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Bandidos atiram em ônibus de banda em Camamu

Domingos Matos, 12/08/2019 | 12:28

O grupo musical baiano O Poeta passou por momentos de tensão na cidade de Camamu, localizado na Costa do Dendê, litoral sul do estado da Bahia. O ônibus da banda foi atacado por ladrões que tentaram praticar um assalto e dispararam contra o veículo. Todos os músicos ficaram jogados no chão durante a tentativa de roubo. “O nosso ônibus foi acertado três vezes por tiros, mas ninguém ficou ferido. Entrou uma bala na direção do banco do motorista, mas ele não estava sentado lá”, afirmou o cantor John Ferreira, O Poeta, através de vídeos postados no instagram oficial do grupo.

John relatou que no momento do ataque eles foram salvos por uma viatura da Polícia Militar. “Infelizmente antes do evento a gente passou aqui uma situação de desespero. Nosso ônibus foi atacado por bandidos que tentaram assaltar nossos aparelhos e pertences, mas graças a Deus e uma guarnição que se aproximou rapidamente conseguiu conter os bandidos e estamos bem”, destacou o cantor da banda que ganhou visibilidade após lançar a música Saco de Pão da Cara. (Com informações do Correio)

 

Centro de Itabuna: Lojas Americanas é alvo da ação de bandidos

Domingos Matos, 13/06/2019 | 17:31

Quatro homens em um carro Fox vermelho invadiram, na madrugada desta quinta-feira (13), a Lojas Americanas, localizada em frente ao Restaurante Popular, centro de Itabuna.

Até agora o que se sabe é que o bando conseguiu levar do estabelecimento quatro televisores de 32 polegadas, além de outros eletrodomésticos menores.

Segundo informações, os suspeitos conseguiram derrubar a porta principal, utilizando o veículo em marcha a ré. A polícia Militar foi acionada, assim como a empresa que presta serviço de segurança à loja. 

De acordo com testemunhas, os bandidos, após o roubo, fugiram sentido Avenida Nações Unidas.

Mais de três meses após ação de bandidos, agência do Bradesco de Almadina continua fechada

Domingos Matos, 21/05/2019 | 11:32
Editado em 21/05/2019 | 17:48

Depois de mais de 100 dias que o Posto de Atendimento do Bradesco de Almadina foi explodido por bandidos, ainda não se sabe quando o estabelecimento será reestabelecido. As consequências são sentidas diretamente pela agência do banco em Coaraci, uma vez que todos os clientes de Almadina vão à cidade para resolver suas pendências por ser o local de atendimento mais próximo.

A agência de Coaraci é de pequeno porte, mas quantidade de pessoas que estão se dirigindo à cidade praticamente triplicou. A gerência da cidade já entrou em contato com a Diretoria Executiva do banco informando que a demanda está altíssima, principalmente nos dias de pagamento de aposentados e pensionistas, mas até o momento nenhuma medida foi tomada.

Segundo o Sindicato dos Bancários, o atendimento à população está prejudicado. "O ritmo de trabalho é alucinante: sobrecarga de trabalho por parte dos funcionários e reclamações por parte dos usuários de serviços bancários", afirmou a diretoria do 

Pastor Isidório condena decreto das armas e defende inclusão de egressos dos sistema penitenciário

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Domingos Matos, 10/05/2019 | 10:58
Editado em 10/05/2019 | 11:01

O deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) fez um ato na Câmara dos Deputados, em Brasília, em protesto contra o novo decreto do governo que libera armamento para algumas classes profissionais. Ele deitou no chão com a roupa manchada, simulando sangue, e uma arma na mão, que apontou para colegas e visitantes que passavam na Ala das Comissões, segundo a Coluna Esplanada. 

"Derramar sangue, é isso que o governo quer?", dizia um dos cartazes espalhados pelo chão. "Não é essa nação que queremos, nós não somos os EUA. Não somos americanos, somos cidadãos brasileiros, que queremos a paz", defende o deputado. "Agora vai estar todo mundo armado ali dentro, imagine o inferno que será essa nação, com todos os políticos armados, imagine a discussão da reforma da previdência, se por chamar o ministro de tchutchuca terminou daquele jeito... Imagine todo mundo armado".

Ele defendeu a inclusão social de ex-penitenciários. "Queremos um Brasil com educação. Com bandidos e marginais presos e aprendendo profissão, transformar os presídios em escolas agrícolas. Tirar os presídios dos centros urbanos e levá-los para onde tem terras agricultáveis... Os presidiários todos têm vontade de aprender uma profissão, estudar. Ao invés de matar, é bem melhor colocar para aprender uma profissão. Não existe pena de morte na nação", ressaltou.

Bahia: funcionário de banco tem explosivos presos ao corpo durante tentativa de assalto

Domingos Matos, 07/05/2019 | 15:49
Editado em 07/05/2019 | 15:54

Um funcionário de uma agência do Banco do Brasil de Muritiba, no recôncavo da Bahia, teve explosivos presos ao corpo e familiares feitos reféns durante uma ação de criminosos visando roubar a unidade, na manhã desta terça-feira (7).

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), no entanto, a polícia conseguiu fazer um cerco e os suspeitos fugiram sem levar nenhuma quantia.

As pessoas feitas reféns, que não tiveram identidades divulgadas, foram liberadas depois. Não há informações de feridos.

Os criminosos teriam abordado as vítimas na casa onde elas moram. Em seguida, colocaram os explosivos no corpo do funcionário, para que ele fosse até a agência sacar dinheiro para os bandidos. O plano, no entanto, foi frustrado pela polícia.

Agentes da 27ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e CIPE Litoral Norte foram enviados ao local e os suspeitos decidiram fugir. Eles levaram alguns reféns e os libertaram depois, na saída da cidade.

Equipes do Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) também foram deslocadas para a cidade, para fazer a retirada dos explosivos do corpo do funcionário, que também não teve nome e idade divulgados.

A SSP informou que equipes do Departamento de Repressão a Combate ao Crime Organizado (Draco) já iniciaram as investigações para identificação dos suspeitos de envolvimento no crime. (Com informações do G1)

Policiais da Cipe Cacaueira recebem instruções do Bope

Domingos Matos, 11/02/2019 | 18:18

Trinta horas de treinamento intensivo fizeram com que oito praças da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cacaueira aprimorassem os conhecimentos num curso de rastreamento e contrarastreamento, ministrado em Ilhéus, no Núcleo de Ensino e Instrução, pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), e encerrado na última quinta-feira (7).

Orientadas pelo soldado PM Élton Barbosa de Oliveira, as atividades, iniciadas na última terça-feira (5), contemplaram dois policiais de cada um dos quatro pelotões da Cipe Cacaueira. Segundo Barbosa, as noções de patrulhamento rural “transformam os policiais em verdadeiros atuantes da tropa de elite”.

O comandante da especializada, major Ricardo José Souza e Silva, afirmou que o curso ajudará o efetivo na localização de criminosos. “A maioria desses bandidos se esconde dentro das matas e rastrear seus passos facilitará a prisão”, declarou, observando que o contrarastreamento, que é uma proteção para a tropa, é aprendida ao longo do curso.

Ainda explicou que essa capacitação em parceria com o BOPE “aumentará a eficiência da tropa, elevando o grau de segurança nas operações, principalmente em relação a ataques a carros-fortes e roubos a banco”.  

A fama efêmera

Domingos Matos, 01/03/2018 | 08:05

Walmir Rosário

No regime democrático de direito costumamos a ver de tudo, das experiências científicas capazes de mudar o mundo para melhor aos experimentos empíricos sem qualquer valor, do mais sério ao simplesmente ridículo. Todos os que querem podem ter os seus cinco minutos de fama, efêmera, é verdade, mas os sujeitos conseguem aparecer, mesmo de forma negativa, do burlesco ao grotesco.

A qualquer notícia sobre determinado fato governamental – pelos entes governamentais – aparecem logo essas figuras que poderiam ser consideradas excêntricas, mas que se tornam despropositadas, insensatas, incoerentes. Agora, então, com o anúncio da intervenção na segurança do Rio de Janeiro, estão chegando aos montes. E o pior, ainda encontram guarida em determinados órgãos de imprensa apesar das asneiras que falam.

Na grande maioria das vezes, essas pessoas são formadas nas melhores faculdades, foram aprovadas em concurso público nacional ou estadual e ocupam cargos de relevância em instituições como o Ministério Público ou Defensorias. Também assim agem os expertos dirigentes de organizações não governamentais (que se alimentam do dinheiro público) e propalam serem defensores dos direitos humanos…

Direitos humanos de pessoas que se encontram fora da lei, os conhecidos bandidos que hoje aterrorizam a sociedade brasileira. Já essa parcela de pessoas de bem que não tem seus direitos respeitados estão fora dessa seleta lista. Estes não têm o direito de ir e vir, vivem trancados em suas casas, são assaltados ao pisar nas ruas, têm seus bens tomados de assalto, e mesmo que não esbocem qualquer reação são assassinados de forma fria e covarde.

No ridículo entender dessas pessoas, os policiais estão impedidos puxar sua arma e disparar um tiro em qualquer desses bandidos fortemente armados, e só podem agir assim no caso de só e somente só, de que tenham sido antes alvejados. Do contrário, serão processados na forma da lei e responderão criminalmente por ter alvejado e matado um bandido durante a defesa da sociedade.

Ainda bem que felizmente esse número de pessoas é inexpressivo e não expressa a vontade e a representatividade dessas instituições, criadas para defender o cumprimento da lei, a ação do Estado e de algumas categorias tidas como indefensas. Não dá para compreender o motivo de que para essas pessoas a vida de um policial, de um cidadão de bem vale mais do que a de quem manifesta o desejo e assume a manifesta vontade de roubar, traficar e matar.

De maneira deliberada, invertem-se os papéis: defendem os quais devem denunciar e denunciam os que atuam com a representação do Estado em defesa da sociedade, diga-se de passagem, cada vez mais desprotegida. Se essas pessoas somente se limitassem a falar, a expor suas ideologias, tudo bem, seria irrelevante, mas não se contentam com isso, denunciam os agentes da lei em processos escabrosos.

Não tenho a menor ideia do entendimento dessas pessoas em reverter a vontade da lei, desconhecer a filologia que estudou e interpretou os textos legais durante sua concepção, edição, apreciação e aprovação. A filologia é uma ciência reconhecida em todo o mundo para o estudo da língua expressada nos textos escritos, com a finalidade de não deixá-los dúbios e manter fielmente o espírito do que se queria dizer quando foram criados.

Por falar em espírito das leis, basta recorrer ao pensador, filósofo e magistrado Montesquieu (Charles-Louis de Secondat), na sua obra, “Do Espírito das Leis”, reconhecida e estudada em todo o mundo. Como um iluminista que foi, dissecou o papel dos regimes: tirania, monarquia e democracia, com seus fundamentos, respectivamente no medo, na honra e na virtude.

No livro décimo – Das leis em sua relação com a força ofensiva –, capítulo I, encontramos anotado: “A vida dos estados é como a dos homens; estes têm o direito de matar em caso da defesa natural; aqueles têm o direito de fazer a guerra para a sua própria conservação. No caso da defesa natural, tenho o direito de matar porque a vida me pertence, como a vida do que me ataca lhe pertence; do mesmo modo, um Estado faz a guerra porque sua conservação é justa como qualquer outra conservação”.

Na repreensão ao crime, como ocorre no Rio de Janeiro, onde políticos corruptos fizeram e ainda fazem pacto com os bandidos, a defesa da sociedade não deixa de ser uma guerra. E nessa guerra, as quadrilhas possuem as melhores armas e munições, as melhores localizações e subjugam toda a sociedade do entorno através do poder do medo e do dinheiro sujo das drogas e dos assaltos.

Na visão caolha de algumas desses pseudos defensores dos diretos humanos exclusivos dos bandidos, o se deparar com um criminoso com um fuzil ou uma metralhadora, o policial deve agir tal e qual como nos filmes de bang bang americanos e italianos. Antes de atirar, terá de dar o famoso grito de guerra: saque a arma! Para morrer não precisa tanto sacrifício.

Pelo que me parece, essas pessoas do contra são como alguns dos meus amigos de infância do bairro da Conceição, em Itabuna, que iam ao cinema somente para torcer pelos bandidos, com a única finalidade de nos contrariar. Entrava domingo e saía domingo nos filmes do cines Itabuna, Marabá, Catalunha, Plaza e Oásis, e eles sempre levavam a pior. Simples, o crime não pode compensar!

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Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

Pataxós ameaçam retomar bairro em Itaju do Colônia

Domingos Matos, 26/11/2016 | 14:29
Editado em 26/11/2016 | 14:36

Moradores do bairro Parque dos Rios, em Itaju do Colônia estão assustados com a possibilidade de perderem suas casas. Índios da etnia Pataxó Hã Hã Hãe ameaçam com a retomada da área do bairro, que fica localizado nos limites de uma área de 54 mil hectares, objeto de conflito há mais de 50 anos. O local, totalmente urbanizado, abriga escolas, creche, academia, áreas de lazer, unidade de saúde, igrejas, mercados e padarias, e as casas existiriam no local há mais de 40 anos

O prefeito eleito de Itaju, Djalma Orrico (PSDB), antevendo o tamanho do problema que terá pela frente, levou comitiva a Salvador, para conversar com deputados dos partidos que deram sustentação à coligação da chapa vencedora, “Juntos Somos Mais”, no intuito de reivindicar segurança pelo bem-estar social e buscar soluções pacíficas entre as partes.

Djalma Orrico e o vice-prefeito eleito, Valério Aguiar, após contato com deputados, sugeriu uma visita da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a Itaju. “Também mobilizamos a bancada federal a fazer alertas no Congresso sobre a causa, além de marcar audiência em Brasília com ministros da área, visando sensibilizar pela necessidade urgente de ações que promovam a paz e a ordem”.

Ausência

Há, como ingrediente agravante, a falta de segurança e a ausência de ações do município e do estado naquelas áreas, o que facilitou o aumento da violência no distrito de Palmira. “A violência ocorre em proporções desastrosas. Já ocorrerem troca de tiros em ruas e avenidas por bandidos que confiam na ausência do Poder Público para gozarem de total impunidade”, denuncia Orrico.

O prefeito eleito disse estar preparado para, “pelo bem do povo de Itaju, trilhar os caminhos árduos de administrar todas as mazelas e problemas que a cidade enfrenta. Esse é o nosso compromisso, a nossa vontade e será, se Deus quiser, a nossa marca: administrar para todos”.

(Publicado originalmente no Jornal Agora. Na foto, reunião com o deputado Zé Rocha)

Após lambança do impeachment, Teori afasta Cunha

Domingos Matos, 05/05/2016 | 08:36
Editado em 05/05/2016 | 10:09

Somente agora, após cumprir o script do acolhimento do pedido de impeachment contra a presidenta Dilma na Câmara e no Senado (neste último em hipótese a ser confirmada), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, determinou o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Casa.

Medida necessária pela sanidade - em sentidos de higiene e psiquiátrico - do parlamento brasileiro, mas bem que poderia ter sido adotada há bem mais tempo. Note-se que a decisão é em caráter liminar, forma de decisão que, em casos normais, é tomada com celeridade, para garantir o cumprimento da lei, enquanto o colegiado não julga o mérito.

Por falar em sanidade, Cunha está se comportando como Cunha: se recusando a receber a notificação do afastamento, escondido no banheiro de casa. Lembra, em muito, os bandidos pés-de-chinelo que a polícia prende no dia-a-dia das bocadas Brasil a fora.

Enfim, qualquer decisão contra as falcatruas de Eduardo Cunha deve ser comemorada. Ainda que com esse sentimento de que estão nos levando pra gongá...

Tentativa de arrombamento de caixa eletrônico do banco Santander de Itabuna

Domingos Matos, 13/01/2012 | 10:05
Editado em 13/01/2012 | 10:06

A agência do banco do Santander, localizada na praça Adami, centro de Itabuna, foi invadida por volta das 2h40min da madrugada desta sexta-feira (13).

Segundo a polícia, homens chegaram numa pick-up e tentaram arrombar os caixas eletrônicos, mas o alarme foi disparado, o que frustrou a ação dos bandidos.

Durante uma rápida investigação, a equipe comandada pelo delegado regional da polícia civil, Moisés Damasceno, nada foi levado.

Dentro da agência foi encontrada apenas uma lona preta provavelmente.

Ano passado, bandidos violaram os caixas eletrônicos do mesmo banco e a direção do Santander, na época, nada informou sobre a quantidade de dinheiro levado.

Uma mãozinha para os larápios

Domingos Matos, 13/01/2012 | 08:35
Editado em 13/01/2012 | 00:56

A proliferação de placas indicando a presença - ou  inteção de instalar - radares de fiscalização eletrônica nas estradas federais e algumas estaduais promete ser uma mão na roda. Claro, para o governo e para os bandidos, como assaltantes de cargas e ladrões de carros.

Um bom exemplo desse risco é a sinalização que indica a presença de radares - não se sabe se eles já estão operando - no treco da BR-101 entre o Posto Flecha e o Viaduto Fernando Gomes, em Itabuna. São pelo menos cinco placas, exigindo velocidade máxima de 40 quilômetros por hora, num trecho extremamente perigoso, que já abriga boa parte dos marginais e dos marginalizados itabunenses.

Claro que o que está ruim sempre pode piorar, já dizia o pessimista convicto. "Se esses radares forem instalados e os motoristas obrigados a trafegar em velocidade inferior a 40 quilômetros por hora, logo veremos a profissionalização do crime por aqui", observa o representante comercial Augusto Ribeiro.

Ele continua: "Por enquanto vemos muita prostituição infanto-juvenil, o que atrai o tráfico, mas tudo muito 'desorganizado'. Com a possibilidade de assaltos, a coisa tende a ficar mais complexa. Seremos assaltados até por ladrões montados em bicicletas", conclui.

É bom que se diga, porém: quando se fala de assaltos profissionailados não se inclui a indústria de multas operada pelo poder público. Esses são muito profissionais, mas bastante sutis.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 18/12/2011 | 15:49
Editado em 18/12/2011 | 16:59

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Não publicamos...

Enquanto O Globo (Jornal Nacional da platinada nem sonhar!) não dá uma mísera linha sobre as denúncias trazidas a lume em “A Privataria Tucana”, de Amaury Jr (ex-jornalista da casa), mantém a linha de tiro e fogo cerrados sobre o Ministro Fernando Pimentel. Nesse particular, cumpre sua função.

 ...Não aconteceu

Na relação estabelecida, dentro da filosofia que alimenta o PiG, o que publicamos sobre o ministro Pimentel aconteceu, porque publicamos! Já o livro de Amaury Jr não aconteceu, porque não publicamos!

Arte e cotidiano

Charge é arte singular. Oportuna observação do cotidiano, na lição que o tema pede ou exige. Como essa sobre Ronaldo Nazário “comungando” com Ricardo Teixeira. Entre dois, um será mais “escândalo”.

Que o chargista Alpino lucidamente definiu.

fenomeno

O Brasil lendo

privatariaOs 15 mil exemplares da primeira edição se esgotaram em menos de 48 horas. Outros 30 mil editados em razão de compra antecipada. A Geração Editorial, a mesma que publicou “Honoráveis Bandidos”, de Palmério Dórea, foi atropelada pela divulgação através de blogs e, principalmente, pelo impacto da capa de CartaCapital, da sexta 9.

Mais que a reiteração de denúncias de lavagem de dinheiro, que andavam sob o tapete, muitas nascidas na CPI do Banestado, “A Privataria Tucana” tem o mérito de apresentar documentos inéditos que podem servir de munição (temos cá nossas dúvidas, porque o MP dispensou oportunidades) para ações do Ministério Público contra parcela considerável do alto tucanato. O que inclui o seu grande financiador: Daniel Dantas.

Silêncio ensurdecedor

Até quando redigíamos estes rodapés, apesar de acompanhar com particular interesse o que sobre o livro era dito ou divulgado, nada vimos ou ouvimos. À exceção do comentário de Bob Fernandes (abaixo), já na segunda 12, na TV Gazeta (mas Bob faz parte daquele jornalismo “inconveniente”) e veiculação na Record, que não integra a clássica grande mídia, aquela denominada por Paulo Henrique Amorim de PiG (Partido da imprensa Golpista) – o nome imprensa com letra minúscula mesmo.

Silêncio ensurdecedor... e esclarecedor!

Presente de Natal

Inegavelmente, se entendermos como presente de Natal o que seja de melhor para cada um, o livro “A Privataria Tucana” foi o que de melhor aconteceu para o Brasil neste instante.

Até para acabar com aquela ideia preconceituosa de que corrupção é coisa do PT. Essa doença (a corrupção) que adquiriu, aqui e no mundo, a dimensão de endemia.

Falam os interessados I

Para José Serra, indagado sobre as denúncias trazidas no “A Privataria Tucana”, o livro é “lixo”, palavra que repetiu outras quatro vezes.

Cabe-nos interpretar se “lixo” é mesmo o livro ou os fatos que o livro denuncia.

Falam os interessados II

Fenômeno de venda, talvez a mais completa investigação jornalística do milênio sobre caminhos escusos, ou mesmo submundo da política brasileira recente, dá nomes e mapeia a bandalheira. O muro de silêncio que cerca “A Privataria Tucana” na grande mídia alcança uma especial classe de políticos. Para tucanos: José Serra afirmou-o “lixo”, Aécio Neves, “literatura menor” e Álvaro Dias, “café requentado”.

No que diz respeito a declarações sobre o livro de Amaury Jr o PT e o PSDB estão num mesmo barco: nenhum de seus políticos, quando procurados para falar sobre as denúncias, ousaram manifestar-se. Aquela esfarrapada declaração de que “ainda não li” não convence.

A turma do PT pelo menos poderia dizer que as denúncias são graves etc.

Nem tudo está perdido

A iniciativa do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) de reunir assinaturas (já em número suficiente) para instalação de uma CPI para apurar as denúncias de Amaury Jr, no que concerne às privatizações tucanas no período de FHC, encontrou apoio dos deputados Nelson Marchezan Junior (RS), Antônio Imbassahy (BA) e Fernando Francischini (PR).

Todos do PSDB.

E por falar em corrupção

Já do conhecimento de todos – do reino mineral a mais pudica das clarissas – o caixa 2 montado no Centro de Cultura Adonias Filho para atender interesses bastantes particulares do diretor Aldo Bastos.

Como são pagas as utilizações daquele espaço cultural – que anda caindo aos pedaços, literalmente – o Sr. Diretor do CCAF, que não aprendeu ainda a fazer um ofício (que o diga Antônio Naud Junior), remete aos superiores apenas o que quer. Documentação em duplicidade: uma sobe, outra desce ao bolso do dirigente.

O fato já chegou ao conhecimento de seus superiores. O estranho apenas é o que ainda segura Aldo à frente do CCAF.

No fundo, mancha a imagem do Governo Jaques Wagner. Porque não existe corrupção pela metade ou inteira. Ou há ou não há. Como no caso do CCAF existe, esta corrupção é do Governo Jaques Wagner.

Natal difícil

Sem querer, o freguês flagrou o proprietário de um restaurante de Itabuna ligando, desesperado, para tentar receber 2,5 reais de uma instituição municipal. O fornecimento de alimentação, acumulado durante meses, pende da vontade de um(a) funcionário(a).

Tudo despesas de almoço, bebidas e refrigerantes consumidos por funcionários da instituição com poder de gestão. Alguns fazendo política.

A pendenga rola desde abril deste ano.

Quem não reza aos pés do(a) caboco(a)

A mesma instituição deu de atrasar o pagamento de funcionários se estes não estão no rol dos afinados com o(a) dirigente. Se não ameaçar botar a boca no trombone o pessoal não recebe.

O problema não é escassez de dinheiro, visto que não faltam recursos para singulares atividades, mas de não integrar a lista de privilegiados.

Pode ser que os que fizeram pendura no restaurante estejam fora da lista.

Fuzuê

O Delegado Federal que comandou as diligências para levantamento de provas para a apuração do escândalo dos empréstimos consignados não deu nome aos bois.

No entanto, mais esclarecedora a entrevista dada por Kléber Ferreira a Tom Ribeiro, ao vivo, por telefone, durante o programa Alerta Total da terça 13. O ex-diretor da Câmara citou nomes de vereadores – entre “seis ou sete” – e de assessores outros que podem estar envolvidos na fraude.

Para Kléber, seriam todos responsáveis.

Esperemos as apurações. E punições.

Ruy tinha razão

O atual presidente da Câmara Municipal de Itabuna Ruy Machado, afirmara a blogs locais que alguém passaria o Natal na cadeia. Confirma-o o delegado Fábio Marques de que pediu a prisão preventiva dos responsáveis, e que foi negada pelo Judiciário.

O interessante não é o fato de Ruy Machado haver adivinhado a operação. Mas, estar informado de tudo. É que em apuração de tal magnitude, que comumente corre em segredo de Justiça, só há duas fontes: a própria Polícia Federal ou a Justiça Federal.

Compete a Ruy Machado informar a sua fonte.

Onde localizar algumas

Informação do Pimenta, sexta 16, dá conta da criação de uma força-tarefa pela Polícia baiana para investigar furto de imagens sacras.

O trabalho policial poderia ser iniciado por visita a uma certa mansão na Graça, em Salvador.

É o que dizem as ladeiras, igrejas e casarões da Bahia histórica.

Pensando errado I

Nem sempre a Academia é o centro de excelência de idéias. Será assertiva caso a opinião do economista uesquiano Elton Silva Oliveira seja verdadeira como posta em matéria publicada no Políticos do Sul da Bahia: o espaço localizado próximo ao Hospital de Base é o ideal para a instalação do campus da UFESBA.

Como a matéria não está ilustrada com uma planta ou mapa, temos que fica difícil entender o que seja “região do Hospital de Base”, visto que o raciocínio imediato é de que o seja no entorno do HBLEM.

Pensando errado II

Considerando que espaços, expansão, concentração e mobilidade urbana são temas mais afetos a urbanistas, até que demonstrada tecnicamente a idéia do uesquiano Elton Silva Oliveira, mais está para informação de economista em seara alheia.

Um “cluster” sinalizado pelo professor ocorrerá no entorno de qualquer espaço onde se localize a UFESBA. Essa a circunstância determinante, não a localização defendida.

Reiterando I

Temos reiterado neste espaço a necessidade de ampla discussão para definir o local a ser doado pelo município de Itabuna, chamando a atenção para os aspectos técnicos que precisam estar presentes.

Não custa repetir o que dissemos na edição passada:

“Todos sabemos que se encontra em andamento a duplicação da BR-101. Nenhum de nós será ingênuo para imaginar que o trajeto da rodovia respeite o traçado original, nos limites itabunenses.

Lógico que contornará o perímetro urbano de Itabuna. Para tanto respeitará não só a zona urbana propriamente dita como a zona de expansão urbana, aquela aprovada por lei municipal visando a oferta de áreas para construções que avançarão para além dos atuais limites da cidade.

Também é crível que não chegaria ao absurdo de contornar o perímetro itabunense fazendo-o pela margem esquerda da rodovia, no sentido Norte-Sul.

Assim, não tenhamos dúvida de que a duplicação da BR-101, nos limites de Itabuna, ocorrerá um pouco além de Ferradas, surgindo um novo cruzamento e viaduto sobre a BR-415, no trajeto que se estenderá até o reencontro com o traçado original, para além do posto da Polícia Rodoviária Federal”.

As margens deste ponto de encontro, para nós, é o local ideal para o campus da UFESBA.

Reiterando II

E dizíamos na oportunidade, considerando este particular aspecto de onde se fará a futura malha viária, de pista, aneis e semianeis no entorno de Itabuna:

“Estes poucos detalhes e mais aqueles necessários à compreensão do traçado da rodovia, aliado ao projeto viário que exige o complexo intermodal para desafogar os perímetros urbanos de Itabuna e Ilhéus, podem ser trazidos a lume pelo engenheiro Saulo Pontes, ex-diretor do DNITT na Bahia e atual diretor do DERBA.

Por sinal, a única pessoa que temos como suficientemente informada sobre o assunto”. 

Se esses aspectos devem nortear a escolha, a ideia divulgada pelo professor da UESC está fora de propósito.

Dando nomes

O jornal A Região, na edição deste fim de semana, começou a dar nome aos processados na Justiça Federal por desvios de dinheiro público.

Aguardaremos as próximas edições. Com os nomes de “ex-diretores” do HBLEM, “ex-secretários municipais” e “ex-diretores de fundações” itabunenses. Sem esquecer dos “empresários”.

Afinal, daqueles “25 nomes de Itabuna e Ilhéus” citados, apenas Fernando Gomes, Jabes Ribeiro e Newton Lima.

Um e outro

Mineiro de Carmo, o multi-instrumentista Egberto Gismonti transita por todos os ramos da música brasileira, eruditizando-a com pesquisas, composições e arranjos. Vimo-lo, há mais de 30 anos, no Castro Alves, ao lado de Zeca Assumpção (contrabaixo) e Naná Vasconcelos (bateria e percussão), mesclando os composições de “Carmo” e de “Dança das Cabeças” num espetáculo inesquecível.

Aqui, um daqueles momentos: “Maracatu”.

Cantinho do ABC da Noite

CabocoTempo houve em que Cabôco Alencar despojava-se do alter ego e desandava na boemia itabunense como o Alencar Pereira. Durante vinte/trinta dias, deixava ao léu a clientela fiel, tornado cliente de outras freguesias.

Por conta deste tempo em que optava de vez em quando entre o comerciante e o freguês (abandonando a freguesia do ABC), certo cliente, dialetizando em torno da distinção entre a aguardente de mel cabaú e a fermentada em cocho de milho, provocou-o:

– Você não pode mais saber disso, Cabôco, não bebe mais! – insinuou.

Resposta alencarina, de bate-pronto:

– Quanto a isso fique claro, Cabôco, que atendi ao abaixo-assinado dos fregueses!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Veja essa: fiscal exige que índio use cocar com selo do Ibama

Domingos Matos, 23/11/2011 | 22:25
Editado em 23/11/2011 | 22:41

líderVamos logo ao fim da história: o índio acabou preso. Até aí, nada muito alarmante, num país em que índios são queimados em praça pública. O que pegou, mesmo, foi a justificativa para a prisão. Não a oficial (desacato à autoridade), mas a real: o índio, coitado, esqueceu-se de fabricar um cocar com penas certificadas pelo Ibama. Xilindró. Mesmo num país em que hidrelétricas invadem reservas indígenas, exibindo poderosos selos de conivência, digo, certificação do Ibama.

Deu-se no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no Amazonas. Por estar carregando um cocar, o líder indígena Paulo Apurinã foi barrado por um fiscal do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) quando tentava entrar na área de embarque do aeroporto.

De acordo com o também líder indígena Jair Miranha, que acompanhava Paulo, agente ambiental federal do Ibama Sebastião Souza disse que o indígena não poderia embarcar levando seu cocar, alegando que ele era feito de penas de animais silvestres e não tinham o “selo” do Ibama.

“Isso é um desrespeito aos nossos valores culturais. Nos sentimos humilhados na nossa própria terra, passar por uma situação dessa na frente de todas aquelas pessoas, como se fôssemos bandidos. Mas somos indígenas, e esse é nosso jeito de se vestir. O cocar tem um valor cultural para os indígenas”, disse Miranha.

Segundo ele, Apurinã estava levando o cocar no carrinho de bagagens e chegou a justificar o uso do adereço ao fiscal, apresentando seu Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), mas o fiscal não permitiu seu embarque mesmo assim e um segurança solicitou apoio da PF.

O fim da história está no primeiro parágrafo. Este blogueiro recusa-se a escrevê-lo de novo.

Com informações do jornal A Crítica.

Instalação da Alita tem presença da Academia de Letras da Bahia

Domingos Matos, 03/11/2011 | 09:26
Editado em 03/11/2011 | 09:29

bandeiraA Academia de Letras da Bahia (A.L.B.) confirmou a presença do seu presidente, escritor Aramis Ribeiro Costa, na solenidade de instalação da Academia de Letras de Itabuna (Alita), às 19h30 do sábado (5), na FTC (Praça José Bastos, 55). A informação foi passada à imprensa pelo presidente da Alita, Marcos Bandeira (foto). “A presença do presidente da A.L.B. é uma inestimável forma de apoio a essa iniciativa dos itabunenses, mais ainda quando se trata de um intelectual do porte de Aramis Ribeiro Costa, reconhecido nacionalmente como poeta e prosador de alta qualidade”, destacou Marcos Bandeira.

Constituída nos moldes da Academia Brasileira de Letras (que, por sua vez, inspirou-se na Academia Francesa), a Alita possui quarenta cadeiras, cada uma delas tendo como patrono uma figura de relevo nas letras regionais, baianas ou nacionais. Entre os patronos da Alita estão prosadores e poetas da região, como Firmino Rocha, Abel Pereira, Manuel Lins, Helena Borborema, Telmo Padilha, Valdelice Soares Pinheiro, Mário Augusto Ferreira, Elvira Foeppel e Euclides Neto. O patrono geral da instituição é o escritor grapiúna Adonias Filho. Os primeiros quarenta titulares são pessoas de variada formação intelectual, a exemplo de Odilon Pinto, Margarida Fahel, Cyro de Mattos, Hélio Pólvora, Ceres Marylise, Sônia Maron, Ruy Póvoas e Tica Simões.

Ainda de acordo com o presidente Marcos Bandeira, a solenidade será aberta pelo escritor Aramis Ribeiro Costa (após ser saudado pelo acadêmico Antônio Lopes), em nome da A.L.B., dando posse ao presidente da Alita. Este apresentará a relação dos quarenta integrantes e dará posse, simbolicamente, a todos eles. O acadêmico Cyro de Mattos falará em nome dos participantes da entidade, prestando também uma homenagem ao escritor Marcos Santarrita, falecido no começo de outubro.  Ao acadêmico Ruy Póvoas caberá a homenagem ao patrono da Alita, o escritor Adonias Filho, e a acadêmica Ceres Marylise assinará o livro de protocolo, confirmando, também simbolicamente, a posse dos demais acadêmicos. O juramento será lido pela vice-presidenta da Alita, Sônia Carvalho Maron.

 

“Um desejo morto na calçada”

Aramis Ribeiro Costa (Salvador, 31 de janeiro de 1950) escreve desde muito jovem. Em 1964, ainda ginasiano, já fazia as primeiras tentativas, ao fundar e dirigir o jornal mural O Matutino. Logo em seguida, aos quinze anos, começou a publicar semanalmente fábulas, crônicas e contos no jornal A Tarde, colaboração que se estendeu por mais de dez anos. “Sou um escritor”, costuma dizer, afirmando que não é tanto por ter livros publicados, mas porque não consegue parar de escrever. “Ainda que eu me determinasse a isto, ainda que eu decidisse isto, não sei se eu conseguiria. Escrever é para mim uma necessidade, tanto quanto qualquer das minhas necessidades”, explicou.

Com mais de 15 livros publicados, Aramis Ribeiro Costa frequenta, com igual desenvoltura, a poesia, a prosa, a literatura infantil e o ensaio (é autor do estudo introdutório de Os Galos da Aurora, o “clássico” de Hélio Pólvora). Seus títulos mais conhecidos são, para crianças, A Caranguejinha de Ouro, O Morro do Caracará e Helena, Helena; em poesia, Quarto Escuro e Espelho Partido; na prosa (romance, novela e conto), os destaques são Uma Varanda para o Jardim, O Fogo dos Infernos, A Assinatura Perdida, Baú dos Inventados, Os Bandidos e Contos Reunidos.

Em “Soneto do Sol da Madrugada” (de Espelho Partido), um quarteto que, por si só, “paga” o livro. É um canto de impressionante beleza e aparente desespero: “Há cruzes espalhadas — tão sombrias!/ Há um desejo morto na calçada/ As esperanças passam, fugidias/ Parece que adiante não há nada”. Mas há. O poeta mostra que adiante está o recomeço, que a esperança não morreu, estava envolta nas trevas da noite velha, mas pronta para o renascimento. E surge “finalmente a luz na noite escura”, com “o sol brilhando em plena madrugada”, a nos mostrar “a vida, num segundo, iluminada”. É a ressurreição, outra vez a vida em ponto de partida, espantados os fantasmas da noite.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 02/10/2011 | 18:04
Editado em 02/10/2011 | 18:49

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

“Bandidos togados”

Ainda que nos venha à mente Stanislaw ouvindo de Tia Zulmira que quando figuras do poder brigam entre si quem paga a conta é o povo, a baiana Eliana Calmon ocupa singular expressão na magistratura ao criticar, na condição de Corregedora do CNJ, a parte podre da própria.

E não digam – como o querem alguns – que “bandidos escondidos atrás da toga” não os há.

cnjAlguns, ainda que poucos, até mesmo já foram condenados, pelo Conselho Nacional de Justiça. Pelo menos 33 deles, em que pese o STF já haver suspenso a pena de 15 – privilégio que não alcança “ladrões de galinha”.

Apenas para ilustrar, da ilustre casta de intocáveis – premiada com aposentadoria remunerada quando o escândalo não mais se contém – há, nesse momento, 35 desembargadores sob investigação da corregedoria do CNJ.

E entre os pares da ministra no STF há gente, pelo menos um, que deixa muito a desejar eticamente, e deveria fazer parte do rol de investigados. Tanto que até impeachment contra o dito cujo já foi interposto.

O incômodo certamente não atinge a grande leva de juízes que honram a magistratura.

Haddad

haddadAdmitida como natimorta assim que lançada, a candidatura do atual Ministro da Educação à Prefeitura de São Paulo sinaliza possibilidades de crescimento. A ponto de poder inibir Marta Suplicy.

Em plagas grapiúnas o nome do secretário de Educação já foi sondado e é pretensa indicação de um político.

A diferença está nos nomes que apóiam cada um: Lula, para Haddad; Fernando Gomes, para Gustavo.

Ousadia

Um Estado de Direito se constrói sobre os pilares da legislação de um País, submetido ao respeito do direito, do simples indivíduo à potência política. E até prova em contrário vivemos sob um, submissos todos às leis por ele promulgadas.

Como se já não nos faltasse nada, a ilustre FIFA pediu ao governo brasileiro para suspender, durante a realização da Copa do Mundo de 2014, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso e o Estatuto do Torcedor. Tudo para não disponibilizar meia entrada para estudantes e idosos e mesmo fugir a uma possível ação judicial em razão de prejuízos por ela causados ao consumidor.

Não fora a ousadia e o desrespeito, a idéia da FIFA parece dizer que as coisas erradas da cúpula são repetidas em cada Copa, a ponto de temer a legislação protetiva existente no País. (detalhes em www.advivo.com.br de 1º de outubro – “O Estado paralelo da FIFA”.

Mais um

lulaLe Monde, o respeitado vespertino francês, em matéria de página inteira sobre a homenagem recebida por Lula do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po) – sob o título “Lição de política de rock star chamado Lula” – afirma que o brasileiro foi recebido como “rock star” e que deu uma lição de política durante sua passagem pela capital da França, recebido pelos estudantes “como torcedores enlouquecidos”.

O mesmo Le Monde, em maio de 2010, defendeu em editorial o nome de Lula à frente da ONU.

Para muita gente daqui certamente exagero da francesa. Afinal, ex-operário, nordestino e não fala inglês...

Expectativa

Com pompa e circunstância finalmente foi entronizada na Articulação Política da administração José Nilton Azevedo a senhora Maria Alice. Nome vinculado a Fernando Gomes e que assumira a coordenação da campanha do atual prefeito quando ninguém lhe dava um vintém de esperança é tida como mulher de atitudes fortes.

A esperança reside em que a presidente do DEM delimite rumos à administração, atualmente sem rumo algum, a não ser o do “meu pirão primeiro” muito bem exercitado por alguns assessores do alcaide.

Perigo

Se o que falta na administração Azevedo é coordenação política o ingresso de Maria Alice no terreiro supre o que faltava e pode levantar preocupações em outras searas.

Internas e externas.

Sonho de uma noite de verão

Tem gente na administração municipal fazendo de tudo para, pelo menos, ver o prefeito Azevedo sentado à mesa de eventos por ela promovidos.

Ou o prefeito anda desleixado ou tais figuras sem prestígio algum.

E não há salão de beleza que dê jeito!

Greve

Os movimentos paredistas, simplesmente chamados de greves, tornaram-se em alguns setores um grande negócio para o empresário. É o caso do paredismo bancário. Efetivada em fim de mês a pressão dos bancários é uma festa para os banqueiros.

Que faturam ainda mais com o aumento que concederão, cobrando multas dos que não têm como pagar suas contas em caixas eletrônicos.

Não é greve que prejudique o banqueiro, mas o povão.

Ilhéus

O lançamento do nome de Joaquim Bastos para prefeito inicia o processo de definição de candidaturas na praieira, onde Jabes Ribeiro desponta como favorito.

Sinais I

A união de Geraldo Simões, Josias Gomes e Rosemberg Pinto – titulares de interesses político-individuais em Ilhéus – acenando para uma unidade petista na praieira, coisa até recentemente inimaginável, pode refletir o deslocamento de objetivos quanto às coligações.

Naturalmente, a médio prazo, tem vínculo com o fortalecimento de partidos da base governista em relação a 2014, considerando que as eleições municipais são forte instrumento de delimitação de espaços eleitorais para deputados federais e estaduais.

Sinais II

Caso nossa especulação esteja no caminho certo tem significação a “unidade” petista em Ilhéus, a ponto de receber de braços abertos o atual prefeito, fato que encontraria “apoio” do governador Jacques Wagner. Ou seja, o Governador reconhece o direito do PP disputar todos os espaços com o PT e não somente compensar apoios aqui ou ali, mas começa a admitir a recíproca.

Ora, como o pepista Jabes Ribeiro está na dianteira na corrida ilheense a unidade das lideranças petistas estaria voltada para outra certeza: de que haverá dificuldades nas alianças locais entre PP e PT na região, particularmente Ilhéus e Itabuna.

Sob esse prisma “mudam-se as nuvens” (como o dizia Magalhães Pinto para definir a política eleitoral), e a candidatura de Roberto “Minas Aço” Barbosa em Itabuna torna-se um fato concreto. Não mais uma peça de negociação, antes cogitada (como já escrevemos).

Ao que parecia, o PT apoiaria o PP em Ilhéus para ser por ele apoiado em Itabuna.

Espaço delimitado

E a “mijadinha canina” de Josias Gomes pode fazer sentido. Se até os adversários se entendem por que negar o entendimento a correligionários? Afinal, a disputa entre eles é mais adiante.

Interesses

Para o projeto político de Geraldo seria uma festa Josias Gomes prefeito de Ilhéus. Para Josias nenhum risco: possui mandato, ampliaria o horizonte de votos na praieira e inibiria o avanço de GS em suas hostes.

Então Geraldo Simões entregará de bandeja a cabeça de Alisson Mendonça não mais a Jabes.

E a unidade falará mais alto. Diante da possibilidade de a aliança vencer Jabes Ribeiro.

Enquanto isso...

No universo itabunense vão sendo consolidadas as candidaturas de Geraldo/Juçara, Azevedo, Davidson/Wenceslau e... Roberto “Minas Aço”.

Fernando correndo/apoiando por fora o nome que ainda não definiu. Possivelmente o dele mesmo, caso Gustavo Lisboa não admita candidatura.

Os demais, pré-candidaturas.

Dos tempos das matinées

audreyconieNesta fase de busca de um tempo perdido, do cinema que nos encantava nas domingueiras, o filme não ficava tanto na mente como o tema musical. Do clássico “Bonequinha de Luxo”, de Blake Edwards (1961), onde destacada a bela Audrey Hepburn, “Moon River”, de Johnny Mercer e Henri Mancini, aqui interpretada por Connie Francis. E nos apaixonávamos pelo que víamos e ouvíamos.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoA imaculada manhã de sábado amplia o motivo da obrigação. De todas as vertentes acorre a freguesia fiel insinuando dia muito especial. Conversas variadas, assuntos atropelando-se. Cabôco Alencar, atento e diligente, desdobra-se.

Um tema concentrou maior atenção: a cidade de Itabuna e o amor dos que ali estavam pela terra que os acolhera ou os fizera nascer, o que motiva vaidoso comentário:

– Eu moro aqui há mais de vinte anos!

A verve alencarina não perde a deixa:

– Não tarda completar a pena máxima, Cabôco.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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