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Secretaria da Saúde da Bahia capacita profissionais de 64 municípios para tratar pé diabético

Domingos Matos, 09/09/2019 | 16:35

O Secretário Estadual da Saúde Fábio Vilas-Boas, lançou hoje o programa de treinamento para prevenção e tratamento do pé diabético. Até o final do ano serão implantadas 200 centros em toda a Bahia, a maior parte distribuída em municípios com menos de 100 mil habitantes. Para tanto, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Escola de Saúde Pública (ESPBA) e do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), iniciou nesta segunda-feira (9), um programa de treinamento com profissionais da assistência de 64 cidades, visando qualificar este cuidado, prevenindo lesões e internações associadas ao pé diabético.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, as amputações decorrentes de complicações do pé diabético constituem um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, levando em conta as elevadas taxas de internação hospitalar. "Além do impacto social na vida do usuário e da alta mortalidade associada, as amputações estão relacionadas a altos custos diretos e indiretos para o sistema de saúde. Dados do Sistema de Pactuação dos Indicadores (Sispacto) apontam que 25% das internações de pacientes na capital, por exemplo, poderiam ser prevenidas por serem condições sensíveis à Atenção Básica. Sem o adequado acompanhamento, o paciente diabético não realiza exames, não toma os medicamentos e acaba por ir a uma emergência de um hospital com o pé infectado que levará, possivelmente, à amputação de um dos membros”, afirma Vilas-Boas.

Ainda de acordo com o titular da pasta da Saúde, estima-se que, na Bahia, de 40 a 60% de todas as amputações não-traumáticas de membros inferiores são realizadas entre pacientes portadores de Diabetes Mellitus. Destas amputações, 85% são precedidas de feridas com úlceras. “O objetivo é reduzir o número de amputações decorrentes da falta de controle do diabetes, que entre 2010 e 2018, ocasionou mais de 6 mil amputações”, ressalta o secretário, ao pontuar também que as policlínicas regionais de saúde tem um papel fundamental para auxiliar o controle do diabetes. "O governador Rui Costa já entregou 11 policlínicas em diferentes regiões, dotadas de equipes especializadas e equipamentos específicos, e até o final do ano chegaremos a vinte unidades", diz.

O curso prevê aulas teóricas e práticas, sendo ministrado em dois dias. Serão seis módulos: I Aprendendo a reconhecer e intervir no pé diabético; II Manejo de calosidades; III O auto cuidado dos pés da pessoa com diabetes; IV Contextualizando as lesões ulcerativas em pé diabético; V A importância do movimento para o pé diabético; VI Vinculando redes no cuidado ao pé. Durante as aulas, os alunos farão a discussão de casos clínicos, aprenderão a utilizar um doppler portátil, bem como identificarão tipos diferentes de lesões, dentre outros temas.

 

Dados da doença

Em todo o mundo, 425 milhões de pessoas vivem com diabetes e 4,5 milhões morrem anualmente por causa da doença, segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), responsável pelo Novembro Diabetes Azul, mobilização mundial que alerta para o crescimento da doença – considerada pandemia – e a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce. Tendo como tema este ano “Família DMe Diabetes”, a campanha destaca a importância da família no manejo da doença.

No Brasil, onde os diabéticos são mais de 13 milhões – ocupa o quarto lugar entre os 10 países com maior população de diabéticos. No país, as complicações do diabetes custaram ao Ministério da Saúde, em 2016, R$ 92 milhões. Isso reflete o diagnóstico tardio, uma vez que mais de 40% das pessoas só são identificadas (no caso de diabetes mellitus tipo 2 -DM2) quando já apresentam complicações.

Prevenir as complicações do diabetes, onde se insere a retinopatia diabética, é muito importante. No mundo inteiro, a perda de visão por causa do diabetes tem aumentado assustadoramente. Entre 1990 e 2010, a quantidade de pessoas com perda de visão parcial ou total devido à doença subiu de 27% para 64%. Em 2010, uma em cada 52 pessoas teve perda de visão e uma em cada 39 pessoas ficou cega por causa da retinopatia diabética – desdobramento da doença que danifica a retina.

 

Homens armados invadem Itaju do Colônia e explodem agência bancária

Domingos Matos, 04/09/2019 | 08:21

Um grupo de homens armados invadiu a cidade de Itaju do Colônia, no sul da Bahia, e explodiu uma agência bancária, durante tentativa de assalto, na madrugada desta quarta-feira (4). Ninguém ficou ferido.

De acordo com a Polícia Militar da cidade, cerca de 10 homens fortemente armados agiram no ataque. Eles atiraram em várias direções, para assustar os moradores.

A agência ficou parcialmente destruída. Depois de explodirem o local, sem conseguir abrir o cofre, os homens fugiram em carros. Policiais militares fazem ronda na cidade, para tentar localizar a quadrilha. (Com informações do G1)

 

Itabuna: Tiroteio em frente à Escola Pedro Jerônimo assusta professores e alunos

Domingos Matos, 19/08/2019 | 12:42
Editado em 19/08/2019 | 19:15

Um tiroteio que aconteceu no final da manhã desta segunda-feira (19), assustou a direção, funcionários, professores e estudantes do Grupo Escolar Municipal Pedro Jerônimo, no bairro Pedro Jerônimo, em Itabuna. A ação fez com que professores e alunos, principalmente, passassem boa parte do tempo de aula no interior da escola, completamente abaixados, como forma de proteção contra possíveis balas perdidas, durante a troca de tiros. 

Assim que começou o trioteio, a direção acionou a Polícia Militar (PM/BA) e entrou em contato com a secretária municipal da Educação, Nilmecy Gonçalves, para explicar a suspensão das atividades no dia de hoje, mesmo porque houve o aceno por parte de envolvidos de que o ataque seria revidado. 

Em contato com a Central 190 da Polícia Militar, a Secretaria Municipal de Educação de Itabuna (SME) foi informada que as rondas foram intensificadas na localidade, mas nenhum integrante envolvido nos disparos foi identificado. Também não há informações, segundo a Polícia Militar, se está acontecendo algum “toque de recolher” no bairro ou nas imediações. 

A orientação da Polícia Militar, diante do ocorrido, é a de que “até que a Polícia Militar esteja segura de que a situação está controlada, moradores, transeuntes e até lojistas evitem situações que podem transformá-los em possíveis alvos”. 

Para a professora Nilmecy Gonçalves, “é inaceitável que esse tipo de ocorrência aconteça em nossa cidade, a ponto de interferir diretamente no cotidiano de uma escola de Educação Infantil. A imagem de crianças da Escola Pedro Jerônimo todas abaixadas, com medo dos tiros não é a imagem que queremos para as nossas escolas. Estaremos em contato com o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, e, juntos, forças de segurança, prefeitura, Secretaria da Educação e sociedade estarão unidos para que esse tipo de situação não volte a acontecer”. 

Informações ainda não confirmadas dão conta de que o tiroteio teve um tempo de duração de cerca de dez minutos. 

Debates e panfletagens em Itacaré marcam dia nacional contra abuso sexual de crianças

Domingos Matos, 20/05/2019 | 07:08

A Prefeitura de Itacaré, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, realizou nos dias 16 e 17 de maio uma série de atos e debates em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual e do Adolescente. O objetivo foi envolver toda a comunidade, da sede e dos distritos de Itacaré, além dos turistas, para orientar sobre os crimes, as penas e como agir e denunciar em casos de abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes no município.

Como parte das ações, no dia 16 foram realizadas panfletagens pelos bairros de Itacaré e também em pontos estratégicos, como a rodoviária, porta de entrada na cidade, abordando a importância de todos estarem junto no trabalho de combate ao abuso e a exploração. Já no dia 17 de maio foi realizado o seminário com o tema “As marcas violência: como identificar os sinais de um caso de abuso sexual contra a criança e o adolescente”, com orientações jurídicas e como a comunidade deve proceder e a quem procurar em caso de haver esses crimes. O evento aconteceu na Câmara de Vereadores de Itacaré e foi aberto a toda a comunidade.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Patrícia Leal, destaca a importância de todos estarem unidos, atentos e fortalecidos nesse trabalho de combater o abuso sexual, orientando as famílias e denunciando. A proposta é de levar as discussões, debates e atendimentos também para as comunidades rurais de Itacaré, As ações contam com o apoio de equipes do CREAS, CRAS e Programa Primeira Infância do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e do Conselho Tutelar. De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos, é assustador o número de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país. Por isso, foi criada esta data com o intuito de ajudar a combater este mal que destrói a vida de milhares de jovens todos os anos.

A escolha desta data é em memória do “Caso Araceli”, um crime que chocou o país na época. Araceli Crespo era uma menina de apenas 8 anos de idade, que foi violada e violentamente assassinada em 18 de maio de 1973. Este crime, apesar de hediondo, ainda segue impune. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no país através da lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000. No Brasil, o Disque 100 é um serviço gratuito disponibilizado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República que registra denúncias anônimas de jovens que se sintam ameaçados ou que sofreram qualquer tipo de abuso ou exploração sexual.

Ameaças de massacre em escolas baianas terão investigação conjunta de órgãos públicos

Domingos Matos, 04/04/2019 | 10:27
Editado em 04/04/2019 | 14:24

As mensagens com ameaças de massacres e atos violentos em escolas e estabelecimentos da Bahia serão investigadas. Nesta quarta-feira (3), áudios que circularam em grupos de WhatsApp fizeram com que aulas fossem suspensas em pelo menos três escolas e uma faculdade particular na cidade de Alagoinhas, no Nordeste da Bahia. Houve também registro de suspensão de aulas em escolas de Barreiras, no Oeste baiano, e Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo.

Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, após os boatos, alunos se assustaram com a explosão de uma bomba de São João no Colégio Estadual José de Freitas Mascarenhas.

O caso será investigado pelas secretarias de Segurança Pública (SSP) e da Educação (SEC), além do Grupo Especializado de Repressão a Crimes por Meios Eletrônicos (GME) da Polícia Civil. Mesmo que as ameaças sejam falsas, os responsáveis podem ser punidos. Isso porque, segundo o GME, informações disseminadas com este tipo de conteúdo se configuram como um ato criminoso e os responsáveis podem ser penalizados judicialmente.

O coordenador do GME, delegado João Cavadas, explica como funcionará a operação de investigação. “A Polícia Civil, preocupada com esses acontecimentos, já disciplinou uma multitarefa de investigação para esses crimes, no interior e na capital. O GME dará subsídios, identificando as pessoas que não somente confeccionaram o material, como também aquelas que fazem a replicação através de grupos de mensagens. Todas elas serão indiciadas pelo crime que vier a ser identificado e responderão judicialmente por esse fato”, comentou.

O caso também contará com apoio da Polícia Militar da Bahia (PMBA), que se comprometeu a comparecer em todos os locais onde existirem relatos de ameaças, com o intuito de combater possíveis atos criminosos.

“Tão logo essas mensagens chegam ao conhecimento da PM, mesmo entendendo que se tratam de mensagens que têm o objetivo de desestabilizar uma comunidade, unidades operacionais são direcionadas para atuar preventivamente, sobretudo nas proximidades das escolas, de uma forma geral e em todo o estado. Quem está disseminando esse tipo de conteúdo é um criminoso, que será responsabilizado por este delito”, informa o porta-voz da PMBA, capitão Bruno Ramos.

O coordenador dos Núcleos Territoriais de Educação da Secretaria da Educação do Estado, Helder Amorim, lembrou que, recentemente, o país se chocou com os ataques a uma escola na cidade de Suzano, em São Paulo, e que, depois disso, os boatos são mais recorrentes.

"Desde o evento em Suzano, essa onda de boataria está se espalhando por todas as regiões do país. O que tem se apurado até agora é que não há nada confirmado e nenhum ato foi posto em prática. Contudo, a Secretaria da Educação está atenta e acompanhando, junto à SSP, todos os casos que chegam, bem como dando apoio à comunidade escolar, que tenta manter a normalidade, para que os alunos continuem a ter acesso às escolas e às atividades”, disse. (Com informações do Correio)

“RAMON SE MUDOU DA TERRA”

Domingos Matos, 15/01/2017 | 16:29

Por Adroaldo Almeida

No meio da década de 1980 eu cheguei a Itabuna para estudar e trabalhar. Era bancário e sindicalista, mas queria ser escritor. Por revés da sorte, acabei advogado e político, uma lástima. Naquele tempo, transitava na senda da arte entre Buerarema e Ilhéus uma trupe felliniana: Jackson, Betão, Alba, Eva, Gideon, Gal, Delmo, Zé Henrique e, naquela miríade estrelar, ele, claro, RAMON VANE, o mais cênico de todos. A figura de um pintor holandês do século XVII, a recitação de um menestrel medieval e a presença carismática de um franciscano. Um astro rasgando o céu da Mata Atlântica. Nosso Rimbaud trovando no alto da proa de um barco bêbado, singrando os mares e domando as ondas naquela temporada no inferno, atirando poesias contra a estação da ditadura ainda presente.

Eu o encontrava quase todas as noites no curso noturno de Direito da FESPI. Fomos colegas e contemporâneos, nos códigos e na decodificação da Justiça, mas “as leis não bastam, os lírios não nascem da lei”, como aprendemos com Drummond e escrevemos o nome tumulto na pedra.  Era tímido na faculdade, nunca o encontrei no DCE, mas enxergava-o de soslaio num canto da biblioteca do Departamento de Letras, onde ambos acorríamos à procura da consolação na palavra. Porém, como ele sabe agora, jamais encontramos um bálsamo, conforto ou doçura na provisoriedade dessa condenação da existência. Talvez nessa travessia, na eternidade de serafins e cítaras, ele possa declamar todo seu lirismo sem a azáfama e a urgência dos dias terrenos.

Neste domingo acordei com uma mensagem de Gideon Rosa: “Ramon se mudou da terra hoje de madrugada”. Assustado, levantei mudo e pasmo, e essas reminiscências me afloraram durante toda a manhã. Daqui de Itororó, lamentavelmente, não pude ir ao sepultamento, então, mando rápidas e atropeladas letras na ambição de contribuir para desentortar as veredas no seu caminho ao paraíso.

Ramon Vane era um artista, eu me lembro!

Adroaldo Almeida é escritor, advogado e político

Pataxós ameaçam retomar bairro em Itaju do Colônia

Domingos Matos, 26/11/2016 | 14:29
Editado em 26/11/2016 | 14:36

Moradores do bairro Parque dos Rios, em Itaju do Colônia estão assustados com a possibilidade de perderem suas casas. Índios da etnia Pataxó Hã Hã Hãe ameaçam com a retomada da área do bairro, que fica localizado nos limites de uma área de 54 mil hectares, objeto de conflito há mais de 50 anos. O local, totalmente urbanizado, abriga escolas, creche, academia, áreas de lazer, unidade de saúde, igrejas, mercados e padarias, e as casas existiriam no local há mais de 40 anos

O prefeito eleito de Itaju, Djalma Orrico (PSDB), antevendo o tamanho do problema que terá pela frente, levou comitiva a Salvador, para conversar com deputados dos partidos que deram sustentação à coligação da chapa vencedora, “Juntos Somos Mais”, no intuito de reivindicar segurança pelo bem-estar social e buscar soluções pacíficas entre as partes.

Djalma Orrico e o vice-prefeito eleito, Valério Aguiar, após contato com deputados, sugeriu uma visita da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a Itaju. “Também mobilizamos a bancada federal a fazer alertas no Congresso sobre a causa, além de marcar audiência em Brasília com ministros da área, visando sensibilizar pela necessidade urgente de ações que promovam a paz e a ordem”.

Ausência

Há, como ingrediente agravante, a falta de segurança e a ausência de ações do município e do estado naquelas áreas, o que facilitou o aumento da violência no distrito de Palmira. “A violência ocorre em proporções desastrosas. Já ocorrerem troca de tiros em ruas e avenidas por bandidos que confiam na ausência do Poder Público para gozarem de total impunidade”, denuncia Orrico.

O prefeito eleito disse estar preparado para, “pelo bem do povo de Itaju, trilhar os caminhos árduos de administrar todas as mazelas e problemas que a cidade enfrenta. Esse é o nosso compromisso, a nossa vontade e será, se Deus quiser, a nossa marca: administrar para todos”.

(Publicado originalmente no Jornal Agora. Na foto, reunião com o deputado Zé Rocha)

O que é a era da pós-verdade

Domingos Matos, 23/11/2016 | 09:21

Por Jean Wyllys

A notícia de que o Facebook – até que enfim – decidiu tomar medidas para limitar a circulação de notícias falsas na rede vem pouco depois de a Universidade de Oxford ter escolhido a “pós-verdade” como a palavra do ano, e das polêmicas suscitadas nos Estados Unidos como consequência da série de boatos espalhados pelas redes sociais que contribuíram para o sucesso eleitoral de Donald Trump.

Ou seja, pela primeira vez, parece que academia, políticos sérios e empresas de tecnologia se mostram realmente preocupados com a contaminação da esfera e da opinião públicas por mentiras e calúnias divulgadas na internet e nas redes sociais por criminosos da política e da religião, com o objetivo de manipular a opinião pública.

Nada disso é novidade para as famílias dos mortos por linchamentos motivados por fofocas na internet. E nada disso é novidade, tampouco, para nosso mandato, que trava uma batalha de seis anos contra o próprio Facebook para por algum freio à avalanche de mentiras e calúnias em relação a mim que corre nas redes sociais.

“Jean Wyllys apresentou um projeto de lei para mudar trechos da Bíblia”, “Jean Wyllys disse que sairia do Brasil se o impeachment fosse aprovado”, “Jean Wyllys defendeu a pedofilia”, “Jean Wyllys disse que os negros não podem ser evangélicos”, “Jean Wyllys quer implantar o ensino da religião islâmica nas escolas”, “Jean Wyllys quer obrigar as crianças a mudar de sexo”.

Cada uma dessas e outras estupidezes, inventadas por criminosos que usam as redes sociais para difamar adversários políticos, “viralizou” por meio do Facebook, que nada fazia para impedir que isso acontecesse.

Antes da vitória de Trump, o resultado do Brexit no Reino Unido, a derrota do acordo de paz na Colômbia e as vitórias de Crivella, no Rio, de Dória, em São Paulo, e do candidato do PSDB, em Belém, já mostraram o poder da “pós-verdade” (da mentira aliada ao preconceito) na política contemporânea.

Embora cada um desses resultados eleitorais tenha vários e complexos motivos, é inegável que a boataria e a “viralização” de mentiras e calúnias nas redes sociais jogaram um papel fundamental na estratégia de campanha dos vencedores e influenciaram seriamente o voto popular.

E, ainda que algumas pessoas ditas “de esquerda” recorram a este expediente, a “pós-verdade” é uma arma sobretudo da extrema-direita e de fascistas, instrumentalizada pela direita tradicional e seus veículos de comunicação.

O triunfo da “pós-verdade” e a destruição que esta causou nas relações familiares e vicinais, jogando as pessoas numa arena de ódio, são também frutos da negligência e, em alguns casos, da cumplicidade do jornalismo e das instituições democráticas com esse expediente.

A Polícia Federal, no Brasil, mostra-se completamente incompetente e ineficaz em conter a rede de difamação quando esta vitima políticos e pessoas de esquerda e progressistas, mesmo em posse de indícios que podem lhe levar aos criminosos. Já o Ministério Público tem movido ações contra essas pessoas – sim, contra as vítimas – baseado em mentiras e calúnias que circulam na internet.

Vejamos alguns exemplos recentes. Em Feira de Santana (BA), a Câmara de Vereadores moveria uma moção de repúdio a mim baseada numa mentira ridícula que circula nas redes sociais (que eu apresentei um projeto para “mudar trechos da Bíblia”).

Uma promotora do MP pediu que eu fosse investigado por um boato de internet sobre “tráfico de influência” para que um filme recebesse fundos da Lei Rouanet (e a informação é tão falsa que não só não houve tráfico de influência como a verdade é que os produtores do filme, que não têm qualquer vínculo comigo, sequer solicitaram – e portanto também não receberam – dinheiro da Lei Rouanet.

Também podemos citar o caso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que sorriu quando um deputado estadual insultou violentamente a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) por conta de uma calúnia contra ela divulgada na internet (um suposto post no Facebook que ela nunca fez).

Outro exemplo aconteceu recentemente, quando uma enquete (ainda que infeliz) realizada pelo programa de Fátima Bernardes na Rede Globo deu lugar a um uso político vergonhoso e contaminado de mentiras: um deputado federal usou as redes sociais para relacionar a enquete à queda do helicóptero da PM na Cidade de Deus e usou essa falsa relação para atacar a apresentadora do programa.

Na Câmara Federal, a desfaçatez com que deputados e deputadas que perpetraram o golpe contra nossa democracia se revezam na tribuna para reproduzir mentiras e calúnias que circulam na internet é assustadora.

O caminho do próprio impeachment da presidenta Dilma foi pavimentado com a “pós-verdade” – e, nesse caso, com a ajuda dos jornais, revistas e telejornais. O MBL e o Revoltados Online – grupelhos proto-fascistas instrumentalizados por partidos de direita como PSDB, DEM, PMDB e Solidariedade – trabalham apenas com a “pós-verdade”.

Nos EUA, o próprio FBI deu subsídio para a rede de mentiras contra Hillary Clinton, para, no final da campanha, quando a “pós-verdade” já havia feito o estrago, negar as insinuações feitas.

Ou seja, as instituições democráticas que poderiam e deveriam deter essa arma letal nada fizeram porque, uma vez compostas de pessoas, estão elas mesmas repletas de preconceituosos, ignorantes, fanáticos e criminosos que se tornaram militantes da “pós-verdade”. A notícia de que o Facebook vai reagir a tudo isso é bem-vinda e traz alguma esperança a esses tempos sombrios.

Jean Wyllys é deputado federal

Via DCM; publicado originalmente na Carta Capital.

Vítima de abuso por Marco Feliciano manda ele 'aquietar o pintinho'

Domingos Matos, 04/08/2016 | 15:40
Editado em 04/08/2016 | 15:42

No fim, só o velho Freud pra explicar. Toda aquela eloquência machista do pastor(?) Marco Feliciano, associada ao caráter de abusador de mulheres que se revela agora - leia AQUI - parece ter mais a ver com o seu perfil psicológico, a partir de traumas pelo tamanho do pênis, do que com suas crenças religiosas.

A revelação quanto a esse datelhe anatômico do deputado veio por quem viu - e deveria estar até mais assustada com a situação, não fosse a ridicularidade do que ela chamou de "pintinho do Feliciano": a própria vítima do abuso.

"Se vale um conselho, manda o Feliciano aquietar o pintinho dele, é guardar o pintinho dele".

Essa a grande - sem trocadilhos - revelação do áudio vazado. Está aos 24min30seg. Mas vale ouvir todo o áudio abaixo.

Que papelão, hein, deputado?

Tentativa de assassinato assusta moradores do Conceição

Domingos Matos, 22/07/2016 | 11:34

Um homem foi baleado agora há pouco - por volta das 10h40min - na rua Bela Vista, no bairro Conceição. A tentativa de assassinato ocorreu enquanto a vítima trabalhava na perfuração braçal de um poço. Assustados, moradores relataram que, pelo barulho, os disparos podem ter sido de pistola semi-automática.

Segundo um colega da vítima, a pessoa chegou a pé e, calmamente, fez os três disparos. Seguiu, ainda a pé, arma em punho, até montar na moto que o esperava a alguns metros, e fugiu, com a ajuda de um comparsa que pilotava a motocicleta. "Só o que lembro é de ter caído no buraco que estamos cavando", diz, assustado o ajudante de pedreiro que não revelou seu nome.

Pela forma como tudo ocorreu, parece cobrança por dívida com traficantes. "Cheguei de São Paulo há pouco tempo. Não tenho envolvimento com nada. Mas, pelo que sei, ele tinha. Estava saindo do crime, trabalhando", relatou.

Se for assim, seguindo script do crime em Itabuna, ao menos alguma dívida deixou para trás, e hoje ela foi cobrada. O Samu levou a vítima para o Hospital de Base.

ESTRUTURA DESABA E ASSUSTA TRANSEUNTES NO SHOPPING JEQUITIBÁ

Domingos Matos, 20/11/2015 | 15:24

Um acidente sem grandes proporções causou susto entre clientes e lojistas do Jequitibá Plaza Shopping no início da tarde desta sexta-feira (20). No Estacionamento 1 do shopping, foi montada toda uma estrutura para que uma revendedora de veículos realizasse ali, durante todo o dia, um feirão de carros novos e semi-novos.

  

Uma das estruturas de ferro, porém, mal posicionada no estacionamento, acabou desabando em cima de um dos veículos da própria revendedora, que acabou por interromper o evento devida a falta de segurança no local. 

 


Bombeiros civis do próprio Jequitibá Plaza Shopping vistoriaram o local do acidente e asseguraram que, por sorte, não houve feridos e que houve apenas o dano material para a própria empresa responsável pelo evento, que deverá acionar a concessionária contratada para montar a estrutura pelos danos causados.



Por falar em saúde: número de fantasmas no Hblem chega a 72

Domingos Matos, 10/12/2011 | 14:13
Editado em 10/12/2011 | 23:21

Por mais que se tenha um secretário competente - pelo que fez no extremo-sul, Geraldo Magela poderia ter  como resolver os problemas -, sem o comando único das verbas da secretaria não há mesmo como mudar muita coisa no caos que se instalou na saúde de Itabuna. Falta senso de responsabilidade pública à administração como um todo, especialmente numa área tão sensível, como a da saúde pública. 

A última informação do fantasmômetro do Hospital de Base, por exemplo, é assustadora: seriam 72 cargos, indicados por vereadores diversos, que, no fim das contas, se transformam em (mais) 72 fantasmas na administração pública, especialmente direcionados para minar a Saúde.

"Quando algumas dessas pessoas aparecem no local de trabalho, vão para o computador brincar em joguinhos eletrônicos. Os cidadãos estão morrendo, e eles estão tirando a vaga de gente que poderia estar aqui, trabalhando de verdade. Por que não chama os concursados? Falta compromisso", afirma uma fonte, de dentro do próprio Hblem.

Como foi dito acima, por mais que Magela tente contornar os problemas, jamais conseguirá, de fato, solucionar todos - nem os mais graves e urgentes. O secretário sequer tem a chave do cofre. É a típica história: um faz - ou tenta - e pelo menos dois desfazem. No caso do Hospital de Base, são 72 a atravancar o progresso.

E se a gestão fosse plena?

Frase do dia

Domingos Matos, 29/10/2011 | 10:24
Editado em 29/10/2011 | 10:33

"Nunca tive tantos amigos"

De um assustado Juvenal Maynart, sobre o assédio repentino e as odes à sua genialidade, depois de ter sido nomeado para o cargo de superintendente regional da Ceplac. Imagine se o cargo fosse o de diretor-geral, como estava nos planos da gente de Brasília!

Mexicanização do Brasil – a contribuição de Itabuna

Domingos Matos, 22/09/2011 | 17:16
Editado em 22/09/2011 | 17:34

Domingos Matos

domingos matosO México talvez seja, ao lado da Rússia, o principal exemplo da radicalização do crime organizado, ao ponto de torná-lo quase endêmico e, aos olhos de quem está de fora, totalmente institucionalizado nas entranhas do país. Deve haver outros, mas esses são os exemplos que nos vêm à mente agora. Para ficar no mais próximo, inclusive culturalmente, falemos do caso México: os cartéis do tráfico tomaram conta de boa parte do território, o que significa dizer que avançam, como o crime organizado faz em qualquer lugar, sobre o setor público, corrompendo autoridades, assumindo o papel do Estado, seduzindo hordas de crianças e mulheres – os homens são os primeiros a cair em suas garras – e formando seu exército paralelo. O Brasil está nesse caminho, e se destaca com louvor.

Mas, o que seria o crime institucionalizado? Quem se lembra do episódio protagonizado em São Paulo pelo grupo denominado Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006, entende o que é e o poder de fogo do crime organizado e institucionalizado. Naquele ano, a partir de um presídio, ataques coordenados desestabilizaram todo o sistema policial daquele estado, chegando a refletir em diversos outros – na Bahia, Itabuna foi uma das cidades em que ônibus foram queimados.

Também naquele ano, descobrimos que o PCC estava dando um salto em direção ao verdadeiro crime institucionalizado: em vez de gastar dinheiro corrompendo representantes do sistema, passou a financiar os estudos de jovens valores para torná-los advogados, juízes, promotores e outras autoridades que trabalhariam a seu serviço. Pelo tempo em que a prática foi implantada, é fácil deduzir que muitos desses doutores do crime já estão em plena atuação pelo país afora.

No México, conta-se às dezenas o número de prefeitos e outros políticos que as gangues matam ao ano, além de demais autoridades que se interponham em seus caminhos. Aqui, juízes estão sob ameaça e a categoria se vê assustada após o assassinato de uma magistrada no Rio de Janeiro, executada porque combatia o crime institucionalizado dentro das forças policiais. Mas, engana-se quem imagina que coisas desse tipo só acontecem em cidades como Rio e São Paulo. Acostumamo-nos a esse pensamento por tê-las como as metrópoles onde tudo é ‘normal’, de tudo acontece. Como dizia um ditado dos anos 80: “é onde filho chora e mãe não vê”.

A realidade hoje é outra. Cidades como Itabuna estão invertendo essa sentença: aqui, ou em qualquer parte do país, ‘mãe chora e filho não vê’, porque já está morto. O crime organizado matou, de um jeito ou de outro. Alguns exemplos de crimes institucionalizados nos dão a certeza de que, com a contribuição de cidades como Itabuna, o Brasil corre a passadas largas, para uma mexicanização completa.

Vejam o caso da própria Itabuna. Há cerca de um mês, um homem foi assassinado em frente a um posto de combustíveis no centro da cidade. Passado o choque, as informações. Era o motorista que levava da fonte ao destino a maioria dos veículos roubados na cidade e na região. Havia sido preso três dias antes e foi solto a cerca de 72 horas de seu encontro com a morte.

Investiga-se um pouco mais e chega-se à constatação óbvia: fazia parte de uma rede enorme de roubo de carros, foi executado porque, ao ser preso, virou um arquivo. Como pagou fiança e saiu, quem garantia que não seria seguido pela polícia e entregaria todo o esquema de bandeja? Vendo por outro viés: quem garante que não levaria a gente graúda, que financia o roubo desses carros, dá proteção aos operários e lucra com a revenda do produto? Quem também garante que essa vertente do crime institucionalizado está totalmente dissociada da que opera o tráfico de drogas no atacado no município? Aliás, o que foi feito a partir da descoberta de que, no bairro Nova Itabuna, há um local acima de qualquer suspeita que abriga um cemitério de carros roubados e ali depenados?

Mas o crime institucionalizado não nasce e não morre aí, senhores. Esse é o ponto intermediário, aquele em que até se permite a descoberta de um ou outro esquema. Chamo de o “estágio da estabilidade relativa”. Sua origem é incerta. Alguém consegue estabelecer se ele nasce no ninho da águia, na mais alta das copas, ou se nas entranhas da terra, em ninhadas de bichos que rastejam? Para mim, é tão fácil crer que o exemplo de nossos políticos, que desviam milhões de reais da saúde pública, serve de estímulo às pessoas simples a também se corromperem, quanto acreditar que tudo vem da base: o menino que vê o pai não devolver o troco a mais na padaria e toma isso como exemplo tem grande potencial para se transformar em um chefe de gangue no bairro ou em um vereador, prefeito ou deputado corruptos.

Como na Grécia antiga, ele pode nascer na tragédia. Como na história contemporânea, ele pode vir do drama. Aqui, “tragédia” é o conjunto de dificuldades que fazem com que só o mais forte sobreviva. Por falta de um anticoncepcional ou de planejamento, a mãe tomou chá amargo, mas não perdeu o bebê. Nasceu em falta de tudo. Teve que roubar o lanche do coleguinha, depois o lápis, depois o celular, o tênis. Acabou roubando a vida. Mas sobreviveu. Já o “drama” é representado pela nossa política. Vemos de tudo, político que cai em desgraça num dia, que é julgado no outro, mas que sempre encontra seu final feliz. Drama autêntico. Na Grécia antiga, o drama acabou por matar a tragédia como expressão artística. Aqui, ainda brigam, mas pela paternidade do maior mal do país, o crime generalizado e institucionalizado.

O que se percebe é que, nas mais altas ou nas mais baixas castas da sociedade, o crime foi institucionalizado e banalizado. Dia desses, paciente que passava a noite na fila do Posto de Saúde do bairro Califórnia, depois de ter sido o primeiro a chegar, lá pelas 19 horas, viu um sujeito entrar em sua frente, com o dia quase amanhecendo. Achando que seria apenas um folgado, interpelou-o: “moço, esse lugar é meu, cheguei aqui ontem à noite”. O sujeito pouco falou. Foi em casa, ali nas proximidades, e voltou armado. Algum tempo depois, pegou a ficha número um. As pessoas da fila achavam que era um viciado, um nóia, que estaria marcando o lugar para alguém, mas era um dos líderes do tráfico.

Na mesma zona, alguém com trânsito nos meios políticos retém em seu poder dezenas de autorizações para procedimentos médicos na rede pública, e as vende ou as dá, de acordo com o grau de amizade com ‘seus’ pacientes ou com seus próprios interesses, inclusive políticos. Do outro lado da cidade, funcionário público exige propina para facilitar a retirada de um documento de veículo, uma carteira de habilitação. Nos hospitais, técnicos operam em benefício próprio aparelhos de última geração para exames sofisticados, caríssimos e inacessíveis aos pacientes da fila do posto de saúde do Califórnia. Basta pagar um por fora.

Na política, a Câmara de Vereadores está sob investigação da polícia federal, que busca desvendar um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público dos últimos anos. Tudo já detectado por uma investigação interna e, depois, por uma auditoria externa. Perguntado por que não se abre um processo de cassação contra os acusados, uma autoridade responde: “Como fazer isso, se praticamente todos ali se beneficiaram do esquema?”. Na prefeitura, a coisa flui de um simples desvio de material para construção da casa de praia de um pobre coitado até esquemas inconfessáveis, que visariam à privatização da Emasa.

É quase parte da cultura. Mas, no fim, o que choca é o fato de não encontrarmos guarida onde seria nosso último refúgio, as leis e o Judiciário. Não esqueçamos que temos exemplos de juízes que se aposentaram compulsoriamente para fugir de investigações, escrivã que é presa (injustamente?) acusada de formação de quadrilha e advogados que agem como mulas do tráfico de influência até junto às cortes superiores. Mais institucional que isso, impossível. Parece que tudo virou uma grande quadrilha, e o que se salvam são as exceções.

Felizmente, essas existem e são maioria, embora não pareça.

Domingos Matos é jornalista e blogueiro, editor do blog O Trombone e do jornal Agora

Casamento, nããããooo!!!!

Domingos Matos, 25/07/2011 | 07:56
Editado em 25/07/2011 | 08:17

Esse é o vídeo do momento no youtube (tirando a comemoração "cueca na regada" do Loco Abreu, claro). O gurizinho se assusta com a ideia do casamento com a irmãzinha. Não porque ela é sua irmãzinha, já que não têm noção do crime e do pecado do incesto em sua cultura. É porque ele conhece bem a ferinha que quer amarrá-lo no futuro. Veja o instinto da danadinha: no meio da briga, começa a limpar a cozinha, dizendo com isso que será uma boa esposa. A mãe, filmando e mediando o conflito não sabe o que fazer. É a natureza agindo da forma mais... natural.

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