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Mutirão da Santa Casa atende população do bairro Ferradas

Domingos Matos, 14/05/2019 | 18:39

O Projeto Santa Casa nos Bairros prestou atendimento aos moradores de Ferradas na manhã do último sábado (11). A ação aconteceu no grupo Escolar Ana Francisca Messias e beneficiou homens, mulheres e crianças que passaram por diversas especialidades como cardiologia, gastroenterologia, pediatria, ginecologia, clínica geral, cirurgião, neurologia e ortopedia.

Dessa vez, o ponto alto do mutirão foi a visita guiada feita pelo médico e provedor da Santa Casa de Itabuna, Eric Júnior, na casa de quatro moradores que estavam impossibilitados de comparecem ao local. Eric, junto com uma equipe multidisciplinar, realizou a consulta e prescreveu exames para cada um dos pacientes.

A comunidade também teve à disposição, serviços de aferição de pressão, fisioterapia, informações sobre nutrição, doação de órgãos e banco de leite, além de teste de audiometria e informações sobre DST AIDS. No Espaço Kids, as crianças se divertiram com as brincadeiras promovidas pela equipe de voluntários, desenharam e pintaram. 

A diretora da escola, Geovanir Lima, e a representante da associação de moradores do bairro, Arkylla Pitombo, se disseram satisfeitas com a ação realizada no bairro pela Santa Casa de Itabuna. O provedor Eric Júnior, ficou agradecido por mais um mutirão. “Mais uma vez quero agradecer a todos os envolvidos no projeto, médicos, enfermeiros e demais profissionais que foram voluntários nessa 13ª edição do Mutirão. Agradeço à diretora Geovanir Lima por ceder o espaço da escola e Arkylla por solicitar o mutirão em Ferradas”, falou. A população ficou satisfeita com o atendimento prestado por todos os nossos profissionais. 

E nada melhor do que ouvir o que a população achou sobre o mutirão: Dona Maria de Jesus gostou muito do mutirão. “Ando com muitas dores nas pernas e na coluna e consegui consulta com o ortopedista. Foi muito bom”, declarou satisfeita.

Vera Lúcia Ramos disse que foi a primeira vez que participou de um mutirão e passou por um cardiologista. “Achei maravilhoso porque no posto de saúde a gente chega e não tem quota para alguns especialistas”, disse.

Roberto Souza gostou do mutirão. “Isso é bacana, interessante, a população anda necessitada e a questão financeira impede a gente de ter um atendimento melhor. Eu vejo como uma ação positiva”, falou. 

“É a segunda vez que eu participo e fui bem atendido. Passei pelo clínico e estou satisfeito”, comentou o Sr. Nicanor.

Ao todo, foram ofertados 280 atendimentos na 13ª edição do Santa Casa nos Bairros, que tem por objetivo, levar saúde e bem-estar para quem precisa. 

O mutirão contou com o apoio da Águia Branca, Cesai, Cerpat, Dissulba e Drogarias Velanes.

 

Ceplac ganha novas forças para tirar o cacau da crise

Domingos Matos, 08/01/2019 | 19:05

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) acaba de ganhar novas forças para tirar o cacau da crise em que se encontra, há quase três décadas. No último dia 1º, o presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 870 que determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’.

Dia seguinte, quarta-feira, dia 2, o presidente publicou o decreto nº 9.667 em que ‘Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, remaneja cargos em comissão e funções de confiança, transforma cargos em comissão e funções de confiança e altera o Decreto nº 6.464, de 27 de maio de 2008, que dispõe sobre a designação e atuação de adidos agrícolas junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior’.

A Medida Provisória 870 beneficiou, diretamente, à Ceplac, quando deu, à mesma, novas funções e cargos na sua estrutura. E, por extensão, mostrou um forte propósito em fortalecer o setor, com base na pesquisa e extensão; com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira. No decreto nº 9.667, foram criados cinco novos cargos, vinculados à Diretoria, em Brasília, que vão cuidar, exclusivamente, dos projetos e parcerias.

Nova Ceplac

Representantes da instituição afirmam que a consultoria realizada no órgão, ano passado, foi definidora para esta consagradora vitória. “A Nova Ceplac” – como já está sendo denominada - foi mantida como órgão singular, porém com um viés mais voltado para a pesquisa e extensão por meio de projetos e parcerias.

“Trata-se de uma conquista significativa, que deve ser comemorada por todos os que lutaram pelo fortalecimento da Ceplac, uma instituição fundamental na retomada do crescimento no sul da Bahia”, destaca o diretor Geral, Juvenal Maynart Cunha (foto), em entrevista, por telefone, a partir de Brasília.

Juvenal Cunha disse, ainda, que a consultoria identificou as potencialidades do órgão, bem como as suas fragilidades, em um longo estudo, que já começa a apresentar os resultados. “Em relação às superintendências, apontou diversas soluções, porém não recomendou o aumento de cargos”, sintetiza.

A partir da nova legislação criada em torno da Ceplac, os produtores estão na expectativa de um novo momento para o mercado de cacau e chocolate. Especialmente quanto à chegada de projetos consistentes para resolver o problema da baixa produtividade em algumas regiões, enquanto tratam da questão das dívidas em outras frentes.

Áreas degradadas

Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de 25 bilhões de reais, gerando cerca de 180 mil empregos diretos no Brasil. Para Juvenal Cunha, “a revitalização do cacau nacional será feita usando os sistemas agroflorestais na recuperação de áreas degradadas nos biomas da Mata Atlântica e Floresta Amazônica”.

Todavia, o diretor Geral da Ceplac reconhece que existem algumas questões ambientais a serem resolvidas na Bahia como o manejo do cacau Cabruca e o endividamento dos produtores.  “Com a otimização e aprimoramento dos sistemas agroflorestais, será possível fazer o sistema Cabruca funcionar, não somente sob a perspectiva de lucratividade, mas, também, sob a perspectiva ambiental e os benefícios para a Mata Atlântica e para o mundo”, revela. (Lício Ferreira, da Tribuna da Bahia)

Dilma entrega unidades do Minha Casa na Bahia; Itabuna incluída.

Domingos Matos, 18/03/2016 | 12:18
Editado em 18/03/2016 | 12:20

Entrega de casas do Minha Casa Minha Vida em ItabunaA presidenta Dilma Rousseff entrega, nesta sexta-feira, por meio de transmissão simultânea, 5.684 unidades do Minha Casa Minha Vida em quatro estados, beneficiando mais de 22 mil pessoas nos municípios de Feira de Santana (BA), Itabuna (BA), Ananindeua (PA), Itapeva (SP), Suzano (SP), Votorantim (SP) e Teresina (PI). Os empreendimentos são destinados a famílias com renda de até R$ 1,6 mil (Faixa 1).  

No Conjunto Habitacional São José, em Itabuna, serão entregues 900 casas sobrepostas, com área privativa de 47,71m² no valor de R$ 60 mil. Foram investidos R$ 54 milhões. O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, já está no local, onde visitou  unidades acompanhado da ministra Nilma Lino Gomes, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, do secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, deputado federal Davidson Magalhães e do superintendente regional da Caixa, Marcus Vinicius Nascimento.  Neste momento acontece a solenidade. 

 

Na cerimônia de entrega, a presidenta estará pessoalmente em Feira de Santana (BA), onde entregará 1.656 unidades habitacionais de dois condomínios residenciais, que receberam investimento total de R$ 70,3 milhões. No Residencial Viver Alto do Rosário, serão entregues 840 apartamentos e 184 casas sobrepostas, com área privativa de 44,5m², avaliadas em R$ 64 mil. No Residencial Alto do Rosário, serão 92 casas, com área privativa de 36,74m², avaliadas em R$ 53 mil.

Além dessas, serão entregues no município baiano, pelo Banco do Brasil, 540 moradias do Residencial Parque dos Coqueiros, com 44,7m². Segundo o banco, no residencial também serão desenvolvidas ações para promover a inclusão financeira e apoiar à integração entre os novos moradores, tais como acesso à educação financeira e à serviços e produtos bancários.

Todas as unidades são divididas em 2 quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes. Além disso, atendendo às exigências de qualidade do MCMV, os empreendimentos são equipados com infraestrutura completa, pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem e energia elétrica.

Em Feira de Santana, já foram contratadas 38 mil unidades habitacionais pelo programa Minha Casa Minha Vida. Dessas,15 mil foram entregues, representando um investimento de R$ 750 milhões.

O Programa já beneficiou mais de 10 milhões de pessoas, com a entrega de 2,6 milhões de moradias em todo o país.

No Pará, mais de 259 mil pessoas foram beneficiadas com a entrega de mais de 64,8 mil unidades.

Na Bahia, foram entregues mais de 175,3 mil unidades, beneficiando mais de 701,2 mil pessoas.

Já no Piauí, o PMCMV beneficiou mais de 203,2 mil pessoas com a entrega de mais 50,8 mil unidades habitacionais.

No estado de São Paulo, foram entregues mais de 457,4 mil unidades, beneficiando mais de 1,8 milhão de pessoas.

Ministro da Integração é acusado de comprar terreno duas vezes

Domingos Matos, 09/01/2012 | 09:37
Editado em 09/01/2012 | 09:39

O ministro Fernando Bezerra Coelho, Integração Nacional, utilizou recursos públicos para comprar o mesmo terreno duas vezes, quando era prefeito de Petrolina (PE), segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

A primeira compra foi no final de seu primeiro mandato, em 1996, por R$ 90 mil. Na segunda, já em 2001, durante seu segundo mandato, pagou R$ 110 mil.

Nas duas vezes, o dinheiro beneficiou o mesmo empresário, José Brandão Ramos, sob a mesma justificativa: transformar a área em aterro sanitário.

O ministro admitiu, por intermédio de sua assessoria, que o terreno foi comprado duas vezes pela Prefeitura de Petrolina, mas afirmou que foi induzido a erro pela gestão do prefeito Guilherme Coelho, seu primo, que o sucedeu em 1997.

Justiça libera 70 presos de Itabuna para o indulto de natal. O retorno será dia 2

Domingos Matos, 24/12/2011 | 16:16
Editado em 24/12/2011 | 16:16

A justiça de Itabuna liberou 70 presos do conjunto penal do município para passar o dia 24 de dezembro e a virada do ano com seus familiares, por meio do beneficio da saída temporária, denominada de indulto do natal.

De acordo com a justiça, o indulto de natal vale por sete dias. Após o prazo, o preso que não retornar para o presídio no dia determinado será considerado foragido.

Os presos devem retornar para o sistema penitenciário no dia 2 de janeiro de 2012. Fazem parte do grupo 66 homens e quatro mulheres.

Os contemplados são condenados que têm bom comportamento.

Decicientes derrotam empresas do transporte coletivo na Justiça

Domingos Matos, 07/08/2011 | 11:17
Editado em 07/08/2011 | 11:40

Do Pimenta

As empresas de ônibus em Itabuna foram proibidas pela justiça de impor limite diário ao uso de passe livre por parte dos deficientes físicos. A liminar foi concedida pelo titular da 2ª Vara dos Feitos de Relação de Consumo, Cível, Comercial e Fazenda Pública, Gustavo Pequeno, em ação movida pela Defensoria Pública do Estado, OAB-Itabuna e Ministério Público Estadual.

Na decisão, o magistrado impõe multa diária de um salário mínimo às empresas São Miguel e Expresso Rio Cachoeira caso descumpram a determinação. O presidente da OAB-Itabuna, Andirlei Nascimento, disse ao Pimenta que a liminar representa o restabelecimento do direito de ir e vir e vitória das pessoas com deficiência.

A justiça também proibiu as empresas e a Associação das Empresas de Transporte Urbano de Itabuna (AETU) de “interferir na análise dos documentos de habilitação ao beneficio da gratuidade, respeitando a competência exclusiva da Secretaria de Desenvolvimento Social”. Também nesse caso, o judiciário impõe multa diária de um salário mínimo se houver descumprimento da medida.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 27/03/2011 | 13:20
Editado em 27/03/2011 | 14:17

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Dom Ceslau Stanula

Dom CeslauPerdeu a paciência o Bispo Diocesano Dom Ceslau, considerado um verdadeiro paradigma da paciência nossa de cada dia. Melhor que a espinafrada foi a excelente repercussão.

Ainda que apelando para São José, para não misturar as coisas terrenas com as Divinas.

Não será surpresa

No cantar de um passarinho a melodia financeira que poderia acalmar o A REGIÂO. Caso a vocação familiar herdada de Manuel Leal se mantenha na ordem do dia.

Difícil, para não dizer utópico, é pretender fazer jornalismo independente esperando compreensão e apoio do sistema.

BAND e o complexo intermodal

A matéria posta no Jornal da BAND de segunda 21 – com uma isenção que tem faltado ao Jornal Nacional da Globo quando trata do mesmo tema – para nós se destacou. E nos faz provocar em torno desse imensurável amor de defensores da Mata Atlântica, a ponto de pretenderem inviabilizar o complexo intermodal.

Causa espécie quando deles não se ouve uma só referência ao desastre causado pela CEPLAC nos anos 60 e 70 quando contrária ao plantio sob o sistema da cabruca. Essa forma de plantio – ainda que não seja a glorificação da preservação ambiental – em muito era superior ao processo então desenvolvido, que consistia em eliminar a mata nativa para que o cacau fosse sombreado com heritrina.

Deviam os senhores “defensores” da MA, contrários ao complexo intermodal, pelo menos dispor da grandeza de informar que o que se derrubou de mata é centenas ou milhares de vezes o que se pretende utilizar para o complexo.

Com um detalhe: enquanto a derrubada da MA para o cacau não gerou nada além da crise – assim que as burras dos 10% sobre a exportações deixaram de irrigar o complexo ceplaqueno – ferrovia, porto e aeroporto trazem a esperança de redenção para a região.

Quem diria

otto e kassabE o PSD – quem diria! – nasceu na Bahia. Anunciado PDB encontra em outra sigla sua melhor entonação e já surge com dono e cacique – o partido de Kassab. Não sabemos se mineira como aquele PSD alimentado por Getúlio, como sucessão ao coronelato agrário da República Velha aliado à burguesia urbana para contrapor-se ao trabalhismo por ele sedimentando no PTB, que formava com aquele o contexto de oposição à extrema direita conservadora e antinacional centrada na UDN, que sustentava o antigetulismo.

Mas, a destacar, a volúpia com que incensam a futura sigla, que já nasce vocacionada à adesão ao poder.

E com águias itabunenses buscando cadeiras.

Consequências

Sofrerão DEM e PSDB, principalmente, no momento sem rumo e em certa queda livre. Podendo tornar-se o grande contraponto ao PMDB na luta por “apoio” ao poder, o PSD buscará ocupar espaços, antes de alguns privilegiados.

Na Bahia, uma outra vítima: o PMDB de Gedel Vieira Lima.

Difícil de entender

Se tivéssemos que avaliar numa escala de 0 a 10 a vertente ideológica sob o prisma do radicalismo teríamos alguns petistas que aplaudiram a criação do PSD na ótica de radicais, por sua história de vida e de perseguições sofridas. Dentre eles o senador Walter Pinheiro.

O que demonstra como os tempos mudam: Kassab que fora malufista, aliado do PSDB e militante atual do PFL/DEM torna-se menina-dos-olhos da esquerda baiana.

Imaginemos como chocalham os ossos de Marighela e de Mário Alves. E tremer os vivos, como Fernando Santana.

Olha Roriz aí, minha gente!

Em singular momento de criação(?) de um novo partido político, ampliam-se notícias de que recursos do esquema Roriz beneficiou democratas (ACM Neto, Ônix Lorenzoni e o próprio Kassab), tucanos (Gustavo Fruet), pepessistas (Augusto Carvalho) e peemedebistas (Tadeu Filipelli).

Talvez aí o motivo de tanta exaltação à nova sigla. Já nasce concentrando financiamento de campanha. Daí porque muita gente de olho.

No fundo

Não tenhamos dúvida de que o PSD será abrigo de todos que não podem ficar longe do poder e que hoje estão distantes de quem detém a chave do cofre. De ruralista a comunista.

Alvíssaras para o “companheiro” Kassab  

João Manuel Afonso

Flagramos João Manuel na praça de alimentação do Jequitibá carregado de sanduíches americanos. Para quem admira o marxista, a conversão nos incomoda. Temos a certeza de que não abala as convicções do grande homem que é João Manuel, competente ex-Secretário de Finanças de Geraldo Simões no período 1993-1995.
Mas, o que não faz um avô pelos netos?

Jogo do bicho

Mais uma operação policial contra a secular contravenção idealizada pelo Barão de Drumond. Indagam os aficcionados por que agora. E os observadores, de olho no retorno das atividades.

O resto é dialetizar, aproveitando a linha desenvolvida por Hegel: tese – ação policial; antítese – retorno da atividade; síntese – ah, deixa prá lá!

Sem moral I

A visita de Barack Obama ao Brasil poderia ter se revestido de mais diplomacia política e menos de porta-voz de empresários. Não que negócios não devessem ser discutidos, mas não poderiam constituir-se na tônica da visita na dimensão que o foram.

Pedir emprego para americanos sugerindo contratações brasileiras de empresas deles para obras da Copa e das Olimpíadas mais parece agressão do que pires na mão. Afinal, a engenharia nacional é respeitada mundo afora e tem sido uma das alavancas do redescobrimento do Brasil no concerto da economia mundial, ajudando a tirar da miséria parcela significativa da população, chegada a esse extremo justamente por políticas recomendadas pelos EEUU.

Sem moral II

Teríamos reconhecido em Obama um estadista se aventasse a possibilidade de pedir desculpas pelos males causados à democracia brasileira, pelo menos na mais recente e ostensiva participação americana: o golpe de 1964.

Para não esquecer o que nos fizeram a nós e a America Latina, corremos a rever “Estado de Sítio”, de Costa Gavras.

Lição para ser sempre lembrada. Em memória dos que morreram a ainda se encontram insepultos.

Sem moral III

abuEm seu discurso em defesa da democracia para justificar mais um ataque a uma nação soberana – típica ação de xerife de faroeste trash – ainda que não defendamos regimes autoritários – como o fazem os próprios EEUUUU quando lhes interessa – poderia ter aproveitado a oportunidade e dado um belo exemplo (por sinal, promessa de campanha) e determinado o fechamento definitivo do centro de tortura de Guantánamo.

E para que não nos esqueçamos de quem são os EEUU em defesa dos direitos humanos dos outros, a retórica “humanitária” na ação de seus soldados registrada durante dedicada sessão/lição de direitos humanos em Abu Ghraib.

Repercussão I

Muitos dos que se debruçam sobre o que escrevinhamos comentaram sobre o artigo “Sinal dos Tempos Particulares” (O TROMBONE, de 20 de março), reconhecido pelas ponderações plenas de uma verdade que se impõe reconhecer. Particularmente, alguns consideraram e reafirmaram a idéia de que a derrota de Juçara em 2008 se devera ao marketing.

Sob esse prisma caberia lembrar – para inserção das lembranças na crítica sobre o passado – a atuação do marketing na reeleição de Geraldo Simões em 2004, quando a campanha de Fernando, utilizando-se da não-percepção do povo sobre o que ocorria de avanços na Saúde de Itabuna com a gestão plena e a instalação de equipamentos e sistemas de administração que levariam a uma considerável melhora no atendimento, atacou o processo em implantação e jogou no imaginário da população que melhor seria o retorno dos “carrinhos da saúde”.

Os que pensavam a campanha de Geraldo não perceberam o que ocorria e deixaram-se empolgar por difundir uma propaganda virtual, de repercussão remota, mostrando as indústrias que acorreriam à Itabuna em decorrência da implantação de um ponto de distribuição de gás em Itabuna também divisado de um helicóptero.

Repercussão II

Facilmente podia-se perceber que o imediato era emprego e saúde – o que propunha Fernando – e não o emprego num lapso de tempo em muito adiante – tanto que até hoje, sete anos depois, o parque industrial ainda não chegou.

Claro que a derrota de GS não pode ser tributada somente a isso. Temos – e disso foi ele avisado (e não escutou) a partir de dados de fonte fidedigna – que uma fraude eleitoral se implantara e consumaria a vitória de Fernando.

Sem esquecer outros erros como aquele que ficou famoso como “PT do tapetão”, dado de bandeja a FG quando GS o ultrapassava nas pesquisas, assim que se iniciara a campanha no rádio e na televisão.

Mas, se os companheiros tiverem que culpar derrota ao marketing de campanha eleitoral tanto 2008 como 2004 estão no mesmo saco.

Mas, cá para nós, depender só de marketing deixa a desejar.

Água I

Até 2025 precisaríamos investir 70 bilhões para evitar a escassez de água. O desperdício alcança pelo menos 40% da água consumida. O precioso líquido será escasso ou falto em 55% dos municípios brasileiros em 2015. Os dados do caos são da Agência Nacional de Águas.

No entanto deixamos de recorrer a ações baratas e imediatas, como a cobertura vegetal das nascentes. Por que não investir no reflorestamento das cabeceiras e dos mananciais?

Se agirmos assim, já em 2015 teríamos resultados alvissareiros.

Água II

Sob outro prisma é não aceitar a discussão pelo critério da oportunidade de negócios e de lucro. O acesso à água deve integrar o universo dos direitos naturais – como a vida e a liberdade – e não como mercadoria em balcão de escambo.

Não é à toa que sempre em evidência a privatização dos sistemas de captação e distribuição de água como saída para a crise anunciada.

Talvez aí resida a dificuldade em priorizar o reflorestamento de cabeceiras e mananciais. A crise dá dinheiro, a solução não.

“Aviso ao navegante”

A propósito da emblemática nota publicada neste O TROMBONE na segunda 21, e considerando a sede com que atores da classe política estão indo ao pote, poderíamos, sem medo de errar, pluralizar o título para AVISO AOS NAVEGANTES.

O detalhe fica por conta do tamanho do barco para conduzir tantos “marinheiros”, alguns de primeira viagem, correndo o risco de ser a última.

Sob fogo cerrado

coligaçõesAs coligações nas eleições proporcionais (deputados federais, estaduais e distritais e vereadores) estão sob fogo cerrado. A manter-se a linha de pensamento aprovada na Comissão Especial da Reforma Política do Senado no último dia 22, que elabora anteprojeto de lei para o desiderato, está com dias contados.

Tendo se tornado um instrumento de negociata política – que alimenta da eleição de quem não teve votos a horário em televisão – encontram-se sob baterias anti-aéreas de longo alcance: Roberto Requião, Itamar Franco, Humberto Costa, Aloysio Nunes e Lídice da Mata entre elas. Detalhes em http://www.senado.gov.br/noticias/

Aguardemos as reações, inclusive do PCdoB, que sempre soube muito bem usar o sistema.

Preocupações I

gs e lvAo que parece demonstrar, o deputado Geraldo Simões percebe que depende do PMDB para viabilizar sua proposta política para as eleições municipais. A tônica nestes dias é sua amizade com Lúcio Vieira Lima, que seria o interlocutor com o partido, a partir do alto, como sinaliza em entrevistas.

Até mesmo uma foto, no fundo de um plenário vazio, mais para elaborado marketing, está sendo divulgada, flagrante missa encomendada.

Como naquela fábula do gato que estava arrasando a geração dos ratos e diante de uma aplaudida sugestão – em assembleia dos que se viam em estágio de extinção – de que fosse posto um guizo no gato para alertá-los da aproximação felina, de logo enfraquecida pela experiência anciã que liquidou a proposta com um simples “quem vai por o guizo?”, não custa indagar se o “gato” do PMDB baiano concorda.

O nome do gato, até prova em contrário: Gedel Vieira Lima. Sem falar que um outro também terá que ser consultado: Fernando Gomes.

Preocupações II

Como escrevemos (Sinal dos Tempos Particulares, O TROMBONE de 20 de março) evidente que as movimentações de GS têm repercussão apenas na província itabunense, visto que não poderão afetar o projeto de poder do PT baiano.

Nesse particular não custa também verificar como andam as relações do “gato” com o Governador Jaques Wagner.

Por trás de tudo certamente as dificuldades que Geraldo enfrentará com históricos aliados.

Preocupações à deriva

A não ser que a conquista de uma das diretorias da Caixa Econômica Federal por Gedel Vieira Lima mais seja por tributo da intervenção de Wagner do que pela de Michel Temer.

Não é anedota IV

Mais uma etapa da série de nomes de novas agremiações religiosas, surgidas para o mundo só em 2010: Igreja Evangélica do Pastor Andrade, o Homem Que Vive Sem Pecados; Igreja Pentecostal do Fogo Azul; Igreja Evangélica Branca de Neve; Igreja Palma da Mão de Cristo; Igreja da Pomba Branca.

Ainda há repertório. Continua na próxima semana.  

Jessier Quirino

A fornalha nordestina não descura de ofertar ao Brasil artistas puros, essências vivas de uma cultura que alimenta a qualidade do que se realiza neste país. Aqui, uma das vertentes dessa dimensão cultural, na poesia recitada através de um dos mais ricos criadores e personagens desses tempos: Jessier Quirino e sua “O matuto no cinema”.

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Cantinho do ABC da NoiteCaboco

Instaurada a “semana inglesa”, o aluno chegou cumprimentando um e outro, ampliando prosa aqui e acolá, apertando mãos e distribuindo abraços. Distraído se volta para Cabôco:

- Já serviu a minha, Cabôco?

- Por acaso sou Mãe Dinah para adivinhar qual a bebida ou o sabor que você quer?

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

E a sorte começa a soprar na direção de Azevedo...

Domingos Matos, 09/02/2011 | 23:24
Editado em 09/02/2011 | 23:48

Parece que aquele bendito 'conjunto de fatores' que sempre parece estar contra a administração do prefeito Capitão Azevedo, começa a mudar de configuração: "de agouro constante" começa a se tornar "sorte de prefeito grapiúna". Há um fator sorte que sempre agracia os prefeitos desse chão.

Quem muito se beneficiou desses fenômenos em suas passagens pela prefeitura - e mesmo nos mandatos parlamentares - foi o deputado Geraldo Simões. Claro que a sorte acompanha quem trabalha duro. E essa parece ser a lógica que agora também se aplica à administração azevediana.

O prefeito de Itabuna ainda deve estar dando dos seus pulos de campanha - 2012 está à porta, convém treinar - com a notícia da publicação hoje, no Diário Oficial do Estado, do decreto 12.581, assinado pelo governador Jaques Wagner.

Não é um decreto qualquer. Ele declara como de utilidade pública, para fins de desapropriação, uma área de 36.842.521,05 metros quadrados, o equivalente a 3.684 hectares, com acessos e benfeitorias existentes nos municípios de Itapé, Itaju do Colônia e Jussari. Traduzindo: a tão sonhada barragem do rio Colônia começa a sair do papel.

É ou não é sorte ter no Palácio de Ondina um governador petista, que não persegue município de prefeito do DEM, mesmo já tendo conseguido a reeleição - e não tendo recebido aqui apoio político para essa vitória? Uma duplicação de avenida, cobertura de canal, agora a solução para o abastecimento de água... A sorte chegou, enfin.

Ainda sem coordenação motora satisfatória, Azevedo vai rabiscando seu nome na história administrativa do município. Sim, na "administrativa". Porque na "história política", essa assinatura é bem mais vistosa, coisa de quem estudou e treinou em 'caligrafia'.

Vencer uma eleição aqui é feito pra gente grande. Se conseguir a reeleição, será alçado à condição de político ninja. Desde que esse blogueiro se entende por eleitor - sim, somos do tempo do MDB e Arena -, isso nunca ocorreu.

Unime promete rever corte de benefícios e protesto é encerrado

Domingos Matos, 02/09/2010 | 21:51
Editado em 03/09/2010 | 00:00

Um documento redigido à mão e assinado por representantes do grupo Kroton-Pitágoras, dono da Unime-Itabuna, alcançou o mérito de finalizar o protesto dos mais de mil alunos que até próximo das 22 horas fechavam uma pista da avenida J. S. Pinheiro. A manifestação foi contra o corte nos descontos de mensalidades e de bolsas de ensino a que mais da metade dos alunos tem direito na instituição.

No documento, podia-se identificar assinaturas da diretora acadêmica Andréia Sauer, da diretora do Núcleo de Atendimento ao Aluno (NAE), Ana Lúcia, e do diretor-geral, apenas identificado pelo primeiro nome "Alfredo" - dizem que o homem é pouco sociável, e quase ninguém tem contato com o tal, daí a falta de "identificação positiva".

O fato é que com esse documento, que garante a devolução dos descontos e outros benefícios aos alunos prejudicados com a medida, o protesto foi suspenso. Mas só por hoje. Os alunos estão um tanto quanto céticos em relação à garantia da Unime de que isso vá mesmo ocorrer - e ainda que a ação não vá mais ser repetida no futuro.

Assim, a paz volta a reinar na avenida José Soares Pinheiro, mas os alunos dizem querer é prova do acordo. "Primeiro, eles devem fazer constar isso no sistema. Depois que nos dêem garantias que essa ação não se repetirá", afirma uma estudante.

Amanhã, saberemos.

Unime: estudantes vão recorrer à justiça para manter benefícios

Domingos Matos, 02/09/2010 | 21:29
Editado em 02/09/2010 | 21:46

unimeCom base em contratos assinados com a administração do Grupo Iuni - antigo mantenedor da Unime Itabuna - estudantes que se vêem prejudicados com os cortes de benefícios como descontos nas mensalidades e bolsas parciais de estudo (Instituto Educar) estão cogitando acionar a Justiça já a partir de amanhã.

"Tenho o contrato inicial e todas as confirmações semestrais, nas quais estão explícitas as cláusulas que garantem o benefício até o fim de meu curso. Não é justo que eles cortem, agora. Muitos estudantes já decidiram acionar a Justiça, falta apenas a decisão de como se dariam as ações, se coletiva ou individuais", afirma um estudante que não se identifica, temendo represálias.

Além do caminho judicial, que muitos alunos e pais manifestam interesse em seguir, a instituição de ensino já vê dezenas de estudantes decidindo não renovar as matrículas para esse segundo semestre.

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