CMVI

Tag: baianas

Governo e Fórum das Universidades Baianas assinam termo de acordo

Domingos Matos, 17/06/2019 | 14:51

O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Relações Institucionais (Serin), com participação das secretarias da Educação (SEC) e da Administração (Saeb), e o Fórum das Associações Docentes (ADs) das quatro universidades estaduais - Uneb, Uefs, Uesc e Uesb - assinaram termo de acordo no encontro que marca a primeira reunião da mesa permanente de interlocução e diálogo, na última sexta-feira (14).

 Assinado pela titular da Serin, Cibele Carvalho, do titular da SEC, Jerônimo Rodrigues, e pelo Fórum, o termo consolida os pontos acordados nos encontros realizados anteriormente. 

Entre eles, a garantia de implementação das 900 promoções de carreira de professor do Magistério Superior; Garantia de disponibilidade de 36 milhões de reais no orçamento das universidades para investimento; pagamento dos salários suspensos durante o movimento grevista, mediante a reposição de aulas; e o encaminhamento de um Projeto de Lei, validado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

A reunião contou ainda com a participação do secretário estadual da Administração, Edelvino Góes. Também já foram agendadas as próximas reuniões entre o Governo e o Fórum das ADs para mês de julho.

Exportações baianas crescem 27,4% no mês de maio

Domingos Matos, 11/06/2019 | 09:31

As vendas externas da Bahia se recuperaram em maio, alcançando US$ 758,2 milhões, o que representa um aumento de 27,4% ante o mesmo período de 2018. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), considerando o acumulado de janeiro a maio, as exportações cresceram 2,5%, indo a US$ 3,15 bilhões.

“O crescimento das exportações na Bahia é resultado de políticas públicas do Governo do Estado, que não tem poupado esforços para atrair novos empreendimentos que resultam no alargamento da base exportadora baiana”, analisa o secretário do Planejamento do Estado, Walter Pinheiro.

O bom desempenho das exportações em 2019 reflete a melhora dos volumes exportados, com alta de 22,3%, puxada por itens como petróleo, celulose, petroquímicos, metalúrgicos, algodão e derivados de cacau. No mês, as exportações para os Estados Unidos cresceram 35% e avançaram 46% para a Ásia, com a China registrando aumento de 9,1%. 

 

Importações

O crescimento de 38,6% das importações reflete o efeito da greve dos caminhoneiros no ano passado, já que a maior contribuição para o crescimento foi de produtos intermediários (cobre, trigo, fertilizantes, borracha e insumos químicos) que cresceram 81,7%, e que foram duramente atingidos na paralisação de maio do ano passado. Normalmente, as importações em 2019 vêm registrando maior aumento na categoria combustível, que lidera ainda com folga o crescimento no acumulado do ano com incremento de 159% (GNL, nafta, petróleo).

Com os resultados até maio, a Bahia voltou a acumular um superávit de US$ 116,1 milhões em sua balança comercial, resultado de US$ 3,15 bilhões em exportações com incremento de 2,5% e US$ 3,03 bilhões em importações com um aumento de 22,3%, comparado a igual período do ano anterior. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 6,18 bilhões, com crescimento de 11,4% no período.  

 

Frente Parlamentar dos Consórcios Públicos, um desafio, uma conquista...

Domingos Matos, 31/05/2019 | 13:22
Editado em 31/05/2019 | 13:31

Por Luciano Veiga

Os Consórcios Públicos vem se consolidando como instrumento de concretização das políticas públicas, indispensáveis ao atendimento e execução das demandas dos entes federados, em especial dos municípios, mas também no relacionamento entre o Estado, objetivando atendimento a demandas comuns. Neste cenário, fica claro o atendimento aos princípios inerentes a administração pública, tais como: o princípio da eficiência, da economicidade, da continuidade, dentre outros.

A afirmação do conjunto destes elementos positivos e afirmativos, por si só, seria suficiente para afirmação da política de consórcios públicos, mas, infelizmente não é. As políticas inerentes aos consórcios públicos perpassam pelas searas dos poderes constituídos, executivo, legislativo e judiciário. Assim, é preciso formar uma Frente Parlamentar de Consórcios Públicos, que terá o papel de reunir parlamentares de diversos partidos em prol de uma causa comum, construindo pautas e propostas que sirvam de régua e compasso aos consórcios.

Apesar do marco legal do consórcio ser datada de 2005, e lá se vão 14 anos de muita luta e realizações, a política de consórcios ainda carecem de espaços políticos, capaz de incluí-lo nos planos e editais ministeriais e secretarias de Estado.

A Bahia vem se destacando na construção da pluralidade dos consórcios públicos, os multifinalitários, com a sua capilaridade de atuação, bem como dos consórcios de saúde. Destaca-se a Federação de Consórcios como elo entre as instituições, permitindo a troca de experiência, consolidação de cases através de melhores práticas, network, além de nós representar junto ao Estado, a União, entidades e instituições parceiras.

Neste contexto a Bahia precisa ser vanguarda na construção desta Frente, pelo conjunto da ópera por assim dizer, como esteio da luta nacional em defesa dos municípios em especial os pequenos que têm os seus desafios limitados pela falta de recursos e de escala, para execução de serviços e obras necessárias a população.

As lideranças baianas darão uma importante contribuição aos consórcios públicos, na verdade histórica, uma oportunidade ímpar de consolidar espaço político necessário de interlocução e debate das políticas de uma autarquia capaz de composição entre os entes federados, no atendimento as mais variadas necessidades, construindo um novo conceituar de ser e agir em consorciamento, tornado sustentável a execução de serviços e obras, que venham contribuir com o bem estar da população.

Ser a favor dos Consórcios Públicos é estar a favor dos municípios, da Bahia e do Brasil. A Frente Parlamentar dos Consórcios Públicos da Bahia é a Bahia dando o compasso e a régua para o desenvolvimento sustentável dos municípios baianos.

_______________________

Luciano Robson Rodrigues Veiga é Administrador, Especialista em Planejamento de Cidades e Coordenador Executivo da Amurc e do Consórcio Litoral Sul

Autorregularização leva 9,6 mil contribuintes a quitarem R$ 287,28 milhões com o fisco baiano

Domingos Matos, 28/05/2019 | 17:32

O contribuinte recebe, por meio do Domicílio Tributário Eletrônico (DT-e), canal de comunicação on-line com o fisco, informações sobre pendências junto à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), e pode quitar os débitos com o ICMS ou encaminhar a documentação exigida, voltando a ficar em dia com suas obrigações tributárias. Passo anterior à autuação pelas equipes do fisco, a prática de autorregularização pelo contribuinte vem facilitando a vida das empresas e apresentando bons resultados para a Sefaz, que já contabiliza R$ 287,28 milhões recolhidos aos cofres públicos por iniciativa de 9.606 contribuintes em resposta aos alertas por meio do DT-e.

“As inconsistências são identificadas em função dos resultados de cruzamentos de dados dos contribuintes, que já fazem parte da rotina dos servidores fazendários e levaram a Sefaz a promover alterações no modelo de fiscalização, de forma a possibilitar, em alguns casos, a autorregularização por parte do contribuinte”, explica o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório. A nova estratégia resulta da grande quantidade de inconsistências identificadas a partir dos cruzamentos de dados de fontes diversificadas. 

Os casos de autorregularização ocorridos até agora resultaram de malhas fiscais focadas em inconsistências nos dados de antecipação tributária e de cartões de crédito, envolvendo empresas do Simples Nacional, e ainda em situações de débito declarado e não pago por empresas grandes e médias, identificados com base nas informações sobre a declaração de apuração mensal do ICMS (DMA) e a Escrituração Fiscal Digital (EFD).

“Com a modernização, as ferramentas tecnológicas fazem o processamento da grande quantidade de informações produzidas pelos documentos fiscais digitais, permitindo que os servidores fazendários se concentrem no trabalho mais complexo de análise e encaminhamento das inconsistências encontradas”, ressalta Manoel Vitório. “Os servidores têm, assim, o seu trabalho valorizado e os resultados são evidentes, como o fato de que a Bahia tem aumentado, ano a ano, a sua participação no conjunto do ICMS arrecadado nacionalmente”, afirma Vitório.


Liderança em tecnologia

As ferramentas de última geração implementadas pelo Programa Sefaz On-Line, lançado em 2015, vêm colocando o fisco baiano entre os líderes do país em uso de tecnologia para melhorar os resultados da administração tributária. Para implementar o programa, a Sefaz-Ba vem ampliando o seu parque tecnológico. A capacidade de armazenamento de dados foi multiplicada por sete nos últimos anos: de 70 para 490 terabytes. A Secretaria também passou a contar com servidor de Big Data equipado para processar em segundos grandes volumes de dados, e ainda com uma sala de controle de alta performance e recursos avançados de mineração de dados.

Os cruzamentos envolvem fontes como as mais de 88 milhões de notas fiscais do consumidor eletrônicas (NFC-e) emitidas por mês em todo o Estado, além da Escrituração Fiscal Digital (EFD) enviada por 35 mil empresas e dos registros sobre os cerca de 15 mil caminhões de transporte de mercadorias que transitam a cada dia pelas estradas baianas. As transações com cartões de crédito e débito também são utilizadas como fontes para os cruzamentos de dados dos estabelecimentos comerciais em todo o Estado.


Como funciona
O processo começa pela identificação das inconsistências, a partir dos cruzamentos de dados, explica o diretor de Planejamento da Fiscalização, Anderson Sampaio. O passo seguinte é o encaminhamento de arquivos com os problemas encontrados, via Domicílio Tributário Eletrônico (DT-e), ao contribuinte.

Para evitar autuação, também via DT-e, o contribuinte pode apresentar documentos que comprovem o cumprimento da obrigação ou, reconhecendo a inconsistência, fazer a autorregularização. “Esta nova possibilidade amplia a interação do fisco com as empresas e contribui para melhorar os resultados da fiscalização”, avalia o superintendente de Administração Tributária da Sefaz-Ba, José Luiz Souza.


 

Datafolha mostra que a Bahia é melhor estado turístico

Domingos Matos, 27/05/2019 | 11:31

Ao analisar o resultado da pesquisa Datafolha, que mantém a Bahia entre as primeiras opções de viagem dos paulistanos, o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco, disse que os dados apurados são gratificantes e o desafio é a manutenção da competitividade do Estado nesse setor. 

“A diversificação da oferta turística é uma das razões para a Bahia ocupar lugar no topo do ranking”, disse o secretário. “A extensão litorânea com praias para todos os públicos; os rios, cachoeiras e serras que compõem a paisagem da Chapada Diamantina oferecem alternativas incomparáveis, somadas à história, cultura, gastronomia, etc”.

A pesquisa foi divulgada no sábado (25). Para manter a Bahia no topo da preferência dos turistas, o governo estadual atua de forma decisiva para promover a expansão do turismo, gerador de empregos e resultados econômicos. “A meta é assegurar a qualidade no serviço ao visitante, com inovação e desenvolvimento sustentável”, explicou Fausto Franco. “Dessa forma, podemos mantê-lo mais tempo por aqui”, acrescentou.

Os trabalhos em andamento na Setur-BA incluem, ainda, ênfase na promoção das zonas turísticas baianas, ampliação da conectividade aérea, incentivo a novos investimentos e melhoria da infraestrutura.

 

Sisu tem vagas em oito instituições da Bahia

Domingos Matos, 25/05/2019 | 12:41
Editado em 25/05/2019 | 07:46

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferece vagas em oito instituições estaduais e federais da Bahia, neste segundo semestre. Para acessar as informações sobre os cursos, basta entrar no site do programa. [Confira relação de instituições e quantidades de cursos no final da reportagem]

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas a partir de 4 de junho. No dia 7, o processo será finalizado. Podem participar estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 e tiraram nota superior a zero na redação.

Durante o período de inscrições, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte para cada curso - ou seja, a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados. Conforme as inscrições forem feitas, o programa informará notas de corte parciais para cada curso, com base no desempenho dos estudantes que já se candidataram.

As notas de corte são apenas uma referência baseada no número de vagas disponíveis e no número total de candidatos inscritos no curso. O ranking de selecionados é dinâmico e muda ao longo do período de inscrição.

O interessado deve escolher duas opções de vaga, em ordem de preferência. É preciso marcar o curso, a instituição de ensino, o turno e a modalidade de concorrência (ampla ou por cotas).

No site e no aplicativo do Sisu, o estudante poderá acompanhar o andamento da sua inscrição. Até o dia 7 de junho, cada aluno poderá analisar esses índices e mudar suas opções. Serão consideradas como definitivas aquelas que estiverem no sistema às 23h59 do prazo final.

Os resultados sairão em 10 de junho, no portal do Sisu. (Com informações do G1)

 

Calendário

Inscrições: 4 a 7 de junho

Resultados: 10 de junho

Matrículas: 12 a 17 de junho

Lista de espera: manifestar interesse de 11 a 17 de junho

 

Instituições baianas

Instituto Federal Baiano (IF Baiano): 9 cursos

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba): 28 cursos

Universidade Estadual da Bahia (Uneb): 58 cursos

Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs): 30 cursos

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb): 23 cursos

Universidade Federal da Bahia (Ufba): 37 cursos

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB): 33 cursos

Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba): 9 cursos

Estudantes baianos desenvolvem método para tratamento de água

Domingos Matos, 07/05/2019 | 16:01

O trabalho de pesquisa de estudantes baianos da região de Ilhéus e Itabuna tem trazido resultados práticos quando o assunto é oferecer água de qualidade para a população. É o que revela o professor Franco Amado, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), responsável pelo Laboratório de Materiais e Meio Ambiente (Lamma), que conta com pesquisas, como o Projeto Água Limpa Sempre. O projeto tem conseguido eliminar impurezas das águas baianas, como em casos nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Ilhéus e Itabuna.

Responsável por iniciar as pesquisas entre os anos de 2000 e 2001, o professor Franco Amado explica que a máquina utilizada na Uesc pode tratar até dois mil litros por hora. “Se pensarmos que uma família de quatro pessoas utiliza 500 litros por dia, então uma máquina consegue tratar por hora o que quatro famílias consomem durante o dia”. Ele ressalta que atualmente não consegue tratar água de uma cidade inteira, mas de comunidades com 20 a 30 famílias.

Para maximizar o processo de tratamento da água, auxiliando, inclusive, a resolver problemas de contaminação em cidades baianas, o pesquisador afirma que é possível acoplar várias máquinas ou produzir uma maior. “Já existe sistema similar operando para tratamento de efluente, que é para tratar a água que sai das indústrias, como a de celulose. Podemos aumentar a escala da máquina para resolver esse tipo de problema”.

As pesquisas realizadas pelos estudantes da Uesc já tiveram resultados práticos no tratamento de água de poço no município de Bom Jesus da Lapa e na própria cidade de Ilhéus. “Em Bom Jesus da Lapa havia problema com excesso de flúor. Pegamos essa água e conseguimos tratar e remover o flúor da água. Outro problema que a gente resolveu foi na época da seca aqui na região, quando a água do mar estava invadindo o rio e deixando salobra a água para consumo”, lembra.

O investimento em pesquisas, como a desenvolvida pelos estudantes da Uesc, pode, segundo o professor Franco Amado, auxiliar a resolver um problema comum nas águas distribuídas para diversas cidades baianas, que é o acúmulo de agrotóxico. “Na Bahia, nós conseguimos desenvolver pesquisa de ponta, com pouco de recurso, sem precisar importar soluções. O agrotóxico pode ser totalmente cancerígeno, então é um risco grande para a população. Teríamos que conhecer melhor cada caso, mas podemos tratar esse problema sim”. 

Método água limpa
A máquina utilizada no Projeto Água Limpa Sempre funciona pelo método de separação por membranas (PSM) através de eletrodiálise. São alternativas de tratamento para remover contaminantes críticos e permitir a produção de água potável e para tratar efluentes (industriais e domésticos) e produzir água com qualidade para reuso. Entre os PSM, as membranas de filtração com diferentes tamanhos de poros, permitem remover desde sólidos e sais dissolvidos até metais, microrganismos e vírus, pela aplicação de um gradiente de pressão, de forma a produzir uma corrente de permeado (tratada) e outra de rejeito (concentrada). A eletrodiálise é uma alternativa que utiliza membranas íon-seletivas ao invés de porosas, que são capazes de separar os contaminantes quando se aplica corrente elétrica, resultando em um grande volume de água tratada (diluído), e um volume menor, concentrado de contaminantes.

Após Ufba e institutos federais, Ufrb, Ufob e Ufsb anunciam que também tiveram verbas bloqueadas pelo governo federal

Domingos Matos, 06/05/2019 | 13:06

Mais três universidades federais baianas anunciaram que tiveram cortes nas verbas repassadas pelo governo federal. Além da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que teve R$ 37,3 milhões bloqueados, e de institutos federais de ensino superior, agora a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Ufrb), a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e a Universidade Federal do Sudoeste da Bahia (Ufsb) também relataram cortes orçamentários, que chegam a cerca de R$ 40 milhões.

A UFRB disse que sofreu um bloqueio de créditos no orçamento de custeio e investimento, da ordem de R$ 16.329.642 (cerca de 32% do orçamento). O corte foi constatado no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), na última quinta-feira, 2 de maio.

A universidade informa que o bloqueio, se não revertido, prejudicará o pagamento de serviços terceirizados como limpeza e segurança, pagamento de contas de água, luz, telefone, aluguéis, despesas com manutenção, além da conclusão de obras e compra de novos equipamentos. Os recursos destinados à assistência estudantil não sofreram bloqueio, segundo a instituição.

Atualmente, a UFRB tem uma comunidade acadêmica de aproximadamente 12.500 estudantes, 900 professores e 700 técnicos administrativos. São 67 cursos de graduação e 43 cursos de pós-graduação. Diante desse panorama, a UFRB informa que esforços estão sendo realizados, com o apoio de sua comunidade universitária e no conjunto das universidades federais, para defender a recomposição integral do orçamento estabelecido na Lei Orçamentária (LOA) de 2019 junto às instâncias pertinentes do Governo Federal.

A Ufob disse que sofreu um bloqueio de 33,2% dos recursos orçamentários para custeio e investimento. Com isso, o total de recurso contingenciado chega a R$ 11.872.857,00.

A medida, anunciada pelo Ministério da Educação (MEC), alcançou as ações orçamentárias de implantação da instituição, sendo afetadas: capacitação de servidores; fomento às atividades de graduação, pós-graduação, ensino, pesquisa e extensão; e recursos de investimento utilizados para aquisição de livros, equipamentos e realização de obras.

O bloqueio em vigência, informa a Ufob, trará graves consequências e, se mantido, inviabilizará o funcionamento da universidade a partir da metade do segundo semestre deste ano.

Os recursos contingenciados são utilizados para pagamento de água, luz, contratos de empresas terceirizadas responsáveis por limpeza, vigilância, manutenção, dentre outras despesas de serviços essenciais ao funcionamento do dia a dia da Instituição.

Neste momento, as atividades da Ufob não estão diretamente comprometidas, porém, segundo a instituição, caso o bloqueio orçamentário persista, ações de contingência precisarão ser tomadas.

A instituição disse que manterá a comunidade informada de forma transparente e tempestiva, destacou que a reitoria reafirma seu compromisso na defesa intransigente da recomposição de seu orçamento e informou que agendará reunião com o MEC, para tratar do assunto na tentativa de reverter os cortes ocorridos em nossos recursos.

A Ufsb informou que teve bloqueio de 38% no orçamento de custeio e capital, recursos utilizados para pagamentos de despesas básicas como água, energia elétrica, bolsas de iniciação científica e extensão, contratos de pessoal terceirizado, limpeza, vigilância, motoristas, aquisição de equipamentos para equipar salas de aula e laboratórios.

A instituição diz que são despesas sem as quais a universidade terá muita dificuldade em manter suas atividades.

Em razão do corte, informa a instituição, há o risco concreto de a universidade paralisar obras, "o que implica em enorme prejuízo pois, ao interromper os contratos, além dos atrasos no planejamento institucional, a universidade será obrigada a arcar com pesadas multas para as empresas contratadas, além da deterioração das obras quando de sua futura retomada".

O orçamento da Ufsb empenhado em 2018 foi de R$ 113.096.371,32, incluindo folha de pagamento dos servidores.

A UFSB tem 5 anos de funcionamento. A instituição diz que, no momento, tem três obras em andamento nos três campi: Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

A universidade diz que tem um quantitativo de cerca de 4.500 alunos, incluindo os que ingressaram em 2019.

Afirma que as obras em processo são de fundamental importância para a consolidação dos cursos que já estão em andamento, além de outros que a instituição planeja ofertar.

Ao lado das atividades de ensino de graduação, a Ufsb diz que tem quatro programas de Pós-Graduação stricto sensu e 6 programas lato sensu que atendem a uma quantidade significativa de pessoas que precisam da formação.

Diz que, mesmo antes do anúncio do corte pelo governo federal, as universidades federais já trabalhavam com orçamento aquém das necessidades. No caso da Ufsb, a instituição diz que os cortes têm sido regra desde 2016.

A instituição diz que está trabalhando em conjunto com as demais Instituições federais de ensino superior, a fim de ter melhores condições de detalhar a situação delineada.

Afirma ainda que que a gestão da Ufsb está diligentemente empenhada para recorrer junto ao Ministério da Educação e demais instâncias competentes, na tentativa de reverter o quadro de contingenciamento.

 

Polêmica

O corte de repasses às instituições federais virou o centro de polêmica no país, após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciar, em entrevista ao Estado de São Paulo, que iria cortar recursos de universidades federais que apresentassem desempenho acadêmico fora do esperado e, ao mesmo tempo, estivessem promovendo "balbúrdia".

Na lista, estavam a Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). Depois, o governo anunciou que a medida atingiriam todas as instituições de ensino do país.

 

O que diz o MEC

Por meio de nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que o critério utilizado para o bloqueio do orçamento foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos, em decorrência da restrição orçamentária. O bloqueio foi de 30% para todas as instituições.

Segundo o MEC, o bloqueio decorre da necessidade do Governo Federal se adequar ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal. O bloqueio preventivo incide sobre os recursos do segundo semestre para que nenhuma obra ou ação seja conduzida sem que haja previsão real de disponibilidade financeira para que sejam concluídas.

O ministério disse, ainda, que até o momento, todas as universidades e institutos já tiveram 40% do seu orçamento liberado para empenho. (Com informações do G1)

Feriado da Páscoa deve atrair muitos turistas para Ilhéus

Domingos Matos, 18/04/2019 | 15:37

A Páscoa está chegando e Ilhéus é um dos cincos destinos baianos mais procurados pelos turistas nessa época do ano, segundo informações da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-Ba). Das fazendas de cacau às fábricas de chocolate, a capital da Costa do Cacau se destaca não só pelo clima tropical, mas por ser grande produtora do cacau, principal matéria-prima para a fabricação do chocolate, produto bastante consumido nesta data.

O feriado será entre os dias 19 e 21 de abril, de sexta a domingo. De acordo com uma pesquisa realizada pela Setur-Ba, a expectativa para alta ocupação é grande, espera-se receber na cidade, turistas de outros estados e de todas as regiões baianas. O visitante que vier para Ilhéus tem a experiência de conhecer o processo de produção do cacau e do chocolate. Além disso, pode fazer passeios culturais conhecendo o Bar Vesúvio, Casa de Jorge Amado, Catedral de São Sebastião, Bataclan e o Mercado de Artesanato.

Como opções de passeios para os chocólatras, tem o atrativo “Estrada do Chocolate”, formado por fábricas de chocolate gourmet, fazendas históricas, assentamentos, unidades industriais chocolateiras, além de permitir ao visitante vivenciar a história da região através do turismo rural. Os turistas podem fazer visitas guiadas pelas fazendas e degustar o cacau, sucos e geleias do fruto e também saborear os deliciosos chocolates de origem.

Evento - Tem diversão para todo mundo nessa Páscoa. Quem gosta de festa e quer garantir a animação no feriadão, no sábado dia 20 de abril acontece o “Forró Crush” na Concha Acústica, com grandes atrações do forró como Kal Firmono, Adelmário Coelho, Calcinha Preta e Rasta Chinela. O evento inicia a temporada de forró na cidade e está programado para começar às 22 horas. O show promete agitar a galera que ama dançar coladinho.

Em reunião com reitores, Rui libera R$ 36 milhões para investimento em universidades

Domingos Matos, 09/04/2019 | 08:21

O governador Rui Costa determinou a liberação imediata de R$ 36 milhões para investimento nas quatro universidades estaduais baianas. O anúncio foi feito durante reunião nesta segunda-feira (8), em Salvador, com os reitores Evandro do Nascimento Silva (Uefs), Adélia Maria Pinheiro (Uesc), Luiz Otávio Magalhães (Uesb) e José Bites de Carvalho (Uneb). 

No encontro, realizado na Governadoria, o governador também apresentou levantamento feito pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb) que mostra um aumento de 19,35%, nos últimos quatro anos, na folha de pagamento dos servidores dessas instituições. O Estado está no limite da capacidade financeira para remuneração de pessoal e não pode desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

Na reunião com os reitores, Rui ainda anunciou que publicará projeto de lei redistribuindo 68 vagas do quadro do magistério da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), gerando a possibilidade para a promoção de até 151 professores. As promoções vão gerar um impacto para os cofres públicos de R$ 2,7 milhões neste ano e R$ 3,6 milhões em 2020. Entre as 151 promoções, um total de 68 professores poderá ser promovido para o cargo de professor adjunto, outros 63 podem promovidos para o cargo de professor titular e 20 para ocupar o cargo de professor pleno.

 

Ameaças de massacre em escolas baianas terão investigação conjunta de órgãos públicos

Domingos Matos, 04/04/2019 | 10:27
Editado em 04/04/2019 | 14:24

As mensagens com ameaças de massacres e atos violentos em escolas e estabelecimentos da Bahia serão investigadas. Nesta quarta-feira (3), áudios que circularam em grupos de WhatsApp fizeram com que aulas fossem suspensas em pelo menos três escolas e uma faculdade particular na cidade de Alagoinhas, no Nordeste da Bahia. Houve também registro de suspensão de aulas em escolas de Barreiras, no Oeste baiano, e Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo.

Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, após os boatos, alunos se assustaram com a explosão de uma bomba de São João no Colégio Estadual José de Freitas Mascarenhas.

O caso será investigado pelas secretarias de Segurança Pública (SSP) e da Educação (SEC), além do Grupo Especializado de Repressão a Crimes por Meios Eletrônicos (GME) da Polícia Civil. Mesmo que as ameaças sejam falsas, os responsáveis podem ser punidos. Isso porque, segundo o GME, informações disseminadas com este tipo de conteúdo se configuram como um ato criminoso e os responsáveis podem ser penalizados judicialmente.

O coordenador do GME, delegado João Cavadas, explica como funcionará a operação de investigação. “A Polícia Civil, preocupada com esses acontecimentos, já disciplinou uma multitarefa de investigação para esses crimes, no interior e na capital. O GME dará subsídios, identificando as pessoas que não somente confeccionaram o material, como também aquelas que fazem a replicação através de grupos de mensagens. Todas elas serão indiciadas pelo crime que vier a ser identificado e responderão judicialmente por esse fato”, comentou.

O caso também contará com apoio da Polícia Militar da Bahia (PMBA), que se comprometeu a comparecer em todos os locais onde existirem relatos de ameaças, com o intuito de combater possíveis atos criminosos.

“Tão logo essas mensagens chegam ao conhecimento da PM, mesmo entendendo que se tratam de mensagens que têm o objetivo de desestabilizar uma comunidade, unidades operacionais são direcionadas para atuar preventivamente, sobretudo nas proximidades das escolas, de uma forma geral e em todo o estado. Quem está disseminando esse tipo de conteúdo é um criminoso, que será responsabilizado por este delito”, informa o porta-voz da PMBA, capitão Bruno Ramos.

O coordenador dos Núcleos Territoriais de Educação da Secretaria da Educação do Estado, Helder Amorim, lembrou que, recentemente, o país se chocou com os ataques a uma escola na cidade de Suzano, em São Paulo, e que, depois disso, os boatos são mais recorrentes.

"Desde o evento em Suzano, essa onda de boataria está se espalhando por todas as regiões do país. O que tem se apurado até agora é que não há nada confirmado e nenhum ato foi posto em prática. Contudo, a Secretaria da Educação está atenta e acompanhando, junto à SSP, todos os casos que chegam, bem como dando apoio à comunidade escolar, que tenta manter a normalidade, para que os alunos continuem a ter acesso às escolas e às atividades”, disse. (Com informações do Correio)

Fiéis e turistas celebram a lavagem das escadarias da Catedral de São Sebastião em Ilhéus

Domingos Matos, 17/02/2019 | 15:04

Religiosos e turistas movidos pela fé, devoção, música e alegria tomaram conta da celebração da tradicional lavagem das escadarias da Catedral de São Sebastião, na praça Dom Eduardo, localizada na avenida Sores Lopes, nesta quinta-feira (17). O início das festividades, uma das mais importantes manifestações religiosas de Ilhéus, ocorreu no Sindicato dos Estivadores, às 9 horas, com batucadas, fanfarras e samba de roda comandados pelos líderes religiosos de matrizes africanas.

O cortejo de fé arrastou uma multidão, que saiu da Avenida Dois de Julho às 10 horas, e percorreu as principais ruas do centro histórico, em direção as escadarias da Catedral, local onde acontece o ritual candomblecista. Durante o cortejo, turistas brasileiros e estrangeiros, desembarcados do navio MSC Fantasia, juntaram-se aos fiéis religiosos, que seguiam ao lado dos grupos afros Dilazenze, Rastafari, Mini Congo, Zambiaxé e da banda de sopro dos estivadores, Guarda Embaixo.

Ritmo e fé - Baianas com trajes típicos carregavam quartinhas de cerâmica, contendo água de cheiro e flores, e seguravam vassouras para realizar a limpeza das escadas. A beleza do cortejo ficou por conta dos grupos de terreiro Ilê Axé Ballomi, de Pai Toinho; Sultão das Matas; de Mãe Carmosina; o terreiro de Gilmar e Anailton, do Teotônio Vilela, terreiro de Mãe Jeci, do Alto do Coqueiro. Muitas pessoas vestidas de branco acompanhavam o trajeto arrastado por um mini trio no ritmo percussionista dos blocos afros.

A ilheense e estudante, Luna Argolo, frequenta a festa há bastante tempo, e contou que os momentos mais legais para ela foram o desfile das baianas e a lavagem das escadarias. “Todo ano participo, essa festa é maravilhosa para o turismo de Ilhéus. É notório ver a alegria dos turistas ao vivenciar a nossa cultura de perto” comentou.

Pela primeira vez, o mineiro Nilton Barbosa veio para a cidade e disse que foi surpreendido com a festa. “O ponto mais alto da celebração foi ver a multidão unida pela fé e devoção. Isso só se vê na Bahia” exaltou.

Reunião vai apresentar o Programa Empreender à sociedade itabunense

Domingos Matos, 13/02/2019 | 15:29

Itabuna é uma das 10 cidades baianas que serão contempladas com o programa Empreender, projeto de apoio ao desenvolvimento empresarial da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia – Faceb. O programa será apresentado a sociedade itabunense nesta quinta-feira (14), às 17h30, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (ACI).

A proposta do projeto é trabalhar com grupos setoriais, e através de uma metodologia, discutir os problemas de um conjunto de empresas do mesmo nicho de mercado e entregar uma solução. O projeto será executado pela Associação Comercial em parceria com a Faceb e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae.

Ainda participam do programa, os municípios de Seabra, Feira de Santana, Camaçari, Vitória da conquista, Alagoinhas, Ribeira do Pombal, Lauro de Freitas, Amargosa e Santo Antônio de Jesus

A ACI fica localizada na rua Osvaldo Cruz, nº 56, 10º andar do Edifício União Comercial, centro de Itabuna.

 

Irmãs baianas criam bafômetro que detecta ao menos 15 doenças através do sopro

Domingos Matos, 12/02/2019 | 15:08
Editado em 12/02/2019 | 15:07

Duas irmãs da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, criaram um dispositivo capaz de detectar ao menos 15 tipos de doenças a partir do sopro. O aparelho, que funciona como uma espécie de bafômetro, surgiu a partir de pesquisas das estudantes Júlia, 26 anos, e Nathália Nascimento, 31.

Aluna do curso de Biotecnologia, Júlia explica que o OrientaMed foi desenvolvido inicialmente por meio de aplicações de inteligência artificial de um trabalho científico da irmã, que atualmente faz doutorado em Computação.

"O início foi com base no mestrado da Nathália. Quando ela foi apresentar na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], onde eu estudo, eu percebi que tinha um mercado muito grande na área de saúde e uma aplicação que fazia sentido para a minha área de pesquisa também".

Ela então viu a chance das duas desenvolverem o dispositivo junto com outro estudante, o paulista Rheyller Vargas, que também é pesquisador na área.

"Apareceu a oportunidade de ir para um evento de "hackathon" [maratona hacker], e eu chamei o colega para participar e formarmos uma equipe. Lá, a gente viu quais eram as aplicabilidades do dispositivo. No início, a gente pensou em algo para detectar gastrite, mas durante pesquisas aprofundadas, criação de bancos de dados, descobrimos outras aplicações", conta.

Com a elaboração do banco de dados e o aprofundamento das pesquisas, as irmãs chegaram à média de detecção de 15 doenças infecciosas e crônicas, entre elas a gastrite, intolerância à lactose, pneumonia, Doença de Crohn e diabetes.

"Ele [aparelho] captura o sopro da pessoa, e a gente envia esses dados para o computador. O resultado sai pouco tempo depois, porque o nosso objetivo é que ele seja um teste rápido para orientar os médicos a quais exames devem ser feitos para aquela determinada doença. Hoje, os resultados só saem via computador, mas a nossa expectativa de pesquisas é para que o próprio dispositivo mostre no display", explicou Júlia.

A estudante detalha ainda que as doenças são detectadas a partir da análise dos gases que contém no sopro.

A fabricação do OrientaMed custa em torno de R$ 2.500, segundo Júlia. A perspectiva das irmãs baianas, junto com o paulista Rheyller Vargas, é fabricar o produto em maior escala, para que ele se torne mais viável.

"Nós já temos alguns parceiros em vista, para desenvolver o aparelho em fase escalonada. Neste momento, estamos buscando parceria com hospitais, para pesquisar de forma mais ampla. A partir disso, a gente vai conseguir ter uma precisão boa da quantidade de doenças que conseguiremos detectar". (Com informações do G1)

Missão de Moçambique conhece experiências do Bahia Produtiva

Domingos Matos, 12/02/2019 | 11:04

Com o objetivo de conhecer experiências do projeto Bahia Produtiva, desenvolvido pelo Governo da Bahia, uma delegação formada por representantes do Governo de Moçambique realiza um Missão de Intercâmbio até quinta-feira (14). O início das atividades ocorreu na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, com a participação de dirigentes e técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), órgão do Estado que executa o Bahia Produtiva.

“O primeiro dia de trabalho com a delegação de Moçambique foi bastante proveitoso. Eles puderam conhecer a experiência do projeto Bahia Produtiva e seus resultados. A partir dessa experiência e das visitas de campo, eles pretendem tirar algumas lições para serem implementadas em Moçambique. Esse intercâmbio é de extrema importância para conhecer novas experiências de ambos os países”, destacou o coordenador do Bahia Produtiva, Fernando Cabral.

Para o diretor provincial da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique, Francisco Sambo, o objetivo é ter um conhecimento geral de como é implementado o Bahia Produtiva, devido a similaridade com a estrutura governamental de Moçambique, país que também tem um projeto financiado pelo Banco Mundial, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS). 

"Estamos ainda em uma fase piloto do projeto, trabalhando em duas províncias, localizadas no Centro e Norte do país, consideradas as mais produtivas do país, por isso viemos conhecer como é feita a gestão do projeto nos territórios, e como é feita a assistência técnica para cada umas dessas áreas territoriais, para que em Moçambique nós possamos expandir essas experiências”, explicou Francisco Sambo. 

A programação desse primeiro dia do intercâmbio incluiu a apresentação das ferramentas, execução, estratégias e instrumentos do Bahia Produtiva, serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater), Alianças Produtivas, sistemas de monitoramento, e avaliação de instrumentos de registro. Foi realizada também uma reunião com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), com a finalidade de debater sobre estratégias de atração de investimentos.

O intercâmbio terá ainda as visitas de campo a projetos produtivos socioambientais e voltados para cadeias produtivas como a da cajucultura e apicultura, nos municípios de Ribeira do Pombal, Banzaê e Tucano.

 

Bahia Produtiva

Garantir sustentabilidade e inclusão socioprodutiva a famílias de comunidades rurais baianas são algumas das finalidades do Bahia Produtiva. Nos últimos quatro anos, o projeto selecionou 874 projetos em toda a Bahia, totalizando investimentos de aproximadamente R$ 290 milhões, beneficiando diretamente mais de 28 mil famílias.

O Bahia Produtiva se diferencia de outros projetos não somente por aplicar recursos para investimentos produtivos, mas também por ofertar um serviço sistemático de Ater e apoio à gestão, ações de promoção de produtos sustentáveis e acesso a mercados, estratégia de alianças produtivas e aporte a políticas públicas complementares.

 

Acesse com seus dados:

ou
Ainda não tem acesso?
Registre-se em nosso Blog.