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Mais de 2 mil processos serão analisados pelos novos assessores-técnicos jurídicos do MP

Domingos Matos, 10/09/2019 | 18:42

Mais de 2 mil processos das comarcas de Andaraí, Livramento de Nossa Senhora e Santa Cruz de Cabrália serão analisados, ao longo dos próximos 15 dias, pelos novos assessores-técnicos jurídicos do Ministério Público estadual. O laboratório de prática jurídica, que será realizado de hoje ao dia 13 e entre os dias 16 e 20 desse mês, das 8h30 às 17h, marca a primeira atuação dos 100 assessores empossados no último dia 2 para assegurar melhores condições de trabalho aos promotores de Justiça do interior e, assim, permitir uma atuação mais eficiente do MP baiano. “Os assessores vêm para dar um importante suporte ao nosso trabalho e assegurar uma melhor prestação do MP para a comunidade”, salientou o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), promotor de Justiça Marcos Pontes, que supervisiona a capacitação.

O laboratório conta com o suporte dos promotores de Justiça Márcia Câncio, Romeu Gonsaves coelho Filho, Ruano Fernando da Silva Leite e Antônio Maurício Soares Magnavita, respectivamente coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (Ceacon) e titulares das comarcas de Andaraí, Livramento de Nossa Senhora e Santa Cruz de Cabrália. Analistas da Unidade de Apoio à Atividade Finalística (UAF) e assistentes técnicos do MP também integram a equipe de apoio. Os mais de 2000 processos foram selecionados com base num mapeamento realizado pelo Caocrim, a pedido da UAF, que selecionou as comarcas de Livramento, Andaraí e Santa Cruz de Cabrália por conta da grande demanda, conforme salientou o promotor de Justiça Marcos Pontes. São processos cíveis, criminais, procedimentos extrajudiciais, inquéritos civis e outras peças com as quais os assessores irão se deparar na sua atuação no MP. As manifestações jurídicas dos assessores serão lançadas no Idea, sistema informatizado de cadastramento de processos do MP. 

Fórum Regional vai discutir implantação da Base Nacional Comum Curricular

O evento é gratuito e acontecerá na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc)

Domingos Matos, 03/09/2019 | 16:32

A implantação da Base Nacional Comum Curricular - BNCC e a construção do Referencial Curricular, considerando as características territoriais é o tema principal do II Fórum Regional de Educação do Sul da Bahia, que acontece no dia 10 de setembro, das 8 às 17 hs, no auditório Paulo Souto, na Uesc. O objetivo do evento é discutir e propor estratégias para garantir os direitos de aprendizagem e o desenvolvimento da educação regional.

A iniciativa é da Câmara Técnica de Educação (CTE) do Consórcio Litoral Sul (CDS-LS), em parceria com o Fórum Regional de Educação (Forsec), a Associação dos Municípios da Região Cacaueira (Amurc), a Uesc, 30 municípios da região, Instituto Arapyaú, Rede de Colaboração Intermunicipal de Educação e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

As temáticas estarão sendo debatidas em um espaço de diálogo, colaboração e cooperação intermunicipal, com vistas a refletir sobre educação para o fortalecimento dos municípios, contribuindo para a redução das desigualdades e atuando em favor de uma educação pública de qualidade e equidade.

Mais de 500 pessoas já estão confirmadas na segunda edição do fórum, entre dirigentes municipais de educação, gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores, técnicos em assuntos educacionais, assessores em educação e Conselho Municipal de Educação.

 

Programação

O evento terá início às 8 horas, com o credenciamento e acolhimento dos participantes. Logo depois começa uma roda de conversa sobre as temáticas: Processo de (Re)elaboração e Implantação do Referencial Curricular: o que une os municípios no território Litoral Sul da Bahia?; Currículo de Identidade do Estado da Bahia:  discussão dos seus pressupostos teóricos;

Pensando sobre a construção do Projeto Político-Pedagógico e sua consonância com a BNCC e com o Currículo Bahia e o Conselho Municipal de Educação: a sua importância no processo de normatização curricular, tendo em vista a responsabilidade de análise, parecer e normatização dos novos PPPs e currículos das escolas, alinhados à BNCC nos municípios, até março de 2020.

Já no período da tarde serão realizadas oficinas BNCC na Prática e Referencial Curricular (compreendendo competências, habilidades, direitos de aprendizagem e desenvolvimento, campos de experiências, planejamento, metodologias ativas e avaliação).

 

Encontro reúne em Itabuna secretários de Educação do Litoral Sul

Domingos Matos, 28/08/2019 | 13:01

Cerca de 30 secretários, assessores e técnicos municipais de Educação se reuniram na manhã desta quarta-feira (28), na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC Itabuna – Campus I) em mais um encontro territorial no âmbito da Undime Bahia (União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação – Secccional Bahia Território Litoral Sul). 

A Undime é um dos principais órgãos nacionais na defesa do fortalecimento de políticas de desenvolvimento da Educação, com abrangência em todo o país e com atuação nos estados e nas regiões através de suas divisões estaduais e subdivisões regionais. 

O evento tem a assinatura da secretária municipal da Educação de Una, Soelma Silva Santos, coordenadora técnica da Undime. 

A secretária indica que este é “o segundo encontro territorial do Litoral Sul, encontros esses que são feitos mensalmente para dialogarmos sobre as demandas da Educação, ações que serão desenvolvidas e o resultado final que pretendemos obter, tendo como público alvo secretários de Educação do nosso litoral e os técnicos das secretarias”.

Na pauta do encontro desta quarta-feira, a apresentação do Plano de Ação do Litoral Sul, feita pelo diretor do território, o professor Alessandro Alexandrino Santos, secretário de Educação do Município de Aurelino Leal e diretor territorial da Undime no Sul da Bahia. Ainda durante a programação, a palestra do professor José Augusto Aquino, num debate com o tema “Olhares sobre o IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]”.

Como município anfitrião do encontro, o município de Itabuna esteve representado pela secretária municipal da Educação, professora Nilmecy Gonçalves, que disse que “é muito bom quando pessoas envolvidas em cenários que são semelhantes entre si se reúnem para buscar os caminhos que denotam a busca por melhorar as condições da qualidade do ensino, dos índices de desenvolvimento e da gestão municipal”. 

Entre os municípios participantes, foram convidados, além de Itabuna, as cidades de Ilhéus, Una, São José da Vitória, Uruçuca, Ibicaraí, Itajú do Colônia, Floresta Azul, Itapé, Itacaré, Arataca, Jussari, Buerarema, Mascote, Camacan, Canavieiras, Pau Brasil, Santa Luzia, Ubaitaba, Aurelino Leal, Barro Preto, Itajuípe, Maraú, Coaraci, Itapitanga e Almadina. 

Mesa Diretora quer uma maior participação da sociedade na Tribuna Livre da Câmara de Itabuna

Domingos Matos, 14/06/2019 | 15:35

Os integrantes da Mesa Diretora da Câmara de Itabuna estarão mobilizando os demais vereadores da Casa, os servidores e os assessores parlamentares para estimularem a todos os segmentos da sociedade local a utilizarem a Tribunal Livre do Legislativo itabunense. O objetivo é ouvir as propostas da população.

Segundo o artigo 141 do Regimento Interno da Câmara de Itabuna, “Tribuna Livre é a parte da Sessão Especial destinada à manifestação da comunidade sobre matéria de interesse do Município, reivindicações ou proposições da iniciativa popular”. O espaço é aberto a qualquer cidadão itabunense e tem a duração máxima e improrrogável de trinta minutos.

A “Tribuna Livre” será usada na tarde das quartas-feiras, após o término da Sessão Ordinária da Câmara de Itabuna. Regimentalmente, caberá ao vereador Ricardo Xavier, presidente do Legislativo local, conceder a palavra aos munícipes inscritos, que terão o prazo de dez minutos, cada, para uso da palavra e não poderão ser aparteados. Na hipótese de infração será advertido pelo presidente e na reincidência terá a palavra cassada.

“A Tribuna Livre é um espaço democrático existente em todas as Câmaras de Vereadores do país, no qual os cidadãos podem falar sobre vários assuntos relacionados ao município e que podem precisar de alguma intervenção dos vereadores. Na tribuna, frente a frente com os membros da Casa e os cidadãos, o munícipe pode expressar os seus anseios quanto aos andamentos do Poder Legislativo e Executivo”, disse Ricardo Xavier.

Para fazer uso da Tribuna Livre, o cidadão deverá comprovar que é eleitor itabunense; informar previamente sobre o tema abordado, permitindo a entrega de sua exposição, por escrito, para efeito de encaminhamento a quem de direito, a critério do presidente; proceder a sua inscrição, em livro próprio, na Secretaria Parlamentar, com antecedência mínima de 48 horas de cada Sessão Ordinária. A reabertura das inscrições para o uso da Tribuna Livre ocorre a partir das 12 horas do dia seguinte da última reunião ordinária.

 

Vereadores buscam acordo entre empresários e Sindicato para acabar a greve dos rodoviários

Domingos Matos, 13/06/2019 | 10:13
Editado em 13/06/2019 | 10:37

A Câmara de Itabuna passou a intermediar as negociações entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de transporte urbano do município. Os vereadores buscam uma solução para o fim da greve da categoria, iniciada no último dia 03.

"Queremos ouvir todas as partes envolvidas. Na tarde de terça-feira, dia 11, tivemos uma reunião com os dirigentes e os assessores jurídicos do Sindicato dos Rodoviários", disse a vereadora Charliane Sousa, vice-presidente da Câmara que, juntamente com o vereador Enderson Guinho, representou o Legislativo itabunense.

Enderson Guinho acrescentou que "nós ouvimos a posição do Sindicato e nos colocamos à disposição, enquanto Poder Legislativo, para intermediar e buscar um acordo visando fim da paralisação para que a população, em especial os mais carentes, não seja penalizada com a falta do transporte público".

Charliane Souza e Enderson Guinho informaram que na próxima quinta-feira, dia 13, está prevista uma audiência na Justiça do Trabalho, entre empresários e representantes da categoria. O objetivo é buscar uma solução para resolver o impasse.

"O prefeito foi convidado para participar do encontro. Nós vereadores também estaremos presentes, considerando que existe a denúncia de que as empresas de transporte querem demitir 250 cobradores como alternativa para reduzir custos operacionais", disse Enderson Guinho.

Casas Abrigo recebem mulheres em situação de violência doméstica 

Domingos Matos, 25/05/2019 | 14:33
Editado em 25/05/2019 | 14:32

Receber proteção pode ser a diferença entre a vida e a morte de uma mulher. As Casas Abrigo administradas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), representam a possibilidade de deixar para trás uma rotina de violência doméstica. Atualmente, as três unidades dispõem de 60 vagas, sendo 20 em cada uma. Elas ficam em três municípios diferentes da Bahia e estão à disposição de mulheres dos 417 municípios baianos.  

Durante o acolhimento, a mulher recebe suporte para que não volte para a situação de violência em que se encontrava, como explica o secretário da SJDHDS, Carlos Martins. “Nós temos todo um trabalho de proteção, com equipe de psicólogos e assessores, que discutem a possibilidade de colocá-la em políticas de educação, profissionalização ou empreendedorismo, a depender do caso. Isso para que elas possam sair do abrigo com uma perspectiva de autonomia”.

As Casas Abrigo fazem parte do projeto 'Oferta Regionalizada do Serviço Institucional de Acolhimento para Mulheres em Situação de Violência'. “Antes, a gente tinha apenas uma Casa Abrigo e, em 2018, nós resolvemos regionalizar e ampliar, com a meta de chegar a cinco até 2020. Assim, nós saltamos de 20 para 100 vagas disponíveis. Já estamos discutindo com os próximos dois municípios que vão receber as duas unidades”, acrescenta Martins. 

Coordenadora de uma das Casas Abrigo, Geisika Dantas destaca que “muitas mulheres ficam sujeitas à violência doméstica pela dependência econômica. Então, quando a mulher chega à Casa Abrigo, ela passa por oficinas profissionalizantes. Além das oficinas e cursos que oferecemos, a gente também estimula para que, ao se desabrigar, ela faça o Enem, ingresse na Educação para Jovens e Adultos [EJA] ou procure uma atividade produtiva remunerada". 

Abrigada há dois meses em uma unidade, uma das mulheres conta a história que viveu e diz que o período de acolhimento ampliou seus horizontes. “Eu passei, durante oito meses, por violência física, sexual e psicológica. Fiz a denúncia, fui encaminhada e, aqui na Casa Abrigo, eu tenho refletido bastante sobre o que eu quero na minha vida. Foi aqui que eu conheci a Educação para Jovens e Adultos e vou fazer a prova quando sair daqui. Na Casa Abrigo, eu aprendi muitas coisas. Participo de oficinas em áreas que podem ser até minha sobrevivência, sem depender de ninguém”, afirma. 

 

Importância da denúncia 

Psicóloga da Central Estadual de Atendimento, Cíntia Palma orienta que qualquer mulher que sofra violência doméstica, seja física, psicológica ou patrimonial, procure uma delegacia especializada da mulher ou uma delegacia comum e faça a denúncia. “O caso será encaminhado para os órgãos competentes de acompanhamento na Assistência Social do município, que vai entrar em contato com a Central de Acolhimento Estadual. O caso será analisado e a mulher será abrigada em uma das unidades. Mas é preciso que a mulher denuncie”.

Segundo Cíntia, a mulher pode sair da Casa Abrigo no momento em que decidir. “Mas enquanto estiver ali, ela não pode ter contato com o exterior. À medida em que presta a denúncia, o homem é indiciado e é iniciada uma Medida Protetiva de Urgência [MPU], que vai servir para que o agressor responda um processo criminal e vai garantir que ele não se aproxime mais dela”.

 

Representantes do Governo do Estado realizam visita técnica a obra do Teatro de Itabuna

Domingos Matos, 16/05/2019 | 16:23

Na manhã desta quinta-feira (16), representantes do Governo do Estado da Bahia estiveram em Itabuna para visitar as obras do Teatro Municipal Candinha Dória. Entre os integrantes, a Secretária Estadual de Cultura da Bahia, Arany Santana, e a chefe de gabinete, Cristiane Taquari, além de assessores e representantes da Bahiatursa. O vice-prefeito de Itabuna, Fernando Vita recepcionou o grupo e acompanhou a visita. As fontes de recursos para a obra do teatro são do governo, que por meio da Conder, firma e fiscaliza o convênio de repasse com a Prefeitura.



No Teatro Municipal, onde as obras também estão em estágio avançado de conclusão, os representantes do governo do estado foram recepcionados por uma série de apresentações culturais de artistas do município. Logo na chegada, os integrantes da Charanga da Alegria trouxeram música e animação para o momento. O investimento total no projeto é R$ 24 milhões.

No salão principal, o poeta Jailton Alves emocionou a todos com um belo recital de poesia. Em seguida o cantor Davidson Viana encantou os presentes acompanhado pela Orquestra Opus Music The Concept. Um corpo de bailarinos do município também participou. Ainda durante a visita, o artista Diovanni Tavares realizou apresentação de teatro de bonecos, representando toda a riqueza e diversidade da região.

A secretária estadual de Cultura da Bahia, Arany Santana destacou a estrutura do teatro, indicando ser um avanço importante para região e elogiou os envolvidos na ação. “Um teatro moderno, que está dentro das normas vigentes para uma casa de espetáculo desta magnitude e, neste momento, quero parabenizar o município, a população e todos os artistas regionais, que serão beneficiados com a obra”, ressaltou.

A obra do teatro de Itabuna está sendo realizada através de convênio do município com o Governo do Estado, após permanecer por cerca de 10 anos paralisada. A inauguração deve acontecer durante as comemorações dos 109 anos de emancipação política e administrativa de Itabuna. Para o prefeito Fernando Gomes, este importante empreendimento dará um novo conceito ao município no que diz respeito à valorização da cultura e do turismo de negócios.

O Teatro Municipal Candinha Dórea, com capacidade para cerca de 600 pessoas, contará com uma moderna estrutura de iluminação, sonorização, mecânica, cênica e acústica.

 

Pré-jornada marca início das atividades escolares em Itabuna

Domingos Matos, 08/05/2019 | 11:21
Editado em 08/05/2019 | 08:29

As atividades do calendário letivo do ano de 2019 da Rede Municipal de Ensino de Itabuna começam a ser traçadas nesta quarta-feira (8), no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC).

Na programação, a Secretaria Municipal da Educação, realizará de 8 a 10 de maio, a Pré-Jornada da Rede Municipal de Ensino. Na oportunidade, a secretária da Educação, professora Nilmecy Santos Gonçalves, estará reunida com chefes de departamento e assessores da secretaria, além dos integrantes de todas as equipes de gestão escolar (diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos), além do pessoal que atua com manipulação de alimentos nas escolas.

Os trabalhos desencadearão estratégias para que, à luz das equipes gestoras, sejam discutidas a proposta político-pedagógica da rede e ações que permitam melhorar a qualidade dos serviços na área da Educação, melhorar o quantitativo de matrículas do ano de 2019, melhorar os indicadores das escolas municipais e melhorar as condições de trabalho de professores e funcionários. Nos três dias da pré-jornada, os encontros acontecem sempre das 8h às 17h.

 

Meu dinheiro sumiu…

Domingos Matos, 16/02/2018 | 15:17
Editado em 16/02/2018 | 15:26

Walmir Rosário*

Esse título, “Meu dinheiro sumiu...”, por si só, não quer dizer nada. Não é nenhuma novidade os parcos recursos percebidos por qualquer aposentado junto à Previdência Geral desaparecerem após o pagamento das primeiras despesas. No meu caso, entretanto, a situação foi agravada por não ter sido sequer creditado na minha conta, na instituição bancária que me repassa, mensalmente, os precários reai$.

Pois foi o que me aconteceu em janeiro por culpa exclusiva da Caixa Econômica Federal, cujos lépidos diretores resolveram fechar a agência de Canavieiras de uma vez por todas, deixando ao “Deus dará” milhares de clientes. Dentre esses clientes estão classes sociais da mais variadas, como os investidores, grandes correntistas, pequenos poupadores, aposentados – entre os quais me incluo – e os beneficiários dos programas sociais do Governo Federal.

Pelo visto, a visão geral é que os homens do governo não respeitam os próprios homens do governo, sejam em que governo for, não importando o governante, pois, ao que parece, cada um toma conta do seu feudo da maneira que melhor lhe apraz. Pois é, decidiram fechar mais de uma centena de agências, mesmo as superavitárias, de uma só canetada, como a de Canavieiras, há tempos marcada para morrer.

E foi bem assim, de maneira simplista, que retiraram o CNPJ da agência da Previdência Social, o que motivou a transferência das minguadas “merrecas” para outro banco, sem qualquer aviso prévio. Imaginem as visões de choro e ranger de dentes dos coitados dos aposentados e pensionistas ao não encontrarem um só tostão na conta, principalmente os que não têm nenhuma intimidade com os complicados caixas eletrônicos…

Após uma série de contratempos, fui descobrir que os mirrados “garangaus” estavam lá no Bradesco, aguardando apenas que me apresentasse e metesse a mão, para alívio dos meus sempre exigentes credores. Em vez de reclamar, fiquei até agradecido, pois a solução miraculosa da Caixa era que eu me transferisse de mala e cuia para uma agência na cidade de Ilhéus, distante 230 quilômetros (ida e volta).

E essa não é a primeira vez que, na minha condição de aposentado, tenho sofrido alguns sobressaltos. Por umas duas ou três vezes fui compelido a comparecer a uma agência do banco onde recebo, para provar que continuava vivo, apesar da teimosia de minha saúde. Vou a um guichê do caixa, me apresento mostro um documento de identidade, o cartão de movimento da conta e saio feliz da vida, já que o bancário confirma a minha existência.

Mesmo assim, por repetidas vezes, recebia um aviso assim que acessava o caixa rápido ou pela internet, me avisando necessidade da prova de vida, mesma já feita. E lá fui eu de novo, me apresentar mais uma vez. Como seguro morreu de velho, fui também a uma agência da Previdência mostrar que continuava vivo, sem qualquer risco de morrer, a não ser por uma daquelas fatalidades.

Me senti constrangido por essa insistência do banco ou da previdência em duvidar de minha existência e já comecei a pensar que estavam querendo apressar a minha morte, embora não possa especificar o motivo. Foi aí que descobri que poderia me considerar um felizardo, com as notícias veiculadas com muita ênfase (até desnecessária) que um banco e a Previdência do Estado de São Paulo também não acreditavam que o presidente da República, Michel Temer, continuasse vivo. Para ele, o Michel já era, tinha batido as botas, morrido seja lá de que motivo.

Aí sim, eu acreditava até que tenha sido algum tipo de perseguição ao próprio Temer pelos seus colegas paulista, já que ele estava, e ainda está, com a ideia fixa de mudar as condições para a aposentadoria. Foi então que me informaram não ter nenhum tipo de vingança, pois quem manda são os programas dos computadores. Não se apresentou para provar que está vivo, adeus dinheiro.

Diante da chuva de notícias sobre o presidente, até agora não fiquei ciente do motivo pelo qual ele não foi fazer a prova de vida, se devido às muitas ocupações inerentes ao cargo, por esquecimento ou falta de aviso dos assessores. Em conversa nem tão reservada lá na Confraria d’O Berimbau, soube que Temer estava pouco se lixando pelo dinheiro da aposentadoria, calculada em quase R$ 50 mil, embora só repassem a ele pouco mais de R$ 20 mil.

Pela abissal diferença entre nossos ganhos, resolvi tomar uma certa distância do presidente, pois já estava até me sentido com certa intimidade – ou compaixão – da sua pessoa, pelo que eu considerava um infortúnio nosso. Mas, felizmente, para o nosso gáudio, ambos os recursos foram colocados à nossa disposição. A parte que me cabia, como disse, prontamente entregue aos credores; quanto ao de Temer, não tenho a menor ideia.

Agora, o que sinto e que me faz por demais agradecido, foi a ampla mobilização para a reabertura da agência da Caixa em Canavieiras, para que os pobres aposentados e pensionistas não fiquem na mão. Pelas minhas contas, foi preciso mais de 300 anos para que Canavieiras encontrasse pessoas capazes de solucionar seus intermináveis problemas. E sequer imploraram qualquer ajuda a São Boaventura.

*Radialista, Jornalista e advogado.

Parem de pedir o fortalecimento da Ceplac!

Domingos Matos, 28/08/2017 | 20:51

Por Domingos Matos

É batata. Toda autoridade que por aqui chega ou mesmo aquelas que daqui não saem, na falta do que dizer sobre a Ceplac, ou pedem ou prometem o seu fortalecimento.

Por favor, parem!

A Ceplac, também conhecida como a Velha Senhora da Cacauicultura, já foi muito forte, em sua mocidade.

Naquela época, não faltou quem dela tirasse pedaços, vantagens e sua seiva. Muitos até dos que hoje falam em pedir seu "fortalecimento".

Hoje, sessentona, ela não quer essas migalhas traduzidas nas tais promessas de vitaminas e sais minerais dos políticos sem criatividade e sem informações.

Sim, sem informações. Porque, se ao menos consultassem seus assessores, se os tivessem bons e antenados, evitariam falar essa grande bobagem. Mesmo quando 'orientados' por alguns ceplaqueanos, a "velharia" erra. Simplemente porque pergunta sobre a Ceplac à "velharia" da Ceplac.

A Ceplac está discutindo a pós-modernidade. Trabalho em redes digitais, a partir de conceitos de tecnologia, inovação e comunicação.

A Ceplac quer estar na GigaSul. "Ah, mas precisa de concurso!". Precisa, claro. Mas para implantar a Nova Ceplac, jamais para "fortalecer" a atual. Fazer mais e melhor, com menos estrutura.

Sair da lógica da assistência técnica de porteira em porteira. Em tempos de diárias minguadas, combustíveis escassos, pessoas obsoletas...

Discute, por exemplo, fazer ciência por demanda, não por vontade do clubinho.

O paradoxo máximo será a cara da própria Ceplac, expert em contradições: ela vai se modernizar quando o Brasil, enquanto nação, se atira num buraco negro do atraso, levado por um governo totalmente analógico, desde os conceitos até as pessoas. Mas, que seja. Até porque, esse processo não é tão novo, embora dele a Velha Ceplac nada fale. No coments. O bom é manter o status quo.

O importante é que vai se (pós)modernizar para, aí sim, se fortalecer, na medida de sua capacidade e da necessidade de sua missão.

Portanto, político, antes de prometer "lutar" pelo fortalecimento da Ceplac, que tal saber da Ceplac o que a própria está projetando? Atente, porém, para a recomendação: saber sobre o que ela está projetando não é o mesmo de saber o que alguns dela estejam querendo.

Esses, infelizmente, acham que "fortalecer" a Ceplac lhes garantirá um elixir da eternidade. Ou, um suprimento eterno de viagra.

Sinto dizer, mas a discussão da Ceplac hoje é outra, tios. Vocês, ó. Nadavê.

_________

Editor

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 18/12/2011 | 15:49
Editado em 18/12/2011 | 16:59

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Não publicamos...

Enquanto O Globo (Jornal Nacional da platinada nem sonhar!) não dá uma mísera linha sobre as denúncias trazidas a lume em “A Privataria Tucana”, de Amaury Jr (ex-jornalista da casa), mantém a linha de tiro e fogo cerrados sobre o Ministro Fernando Pimentel. Nesse particular, cumpre sua função.

 ...Não aconteceu

Na relação estabelecida, dentro da filosofia que alimenta o PiG, o que publicamos sobre o ministro Pimentel aconteceu, porque publicamos! Já o livro de Amaury Jr não aconteceu, porque não publicamos!

Arte e cotidiano

Charge é arte singular. Oportuna observação do cotidiano, na lição que o tema pede ou exige. Como essa sobre Ronaldo Nazário “comungando” com Ricardo Teixeira. Entre dois, um será mais “escândalo”.

Que o chargista Alpino lucidamente definiu.

fenomeno

O Brasil lendo

privatariaOs 15 mil exemplares da primeira edição se esgotaram em menos de 48 horas. Outros 30 mil editados em razão de compra antecipada. A Geração Editorial, a mesma que publicou “Honoráveis Bandidos”, de Palmério Dórea, foi atropelada pela divulgação através de blogs e, principalmente, pelo impacto da capa de CartaCapital, da sexta 9.

Mais que a reiteração de denúncias de lavagem de dinheiro, que andavam sob o tapete, muitas nascidas na CPI do Banestado, “A Privataria Tucana” tem o mérito de apresentar documentos inéditos que podem servir de munição (temos cá nossas dúvidas, porque o MP dispensou oportunidades) para ações do Ministério Público contra parcela considerável do alto tucanato. O que inclui o seu grande financiador: Daniel Dantas.

Silêncio ensurdecedor

Até quando redigíamos estes rodapés, apesar de acompanhar com particular interesse o que sobre o livro era dito ou divulgado, nada vimos ou ouvimos. À exceção do comentário de Bob Fernandes (abaixo), já na segunda 12, na TV Gazeta (mas Bob faz parte daquele jornalismo “inconveniente”) e veiculação na Record, que não integra a clássica grande mídia, aquela denominada por Paulo Henrique Amorim de PiG (Partido da imprensa Golpista) – o nome imprensa com letra minúscula mesmo.

Silêncio ensurdecedor... e esclarecedor!

Presente de Natal

Inegavelmente, se entendermos como presente de Natal o que seja de melhor para cada um, o livro “A Privataria Tucana” foi o que de melhor aconteceu para o Brasil neste instante.

Até para acabar com aquela ideia preconceituosa de que corrupção é coisa do PT. Essa doença (a corrupção) que adquiriu, aqui e no mundo, a dimensão de endemia.

Falam os interessados I

Para José Serra, indagado sobre as denúncias trazidas no “A Privataria Tucana”, o livro é “lixo”, palavra que repetiu outras quatro vezes.

Cabe-nos interpretar se “lixo” é mesmo o livro ou os fatos que o livro denuncia.

Falam os interessados II

Fenômeno de venda, talvez a mais completa investigação jornalística do milênio sobre caminhos escusos, ou mesmo submundo da política brasileira recente, dá nomes e mapeia a bandalheira. O muro de silêncio que cerca “A Privataria Tucana” na grande mídia alcança uma especial classe de políticos. Para tucanos: José Serra afirmou-o “lixo”, Aécio Neves, “literatura menor” e Álvaro Dias, “café requentado”.

No que diz respeito a declarações sobre o livro de Amaury Jr o PT e o PSDB estão num mesmo barco: nenhum de seus políticos, quando procurados para falar sobre as denúncias, ousaram manifestar-se. Aquela esfarrapada declaração de que “ainda não li” não convence.

A turma do PT pelo menos poderia dizer que as denúncias são graves etc.

Nem tudo está perdido

A iniciativa do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) de reunir assinaturas (já em número suficiente) para instalação de uma CPI para apurar as denúncias de Amaury Jr, no que concerne às privatizações tucanas no período de FHC, encontrou apoio dos deputados Nelson Marchezan Junior (RS), Antônio Imbassahy (BA) e Fernando Francischini (PR).

Todos do PSDB.

E por falar em corrupção

Já do conhecimento de todos – do reino mineral a mais pudica das clarissas – o caixa 2 montado no Centro de Cultura Adonias Filho para atender interesses bastantes particulares do diretor Aldo Bastos.

Como são pagas as utilizações daquele espaço cultural – que anda caindo aos pedaços, literalmente – o Sr. Diretor do CCAF, que não aprendeu ainda a fazer um ofício (que o diga Antônio Naud Junior), remete aos superiores apenas o que quer. Documentação em duplicidade: uma sobe, outra desce ao bolso do dirigente.

O fato já chegou ao conhecimento de seus superiores. O estranho apenas é o que ainda segura Aldo à frente do CCAF.

No fundo, mancha a imagem do Governo Jaques Wagner. Porque não existe corrupção pela metade ou inteira. Ou há ou não há. Como no caso do CCAF existe, esta corrupção é do Governo Jaques Wagner.

Natal difícil

Sem querer, o freguês flagrou o proprietário de um restaurante de Itabuna ligando, desesperado, para tentar receber 2,5 reais de uma instituição municipal. O fornecimento de alimentação, acumulado durante meses, pende da vontade de um(a) funcionário(a).

Tudo despesas de almoço, bebidas e refrigerantes consumidos por funcionários da instituição com poder de gestão. Alguns fazendo política.

A pendenga rola desde abril deste ano.

Quem não reza aos pés do(a) caboco(a)

A mesma instituição deu de atrasar o pagamento de funcionários se estes não estão no rol dos afinados com o(a) dirigente. Se não ameaçar botar a boca no trombone o pessoal não recebe.

O problema não é escassez de dinheiro, visto que não faltam recursos para singulares atividades, mas de não integrar a lista de privilegiados.

Pode ser que os que fizeram pendura no restaurante estejam fora da lista.

Fuzuê

O Delegado Federal que comandou as diligências para levantamento de provas para a apuração do escândalo dos empréstimos consignados não deu nome aos bois.

No entanto, mais esclarecedora a entrevista dada por Kléber Ferreira a Tom Ribeiro, ao vivo, por telefone, durante o programa Alerta Total da terça 13. O ex-diretor da Câmara citou nomes de vereadores – entre “seis ou sete” – e de assessores outros que podem estar envolvidos na fraude.

Para Kléber, seriam todos responsáveis.

Esperemos as apurações. E punições.

Ruy tinha razão

O atual presidente da Câmara Municipal de Itabuna Ruy Machado, afirmara a blogs locais que alguém passaria o Natal na cadeia. Confirma-o o delegado Fábio Marques de que pediu a prisão preventiva dos responsáveis, e que foi negada pelo Judiciário.

O interessante não é o fato de Ruy Machado haver adivinhado a operação. Mas, estar informado de tudo. É que em apuração de tal magnitude, que comumente corre em segredo de Justiça, só há duas fontes: a própria Polícia Federal ou a Justiça Federal.

Compete a Ruy Machado informar a sua fonte.

Onde localizar algumas

Informação do Pimenta, sexta 16, dá conta da criação de uma força-tarefa pela Polícia baiana para investigar furto de imagens sacras.

O trabalho policial poderia ser iniciado por visita a uma certa mansão na Graça, em Salvador.

É o que dizem as ladeiras, igrejas e casarões da Bahia histórica.

Pensando errado I

Nem sempre a Academia é o centro de excelência de idéias. Será assertiva caso a opinião do economista uesquiano Elton Silva Oliveira seja verdadeira como posta em matéria publicada no Políticos do Sul da Bahia: o espaço localizado próximo ao Hospital de Base é o ideal para a instalação do campus da UFESBA.

Como a matéria não está ilustrada com uma planta ou mapa, temos que fica difícil entender o que seja “região do Hospital de Base”, visto que o raciocínio imediato é de que o seja no entorno do HBLEM.

Pensando errado II

Considerando que espaços, expansão, concentração e mobilidade urbana são temas mais afetos a urbanistas, até que demonstrada tecnicamente a idéia do uesquiano Elton Silva Oliveira, mais está para informação de economista em seara alheia.

Um “cluster” sinalizado pelo professor ocorrerá no entorno de qualquer espaço onde se localize a UFESBA. Essa a circunstância determinante, não a localização defendida.

Reiterando I

Temos reiterado neste espaço a necessidade de ampla discussão para definir o local a ser doado pelo município de Itabuna, chamando a atenção para os aspectos técnicos que precisam estar presentes.

Não custa repetir o que dissemos na edição passada:

“Todos sabemos que se encontra em andamento a duplicação da BR-101. Nenhum de nós será ingênuo para imaginar que o trajeto da rodovia respeite o traçado original, nos limites itabunenses.

Lógico que contornará o perímetro urbano de Itabuna. Para tanto respeitará não só a zona urbana propriamente dita como a zona de expansão urbana, aquela aprovada por lei municipal visando a oferta de áreas para construções que avançarão para além dos atuais limites da cidade.

Também é crível que não chegaria ao absurdo de contornar o perímetro itabunense fazendo-o pela margem esquerda da rodovia, no sentido Norte-Sul.

Assim, não tenhamos dúvida de que a duplicação da BR-101, nos limites de Itabuna, ocorrerá um pouco além de Ferradas, surgindo um novo cruzamento e viaduto sobre a BR-415, no trajeto que se estenderá até o reencontro com o traçado original, para além do posto da Polícia Rodoviária Federal”.

As margens deste ponto de encontro, para nós, é o local ideal para o campus da UFESBA.

Reiterando II

E dizíamos na oportunidade, considerando este particular aspecto de onde se fará a futura malha viária, de pista, aneis e semianeis no entorno de Itabuna:

“Estes poucos detalhes e mais aqueles necessários à compreensão do traçado da rodovia, aliado ao projeto viário que exige o complexo intermodal para desafogar os perímetros urbanos de Itabuna e Ilhéus, podem ser trazidos a lume pelo engenheiro Saulo Pontes, ex-diretor do DNITT na Bahia e atual diretor do DERBA.

Por sinal, a única pessoa que temos como suficientemente informada sobre o assunto”. 

Se esses aspectos devem nortear a escolha, a ideia divulgada pelo professor da UESC está fora de propósito.

Dando nomes

O jornal A Região, na edição deste fim de semana, começou a dar nome aos processados na Justiça Federal por desvios de dinheiro público.

Aguardaremos as próximas edições. Com os nomes de “ex-diretores” do HBLEM, “ex-secretários municipais” e “ex-diretores de fundações” itabunenses. Sem esquecer dos “empresários”.

Afinal, daqueles “25 nomes de Itabuna e Ilhéus” citados, apenas Fernando Gomes, Jabes Ribeiro e Newton Lima.

Um e outro

Mineiro de Carmo, o multi-instrumentista Egberto Gismonti transita por todos os ramos da música brasileira, eruditizando-a com pesquisas, composições e arranjos. Vimo-lo, há mais de 30 anos, no Castro Alves, ao lado de Zeca Assumpção (contrabaixo) e Naná Vasconcelos (bateria e percussão), mesclando os composições de “Carmo” e de “Dança das Cabeças” num espetáculo inesquecível.

Aqui, um daqueles momentos: “Maracatu”.

Cantinho do ABC da Noite

CabocoTempo houve em que Cabôco Alencar despojava-se do alter ego e desandava na boemia itabunense como o Alencar Pereira. Durante vinte/trinta dias, deixava ao léu a clientela fiel, tornado cliente de outras freguesias.

Por conta deste tempo em que optava de vez em quando entre o comerciante e o freguês (abandonando a freguesia do ABC), certo cliente, dialetizando em torno da distinção entre a aguardente de mel cabaú e a fermentada em cocho de milho, provocou-o:

– Você não pode mais saber disso, Cabôco, não bebe mais! – insinuou.

Resposta alencarina, de bate-pronto:

– Quanto a isso fique claro, Cabôco, que atendi ao abaixo-assinado dos fregueses!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 02/10/2011 | 18:04
Editado em 02/10/2011 | 18:49

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

“Bandidos togados”

Ainda que nos venha à mente Stanislaw ouvindo de Tia Zulmira que quando figuras do poder brigam entre si quem paga a conta é o povo, a baiana Eliana Calmon ocupa singular expressão na magistratura ao criticar, na condição de Corregedora do CNJ, a parte podre da própria.

E não digam – como o querem alguns – que “bandidos escondidos atrás da toga” não os há.

cnjAlguns, ainda que poucos, até mesmo já foram condenados, pelo Conselho Nacional de Justiça. Pelo menos 33 deles, em que pese o STF já haver suspenso a pena de 15 – privilégio que não alcança “ladrões de galinha”.

Apenas para ilustrar, da ilustre casta de intocáveis – premiada com aposentadoria remunerada quando o escândalo não mais se contém – há, nesse momento, 35 desembargadores sob investigação da corregedoria do CNJ.

E entre os pares da ministra no STF há gente, pelo menos um, que deixa muito a desejar eticamente, e deveria fazer parte do rol de investigados. Tanto que até impeachment contra o dito cujo já foi interposto.

O incômodo certamente não atinge a grande leva de juízes que honram a magistratura.

Haddad

haddadAdmitida como natimorta assim que lançada, a candidatura do atual Ministro da Educação à Prefeitura de São Paulo sinaliza possibilidades de crescimento. A ponto de poder inibir Marta Suplicy.

Em plagas grapiúnas o nome do secretário de Educação já foi sondado e é pretensa indicação de um político.

A diferença está nos nomes que apóiam cada um: Lula, para Haddad; Fernando Gomes, para Gustavo.

Ousadia

Um Estado de Direito se constrói sobre os pilares da legislação de um País, submetido ao respeito do direito, do simples indivíduo à potência política. E até prova em contrário vivemos sob um, submissos todos às leis por ele promulgadas.

Como se já não nos faltasse nada, a ilustre FIFA pediu ao governo brasileiro para suspender, durante a realização da Copa do Mundo de 2014, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso e o Estatuto do Torcedor. Tudo para não disponibilizar meia entrada para estudantes e idosos e mesmo fugir a uma possível ação judicial em razão de prejuízos por ela causados ao consumidor.

Não fora a ousadia e o desrespeito, a idéia da FIFA parece dizer que as coisas erradas da cúpula são repetidas em cada Copa, a ponto de temer a legislação protetiva existente no País. (detalhes em www.advivo.com.br de 1º de outubro – “O Estado paralelo da FIFA”.

Mais um

lulaLe Monde, o respeitado vespertino francês, em matéria de página inteira sobre a homenagem recebida por Lula do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po) – sob o título “Lição de política de rock star chamado Lula” – afirma que o brasileiro foi recebido como “rock star” e que deu uma lição de política durante sua passagem pela capital da França, recebido pelos estudantes “como torcedores enlouquecidos”.

O mesmo Le Monde, em maio de 2010, defendeu em editorial o nome de Lula à frente da ONU.

Para muita gente daqui certamente exagero da francesa. Afinal, ex-operário, nordestino e não fala inglês...

Expectativa

Com pompa e circunstância finalmente foi entronizada na Articulação Política da administração José Nilton Azevedo a senhora Maria Alice. Nome vinculado a Fernando Gomes e que assumira a coordenação da campanha do atual prefeito quando ninguém lhe dava um vintém de esperança é tida como mulher de atitudes fortes.

A esperança reside em que a presidente do DEM delimite rumos à administração, atualmente sem rumo algum, a não ser o do “meu pirão primeiro” muito bem exercitado por alguns assessores do alcaide.

Perigo

Se o que falta na administração Azevedo é coordenação política o ingresso de Maria Alice no terreiro supre o que faltava e pode levantar preocupações em outras searas.

Internas e externas.

Sonho de uma noite de verão

Tem gente na administração municipal fazendo de tudo para, pelo menos, ver o prefeito Azevedo sentado à mesa de eventos por ela promovidos.

Ou o prefeito anda desleixado ou tais figuras sem prestígio algum.

E não há salão de beleza que dê jeito!

Greve

Os movimentos paredistas, simplesmente chamados de greves, tornaram-se em alguns setores um grande negócio para o empresário. É o caso do paredismo bancário. Efetivada em fim de mês a pressão dos bancários é uma festa para os banqueiros.

Que faturam ainda mais com o aumento que concederão, cobrando multas dos que não têm como pagar suas contas em caixas eletrônicos.

Não é greve que prejudique o banqueiro, mas o povão.

Ilhéus

O lançamento do nome de Joaquim Bastos para prefeito inicia o processo de definição de candidaturas na praieira, onde Jabes Ribeiro desponta como favorito.

Sinais I

A união de Geraldo Simões, Josias Gomes e Rosemberg Pinto – titulares de interesses político-individuais em Ilhéus – acenando para uma unidade petista na praieira, coisa até recentemente inimaginável, pode refletir o deslocamento de objetivos quanto às coligações.

Naturalmente, a médio prazo, tem vínculo com o fortalecimento de partidos da base governista em relação a 2014, considerando que as eleições municipais são forte instrumento de delimitação de espaços eleitorais para deputados federais e estaduais.

Sinais II

Caso nossa especulação esteja no caminho certo tem significação a “unidade” petista em Ilhéus, a ponto de receber de braços abertos o atual prefeito, fato que encontraria “apoio” do governador Jacques Wagner. Ou seja, o Governador reconhece o direito do PP disputar todos os espaços com o PT e não somente compensar apoios aqui ou ali, mas começa a admitir a recíproca.

Ora, como o pepista Jabes Ribeiro está na dianteira na corrida ilheense a unidade das lideranças petistas estaria voltada para outra certeza: de que haverá dificuldades nas alianças locais entre PP e PT na região, particularmente Ilhéus e Itabuna.

Sob esse prisma “mudam-se as nuvens” (como o dizia Magalhães Pinto para definir a política eleitoral), e a candidatura de Roberto “Minas Aço” Barbosa em Itabuna torna-se um fato concreto. Não mais uma peça de negociação, antes cogitada (como já escrevemos).

Ao que parecia, o PT apoiaria o PP em Ilhéus para ser por ele apoiado em Itabuna.

Espaço delimitado

E a “mijadinha canina” de Josias Gomes pode fazer sentido. Se até os adversários se entendem por que negar o entendimento a correligionários? Afinal, a disputa entre eles é mais adiante.

Interesses

Para o projeto político de Geraldo seria uma festa Josias Gomes prefeito de Ilhéus. Para Josias nenhum risco: possui mandato, ampliaria o horizonte de votos na praieira e inibiria o avanço de GS em suas hostes.

Então Geraldo Simões entregará de bandeja a cabeça de Alisson Mendonça não mais a Jabes.

E a unidade falará mais alto. Diante da possibilidade de a aliança vencer Jabes Ribeiro.

Enquanto isso...

No universo itabunense vão sendo consolidadas as candidaturas de Geraldo/Juçara, Azevedo, Davidson/Wenceslau e... Roberto “Minas Aço”.

Fernando correndo/apoiando por fora o nome que ainda não definiu. Possivelmente o dele mesmo, caso Gustavo Lisboa não admita candidatura.

Os demais, pré-candidaturas.

Dos tempos das matinées

audreyconieNesta fase de busca de um tempo perdido, do cinema que nos encantava nas domingueiras, o filme não ficava tanto na mente como o tema musical. Do clássico “Bonequinha de Luxo”, de Blake Edwards (1961), onde destacada a bela Audrey Hepburn, “Moon River”, de Johnny Mercer e Henri Mancini, aqui interpretada por Connie Francis. E nos apaixonávamos pelo que víamos e ouvíamos.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoA imaculada manhã de sábado amplia o motivo da obrigação. De todas as vertentes acorre a freguesia fiel insinuando dia muito especial. Conversas variadas, assuntos atropelando-se. Cabôco Alencar, atento e diligente, desdobra-se.

Um tema concentrou maior atenção: a cidade de Itabuna e o amor dos que ali estavam pela terra que os acolhera ou os fizera nascer, o que motiva vaidoso comentário:

– Eu moro aqui há mais de vinte anos!

A verve alencarina não perde a deixa:

– Não tarda completar a pena máxima, Cabôco.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Adélia Pinheiro anuncia candidatura à reitoria da Uesc

Domingos Matos, 22/07/2011 | 18:56
Editado em 22/07/2011 | 18:58

AdeliaA vice-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), professora doutora Adélia Pinheiro, assumiu que é candidata a sucessão do reitor Joaquim Bastos. O anúncio foi feito durante reunião com pró-reitores, assessores e diretores de órgãos suplementares da Universidade.

A professora Adélia Pinheiro lançou a sua candidatura motivada pela defesa de um projeto de crescimento da Universidade, da consolidação de um fazer universitário com qualidade e do cumprimento do papel de interação social da instituição. A sua candidatura está fundamentada na sua trajetória como docente, no apoio da comunidade acadêmica e no desejo pessoal de contribuir com o fortalecimento e a expansão da Uesc.

No próximo dia 2 de agosto, o Conselho Universitário (Consu) estará reunido para escolher a comissão eleitoral que conduzirá o processo sucessório. As eleições para o cargo de reitor da Uesc, conforme o atual regimento, acontecem na última semana do próximo mês de novembro. Cerca de 10 mil pessoas, entre estudantes, servidores e professores que formam a comunidade acadêmica ativa, devem votar.

Perfil

A professora Adélia Pinheiro é, atualmente, vice-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz. Foi pró-reitora de Graduação no período 2006 a 2008. Possui graduação em Medicina pela UFBa, residência em Medicina Social, mestrado em Saúde Coletiva e doutorado em Saúde Pública pela USP(2003).

É professora do Departamento de Saúde da UESC desde 1990. A experiência na gestão universitária começou como Gerente de Pós-Graduação da UESC, função que exerceu entre 1994 e 1995. De 2000 a 2004, foi Gerente Acadêmica e, de 2002 a 2006, foi vice-coordenadora do curso de Medicina.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 03/07/2011 | 15:53
Editado em 03/07/2011 | 17:33

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Passeio

Cabeças coroadas na última gestão de Fernando Gomes fizeram especial tour pela cidade de Ilhéus.

Local da visita: Divisão da Polícia Federal.

Há quem afirme ser rescaldo daquela operação da PF que andou madrugando no Centro Administrativo Firmino Alves e precipitou o acordar de alguns secretários de então.

Semana farta

Em Itabuna, semana norteada por dois fatos novos, adiante rodapeados: reinauguração do Shopping Jequitibá, atuação do Ministério Público Estadual em defesa de deficientes e privatização da EMASA.

Estranhará o leitor que desconheça a verve deste DE RODAPÉS E DE ACHADOS a declinação de três quando escreveu dois fatos novos.

É que a circunstância de três FATOS citados aritmeticamente em dois decorre da simples conclusão de que privatização da EMASA é tema recorrente desde Matusalém.

Turismo ecológico

Nossas capivaras fazem a festa. Orgulhosas mostrando os filhotes. Pedindo respeito e proteção. Apenas isso!

Serão em breve algumas dezenas a mostrar um Cachoeira ainda vivo.

Se o bicho homem deixar!

EMASA I

Da retomada do sonho de privatização – coisa maior – à denunciada dívida de Carlos Burgos, estimada em 100 mil reais – coisa menor – a EMASA continua vocacionada para uma armação. Não se fale dos antológicos pontos de distribuição clandestinos para atender poderosos – muitos identificados e eliminados na última administração de Geraldo Simões – beneficiando apadrinhados da gestão anterior que não pagavam pelo precioso líquido.

Quando de sua “municipalização” – amparada em comodato da rede de distribuição – alguns privilegiados tornaram-se “acionistas” da empresa.

À exceção das duas administrações de GS – comprometido com a não-privatização – aquela que deveria ser motivo de orgulho passou a exigir eterna vigilância da sociedade para evitar uma picaretagem de grande estirpe.

Ao que parece, Capitão Azevedo – ainda que negue – embarcou na sujeira, quando não desautoriza publicamente que assessores defendam a iniquidade.

EMASA II

As mesmas peças beneficiadas permanecem em evidência, como Carlos Burgos e meia dúzia de inexplicáveis adquirentes da empresa em nebulosa constituição acionária nos idos de 1989/90, no limiar da segunda gestão de Fernando Gomes.

Muito interessante – e contributiva para a transparência – que a sociedade identificasse os beneficiários da privatização: prováveis 5 a 10% do capital “mal explicado” quando da sua origem, que podem embolsar uma bolada de milhões de reais caso venha a se consumar o crime da privatização.

Detalhe: Carlos Burgos era procurador-geral do município de Itabuna quando a negociata foi materializada.

EMASA III

E tudo caminha para um novo embate. Exoneraram um Presidente, originado do quadro da empresa, que se dizia frontalmente contra a privatização e nomearam quem pode alimentá-la.

Deste, o mínimo que se espera de imediato, é que cobre a dívida de Carlos Burgos.

Ativismo I

Parece-nos precipitada a leitura do Ministério Público local na defesa da gratuidade para deficientes e idosos ao pretender – por via de uma Recomendação – que empresa privada concessionária de serviço público cumpra o papel que lhe é vedado, quando observada a legislação estadual a que está sujeita.

Ainda que aqui não enveredemos por regras de Direito Financeiro para controle da execução orçamentária, aliada ao contemplado na Lei de Responsabilidade Fiscal, temos como confusa a interpretação porque posta em uma “Recomendação 02/2011” distribuída pelo Parquet, onde prevalecem CONSIDERANDOS em detrimento da interpretação sistemática que o fato exige, trilhando, inclusive, por fundamentos amparados na analogia, como se dito documento tivesse o condão sentencial.

Ressalvamos que a luta dos deficientes por aquilo que entendem de direito não exime o MP de reconhecer a existência de legislações às quais cumpre defender.

Ativismo II

Vivemos instantes em que a judicialização “supre” a competência legislativa, ou seja, o Judiciário legisla, como tem ocorrido com muitas decisões do Supremo Tribunal Federal que, à guisa de intérprete da Carta Maior, se arvora de bedel ou professor à antiga. Nessa esteira, surge-nos o Ministério Público baiano pelo viés do ativismo social.

Aplaudimos a iniciativa de deficientes visuais buscarem direitos que lhes são assegurados in abstrato, dentre eles o de trafegar sob subsídio estatal. Ocorre, no entanto, que no Estado de Direito o primado é da lei, ou seja, a todos é dado respeitá-la e cumpri-la. No entanto, quando são aventados direitos fixados principiologicamente na Constituição, ou mesmo em Tratados internacionais, sem o correspondente amparo na legislação infraconstitucional tende-se ao puro ativismo.

No caso concreto cabe buscar a existência de lei específica, formalmente elaborada, que corresponda à pretensão do particular, mormente quando em conflito interesses de entes federativos aos quais compete tratar do tema.

Assim, a louvável mobilização deve materializar-se em reivindicação e necessária pressão social dirigida às autoridades competentes para cumprirem seu desiderato: o Poder Executivo propondo; o Legislativo aprovando.

A iniciativa e a mobilização, assim o vemos, é da sociedade e não do Ministério Público, ao qual caberia, no estrito cumprimento do dever, reforçar, através da instância competente, a iniciativa legislativa.

Não a recomendação impositiva ao arrepio da lei.

Ativismo III

A autonomia e legitimidade outorgadas ao Ministério Público pela CF/88 não o autoriza a intervir em relações que não lhe são afetas, como impor sponte propria a atividades privadas – aqui compreendidas como aquelas inerentes ao universo empresarial – aquilo que não se encontre amparado na lei.

Nem mesmo um ente federativo exigirá do outro o que entenda como correto, porque está limitado aos ditames que norteiam a autonomia de cada um deles.

Destarte, não há nos estatutos que amparam o Ministério Público a possibilidade de o exercer como fora movimento social.

Ativismo IV

Quando o MP assume a defesa deste ou daquele segmento social em desconformidade com o ordenamento jurídico – por mais justa e humana que seja – descamba para o ativismo.

Se fora o MST e assemelhados encontraria a Polícia de choque, gás de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, jatos d’água.

E não falemos da exploração político-partidária que deriva de tais interpretações. Com o risco de jogar a sociedade contra a empresa.

Neste particular o MP se transforma – como dizia Tormeza – em “espingarda de Satanás”.

É o que dá ter feito DNA

dnaCaiu no anedótico o reconhecimento de um filho de FHC que não era seu.

Quem te viu...

Ex-comunista elogiando neoliberalismo, privatizações e heresias outras são o sinal de que os tempos mudaram e muito. Basta ter acompanhado o programa político do PPS e as declarações de Roberto Freire.

Explicando para os mais jovens: o PPS é o partido que sucedeu ao antigo PCB – Partido Comunista Brasileiro, fundado na década de 20 do século passado.

Briga de foice

A indicação de Capitão Fábio para comandar a Ciretran, como indicação de Geraldo Simões. Queda de petistas na DIREC comandadas pelo PCdoB. Eis a dimensão da luta da base do governo em Itabuna envolvendo PT e cururus.

Faltando fotógrafos

shopA imprensa local, ao noticiar a inauguração de parte do prometido novo shopping não se dignou no cuidado de fotografar a fachada. Tudo que encontramos foi aquela digitalizada foto-maquete, com uma dezena de palmeiras imperiais todas adultas e verticalmente certinhas.

É o que dá uma cidade sem fotógrafos...

Se houvesse fotógrafos...

...E registrassem o empreendimento do mesmo ângulo exibido pela imprensa ver-se-ia que a inauguração não foi tão inauguração assim. (Nem uma mísera salinha de cinema).

Não faltariam só as esbeltas palmeiras imperiais da fotografia oficial.

No horizonte

Para pensar a dedicada observação de Eduardo Anunciação (Diário Bahia) em relação à candidatura de Juçara Feitosa: “Dona Juçara é pré-candidata de um projeto político do governador Jacques Wagner, da Presidenta Dilma, do deputado federal Geraldo Simões, de Lula, PT”.

Quando Eduardo assume defesa tão contundente, a ponto de expandir o nível de um projeto político provinciano a píncaros nacionais, algo pode estar precisando do empurrão.

Ficamos com o projeto político... “do deputado federal Geraldo Simões”.

“Wagner prefere Geraldo”

gs jf

Diz o Pimenta na Muqueca, de terça 28 ser essa a preferência do Governador, enquanto Juçara o seria da Presidente do PT itabunense, Miralva Moitinho.

Considerando o fogo de monturo no seio de parcela da base petista que chamusca a professora Miralva, a notícia de seu apoio a Juçara – se não for fogo amigo – sinaliza para o lançamento à fogueira da candidatura da esposa do deputado, elevada aos píncaros do projeto político em todos os níveis por Eduardo Anunciação.

Rodapeando e achando temos que pode existir verdade em contos da carochinha. (VER ”Revelação” e “Conto de Fadas”, neste DE RODAPÉS dos dias 1º de maio e 24 de abril, respectivamente).

Imperdoável

cerraUma denúncia veiculada no www.conversaafiada.com.br de quarta 29 (Traíra: Cerra negociou com EUA sobre PCC e ignorou Itamaraty) revela a temerária e impatriótica ação do então Governador José Serra, em janeiro de 2007, que pode ser considerada, no mínimo, típica traição. Revelações vazadas através do Wikileaks dão conta de negociações entre Serra e a cerradiplomacia dos EEUU no Brasil pretendendo “ajuda” americana no combate ao PCC, no imediato da onda de atentados atribuídos à organização criminosa.

A recusa do então governador de admitir a participação do Itamaraty, ainda que recomendada pela diplomacia americana, dá a dimensão do ato de José Serra.

A mesma Wikileaks já denunciara as tratativas de Serra de entregar a Chevron a exploração do pré-sal caso se elegesse presidente em 2010.

Faltando estadista

O noticiário carrega na crise da Grécia. O povo nas ruas na luta inglória e infausta de enfrentar o sistema (leia-se financeiro), que atua de forma simples: empresta ao país, fica com o dinheiro para o pagamento dos juros e quejandos e ainda recebe de troco o patrimônio público através de privatizações. E a dívida continua... crescendo. Filme por demais conhecido dos rincões de cá.

Anda faltando por lá um Juscelino Kubitschek, que se negou a atender às imposições do FMI (entrega do petróleo, reforma cambial, não construir Brasília, estradas etc.) ou um Kirchner que simplesmente anunciou que somente pagaria 25% da dívida porque o resto era roubo.

A Argentina cresce por causa da iniciativa de Kirchner, como cresceu o Brasil de Juscelino.

Boff

Sustenta o teólogo que a crise do capitalismo menos está para conjuntural ou estrutural e mais para terminal. Para Marx, decorreria da contradição de socializar a participação na produção da riqueza e concentrar na distribuição. Detalhes no blog leonardoboff.worldpress.com (Crise Terminal do Capitalismo?).

Itabuna Cultura & Arte

A 14ª edição do eletrônico traz a informação de que foi encaminhada à Prefeitura uma proposta de solução para a manutenção do espaço denominado Sala Zélia Lessa.

Pérola

Por demais conhecido e popularizado o segundo movimento (adágio) do Concierto de Aranjuez, de Joaquim Rodrigo. Inclusive com interpretação cantada por Andrea Bocelli. O concerto rompe com uma tradição de peças do gênero: o instrumento (no caso, o violão) inicia o tema de abertura em vez da orquestra.

Aqui trazemos os dois outros movimentos, primeiro e terceiro, belos e vigorosos.

Destacamos, em nossa escolha instrumentista, John Williams, que temos como o melhor intérprete desta obra rodrigueana, dentre os que já ouvimos, ainda que Paco de Lucía, Narciso Yepes e Andrès Segóvia.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoA queda de um avião transportando valores no interior da Bahia tornara-se o assunto do dia. Antes que a conversa alcançasse os conceitos éticos e morais que determinado cliente pretendia inserir, por conta dos milhões transportados e desaparecidos, encerrou o tema:

– O que cai do céu ou é castigo ou é milagre, Cabôco!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 17/04/2011 | 16:57
Editado em 17/04/2011 | 19:05

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

UESC I

O movimento que paralisa a instituição é mais uma tentativa de sensibilizar – “palavra fácil de pronunciar”, da composição “Amigo, Palavra Fácil” (1964) de Verinha Falcão e Jorge de Castro, gravada por Nelson Gonçalves – o Governo Estadual para encarar com a devida responsabilidade o ensino superior na Bahia. Há, em nível de projeto nacional, o propósito de dotar o país de uma educação melhor nos próximos vinte anos.

Sob esse aspecto não pode ser descurada a importância da formação do professor da instituição, que repercutirá em vários segmentos, inclusive naquele voltado para qualificar a escolaridade no ensino fundamental.

Por outro lado, a formação universitária carece de apoio em vários aspectos, não somente na oportunidade de ingresso na graduação. Esta, sem um amplo compromisso da instituição com a formação plena, apenas certificará profissionais não suficientemente preparados para enfrentar as exigências da sociedade.

UESC II

Um exemplo das distorções por que passa a UESC pode ser vista na atuação de discentes do Curso de Biomedicina, enquanto exercendo atividade prática em escolas da rede pública estadual. Não fora o desembolso pelos próprios alunos e não disporiam de reagentes e materiais outros para realizar o exercício.

Enquanto a imagem física da UESC se apresenta caminhando bem, o aprendizado existe na dependência de recursos particulares. Dos próprios alunos.

Lições para não esquecer

Certos temas – se vêm à tona – não devem ser comentados. Especialmente quando envolvem casos públicos e notórios. As reações causam mais prejuízos com a busca de esconder o que existe(iu). É como jogar farinha no ventilador. Um desses, que desconhecíamos, chegou ao nosso imaginário justamente porque a ele reagiram. Isso é igual a rastilho de pólvora depois de atiçado. Enquanto não explodir...

No caso, já explodiu.

Arrancador de portão

Diante do inusitado de os portões de acesso ao campus da UESC terem sido retirados para manutenção em meio a um semestre em atividade e no imediato da deflagração de uma greve somente permite duas conclusões: ou a prefeitura do campus não acompanha a situação dos bens a que está obrigada a administrar – a ponto de fazê-lo no curso de um período de aulas – ou foi determinação superior.

Se determinação superior o Magnífico Reitor Joaquim Bastos pode receber a delicada alcunha de “arrancador de portão”.

Terreno pantanoso

Não repercutiu bem no jogo a escancarada publicidade da Bahiagás em jornais de Itabuna (releia “Publicidade e utilidade” neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 13 de abril). As unhas cururus afiaram-se antes do tempo, precipitaram ataques que invadem inclusive a seara ética – muitos assim entenderam.

Outro detalhe que não deixa de agredir escalões superiores: ao defender-se das críticas de uso eleitoreiro o PCdoB distribuiu Nota fazendo inserir a pérola: “Davidson está no cargo na cota do PCdoB”.

Isso o autorizaria a utilizar os cofres da Bahiagás para fins eleitoreiros?

De incerteza em incerteza...

Por falta de experiência... em tomar decisões que não possam demorar, Azevedo vai terminar não sendo candidato. Quando se decidir terá perdido o prazo.

O inusitado será partir para a reeleição amparado por Paulo Souto.

Da lua de mel à de fel

Há poucos dias Geraldo Simões flanava como centro de atenções, anunciando entendimentos com o PMDB. Apesar de um breve “esfrega” de Geddel, enquanto Fernando Gomes ausente, tudo estava bem para o petista.

Lua de mel!

Essa semana, o inferno astral. Perdendo espaço para o PCdoB no universo das nomeações em Itabuna, enfrenta um clima de tempestade em noite escura diante do encolhimento dos cargos disponíveis. Não fora isso, administrando profundas dissensões internas, que podem repercutir no projeto 2012.

Lua de fel!

Acredite!

Suspensão do 14º e 15º salários, redução da verba de gabinete de 60 para 48 mil (20%), redução – de 25 para nove – do número de assessores, a cota de gabinete de 23 mil para 4,6 (mais de 80%). Uma economia em torno de 500 mil reais por ano, como o diz matéria em www.advivo.com.br 30 de março (“As verbas parlamentares de Reguffe”).

Autor do exemplo: o deputado federal José Antônio Reguffe, do PDT do Distrito Federal.

Pagando para ver e aplaudir

Ainda que represente a unidade da Federação onde tem sede o próprio Legislativo Federal, não custa deixar a indagação aos nossos representantes na Câmara dos Deputados, começando por Geraldo Simões e Josias Gomes, o que poderiam fazer para economizar.

Se entenderem que não deveriam fazer como o brasiliense, fica a sugestão: doar a diferença conseguida – que sejam 200 ou 300 mil – para instituições sociais.

Em campanha

Geddel Vieira Lima em Itabuna para participar de aniversário de João Xavier. João Xavier que nada! Fiscalizar as obras da Amélia Amado.

Nova competência (função) institucional fixada para quem exerce a Presidência da Diretoria para as Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal.

Êta Brasil!

FHC criticado Ifhc1

Delimitamos (“Por que tudo deu errado”, O TROMBONE, de 13 de abril) as razões por que a oposição perdeu o rumo e particularmente de o PSDB se encontrar num beco sem saída – a não ser a extrema-direita. (Nesse particular – extrema-direita tucana – vemo-la comandada por José Serra – em que pese relações de Alckmin com a Opus Dei – diante da fundamentalista campanha do tucano nas eleições de 2010).

Mas, voltando ao Fernando Henrique, no texto antecipadamente divulgado pela internet, do artigo “O Papel da Oposição” a ser publicado na Interesse Nacional, recomenda o “príncipe dos sociólogos” a fixação de uma estratégia voltada para a classe C (classe média) em detrimento da base da sociedade – o povão – o que alimentou o raciocínio dos que veem o PSDB como o “partido dos ricos”.

FHC criticado II

fhc criticadoTeria dito o ex-presidente, em crítica direta ao PSDB, que se os tucanos continuarem tentando dialogar com o “povão”, acabarão falando “sozinhos” – “A reação de FHC às críticas” http://www.advivo.com.br/ de 13 de abril.

E recomenda a ocupação de todos os espaços sociais (internéticos, inclusive) para fazer frente aos ocupados pelo “lulapetismo” – sindicatos etc.

Não encontrou unanimidade no ninho tucano, à exceção expressa por José Serra, tanto que a atual liderança maior do PSDB, o Senador Aécio Neves, dele discordou.

FHC visionário I

Por outro lado, se observarmos a mobilidade social atribuída ao período Lula, e venha a ser massificada a migração das classes D e E para a classe C, o raciocínio de FHC se torna altamente inteligente. Ou seja, vislumbrando a redução de pobres e miseráveis – ainda que não as reconheça a partir das políticas sociais implementadas por Lula e continuadas por Dilma – pouco restaria da população para apelos político-eleitorais em nível de ideologias à esquerda.

Como mea culpa a posição de FHC é visionária: não tendo pobres e miseráveis tenho que localizá-los. Em que classe social? Na classe C.

Genial, pá!

FHC visionário II

Caberia, apenas, adaptar o discurso aos limites da compreensão pela nova classe a ser alcançada pelo ideário do PSDB pensado por FHC.

E nesse sentido o PSDB já entraria com um forte argumento, favorável em qualquer campanha política: a redução da carga tributária; tema sempre sensível à classe média.

Bestial, pá!

FHC visionário III

Na genialidade falta apenas explicar um detalhe: se a mudança de classe permitiria, de imediato, a compreensão do discurso proposto por FHC.

A propósito

fhc 2014Quando redigimos “Por que tudo deu errado” (O TROMBONE, de quarta 13) não imaginaríamos que o Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim publicaria essa pérola do Bessinha. Tanto que reproduzimos aqui a parte final do artigo para justificar a publicação da charge:

Ao PSDB “...só lhe restará rezar pelo quanto-pior-melhor em relação ao PT, sensacionalizar escândalos (não deu certo com o caixa 2, que difundiu como mensalão),  por profundas repercussões decorrentes de mudanças econômicas ou guinar de vez para a extrema-direita. Aliás, nos moldes do Tea Party norteamericano, como já ensaiado na eleição de 2010 ao assumir o discurso fundamentalista centrando a disputa presidencial em quem era contra ou a favor do abortamento, ou se acreditava ou não em Deus, podendo ampliar o roteiro com a defesa da redução da maioridade penal e da pena de morte”.

Desabafo...

O TROMBONE publicou nesta quinta 14, “Professor, profissão de risco – um desabafo”, do docente Marcos Bispo Santos. Um texto que diz respeito não só àquele citado estabelecimento de Ferradas, mas à escola pública. A rede estadual padece das mesmas mazelas e não se diga que trabalha com alunos com perturbações mentais pura e simples.

Há uma patologia social que está a se refletir na escola. Os desajustes e conflitos latentes, do ambiente familiar ao convívio exterior levam a uma evidente patologia, auxiliada em muito pelo noticiário nos meios de radiodifusão que parece atingir um orgasmo ao publicar mortes, assaltos, estupros acompanhados de verdadeira convocação à aplicação da pena de talião. O número de programas deste jaez dá o mote do imaginário da população.

As autoridades educacionais parecem desconhecer a crua realidade e o professor vem aceitando funções e competências que não lhe são afetas – de assistente social, de psicólogo, de psicopedagogo etc. – quando deveriam estabelecer o enfrentamento da questão, iniciando um processo de conscientização de luta para que as escolas – algumas recebendo em cada turno até 800 alunos – tenham em seu quadro profissionais aptos a lidar com atividades e exercício em torno do comportamento e das inter-relações escola-aluno, escola-família, escola-comunidade.

Na contramão há um velado respeito a garantias e direitos individuais mal compreendidos e interpretados, levando muitos dirigentes escolares e professores a temerem ameaças tipo “vou ao Ministério Público” ou “à Direc”.

...e denúncia

Quem quiser conhecer de perto a fábrica de loucos em que se torna a escola pública faça uma visita aleatória a alguns estabelecimentos de ensino – recomendamos os de maior quantidade de alunos – e assista ao que ocorre nos pátios, a delicadeza no tratamento entre alunos onde “vá tomar no aqui e ali” é tão natural como beata rezar o Pai Nosso.

Aproveite para acompanhar a reação de certos pais e mães quando chamados ao estabelecimento e perceberá que a ação dos filhos é a lição recebida em casa. Pródiga em palavrões e quejandos.

E sobre os professores e dirigentes também a responsabilidade impossível que não lhes compete: educação doméstica.

Limites

Até que enfim – como delineado e sugerido por nós semana passada neste DE RODAPÉS, “Limites” – o deslocamento de membros da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia para uma vistoria in loco ao ponto da discórdia. Que por si só define a solução.

Caso os senhores Deputados tenham se utilizado de transporte coletivo itabunense para buscar o Atacadão e o Makro encontraram o argumento definidor para a alteração dos atuais limites.

Restará apenas, para erudição do parecer conclusivo, instruí-lo com subsídios sócio-econômicos, históricos, sócio-culturais, entrevistas com consumidores e funcionários daqueles estabelecimentos, fotos etc.

Fernando Gomes está chegando

O retorno de Fernando deve agitar o universo da eleição 2012. Geraldo Simões e Davidson Magalhães ocuparam espaço nestes dias, cada um dentro dos limites a que se propôs.

Considerando o PMDB, como lembramos dia desses, as confabulações preliminares entre o gedelismo e o geraldismo necessitam do referendo do líder local, já que nem Renato Costa, nem João Xavier detêm a palavra sobre o partido em Itabuna, atuando como coadjuvantes.

A última palavra é de Fernando. Ainda que seja para deixar o partido.

Ou contribuir para o inimaginável: FG e GS de mãos dadas em defesa do futuro desta terra!

Quosque tanden

Passeava tranqüila pelo Jequitibá ilustre magistrada acompanhada de dois seguranças. Ninguém a reconheceria se não fosse a indumentária dos protetores: terno e gravata escuros. Não se negue o direito à proteção. Afinal, em que pese inúmeros juízes desta Comarca andarem leves e soltos ainda que pondo traficantes e criminosos outros atrás das grades, temor pode haver à luz da consciência de cada um.

O que chamou a atenção de muitos, no entanto, foi a circunstância de os seguranças estarem de terno e gravata. O que de imediato remetia à indagação: quem é a pessoa protegida? Ou seja, a desconhecida magistrada para a totalidade dos que por lá estavam passou a ser conhecida pela ostensiva proteção.

O tempora o mores

Não tardou também por lá chegou outro magistrado, conhecido por todos e inteiramente “desacompanhado”, distribuindo e recebendo sorrisos e abraços.

Alguém observou: – Bons tempos aqueles em que o juiz não precisava de segurança!

E complementaríamos: e se entendia com a comunidade, que o reverenciava, tampouco se dava por impedido de atuar em centenas de processos por guardar mágoa no frízer.

Itororó sai na frente

A terra da famosa carne de sol vive inusitada circunstância à luz da realidade brasileira: tornou-se um “pólo formador de leitores”, tudo motivado pelo livro recentemente lançado pelo prefeito Adroaldo Almeida. É o assunto da cidade em esquinas, bares, igrejas, farmácias, consultórios e, naturalmente, salões de beleza etc.

A polêmica que “discute” o conteúdo da obra – transformando em críticos uma parcela de itororoenses, que descobriu o gosto pela leitura – alimenta, segundo comentários, outro dado: a mais lida no Brasil de hoje.

Não tivesse a obra nenhuma importância literária já teria o condão, altamente positivo, de elevar o número de leitores no âmbito do município. Afinal, ainda que o índice de leitura anual do Brasil tenha saído de 1,8 para 4,7 livros por habitante entre 2000 e 2010 (www.vermelho.org.br/noticia, “Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos”, de 27 de fevereiro de 2011), Itororó está em muito superando os indicativos nacionais.

Itororó I

Descobriu-se em Itororó um excelente passatempo e – como diriam os de antigamente – um perfeito “desopilador para o fígado”: ouvir as transmissões da sessão semanal da Câmara Municipal.

Afirmam ser o melhor programa humorístico da radiofonia nacional, tendo gente pensando em gravar para fins de comercialização.

Itororó II

Temas palpitantes têm sido abordados em debates pelos ilustres pares. À guisa de ilustração, um vereador levou à dialetização edilício-itororoense a “página 157” do livro de Adroaldo.

Afirmam os que acompanharam a tertúlia de suas excelências que foi muito proveitoso para o futuro do município.

Tamanha a repercussão que os que convivem e se comunicam com o Além informam: Stanislaw Ponte Preta, a propósito da atuação dos senhores vereadores, pretende lançar uma edição psicografada de seu famoso “Febeapá” apenas se utilizando das pérolas registradas em ata.

Itororó III

A obra tornou-se o frisson no pequeno município que luta para superar as 20 mil almas, que dividiu-se em torno da livro publicado por Adroaldo Almeida, menos por sua dimensão literária e mais pela paixão política. Afinal, é o primeiro prefeito escritor e não deixa de incomodar aos que não dispõem de igual veia poético-contista.

Mas, como natural em instantes tais, algumas línguas ferinas já destacaram no alcaide uma virtude: a de haver introduzido (ops!) na cidade a “literatura de bordel” para contrapor-se àquela teimosa literatura de cordel.

Que maldade!

Mudanças à vista

A tradicional “malhação do judas” tende a não se realizar em Itororó neste sábado de Aleluia, substituída pela “malhação do livro de Adroaldo”, que – dizem – é muito mais interessante.

Pena Branca e Xavantinho

Ainda com o caipira mineiro de Pena Branca e Xavantinho essas duas marcas: “Poeira”, de Luiz Bonan e Serafim C. Gomes e “Cio da Terra”, de Milton Nascimento e Chico Buarque em inigualável e único expressar estético-musical.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoImaculada manhã de sábado, sol escaldante ferventando o asfalto, impregnando de suor quem transita o Beco do Fuxico. O ABC da Noite em operação acolhe a freguesia fiel. Conversas variadas vão-se atropelando. Cabôco Alencar, atento e diligente, desdobra-se. Num estalo um tema concentrou maior atenção: a cidade de Itabuna e o amor dos que ali estavam pela terra que os acolhera ou os fizera nascer, o que motiva vaidoso comentário:

– Eu moro aqui há mais de vinte anos! – declara-se romântico aluno.

A verve alencarina não perde a deixa:

– Não tarda completar a pena máxima, Cabôco.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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