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Babau denuncia ameaça de morte e pede proteção à família

Domingos Matos, 11/02/2019 | 13:21
Editado em 11/02/2019 | 16:21

Um dos principais líderes indígenas do país, Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau, 44, dos tupinambás de Olivença (BA), pediu ao Governo da Bahia e ao Ministério Público Federal proteção para sua família, após ter recebido informações sobre um suposto plano de assassinatos no sul da Bahia, informa Rubens Valente, da Folha.

Babau é líder na Terra Indígena Tupinambá, de 47 mil hectares, localizada entre os municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, na qual vivem mais de 4.600 indígenas.

A terra já foi identificada e delimitada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) há dez anos, mas seu processo de demarcação está parado desde 2016 à espera da etapa seguinte (e uma das últimas), a publicação da portaria declaratória pelo Ministério da Justiça.

Segundo Babau, a informação sobre assassinatos chegou a ele no final de janeiro. De acordo com uma fonte dos índios, reuniões em Itabuna (BA) entre fazendeiros e policiais civis e militares discutiram uma forma de incriminar falsamente índios com o tráfico de drogas e inventar uma troca de tiros para matar três irmãos de Babau e duas sobrinhas.

Segundo o plano, os índios seriam parados em uma blitz de trânsito, e drogas e armas seriam “plantadas” nos carros e divulgadas a emissoras de rádio e TV da região. O relato detalhado sobre a rotina dos indígenas convenceu Babau da veracidade das informações.

“O que [a fonte] relatou é que agora é só uma cúpula de fazendeiros, bem pequena, com alguns membros políticos com pessoas ligadas à Polícia Militar e Polícia Civil e foi discutido como fazer para tomar o território tupinambá da mãos dos índios e voltar para a mão deles”, disse Babau à Folha, em Brasília, onde esteve para falar sobre a denúncia à PGR (Procuradoria-Geral da República), à delegação da União Europeia e ao Cimi (Conselho Indigenista Missionário), braço da Igreja Católica.

Ação dos Tupinambá leva insegurança à região da Serra do Padeiro

Domingos Matos, 26/10/2010 | 13:09
Editado em 26/10/2010 | 13:12

O terror instalado na região com a nova onda de invasões por parte do movimento indígena no sul da Bahia cria um clima de insegurança na população e pode prejudicar, inclusive, a realização das eleições. Já são 18 as propriedades invadidas pelos indígenas nos últimos 12 dias. A denúncia é da Associação dos Pequenos Produtores de Ilhéus Una e Buerarema, presidida por Luiz Henrique Uaquim.

Segundo a Associação, as invasões têm sido praticadas por grupos fortemente armados, sendo este fato, inclusive, de conhecimento da Polícia Federal, que diz não dispor de um contingente necessário para enfrentar os invasores. As ações do movimento supostamente indígena têm sido ampliadas, ultimamente, e estão calcadas em três situações: a primeira é o calendário eleitoral, que “amarra” a reação de autoridades como do governador Jaques Wagner, temendo acontecimentos trágicos que venham a influenciar o resultado das eleições.

Outra situação são as ações e posições da Procuradoria Federal, especialmente no caso do “cacique Babau” quando decidiu processar a União pedindo indenização de R$ 500 mil por danos morais. O mais estranho é que, a pretensa vítima, na visão da Procuradoria, é o comandante das invasões de propriedades.

A terceira situação em que se apóiam é o desapossamento repentino de moradores e a interposição de uma ação particular do professor Ed Brasil, que paralisou o processo administrativo a fim de conceder-lhe direito de defesa, uma vez que é proprietário e não fora notificado. Entretanto, a ação não surtiu nenhum efeito concreto, e apenas adiou os procedimentos, gerando ampla insatisfação das partes envolvidas que almejam abreviar uma definição.

Rota vai monopolizar - também - o transporte ao Atacadão. E o passageiro, ó!

Domingos Matos, 13/07/2010 | 15:25
Editado em 13/07/2010 | 15:21

Nova polêmica envolvendo o transporte público de Itabuna ao Atacadão Carrefour, na BR-415. Depois da confusão em torno dos táxis itabunenses em solo supostamente ilheense, a Rota Transportes, empresa que já monopoliza as linhas intermunicipais no sul da Bahia, bateu pé e não vai abrir mão de explorar a linha de coletivo Itabuna-Salobrinho-Itabuna, via Atacadão.

Isso mesmo. Depois de botar a Agerba no encalço das empresas do transporte urbano de Itabuna, inclusive exigindo que essas fossem multadas, a empresa do grupo Carletto - aquela mesma - informou, em reunião realizada ontem com os 'concorrentes', que vai operar a nova linha e apenas "lamenta" o fato de os usuários itabunenses terem que pegar duas conduções para chegar ao hipermercado.

As duas passagens que a Rota "lamenta" serão obrigatórias porque a empresa só pode recolher passageiros nos pontos específicos, que se localizam nas vias que cortam a cidade, partido da avenida Juracy Magalhães até a rodoviária e, de lá, voltando, até a saída para Ilhéus.Quem estiver fora desse traçado, babau. Tem que pegar o coletivo urbano para depois morrer nos pés da dona Rota.

As empresas do transporte coletivo de Itabuna, no entanto, prometem dar o troco exigindo da prefeitura a cassação da linha que Rota explora na área urbana da cidade, passando pelo Shopping Jequitibá - Itabuna-Olivença-Itabuna. Um ofício será encaminhado à Settran, solicitando a retaliação.

Interessante notar que o ônibus da Rota que faz essa linha urbana em Itabuna atende a todas as localidades daqui até Olivença, uma vez que a passagem pode ser fracionada de acordo com a distância percorrida.

Gulosa...

Situação indígena na região foi denunciada na OEA

Domingos Matos, 26/06/2010 | 23:58
Editado em 27/06/2010 | 00:16

tupinamba e pataxoA estudante do curso de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Patrícia Moraes Pataxó, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, participou, em Washington (EUA), entre os dias 22 e 25, de um encontro da Organização dos Estados Americanos.

O evento, uma consulta da OEA sobre a participação indígena na própria Organização, ouviu relatores da organização para direitos humanos, direitos indígenas etc., para os quais Patrícia Pataxó descreveu e denunciou o descumprimento desses direitos no Brasil. Os casos dos Tupinambá da Bahia, Guarani de Mato Grosso do Sul, dentre outros mereceram destaque em sua participação.

Patrícia, que vem acompanhando as questões das violências cometidas contra seu povo e, mais recentemente, à comunidade de Serra do Padeiro, no município de Buerarema, denunciou o processo de criminalização das lideranças daquela comunidade. Tudo foi denunciado pela jovem indígena.

A indicação de Patrícia para essa representação foi feita pela Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), durante a última reunião da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) no início deste mês, e aprovada pelas demais organizações indígenas reunidas na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). 

Patrícia Pataxó (direita), aparece na foto com Glicéria Tupinambá, irmã do Cacique Babau, presa pela polícia federal junto com o seu filho, no início de junho

Federal encontra caminhão que foi tomado por Tupinambás

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 08/05/2010 | 01:23

caminhaoUma equipe de policiais da Delegacia de Polícia Federal em Ilhéus, encontrou, nessa sexta-feira (7), um caminhão que era utilizado no Projeto Luz Para Todos, do Governo Federal, e que havia sido tomado por índios Tupinambás da Serra do Padeiro.

De acordo com a PF, a ação dos Tupinambás, que ocorreu em 15 de fevereiro deste ano, foi protagonizada por índios comandados pelo cacique Babau. Eles interceptaram a equipe de uma empresa que prestava serviço para a Coelba, exigindo a execução do projeto ocorresse apenas em locais indicados pelo cacique.

Para garantir suas pretensões, os indígenas então retiveram o caminhão e todos os equipamentos de uso para a obra.

Ontem, os policiais federais encontraram um caminhão escondido em meio ao matagal, nas proximidades da Serra do Padeiro, que logo foi identificado como o veículo tomado pelos índios no referido episódio.

A polícia ainda divulgou, por meio de seu departamento de comunicação que, quando os agentes rebocavam o caminhão da mata para a Delegacia de Ilhéus, um dos veículos que participava da remoção foi atingido por um disparo.

Agora, os dois caminhões, tanto o que havia sido tomado pelos índios, quanto o alvejado, serão periciados, inclusive para precisar se o disparo foi proveniente de uma arma de fogo.

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