me pertence, como a vida do que me ataca lhe pertence; do mesmo modo, um Estado faz a guerra porque sua conservação é justa como qualquer outra conservação”.

Na repreensão ao crime, como ocorre no Rio de Janeiro, onde políticos corruptos fizeram e ainda fazem pacto com os bandidos, a defesa da sociedade não deixa de ser uma guerra. E nessa guerra, as quadrilhas possuem as melhores armas e munições, as melhores localizações e subjugam toda a sociedade do entorno através do poder do medo e do dinheiro sujo das drogas e dos assaltos.

Na visão caolha de algumas desses pseudos defensores dos diretos humanos exclusivos dos bandidos, o se deparar com um criminoso com um fuzil ou uma metralhadora, o policial deve agir tal e qual como nos filmes de bang bang americanos e italianos. Antes de atirar, terá de dar o famoso grito de guerra: saque a arma! Para morrer não precisa tanto sacrifício.

Pelo que me parece, essas pessoas do contra são como alguns dos meus amigos de infância do bairro da Conceição, em Itabuna, que iam ao cinema somente para torcer pelos bandidos, com a única finalidade de nos contrariar. Entrava domingo e saía domingo nos filmes do cines Itabuna, Marabá, Catalunha, Plaza e Oásis, e eles sempre levavam a pior. Simples, o crime não pode compensar!

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Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

Uma mãozinha para os larápios

Domingos Matos, 13/01/2012 | 08:35
Editado em 13/01/2012 | 00:56

A proliferação de placas indicando a presença - ou  inteção de instalar - radares de fiscalização eletrônica nas estradas federais e algumas estaduais promete ser uma mão na roda. Claro, para o governo e para os bandidos, como assaltantes de cargas e ladrões de carros.

Um bom exemplo desse risco é a sinalização que indica a presença de radares - não se sabe se eles já estão operando - no treco da BR-101 entre o Posto Flecha e o Viaduto Fernando Gomes, em Itabuna. São pelo menos cinco placas, exigindo velocidade máxima de 40 quilômetros por hora, num trecho extremamente perigoso, que já abriga boa parte dos marginais e dos marginalizados itabunenses.

Claro que o que está ruim sempre pode piorar, já dizia o pessimista convicto. "Se esses radares forem instalados e os motoristas obrigados a trafegar em velocidade inferior a 40 quilômetros por hora, logo veremos a profissionalização do crime por aqui", observa o representante comercial Augusto Ribeiro.

Ele continua: "Por enquanto vemos muita prostituição infanto-juvenil, o que atrai o tráfico, mas tudo muito 'desorganizado'. Com a possibilidade de assaltos, a coisa tende a ficar mais complexa. Seremos assaltados até por ladrões montados em bicicletas", conclui.

É bom que se diga, porém: quando se fala de assaltos profissionailados não se inclui a indústria de multas operada pelo poder público. Esses são muito profissionais, mas bastante sutis.

Jequié, a cidade das motos, tinha quadrilha especializada

Domingos Matos, 07/08/2011 | 10:05
Editado em 07/08/2011 | 10:48

A equipe da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), de Jequié, fechou o cerco a uma quadrilha de assaltantes de casas comerciais e motocicletas que vinha agindo naquela região e recuperou quatro motocicletas tomadas de assalto de moto taxistas. O comerciante Carlos Eduardo Silva de Jesus, da cidade vizinha de Jaguaquara, que receptava os veículos para alugá-los posteriormente, foi preso e autuado em flagrante.

Segundo a delegada Grazielle Quaresma, titular da DRFR/Jequié, o comerciante pagava até R$ 200 pelas motocicletas roubadas pela quadrilha de Ciro Silva Castro e dos irmãos Renê de Jesus Santos e Sidnei de Jesus Santos. Renê estava foragido do Centro Provisório de Detenção de Piracicaba, em São Paulo, onde cumpria pena por assalto.

Na manhã de quinta-feira (4) os investigadores da especializada surpreenderam o trio na casa de Ciro. Conduzidos à delegacia, os três foram reconhecidos por diversas vítimas de assaltos a casas comerciais e mototaxistas atacados pelo bando. Renê portava um documento de identidade falsificado em nome de Rodrigo Ikegaya e Silva.

Ciro foi indiciado e responderá pela participação em pelo menos seis assaltos na região. Ele já responde a processo por uma tentativa de homicídio praticada durante um assalto. Sidnei também foi indiciado em inquérito policial. Já Renê ficará custodiado na carceragem da DRFR-Jequié, depois de ter sido autuado em flagrante por uso de documento falso.

A polícia busca agora identificar os demais integrantes da quadrilha, entre eles outro receptador identificado como Elton John Palma Mendes, que está foragido.

Censura ao jornal Agora - ridícula e inaceitável

Domingos Matos, 18/05/2011 | 09:05
Editado em 18/05/2011 | 09:23

censuraO jornal Agora chegou hoje às bancas denunciando atitudes arbitrárias da Polícia Civil de Itabuna, que anunciou censura oficial à publicação. A atitude inaceitável do comando da Civil em Itabuna se deve a um artigo do dono do diário, o jornalista José Adervan de Oliveira, que denuncia a insegurança reinante na cidade.

Na verdade, o que mais incomodou os policiais foi o último parágrafo do artigo - veja íntegra abaixo - em que o jornalista fala da venda de armas à bandidagem promovda por policiais. Basta uma busca no Google para ver afirmativas semelhantes, de representantes do comando de corporações policiais, falando do mesmo assunto: há venda de armas de policiais para bandidos.

Depois de prenderem gente como o ex-delegado-coordenador da 6ª Corpin Nélis Araújo, acusado de atuar dos dois lados do crime, querem agora negar a existência da banda podre na polícia?

Leia o artigo que desencadeou a censura ao Agora:

Cidade insegura

Em que pese a afirmativa do governador Jaques Wagner de que houve queda acentuada no índice de violência em toda Bahia, o que se observa é exatamente o contrário e configura-se a inoperância das ações policiais no combate à criminalidade, assaltos à mão armada a cidadãos indefesos ou a empresas.

Itabuna, como de resto todo o Estado, é a terceira cidade do País onde os crimes contra jovens se avolumam, sem que as providências das Polícias Militar e Civil mostrem resultados e, a continuar assim, muito em breve atingiremos o patamar mais elevado dentre todos os municípios brasileiros.

A própria polícia não tem viaturas suficientes e nem meios para superar a bandidagem que impera na Bahia, com o auxílio da Justiça, que tem sido benevolente com os criminosos, ao libertá-los bem antes que a pena seja cumprida.

Por outro lado, para contribuir com o círculo vicioso, a juventude se mostra bastante participativa no auxílio à venda de drogas e robustece a receita dos traficantes que vêm se mostrando eficientes e eficazes quando se trata de atrair desempregados, de prestar assistência social às famílias no papel que deveria caber ao Estado e, mais do que tudo isso, inexistem projetos educacionais que contribuam com a juventude no sentido de sair e superar a triste caminhada em direção ao abismo.

Entretanto, mais do que tudo isso, o sistema policial tem revelado a própria inaptidão para o combate às drogas, em que pese todas as dicas que os bandidos disponibilizam. Os pontos de vendas são conhecidos e se sabe, de antemão, quem são os jovens eternamente viciados. Como na fábula dos três macaquinhos, a polícia não sabe, não vê e não ouve o clamor da sociedade, da mesma forma que se sabe quem são os maiores traficantes do País, por onde a droga circula desde a origem e as fronteiras continuam desguarnecidas, quando não protegidas pelo próprio sistema.

Os pequenos assaltos rendem recursos para a compra de crack ou qualquer outra droga. Todos sabem quais são os bairros mais procurados pelos bandidos e os atingidos são adolescentes que ousam andar por ruas dos bairros Castália, Jardim Vitória ou Góes Calmon, sujeitos a mortes trágicas e sem qualquer defesa. O objetivo é fazer dinheiro para adquirir as  mercadorias” proibidas. No entanto, a dúvida persiste: quem vai dar garantia de vida a estudantes que precisam se deslocar até suas escolas? É o mesmo que perguntar que vai oferecer educação de qualidade às pessoas de baixa renda ou quem vai colocar na mesa desses cidadãos de terceira categoria o pão nosso de cada dia para evitar suas frustrações e raivas que os levam ao perigoso caminho da marginalidade? Eis a questão.

De qualquer forma, cabe à Polícia Militar ou à Polícia Civil proteger o cidadão brasileiro. Quem sabe, um plano simples, de inteligência, para traçar os caminhos percorridos pelos marginais e que possa diminuir as rotas do crime com alguma antecedência. Mas, antes de mais nada, é bom lembrar que o brasileiro é quem paga a carga tributária mais elevada entre os países em desenvolvimento e não é justo que paguemos esse novo tributo com a vida de filhos, irmãos ou netos, pois o preço é bastante elevado, sobretudo quando se fala em desarmar o cidadão, enquanto os bandidos continuam armados e muitas vezes adquirem os revólveres das mãos dos próprios policiais. Nesse caso, solicitar proteção e planos de combate ao crime à polícia é como chover no molhado...

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 17/04/2011 | 16:57
Editado em 17/04/2011 | 19:05

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

UESC I

O movimento que paralisa a instituição é mais uma tentativa de sensibilizar – “palavra fácil de pronunciar”, da composição “Amigo, Palavra Fácil” (1964) de Verinha Falcão e Jorge de Castro, gravada por Nelson Gonçalves – o Governo Estadual para encarar com a devida responsabilidade o ensino superior na Bahia. Há, em nível de projeto nacional, o propósito de dotar o país de uma educação melhor nos próximos vinte anos.

Sob esse aspecto não pode ser descurada a importância da formação do professor da instituição, que repercutirá em vários segmentos, inclusive naquele voltado para qualificar a escolaridade no ensino fundamental.

Por outro lado, a formação universitária carece de apoio em vários aspectos, não somente na oportunidade de ingresso na graduação. Esta, sem um amplo compromisso da instituição com a formação plena, apenas certificará profissionais não suficientemente preparados para enfrentar as exigências da sociedade.

UESC II

Um exemplo das distorções por que passa a UESC pode ser vista na atuação de discentes do Curso de Biomedicina, enquanto exercendo atividade prática em escolas da rede pública estadual. Não fora o desembolso pelos próprios alunos e não disporiam de reagentes e materiais outros para realizar o exercício.

Enquanto a imagem física da UESC se apresenta caminhando bem, o aprendizado existe na dependência de recursos particulares. Dos próprios alunos.

Lições para não esquecer

Certos temas – se vêm à tona – não devem ser comentados. Especialmente quando envolvem casos públicos e notórios. As reações causam mais prejuízos com a busca de esconder o que existe(iu). É como jogar farinha no ventilador. Um desses, que desconhecíamos, chegou ao nosso imaginário justamente porque a ele reagiram. Isso é igual a rastilho de pólvora depois de atiçado. Enquanto não explodir...

No caso, já explodiu.

Arrancador de portão

Diante do inusitado de os portões de acesso ao campus da UESC terem sido retirados para manutenção em meio a um semestre em atividade e no imediato da deflagração de uma greve somente permite duas conclusões: ou a prefeitura do campus não acompanha a situação dos bens a que está obrigada a administrar – a ponto de fazê-lo no curso de um período de aulas – ou foi determinação superior.

Se determinação superior o Magnífico Reitor Joaquim Bastos pode receber a delicada alcunha de “arrancador de portão”.

Terreno pantanoso

Não repercutiu bem no jogo a escancarada publicidade da Bahiagás em jornais de Itabuna (releia “Publicidade e utilidade” neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 13 de abril). As unhas cururus afiaram-se antes do tempo, precipitaram ataques que invadem inclusive a seara ética – muitos assim entenderam.

Outro detalhe que não deixa de agredir escalões superiores: ao defender-se das críticas de uso eleitoreiro o PCdoB distribuiu Nota fazendo inserir a pérola: “Davidson está no cargo na cota do PCdoB”.

Isso o autorizaria a utilizar os cofres da Bahiagás para fins eleitoreiros?

De incerteza em incerteza...

Por falta de experiência... em tomar decisões que não possam demorar, Azevedo vai terminar não sendo candidato. Quando se decidir terá perdido o prazo.

O inusitado será partir para a reeleição amparado por Paulo Souto.

Da lua de mel à de fel

Há poucos dias Geraldo Simões flanava como centro de atenções, anunciando entendimentos com o PMDB. Apesar de um breve “esfrega” de Geddel, enquanto Fernando Gomes ausente, tudo estava bem para o petista.

Lua de mel!

Essa semana, o inferno astral. Perdendo espaço para o PCdoB no universo das nomeações em Itabuna, enfrenta um clima de tempestade em noite escura diante do encolhimento dos cargos disponíveis. Não fora isso, administrando profundas dissensões internas, que podem repercutir no projeto 2012.

Lua de fel!

Acredite!

Suspensão do 14º e 15º salários, redução da verba de gabinete de 60 para 48 mil (20%), redução – de 25 para nove – do número de assessores, a cota de gabinete de 23 mil para 4,6 (mais de 80%). Uma economia em torno de 500 mil reais por ano, como o diz matéria em www.advivo.com.br 30 de março (“As verbas parlamentares de Reguffe”).

Autor do exemplo: o deputado federal José Antônio Reguffe, do PDT do Distrito Federal.

Pagando para ver e aplaudir

Ainda que represente a unidade da Federação onde tem sede o próprio Legislativo Federal, não custa deixar a indagação aos nossos representantes na Câmara dos Deputados, começando por Geraldo Simões e Josias Gomes, o que poderiam fazer para economizar.

Se entenderem que não deveriam fazer como o brasiliense, fica a sugestão: doar a diferença conseguida – que sejam 200 ou 300 mil – para instituições sociais.

Em campanha

Geddel Vieira Lima em Itabuna para participar de aniversário de João Xavier. João Xavier que nada! Fiscalizar as obras da Amélia Amado.

Nova competência (função) institucional fixada para quem exerce a Presidência da Diretoria para as Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal.

Êta Brasil!

FHC criticado Ifhc1

Delimitamos (“Por que tudo deu errado”, O TROMBONE, de 13 de abril) as razões por que a oposição perdeu o rumo e particularmente de o PSDB se encontrar num beco sem saída – a não ser a extrema-direita. (Nesse particular – extrema-direita tucana – vemo-la comandada por José Serra – em que pese relações de Alckmin com a Opus Dei – diante da fundamentalista campanha do tucano nas eleições de 2010).

Mas, voltando ao Fernando Henrique, no texto antecipadamente divulgado pela internet, do artigo “O Papel da Oposição” a ser publicado na Interesse Nacional, recomenda o “príncipe dos sociólogos” a fixação de uma estratégia voltada para a classe C (classe média) em detrimento da base da sociedade – o povão – o que alimentou o raciocínio dos que veem o PSDB como o “partido dos ricos”.

FHC criticado II

fhc criticadoTeria dito o ex-presidente, em crítica direta ao PSDB, que se os tucanos continuarem tentando dialogar com o “povão”, acabarão falando “sozinhos” – “A reação de FHC às críticas” http://www.advivo.com.br/ de 13 de abril.

E recomenda a ocupação de todos os espaços sociais (internéticos, inclusive) para fazer frente aos ocupados pelo “lulapetismo” – sindicatos etc.

Não encontrou unanimidade no ninho tucano, à exceção expressa por José Serra, tanto que a atual liderança maior do PSDB, o Senador Aécio Neves, dele discordou.

FHC visionário I

Por outro lado, se observarmos a mobilidade social atribuída ao período Lula, e venha a ser massificada a migração das classes D e E para a classe C, o raciocínio de FHC se torna altamente inteligente. Ou seja, vislumbrando a redução de pobres e miseráveis – ainda que não as reconheça a partir das políticas sociais implementadas por Lula e continuadas por Dilma – pouco restaria da população para apelos político-eleitorais em nível de ideologias à esquerda.

Como mea culpa a posição de FHC é visionária: não tendo pobres e miseráveis tenho que localizá-los. Em que classe social? Na classe C.

Genial, pá!

FHC visionário II

Caberia, apenas, adaptar o discurso aos limites da compreensão pela nova classe a ser alcançada pelo ideário do PSDB pensado por FHC.

E nesse sentido o PSDB já entraria com um forte argumento, favorável em qualquer campanha política: a redução da carga tributária; tema sempre sensível à classe média.

Bestial, pá!

FHC visionário III

Na genialidade falta apenas explicar um detalhe: se a mudança de classe permitiria, de imediato, a compreensão do discurso proposto por FHC.

A propósito

fhc 2014Quando redigimos “Por que tudo deu errado” (O TROMBONE, de quarta 13) não imaginaríamos que o Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim publicaria essa pérola do Bessinha. Tanto que reproduzimos aqui a parte final do artigo para justificar a publicação da charge:

Ao PSDB “...só lhe restará rezar pelo quanto-pior-melhor em relação ao PT, sensacionalizar escândalos (não deu certo com o caixa 2, que difundiu como mensalão),  por profundas repercussões decorrentes de mudanças econômicas ou guinar de vez para a extrema-direita. Aliás, nos moldes do Tea Party norteamericano, como já ensaiado na eleição de 2010 ao assumir o discurso fundamentalista centrando a disputa presidencial em quem era contra ou a favor do abortamento, ou se acreditava ou não em Deus, podendo ampliar o roteiro com a defesa da redução da maioridade penal e da pena de morte”.

Desabafo...

O TROMBONE publicou nesta quinta 14, “Professor, profissão de risco – um desabafo”, do docente Marcos Bispo Santos. Um texto que diz respeito não só àquele citado estabelecimento de Ferradas, mas à escola pública. A rede estadual padece das mesmas mazelas e não se diga que trabalha com alunos com perturbações mentais pura e simples.

Há uma patologia social que está a se refletir na escola. Os desajustes e conflitos latentes, do ambiente familiar ao convívio exterior levam a uma evidente patologia, auxiliada em muito pelo noticiário nos meios de radiodifusão que parece atingir um orgasmo ao publicar mortes, assaltos, estupros acompanhados de verdadeira convocação à aplicação da pena de talião. O número de programas deste jaez dá o mote do imaginário da população.

As autoridades educacionais parecem desconhecer a crua realidade e o professor vem aceitando funções e competências que não lhe são afetas – de assistente social, de psicólogo, de psicopedagogo etc. – quando deveriam estabelecer o enfrentamento da questão, iniciando um processo de conscientização de luta para que as escolas – algumas recebendo em cada turno até 800 alunos – tenham em seu quadro profissionais aptos a lidar com atividades e exercício em torno do comportamento e das inter-relações escola-aluno, escola-família, escola-comunidade.

Na contramão há um velado respeito a garantias e direitos individuais mal compreendidos e interpretados, levando muitos dirigentes escolares e professores a temerem ameaças tipo “vou ao Ministério Público” ou “à Direc”.

...e denúncia

Quem quiser conhecer de perto a fábrica de loucos em que se torna a escola pública faça uma visita aleatória a alguns estabelecimentos de ensino – recomendamos os de maior quantidade de alunos – e assista ao que ocorre nos pátios, a delicadeza no tratamento entre alunos onde “vá tomar no aqui e ali” é tão natural como beata rezar o Pai Nosso.

Aproveite para acompanhar a reação de certos pais e mães quando chamados ao estabelecimento e perceberá que a ação dos filhos é a lição recebida em casa. Pródiga em palavrões e quejandos.

E sobre os professores e dirigentes também a responsabilidade impossível que não lhes compete: educação doméstica.

Limites

Até que enfim – como delineado e sugerido por nós semana passada neste DE RODAPÉS, “Limites” – o deslocamento de membros da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia para uma vistoria in loco ao ponto da discórdia. Que por si só define a solução.

Caso os senhores Deputados tenham se utilizado de transporte coletivo itabunense para buscar o Atacadão e o Makro encontraram o argumento definidor para a alteração dos atuais limites.

Restará apenas, para erudição do parecer conclusivo, instruí-lo com subsídios sócio-econômicos, históricos, sócio-culturais, entrevistas com consumidores e funcionários daqueles estabelecimentos, fotos etc.

Fernando Gomes está chegando

O retorno de Fernando deve agitar o universo da eleição 2012. Geraldo Simões e Davidson Magalhães ocuparam espaço nestes dias, cada um dentro dos limites a que se propôs.

Considerando o PMDB, como lembramos dia desses, as confabulações preliminares entre o gedelismo e o geraldismo necessitam do referendo do líder local, já que nem Renato Costa, nem João Xavier detêm a palavra sobre o partido em Itabuna, atuando como coadjuvantes.

A última palavra é de Fernando. Ainda que seja para deixar o partido.

Ou contribuir para o inimaginável: FG e GS de mãos dadas em defesa do futuro desta terra!

Quosque tanden

Passeava tranqüila pelo Jequitibá ilustre magistrada acompanhada de dois seguranças. Ninguém a reconheceria se não fosse a indumentária dos protetores: terno e gravata escuros. Não se negue o direito à proteção. Afinal, em que pese inúmeros juízes desta Comarca andarem leves e soltos ainda que pondo traficantes e criminosos outros atrás das grades, temor pode haver à luz da consciência de cada um.

O que chamou a atenção de muitos, no entanto, foi a circunstância de os seguranças estarem de terno e gravata. O que de imediato remetia à indagação: quem é a pessoa protegida? Ou seja, a desconhecida magistrada para a totalidade dos que por lá estavam passou a ser conhecida pela ostensiva proteção.

O tempora o mores

Não tardou também por lá chegou outro magistrado, conhecido por todos e inteiramente “desacompanhado”, distribuindo e recebendo sorrisos e abraços.

Alguém observou: – Bons tempos aqueles em que o juiz não precisava de segurança!

E complementaríamos: e se entendia com a comunidade, que o reverenciava, tampouco se dava por impedido de atuar em centenas de processos por guardar mágoa no frízer.

Itororó sai na frente

A terra da famosa carne de sol vive inusitada circunstância à luz da realidade brasileira: tornou-se um “pólo formador de leitores”, tudo motivado pelo livro recentemente lançado pelo prefeito Adroaldo Almeida. É o assunto da cidade em esquinas, bares, igrejas, farmácias, consultórios e, naturalmente, salões de beleza etc.

A polêmica que “discute” o conteúdo da obra – transformando em críticos uma parcela de itororoenses, que descobriu o gosto pela leitura – alimenta, segundo comentários, outro dado: a mais lida no Brasil de hoje.

Não tivesse a obra nenhuma importância literária já teria o condão, altamente positivo, de elevar o número de leitores no âmbito do município. Afinal, ainda que o índice de leitura anual do Brasil tenha saído de 1,8 para 4,7 livros por habitante entre 2000 e 2010 (www.vermelho.org.br/noticia, “Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos”, de 27 de fevereiro de 2011), Itororó está em muito superando os indicativos nacionais.

Itororó I

Descobriu-se em Itororó um excelente passatempo e – como diriam os de antigamente – um perfeito “desopilador para o fígado”: ouvir as transmissões da sessão semanal da Câmara Municipal.

Afirmam ser o melhor programa humorístico da radiofonia nacional, tendo gente pensando em gravar para fins de comercialização.

Itororó II

Temas palpitantes têm sido abordados em debates pelos ilustres pares. À guisa de ilustração, um vereador levou à dialetização edilício-itororoense a “página 157” do livro de Adroaldo.

Afirmam os que acompanharam a tertúlia de suas excelências que foi muito proveitoso para o futuro do município.

Tamanha a repercussão que os que convivem e se comunicam com o Além informam: Stanislaw Ponte Preta, a propósito da atuação dos senhores vereadores, pretende lançar uma edição psicografada de seu famoso “Febeapá” apenas se utilizando das pérolas registradas em ata.

Itororó III

A obra tornou-se o frisson no pequeno município que luta para superar as 20 mil almas, que dividiu-se em torno da livro publicado por Adroaldo Almeida, menos por sua dimensão literária e mais pela paixão política. Afinal, é o primeiro prefeito escritor e não deixa de incomodar aos que não dispõem de igual veia poético-contista.

Mas, como natural em instantes tais, algumas línguas ferinas já destacaram no alcaide uma virtude: a de haver introduzido (ops!) na cidade a “literatura de bordel” para contrapor-se àquela teimosa literatura de cordel.

Que maldade!

Mudanças à vista

A tradicional “malhação do judas” tende a não se realizar em Itororó neste sábado de Aleluia, substituída pela “malhação do livro de Adroaldo”, que – dizem – é muito mais interessante.

Pena Branca e Xavantinho

Ainda com o caipira mineiro de Pena Branca e Xavantinho essas duas marcas: “Poeira”, de Luiz Bonan e Serafim C. Gomes e “Cio da Terra”, de Milton Nascimento e Chico Buarque em inigualável e único expressar estético-musical.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoImaculada manhã de sábado, sol escaldante ferventando o asfalto, impregnando de suor quem transita o Beco do Fuxico. O ABC da Noite em operação acolhe a freguesia fiel. Conversas variadas vão-se atropelando. Cabôco Alencar, atento e diligente, desdobra-se. Num estalo um tema concentrou maior atenção: a cidade de Itabuna e o amor dos que ali estavam pela terra que os acolhera ou os fizera nascer, o que motiva vaidoso comentário:

– Eu moro aqui há mais de vinte anos! – declara-se romântico aluno.

A verve alencarina não perde a deixa:

– Não tarda completar a pena máxima, Cabôco.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Itabuna, proibida para amadores

Domingos Matos, 09/03/2011 | 11:38
Editado em 09/03/2011 | 11:54

Tá difícil. A cada dia, a sensação que se tem é que é quase impossível escapar da violência em Itabuna. E não se trata apenas de crimes ligados ao tráfico de drogas, como gostam de fazer parecer as autoridades em geral. São crimes e mais crimes, sem classificação maior.

Do absurdo assassinato de um casal no bairro Califórnia - ambos trabalhadores, donos de um açougue - a ataques atribuídos a briga de gangues, sem falar na violência feijão-com-arroz. aquela que não mata, mas deixa marcas, principalmente agressões domésticas e assaltos em geral. Tudo isso tem tornado a vida nessa cidade uma aventura medonha.

Dez homicídios. Ilhéus, com carnaval, milhares de turistas - a maioria importada de Itabuna - e tudo, nenhum assassinato. Carnaval sem peixeiras. Amém. Morte violenta, apenas um afogamento - salvo alguma atualização macabra depois do 'fechamento dos números'.

Mas, que dizer de Itabuna? Por onde andar, se todas as ruas, desertas ou movimentadas são igualmente perigosas? Vale a pena comprar um celular chique, se ele não durará mais que uma semana em nosso poder? É melhor portar dinheiro para ter o que oferecer aos seus verdadeiros donos, quando estivermos sob a mira dos trezoitões? Bandidos já aceitam cartões de crédito ou débito?

Definitivamente, Itabuna não é mais uma cidade para amadores. Requer um profissionlismo que não nos foi oferecido.

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