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Mãe é autuada por tortura contra bebê de um ano e cinco meses

Domingos Matos, 20/02/2019 | 07:12

O titular da Delegacia Territorial de Amélia Rodrigues, Idelfonso Monteiro, autuou por crime de tortura Rose Vane Teixeira Bispo (foto), na manhã de terça-feira (19). O delegado também já solicitou à Justiça o mandado de prisão preventiva da mulher, que mora na localidade da Mata Velha. Ela agrediu com tapas e chegou a colocar um sabonete na boca da próprio filha, de apenas um ano e cinco meses. A criança está com o Conselho Tutelar.

Após a equipe médica do Hospital Municipal Pedro Américo suspeitar da versão de Rose, uma guarnição da 20ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Santo Amaro) conduziu a mesma para a unidade policial para prestar esclarecimentos.

“Inicialmente, ela disse que tinha deixado a filha em casa e que ao retornar, percebeu que ela havia sido espancada e que o agressor tinha colocado um sabonete em sua boca. Contudo, após longo interrogatório, ela resolveu confessa a verdade e o real motivo da tortura. Que a criança estava chorando muito e ela desferiu tapas em seu rosto, e depois colocou o sabonete em sua boca”, informou o delegado Idelfonso.

O sabonete foi posteriormente encontrado pelos policiais militares e civis dentro da casa da conduzida com muitas marcas de sangue vindo da garganta da bebê. “Por muito pouco a criança não faleceu, graças ao imediato socorro prestado pela equipe de saúde do hospital Pedro Américo”, disse o delegado.

Lei prevê mensagens sobre uso de álcool e drogas em eventos de Ilhéus

Domingos Matos, 10/01/2019 | 09:01

Agora é lei. Promotores de shows, eventos culturais e esportivos voltados ao público infanto-juvenil na cidade deverão inserir mensagens educativas sobre o uso indevido de álcool e drogas no seu decorrer e respectivos ingressos, contendo informações sobre os malefícios das drogas e o uso abusivo de álcool. De autoria do vereador Aldemir Almeida, a lei nº 3.985/2018 foi sancionada em outubro último pelo prefeito Mário Alexandre, passou a ser obrigatória desde a da data de publicação no Diário Oficial do Município.

Durante os eventos, painéis, faixas, cartazes, outros meios audiovisuais e viva voz, devem replicar a comunicação. Segundo o autor, a luta contra a droga deve ser responsabilidade de toda a sociedade. Esses eventos constituem excelentes oportunidades para a divulgação. O descumprimento do disposto nesta lei sujeita os infratores às penalidades no Código de Defesa do Consumidor, Lei Federal nº 8.078 de 1990.

Ato ilícito – As famosas frases “É só uma dose” ou “é só um golinho” têm sido incentivos inofensivos para o início do consumo de álcool pelos adolescentes. De longe, o consumo de álcool por adolescentes tem se tornado cada vez mais comum, e por vezes esquecido como um ato ilícito. Muitos jovens começam a beber na companhia de amigos mais velhos ou até mesmo junto com a família, em um almoço de domingo, sem ninguém ver perigo nisso.

Importante ressaltar que é proibida a comercialização de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e considerar que o álcool etílico é a droga mais consumida no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários estudos apontam que o álcool também é a substância psicotrópica mais utilizada por crianças e adolescentes, com aumento do consumo e iniciação cada vez mais precoce entre os jovens.

 

Já está em liberdade mãe que esquartejou e enterrou bebê em Itabuna

Rosemare de Oliveira, presa no último final de semana, após confessar o crime, será submetida a um exame de sanidade mental

Domingos Matos, 28/08/2018 | 16:23
Editado em 31/08/2018 | 16:01

Rosemare de Oliveira, de 39 anos, acusada de enterrar o próprio filho de apenas um mês de idade, foi solta após uma audiência de custódia, realizada ontem (27), na Vara do Júri, em Itabuna.

A mulher foi presa no último sábado (25), logo após o sumiço do bebê. A criança foi esquartejada e queimada, antes de ser enterrada num matagal nas imediações da Volta da Cobra. Rosemare confessou tudo, mas garantiu que, quando fez isso, o filho já estava morto.

Segundo ela, o bebê começou a passar mal e, a caminho do hospital, ele teria morrido. A acusada contou que, com medo da reação da família, resolveu enterrar o corpo.

O caso repercutiu em todo o estado. A Justiça decidiu que Rosemare deverá ser submetida a exames de sanidade mental. Se a doença for comprovada, ela será levada para um hospital de custódia, em Salvador. Caso contrário, vai continuar respondendo pelo crime de infanticídio, mas ficará presa numa cela comum.

Mário Alexandre promete gestão humanizada em Ilhéus

Domingos Matos, 02/01/2017 | 17:17

A cerimônia de posse dos vereadores, vice-prefeito e prefeito de Ilhéus aconteceu na tarde desse domingo (1º), no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães. O ato, que contou com a presença de diversas autoridades e de um público que lotou o anfiteatro, foi marcado pelo discurso humanista de Mário Alexandre, o Marão (PSD). Médico reconhecido pelo tratamento que prega como prefeito, Marão (à direita na foto) conclamou todos os secretários a agir da mesma maneira no desenvolvimento de suas funções. “Ninguém será maltratado nas secretarias e o diálogo será constante”, enfatizou o novo gestor.

Segundo Marão, Ilhéus precisa se desenvolver respeitando os seus recursos naturais. Disse que a sustentabilidade vai ser uma marca do governo, destacando que os termos da carta-compromisso com a plataforma Cidades Sustentáveis serão respeitados. Também garantiu que se esforçará ao máximo para que a cidade inicie uma nova era, com “tempos de alegria”, expressão presente nas primeiras peças publicitárias da gestão.

O vice-prefeito José Nazal (Rede Sustentabilidade) fez um discurso com forte emoção. Disse que a cerimônia de posse foi o momento mais importante da sua vida, tanto dos 61 anos vividos como do resto dos seus dias. Garantiu que vai dar tudo de si para que Mário Alexandre seja o melhor prefeito dessa terra e que não tem dúvidas de que os que mais precisam serão prioridade no governo.

Participaram da posse os deputados federais Bebeto Galvão (PSB-BA) e Paulo Magalhães (PSD-BA), a deputada estadual Ângela Sousa (PSD) e o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM), entre outras autoridades.

Sem representante na Câmara Federal, Itabuna segue à deriva

Domingos Matos, 21/10/2016 | 14:40
Editado em 21/10/2016 | 14:45

(Do Políticos do Sul da Bahia)

Os últimos dias foram de intensa movimentação em Brasília. Prefeitos eleitos ou reeleitos colaram em seus deputados federais, com um único objetivo: incluir emendas ao Orçamento da União e obter recursos para tocar obras e projetos em 2017.

O ilheense Marão, por exemplo, conseguiu viabilizar emendas com vários deputados, como uma de R$ 3 milhões com Paulo Magalhães e outra com Bebeto, de quem foi adversário nas últimas eleições.

Já Itabuna, que ainda não sabe nem quem será o prefeito no ano que vem (e o atual já entregou os pontos), não tinha ninguém pra pedir por ela. Ficou, literalmente, sem pai nem mãe, graças à indefinição política produzida pelas últimas eleições.

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P.S.: Na última eleição, em 2014, Itabuna perdeu o mandato de Geraldo Simões (PT), e não conseguiu emplacar outro. O candidato local mais próximo de assumir uma cadeira na Câmara foi Davidson Magalhães (PCdoB); ele é o primeiro-suplente que, embora assuma esporadicamente, não consegue "se firmar" e desenvolver uma linha de trabalho.

Em Ilhéus, o placar foi zerado

Domingos Matos, 06/07/2016 | 17:24

A desistência do prefeito Jabes Ribeiro, de concorrer à reeleição em Ilhéus, zera o jogo eleitoral naquele município.

Cacá Colchões não é Jabes Ribeiro.

Em tese, Bebeto (PSB) e Carmelita (PT), teriam um maior campo para crescer e, lógico, mais chances de vitórias.

Sem falar que, a partir da nova situação de Salvador (aliança PT com PSB), não se duvide de uma parceria semelhante também na Terra da Gabriela.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

(Na imagem, o momento em Jabes fez o anúncio da desistência, em entrevista coletiva, na manhã de hoje)

Parlamentares baianos reagem a rebaixamento da Ceplac

Domingos Matos, 06/04/2016 | 15:54

Os parlamentares baianos estão revoltados com o tratamento dado à Ceplac pelo governo federal. O decreto do Ministério da Agricultura rebaixando o nível institucional do órgão foi motivo de diversas manifestações indignadas, especialmente porque a publicação não foi discutida com a comissão que acompanhava o problema, pegando de surpresa não apenas os parlamentares, mas a população e os servidores da instituição.

Com a nova classificação, a Ceplac deixa de ser um órgão de administração direta e se torna um departamento vinculado a uma das secretarias do ministério. “Fomos traídos. A ministra Kátia Abreu assumiu o compromisso conosco de não tomar qualquer iniciativa sobre a reforma administrativa na Ceplac sem antes dialogar com a bancada baiana no Congresso e com as regiões produtoras de cacau”, afirma o deputado federal Roberto Britto (PP).

Para ele, a Ceplac precisa ser revitalizada e não esvaziada. “É uma decisão que vai na contramão de todo o esforço que estamos fazendo para dar suporte ao governo em momento tão delicado. Isto é inaceitável”, protestou Britto.

Com o decreto a Ceplac perde a competência de execução da atividade de Assistência Técnica e Extensão Rural que passa à alçada do Departamento de Mobilidade e Integração Social e das Superintendências Federais de Agricultura, deixando de atender à agricultura familiar. A atuação do órgão ficará limitada à Cacauicultura e aos Sistemas Agroflorestais a ele associados.

Mobilização

Os parlamentares já fazem mobilização junto ao governo para tentar reverter o decreto. Além de Britto, os deputados federais Davidson Magalhães (PCdoB) e Bebeto Galvão (PSB). Além dos parlamentares, o governador Rui Costa também divulgou que não aprova a forma como a mudança foi imposta, e que vai tentar junto ao governo fazer gestão visando a revogação do decreto. O mesmo pleito também é defendido pela bancada baiana no Congresso.

Ilhéus já conta com bafômetros neste verão

Domingos Matos, 28/12/2011 | 19:27
Editado em 28/12/2011 | 19:28

Alguns condutores de veículos que têm o hábito de beber e dirigir devem ficar atentos porque a Secretaria de Transporte e Trânsito de Ilhéus decidiu utilizar bafômetros em blitzen com o apoio da Polícia Militar.

Agentes de trânsito informam que os motoristas devem ficar atentos porque quem for pego dirigindo alcoolizado está sujeito a multas, suspensão do direito de dirigir e detenção de seis meses a três anos.

A informação foi dada ao radialista Erivaldo Vila Nova, no programa “O Tabuleiro”, da Rádio Conquista FM.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 18/12/2011 | 15:49
Editado em 18/12/2011 | 16:59

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Não publicamos...

Enquanto O Globo (Jornal Nacional da platinada nem sonhar!) não dá uma mísera linha sobre as denúncias trazidas a lume em “A Privataria Tucana”, de Amaury Jr (ex-jornalista da casa), mantém a linha de tiro e fogo cerrados sobre o Ministro Fernando Pimentel. Nesse particular, cumpre sua função.

 ...Não aconteceu

Na relação estabelecida, dentro da filosofia que alimenta o PiG, o que publicamos sobre o ministro Pimentel aconteceu, porque publicamos! Já o livro de Amaury Jr não aconteceu, porque não publicamos!

Arte e cotidiano

Charge é arte singular. Oportuna observação do cotidiano, na lição que o tema pede ou exige. Como essa sobre Ronaldo Nazário “comungando” com Ricardo Teixeira. Entre dois, um será mais “escândalo”.

Que o chargista Alpino lucidamente definiu.

fenomeno

O Brasil lendo

privatariaOs 15 mil exemplares da primeira edição se esgotaram em menos de 48 horas. Outros 30 mil editados em razão de compra antecipada. A Geração Editorial, a mesma que publicou “Honoráveis Bandidos”, de Palmério Dórea, foi atropelada pela divulgação através de blogs e, principalmente, pelo impacto da capa de CartaCapital, da sexta 9.

Mais que a reiteração de denúncias de lavagem de dinheiro, que andavam sob o tapete, muitas nascidas na CPI do Banestado, “A Privataria Tucana” tem o mérito de apresentar documentos inéditos que podem servir de munição (temos cá nossas dúvidas, porque o MP dispensou oportunidades) para ações do Ministério Público contra parcela considerável do alto tucanato. O que inclui o seu grande financiador: Daniel Dantas.

Silêncio ensurdecedor

Até quando redigíamos estes rodapés, apesar de acompanhar com particular interesse o que sobre o livro era dito ou divulgado, nada vimos ou ouvimos. À exceção do comentário de Bob Fernandes (abaixo), já na segunda 12, na TV Gazeta (mas Bob faz parte daquele jornalismo “inconveniente”) e veiculação na Record, que não integra a clássica grande mídia, aquela denominada por Paulo Henrique Amorim de PiG (Partido da imprensa Golpista) – o nome imprensa com letra minúscula mesmo.

Silêncio ensurdecedor... e esclarecedor!

Presente de Natal

Inegavelmente, se entendermos como presente de Natal o que seja de melhor para cada um, o livro “A Privataria Tucana” foi o que de melhor aconteceu para o Brasil neste instante.

Até para acabar com aquela ideia preconceituosa de que corrupção é coisa do PT. Essa doença (a corrupção) que adquiriu, aqui e no mundo, a dimensão de endemia.

Falam os interessados I

Para José Serra, indagado sobre as denúncias trazidas no “A Privataria Tucana”, o livro é “lixo”, palavra que repetiu outras quatro vezes.

Cabe-nos interpretar se “lixo” é mesmo o livro ou os fatos que o livro denuncia.

Falam os interessados II

Fenômeno de venda, talvez a mais completa investigação jornalística do milênio sobre caminhos escusos, ou mesmo submundo da política brasileira recente, dá nomes e mapeia a bandalheira. O muro de silêncio que cerca “A Privataria Tucana” na grande mídia alcança uma especial classe de políticos. Para tucanos: José Serra afirmou-o “lixo”, Aécio Neves, “literatura menor” e Álvaro Dias, “café requentado”.

No que diz respeito a declarações sobre o livro de Amaury Jr o PT e o PSDB estão num mesmo barco: nenhum de seus políticos, quando procurados para falar sobre as denúncias, ousaram manifestar-se. Aquela esfarrapada declaração de que “ainda não li” não convence.

A turma do PT pelo menos poderia dizer que as denúncias são graves etc.

Nem tudo está perdido

A iniciativa do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) de reunir assinaturas (já em número suficiente) para instalação de uma CPI para apurar as denúncias de Amaury Jr, no que concerne às privatizações tucanas no período de FHC, encontrou apoio dos deputados Nelson Marchezan Junior (RS), Antônio Imbassahy (BA) e Fernando Francischini (PR).

Todos do PSDB.

E por falar em corrupção

Já do conhecimento de todos – do reino mineral a mais pudica das clarissas – o caixa 2 montado no Centro de Cultura Adonias Filho para atender interesses bastantes particulares do diretor Aldo Bastos.

Como são pagas as utilizações daquele espaço cultural – que anda caindo aos pedaços, literalmente – o Sr. Diretor do CCAF, que não aprendeu ainda a fazer um ofício (que o diga Antônio Naud Junior), remete aos superiores apenas o que quer. Documentação em duplicidade: uma sobe, outra desce ao bolso do dirigente.

O fato já chegou ao conhecimento de seus superiores. O estranho apenas é o que ainda segura Aldo à frente do CCAF.

No fundo, mancha a imagem do Governo Jaques Wagner. Porque não existe corrupção pela metade ou inteira. Ou há ou não há. Como no caso do CCAF existe, esta corrupção é do Governo Jaques Wagner.

Natal difícil

Sem querer, o freguês flagrou o proprietário de um restaurante de Itabuna ligando, desesperado, para tentar receber 2,5 reais de uma instituição municipal. O fornecimento de alimentação, acumulado durante meses, pende da vontade de um(a) funcionário(a).

Tudo despesas de almoço, bebidas e refrigerantes consumidos por funcionários da instituição com poder de gestão. Alguns fazendo política.

A pendenga rola desde abril deste ano.

Quem não reza aos pés do(a) caboco(a)

A mesma instituição deu de atrasar o pagamento de funcionários se estes não estão no rol dos afinados com o(a) dirigente. Se não ameaçar botar a boca no trombone o pessoal não recebe.

O problema não é escassez de dinheiro, visto que não faltam recursos para singulares atividades, mas de não integrar a lista de privilegiados.

Pode ser que os que fizeram pendura no restaurante estejam fora da lista.

Fuzuê

O Delegado Federal que comandou as diligências para levantamento de provas para a apuração do escândalo dos empréstimos consignados não deu nome aos bois.

No entanto, mais esclarecedora a entrevista dada por Kléber Ferreira a Tom Ribeiro, ao vivo, por telefone, durante o programa Alerta Total da terça 13. O ex-diretor da Câmara citou nomes de vereadores – entre “seis ou sete” – e de assessores outros que podem estar envolvidos na fraude.

Para Kléber, seriam todos responsáveis.

Esperemos as apurações. E punições.

Ruy tinha razão

O atual presidente da Câmara Municipal de Itabuna Ruy Machado, afirmara a blogs locais que alguém passaria o Natal na cadeia. Confirma-o o delegado Fábio Marques de que pediu a prisão preventiva dos responsáveis, e que foi negada pelo Judiciário.

O interessante não é o fato de Ruy Machado haver adivinhado a operação. Mas, estar informado de tudo. É que em apuração de tal magnitude, que comumente corre em segredo de Justiça, só há duas fontes: a própria Polícia Federal ou a Justiça Federal.

Compete a Ruy Machado informar a sua fonte.

Onde localizar algumas

Informação do Pimenta, sexta 16, dá conta da criação de uma força-tarefa pela Polícia baiana para investigar furto de imagens sacras.

O trabalho policial poderia ser iniciado por visita a uma certa mansão na Graça, em Salvador.

É o que dizem as ladeiras, igrejas e casarões da Bahia histórica.

Pensando errado I

Nem sempre a Academia é o centro de excelência de idéias. Será assertiva caso a opinião do economista uesquiano Elton Silva Oliveira seja verdadeira como posta em matéria publicada no Políticos do Sul da Bahia: o espaço localizado próximo ao Hospital de Base é o ideal para a instalação do campus da UFESBA.

Como a matéria não está ilustrada com uma planta ou mapa, temos que fica difícil entender o que seja “região do Hospital de Base”, visto que o raciocínio imediato é de que o seja no entorno do HBLEM.

Pensando errado II

Considerando que espaços, expansão, concentração e mobilidade urbana são temas mais afetos a urbanistas, até que demonstrada tecnicamente a idéia do uesquiano Elton Silva Oliveira, mais está para informação de economista em seara alheia.

Um “cluster” sinalizado pelo professor ocorrerá no entorno de qualquer espaço onde se localize a UFESBA. Essa a circunstância determinante, não a localização defendida.

Reiterando I

Temos reiterado neste espaço a necessidade de ampla discussão para definir o local a ser doado pelo município de Itabuna, chamando a atenção para os aspectos técnicos que precisam estar presentes.

Não custa repetir o que dissemos na edição passada:

“Todos sabemos que se encontra em andamento a duplicação da BR-101. Nenhum de nós será ingênuo para imaginar que o trajeto da rodovia respeite o traçado original, nos limites itabunenses.

Lógico que contornará o perímetro urbano de Itabuna. Para tanto respeitará não só a zona urbana propriamente dita como a zona de expansão urbana, aquela aprovada por lei municipal visando a oferta de áreas para construções que avançarão para além dos atuais limites da cidade.

Também é crível que não chegaria ao absurdo de contornar o perímetro itabunense fazendo-o pela margem esquerda da rodovia, no sentido Norte-Sul.

Assim, não tenhamos dúvida de que a duplicação da BR-101, nos limites de Itabuna, ocorrerá um pouco além de Ferradas, surgindo um novo cruzamento e viaduto sobre a BR-415, no trajeto que se estenderá até o reencontro com o traçado original, para além do posto da Polícia Rodoviária Federal”.

As margens deste ponto de encontro, para nós, é o local ideal para o campus da UFESBA.

Reiterando II

E dizíamos na oportunidade, considerando este particular aspecto de onde se fará a futura malha viária, de pista, aneis e semianeis no entorno de Itabuna:

“Estes poucos detalhes e mais aqueles necessários à compreensão do traçado da rodovia, aliado ao projeto viário que exige o complexo intermodal para desafogar os perímetros urbanos de Itabuna e Ilhéus, podem ser trazidos a lume pelo engenheiro Saulo Pontes, ex-diretor do DNITT na Bahia e atual diretor do DERBA.

Por sinal, a única pessoa que temos como suficientemente informada sobre o assunto”. 

Se esses aspectos devem nortear a escolha, a ideia divulgada pelo professor da UESC está fora de propósito.

Dando nomes

O jornal A Região, na edição deste fim de semana, começou a dar nome aos processados na Justiça Federal por desvios de dinheiro público.

Aguardaremos as próximas edições. Com os nomes de “ex-diretores” do HBLEM, “ex-secretários municipais” e “ex-diretores de fundações” itabunenses. Sem esquecer dos “empresários”.

Afinal, daqueles “25 nomes de Itabuna e Ilhéus” citados, apenas Fernando Gomes, Jabes Ribeiro e Newton Lima.

Um e outro

Mineiro de Carmo, o multi-instrumentista Egberto Gismonti transita por todos os ramos da música brasileira, eruditizando-a com pesquisas, composições e arranjos. Vimo-lo, há mais de 30 anos, no Castro Alves, ao lado de Zeca Assumpção (contrabaixo) e Naná Vasconcelos (bateria e percussão), mesclando os composições de “Carmo” e de “Dança das Cabeças” num espetáculo inesquecível.

Aqui, um daqueles momentos: “Maracatu”.

Cantinho do ABC da Noite

CabocoTempo houve em que Cabôco Alencar despojava-se do alter ego e desandava na boemia itabunense como o Alencar Pereira. Durante vinte/trinta dias, deixava ao léu a clientela fiel, tornado cliente de outras freguesias.

Por conta deste tempo em que optava de vez em quando entre o comerciante e o freguês (abandonando a freguesia do ABC), certo cliente, dialetizando em torno da distinção entre a aguardente de mel cabaú e a fermentada em cocho de milho, provocou-o:

– Você não pode mais saber disso, Cabôco, não bebe mais! – insinuou.

Resposta alencarina, de bate-pronto:

– Quanto a isso fique claro, Cabôco, que atendi ao abaixo-assinado dos fregueses!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Adilson José vai para o bairro Califórnia

Domingos Matos, 28/09/2011 | 17:58
Editado em 28/09/2011 | 18:03

adilsonLiderança no bairro São Pedro, o ex-vereador Adilson José vai fazer política no Califórnia. O homem será o gestor do posto de Saúde Alberto Teixeira Barreto, um dos maiores da cidade e um dos mais complicados em termos de atendimento à população.

Reclamação ali é o que não falta, e os problemas vão desde as filas madrugadas a fora até a roubo de equipamentos, como ocorreu semanas atrás, quando dali surrupiaram um bebedouro.

Mas, a indicação de Adilson para o cargo nada tem a ver com os superpoderes adminstrativos do ex-edil. Na verdade, o prefeito Azevedo busca apoio político e cada ação, de agora em diante, visa outubro de 2012.

Adilson josé, por sua vez, busca...

Bem, todos sabem o que um ex-vereador busca num cargo tão pouco expre$$ivo como esse.

As informações são blog Agora na rede

Polícia investiga noitada de 'pfem' que acabou em agressão

Domingos Matos, 21/07/2011 | 11:50
Editado em 21/07/2011 | 12:06

A polícia civil está ouvindo testemunhas nesse momento na investigação de mais um incidente envolvendo a militar Elenilza Madeira Ferreira. Ela é a mesma que há um ano esteve envolvida - e acabou presa - num caso de injúria racial contra um agente funerário, conhecido por Paulo Preto, após uma bebedeira no bairro de Fátima. Dessa vez a bronca também envolve bebedeira e também aconteceu pelas bandas do Fátima.

Até agora foi apurado que a 'pefem' teria tentado coagir uma dona de casa, que reclamou de um suposto atentado ao pudor em sua residência. Traduzindo: a militar teria proposto esquentar a festinha que rolava no local com um streep-tease, o que teria sido rechaçado pela mulher, que seria a vítima.

A partir daí, teriam ocorrido as agressões que resultaram na queixa contra a policial, que está sendo apurada no Plantão da Civil. O caso também deve ser investigado pela própria polícia militar.

A vida tem dessas coisas...

Domingos Matos, 21/07/2011 | 08:57
Editado em 21/07/2011 | 09:32

manu

Manuela Berbert

Eu não sei de quem herdei o vício da observação do cotidiano e do comportamento humano, mas consigo citar homens e mulheres com quem aprendi a exercitá-lo. Cleomar Brandi, jornalista baiano radicado em Aracaju, foi um deles. Sincero, bem humorado e inteligentíssimo, ajudou a formar, na prática, quase todos os profissionais de jornalismo daquelas bandas. Participou da equipe que fundou a única emissora pública do Estado, a TV Aperipê, onde ainda atuava, e de lá para cá passou por diversos veículos de comunicação de Sergipe.

Recém formada e cheia de sonhos, conheci Cleomar. Voando sobre a sua cadeira de rodas, adquirida aos 22 anos quando amputou as pernas por conta de uma paralisia infantil, o único sentimento que eu jamais ousei sentir foi pena. Impossível, diante de um homem independente que, à beira da piscina de uma casa belíssima, me falou da sua história de superação e amor à vida, e da realidade do mercado de trabalho na comunicação. “No final das contas, tudo é politicagem e malandragem. A gente bate num dia e apóia no outro. Infelizmente, a vida tem dessas coisas...”

Conversamos sobre Itabuna, Ilhéus e Ipiaú, sua terra natal.  Num único e longo dia, fui apresentada por ele a autores até então desconhecidos, a blues até então desconhecidos, a histórias com finais belíssimos, frutos das suas observações e/ou devaneios e, por telefone, a nomes famosos do jornalismo e da política sergipana. “A política baiana se expandiu muito, jovem, o que nem sempre é bom. Abriu brecha para qualquer um. Como numa grande família, nem todos os filhos são éticos e têm compromisso. É que os pais não conseguem dar a mesma criação a todos.”

Cleomar foi sepultado segunda-feira, em Aracaju. Iniciou sua carta de despedida com palavras que diziam assim: “um dia, uma noite, um boêmio sempre pede a saideira, e os garçons nunca gostam dessa história. Dessa vez, chegou minha hora, meu último gole. Eu, pessoalmente, não diria que estou indo contrariado. Afinal de contas, soube beber com sede de aprendiz o melhor que havia na taça que a vida me ofertou. Uma taça lavrada, rescendendo a conhaque.” No final, convidou os amigos para a última saideira no seu bar preferido e foi prontamente atendido, inclusive pelo Governador do Estado, Marcelo Déda. A conta já estava paga.

Manuela Berbert é jornalista e colunista da Revista Contudo

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 10/07/2011 | 19:32
Editado em 10/07/2011 | 22:29

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Região Metropolitana I

Inicia-se o aprofundamento da discussão em torno da criação da Região Metropolitana de Ilhéus e Itabuna. Fórum realizado nesta sexta 8, no auditório da FTC, abriu a temporada de debates, com o condão de conscientizar lideranças em todos os níveis para a importância que representa nossa RM, pensada para envolver 27 municípios.

Ao final do evento foi lida a “CARTA DE ITABUNA”, dirigida ao Governador Jaques Wagner, para que viabilize os estudos técnicos para a proposta de lei complementar a ser encaminhada à Assembleia Legislativa.

Cumpre registrar que há em mãos de Sua Excelência uma indicação do Deputado Coronel Santana sugerindo a criação da Região Metropolitana de Ilhéus e Itabuna, ali denominada “do Cacau”.

Região Metropolitana II

O fórum foi em muito enriquecido com as análises técnicas dos geógrafos Maria Adélia Aparecida de Souza (USP) e Aldo Aloísio Dantas (UFRN). A preleção da Professora Maria Adélia realçou a dimensão que o peso político assume – fundamental ao processo de criação e instalação de uma RM – não só quanto à iniciativa como a própria concepção e manutenção de um projeto de tal envergadura.

Desta forma, seu sucesso ou fracasso decorrerá da formulação das políticas públicas concebidas para serem desenvolvidas no curso da existência da RM.

Registra a Professora Maria Adélia que a criação de Regiões Metropolitanas no Brasil gerou típicas monstruosidades, em muito amparadas em concepções ultrapassadas, razão por que espera que a de Ilhéus e Itabuna seja um modelo para o País.

E alerta: não deve repetir os erros do passado.

Ausências

Alguns deputados, prefeitos e vereadores não compareceram, tampouco justificaram a ausência. Também a sociedade civil organizada não se fez presente, o que demonstra existir ainda um certo desconhecimento em torno do tema, o que será superado com iniciativa com a ocorrida.

Roberto Brito – ainda que para compor a mesa, até que desfeita – foi o único deputado federal. Coronel Santana e Augusto Castro, os únicos estaduais. Capitão Azevedo e Cláudio Dourado, os únicos prefeitos, salientando-se que Ilhéus se fez representar na pessoa de José Nazal, chefe de gabinete do Prefeito Newton Lima (que propôs a continuidade do debate, com a realização de evento semelhante em Ilhéus). Wenceslau, o único vereador de Itabuna. Se alcançarmos pré-candidatos a prefeito de Itabuna, apenas o próprio Wenceslau e Leninha.

Não temos justificativas para as ausências de Geraldo Simões, Josias Gomes, Rosemberg Pinto, Félix Jr. etc. e a citação dos ausentes e dos presentes tem o condão de registrar os fatos.

Para não esquecer.

Muito a caminhar

Inegavelmente o grande obstáculo em projeto de tal magnitude reside na ausência de compreensão não só do que representa uma Região Metropolitana, como de nos despojarmos de vícios da política regional, muito mais voltada para um certo “egoísmo” que para o cooperativismo que a realidade desta “sociedade municipalista” carece.

A declaração atribuída a Gerson Marques, publicada no Pimenta de sexta 8 dá a tônica do quanto pode estar atrasada a consciência regional, ao se enveredar pelo “eu, tudo por mim”. O ilustre ilheense deixa de lado a importância da Região Metropolitana sob o argumento de que a iniciativa da indicação coube ao Coronel Santana.

E certamente o autor da bobagem não está só. Lá e aqui.

Arre!

Só faltou o necrológio

Tamanha a visibilidade de FHC na mídia televisiva em decorrência da morte de Itamar Franco que não estranharíamos a publicação de um necrológio de Itamar com fotografia de FHC.

Maquiavelismo I

Pode haver uma dose de maquiavelismo nas “estranhas” apologias petistas ao ex-presidente Fernando Henrique no curso do seu aniversário de 80 anos. Não seria exagero nelas vermos um movimento para amarrar o PSDB ao discurso que lhe assegurou três derrotas seguidas em campanhas presidenciais.

Tudo por que, no imediato, não ficaria bem para o tucanato “bater” ideologicamente no partido onde próceres elogiam o “cérebro” da administração tucana.

Ficando acuados em seu discurso, que não repercute no eleitorado a ponto de assegurar uma vitória, mais prevalece a práxis petista no imaginário da população.

Maquiavelismo II

Ou seja, o PT – e o governo na esteira – ganha ao manter o PSDB imobilizado na redoma ao culto de um passado impopular ao tempo em que acua de certa forma a oposição que se faria. E quando o próprio FHC afirmou recentemente que o partido precisa repensar o seu discurso e retomar a direção em relação aos destinatários é “convocado” a ficar onde sempre esteve.

Restaria ao PSDB continuar a dizer que os governos do PT são continuação do de FHC. E perdendo eleições.

Leitura

Ainda que mantendo o Ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, a ação da Presidente Dilma Rousseff foi precisa ao defenestrar a cúpula do segundo escalão envolvida em denúncias. O Ministro que se cuidasse. Foi-lhe dado o benefício da dúvida. Que não se sustentou diante da denúncia do milagroso progresso patrimonial do filho.

Outrossim, outro recado estava dado: o PR não é tão grande e muitos de seus deputados e senadores não são Pagot, Luiz Tito, Mauro Barbosa, “Juquinha” da Valec e companhia.

Se gritar na região...

O singular desenvolvimento patrimonial de um filho de político escancara uma nova forma de “laranja”: o família. Quando o povo observar o avanço de certos “herdeiros” que nunca trabalharam na vida e não tiveram herança, descobrirá que apenas se tratava desta nova classe social: o filho de político que está no poder.

De empreiteiras a restaurantes passando por consultorias. Apenas varia – o que difere uns dos outros – a dimensão da variação patrimonial, que em alguns casos chega a 86.000%, como no caso do filho de Alfredo Nascimento.

No momento não recomendaríamos, para evitar decepções com alguns políticos locais, que lhes fosse olhada a evolução patrimonial da prole.

Tratativas inimagináveis

raimundoA última aliança imaginada por um itabunense seria a formada por Geraldo Simões e Fernando Gomes. E não é que a dita cuja foi anunciada, em estado adiantado de configuração! Se o “embaixador” Raimundo Vieira (foto) intermedia é certeza de que a pretensão caminha a passos largos.

Já escrevêramos que os contatos de GS com a cúpula do PMDB em Brasília, tendo por interlocutor o deputado Lúcio Vieira Lima, visando uma aliança com o PMDB local, dependeriam da última palavra de FG.

Se isso está ocorrendo está muito mais fácil de acontecer o inimaginável: a dobradinha GS-FG no mesmo palanque.

Os interesses

Viabilizada a aliança tudo fica claro. E mais que isso, a convergência dos interesses. Assim, a composição do futuro governo reunirá de Eduardo Barcelos a Maria Alice, de Marcão a Jorge Vasconcelos e Fernando finalmente verá equipamentos públicos em profusão instalados no Loteamento Nossa Senhora das Graças, abrindo espaço para um novo canteiro de obras.

E para não esquecer da chapa: cabeça com o PT, a vice com Fernando. Que poderia aproveitar a onda feminina.

Veremos os seguidores que se estapeavam em defesa de FG e GS abraçados entre lágrimas de confraternização.

O único detalhe: ainda não perguntaram ao eleitor.

Mais um péssimo exemplo

No imbróglio da exoneração do Ministro dos Transportes uma cena digna de ópera bufa não fosse regra geral no Brasil: o cargo é do partido (PR) que luta para indicar um novo nome, preferencialmente entre seus políticos. Ainda que uma pasta que devesse exigir um técnico por excelência, a busca por um “quadro” faz o cotidiano.

Desfaçatez absoluta a mostrar quão difícil é gerir a administração pública quando parcela significativa pensa que o público é a privada... ops! O privado.

Tocando na ferida

A cada novo exame da OAB e seu orgástico índice de reprovação – considerável alimento financeiro para cursinhos preparatórios e para a própria OAB e seu negócio denominado “inscrição” (mantendo uma rede cativa, com um típico “cadastro de reserva”), uma interessante observação nos foi trazida por Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa on line, de 7 de julho, sob o título “Lições de Platão e Aristóteles”.

“Mil laços ligavam Aristóteles a Platão, a começar por este ter sido mestre daquele, apesar de divergências filosóficas e científicas. Ambos fundaram escolas de saber, a Academia, um, e o Liceu, outro. Pois nos dois centros de estudo prevalecia a máxima de que se os  alunos não conseguiam captar as lições dos professores, o erro e a culpa seriam de quem ensinava mal, não de quem deveria aprender.  Alguma coisa estava errada na arte de ensinar.
Coisa parecida parece estar acontecendo nos exames elaborados pela Ordem dos Advogados do Brasil, obrigatórios para o exercício da profissão. A cada ano que passa aumenta o índice das reprovações, chegando agora a 95%. Não seria o caso de indagar se a responsabilidade não é das questões mal formuladas ou maliciosamente apresentadas?”

Presepada I

O circo que a OAB arma em defesa de seu inconstitucional processo de avaliação de curso – nisso está se tornando o exame da Ordem, usurpando na propaganda uma competência do MEC, a teor da Lei de Diretrizes e Bases da Educação – chega ao desplante de se achar no direito de denegrir a imagem de Cursos de Direito reconhecidos e autorizados por lei.

A denúncia da Coordenadora do Curso de Direito da Unime, em Itabuna, professora Fernanda Viana, demonstra a irresponsabilidade da OAB, a serem confirmados todos os fatos (inclusive a assunção pela OAB da divulgação).

Presepada II

Afirma a coordenadora que o curso de Direito da Unime ainda está em seu oitavo semestre e o único aluno da instituição a participar do exame é ainda um “treineiro” do 7º semestre – aquele que participa de uma avaliação para adquirir experiência.

No entanto, a instituição foi jogada às traças ao ser incluída na relação das 10 baianas que não teriam conseguido aprovar um só aluno, como divulgou o Pimenta na terça 5 (Dez cursos de Direito são reprovados pela OAB na Bahia).

Dedução

Ou seja, para aumentar o “caixa” a OAB aceita inscrição indevida e atribui ao Curso uma responsabilidade que não existe. Como este caso, milhares pelo Brasil a fora.

E a OAB se jactando de “fiscal de curso”. Que pode custar uma ação de indenização por danos à imagem da instituição de ensino.

Anúncio incômodo

Em Itororó a administração municipal anuncia a substituição da rede de distribuição de água: PVC em vez de amianto.

Em elementar conclusão temos que em Itororó se bebeu água durante décadas contendo agente cancerígeno.

Melhor que não alardeasse.

Ativismo

Dissemos neste espaço (“Ativismo IV”, domingo 3) que nos parecia estar o Ministério Público assumindo uma dimensão ativista no exercício da defesa de deficientes visuais que buscam reconhecido um direito que não se encontra amparado em lei estadual (a quem compete legislar sobre transporte intermunicipal), correndo o risco de explorações várias, inclusive político-partidárias e de se transformar em “espingarda de Satanás”.

Deficientes, em Buerarema, fecharam a BR-101 e só admitiram suspender a mobilização caso a Polícia retivesse ônibus da empresa de transportes que eles entendem estar “desrespeitando” a lei.

Enquanto a empresa vai se tornando vítima da errônea interpretação da lei, a mobilização vai ocorrendo sustentada na “recomendação” do MP. A distorção se aprofundará em outras atitudes mais graves.

Aí a “espingarda de Satanás” disparará a esmo.

Chocolate baiano

Iniciativas demonstram acerto dos muitos que produzem chocolate, caminhando para tornar a Bahia uma fonte produtora agregando valor ao cacau, antes mera “plantation”.

A 3º Festa do Chocolate, em Ilhéus demonstra estarem no caminho certo.

E la nave va

Denuncia este O TROMBONE (O Perigo dos Tapumes) a derrubada de mais um prédio itabunense que deveria estar preservado. A memória registra aquele espaço como primeiro endereço do Banco do Brasil em Itabuna, nos anos 20 do século passado.

Enquanto Fellini celebrou a arte do cinema com o antológico trabalho, por aqui não conseguimos nem o surrealismo como opção artística, e nosso barco comanda a destruição da memória.

Aqui o surrealismo é.

Pérola

Lembra Alfama, se fora fado e não valsa; se Amélia Rodrigues e não Cássia Eller. Pérola do cancioneiro nacional, cantada por tantos, de Orlando Silva a Roberto Carlos, página imprescindível em qualquer serenata.

E o clipe ambientado com precisão e a voz acompanhada por violão e bandolim. Exagero apenas na apresentação, dispensável, quando melodia e versos falam por si.

Com o leitor divina “A Deusa da Minha Rua”, de Newton Teixeira e Jorge Faraj.

Billy Blanco

Uma homenagem aqui se torna imperativo: Billy Blanco, morto esta semana. E não o fazemos pelo viés de reconhecê-lo como quem contribuiu para a bossa-nova. Mas pelo clássico “Pistom em Gafieira”, de sua autoria.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoBem vindos todos são ao ABC. Há, no entanto, indignação do proprietário diante de certos lugares comuns, citados por pretensos “intelectuais de almanaque”.

Um desta estirpe bebericava e expunha erudição, sob o olhar atento do vendeiro, que reagiu à vinheta:

– O homem é produto do meio...

– ...das pernas, Cabôco – interrompeu Alencar finando o discurso do sociólogo, sapiente na “leitura” das batidas ingeridas.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Do baú do Thame

Domingos Matos, 10/07/2011 | 18:34
Editado em 10/07/2011 | 18:47

PAULO LIMA, O CORONEL DO CACAU

paulo limaDo Blog do Thame

Lençóis, 1998. Encontro Estadual de Jornalistas. Apesar do nome pomposo, o evento já conhecera tempos melhores e praticamente havia se transformado num convescote. As discussões se limitavam ao nhem nhem nhem de sempre: exigência do diploma, surgimento de novos cursos de comunicação nas faculdades e valorização profissional.
Na verdade, essa baboseira toda só valia a pena pela oportunidade de rever amigos do Extremo Sul, de Jequié, de Vitória da Conquista e Feira de Santana, tudo regado a hectolitros de cerveja.

No encontro em questão, Itabuna estava representada por Ederivaldo Benedito, Joselito Reis,José Carlos Bombinha. Juarez Vicente, Paulo Lima e este escriba.
Devidamente hospedados no Portal Lençóis, hotel com uma vista maravilhosa da Chapada Diamantina, constatamos que Paulo Lima havia viajado sem um puto no bolso. Lisinho, lisinho.
Até ai, nada demais. O hotel era por conta do Sindicato dos Jornalistas com direito a café da manhã, almoço e jantar e a bebida estava garantida pelos inúmeros regabofes oferecidos pelas autoridades locais, ávidas pra fazer média com a imprensa.

Bastava apenas evitar que Paulo Lima fizesse as chamadas “despesas extras”. Em comum acordo, foi decidido que eu avisaria a portaria do hotel que com aquele cliente nada de despesas para pagar no check-out, popularmente conhecido como fechar a conta saída do hotel. Chato, mas melhor do que ter que passar a sacolinha no final do evento.
Por volta das 19 horas, enquanto aguardava a abertura do seminário, fui ao bar do hotel, ser apresentado a uma legítima cachacinha da Chapada.

Eis que, me deparo com Paulo Lima, num impecável terno azul marinho, sentado numa das mesas com duas senhoras que, pelas roupas e pelas jóias, eram o que se pode chamar de cheias da grana. Sinal amarelo. Perigo, perigo, perigo…
Discretamente, sentei no balcão do bar, nem tão perto que incomodasse, nem tão longe que me impedisse de ouvir aquele bolodório.
Paulo Lima estava inspiradíssimo. Dizia que tinha várias fazendas de cacau no Sul da Bahia (incrível como, com a vassoura-de-bruxa devastando as roças e transformando ricaços em pobretões, alguém ainda aplicava o conto do fazendeiro de cacau!), que possuía iate em Ilhéus, apartamentos no Rio, São Paulo e Salvador. E ainda se gabava de suas viagens à Europa e aos Estados Unidos, com a freqüência com que nós, pobres mortais, vamos ao boteco da esquina.

As diletas senhoras pareciam estar adorando a conversa e eu até achava graça daquela situação. Mas a história não acabaria ali. Enquanto eu sorvia meu terceiro copo de cachaça (bem abaixo da minha média, reconheço), aconteceu. Sinal vermelho!
Quando as mulheres pediram a conta de um jantar pra lá de fornido e o garçom apresentou a fatura, Paulo Lima se antecipou e perpetrou:
-Mesa em que Paulo Lima senta, mulher não paga a conta. Deixa que eu assino essa nota…

Não sei se foi meu olhar de desespero, se foi a engasgada que eu dei com a cachaça ou se duas senhoras sabiam que a tal riqueza dos coronéis do cacau já eram lendas reduzidas aos livros de Jorge Amado.

O fato é que elas gentilmente tomaram a nota das mãos Paulo Lima, sacaram um humilhante cartão American Express e a conta foi devidamente paga. Por elas, ufa!
Resumo da ópera: o nosso prejuízo se limitou aos dois uísques que Paulo Lima bebeu enquanto representava o papel de milionário com a galhardia que lhe é peculiar.

Pensando bem, até que foi lucro.
Se as duas damas, na verdade turistas de São Paulo em tour pela Bahia, não fossem tão distintas, era bem capaz da gente jogar o Paulo Lima lá do alto do Morro do Pai Inácio.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 22/05/2011 | 13:03
Editado em 22/05/2011 | 15:42

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Reginaldo Germano

Em entrevista ao blog Políticos do Sul da Bahia o ex-deputado acusa a Globo de perseguição e ao Bispo Rodrigues por fatos que lhe foram atribuídos.

Faltou detalhar porque insistia tanto para que as prefeituras alcançadas por recursos de suas emendas somente comprassem ambulâncias através da empresa que indicava. Ainda que custando praticamente o dobro.

Tanto que um secretário de finanças da região recusou a benesse do deputado. Admitia receber os recursos e com eles compraria duas, circunstância não aceita pelo então deputado.

Estava certo o secretário.

Ainda a retalho

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Ruy Machado, entrega relatório de auditória, ao Tribunal de Contas dos Municípios.

Segunda etapa da publicidade. Aguarda-se a(s) próxima(s).

A programada escassez de “papel e tinta”, a serviço da publicidade.

Coronel Santana I

Quando vemos a omissão da sociedade (clubes de serviço, sindicatos etc.) diante de uma realidade imediata que afetará diretamente o município de Itabuna no futuro (fixação de novos limites entre os municípios de Ilhéus e Itabuna, um imperativo de justiça territorial que se impõe e autorizada em lei estadual), nos perguntamos o que está acontecendo com nossa gente.

Quando vemos a ação concreta do deputado Coronel Santana em defesa do refazimento de limites, lutando só e sem o apoio que deveria encontrar dos itabunenses ficamos a perguntar: por quê?

Coronel Santana IIsantana

Cremos, a partir dessas observações, que Itabuna guarda mágoa no frízer e não dispõe da capacidade de dialetizar a realidade, de estabelecer uma visão crítica em relação aos fatos concretos quando necessária. E com isso são confundidos alhos com bugalhos. E às favas os interesses da cidade.

Assim, vemos: a avaliação que fazem do deputado Coronel Santana não diz respeito ao político que está defendendo com brio nossos interesses no caso da fixação de novos limites territoriais entre Ilhéus e Itabuna, mas ao militar Coronel Santana do passado.

O do passado, que receba críticas; o do presente, apoio no que diga respeito a benefícios para Itabuna.

Apática sociedade

O Divina Providência em escombros, físicos e culturais. E quer levar de roldão a centenária Igreja de Santo Antônio, na Cinquentenário, atingida pela sanha irresponsável e predadora do capitalismo regional sob passiva contemplação desta terra, ainda capital do cacau. Tudo porque não temos administração pública comprometida com sua História.

Somente alguns poucos se levantaram: Sineu, João Otávio, Eduardo Anunciação...

Outros tempos

Ainda toca a postura da então Senadora Serys Slhessarenko votando contra suas convicções para manter a fidelidade ao governo do PT que apresentava uma proposta para a Previdência que não condiria com a história de lutas do partido. Da tribuna do Senado defendia suas convicções e votava contra elas em respeito à determinação partidária ainda que as lágrimas lavassem a tribuna. Um exemplo do que representa a militância histórica do PT.

Para surpresa nos debruçamos sobre a informação de que Serys está ameaçada de expulsão do partido, por recomendação da Comissão de Ética do PT de Mato Grosso, em razão de disputa interna com o ex-deputado federal Carlos Abicalil, que com ela disputou a indicação para disputa senatorial em 2010 (ambos perderam: ela, para deputada; ele, para o senado). Detalhes em www.advivo.com.br  (Expulsão da ex-senadora do PT), de quarta 18.

Que tempos!

No outro lado, uma denúncia contra Palloci encontra respaldo do partido, ainda que haja cheiro de “prevaricação”, como sinaliza Maierovitch no www.conversaafiada.com.br. A velha máxima de que a mulher de César tem de parecer honesta se perde no caudal de uma evolução patrimonial quando mínimo estranha.

Talvez fosse melhor para o PT e sua história expulsar corruptos – depois da apuração dos fatos – ou deixar de recebê-los de braços abertos. E manter as pessoas de bem em seus quadros.

Tristes tempos!

Não é bem o que se vê. Na Bahia ações políticas do Governo mais se aproximam das criticadas ações do carlismo. Aliás, o PT baiano, pelo caminhar da carruagem está mais para “eu sou você de ontem”. Luta com denodo para ocupar todos os espaços deixados pelo carlismo-soutismo-borgismo: não paga dias trabalhados de professores em greve e se ausenta do diálogo que sempre defendeu quando na oposição, sem falar na truculenta e reacionária determinação de que somente conversa com o retorno dos grevistas à sala de aula.

De forma competente, reconheça-se, se apropriou do chicote que condenou em outros tempos.

Obscurantismo

Para presidir a celeuma sobre o livro da Professora Heloisa Ramos – adotado pelo MEC – onde a autora mais demonstra a existência da dicotomia norma culta e norma inculta para, através da fala comum ensinar a culta, só falta buscar Torquemada. Tudo por causa do livro 6, capítulo 1, intitulado Escrever é diferente de falar, em “Por uma Vida Melhor”.

Outro aspecto – ao que parece não levado em conta na “malhação” – diz respeito aos destinatários da obra: alunos do EJA, ou seja, adultos em aprendizagem, não para crianças em alfabetização, como a “malhação” quer fazer crer. Sob esse prisma pode-se perceber a intenção da obra em ilustrar com a norma popular para que o aluno compreenda a norma culta.

Não podemos imaginar que uma realidade palpável seja afastada da discussão: o povo tem seu jeito de falar, inserido no imaginário desde tempos imemoriais.

Cremos que falta a muita gente ler ou retomar as leituras de Câmara Cascudo. Ou ouvir Elomar em “O Pedido”, antes de lançado à fogueira..

Inocente útil

No circo armado até uma procuradora da República, Janice Ascari, emite opinião a partir dos textos jornalísticos(?) e não da leitura da obra, alimentando aquela “toda unanimidade é burra” nelsonrodrigueana.

Disponibilizamos o texto atacado e o leitor verá que a campanha é sórdida (AQUI).

Dividendos indecorosos

Certamente há exploração política, visando atacar o governo. Para tanto ensaia-se um gesto de retorno à Inquisição: a queima de livros. Uma coisa assim, nestes tempos, como François Truffaut enxergou para o futuro que devemos evitar ao nos oferecer “Fahrenheit 451” (1966).

Hora de assistir.

A propósito do artigo de Adervan

Em aula ministrada para uma turma de Sociologia em colégio do Estado o professor discorria sobre objetos conceituais de classes sociais, partindo, no primeiro instante, da premissa marxista: a dominante e a dominada. Sob esse prisma provocou o alunado sobre como via em seu entorno o que seria classe dominante.

A resposta incontinenti de um aluno deixou-o aturdido: o traficante.

Uma realidade que o Estado da Bahia e seus prepostos não querem enxergar, apesar de vê-la.

Cavalo de batalha

A considerar o quanto noticiado em torno do assunto não vemos nada de excessivo no texto de José Adervan, reproduzido neste O TROMBONE de quarta 18 (Censura ao jornal Agora – ridícula e inaceitável).

Contra fatos não há argumentos.

Pode haver obscurantismo.

Formação x realidade

Ainda que em nível de formação não podemos negar o patamar em que se encontram nossas escolas, se consideramos a escolaridade formal do professor. Raro aquele que não dispõe de graduação, estando a maioria no universo das especializações e pós-graduações.

Do tempo da cartilha e da tabuada longe estamos sob esse paradigma. No entanto, temerário afirmar que tal avanço tenha configurado à formação do alunado a transferência de informações que os sustentem no plano do domínio da sintaxe, da semântica e da morfologia, ainda que disponibilizados uma gama de recursos técnicos.

Tanto que nos dá uma saudade da cartilha e da tabuada!

Santa Casa

Aproximam-se as eleições para a Provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, centenária instituição que nasceu para a filantropia, em muito mudada pelas circunstâncias que o dia a dia vai registrando.

Nomes ensaiados, ou explorados, nesse instante: Carlinhos da Bavil, como indicação do atual provedor Renan Moreira, e Dr. Silvany Chaves, pelo ex-provedor Dr. Sílvio Porto.

Considerando a eterna necessidade de recursos e levando em conta que dinheiro é o combustível que move o capitalismo e a instituição em particular, o comerciante de combustíveis Carlinhos apresenta respeitável currículo.

Jornal Itabuna Cultura & Arte

Retornando a pleno vapor o eletrônico. Ampliou consideravelmente o leque de informações, envolvendo todo o cenário baiano.

Em sua 11ª edição comete uma precipitação: entrar no oba-oba que critica o livro “Por uma vida melhor”, da Professora  Heloisa Ramos. (Recomendamos à editoria ler o texto que alimenta a crítica, na íntegra, disponibilizado aqui através deste DE RODAPÉS E DE ACHADOS).

No mais, tudo bem: o cantor Fábio Souza, o VI Multiarte Firmino Rocha, Marcelo Ganem, Nilson Mendes, Antonio Naud Junior entre outros.

Quem diria?

“Domingo Espetacular” da Record cresce 100% em São Paulo nos últimos sete anos, fazendo o “Fantástico” despencar 42% no mesmo período. Detalhes em www.advivo.com.br (Domingo Espetacular derruba audiência do Fantástico) a partir de http://www.folha.uol.com.br/ilustrada/917996-fantastico-cai-42-pontos-apos-disputa-com-o-domingo-espetacular.shtml)  

Obama

O discurso de Obama sobre o Oriente Médio precisa ser lido sob vários prismas. Se for “de verdade” – como se dizia na infância – será um grande passo, inclusive que pode levá-lo à morte, política e física.

Muda

gilA grande imprensa não menciona um fato inusitado que deveria repercutir por envolver um personagem singular: o pedido de impeachment do Ministro Gilmar Mendes, subscrito pelo advogado Alberto de Oliveira Piovesan, protocolado no Senado Federal e na OAB.

Detalhes em www.advivo.com.br e www.conversaafiada.com.br

Instalada

alambiqueAinda que não afeita a pompas e circunstâncias a ALAMBIQUE (Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc.) tornou pública a sua existência ao se reunir para o batismo de seus acadêmicos no salão da ALG – Academia de Letras Garrafais, no ABC da Noite, no Beco do Fuxico, estendido ao Artigos Para Beber, no mesmo histórico logradouro.

Selo à vista

Para aproveitar a diversidade acadêmica inserida na ALAMBIQUE torna-se possível a busca por um selo literário para uma coleção, que sugerimos o seja pela Via Litterarum, através da Série Alambique.

Apertando o cinto

Entrevista concedida por Roberto de Souza ao Pimenta na Muqueca revela o fosso que vem se acentuando para o projeto do PT para 2012.

Já escrevemos em DE RODAPÉS da dificuldade que enxergamos para uma composição que fortaleça uma candidatura petista. Dizíamos que dificilmente o PR de César Borges, o PMDB de Geddel Vieira Lima, o PSDB de Jutahy se filiarão ao projeto de GS. Nem mesmo há certeza do apoio do PSB local diante da rejeição de muitos de seus integrantes a uma aliança com o PT. E nem se fale do PCdoB, que tem projeto e determinação com candidatura própria.

A dificuldade concreta de viabilizar uma candidatura de Juçara vai minguando a cada dia. Talvez seu nome ainda em evidência esteja voltado para a possibilidade de uma estadual em 2014.

As dissensões locais aprofundam o fosso.

Dia da engasga-gato

Ninguém se digna comemorar com o estardalhaço que as grandes efemérides exigem. E o dia 21 de maio, Dia da Cachaça, passa em branco.

Em termos, porque os que a admiram o comemoram diariamente.

A vingança de Itororó

Veiculada a informação de que o deputado estadual Rosemberg Pinto poderia se candidatar a prefeito de Itapetinga (Políticos do Sul da Bahia).

Como há tempo suficiente para transferência de domicílio eleitoral queremos crer que o político, nascido em Itororó, é uma resposta à tentativa de Edineu Oliveira importar um sobrinho, de Itapetinga, para candidato a prefeito em Itororó.

Debruçados sobre Pixinguinha

Zé da Velha, Silvério Pontes e Alexandre Maionese desdobram trombone de vara, trompete e flauta em textos apresentados no Teatro Carlos Gomes – Rio de Janeiro – dentro do “Projeto 7 em Ponto”.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoNeste glorioso 2011, da pródiga estação de criação de Academias em Itabuna, o Filósofo do Beco foi instado por pares da Academia de Letras Garrafais-ALG, sediada no próprio ABC da Noite, sobre a possibilidade de seu ingresso nas mais recentes iniciativas.

– Quando Cyro de Mattos parar de criar Academias de Letras aí eu entro na última – pontuou Cabôco Alencar. E concluiu:

– Afinal Cabôco, os últimos serão os primeiros!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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