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Mandados garantem prisões de suspeitos de assaltos a banco na Bahia

Domingos Matos, 07/08/2019 | 08:09

Acusados de participação em pelo menos três assaltos a bancos em 2018, Ueldon José Oliveira de Assis, Elielson Evangelista de Oliveira Souza, Washington Alisson Santos de Jesus e Gabriel Henrique de Jesus Silva ficarão mais tempo presos, graças a novos mandados cumpridos contra eles.

O grupo estava em audiência, respondendo pelo furto à uma agência bancária, quando investigadores apresentaram novo documento judicial determinando a manutenção da prisão por outros ataques bancários. "Eles fazem parte de uma quadrilha maior, que já foi desarticulada em ações anteriores", afirmou o diretor do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), unidade responsável pelas investigações, delegado Marcelo Sansão.

Ainda segundo ele, os novos mandados cumpridos tiveram fundamental importância, já que o grupo respondia inicialmente por furto, tipo de crime que, geralmente, permite penas mais brandas. "Os novos mandados são referentes ao ataque a um banco de Simões Filho, situação que amedrontou a população local, devido à forma violenta da ação criminosa", continuou.

O delegado finalizou destacando a importância da manutenção das prisões do quarteto para a continuação da redução dos índices criminais nesta modalidade. As investigações também apontam participação do quarteto nos casos de Catu e Jeremoabo.

 

Operação Lancôme: Justiça condena 21 por atuarem em organização criminosa em Ilhéus

Domingos Matos, 16/07/2019 | 09:21

Vinte e uma pessoas foram condenadas pela Justiça por formarem organização criminosa (Orcrim) que atuava no município de Ilhéus, principalmente no bairro de Teotônio Vilela. Segundo a denúncia, oferecida pelo Ministério Público estadual, foi apurado que entre janeiro e setembro de 2018 os denunciados, atuando em conjunto, praticaram crimes de tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas e homicídios, com cooptação de menores de idade. A sentença foi proferida no último dia 10. A atuação da Orcrim foi investigada e revelada por meio da Operação Lancôme, deflagrada pelo MP e a Polícia Civil em setembro do ano passado.

Conforme a sentença, a organização criminosa atuava sob o comando de José Alan Conceição Costa Lima, conhecido como “Alan Batom”. De dentro da Penitenciária Lemos de Brito, ele dava “ordens aos demais denunciados, quer determinando que alguns promovessem diretamente o tráfico de drogas, quer solicitando a seus subalternos que guardassem armas ou as transportassem de um local para o outro, ordenando e organizando, ainda, ataques aos integrantes da facção rival”. Ele foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão em regime fechado. A Orcrim também atuava nos bairros do Alto da Soledade, Alto dos Carilos, Alto Formoso, Nelson Costa, Nossa Senhora da Vitória, Barreira e Couto.

Foram condenados também Michele da Silva Gomes, Matheus de Oliveira Feliz, Leandro Santos Lima, Edson Alves dos Santos, Fábio Ferreira Silva, Oziel Santos Menezes e Carlos Alberto Céo dos Santos a dez anos e três meses de prisão; a nove anos e seis meses de reclusão Daniele Gonçalves dos Santos, Aldair de Jesus dos Santos, André Luan Carvalho e Silva, Gabrielle Souza dos Reis, Simone Brito da Conceição Gomes, Jorlândio Amaral Feliz, Fagner Santana dos Santos, Michael Gleiton Bispo dos Santos, Rafael Santos Brasil, Alisson Correia dos Santos e Joalisson Lima Santos; a sete anos e seis meses Jéssica Monteiro Oliveira e Magno dos Santos a quatro anos e seis meses de prisão.

Criada a CPMI para investigar Fake News nas eleições de 2018

Davi Alcolumbre leu o requerimento de criação da comissão na sessão dessa quarta-feira, 3

Domingos Matos, 04/07/2019 | 15:13

Durante a sessão do Congresso Nacional nesta quarta-feira (3), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, leu o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a veiculação de notícias falsas, conhecidas como fake news. Davi, que também preside o Congresso, já pediu que os líderes indiquem os nomes dos integrantes da comissão, que está sendo chamada de CPI Mista das Fake News.

Conforme o requerimento, de iniciativa do deputado Alexandre Leite (DEM-SP), a comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados, além de igual número de suplentes. A CPI mista terá 180 dias para investigar os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público, além da criação de perfis falsos para influenciar as eleições do ano passado. A prática de ciberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis e o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio também estarão entre os objetos de investigação da CPMI.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) agradeceu ao presidente do Senado e destacou o apoio dos colegas parlamentares para a criação da CPI mista. O senador Humberto Costa (PT-PE) negou que a CPMI seja uma tentativa de censura às redes sociais. Ele apontou, porém, que as redes estão sendo usadas, em muitas situações, para a divulgação de mentiras, para a pregação de ódio e para “caluniar pessoas e destruir reputações”.

"Ter uma CPI que possa, de forma articulada, identificar de onde surgem essas ações cumpre um papel muito importante até mesmo para democratizar e salvaguardar todas as pessoas que fazem uso adequado das redes sociais", afirmou o senador, em entrevista à Rádio Senado.

Vândalos que danificaram abrigos construídos por empresa de ônibus são identificados em Ilhéus 

Domingos Matos, 25/05/2019 | 16:07

Em resposta às imagens que circulam pelas redes sociais sobre o abrigo de ônibus recém construído e danificado, na Av. Lomanto Junior,  Pontal, a Superintendência Municipal de Transito, Transportes e Mobilidade (Sutram) esclarece que os novos abrigos da referida avenida e os demais localizados em frente ao Hospital Costa do Cacau (em fase de conclusão), além dos outros 14 que  estão sendo construídos, não geram ônus aos cofres públicos.

As melhorias estão sendo feitas pelas empresas concessionárias do transporte coletivo no município, com responsabilidade social e pensamento em uma Ilhéus melhor.

A Sutram informa também que, através de imagens obtidas pelas câmeras de trânsito, foram identificados os possíveis vândalos que danificaram o instrumento público de proteção às pessoas. Essas imagens serão entregues às autoridades policiais, para as devidas providencias cabíveis. A empresa que construiu o abrigo já se prontificou para corrigir o que foi danificado e fazer um reforço para dificultar futuros ataques.

A autarquia municipal de trânsito lamenta profundamente esse ataque ao equipamento público e destaca que continuará trabalhando para melhorar a mobilidade do município. E agradece às inúmeras empresas que vêm buscando voluntariamente a Prefeitura para entrar nessa corrente de trabalho, visando à melhoria da qualidade de vida em Ilhéus.

 

Ameaças de massacre em escolas baianas terão investigação conjunta de órgãos públicos

Domingos Matos, 04/04/2019 | 10:27
Editado em 04/04/2019 | 14:24

As mensagens com ameaças de massacres e atos violentos em escolas e estabelecimentos da Bahia serão investigadas. Nesta quarta-feira (3), áudios que circularam em grupos de WhatsApp fizeram com que aulas fossem suspensas em pelo menos três escolas e uma faculdade particular na cidade de Alagoinhas, no Nordeste da Bahia. Houve também registro de suspensão de aulas em escolas de Barreiras, no Oeste baiano, e Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo.

Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, após os boatos, alunos se assustaram com a explosão de uma bomba de São João no Colégio Estadual José de Freitas Mascarenhas.

O caso será investigado pelas secretarias de Segurança Pública (SSP) e da Educação (SEC), além do Grupo Especializado de Repressão a Crimes por Meios Eletrônicos (GME) da Polícia Civil. Mesmo que as ameaças sejam falsas, os responsáveis podem ser punidos. Isso porque, segundo o GME, informações disseminadas com este tipo de conteúdo se configuram como um ato criminoso e os responsáveis podem ser penalizados judicialmente.

O coordenador do GME, delegado João Cavadas, explica como funcionará a operação de investigação. “A Polícia Civil, preocupada com esses acontecimentos, já disciplinou uma multitarefa de investigação para esses crimes, no interior e na capital. O GME dará subsídios, identificando as pessoas que não somente confeccionaram o material, como também aquelas que fazem a replicação através de grupos de mensagens. Todas elas serão indiciadas pelo crime que vier a ser identificado e responderão judicialmente por esse fato”, comentou.

O caso também contará com apoio da Polícia Militar da Bahia (PMBA), que se comprometeu a comparecer em todos os locais onde existirem relatos de ameaças, com o intuito de combater possíveis atos criminosos.

“Tão logo essas mensagens chegam ao conhecimento da PM, mesmo entendendo que se tratam de mensagens que têm o objetivo de desestabilizar uma comunidade, unidades operacionais são direcionadas para atuar preventivamente, sobretudo nas proximidades das escolas, de uma forma geral e em todo o estado. Quem está disseminando esse tipo de conteúdo é um criminoso, que será responsabilizado por este delito”, informa o porta-voz da PMBA, capitão Bruno Ramos.

O coordenador dos Núcleos Territoriais de Educação da Secretaria da Educação do Estado, Helder Amorim, lembrou que, recentemente, o país se chocou com os ataques a uma escola na cidade de Suzano, em São Paulo, e que, depois disso, os boatos são mais recorrentes.

"Desde o evento em Suzano, essa onda de boataria está se espalhando por todas as regiões do país. O que tem se apurado até agora é que não há nada confirmado e nenhum ato foi posto em prática. Contudo, a Secretaria da Educação está atenta e acompanhando, junto à SSP, todos os casos que chegam, bem como dando apoio à comunidade escolar, que tenta manter a normalidade, para que os alunos continuem a ter acesso às escolas e às atividades”, disse. (Com informações do Correio)

Atmosfera em universidades brasileiras preocupa organização internacional que protege acadêmicos ameaçados

Em entrevista à Pública, pesquisadora do Scholars at Risk diz que tem sido procurada por professores que querem deixar o país temendo pela própria vida

Domingos Matos, 19/03/2019 | 15:36
Editado em 19/03/2019 | 16:43

Natalia Viana  

Desde as eleições, as universidades brasileiras têm se tornado um campo de batalha onde crescem as denúncias de assédio, achaques e ameaças contra professores que são identificados como “de esquerda”. No final de outubro, pouco antes de 17 campi universitários serem invadidos pela polícia por manterem cartazes com mensagens antifascistas, professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) receberam uma carta anônima listando o nome de 15 docentes e estudantes de ciências humanas ameaçados de serem “banidos” da instituição depois da posse de Jair Bolsonaro. A carta detalha que todas as pessoas nomeadas desenvolvem pesquisas e trabalham com o público LGBT, ou seriam “lésbicas, gays, prostitutas e partidários de esquerda”.

A violência em ambiente universitário já tem alertado a comunidade internacional. Há oito meses, a organização Scholars at Risk, ou Acadêmicos em Risco, em português, tem sido procurada por professores brasileiros que se sentem inseguros no país. Sediada nos Estados Unidos, a organização é uma rede de instituições de ensino superior que promove a liberdade acadêmica, ajudando pesquisadores e professores ameaçados de morte a sair de seus países por um tempo. A rede é formada por 520 universidades, como a Universidade de Washington, nos EUA, a Universidade do Chile e a City University, em Londres, no Reino Unido.

Até o ano passado, apenas um brasileiro tinha contatado a organização. Agora, já são 18.

“Devido à mudança significativa para a direita na atmosfera sociopolítica no Brasil que levou à eleição de Bolsonaro, os candidatos do Brasil relatam instabilidade, medo de serem detidos ou presos, assédio e medo de serem mortos ou desaparecerem”, resume Madochée Bozier, assistente do programa de proteção a professores universitários, em entrevista à Pública.

“À luz da mudança na narrativa política e cultural no país, muitos acadêmicos decidiram deixar o Brasil para continuar o seu trabalho fora do país por medo”, completa.

Leia os principais trechos da entrevista:

Qual é o procedimento para pedir apoio do Scholars at Risk e que tipo de apoio é dado?

Somos uma rede internacional de instituições de ensino superior dedicada a promover a liberdade acadêmica e ajudar acadêmicos, professores e pesquisadores universitários ameaçados. A proteção é uma das três áreas programáticas e nós oferecemos uma gama de serviços aos que estão em risco, incluindo assistência para deslocá-los para outra posição em uma universidade que faz parte da nossa rede de assistência para que continuem seu trabalho acadêmico no local onde estão ou em outro local. No entanto, nossa especialidade é garantir trabalhos temporários, de curto período, seja para dar aulas ou fazer pesquisas, para profissionais com pós-graduação e experiência em lecionar e publicar em jornais científicos.

O Brasil era um país de onde chegavam bastantes pedidos de ajuda até o ano passado? Ou houve um aumento em 2018?

Nossos países de onde chegam mais pedidos são Turquia, Síria, Iraque, Irã e Iêmen. Até o ano passado, havíamos recebido apenas um candidato a assistência de um acadêmico brasileiro. Desde julho de 2018, tem havido um crescente e constante aumento em candidaturas de professores e universitários brasileiros, tanto dentro como fora do país. Hoje já são 18. Neste momento, não estamos prestando assistência a nenhum acadêmico do Brasil.

Qual o motivo desses pedidos de ajuda?

Devido à mudança significativa para a direita na atmosfera sociopolítica no Brasil que levou à eleição de Bolsonaro, os candidatos do Brasil relatam instabilidade, medo de serem detidos ou presos, assédio e medo de serem mortos ou desaparecerem. Como muitas minorias, incluindo pessoas LGBTQ+, negros, feministas, indígenas etc., têm sido alvejadas por políticas do novo governo e por eleitores de direita, muitos desses acadêmicos que fazem parte desses grupos ou estudam esses grupos notam que, embora não tenham recebido ameaças diretas, eles se sentem ameaçados em continuar seu trabalho acadêmico, agora visto como a antítese da ideologia de direita de Bolsonaro.

Qual é a sua análise de movimentos como o Escola sem Partido, que incentiva estudantes a filmar professores que consideram estar “doutrinando” os alunos com “ideologias esquerdistas”?

Os candidatos que nos contatam relatam que esses movimentos, apoiados e endossados pelo governo atual, encorajam uma atmosfera de repressão que aumenta os riscos à livre expressão de indivíduos brasileiros e da sociedade brasileira como um todo. Esses acadêmicos acreditam que as novas medidas de Bolsonaro visam alterar a sociedade brasileira e ampliar as tensões preexistentes e históricas sobre identidades culturais para criar mais divisões entre as classes sociopolíticas e raciais no Brasil. Aqueles que nos buscam para pedir ajuda relatam que essas medidas têm levado a ataques diretos ao ensino superior e ao enfraquecimento da universidade como instituição autônoma. À luz da mudança na narrativa política e cultural no país, muitos acadêmicos decidiram deixar o Brasil para continuar o seu trabalho fora do país por medo.

apublica.org

Policiais da Cipe Cacaueira recebem instruções do Bope

Domingos Matos, 11/02/2019 | 18:18

Trinta horas de treinamento intensivo fizeram com que oito praças da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cacaueira aprimorassem os conhecimentos num curso de rastreamento e contrarastreamento, ministrado em Ilhéus, no Núcleo de Ensino e Instrução, pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), e encerrado na última quinta-feira (7).

Orientadas pelo soldado PM Élton Barbosa de Oliveira, as atividades, iniciadas na última terça-feira (5), contemplaram dois policiais de cada um dos quatro pelotões da Cipe Cacaueira. Segundo Barbosa, as noções de patrulhamento rural “transformam os policiais em verdadeiros atuantes da tropa de elite”.

O comandante da especializada, major Ricardo José Souza e Silva, afirmou que o curso ajudará o efetivo na localização de criminosos. “A maioria desses bandidos se esconde dentro das matas e rastrear seus passos facilitará a prisão”, declarou, observando que o contrarastreamento, que é uma proteção para a tropa, é aprendida ao longo do curso.

Ainda explicou que essa capacitação em parceria com o BOPE “aumentará a eficiência da tropa, elevando o grau de segurança nas operações, principalmente em relação a ataques a carros-fortes e roubos a banco”.  

Grupo que atacou pelo menos cinco carros fortes é desarticulado

Domingos Matos, 01/02/2019 | 17:21

Ataques a carros fortes no momento do abastecimento no Extra Vasco da Gama (2/10/2018), no Shopping Itaigara (12/03/2018), no Salvador Shopping (13/11/2018), na Caixa de Periperi (11/01/2019) e no Bradesco da Fazenda Grande do Retiro (31/01/2019) foram elucidados na quinta-feira (31), durante operação conjunta entre o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil e as Polícias Militar e Federal.

O grupo já era monitorado pelas forças de segurança estadual e federal, que continuaram o acompanhamento após a tentativa de assalto ocorrida ontem, na Fazenda Grande do Retiro. Os seguranças do carro-forte reagiram, atingindo dois integrantes do grupo.

São eles Samir de Jesus Silva, conhecido como 'Dapapita', que não resistiu aos ferimentos, e Luis Augusto Barbosa Soares, internado no Hospital Eladio Lasserre, sob custódia policial. No veículo utilizado pelo grupo no assalto foi encontrado de alvará de soltura de Luis Augusto, que assim como a maioria dos integrantes do grupo, tinha antecedentes criminais.

 

Ceará transfere 20 chefes de facções para presídios federais

Domingos Matos, 07/01/2019 | 10:43

O governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), disponibilizou 60 vagas em presídios federais de segurança máxima para detentos que estão no em penitenciárias do Ceará. O estado vive, há seis dias, uma onda ataques contra veículos, órgãos públicos, agências bancárias, estabelecimentos comerciais e equipamentos de segurança.Os atentados, organizados por facções criminosas, com forte atuação dentro dos presídios, seriam uma represália ao anúncio do governo estadual de medidas para endurecer as regras no sistema carcerário estadual.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará, um preso já foi transferido e outros 19 estão sendo embarcados nas próximas horas, totalizando 20 transferências de forma imediata. A identidade dos detentos não foi divulgada, mas são lideranças das facções que atuam no estado, vinculadas a grupos como o Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE). Também não foi informado para quais dos cinco presídios federais os presos estão sendo remanejados. O governo analisa a transferência de mais presos ao longo dos próximos dias.

A população carcerária do estado ultrapassa os 29,5 mil detentos, incluindo presos provisórios e aqueles dos regimes semiaberto e fechado. O número total de vagas, no entanto, é de pouco mais de 13 mil, somando todas as unidades prisionais do estado, uma superlotação de quase 60% da capacidade, segundo os dados mais recentes do governo do estado.

Em varredura nos presídios do estado nos últimos dias, foram apreendidos, segundo o governo, cerca de 400 celulares e alguns aparelhos de televisão, em número não informado. Não houve registro de incidentes nas unidades e, em duas delas, as visitas foram suspensas ao longo do fim de semana, por razões de segurança.

No domingo (6), a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará confirmou a prisão de 110 suspeitos de envolvimento nos ataques criminosos dos últimos dias. A Polícia também informou a morte de ao menos três pessoas, supostamente em confronto com as forças de segurança. (Com informações da Agência Brasil)

Pedidos de filiação ao PT crescem após condenação sem provas de Lula

Desde a notícia da sentença de Moro, partido recebeu mais de 3 mil pedidos apenas pela internet, mostrando que a resistência aos ataques segue firme.

Domingos Matos, 19/07/2017 | 07:13

Nem os ataques diários na mídia e nas redes sociais nem a perseguição política conseguem encobrir que o povo sabe que o Partido dos Trabalhadores é o partido que realmente luta ao seu lado todos os dias.

Provas disso são a crescente aprovação ao PT, que hoje lidera na preferência partidária com 18%, segundo o Datafolha, e o crescente número de pedidos de filiação que tem recebido nos últimos dias.

Desde a condenação sem provas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da decisão arbitrária do juiz Sérgio Moro, no dia 12/7, até a manhã desta segunda-feira (17), o Partido dos Trabalhadores recebeu 3.127 pedidos de filiação.

Os números foram contabilizados a partir de pedidos feitos apenas a partir da ferramenta disponibilizada pelo PT no site oficial.

Os números atestam não apenas o papel da aguerrida militância do PT em resistir aos ataques frequentes contra sua principal liderança, mas também que as trabalhadoras e os trabalhadores conseguem enxergar além da narrativa golpista.

O povo sabe que o Brasil cresce com o Partido dos Trabalhadores. O povo sabe que Lula é quem sabe fazer, já fez e pode fazer de novo.

Um dia após a notícia da condenação, a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, já havia ressaltado, em coletiva de imprensa realizada na sede do partido, em São Paulo, que as injustiças sempre foram o motor do Partido dos Trabalhadores.

“Foi pela injustiça com o povo brasileiro que o PT chegou ao poder”, lembrou ela, ressaltando que a sentença do juiz Sérgio Moro não tem base legal.

Os pedidos de filiação estão em processo de aprovação. Neste processo, o interessado deve assistir ao vídeo da Escola de Formação, que explica sobre o PT, e também responder responda ao e-mail de confirmação. Após estes procedimentos, é preciso aguardar prazo de sete dias para impugnação.

“Carta de Curitiba” denuncia golpismo de Moro na UFPR

Domingos Matos, 23/03/2016 | 15:43

Do Blog do Esmael Morais

Colegas do professor Sérgio Moro, na UFPR, em documento histórico intitulado Carta de Curitiba, ensinaram ontem à noite ao juiz Sérgio Moro alguns preceitos básicos garantidos na Constituição Federal de 1988. Na prática, juristas sepultaram o golpismo do coordenador da Vaza Jato no ninho da serpente.

Os operadores do Direito denunciaram sistemáticos ataques às instituições democráticas e a semeação de ódio, intolerância e violência pela velha mídia.

“As concessões dos serviços públicos de rádio e televisão devem ser utilizadas como instrumento de ação política de grupos, instituições e organizações com o objetivo de desestabilizar o regime democrático”, diz um trecho da Carta de Curitiba, em claro recado à Rede Globo.

O golpismo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que repete 1964, também foi alvo da artilharia dos juristas. Eles expressaram no documento “inconformismo republicano” à posição da entidade que é favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff – mesmo sem base legal.

A Carta de Curitiba ainda denuncia o juiz Sérgio Moro por produzir provas de maneira criminosa, ilegal, como grampos telefônicos, bem como condução coercitiva — do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — sem prévia intimação judicial.

Na Carta, o mundo jurídico ensinou ao juiz Moro que não se pode vazar escutas telefônicas antecipadamente para a Globo em desacordo com as garantias constitucionais dos acusados; que a defesa do Estado Democrático de Direito e da soberania nacional, que se manifestou pelo voto legítimo em regular eleição, das garantias constitucionais do devido processo legal, especial da ampla defesa, do contraditório, da presunção da inocência, da imparcialidade e do afastamento das provas ilegítimas.

“É preciso ter coragem para denunciar o obscurantismo que insiste em se instalar no País”, diz o documento que ainda segue aberto para assinatura da sociedade em geral (clique aqui para subscrevê-lo).

Leia aqui a íntegra da Carta de Curitiba.

A deputada e os dois lados da moeda

Domingos Matos, 16/11/2015 | 10:57

Bahia Online

Horas depois de subir no palanque do governador Rui Costa que esteve na cidade para anunciar o início das obras do Hospital Regional do Cacau e aproveitou para mostrar toda a sua indignação com o comportamento dos partidos que lhe fazem oposição na Assembléia Legislativa, a deputada Ângela Sousa não se fez de rogada.

Sentou-se ao lado de alguns dos que foram alvo dos ataques de Rui Costa e os definiu como aliados de primeira ordem para a sucessão municipal, ano que vem. Como se diria no jargão político, Ângela almoçou com Rui e jantou com Pedro Tavares.

Com Rui, lhe interessa os cargos. Com Pedro, os destinos do Palácio Paranaguá.

O sonho da deputada é conquistar a Prefeitura de Ilhéus.

De preferência, derrotando Jabes Ribeiro.

Mas o seu presente, o que lhe garante musculatura no mandato de deputada, é ter cargos para distribuir entre aliados e realizar o velho jogo do toma-la-dá-cá. Isso quem lhe dá é o governador, que é do PT. A deputada é a política que mais tem cargos estaduais na cidade.

Ao sentar-se com Pedro Tavares, um deputado de oposição ácida ao governo que ela apoia, e enxergar nele um interlocutor que tenta consolidar uma aliança envolvendo o PSC, PSD, PSB, PTB, PMDB, DEM, PSB, PSDB, PPL, PSDC, PTC, PRTB, PTdoB e PEN (curiosamente deixando de fora o PT de Rui), a deputada acende o sinal de alerta no Palácio de Ondina.

Na política é preciso ter um lado. Sob o risco de ficar do lado de fora dela.

O Trombone foi hackeado

Domingos Matos, 20/12/2011 | 09:08
Editado em 20/12/2011 | 09:17

A página do blog o Trombone sofreu um ataque de hackers e ficou fora do ar entre anoite de domingo e essa segunda-feira, quando foi parcialmente restabelecida. Hoje, com tudo normalizado, voltamos ao ar, com informações e notas exclusivas.

O ataque teria sido obra de um grupo que se intitula Hackers Unidos da Albânia, e não nos pergunte o que esses albaneses desembestados poderiam querer derrubando uma página do interior da Bahia. Evitaremos especulações, mas ainda estamos tentando identificar, realmente, de onde partiu a ação criminosa.

Algo que intriga é que outros sites do mesmo provedor em que hospedamos essa página também sofreram ataques, o que não exclui que a ação tenha partido de Itabuna, mas deixa no ar a dúvida em relação ao alvo. Dúvida conveniente.

O fato é que estamos de volta, e isso é muito bom.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 10/10/2011 | 19:54
Editado em 10/10/2011 | 19:26

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Para foguete

Recente descoberta científica reconhece o uso da urina como combustível, pela oxidação da amônia através do Anammox, tornando-a hidrazina, substância para alimentar foguetes. Detalhes no Portal de Luis Nassif Online em www.advivo.com.br  – “Cientistas convertem urina em combustível”.

Dois aspectos da descoberta despertam a curiosidade deste rodapeador: 1. Pelas leis de mercado, a oferta tornará aviltado o preço da matéria prima; 2. Caso a cerveja não atrapalhe a elaboração da hidrazina, mais um motivo para a turma do final(?) de semana.

Concorrência

Essa de a PepsiCo, responsável pela distribuição do Toddynho, admitir haver embalado unidades junto com água e detergentes possibilita raciocinar que pretenderia competir com a indústria da limpeza.

Quem sabe com a Bombril? 

Mais um

Esse primeiro mundo não se emenda. Lá vem o estadunidense Worldwatch Institute, organizador do prêmio “World Food  Prise”,  conferir ao ex-presidente Lula a premiação por suas políticas de combate à fome, por garantir “um mínimo de renda, permitindo acesso a bens básico e serviços”.

A cerimônia acontecerá em Iowa, entre 12 e 14 de outubro.

Desse jeito o nordestino e operário continuará viajando pelo mundo! Mal chegou de Paris!

Admiração de analfabeto

Particularmente nos sentimos analfabeto e um tanto deslocado no mundo internético. Resistência quixotesca, talvez, bem a “cavaleiros de Granada”. Mas, compreendemos a imensa perda que a morte de Steve Jobs traz a esse universo.

Imagino o que sente Marcel Leal, o primeiro por essas plagas a falar e discorrer, com absoluto domínio, sobre as maravilhas que iam surgindo do cadinho da Aple jobiana.

Festa Literária Internacional

cachoeiraOcorrerá na cidade heróica de Cachoeira, de 11 a 16 de outubro, a FLICA – Festa Literária Internacional de Cachoeira (sob Curadoria do historiador Aurélio Schommer), iniciativa que congrega vários apoiadores e patrocinadores, dentre eles o Governo Estadual, a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. (Detalhes da programação em www.flica2011.com.br).

Inicialmente idealizado para o campus da UFRB será realizado no Conjunto do Carmo, na Praça da Aclamação.

O poeta e intelectual português Pedro Mexia, o cultuado paulista Reinaldo Moraes, o biógrafo e jornalista Fernando Morais, Ubiratan Castro e Pawlo Cidade, Gustavo Falcón, Luislinda Valois, Joel Rufino dos Santos, literaAna Maria Gonçalves, Bob Stein, Victor Mascarenhas, Hélio Pólvora, dentre outros, marcarão o universo de discussões, da poesia ao romance, o livro em papel e o meio digital, e o especialíssimo Nei Lopes, no samba e na ficção.  

Jorge de Souza Araujo, Carlos Barbosa e Mayrant Gallo, sob mediação de Vagner Fernandes, debaterão o tema “O Romance e a Grande Literatura”, no sábado 15.

Música e Literatura farão a tônica do evento. Uma “festa” bem Bahia!  

De “Marcolino da Fonseca” a “Prafrente Brasil”

Ramon nos chegou, quando agitávamos a área cultural de Itororó às expensas próprias, como o Coronel Marcolino da Fonseca, na peça “Cacau Verde”, de José Delmo. Naquele elenco Gal Macuco, Eva Lima, Carlos Betão, Jackson Costa (os que lembramos nesses quase trinta anos depois). Os macuquenses conquistaram a cidade, fizeram o espaço do Colônia Clube pequeno, para ali arrastada pelo “Coronel” que correra a praça central com seu terno branco e barriga empinada convocando-a num coronês difícil.

Esta semana soubemos: Ramon Vane conquistou o Candango de Ouro, de melhor Ator Coadjuvante, no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, por seu trabalho em “O homem que Não Dormia”, de Edgar Navarro (que no mesmo Festival de Brasília já conquistara sete prêmios com “Eu Me Lembro”, incluindo o de Melhor Filme).

Temos que realmente ocorreu o encontro do ator com personagem, que aguardamos conhecer em detalhes quando da exibição de “O Homem Que Não Dormia” em nossas telas.

Com Ramon Vane, ocorre uma façanha rara: premiado com o primeiro longa-metragem que realizou.

Edgard Navarro

Sobre ele escrevemos em janeiro (DE RODAPÉS de 16 de janeiro/2011), quando de sua passagem por Ilhéus, durante o 1º Festival de Cinema Baiano, em janeiro de 2011, que estava concluindo mais um longa. O que agora premiou em Brasília Ramon Vane como melhor Ator Coadjuvante.

O laureado e polêmico cineasta baiano de “Superoutro” tem para nós um grande e singular mérito: valoriza nosso artista regional, vem aqui buscar muitos de seus atores: Rita Santana, Eva Lima, Valderez (Candango de melhor Atriz Coadjuvante, em “Eu Me Lembro”) e agora Ramon Vane.

Itabuna presente

Dentro do projeto Irmão Jorge, 100 anos Amado, elaborado e desenvolvido pela ACCODEC (associação ferradense) para comemorar o centenário do ilustre grapiúna, a atriz Eva Lima esteve em Valentim neste sábado 8, para apresentar-se ao lado da atriz Cibele Sá e um grupo de alunos do curso de teatro local, na inauguração do Museu do Processo no povoado de Valentim, município de Boa Nova, com o texto do itabunense Marquinhos Nô “As Mulheres de Jorge”.

A meta é ainda estabelecer troca de informações e experiências entre as duas localidades para fortalecer os laços culturais entre Ferradas e Valentim, iniciativa que conta com apoio da ACATE (Associação Cultural dos Amigos do Teatro de Itabuna).

“Costuras”

Sob esse título o Pimenta vazou o encontro ocorrido entre Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Saulo Pontes. Aparentemente conflitantes PT, PCdoB e PR estariam compondo alguma melodia a três mãos, é a especulação imediata. Davidson Magalhães corre a desfazer a insinuação.

De interessante para nosso rodapear a água e o óleo (PR/PT) com um produto ainda por ser definido,  PCdoB, mas que pode ser traduzido como sinônimo de oportunidade e cargo.

Tempo de espera

Caso Geraldo Simões consiga unificar alianças antes impensáveis mais se fortalecerá individualmente dentro de seu projeto político (que será por nós analisado em futura oportunidade).

Cabe observar se para atendê-lo o sacrifício alheio encontrará compensações.

Particularmente já escrevemos que sempre nos pareceu estar o projeto do PCdoB centrado em Davidson/2016.

2012 pode ser “mijadinha canina”.

Pagando para ver

Sob o prisma de que o governador Jacques Wagner não é ACM “Malvadeza”, o que alimenta a liberdade de partidos da base disporem de autonomia para definir rumos municipais, ainda que não possa ser levada ao pé da letra no que diga respeito a uma “omissão” do Governador no processo, não deixa de refletir a realidade.

Mas pode não ser bem assim!

E o PT não se emenda

Que o diga a nova conquista petista em Salvador, Alcindo Anunciação. Ainda soam nos ouvidos dos companheiros seus ataques a Lula e ao PT.

Mas, quadro novo não é coisa que se dispense. Ainda que históricos sejam perdidos.

Premiação para Itororó

O prêmio de Modelo de Gestão e Modernização da Administração Pública atribuído ao município de Itororó pela ONU por atingir melhorias na Educação, Saúde e Desenvolvimento Social não pode ser considerado como mero agraciamento ao agraciado. A credibilidade do órgão internacional por si só dimensiona o que representa para a terra da carne de sol a premiação: primeira, no âmbito do município, e rara, pela natureza do reconhecimento.

Não tão desprestigiado assim

E o desprestigiado Newton em Ilhéus não o era tão assim. Bastou o PT perceber o espaço que podia ocupar, e oferecer ao alcaide praieiro o ombro amigo, para serem percebidos os prejuízos dos que simplesmente esnobavam o prefeito.

Para Jabes Ribeiro pode haver um custo, perdendo o apoio do PT, que pode ou lançará candidato próprio agregando a parcela político-eleitoral de Newton, já que passa a tê-lo em Ilhéus dentro daquele expressar: “ninguém é tão rico que não possa receber, tampouco pobre que não possa dar”.

Resta saber...

...Se a lamúria do PSB, através da senadora Lídice da Mata, com a perda de Newton, repercutirá nas alianças pretendidas em Itabuna pelo PT.

Coisa menor, a ser relevada. Talvez.

Se for verdade...

A editoria do Pimenta na Muqueca publicou “Rejeição Preocupa”, no domingo passado 2, iniciando assim a peroração: “Azevedo: a rejeição ainda é muito alta”. Para os que se debruçam sobre a importância das palavras do texto no contexto da informação esse AINDA significa, para a análise, pelo menos, a possibilidade de mais queda em tal inconveniência para sonhos político-eleitorais.

E afirma a matéria que “Azevedo crava sempre entre 41% e 52% de rejeição popular”. Sob esse particular – o da alta rejeição do alcaide – já escrevemos, diante da informação à época de que se encontrava no patamar de 76%, que a publicação do índice estava a constituir uma informação a favor de Azevedo, uma vez que cada unidade de queda poderia traduzir a ideia de que o prefeito se recuperava no imaginário da população eleitora, razão por que também dizíamos entender a rejeição de Azevedo como tipicamente circunstancial.

Diferentemente da de Geraldo Simões ou Fernando Gomes, que são absolutas em si mesmas. (A de Juçara está vinculada, em muito à circunstância de ser esposa de GS, não só, como querem atribuir, a certa ausência de carisma).

Se for verdade...

azevedoE ainda debruçado sobre a matéria, localizamos logo em seguida: “O alívio é que as candidaturas mais fortes no campo oposicionista (Geraldo Simões e Juçara Feitosa, ambos do PT) também são donas de alta rejeição, apesar de figurar alguns pontinhos percentuais à frente de Azevedo ou empatarem nas intenções de voto”.

O texto diz tudo, para nós: a rejeição de Geraldo, Juçara e Azevedo são semelhantes e estão praticamente empatados nas intenções de voto; em alguns levantamentos Geraldo ou Juçara dispõem de “alguns pontinhos à frente”.

Assim, ousamos afirmar, UM ANO ANTES, se as nuvens permanecerem em céu de brigadeiro até outubro de 2012: se for verdade o que o texto hoje aponta José Nilton Azevedo está reeleito!

Em defesa de Gasparetto

A mesma matéria, no entanto, comete uma injustiça, que queremos entender como engano redacional, ao afirmar que “ainda sobre o quesito rejeição, o sociólogo Agenor Gasparetto defende teoria (baseada em estudos próprios) de que dificilmente é reeleito o gestor que tenha mais de 25% de rejeição”.

Para nós, que também privamos da sadia convivência com o competente sociólogo, e o respeitamos em razão das criteriosas avaliações que promove, NUNCA ouvimos dele (ainda que indagado especificamente sobre o peso da rejeição) que 25% seja a constante menor para a fatalidade da não-reeleição.

Tem-nos afirmado peremptoriamente AG que desconhece nas pesquisas por ele realizadas na região que candidatos à reeleição com índices no patamar de 40% tenham alcançado sucesso.

Escolha primorosa

Poucos nesta Bahia – e raramente em Itabuna – escrevem como o autor que se intitula Ousarme Citoaian, declinando no Pimenta. Não sabíamos, no entanto, que também se desdobra em editor de vídeos. Não o ouvimos na oportunidade em que publicado, mas no instante em que seu criador celebrava um ano de postagem no YouTube e comemorava 5623 visualizações (já agora nas 5928 deste último acessar) do primoroso registro da denúncia danteana melodizada pelo Rei do Baião, na sempre vigorosa “Vozes da Seca” (Luiz Gonzaga-Zé Dantas), da edição enviada ao YouTube em 7.9.2010.

Cabe registrar que temos Luiz Gonzaga dentre os mais profícuos melodistas brasileiros e a introdução da gravação o demonstra. Sobre a edição chamaram-nos a atenção dois aspectos: um, intrínseco, que é a gravação em si, onde destacamos a introdução; outro, extrínseco, a edição.

A beleza do primor

A introdução que Gonzaga oferece, em doze compassos, contém a simplicidade na percussão, privilegiando de imediato o triângulo, a zabumba e o agogô duplo abafado, durante dois compassos, abrindo para o primeiro tema da introdução, desenvolvido por um violão e tendo a sanfona como base, durante outros cinco quaternários, entregando-o ao fole que se abre para o tema principal do acompanhamento.

A melodia dessa introdução é de beleza ímpar. Gonzaga se utiliza de uma técnica no curso do acompanhamento do canto: a de não manter o arpejo harmônico no teclado e sim pontuar notas, fazendo o acompanhamento chorar em soluços, sempre antecipado no lamento do fole que se abre para valorizar a baixaria (mais acentuado na primeira oportunidade), fazendo com que letra e melodia se completem plenamente, interajam em sentimento.

A leitura do primor

Ousarme realiza com a edição um típico “documentário” de 2min40seg, casando ao texto cenas de “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, tela de Portinari, charge, política e políticos e o cotidiano cruel da seca, rural e urbana.

A interessante e realística leitura nos deixa a idéia de que há uma “armadilha” (arapuca) no “Brasil” que “está sem comer”, assim como o há com “nosso destino” nas mãos dos políticos.

Um primoroso trabalho: do original à edição.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoA verve alencarina não perde oportunidade. Aflora na velocidade da luz quando se lhe dão vez. Como no em que o encontraram no supermercado, e indagado o foi sobre o que fazia por ali. A taxativa explicação de Cabôco:

– Depois de aposentado só venho aqui comprar leite longa vida.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Mexicanização do Brasil – a contribuição de Itabuna

Domingos Matos, 22/09/2011 | 17:16
Editado em 22/09/2011 | 17:34

Domingos Matos

domingos matosO México talvez seja, ao lado da Rússia, o principal exemplo da radicalização do crime organizado, ao ponto de torná-lo quase endêmico e, aos olhos de quem está de fora, totalmente institucionalizado nas entranhas do país. Deve haver outros, mas esses são os exemplos que nos vêm à mente agora. Para ficar no mais próximo, inclusive culturalmente, falemos do caso México: os cartéis do tráfico tomaram conta de boa parte do território, o que significa dizer que avançam, como o crime organizado faz em qualquer lugar, sobre o setor público, corrompendo autoridades, assumindo o papel do Estado, seduzindo hordas de crianças e mulheres – os homens são os primeiros a cair em suas garras – e formando seu exército paralelo. O Brasil está nesse caminho, e se destaca com louvor.

Mas, o que seria o crime institucionalizado? Quem se lembra do episódio protagonizado em São Paulo pelo grupo denominado Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006, entende o que é e o poder de fogo do crime organizado e institucionalizado. Naquele ano, a partir de um presídio, ataques coordenados desestabilizaram todo o sistema policial daquele estado, chegando a refletir em diversos outros – na Bahia, Itabuna foi uma das cidades em que ônibus foram queimados.

Também naquele ano, descobrimos que o PCC estava dando um salto em direção ao verdadeiro crime institucionalizado: em vez de gastar dinheiro corrompendo representantes do sistema, passou a financiar os estudos de jovens valores para torná-los advogados, juízes, promotores e outras autoridades que trabalhariam a seu serviço. Pelo tempo em que a prática foi implantada, é fácil deduzir que muitos desses doutores do crime já estão em plena atuação pelo país afora.

No México, conta-se às dezenas o número de prefeitos e outros políticos que as gangues matam ao ano, além de demais autoridades que se interponham em seus caminhos. Aqui, juízes estão sob ameaça e a categoria se vê assustada após o assassinato de uma magistrada no Rio de Janeiro, executada porque combatia o crime institucionalizado dentro das forças policiais. Mas, engana-se quem imagina que coisas desse tipo só acontecem em cidades como Rio e São Paulo. Acostumamo-nos a esse pensamento por tê-las como as metrópoles onde tudo é ‘normal’, de tudo acontece. Como dizia um ditado dos anos 80: “é onde filho chora e mãe não vê”.

A realidade hoje é outra. Cidades como Itabuna estão invertendo essa sentença: aqui, ou em qualquer parte do país, ‘mãe chora e filho não vê’, porque já está morto. O crime organizado matou, de um jeito ou de outro. Alguns exemplos de crimes institucionalizados nos dão a certeza de que, com a contribuição de cidades como Itabuna, o Brasil corre a passadas largas, para uma mexicanização completa.

Vejam o caso da própria Itabuna. Há cerca de um mês, um homem foi assassinado em frente a um posto de combustíveis no centro da cidade. Passado o choque, as informações. Era o motorista que levava da fonte ao destino a maioria dos veículos roubados na cidade e na região. Havia sido preso três dias antes e foi solto a cerca de 72 horas de seu encontro com a morte.

Investiga-se um pouco mais e chega-se à constatação óbvia: fazia parte de uma rede enorme de roubo de carros, foi executado porque, ao ser preso, virou um arquivo. Como pagou fiança e saiu, quem garantia que não seria seguido pela polícia e entregaria todo o esquema de bandeja? Vendo por outro viés: quem garante que não levaria a gente graúda, que financia o roubo desses carros, dá proteção aos operários e lucra com a revenda do produto? Quem também garante que essa vertente do crime institucionalizado está totalmente dissociada da que opera o tráfico de drogas no atacado no município? Aliás, o que foi feito a partir da descoberta de que, no bairro Nova Itabuna, há um local acima de qualquer suspeita que abriga um cemitério de carros roubados e ali depenados?

Mas o crime institucionalizado não nasce e não morre aí, senhores. Esse é o ponto intermediário, aquele em que até se permite a descoberta de um ou outro esquema. Chamo de o “estágio da estabilidade relativa”. Sua origem é incerta. Alguém consegue estabelecer se ele nasce no ninho da águia, na mais alta das copas, ou se nas entranhas da terra, em ninhadas de bichos que rastejam? Para mim, é tão fácil crer que o exemplo de nossos políticos, que desviam milhões de reais da saúde pública, serve de estímulo às pessoas simples a também se corromperem, quanto acreditar que tudo vem da base: o menino que vê o pai não devolver o troco a mais na padaria e toma isso como exemplo tem grande potencial para se transformar em um chefe de gangue no bairro ou em um vereador, prefeito ou deputado corruptos.

Como na Grécia antiga, ele pode nascer na tragédia. Como na história contemporânea, ele pode vir do drama. Aqui, “tragédia” é o conjunto de dificuldades que fazem com que só o mais forte sobreviva. Por falta de um anticoncepcional ou de planejamento, a mãe tomou chá amargo, mas não perdeu o bebê. Nasceu em falta de tudo. Teve que roubar o lanche do coleguinha, depois o lápis, depois o celular, o tênis. Acabou roubando a vida. Mas sobreviveu. Já o “drama” é representado pela nossa política. Vemos de tudo, político que cai em desgraça num dia, que é julgado no outro, mas que sempre encontra seu final feliz. Drama autêntico. Na Grécia antiga, o drama acabou por matar a tragédia como expressão artística. Aqui, ainda brigam, mas pela paternidade do maior mal do país, o crime generalizado e institucionalizado.

O que se percebe é que, nas mais altas ou nas mais baixas castas da sociedade, o crime foi institucionalizado e banalizado. Dia desses, paciente que passava a noite na fila do Posto de Saúde do bairro Califórnia, depois de ter sido o primeiro a chegar, lá pelas 19 horas, viu um sujeito entrar em sua frente, com o dia quase amanhecendo. Achando que seria apenas um folgado, interpelou-o: “moço, esse lugar é meu, cheguei aqui ontem à noite”. O sujeito pouco falou. Foi em casa, ali nas proximidades, e voltou armado. Algum tempo depois, pegou a ficha número um. As pessoas da fila achavam que era um viciado, um nóia, que estaria marcando o lugar para alguém, mas era um dos líderes do tráfico.

Na mesma zona, alguém com trânsito nos meios políticos retém em seu poder dezenas de autorizações para procedimentos médicos na rede pública, e as vende ou as dá, de acordo com o grau de amizade com ‘seus’ pacientes ou com seus próprios interesses, inclusive políticos. Do outro lado da cidade, funcionário público exige propina para facilitar a retirada de um documento de veículo, uma carteira de habilitação. Nos hospitais, técnicos operam em benefício próprio aparelhos de última geração para exames sofisticados, caríssimos e inacessíveis aos pacientes da fila do posto de saúde do Califórnia. Basta pagar um por fora.

Na política, a Câmara de Vereadores está sob investigação da polícia federal, que busca desvendar um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público dos últimos anos. Tudo já detectado por uma investigação interna e, depois, por uma auditoria externa. Perguntado por que não se abre um processo de cassação contra os acusados, uma autoridade responde: “Como fazer isso, se praticamente todos ali se beneficiaram do esquema?”. Na prefeitura, a coisa flui de um simples desvio de material para construção da casa de praia de um pobre coitado até esquemas inconfessáveis, que visariam à privatização da Emasa.

É quase parte da cultura. Mas, no fim, o que choca é o fato de não encontrarmos guarida onde seria nosso último refúgio, as leis e o Judiciário. Não esqueçamos que temos exemplos de juízes que se aposentaram compulsoriamente para fugir de investigações, escrivã que é presa (injustamente?) acusada de formação de quadrilha e advogados que agem como mulas do tráfico de influência até junto às cortes superiores. Mais institucional que isso, impossível. Parece que tudo virou uma grande quadrilha, e o que se salvam são as exceções.

Felizmente, essas existem e são maioria, embora não pareça.

Domingos Matos é jornalista e blogueiro, editor do blog O Trombone e do jornal Agora

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