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Bahia: Lavagem do Bonfim fortalece a indústria do turismo

Domingos Matos, 17/01/2019 | 13:02

Grande destaque do ciclo de festas que incrementam o turismo, a Lavagem do Bonfim atrai, nesta quinta-feira (17), centenas de milhares de baianos e turistas em um cortejo entre a Igreja da Conceição da Praia e a Colina Sagrada, na capital baiana. A tradição, mantida desde o século XVIII, e a fé do povo baiano fazem desta a segunda maior manifestação popular da Bahia, onde o sagrado e o profano têm espaço de sobra.

Grupos religiosos, artísticos, culturais, famílias baianas e a forte presença dos turistas asseguram a diversidade de uma festa que congrega católicos, mães e filhas de santo com a crença no Senhor do Bonfim ou Oxalá. "A singularidade faz da Lavagem do Bonfim um grande atrativo com o número de turistas ainda maior este ano", afirmou o secretário do Turismo da Bahia, José Alves, durante a caminhada.

A ocupação hoteleira em alta durante janeiro (média de 90% a 93%), a geração de empregos e o crescente movimento no Aeroporto Internacional de Salvador são reflexos positivos da temporada de verão para a economia. "Essa indústria geradora de empregos encontra-se em expansão e tem potencial para crescer na capital e demais zonas turísticas", acrescentou o secretário.     

Os números relativos à capital baiana - porta principal para o turismo baiano - são animadores. Durante o verão 2018/2019, a oferta de voos extras é 18,5% maior que na temporada anterior. Os indicadores prévios para o Carnaval tamb[em são positivos. Juntas, as companhias aéreas já solicitaram autorização para mais de 180 voos extras em março. "Diante da demanda, as companhias aéreas apostam na Bahia", disse o subsecretário do Turismo, Benedito Braga.

Durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2018, o número de pessoas que utilizou o Aeroporto de Salvador cresceu 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 2,15 milhões de passageiros. Este resultado pode ser explicado, entre outros fatores, pelo aumento no número de voos extras na alta temporada. "Vamos investir na promoção do destino, capacitação profissional e diversificação da oferta de produtos para oferecer elevado padrão de qualidade aos visitantes", finalizou o subsecretário.

 

Polícia Militar lança livro sobre o Proerd

Domingos Matos, 11/01/2019 | 13:01

A Polícia Militar da Bahia, através do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), lançou, na manhã de quinta-feira (10), no auditório do CPM/Dendezeiros, o livro 'Memórias, Histórias e Práticas Educativas: experiências e vivências do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd)'.

A publicação retrata os 15 anos de existência do programa e foi construído a partir de textos escritos por policiais militares, responsáveis pela formação de crianças, adolescentes e familiares no contexto de resistência às drogas. Ela traz uma percepção de como uma política de segurança pública, pautada nos processos educativos, pode transformar vidas.

Durante a solenidade, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão, foi agraciado com o primeiro exemplar e com a entrega simbólica das fantasias doadas ao Proerd. Os parceiros receberam, além do livro, placas e kits. Também foram homenageados os autores da obra, que eterniza os 15 anos do Proerd.

“As ações de prevenção primária vêm gerando resultados muito positivos e a PM tem também esse papel social. Hoje, o Proerd é destaque, aprendemos muito nesses anos e desejo que sejamos grandes e fortes como leões”, disse Anselmo.

Além do comandante-geral da PM, participaram da solenidade o diretor do IEP, coronel Sérgio Baqueiro, o coordenador-executivo do Proerd, tenente-coronel César Bonfim, parceiros e colaboradores do programa, além de autoridades civis e militares.

Postos SAC do interior realizam atendimento exclusivo a crianças no sábado 

Domingos Matos, 10/01/2019 | 11:31

Facilitar o acesso de crianças até 10 anos de idade para emissão de carteira de identidade. Esse é o objetivo principal do projeto Pequeno Cidadão, lançado pelo SAC, e que já atendeu a mais de 2 mil crianças no interior da Bahia. O programa vai fazer a segunda edição em 13 unidades do SAC em municípios do interior, de forma conjunta, neste sábado (12). Para fazer o agendamento, é necessário que os responsáveis se dirijam aos postos com antecedência, portando certidão de nascimento da criança.

O atendimento será exclusivo e dedicado aos pequenos em um ambiente lúdico. Os documentos necessários para emissão do RG são: Certidão de Nascimento original, legível e sem rasuras, ou cópia autenticada. Para crianças até três anos de idade, é preciso levar foto 3x4, com fundo branco. Vale ressaltar que para os casos de segunda e demais vias será cobrada uma taxa de R$ 37,77. Os postos contemplados são Alagoinhas, Conquista I e II, Feira de Santana I, Guanambi, Ilhéus, Irecê, Itabuna, Jacobina, Porto Seguro, Santo Antonio de Jesus, Senhor do Bonfim e Valença.

Para o coordenador dos postos SAC do Interior, Lúcio Pisani, a ação é importante para ampliar o acesso de crianças a serviços básicos de cidadania "É fundamental que eles iniciem o quanto antes o exercício da cidadania, já que o projeto ajuda no processo da confecção do RG, documento que vai facilitar a vida dos pais e responsáveis no dia a dia", disse.

A Rede SAC possui 71 unidades de atendimento, sendo 37 Postos (na capital, região metropolitana e interior) e 31 Pontos SAC. Além disso, operam três rotas do SAC Móvel, unidades itinerantes que percorrem localidades que não possuem SAC. Para outras informações sobre serviços prestados, horários de atendimento e endereços, a Secretaria da Administração (Saeb) disponibiliza os aplicativos SAC Mobile e SAC Digital, os Portais SAC ( www.sac.ba.gov.br ) e SAC Digital (sacdigital.ba.gov.br), além da central telefônica de atendimento, através do 0800 071 5353 (telefone fixo) e 4020 5353 (telefone móvel).

 

Reconhecimento: Carlos Sodré recebe título de Cidadão Itabunense

A honraria foi justificada por todo o trabalho realizado por Sodré em prol de Itabuna

Domingos Matos, 01/09/2017 | 10:49
Editado em 04/09/2017 | 22:03

Em uma Sessão Solene da Câmara Municipal de Itabuna, realizada na noite de quarta-feira (30), foi homenageado com o Título de Cidadão Itabunense o advogado Carlos Eduardo Sodré. Natural de Itapé, Sodré, que atualmente é chefe de Gabinete da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), teve seu nome indicado para a homenagem pelo vereador Francisco Reis, presidente da Mesa Diretora da Câmara.

O evento ocorreu no Salão de Festas da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e foi prestigiado por familiares – a esposa Tânia, os irmãos Márcia e Antonio Carlos Sodré, o filho Renato Afonso Sodré e o sobrinho-neto e afilhado Arthur -, amigos e dezenas de autoridades de diversas partes do país. A justificativa do vereador para propor a honraria, segundo o próprio Francisco Reis, foi o trabalho realizado por Sodré em prol de Itabuna.

“Muitas obras foram aqui realizadas por sua indicação, quando servia no governo Roberto Santos, a exemplo do esgotamento sanitário, os conjuntos habitacionais Urbis I, II e III, além de muitas outras ações ao longo de sua vida, sempre dedicada a Itabuna, Itapé e à região”.

Ainda durante a solenidade formal, da Câmara, discursaram, representando os amigos “de fora”, Joaci Góes, da Academia de Letras da Bahia e, representando os amigos “grapiúnas”, a professora Adélia Melo. Góes destacou a relevância de Sodré fora da região, ressaltando as atividades profissionais, públicas e institucionais que conferem a Carlos Sodré o status de personalidade de destaque em vários locais do país. A professora Adélia lembrou histórias da juventude, enquanto estudantes e colegas do curso de Direito da antiga Fespi, e a importância do homenageado para a construção da consciência do pertencimento, do sentimento e do ser grapiúna.

O discurso

Momento mais aguardado da noite, o discurso do homenageado foi uma verdadeira visita à história recente de Itabuna – ela própria uma jovem cidade –, dando significado a muitos aspectos que os próprios itabunenses naturais sequer percebem da cidade. A começar pelo poema Itabuna, inédito, de Antonio Baracat Habib, que garimpou entre os escritos do amigo com quem conviveu na juventude. A obra narra, poeticamente, a saga sergipana de Firmino Alves, que se entrelaça com a chegada dos libaneses e encontra o “caboclo” com sua “flecha morena”.

O discurso, que foi disponibilizado em livreto a todos os presentes, lembrou da infância em Itapé, a chegada a Itabuna, para prestar o exame de admissão ao Ginásio, a militância na política estudantil, na imprensa e no governo Roberto Santos.

Alerta – novamente – para a necessidade de diversificação da base econômica, admoestando a fuga da monocultura – já nos anos 1970 e ainda nos dias de hoje –, e projeta um futuro de “inteligência política” da região, que tem potencial para eleger dezenas de deputados estaduais e federais mas que se apega às velhas estratégias de “politiquice bisonha” que destrói em vez de construir “uma representação capaz de vocalizar” as aspirações grapiúnas e regionais. “Continuamos incapazes de exorcizar a política tacanha e reducionista que não une a todos em torno da defesa da síntese do que melhor serve e consulta o interesse de todos”.

Presenças

A cerimônia teve participação de convidados de diversas partes do Brasil, a exemplo de Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e Paraná. O prefeito Fernando Gomes foi representado pelo vice, Fernando Vita, que compôs a Mesa com o representante do Judiciário, desembargador Osvaldo Bonfim, do Executivo Estadual, secretário Cassio Peixoto; o reitor da UFSB, Naomar Almeida; o cônsul Holanda, Egbert Bloemsma; o tenente-coronel PM Câmara; o presidente da Fundação João Fernandes da Cunha, Silvonei Sales; o presidente da Urbis, Emerson Leal; o representante da OAB-Bahia Carlos Medauar Reis; a professora Adélia Melo; e Joaci Góes, da Academia de Letras da Bahia. O Poder Legislativo foi representado pelo presidente Francisco Reis.

Também participaram os ex-prefeitos de Itabuna, José Oduque Teixeira e Geraldo Simões; a família do jornalista José Adervan, representada pela viúva Ivone Fialho e a filha, Roberta Oliveira; o Cel PM Alfredo Castro; o presidente da OAB-Itabuna, Edmilton Carneiro; o presidente do Rotary Club de Itabuna, Kleber Andrade; o presidente da CDL, Jorge Braga; o presidente da FICC, Daniel Leão; a presidente da Asdita Marluce Leão; os diretores do Conjunto Penal de Itabuna, Cap. PM Adriano Jácome e Bernardo Cerqueira Dutra (adjunto) e o presidente PT Itabuna, Flavio Barreto.

Foram ainda registradas manifestações por escrito da Embaixada da Costa do Marfim; do secretário Nestor Duarte Neto, da SEAP; do desembargador João Augusto Pinto e outras.

“O cacauicultor mudou a forma de pensar”

Entrevista com Milton Andrade – Presidente do Sindicato Rural de Ilhéus

Domingos Matos, 23/07/2017 | 20:28
Editado em 23/07/2017 | 20:37

O presidente do Sindicato Rural de Ilhéus e integrante da Câmara Setorial do Cacau, Milton Andrade, faz uma avaliação da inclusão do cacau no Plano Agrícola e Pecuária 2017/2018. A apresentação foi feita pela superintendente interina do Banco do Brasil no sul da Bahia, Vanessa Bernardo, e pelo assessor para o Agronegócio, Antônio Bastos Leite Filho, no último dia 11. Nessa entrevista, o dirigente do sindicato rural faz uma análise da volta do crédito para o cacau e analisa o momento atual, com as mudanças no cenário e até na forma de pensar o cacau. “O cacauicultor mudou a forma de pensar. Hoje pensamos como um ele dentro de uma cadeia produtiva”.

Como o senhor viu o anúncio de financiamento para o cacau?

Muito importante. Dentre as linhas de crédito para o agronegócio no sul da Bahia, o cacau, dendê e o açaí passam a ser contemplados pelo ABC, que é o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, com recursos na ordem de R$ 2,13 bilhões. Os bancos não estavam operando com linhas de crédito públicas e nós, da cacauicultura, agora fomos inseridos. Na realidade, para nossa região, o cacau especificamente receberá R$ 2,52 bilhões, sendo a maior parte será pela linha ABC devido à característica de nossas cabrucas.  Na realidade os bancos abriram as portas para oferecer crédito para o cacau e isso é muito bom.

Era o que o produtor esperava?

Achamos que as taxas, que serão trabalhadas numa faixa de 7,5% ao ano, ainda são muito altas para a agricultura, ainda que tenha caído um ponto percentual, porque eram de 8%. Porém o passo dado para que nós tivéssemos acesso a essas políticas públicas, a esses recursos voltados para o cacau, que há mais de 25 anos não dispunha de recursos, achamos realmente fantástico e um ganho para a região.

O senhor tem alguma avaliação do que levou a essa retomada, após 25 anos sem dinheiro novo na cacauicultura?

Para a liberação desses recursos houve uma articulação muito grande entre produtores e uma participação muito grande do diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, nesse processo, a quem a gente agradece muito. Maynart se articulou e nos deu um apoio muito grande nessa batalha junto à diretoria da área de créditos do Ministério da Agricultura. Então o resultado dessas gestões foi muito favorável e hoje a gente vê os resultados.

O dinheiro foi anunciado, e está sendo comemorado pelos produtores. Mas, em se tratando de cacau, as notícias devem ser comemoradas com certa cautela. Tudo foi resolvido?

Com certeza, não. Mas esse é um assunto que deve ser entendido bem. A nossa região está completamente engessada, endividada e, por conta disso, nós fomos contemplados com a lei 13.340, de 2016. Essa lei, na realidade, é para liquidação, a quitação e renegociação das dívidas dos produtores do Nordeste, com apoio maior para a região do semiárido, mas também para as regiões que estão fora do semiárido, que ganham descontos menores, como é o caso nosso. Essa lei é de setembro do ano passado e até hoje o Banco do Brasil não a está aplicando. O Banco do Nordeste começou a aplicar desde janeiro, fez a regulamentação e já está aplicando a lei, e o BB, que alcança uma gama grande de produtores, não está trabalhando até hoje. São 10 meses de espera.

E a consequência disso...

Temos um Plano Safra que nos oferece recursos de um lado, e produtores do outro lado que não tem condição de ter acesso a esses recursos, porque a lei, promulgada 10 meses atrás, não está ainda em aplicação. Portanto, os produtores que estão com suas propriedades hipotecadas não terão acesso a esses recursos. Foi uma queixa nossa, nós deixamos registrado durante nosso pronunciamento no lançamento do Plano Safra, na Superintendência do BB em Itabuna, e eles ficaram de se empenhar para que isso fosse resolvido. Na realidade é um contrassenso, nós que há mais de 25 anos não temos crédito para nossa atividade, de repente a gente tem um crédito e não podemos ter acesso, porque o BB, que detém a maior parte das operações hoje na região, não está renegociando ou facilitando a quitação dessas dívidas.

“A gente hoje pensa como cadeia produtiva e

não só apenas olhando para um microespaço”

 

Há alguma perspectiva para uma solução a tempo de alcançar esses recursos do Plano Safra?

Eles responderam que estavam fazendo, mas na realidade nós recebemos no sindicato queixas diárias de produtores que vão até a agencia do BB de Ilhéus e eles não sabem nada. Vamos encaminhar oficialmente uma correspondência para deixar registrado o nosso pleito visando agilizar o processo para que os produtores de cacau dessa região tenham acesso ao crédito e a gente possa, enfim, iniciar o processo de revitalização da lavoura cacaueira.

Qual impacto desse impasse numa região com tanto desemprego, especialmente na área rural?

Muito grande. O prejuízo é imenso para toda a região. Hoje, nós temos tecnologia que atende ao produtor com relação à vassoura-de-bruxa, o que soluciona a questão da produtividade. A gente precisa hoje é de dinheiro para fazer o investimento e a gente fazer o cacau voltar a ser uma atividade mais forte, porque a cadeia produtiva do cacau continua sendo o eixo da economia regional, movimentando cerca de R$ 300 milhões de dólares nessa região. Então é necessário que o banco, que o Governo do Estado também olhe para isso e o Governo Federal observe também. Entender que o cacau tem condição, sim, de aumentar em muito a receita, o PIB do nosso Estado, dando a sua contribuição mais expressiva. É isso que nós precisamos.

Talvez esse reconhecimento passe pela questão da representatividade. Historicamente, o cacau sofre com esse problema. Qual a situação do cacau e dos cacauicultores no cenário atual?

Podemos dizer que o cacau hoje tem voz dentro do Ministério da Agricultura, especialmente através da Câmara Setorial do Cacau. É uma ferramenta fantástica para o produtor. O presidente atual, Guilherme Moura, que ocupa o diretório da FAEB e é presidente do Sindicato Rural de Camacan, tem feito um excelente trabalho de reestruturação e modernização da Câmara Setorial do Cacau nacional. Nós, produtores, estamos numa articulação para uma maior participação junto a essa câmara, o sindicato rural de Ilhéus já faz parte. Estamos articulando, em paralelo a isso, a Câmara Setorial estadual. O secretário estadual da Agricultura, Vitor Bonfim, está reativando as câmaras setoriais, que haviam sido estruturadas pelo então secretário Eduardo Sales.

Os cacauicultores estão ocupando espaços...

Deixa-me dizer uma coisa. Os produtores estão atuando muito junto com a indústria moageira, que tem nos dado um apoio muito grande em Brasília, a IPC, através do executivo Eduardo Bastos, tem nos ajudado. Temos atuado em parceria, porque a visão hoje dos produtores é uma visão diferente da do passado. A gente hoje pensa como cadeia produtiva e não só apenas olhando para um microespaço, pensando apenas como produtor.

Essa convivência já foi vista com desconfiança, na verdade, até recentemente. É possível uma relação ganha-ganha entre produtores e moageiros?

Lógico. Nosso papel, de defender os nossos interesses enquanto produtor, é prioridade, mas precisamos pensar mais adiante, pensar no conjunto e este conjunto tem estado muito bem orquestrado, junto com o elo seguinte ao produtor, que é o elo das moageiras. Precisamos trabalhar os pontos convergentes. Pontos divergentes nós teremos sempre. O preço, por exemplo, vamos brigar sempre com eles nessa questão, cada um visa a sua margem de lucro. Porém, precisamos ter uma visão de que o nosso negócio depende dos elos seguintes da cadeia produtiva.

Por exemplo...

Por exemplo, o elo do consumo, que vai gerar ganhos para todos os elos. À medida que se aumenta o consumo de chocolate, por exemplo, adicionando o chocolate na merenda escolar nacional ou que seja determinado o mínimo de 35% de cacau num produto para ele ser considerado “chocolate”, entre outras medidas, não tenha dúvida de que isso vai refletir no preço da matéria prima. Então o que nós estamos fazendo é trabalhar esse conjunto de forma harmônica, como cadeia produtiva, e a Ceplac tem sido um instrumento muito participativo nesse momento. Nesse sentido, eu gostaria muito de salientar a participação de Juvenal Maynart junto com os produtores. Temos estado com ele com frequência, temos trocado ideias e mostrado os nossos interesses, e ele tem sido um participante muito ativo da região e, principalmente, representando uma instituição como a Ceplac.

Como os produtores veem Ceplac num momento de virada do cacau, como o senhor destaca, em termos de financiamento e dessa nova abordagem, agora como cadeia produtiva?

Nós, produtores, consideramos a Ceplac de grande importância para o desenvolvimento da região. E, para essa nova fase do cacau, necessitamos dela reestruturada. Estamos acompanhando a iniciativa do Mapa com a instalação da comissão, já tratando do assunto da modernização e reestruturação da instituição. Estamos trabalhando em contato permanente com o diretor Juvenal Maynart e todos os outros dirigentes do órgão em Brasília, a exemplo de Manfred Muller e Edmir Ferraz.

Ainda se fala na criação do Fundo do Cacau?

Estamos agindo, está muito adiantado, na verdade. Em breve faremos o lançamento do projeto, as representações já estão debruçadas nesse sentido, porque será a ferramenta que vai auxiliar muito o desenvolvimento pretendido. Tivemos oportunidade de passar isso para o Ministério da Agricultura, quando o secretário-executivo, Eumar Novack, participou do Dia Internacional do Cacau, promovido pela Ceplac, no ano passado. Na oportunidade, tivemos três horas de reunião com ele e expusemos as nossas dificuldades. Falamos da criação do fundo que, vale salientar, estamos nos espelhando em outros fundos existentes no Brasil, com total sucesso. O mundo inteiro funciona com esse importante instrumento para a agricultura e a cacauicultura vai ter oportunidade de experimentar essa grande ferramenta, que pode se tonar o maior fator de desenvolvimento da cacauicultura e da região, após a criação da Ceplac na década de 1950.

(Publicada originalmente no Jornal Agora)

Festival transforma Ilhéus na capital brasileira do cacau e do chocolate

Domingos Matos, 21/07/2017 | 11:13

Durante quatro dias, Ilhéus se transforma na capital brasileira do chocolate, com a realização do Chocolat Bahia 2017, aberto na noite desta quinta-feira (20) e que segue até domingo (23) no Centro de Convenções. Em sua 9ª edição, o Festival Internacional do Cacau e do Chocolate deve atrair cerca de 60 mil pessoas, que podem se deliciar com as 40 marcas de chocolates de origem produzidos no Sul da Bahia.

Com expectativa de R$ 10 milhões de negócios para os 80 expositores, que apresentam seus produtos do Pavilhão de Feiras, o evento tem o apoio do Governo do Estado da Bahia, através das secretarias da Cultura, do Turismo, de Desenvolvimento Rural, de Agricultura, de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Além da geração de emprego e renda, que é uma das prioridades do governador Rui Costa, o que temos hoje é uma mudança de mentalidade, com a verticalização da lavoura cacaueira, com a produção de chocolate de qualidade, um processo em que o Sul da Bahia é único do mundo, indo da amêndoa ao chocolate”, disse  o secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner.

O Governo do Estado, através do programa Bahia Produtiva, investiu até junho de 2017, R$ 13 milhões em 31 projetos de apoio à agricultura familiar no sul do estado, com recursos para melhorar o cultivo de cacau e a produção de chocolate. De acordo com secretário de Desenvolvimento Rural Jeronimo Rodrigues, é necessário focar na qualidade “e é importante permitir o acesso ao crédito e à assistência técnica, para agregar valor ao principal produto regional”. Para o secretário de Agricultura Vitor Bonfim, o sul da Bahia vive um período marcante. “Estamos vivendo o ciclo da agroindustrialização, gerando amêndoas e chocolates alto valor agregado. O Sul da Bahia deixa de ser apenas a região do cacau, para ser também a região do chocolate”, ressaltou.

O secretário de Ciência e Tecnologia Vivaldo Mendonça destaca que “estamos disponibilizando tecnologias para a qualificação das amêndoas, o processamento e o produto final. O festival é um importante instrumento para essa troca de experiências”.

A programação do Chocolat Bahia inclui workshops gratuitos de receitas à base de chocolate com renomados chefs do país, cursos de capacitação, debates sobre temas do setor, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais, visitas a fazendas produtoras de cacau, exposição de esculturas de chocolate e shows musicais com artistas regionais.

Para o secretário do Turismo, José Alves, a associação entre a produção do chocolate e a cadeia produtiva do turismo tem tudo para gerar resultados ainda mais expressivos para ambos os lados. “A Rota do Chocolate será fortalecida com as obras da rodovia Ilhéus-Uruçuca, onde o visitante tem um tour completo”, disse.

Nas fazendas de cacau de Ilhéus é possível caminhar entre os cacaueiros na Mata Atlântica. O visitante percorre desde o cultivo da amêndoa até a produção do chocolate, passando pelo controle de qualidade e embalagem antes da  degustação. “Ao roteirizar o ciclo produtivo das fazendas de cacau até as fábricas de chocolate, estamos consolidando um produto turístico único, associado à relevância cultural da região, cenário das obras de Jorge Amado", enfatizou José Alves.

O coordenador do Chocolat Bahia, Marco Lessa diz que “o evento tem o papel de estimular a verticalização da produção, com o surgimento e novos empreendedores. O cacau pode ser o fruto de ouro, desde que seja transformado em chocolate de qualidade e o Sul da Bahia deve assumir esse protagonismo. Sem o apoio do Governo do Estado, esse evento não teria a dimensão que adquiriu e a cada ano vemos o surgimento de novas marcas, ampliação dos negócios”.

A abertura do Chocolat Bahia contou com as presenças dos secretários estaduais Jaques Wagner (SDE), Jeronimo Rodrigues (SDR), Vitor Bonfim (Seagri), Vivaldo Mendonça (Secti), José Alves (Setur) e do superintendente da Secult, Alexandre Simões.

Rui reúne 18 deputados e 27 prefeitos em sua 300ª viagem ao interior

Domingos Matos, 17/07/2017 | 22:49

Na trecentésima viagem realizada ao interior da Bahia, nesta segunda-feira (17), no município de Santaluz, na região sisaleira, o governador Rui Costa agradeceu a presença dos 18 deputados federais e estaduais e 27 prefeitos que participaram do evento na cidade, marcado por uma intensa programação de entregas e autorização de novos serviços na região. A 300ª viagem de Rui foi alcançada em pouco mais de 900 dias de governo, com uma média de uma viagem ao interior a cada três dias de trabalho. Durante este período, o governador já visitou 162 cidades baianas, entregou ou visitou 238 estabelecimentos escolares e visitou mais de 120 unidades de saúde/hospitais. 

Mostrando uma boa adesão da base política, participaram do evento em Santaluz os deputados federais Valmir Assunção, Afonso Florence, Marcos Medrado e Robinson Almeida. Mais 14 deputados estaduais também prestigiaram o evento. São eles: Zé Neto, Alex da Piatã, Carlos Rodrigues, Fátima Nunes, Bira Coroa, Gika Lopes, Jurandy Oliveira, Marcelo Nilo, Roberto Carlos, Joseildo Ramos, Ângelo Almeida, Maria Del Carmen, Neuza Carvalho e Rosemberg Pinto.

Rui também agradeceu aos 27 prefeitos da região que participaram da solenidade: Candinho, de Caldeirão Grande; Lydia, de Capim Grosso; Gilberto Matos, de Caem; Liu Andrade, de Aurelino Leal; Adriano, de Nova Fátima; Raulzinho, de Gavião; Enilson, de Campo Alegre de Lourdes; Marcos Adriano, de Valente; Sergio, de Tucano; Nininho Goes, de Quijingue; Jai, de Barrocas; Silva Neto, de Araci; Celso, de Biritinga; Assis, de Conceição de Coité; Carlos Santiago, de Ichu; Cecília, de Itiúba; Dival Pinheiro, de Lamarão; Vando, de Monte Santo; Erivaldo, de Nordestina; Ricardo Maia, de Ribeira do Pombal; André, Queimadas; Erismar, de São José do Jacuípe;  Jobope, de Mairi; Professor Jailson, de Santa Bárbara; Vonte, de Retirolândia; Zé Filho, de Riachão do Jacuípe; e Cassinho, de Nova Soure.  

Prestigiaram, ainda, o evento, os secretários estaduais da Ciência, Tecnologia e Inovação, José Vivaldo Mendonça; do Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner; da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Carlos Martins; da Agricultura, Vitor Bonfim; da Infraestrutura, Marcus Cavalcanti; da Saúde, Fábio Vilas-Boas; do Turismo, José Alves; de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira; de Promoção da Igualdade Racial, Fábia Reis; da Educação, Walter Pinheiro; do Meio Ambiente, Geraldo Reis; do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana; de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte; de Relações Institucionais, Josias Gomes; de Desenvolvimento Urbano, Fernando Torres; além do presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado e do senador Otto Alencar.

Advogado de envolvido na Operação Citrus repudia matéria do Fantástico

Domingos Matos, 16/05/2017 | 23:48

NOTA PÚBLICA - KÁCIO CLAY SILVA BRANDÃO

Em face da repercussão, em nível nacional, da operação denominada “CITRUS” deflagrada na cidade de Ilhéus/BA, pelo GAECO, órgão do Ministério Público Estadual da Bahia, considerando a matéria jornalística que foi exibida no programa “FANTÁSTICO”, da Rede Globo de Televisão, no dia 14 de maio de 2017, a defesa de KÁCIO CLAY SILVA BRANDÃO vem, publicamente, no exercício do seu direito de resposta, se manifestar nos seguintes termos.

A matéria exibida no programa fantástico, na data de ontem, foi editada de forma irresponsável, retirando as informações da investigação da operação CITRUS do contexto em que foram colhidas e colocando-as em outro contexto, confundindo a opinião pública, estabelecendo a ligação de nomes de pessoas investigadas a fatos com os quais não possuem qualquer vínculo.

A tônica da matéria, mais comprometido com o apelo emocional do que com a verdade, é o “desvio de verbas de merenda escolar” e de “verbas da Secretaria Municipal de Educação”. A maior parte do tempo da matéria foi preenchida com imagens de uma escola, da zona rural do Município de Ilhéus, contendo trechos de uma entrevista feita com uma criança e com uma professora, narrando as condições precárias em que a escola e os alunos se encontram. Contudo, logo em seguida, são apresentados os nomes do investigado KACIO BRANDÃO e de outros denunciados nos autos da Ação Penal originada pela operação CITRUS.

A matéria apresenta um liame de raciocínio falacioso e mentiroso, onde é atribuída a KÁCIO e a outros servidores da secretaria de desenvolvimento social a responsabilidade pelo desvio de verbas que provocou aquela situação de precariedade na escola da zona rural de Ilhéus. Todavia, a matéria não esclarece que o investigado NADA TEM HAVER COM A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, ou com VERBAS DE MERENDA ESCOLAR ou COM OS PROCEDIMENTOS DE COMPRA E ENTREGA DA CARNE ESTRAGADA NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO.

As atribuições dos cargos ocupados por KACIO, na SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL não possuem qualquer relação com aquelas verbas ou qualquer procedimento da área da Secretaria de Educação.   

Em verdade, as investigações realizadas pelo GAECO e as decisões judiciais proferidas na Operação CITRUS estão sendo conduzidas de forma descuidada, desastrosa e irresponsável. Aparentam estar mais comprometidos com a repercussão da operação perante a opinião pública do que com a investigação da verdade dos fatos.

KÁCIO BRANDÃO possui formação profissional, residência fixa e emprego lícito, nunca respondeu a inquérito ou a processo criminal, e sua liberdade não oferece qualquer risco que justifique sua permanência na prisão. As informações contidas na Denúncia não possuem nenhuma relação com a realidade: o patrimônio de KACIO é incompatível com as acusações de envolvimento em desvio de milhões de reais do dinheiro público do Município; até hoje KÁCIO reside na casa dos seus pais (um casal de idosos) em residência, simples, modesta e desprovida de luxo. 

Como exemplo dos abusos praticados nesta operação, podemos citar a situação pela qual passou o investigado LUCIVAL BONFIM ROQUE. Ele foi preso, exclusivamente, pelo fato de ser contador de um dos investigados. Teve sua vida destruída: foi algemado, teve sua cabeça raspada e as fotos de sua prisão divulgadas a nível nacional; teve sua casa e escritório violados, suas contas bancárias bloqueadas, sigilo telefônico quebrado e, ao final, NÃO FOI SEQUER DENUNCIADO, pois, após as medidas coercitivas dirigidas pelo MP e autorizadas pela Justiça, não foram encontrados elementos para oferecimento de denúncia contra ele, logo em seguida, foi solto. Ou seja, É INOCENTE.

Trata-se de uma prática nefasta: primeiro se prende, divulgam-se as prisões na imprensa para a população que, no afã de satisfazer sua revolta e o seu desejo de “VINGANÇA CONTRA OS CORRUPTOS” anseia por notícias de prisão e se antecipam, apressadamente, em condenar as pessoas investigadas. Neste passo é destruída a honra dos investigados e de suas famílias e, somente depois, caso encontrem provas da prática de algum crime, é dado seguimento ao processo criminal, onde, ao final, podem ser absolvidos por inexistência de provas.

A Defesa possui a firme certeza de que, após a conclusão da instrução criminal, ao fim do processo, será demonstrada a total improcedência da denúncia contra KACIO CLAY SILVA BRANDÃO.

Ilhéus/BA, 15 de maio de 2017.

Sanzio C. Peixoto

OAB/BA nº 27.480

Governo apresenta parque para desenvolvimento do cacau e chocolate no Sul da Bahia

Domingos Matos, 21/02/2017 | 09:50

A apresentação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, que vai funcionar dentro da Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc), na rodovia Ilhéus-Itabuna, marcou as comemorações dos 60 anos da implantação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O evento foi realizado da manhã desta segunda-feira (20), na sede regional da instituição, e contou com as presenças dos secretários estaduais de Agricultura, Vitor Bonfim; Ciência e Tecnologia, José Vivaldo Mendonça; Meio Ambiente, Geraldo Reis; e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

Articulado pela secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e a Uesc, o Parque vai funcionar dentro da Uesc com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no Sul da Bahia. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto do Parque que irá auxiliar, ainda, na qualificação dos ensinos Técnico e Superior da região. O Parque tem previsão de investimentos de R$ 6,5 milhões até 2019 e possui ainda como metas o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, produtividade e competitividade do cacau e do chocolate, fomento à produção agroindustrial, agroecologia e agricultura familiar e manejo e conservação dos recursos florestais. 

A primeira estrutura do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia será inaugurada no mês de março. Trata-se do Centro de Inovação do Cacau, instalado em uma área dentro do Instituto Nacional de Pesquisa e Análises Físico-quimicas da Uesc.

De acordo com José Vivaldo Mendonça, “a Ceplac é uma referência mundial em pesquisa de cacau. Com o apoio do Governo do Estado, atuando em parceria com a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz, e a Universidade Federal do Sul da Bahia, vamos ampliar o processo de geração de tecnologia voltada para o desenvolvimento regional, que passa pelo fortalecimento da cadeia produtiva do cacau”.

O superintendente regional da Ceplac, Antonio Zugaib, destacou que “a parceria com o Governo do Estado é importante porque envolve não apenas recursos, mas difusão do conhecimento entre as instituições, tendo o Parque Científico e Tecnológico como agente catalizador para o desenvolvimento regional”.

Para o secretário Jerônimo Rodrigues, “o grande desafio é adotar um modelo que garanta a retomada econômica do cacau e, para isso, o Governo do Estado tem estabelecido parcerias que fortaleçam a cadeia produtiva do chocolate e programas de diversificação como agroindústria e fruticultura”.

O secretário Geraldo Reis afirmou que haverá investimentos em técnicas de produção que permitam a conservação ambiental, já que o cacau, por suas características de cultivo, contribui para a preservação da Mata Atlântica.

Já o secretário Vitor Bonfim disse que o Governo está trabalhando em conjunto com a Ceplac para ampliar a produção de cacau e reduzir a dependência da importação de amêndoas da África e da Ásia, que oferecem riscos de introdução de pragas.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi encerrada com a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Importação de cacau de Gana coloca em risco agricultura do Brasil

Domingos Matos, 10/01/2017 | 09:14

Diante da entrada de carga de cacau importado de Gana via Porto de Ilhéus, representando forte ameaça sanitária às lavouras baianas, o secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, esteve reunido com representantes da Superintendência Federal da Agricultura da Bahia, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da vinculada Agência de Defesa Agropecuária (Adab), para discutir ações de mitigação dos riscos. A Bahia é o maior produtor de cacau do Brasil, porém, em consequência da escassez de chuvas prolongada, a produção interna foi comprometida, sendo insuficiente para abastecimento da indústria. Das 170 mil arrobas/ano produzidas no Brasil, 110 mil são da Bahia.

A preocupação é com a carga desembarcada recentemente no Porto de Ilhéus, cerca de 15 mil toneladas de cacau vindas de Gana, com previsão de chegada de mais quatro. Entre as principais ameaças de pragas que podem ser trazidas da África estão a Monilíase do Cacaueiro, ainda mais grave que a vassoura de bruxa, da qual a Bahia é Território Livre; a Striga ssp., e a Phythophora megacarya. A Striga spp., também conhecida como “erva de bruxa”, possui grande potencial de disseminação e parasita várias espécies de plantas cultivadas no Brasil como soja, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, diversas gramíneas utilizadas como pastagens, algumas leguminosas (feijão, caupi), fumo, batata doce, dentre outras. É conhecida como a pior erva daninha do mundo e onde ela ocorre os seus danos são altamente significativos, culminando muitas vezes com o abandono das áreas infestadas, devido à inviabilidade econômica do seu controle.

“Existem medidas a curto prazo que podem ser empreendidas para minimizar os riscos, não podemos nos sobrepor à instrução federal, que regula esta importação, mas serão disciplinados critérios para o desembarque da carga, por parte do governo do Estado. O imprescindível é que ocorra a alteração da IN 47, de competência do Ministério da Agricultura. A partir de estudos, laudos técnicos e larga discussão com o setor produtivo, todos os riscos à produção baiana foram comprovados, e, baseado neles, já elaboramos adequações à normativa, que levarei ao ministro”, declarou Bonfim. Ele destaca que o Porto de Ilhéus está localizado no centro da área de produção de cacau e de biodiversidade, o que agrava ainda mais as ameaças. “É extremamente importante que protejamos a agricultura baiana e brasileira”, concluiu.

A coordenadora do Programa de Prevenção à Monilíase da Adab, Catarina Matos Sobrinho, apresentou alguns dos riscos gerados pela transação comercial, elencando as inadequações da Instrução Normativa do MAPA, a IN 47, que regula a importação e revogou desde 2011 todo o texto da IN 23, de 12 de agosto de 1999 e seu anexo. Entre elas destaca-se a dispensa da presença das missões técnicas do MAPA, responsáveis pelas inspeções fitossanitárias de pré-embarque e dos procedimentos de manejo de risco das partidas de amêndoas fermentadas e secas de cacau, comprometendo fases de avaliação e manejo. Ela destaca também, que a sacaria (material que embala a carga) vinda de Gana, de acordo com a Instrução, pode ser reutilizada, servindo como meio de transporte de doenças, e a análise da carga desembarcada feita de forma visual, o que é insuficiente para detectar estruturas fúngicas e sementes minúsculas de pragas como a striga.

De acordo com a Superintendência Federal de Agricultura, para a indústria é mais viável economicamente importar o cacau de Gana do que de outros países, no entanto, lá é proibido o tratamento de mitigação de riscos com o brometo de metila (inseticida, fungicida e herbicida eficaz no controle de pragas quarentenárias como a striga. A IN 47 reduziu o tratamento fitossanitário aplicado às partidas de amêndoas fermentadas e secas de cacau antes do embarque, com a liberação da exigência do tratamento quarentenário com brometo de metila sob inspeção oficial. No entanto, o uso está autorizado para procedimentos quarentenários e fitossanitários para fins de exportação e importação (IN Conjunta IBAMA/ANVISA/DAS Nº 2 de 14/12/2015). A suspensão deste tratamento sem um substituto aumenta o risco de introdução de pragas quarentenárias que afetam não só da cacauicultura, como também diversas outras cadeias produtivas. As pragas quarentenárias são organismos que estando presentes em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitui ameaça à economia agrícola do país ou região importadora exposta.

Como parte das ações do governo do Estado de apoio à cacauicultura, a Bahia foi o primeiro do Brasil a iniciar o desenvolvimento de um Plano Estadual de Prevenção e Controle da Monilíase do Cacaueiro, através da Secretaria da Agricultura/Agência de Defesa Agropecuária (SEAGRI/ADAB). O agente causador da Monilíase é o fungo Moniliophthora, que provoca uma das mais graves doenças da cacauicultura do mundo. Também estiveram presentes no encontro, representado a Superintendência Federal de Agricultura na Bahia, o chefe da Divisa de Defesa Agropecuária (DDA), Paulo Reis, o chefe substituto, Fernando Brito e o superintendente, Osanah Rodrigues Setúval; o superintendente Regional do Plano da Lavoura Cacaueira do Departamento da CEPLAC/MAPA, Antônio Zugaib; o chefe dos Centros de Pesquisas do Cacau (CEPEC) Raúl René Meléndez; o diretor-geral da ADAB, Marco Vargas, além de técnicos da Agência e da secretaria.

Itabuna registra o 3º assassinato do ano

Domingos Matos, 06/01/2012 | 12:05
Editado em 06/01/2012 | 12:08

A terceira vítima de assassinato do ano, em Itabuna, foi Paulo Henrique Oliveira Araújo, que aparentava ter 19 anos.

Moradores informaram à polícia que ele foi executado a tiros, na travessa Senhor do Bonfim, bairro Pedro Jerônimo, por volta das 21h30min desta quinta-feira (5).

Testemunhas disseram ainda que Paulo Henrique Oliveira Araújo pode ter sido morto por engano, porque os criminosos chegaram procurando um indivíduo conhecido por “Léo” e começaram a atirar.

Nos registros oficiais da polícia civil constam que nos cinco primeiros dias deste ano já foram registrados três assassinatos em Itabuna em menos de seis dias.

Até agora não foi registrada nenhuma prisão dos assassinos.

Buerarema: dois anos, dois prefeitos e nenhuma conta aprovada

Domingos Matos, 31/12/2011 | 06:52
Editado em 02/01/2012 | 19:57

O município de Buerarema tem uma história recente de turbulências políticas e troca-troca de prefeitos. Em 2010 foi governada por Eudes Bonfim e Mardes Monteiro. Os dois são inimigos na política, mas parece que um aspecto os une nesse quesito: o desleixo com as finanças.

O Tribunal de Contas dos Municípios acaba de divulgar o resultado das análises das contas de ambos os gestores e deu pau nas duas. Mais: aplicou multa nos prefeitos, determinou ressarcimento de verbas pelo gestor Eudes Bonfim (R$ 556.270,64) e ainda vai representar contra este no Ministério Público.

A Mardes Monteiro coube "apenas" uma multa, de R$ 3 mil. Essa é a segunda rejeição conjunta das contas de Buerarema nesse exercício de mandato dos dois getores. Em dois anos, quatro contas rejeitadas.

Ilhéus tem 17 pré-candidatos a prefeito

Domingos Matos, 29/12/2011 | 19:04
Editado em 29/12/2011 | 19:05

Até agora, 17 pré-candidatos sonham em concorrer à Prefeitura de Ilhéus, sendo que a maioria deles coloca seus nomes de forma antecipada em partidos de aluguel para tentar negociar uma vaga para a Câmara de Vereadores ou até mesmo “se botar” para ser candidato a vice-prefeito de quem lidera as pesquisas.

Dentre os possíveis postulantes ao Palácio Paranaguá aparecem os nomes de Adalberto Galvão (PSB), Alcides Kruschewsky (PSB), Cacá Colchões (PMDB), Geerdson Ribeiro-Cobrinha (PCB), Israel Nunes (PCdoB), Jabes Ribeiro (PP), Jailson Nascimento (PMN) e Joaquim Bastos (PDT).

Na lista dos prováveis candidatos a prefeito de Ilhéus estão ainda os nomes de Jorge Luís Santos (PSol), Josias Gomes e Alisson Mendonça (PT), Marcos Flávio e Roland Lavigne (PPS), Mário Alexandre (PSD), Ozéias Gomes (PSDB), Gilmar Bonfim (PV) e Ruy Carvalho (PRB).

MP e Polícia Civil apertam cerco ao abate clandestino de animais em Itabuna

Domingos Matos, 28/12/2011 | 18:14
Editado em 28/12/2011 | 18:15

O promotor de justiça Roberto de Almeida Borges acionou a coordenação da Polícia Civil da Bahia e a Adab para apertar o cerco contra o abate clandestino, comercialização e distribuição de animais em Itabuna.

Na mira dessas ações estão incluídos ainda os municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Santo Estevão, Senhor do Bonfim, Vitória da Conquista, Jacobina, Seabra e Mata de São João.

Uma das metas do Ministério Público, na área de defesa do consumidor é estabelecer o planejamento estratégico relativa ao combate ao abate clandestino de bovinos, a comercialização dos produtos em feiras livres ou à temperatura ambiente sem as adequadas condições de conservação e higiene.

Roberto de Almeida Borges afirmou que o objetivo é extinguir todos os matadouros de animais que funcionam na Bahia sem a imprescindível fiscalização dos serviços de inspeção federal, estadual ou municipal.

Segundo o MP, a proposta é conscientizar a população quanto aos riscos que se submetem quando consomem produtos clandestinos.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 13/11/2011 | 17:07
Editado em 14/11/2011 | 07:39

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

São Paulo – Brasil

USPSem maiores aprofundamentos sobre o que acontece em São Paulo, fica-nos o cheiro de que algo anda errado. As cracolândias são o caos da atualidade, seja-o pelo que representam em si de degradação social, seja-o por alimentar o que há de mais deletério: o tráfico e os traficantes, que deram de andar protegidos por aparato do Estado, como no Rio (a segurança do traficante Nem se constituía de policias fazendo um “extra”).

Mas, sem proselitizar o uso de qualquer droga (lícita ou ilícita), o caso da USP deixa um quê de estranho, quando o Estado, sob o pálio da proteção à comunidade acadêmica, se volta para prender “perigosos maconheiros” que andam usando o objeto do particular hedonismo no campus da tradicional universidade paulista.

Ainda que anárquico, ficamos com o chargista diante do que aparenta ser uma nova organização criminosa. Por sinal tão antiga como uma velha profissão, mudado apenas o caminho para a estesia. E, como aquela, presente em todas as camadas sociais desta contemporaneidade.

Palavra técnica

Não está fora de propósito a observação de Walter Fanganiello Maierovitch no Terra Magazine – “A hora e a vez da Rocinha e o campus da USP: Rio prende traficante e, São Paulo, universitários usuários de maconha” – postado por Luis Nassif Online, desta sexta 11:

 “A propósito, enquanto o Rio de Janeiro enfrenta a criminalidade organizada com uma adequada política de segurança (substituiu a militarizada e populista posta em prática irresponsavelmente pelo governador Sergio Cabral), a do governador Geraldo Alckmin optou, com apoio na linha neofascista da Lei&Ordem, pela perseguição a universitários que fumam maconha no campus da Universidade de São Paulo (USP). Isto com finalidade lúdico-recreativa (não medicinal)”.

“Em tempo de imunidade penal pelo mundo civilizado, como se nota por vários institutos premiais (plea bargaining, delação premiada, pattegiamento, bagatela, remição, desassociação etc), investe-se em São Paulo no de menor potencial ofensivo, enquanto o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma organização criminosa que já desmoralizou as polícias paulistas, espalha-se e difunde o medo na periferia da capital”.

Para refletir I

À Polícia Federal, na madrugada de quinta-feira, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, Rio de Janeiro, afirmou que “Metade do dinheiro que eu ganhava era para o ‘arrego’” (propina), que em alguns momentos lhe tomava 100% de tudo. (De Antônio Werneck – werneck@oglobo.com.br – n’ O Globo.com.

Ainda que não confirmado, o faturamento do ilustre Nem chegava a 100 milhões de reais ano.

A matéria diz que o traficante deu nome aos bois – policiais civis e militares e “agentes públicos”.

Ansiamos pelos nomes. Pelo menos dos agentes públicos não policiais.

Para refletir II

Em São Paulo um acusado de tentativa de furto teve a prisão decretada imediatamente pela Magistrada. O atrasado, que não chegou a tempo para audiência, por morar no outro extremo da “vila”, não foi perdoado pelo atraso, ainda que tenha chegado ao fórum, o que ocorreu três horas depois de condenado a um ano e seis meses de reclusão em regime fechado.

O crime cometido: tentativa de furto de três latas de atum e de uma lata de óleo, que, juntos, somavam 20,69.

Celeridade judicial é isso! E para azar do infeliz, não tem como impetrar habeas corpus ao Ministro Gilmar Mendes no STF.

Comunicação

Ainda que seja melhoria na comunicação a presença do PT na administração municipal de Ilhéus sinaliza eficiência. A presença do prefeito Newton Lima, acompanhado do deputado Josias Gomes, ocupa o noticiário.

Noticiário positivo.

Descobrindo a pólvora

Muitos pepistas itabunenses andam empolgados com campanhas contra a corrupção.

Para não perder o embalo seria oportuna a presença de lideranças nacionais no movimento local.

Começando por Paulo Maluf.

Cultura I

O Ministério da Cultura – ou simplesmente Minc – viveu fase de propostas inovadoras, tendo Gilberto Gil como Ministro, sucedido por Juca Ferreira. Baianos que redimensionaram a visão de como construir projetos tendo a cultura e as tradições de nossa gente como alavanca da identidade nacional.

Ficaram famosos os “Pontos de Cultura” e “Cultura Viva”.

E uma pretensão de Lula estava em andamento: uma espécie de “vale cultura”, incentivo ao consumo cultural. Quem o portasse poderia trocá-lo por livros, revistas, teatro, cinema, DVDs, discos.

Cultura II

No governo do nordestino retirante e ex-metalúrgico, Luís Inácio Lula da Silva, os recursos – por ele prometidos para alcançar 1% do Orçamento – saíram de 397,4 milhões, em 2003, para 2,29 bilhões em 2010.

Caíram para 2,13 bilhões em 2011 e despencam para 1,79 bi em 2012.

Esperávamos de Ana de Hollanda que, caso não avançasse com o “vale cultura”, pelo menos não retrocedesse nas políticas implantadas durante o governo Lula.

Cultura III

Coisas deste Brasil. Tem gente que envereda na área cultural só pela exposição. Alguns, também pela remuneração.

No fundo, edificar o álbum pessoal com fotografias ao lado de famosos torna-se mais importante.

Itororó I

Duelo singular vai sendo travado na terra da carne de sol. Enquanto o ex-companheiro Milton Marinho desanca a administração municipal Itororó vai conseguindo lauréis nacionais e internacionais.

Como as premiações não podem ser atribuídas a “agrados” do premiador, dá a entender que Milton enfrenta mesmo é uma briga pessoal com Adroaldo.

Itororó II

Chegam informações de que em Itororó, muitos dos pretensos adversários de Adroaldo não poderão candidatar-se. Problemas com a Justiça Eleitoral. Ainda que por irregularidades banais – mas fatais – como filiar-se em partido sem desfiliar-se do anterior.

Tempos mornos I

Ultrapassada a fase de filiações, marcada por arregimentação de novos quadros ou cooptação de nomes de expressão aqui e ali trazidos para siglas de maior expressão, a eleição de 2012 se encontra em fogo brando.

As conversas de bastidores vazam, dando o rumo desta ou daquela liderança a procura deste ou daquele candidato em potencial que possa cerrar fileiras com seu projeto. Não mais como filiado, mas como integrante de uma “grande coligação” para salvar Itabuna.

Tempos mornos II

Nada mais se ouviu de Geraldo Simões sobre o teatro e o centro de convenções. Acabou o “amor” pelas artes e cultura local, traduzido nas falas há pouco com Fernando Gomes, intermediadas por Raimundo Vieira.

Dissemos, em algum instante, que beirava o nonsense imaginar que Geraldo defendesse a continuidade das obras em terras de Fernando por simples altruísmo.

Tempos mornos III

GS tentou atrair parcela do PMDB através de FG que, como descobriram alguns, nem mesmo filiado estava ao partido. Mas o via com peso e densidade eleitoral para seu projeto político. Inimigo (não mais tanto) útil.

Deu com os burros n’ água até esse instante. Fica para um segundo momento. Caso Roberto Barbosa não descole para uma campanha capaz de derrotar Azevedo.

Tempos mornos IV

O PCdoB afirma candidatura própria em Itabuna. O PT de Ilhéus está melando a possibilidade de apoio do PP itabunense ao PT local. Dissensão interna afasta Vane do partido.

PMDB com candidatura própria ou aliado a Azevedo (no primeiro instante).

Geraldo corre para repor as perdas, já que não pode juntar os cacos.

De apoio concreto, a rejeição de Azevedo.

Tempos não tão mornos

No entanto, para muitos, difícil mesmo será Geraldo Simões inverter o conceito que lhe atribuem no momento político: de pensar só em seu projeto pessoal.

Itabuna Faz parte dele: pela a fatia de votos. Ainda nada desprezível.

a.M – d.M

Assim vemos a CEPLAC sob a nova chefia: antes e depois de Maynart.

Leituras de viola

Assim titulamos o rodapé passado, tratando a viola de Jayme Alem, para nós um “cultor qualificado”. Dando sequência às “leituras” hoje trazemos uma geração que marcou os anos 60, transitando de modo irreverente pela caipira: Os Mutantes (Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias). A música “Dois mil e um” (Rita Lee-Tom Zé), apresentada no Festival da Record de 1968, utiliza todos os motivos da “rebeldia” do experimentalismo daqueles anos, desde estereotipar o sotaque das duplas caipiras tradicionais a enveredar por arranjos impressionistas que definiram o estilo Rogério Duprat, mesclando instrumentos não tidos como naturais à natureza musical, como guitarra e contrabaixo elétricos, linha melódica traduzindo uma arquitetura que é marca de Tom Zé.

A proposta estética da geração faz falta nestes dias. E como faz! Ainda que sujeita a chuvas e trovoadas.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoCabôco Alencar não se basta em servir uma batida ao cliente fiel ou ao que descobre o ABC da Noite. Acompanha os diálogos da freguesia, conhece suas idiossincrasias.

Depois de fechada a última banda de porta e o cadeado sacramentado o encerramento do expediente, descia o Beco do Fuxico rumo à Cinqüentenário, gastando assunto com o aluno que lhe fazia companhia e fazia crítica à intervenção feita por um freguês, que se mostrara erudito nos primeiros goles e “desembestara na burrice” depois do quarto.

- É preciso compreender, “Cabôco”. E perdoar – encerra Alencar, com o sorriso no canto da boca, conciliador e magnânimo – é ainda aluno do ABC.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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