Tag: assassinatos

Quatro das dez cidades mais violentas do país são da Bahia, aponta levantamento

Domingos Matos, 06/08/2019 | 11:13

Dados divulgados ontem (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que dos dez municípios mais violentos do país, quatro são da Bahia.

Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, aparece no estudo com a quarta maior taxa de homicídios do país, com quase 120 assassinatos a cada 100 mil habitantes. O avanço do tráfico de drogas é considerado um dos principais motivos desse índice.

Foi o que mostrou o Atlas da Violência, que tem como base dados do Ministério da Saúde e que levou em consideração todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes no ano de 2017.

Além de Simões Filho, outras quatro cidades baianas apareceram entre as vinte mais violentas do país: Porto Seguro, Lauro de Freitas, Camaçari e Eunápolis.

Em relação ao último estudo, Eunápolis conseguiu melhorar o desempenho. Caiu da 2ª colocação para a 20ª, com uma redução de mais de 40 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Além do avanço do tráfico de drogas nos municípios baianos, o estudo fala que o estado tem adotado uma linha de enfrentamento e embrutecimento no uso das suas forças policiais, que tem ajudado a alimentar o ciclo da violência.

Em nota, a Secretara da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que não comenta dados de pesquisas, porque não tem acesso à metodologia usada.

No comunicado, a SSSP ressaltou ainda que a Bahia terminou o ano passado com o menor número de homicídios dos últimos seis anos - índice atestado por outras instituições que promovem estudos. (Do G1)

 

Relatores da ONU enviam carta sigilosa a Bolsonaro para proteção do cacique Babau

Domingos Matos, 08/06/2019 | 10:36
Editado em 08/06/2019 | 10:38

Relatores da ONU (Organização das Nações Unidas) cobraram uma proteção do governo de Jair Bolsonaro a um dos principais líderes indígenas do país, Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau.

Numa carta confidencial ao governo, os relatores Michel Forst e Victoria Lucia Tauli-Corpuz afirmam que estão preocupados diante das informações recebidas sobre um suposto plano de assassinatos no sul da Bahia contra o líder indígena e mais quatro de seus parentes.(…)

Na carta enviada no dia 4 de abril, os relatores da ONU alertam que essa não é a primeira vez que fazem um apelo para que o Estado garanta a proteção da liderança indígena. Em 2016, um outro apelo foi emitido. Três anos depois, os relatores “lamentam que nenhuma resposta substantiva” até hoje tenha sido enviada pelo Brasil.

Agora, os especialistas da ONU apontam que, no dia 29 de janeiro de 2019, o cacique foi informado sobre um suposto plano para matá-lo, com a participação de fazendeiros locais e representantes da Polícia Militar e Civil.

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Itabuna registra dois assassinatos em menos de 24 horas; uma das vítimas tinha 16 anos

Domingos Matos, 04/04/2019 | 13:04
Editado em 04/04/2019 | 14:23

A polícia de Itabuna segue investigando a morte de Alex Eduardo Vasconcelos, que era mais conhecido como “Du”, de 16 anos. O adolescente foi brutalmente assassinado na tarde de ontem (03), dentro de um galpão, local de trabalho do pai dele, na Avenida Itajuípe, bairro Santo Antônio.

A vítima foi morta com mais de 20 tiros e golpes de facão. Testemunhas relataram que o crime foi cometido por cinco homens. Cápsulas de revólver calibre 38 foram encontradas na cena do crime.

Ainda não se sabe sobre a motivação do assassinato. 

Segundo homicidio 

Este foi o 2° homicídio em abril e o 31° de 2019 em Itabuna. Ainda na quarta-feira (03), um homem foi morto a pauladas no bairro Sinval Palmeiras.

Diego Nogueira Ferreira tinha 29 anos e trabalhava como operador de caminhões-guincho na empresa Guincho Grapiúna. Nas horas vagas, trabalhava como mototaxista. O rapaz estava morando naquele bairro há pouco tempo.

Segundo testemunhas, quatro homens, com pedaços de madeira na mão, invadiram a casa de Diego e, no meio da rua, desferiram diversas pauladas na vítima.

 

Babau denuncia ameaça de morte e pede proteção à família

Domingos Matos, 11/02/2019 | 13:21
Editado em 11/02/2019 | 16:21

Um dos principais líderes indígenas do país, Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau, 44, dos tupinambás de Olivença (BA), pediu ao Governo da Bahia e ao Ministério Público Federal proteção para sua família, após ter recebido informações sobre um suposto plano de assassinatos no sul da Bahia, informa Rubens Valente, da Folha.

Babau é líder na Terra Indígena Tupinambá, de 47 mil hectares, localizada entre os municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, na qual vivem mais de 4.600 indígenas.

A terra já foi identificada e delimitada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) há dez anos, mas seu processo de demarcação está parado desde 2016 à espera da etapa seguinte (e uma das últimas), a publicação da portaria declaratória pelo Ministério da Justiça.

Segundo Babau, a informação sobre assassinatos chegou a ele no final de janeiro. De acordo com uma fonte dos índios, reuniões em Itabuna (BA) entre fazendeiros e policiais civis e militares discutiram uma forma de incriminar falsamente índios com o tráfico de drogas e inventar uma troca de tiros para matar três irmãos de Babau e duas sobrinhas.

Segundo o plano, os índios seriam parados em uma blitz de trânsito, e drogas e armas seriam “plantadas” nos carros e divulgadas a emissoras de rádio e TV da região. O relato detalhado sobre a rotina dos indígenas convenceu Babau da veracidade das informações.

“O que [a fonte] relatou é que agora é só uma cúpula de fazendeiros, bem pequena, com alguns membros políticos com pessoas ligadas à Polícia Militar e Polícia Civil e foi discutido como fazer para tomar o território tupinambá da mãos dos índios e voltar para a mão deles”, disse Babau à Folha, em Brasília, onde esteve para falar sobre a denúncia à PGR (Procuradoria-Geral da República), à delegação da União Europeia e ao Cimi (Conselho Indigenista Missionário), braço da Igreja Católica.

Itabuna registra o 3º assassinato do ano

Domingos Matos, 06/01/2012 | 12:05
Editado em 06/01/2012 | 12:08

A terceira vítima de assassinato do ano, em Itabuna, foi Paulo Henrique Oliveira Araújo, que aparentava ter 19 anos.

Moradores informaram à polícia que ele foi executado a tiros, na travessa Senhor do Bonfim, bairro Pedro Jerônimo, por volta das 21h30min desta quinta-feira (5).

Testemunhas disseram ainda que Paulo Henrique Oliveira Araújo pode ter sido morto por engano, porque os criminosos chegaram procurando um indivíduo conhecido por “Léo” e começaram a atirar.

Nos registros oficiais da polícia civil constam que nos cinco primeiros dias deste ano já foram registrados três assassinatos em Itabuna em menos de seis dias.

Até agora não foi registrada nenhuma prisão dos assassinos.

Presidente Dilma veta plano para reduzir homicídios

Domingos Matos, 30/12/2011 | 15:27
Editado em 30/12/2011 | 18:17

A presidente Dilma vetou por tempo indeterminado a elaboração do plano de articulação nacional para reduzir homicídios, um dos pilares da política de segurança pública anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no início do ano.

A decisão surpreendeu e irritou integrantes do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp) que acompanham a escalada da violência no país. “O Brasil tem o maior índice de homicídios do mundo em termos absolutos – quase 50 mil por ano, 137 por dia – e o sexto quando o número de assassinatos anuais é comparado ao tamanho da população”.

Em janeiro, ainda embalado pelo ritmo da campanha do ano passado, Cardozo anunciou que buscaria um pacto com os governadores, inclusive com os da oposição, para preparar um grande plano de combate à violência.

Em maio, depois de longos meses de discussões internas, um representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública chegou a apresentar o esboço do plano numa reunião do Conasp.

A proposta seria enviada ao Palácio do Planalto e depois anunciada formalmente como o plano do governo federal para auxiliar governos estaduais a reduzir crimes de sangue.

Mas, depois de passar pela Casa Civil, o plano foi discretamente engavetado. No Conasp circula a informação de que a proposta foi vetada pela presidente Dilma Rousseff.

A presidente teria orientado o Ministério da Justiça a concentrar esforços na ampliação e modernização do sistema penitenciário, no combate ao crack e no monitoramento das fronteiras, áreas em que o governo tem papel primordial, conforme a Constituição.

Planos específicos de combate a homicídios estariam a cargo dos governos estaduais. (Com informações de “O Globo”).

Vergonha: Itabuna é campeã nacional em mortalidade infantil e vice em assassinatos

Domingos Matos, 31/10/2011 | 09:25
Editado em 31/10/2011 | 09:27

Do Blog do Thame

Um perfil das cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes, publicado na edição desta semana da revista Veja, coloca Itabuna em situação desonrosa. De acordo com o levantamento, Itabuna é a segunda cidade com maior taxa de homicídios do Brasil, com 113,8 assassinatos por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de Marabá, no violento Sul do Pará, com 125 homicídios para cada 100 mil habitantes.

No quesito mortalidade infantil, a situação de Itabuna é ainda mais vergonhosa: a cidade é a campeã nacional com 29,4 mortes por cada grupo de mil recém nascidos. Está bem à frente de Vitória da Conquista e de Marabá. Para efeito de comparação, as cidades mais bem colocadas, Presidente Prudente (SP), Américana (SP), Viamão (RS) e Macaé (RJ) tem 8 mortos para cada mil recém nascidos.

Trombonada:

O resumo é o seguinte: se conseguir nascer, o cidadão itabunense terá sérias dificuldades para conseguir sobreviver

Intolerância, não; indignação, sim; ou o stalinista que habita em nós

Domingos Matos, 25/09/2011 | 18:25
Editado em 25/09/2011 | 18:28

Walmir Rosário

Walmir“O direito de intolerância é absurdo e bárbaro: é o direito dos tigres, e é bem horrível; porque os tigres matam para comer e nós andamos a exterminar-nos por causa de parágrafos”. (Voltaire, - François-Marie Arouet - Tratado sobre a tolerância)

Até o século XVIII a intolerância de cunho religioso campeava absoluta. A igreja católica, ou mesmo as instituições religiosas, se intrometiam nos assuntos econômicos e políticos do Estado, o que era um hábito nocivo ao desenvolvimento e ao progresso da sociedade. O pensamento dogmático religioso era uma barreira colocada entre Deus e o homem, sem razões sólidas para se sustentar.

Os dogmas eram verdade absoluta e sequer podiam ser questionados, e as perseguições por acusações de impiedade e de ateísmo corriqueiras. A Igreja determinava, os reis atendiam. Era essa a moeda de troca entre os dominantes. Um impunha, o outro executava. Sem piedade, diga-se de passagem. Antes, a intolerância também tinha tomado a forma de luta ideológica, com Maquiavel advogando que os fins justificam os meios, para legitimar as ações do Estado contra seus opositores.

Na Europa, notadamente na França, um grupo de pensadores conhecido como os Iluministas, começou a se mobilizar em torno da defesa de ideias que pautavam a renovação de práticas e instituições vigentes. Os principais alvos mirados pelos iluministas eram a injustiça, a dominação religiosa, o Estado absolutista e os privilégios enquanto vícios de uma sociedade que cada vez mais afastava os homens do seu “direito natural” à felicidade.

A intolerância vinculava a religião e a política e o herege religioso era visto como um provocador da ordem estabelecida – a monarquia – indo de encontro ao dogma religioso adotado pelo Estado-nação.

Enfim, graças aos iluministas, a política terminaria por impor a sua autonomia em relação ao poder religioso. Historicamente, a intolerância está presente na esfera das relações humanas fundadas em sentimentos e crenças religiosas. É uma prática que se “autojustifica” em nome de Deus, adquirindo o status de uma “guerra santa” entre os homens.

Ainda hoje, não toleramos o pobre, as minorias. Não bastasse esse sentimento cultural que acompanha a humanidade por séculos, convivemos com os governos de totalitarismos, sejam de esquerda ou de direita. Além dessas ameaças nos nossos países, somos assolados pelo fanatismo, geralmente religioso vindo do oriente (onde impera o islamismo, religião que prega o bem).

Mas, apesar dessas mudanças, ainda somos obrigados a conviver com tamanha selvageria em pleno Século XXI, apesar dos constantes avanços nas áreas da saúde, das comunicações e da informática. O mais grave é que esses avanços são utilizados como instrumento de dominação, a exemplo do que acontece na República Popular da China. Soubemos criar e desenvolver a tecnologia, menos controlar nossos instintos perversos.

A injustiça campeia a passos largos. E tudo isso acontece com a nossa aquiescência. Assistimos a tudo passivamente, com medo de nos envolvermos, apesar de sabermos e termos consciência do mal que pessoas praticam contra as outras. Trata-se de violência praticada contra seres humanos, nossos semelhantes, e continuamos como que anestesiadas diante das injustiças que os atingem. Não nos indignamos, não protestamos e não reagimos.

No nosso planeta, a cada dia que passa aumenta a concentração de riquezas, enquanto milhões ou talvez bilhões de pessoas sobrevivem na fome e na indigência, condenados à morte por inanição. A educação e a saúde, garantidas na nossa Constituição – para ilustrar o nosso caso –, são apenas meros artigos de ficção.

Os seres humanos continuam sendo explorados como acontecia em períodos mais remotos, sem direitos a um trabalho digno e bem remunerado; impedidos de ir e vir por falta de infraestrutura, de meios de transporte, de recursos para pagar o transporte, e o que é o maior requinte da injustiça, de leis restritivas à imigração: é o globalitarismo denunciado pelo mestre baiano Milton Santos.

Com todos esses males assolando a humanidade não somos capazes de empreendermos uma ação sequer contra as injustiças sociais e as desigualdades. Pelo contrário, somos surpreendidos pelo grande número de adesismo aos governos estabelecidos. Até mesmo a cooptação, prática utilizada para conquistar pessoas pelos mais diversos métodos, hoje vem sendo abolida em nome do adesismo desenfreado, fazendo com que desapareça o contraditório, a diversidade de ideias.

A inversão de valores é grande, onde o certo é ser esperto e ser honesto é coisa de otário. A impunidade deixa a sociedade mais indignada ainda, com mandantes de assassinatos impunes, corruptos impunes. No primeiro quartel do século passado, o baiano Ruy Barbosa elaborou o discurso “Oração aos Moços”, para ser lido perante a turma de 1920 da Faculdade de Direito de São Paulo, em que retrata perfeitamente a situação atual.

Com base nessas lições deixadas pelos grandes pensadores da humanidade é que deveremos abominar de nossas vidas a intolerância e adotar como modelo de vida a prática da indignação. E para concluir, lembro mais uma célebre frase de Voltaire: "Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las".  

Walmir Rosário é advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

Número de homicídios reduz 16% na Bahia

Domingos Matos, 13/07/2011 | 11:02
Editado em 13/07/2011 | 11:09

O índice de homicídios diminuiu no primeiro semestre de 2011, numa comparação com o mesmo período do ano passado. A redução de 16% é o principal destaque no balanço do primeiro semestre elaborado pela Secretaria da Segurança Pública.

Em Salvador, este índice apresentou queda de 13,5% e na Região Metropolitana, o decréscimo, para o mesmo tipo de crime, foi de 8,2%. Principal objetivo do programa Pacto Pela Vida, a diminuição do número de homicídios no estado é decorrente das operações policiais, do combate ao tráfico de drogas, desarticulação de quadrilhas e prisão de traficantes, além da ampliação da estrutura de investigação dos crimes.

Capital e RMS também reduzem

Em 2010, foram registrados na Bahia, nos primeiros seis meses, 2.706 assassinatos contra 2.273 casos neste ano. Na capital, foram computados 793 homicídios no primeiro semestre, em contraste aos 917 registrados no mesmo período do ano passado. Na Região Metropolitana de Salvador, ocorreram 306 assassinatos em 2010, número reduzido para 208 nos seis primeiros meses de 2011.

Tentativas e latrocínios crescem

O número de tentativas de homicídio na Bahia, neste mesmo período, apresentou um crescimento de 3,8%: 1.531 (2011) contra 1.474 (2010). Outro índice que seguiu a tendência de aumento foi o de latrocínio (roubo seguido de morte). Nos primeiros seis meses do ano foram registrados 51 casos, contra 61, no mesmo período de 2010, representando um crescimento de 19,6%.

Outros números

No quesito roubos, em todo o estado, os índices também apresentaram reduções nos primeiros seis meses deste ano: de 4% dos roubos de veículos (4.416 em 2010 e 4.240 em 2011); de 6,2% em estabelecimentos comerciais (2.058 em 2010 e 1.931 em 2011); de 1,1% em residências (704 em 2010 e 696 em 2011); e de 5% roubo a transeuntes (14.673 em 2010 e 13.935 em 2011), sempre comparando com o mesmo período do ano passado.

Itabuna aparece como 3ª cidade mais perigosa para jovens no país

Domingos Matos, 24/02/2011 | 14:00
Editado em 24/02/2011 | 14:03

Do Pimenta

No intervalo de apenas um ano, Itabuna saltou de 11ª para 3ª cidade mais violenta do Brasil quando considerado o número de homicídios entre jovens na faixa de 15 a 24 anos em 2008 (confira o resultado do estudo de 2007). É o que revela o mais novo Mapa da Violência feito pelo pesquisador Júlio Jacobo, Instituto Sangari e Ministério da Justiça.

Conforme o estudo, o município registrou 92 assassinatos em que as vítimas eram jovens na faixa etária de 15 e 24 anos de idade. Maceió (AL) lidera o ranking de mortes violentas nessa faixa etária, seguido pela capixaba Serra.

O mapa da violência também traz em destaque no ranking as baianas Simões Filho (5ª posição), Lauro de Freitas (9ª), Porto Seguro (14ª), Salvador (21ª) e Eunápolis (22ª). Ilhéus aparece na 61ª colocação na relação das mais violentas para jovens de 15 a 24 anos.

A posição de Itabuna no ranking “melhora” quando comparados os dados envolvendo todas as faixas etárias. Neste caso, a cidade situa-se como a 13ª mais violenta do país. Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, é a 2ª mais violenta do Brasil, conforme o estudo.

Lauro de Freitas aparece na 16ª colocação, seguida por Porto Seguro (17ª).  Eunápolis aparece na 24ª posição. Itabuna, Porto e Eunápolis estão situadas na região sul da Bahia. Simões Filho e Lauro de Freitas, na região metropolitana.

O pesquisador Júlio Jacobo, autor do estudo, diz que ocorre uma desconcentração da violência das regiões mais ricas do país para o Nordeste. Segundo ele, o nordeste enfrenta uma maré positiva de geração de emprego e renda, mas sem a estrutura de segurança pública.

Júri de acusados de chacina em Itajuípe será dia 1º de setembro

Domingos Matos, 26/08/2010 | 14:12
Editado em 26/08/2010 | 14:16
chacinaO julgamento dos três acusados de envolvimento na chacina que ocorreu em março de 2007, no Sítio Vontade de Deus, na rodovia Itajuípe-Coaraci, está agendado para o próximo dia 1º de Setembro no Fórum Desembargador Dr. Orlando Pereira dos Santos, em Itajuípe. 

Os acusados são Alex de Paula Silva e Anderson Gonçalves dos Reis (foto). De acordo com o inquérito da Polícia Civil, eles cometeram o crime a mando do ex-funcionário da Petrobras José Américo dos Reis Filho (foto). Todos se encontram presos no Conjunto Penal de Itabuna desde 2007.

As vítimas forma cinco pessoas. Além de Ediane Duarte de Souza foram assassinados o filho, José Américo Júnior, de 5 anos, Lidilaura da Paz Santos, Geisa Silva Santos e seu filho, Pedro Henrique, de 3 anos.   

Júnior era filho do ex-funcionário da Petrobras José Américo que encomendou os assassinatos da amante e do filho. Américo teria ordenado as execuções para livrar-se de chantagens feitas por Ediane Duarte.   

Os corpos das cinco vítimas só foram encontrados três dias depois do crime, amontoados em um banheiro, em estado avançado de decomposição. As cinco foram mortas a facadas, asfixia e por disparos de arma de fogo.

Polícia desbarata quadrilha de delegado

Domingos Matos, 19/08/2010 | 07:44
Editado em 19/08/2010 | 08:51

quadrilha de nelisDo Bahia Notícias

Após prender o delegado Nélis Araújo, mandante da morte de um colega, a Polícia Civil desarticulou o restante da quadrilha de pistoleiros que atuavam na região Sul do estado.

Os outros integrantes do bando, Antônio Calumby Filho, Manoel Tercínio de Araújo foram capturados em Ubatã e Ubaitaba, após operação coordenada pelo secretário de Segurança Pública, César Nunes, e pelo delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo.

As investigações sobre o caso já ocorria há 10 meses e comprovaram que Nélis tinha ligação direta com a quadrilha de pistoleiros, responsável por diversas mortes. Ele recebia dinheiro dos bandidos para não investigar assassinatos, tráfico de drogas e roubos cometidos por eles.

nelis

Da Redação d'O Trombone: Nélis Araújo (foto ao lado) é o mesmo delegado que dirigiu a 6ª Corpin (Itabuna) há três anos, quando aqui promoveu sua própria imagem amparado em conluio com alguns veículos de comunicação, que embarcaram em seu estilo pirotécnico de realizar operações policiais.

Já naquela época sabia-se que nem tudo era o que parecia ser em relação ao policial. Principalmente a partir do momento em que ele foi, pessoalmente, à redação em que este blogueiro à época trabalhava, no jornal Agora, para fazer ameaças veladas aos profissionais (repórter e este editor) que cobriam a editoria de Segurança. Tudo porque não aceitaram fazer parte do joguinho que ele gostava de jogar, no qual envolveu parte da imprensa local.

"A casa caiu" - para usar um linguajar próprio do métier.

Abaixo, ouça reportagem da Agecom sobre o caso.

Encontrado!

Domingos Matos, 04/08/2010 | 22:12
Editado em 04/08/2010 | 22:19
Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

danielEliane Oliveira recebeu Francisco Paulo Lins da Silva, vindo não se sabe de onde, com a generosidade das mulheres apaixonadas.

Deu-lhe amor, uma família e até um emprego na instituição em que trabalhava.
Quando se descobriu que Francisco viera das trevas, Eliane estava morta, covardemente assassinada pelo homem a quem amara e acolhera.

Francisco, o bom companheiro, o amante gentil, era um lobo momentaneamente travestido de cordeiro, que já havia cometido assassinatos em São Paulo e no Mato Grosso.

Pousou em Itabuna como um foragido da Justiça, aqui viveu seu idílio com Eliane e quando ela não quis manter no relacionamento, transmutou-se novamente em lobo.

E fugiu de Itabuna como o assassino frio que é, perambulando pelos confins da Bahia e do Tocantins, até ser -finalmente- preso em Santa Luzia do Tude, cidadezinha perdida na imensidão do Maranhão.

Durante sete meses, familiares e amigos de Eliane promoveram uma ampla mobilização para que o crime não ficasse impune e que Francisco fosse localizado.

Para isso, espalharam cartazes com sua foto em locais de grande movimentação de pessoas e através dessa fantástica ferramenta (quando bem utilizada) que é a internet.

E foi através de um site em que sua foto estava estampada que Francisco foi reconhecido. Acionada, a polícia o prendeu quando ele, na condição do mais pacato dos cidadãos, fazia a limpeza do terreno da casa onde morava.

Francisco não ofereceu resistência e nem negou o assassinato de Eliane. Nem há como negá-lo, tantas são as provas contra ele, num crime planejado e executado com frieza.

Do Maranhão, será trazido para Itabuna, onde, espera-se, pague pela monstruosidade que cometeu.

Nada que traga Eliane de volta, mas ao menos se fará a Justiça que não foi feita nos assassinatos anteriores cometidos por Francisco.

Crimes pelos quais ele não foi punido e razão pela qual continuou livre para continuar cometendo atrocidades contra mulheres indefesas.

Que desta vez, a impunidade não prevaleça, posto que lugar de lobo não é necessariamente entre cordeiros.

É, no caso de facínoras como Francisco, prioritariamente atrás das grades.

Daniel Thame é jornalista, blogueiro, e autor do livro "Vassoura"

Minority Report? Não, cidadania

Domingos Matos, 23/07/2010 | 00:34
Editado em 23/07/2010 | 00:50

minorityA PM conseguiu se antecipar e impedir um assalto a ônibus, que ocorreria ontem, na linha Itabuna-Ibicaraí. Sabendo o horário e o local em que o crime ocorreria, policiais ocuparam o veículo e perceberam quando os dois bandidos tentaram ‘dispensar' um revólver calibre 38, com o qual pretendia executar o crime.

A cena parece-se com o princípio defendido no conto Minority Report, de Philip K. Dick, publicado em 1956 e filmado em 2002, com o astro Tom Cruise fazendo o papel principal. Nas duas obras, numa época futurista, a polícia conseguia saber quando e onde o crime aconteceria, e assim poderia impedir assassinatos e outras ações.

Não foi o caso dessa ocorrência, na esburacada BR-415. A proeza só foi possível devido a uma denúncia anônima, que chegou à polícia por volta das 17h30min de quarta-feira (21). A informação dava dando conta de que dois indivíduos assaltariam um ônibus da Rota no trjeto entre Itabuna e Ibicaraí.

viatura baleadaEmerson Santos de Jesus, morador do bairro Fernando Gomes, e Luciano Barbosa dos Santos, morador de Nova Ferradas, ainda tentaram resistir à abordagem da PM, mas acabaram presos e conduzidos ao Complexo Policial de Itabuna.

Sem teletransporte, numa viatura com a gasolina perigando, mas presos, graças à atitude cidadã do denunciante.

As imagens são 'meramente ilustrativas'

Homicídio na madrugada mostra 'retomada da rotina'

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 27/03/2010 | 12:05

Mais uma vítima de homicídio em Itabuna. A segunda, em dois dias. Depois de uma breve pausa na sequência macabra, de um desses crimes por dia, a cidade volta a registrar dois assassinatos seguidos.

As duas vítimas de quinta e sexta-feiras, eram conhecidos da polícia. O primeiro, dentificado como Alberto Lisboa, foi assassinado no bairro Nova Itabuna, por volta das 23h50min de quinta-feira (25).

O último tombou na madrugada deste sábado (27). Cristiano Reis Santos, conhecido como "Jarrão", 22 anos, tinha diversas passagens pela delegacia, segundo a polícia. Este foi encontrado com várias perfurações de bala embaixo de uma amendoeira, na avenida J.S. Pinheiro.

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