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Bahia utilizará Reconhecimento Facial nos jogos da Copa América

Domingos Matos, 13/06/2019 | 16:35

Destaque nos maiores eventos esportivos do mundo, a polícia baiana inova mais uma vez, na Copa América, com a estreia do sistema de Reconhecimento Facial em um torneio internacional. Disponível dentro e no entorno da Arena Fonte Nova, nas Estações de Metrô, Aeroporto e em pontos estratégicos, a tecnologia é mais uma aliada para a prevenção de crimes. Além das câmeras que permitem a identificação de pessoas procuradas, mais 190 aparelhos vão auxiliar o monitoramento no perímetro do evento.

À frente da tecnologia, mais de 11 mil profissionais vão garantir a segurança dentro e fora da Arena. Do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), policiais civis, militares, técnicos e bombeiros, além de representantes de forças federais e municipais, defesa civil e saúde, têm acesso às imagens da festa, facilitando o acionamento das instituições em casos de emergência. No total, 28 instituições públicas e privadas integram o CICC. Drones serão utilizados para captar situações de crise.

O centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICC-M) ficará estacionado na frente da Arena, recebendo as imagens do entorno e de dentro do estádio. O secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, revelou que o veículo também recebe informações do sistema de Reconhecimento Facial, facilitando a comunicação das equipes. “Queremos tornar a Bahia referência em segurança de grandes eventos esportivos, como aconteceu nas copas do Mundo e das Confederações, e nas Olimpíadas”, enfatizou o gestor.

 

Esquema

As atividades da Polícia Militar já tiveram início, com a escolta das delegações e a varredura dos hotéis onde as equipes do primeiro jogo, as seleções de Colômbia e Argentina, estão acomodadas. Os Centros de Treinamento e a Arena ainda passam por revistas.

Também é a PM que fará o controle do que entra no perímetro que cerca a Arena Fonte Nova. O trabalho desenvolvido no entorno e dentro da Fonte Nova contará com o apoio de diversas unidades especializadas como o Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), de Polícia Montada, de choque (BPChq), de Operações Policiais Especiais (Bope) e de Motociclistas (Águia), entre outros.

A instalação de nove portais de abordagem vai permitir a revista dos torcedores e profissionais que vão atuar no estádio e nos arredores, evitando o acesso de objetos que possam oferecer riscos à vida. Outros quatro pontos de verificação veicular também vão auxiliar a fiscalização das pessoas que terão acesso ao estádio.

Já a Polícia Civil atuará com policiais infiltrados nas áreas interna e externa do estádio, em atividade semelhante à realizada no Carnaval de Salvador. As equipes veladas fazem a observação de suspeitos e, confirmado o delito, acionam guarnição mais próxima para condução. A Delegacia Móvel ficará estacionada em frente à Arena e um posto do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) será montado na área interna do estádio, caso haja necessidade de registro de ocorrência. Equipes de pronto emprego da Coordenação de Operações Especiais (COE) e integrantes do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) também estarão disponíveis.

O Corpo de Bombeiros Militar, por sua vez, estará de prontidão com equipes especializadas em atendimento pré hospitalar, tendo à disposição uma ambulância, além de profissionais de combate a incêndio e de outras áreas de atuação, como de engenharia.

Já o Departamento de Polícia Técnica vai disponibilizar o serviço de identificação humana, promovendo o confrontamento de informações captadas pelo sistema de Reconhecimento Facial. Equipes especializadas permitirão a análise de documentos, detectando peças falsificadas. Unidades móveis realizarão exames das áreas criminalísticas e de Medicina Legal e estarão à disposição, com a realização de laudos de identificação de drogas e de lesões corporais.

 

 

 

Dama de Espadas: acusado de diversos homicídios morre em confronto com a polícia

Domingos Matos, 27/05/2019 | 10:29

Carta Dama de Espadas do Baralho do Crime, Bruno Ramos Figueiredo, mais conhecido como Bruno Bruxo, foi localizado no último sábado (25), durante operação integrada que envolveu troca de informações entre a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e as polícias Militar, Civil e Federal.

Bruno integrava uma quadrilha de tráfico de drogas com atuação na Liberdade, onde cometia homicídios. Ele foi encontrado no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, e reagiu à prisão. Houve confronto e, mesmo socorrido, não resistiu. " Bruno Bruxo era um dos alvos prioritários por conta da quantidade de mortes que ele cometia", afirmou o titular da Delegacia de Homicídio Múltiplos, delegado Odair Carneiro.

Com ele foram encontrados uma pistola 9 milímetros e dois carregadores. Participaram da ação equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, através da DHM, do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), da Coordenação de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e  da Rondesp/RMS.

 

Bahia: funcionário de banco tem explosivos presos ao corpo durante tentativa de assalto

Domingos Matos, 07/05/2019 | 15:49
Editado em 07/05/2019 | 15:54

Um funcionário de uma agência do Banco do Brasil de Muritiba, no recôncavo da Bahia, teve explosivos presos ao corpo e familiares feitos reféns durante uma ação de criminosos visando roubar a unidade, na manhã desta terça-feira (7).

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), no entanto, a polícia conseguiu fazer um cerco e os suspeitos fugiram sem levar nenhuma quantia.

As pessoas feitas reféns, que não tiveram identidades divulgadas, foram liberadas depois. Não há informações de feridos.

Os criminosos teriam abordado as vítimas na casa onde elas moram. Em seguida, colocaram os explosivos no corpo do funcionário, para que ele fosse até a agência sacar dinheiro para os bandidos. O plano, no entanto, foi frustrado pela polícia.

Agentes da 27ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e CIPE Litoral Norte foram enviados ao local e os suspeitos decidiram fugir. Eles levaram alguns reféns e os libertaram depois, na saída da cidade.

Equipes do Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) também foram deslocadas para a cidade, para fazer a retirada dos explosivos do corpo do funcionário, que também não teve nome e idade divulgados.

A SSP informou que equipes do Departamento de Repressão a Combate ao Crime Organizado (Draco) já iniciaram as investigações para identificação dos suspeitos de envolvimento no crime. (Com informações do G1)

SSPs da BA, do RJ e Polícia Federal capturam Seis de Ouros do Baralho

Domingos Matos, 12/02/2019 | 16:17
Editado em 12/02/2019 | 15:08

O criminoso mais procurado de Salvador, líder de uma organização criminosa que atua em diversos bairros da capital, autor de homicídios, entre eles uma chacina em 2013, foi capturado, na manhã desta terça-feira (12), na cidade carioca de Cabo Frio. Thiago Adílio dos Santos, o 'Coruja', tinha mandado de prisão e ocupava a carta Seis de Ouros do Baralho do Crime.

A ação foi realizada em conjunto pelas Secretarias da Segurança Pública da Bahia (Superintendência de Inteligência, Bope, DHPP e Draco), e do Rio de Janeiro, além da Polícia Federal da Bahia. Investigado desde 2010 por tráfico, Coruja era responsável por determinar mortes, roubos e distribuição de drogas, em Salvador. Após a chacina de 2013, na Avenida Peixe, bairro da Liberdade, quando cinco pessoas foram mortas, a polícia baiana começou a procurá-lo como alvo prioritário.

"Na última reunião de avaliação há 15 dias colocamos Coruja como meta para o primeiro semestre de 2019 e a resposta foi dada em tempo recorde. Parabéns às forças policiais estadual e federal da Bahia. Mais uma vez a integração fazendo a diferença", declarou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.

Coruja será trazido para Salvador em horário e dia sigilosos.

 

Policiais da Cipe Cacaueira recebem instruções do Bope

Domingos Matos, 11/02/2019 | 18:18

Trinta horas de treinamento intensivo fizeram com que oito praças da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cacaueira aprimorassem os conhecimentos num curso de rastreamento e contrarastreamento, ministrado em Ilhéus, no Núcleo de Ensino e Instrução, pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), e encerrado na última quinta-feira (7).

Orientadas pelo soldado PM Élton Barbosa de Oliveira, as atividades, iniciadas na última terça-feira (5), contemplaram dois policiais de cada um dos quatro pelotões da Cipe Cacaueira. Segundo Barbosa, as noções de patrulhamento rural “transformam os policiais em verdadeiros atuantes da tropa de elite”.

O comandante da especializada, major Ricardo José Souza e Silva, afirmou que o curso ajudará o efetivo na localização de criminosos. “A maioria desses bandidos se esconde dentro das matas e rastrear seus passos facilitará a prisão”, declarou, observando que o contrarastreamento, que é uma proteção para a tropa, é aprendida ao longo do curso.

Ainda explicou que essa capacitação em parceria com o BOPE “aumentará a eficiência da tropa, elevando o grau de segurança nas operações, principalmente em relação a ataques a carros-fortes e roubos a banco”.  

Rui reúne 18 deputados e 27 prefeitos em sua 300ª viagem ao interior

Domingos Matos, 17/07/2017 | 22:49

Na trecentésima viagem realizada ao interior da Bahia, nesta segunda-feira (17), no município de Santaluz, na região sisaleira, o governador Rui Costa agradeceu a presença dos 18 deputados federais e estaduais e 27 prefeitos que participaram do evento na cidade, marcado por uma intensa programação de entregas e autorização de novos serviços na região. A 300ª viagem de Rui foi alcançada em pouco mais de 900 dias de governo, com uma média de uma viagem ao interior a cada três dias de trabalho. Durante este período, o governador já visitou 162 cidades baianas, entregou ou visitou 238 estabelecimentos escolares e visitou mais de 120 unidades de saúde/hospitais. 

Mostrando uma boa adesão da base política, participaram do evento em Santaluz os deputados federais Valmir Assunção, Afonso Florence, Marcos Medrado e Robinson Almeida. Mais 14 deputados estaduais também prestigiaram o evento. São eles: Zé Neto, Alex da Piatã, Carlos Rodrigues, Fátima Nunes, Bira Coroa, Gika Lopes, Jurandy Oliveira, Marcelo Nilo, Roberto Carlos, Joseildo Ramos, Ângelo Almeida, Maria Del Carmen, Neuza Carvalho e Rosemberg Pinto.

Rui também agradeceu aos 27 prefeitos da região que participaram da solenidade: Candinho, de Caldeirão Grande; Lydia, de Capim Grosso; Gilberto Matos, de Caem; Liu Andrade, de Aurelino Leal; Adriano, de Nova Fátima; Raulzinho, de Gavião; Enilson, de Campo Alegre de Lourdes; Marcos Adriano, de Valente; Sergio, de Tucano; Nininho Goes, de Quijingue; Jai, de Barrocas; Silva Neto, de Araci; Celso, de Biritinga; Assis, de Conceição de Coité; Carlos Santiago, de Ichu; Cecília, de Itiúba; Dival Pinheiro, de Lamarão; Vando, de Monte Santo; Erivaldo, de Nordestina; Ricardo Maia, de Ribeira do Pombal; André, Queimadas; Erismar, de São José do Jacuípe;  Jobope, de Mairi; Professor Jailson, de Santa Bárbara; Vonte, de Retirolândia; Zé Filho, de Riachão do Jacuípe; e Cassinho, de Nova Soure.  

Prestigiaram, ainda, o evento, os secretários estaduais da Ciência, Tecnologia e Inovação, José Vivaldo Mendonça; do Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner; da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Carlos Martins; da Agricultura, Vitor Bonfim; da Infraestrutura, Marcus Cavalcanti; da Saúde, Fábio Vilas-Boas; do Turismo, José Alves; de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira; de Promoção da Igualdade Racial, Fábia Reis; da Educação, Walter Pinheiro; do Meio Ambiente, Geraldo Reis; do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana; de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte; de Relações Institucionais, Josias Gomes; de Desenvolvimento Urbano, Fernando Torres; além do presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado e do senador Otto Alencar.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 25/12/2011 | 18:03
Editado em 26/12/2011 | 09:41

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Homenagem ao baiano desconhecido

A Associação Brasileira de Imprensa promoveu ato de homenagem ao centenário de nascimento de Edmundo Moniz, no dia 12 de dezembro.

Baiano de Salvador, filho do ex-governador e senador Antônio Ferrão Moniz, professor de história e de filosofia, criador do Teatro Nacional de Comédias, naturalmente “afastado” do Brasil pela ditadura militar implantada em 1964 pelo crime de haver trabalhado com Juscelino Kubitschek e João Goulart – não fora o crime de pensar pelo marxismo – Edmundo Moniz nos deixou várias obras, das quais destacamos, em visão eminentemente pessoal, “A Guerra Social de Canudos” (Civilização Brasileira – 1978), uma desmistificação da propaganda oficial em relação ao “fanático” (nada fanático) Antônio Conselheiro.

“A Guerra Social de Canudos” inspirou e forneceu elementos históricos para “A Guerra do Fim do Mundo”, de Vargas Llosa e contribuiu, sem busca de louros, para as pesquisas que alimentaram nosso “Amendoeiras de Outono”.

Da libertação...

Há 40 anos era lançado “Teologia da Libertação. Perspectivas” (Vozes), pelo dominicano peruano Gustavo Gutiérrez, hoje com 83 anos, tido como o ato teórico de fundação do movimento teológico mais importante ocorrido na América Latina.

Fundada na opção de Deus pelos pobres, evidentemente renovou a mensagem cristã da Igreja Católica, em momento político adverso na AL. De logo recebeu o estigma de leitura marxista do cristianismo, enfrentada pelos regimes autoritários que passaram a perseguir seus defensores.

As Comunidades Eclesiais de Base, no Brasil, tornaram-se força viva e atuante na divulgação da práxis cristã, alimentando ações concretas de mostrar que o Reino de Deus também se fazia na terra (e não o fazia sob o entendimento de Max Weber). A solidariedade era a tônica.

...à alienação

Mas, hoje, para tristeza e desencanto, a Igreja Católica deixou de lado a Teologia da Libertação e passou a duelar com o pentecostalismo protestante exercitando o seu, com os carismáticos.

Que andam vendendo até areia e água do rio Jordão. Não propõem “lascas da cruz de Cristo” porque Edir Macedo esgotou o estoque.

Golpe contra a economia popular

Acesso dos Estados Unidos ao etanol produzido no Brasil, vítima de barreira alfandegária estadunidense há décadas. Festa para usineiros.

Que Deus tenha pena piedade dos que compram carro movido a etanol.

A não ser que os convertam para gasolina, os que não os tenham flex.

Profecias

Anuncia-se o fim dos tempos para 21 de dezembro de 2012, relatam intérpretes dos textos maias, denominados simplesmente “profecia maia”.

Para os tucanos, em particular a turma de José Serra, a profecia se confirmará caso a CPI da Privataria seja instalada.

O que pode acontecer justamente no ano fatídico: 2012.

Confissão

No embate CNJ x STF vai ficando claro o que representa o posicionamento da Ministra Eliane Calmon, ora Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, no enfrentamento à corporativa expressão do Supremo Tribunal Federal na defesa de que juízes somente sejam alcançados pelas apurações do CNJ depois de exauridas as instâncias internas do Judiciário, ou seja, de suas próprias Corregedorias.

Imaginando que engana o cidadão, o Ministro Marco Aurélio deferiu liminar inviabilizando a atuação do CNJ em tal mister, atendendo a pedido de entidade classista da magistratura. Leva o Ministro, à população que lhe paga os polpudos vencimentos, o desenrolar de um filme que terá por fim a conscientização da população que levará à desmoralização do Judiciário, como um todo, em que pese os defeitos pessoais o serem de alguns, talvez não tão gatos pingados assim, tamanha a mobilização classista encampada pelo Ministro.

No frigir dos ovos, o povo dará razão à Ministra Eliane Calmon.

Credibilidade em cheque

Quando o CNJ surgiu, ainda que mutilado diante de sua proposta original, visto que a participação da sociedade civil ficou limitada e reduzida, foi tido como um sopro de esperança no sentido de que não deveria existir num Estado de Direito um superpoder, alijado de fiscalização.

E o foi justamente porque as Corregedorias locais não conseguiam traduzir sua plena função, alimentando o corporativismo em suas apurações.

O embate em andamento põe a credibilidade do Judiciário em cheque.

Espírito natalino

Ficamos comovido com o espírito natalino do comércio local. Não sabemos se reflexo da bondade do empresariado nacional. Apenas registramos.

O consumidor percebeu, de logo, nas compras em supermercados, considerável aumento nos preços. Uvas pretas, pouco antes da semana natalina, custavam pouco mais de 9 reais. No Natal, o espírito cristão do Itão, por exemplo, as elevou para 12,98 reais. Quase 4 reais de diferença.

Natal solidário

Expressão bela, redundante para o espírito que norteia o dezembro a cada ano. O mínimo que se espera é que o Menino Deus seja compreendido em tal dimensão. Que custa menos na material, e mais na ética e na moral.

E viu-se pelos cantos do comércio local o chamamento ao reclamo natural, cristão. Dentre outros, proclamado e convocado pela Justiça do Trabalho local.

Esqueceram de avisar aos advogados. Ou fazer com que eles participassem da efeméride. Concretamente.

A greve da especializada completa neste dezembro seis meses, iniciada que foi em 1º de junho do corrente.

Os advogados esperam, em 2012, que a JT lhes seja solidária. E nem se fale dos que dependem de ambos (advogado x JT): trabalhadores e empregadores.

Por sinal, a razão da existência da JT.

Outro Natal

A jovem, nascida na véspera do gregoriano nascimento de Cristo, cultiva o hábito – hoje não tão comum – de erigir o seu presépio, como ensinado pela mãe.

Longe o seu, tradicional. Buscou no comércio adquirir um que lhe permitisse manter a tradição.

Para surpresa apresentaram-lhe um, onde só havia o Menino Deus na manjedoura e os três Reis Magos.

Ferida pelo ideário que norteia o natalino hodierno – ou, talvez, vendo o que muitos não veriam – não lhe restou outra reação: “Jesus mercenário”, o desse presépio, que nasce para receber presentes.

Sem pai, sem mãe, sem anjos.

O PMDB e o Natal de Leninha

Não espere Leninha Alcântara presentes do PMDB. Para ela, a indicação do partido à majoritária em 2012, constituía-se uma certeza. Se acontecer o será pelas circunstâncias, diante da fragilidade dos concorrentes internos.

No entanto, a esperança que nutria, de chegar à eleição como candidata, pode ficar para 2016.

Óbvio

A Amélia Amado somente será concluída do imediato do aniversário da cidade em 2012. Não se cuide de apenas questões técnicas como razões para o atraso.

Quem passa pela avenida já vislumbra, em alguns trechos, como ela ficará depois de pronta. E pode imaginar o impacto no imaginário da população local e regional.

Se gerará dividendos eleitorais é outra história.

Azevedo a apresentará como a grande obra de sua gestão. Geraldo Simões (temos que será ele o candidato do PT), o seu idealizador, quando custaria pouco menos de 7 milhões de reais.

Popularidade

Quando especulam as razões por que Geraldo Simões insiste na indicação de sua mulher Juçara Feitosa para prefeita nas eleições de 2012, além da circunstância de que gostaria de permanecer deputado federal como meio de melhor apoiar Itabuna, estaria contrariando o desejo do governador Jaques Wagner de vê-lo (ele, GS) o candidato dele (governador).

Assim, Geraldo estaria enfrentando uma pretensão do governador.

Mas, a considerar a popularidade de Wagner, receber seu apoio pode não ser muito bom, se levarmos em consideração a aprovação do governador na última pesquisa IBOPE.

E Geraldo pode estar enxergando isso.

De estranhar

Não vimos qualquer alusão na blogosfera local que acessamos referências à pesquisa do IBOPE sobre o nível do prestígio do governador Jaques Wagner. Apesar de divulgada na quinta 22 pela Bandeirantes.

A pesquisa, para avaliar a aprovação dos governadores de nove estados, aponta Wagner como o sétimo menos avaliado, em que pese estar em sexto lugar em razão do empate entre Anastasia e Cid Gomes.

Com 49%, atrás de Eduardo Campos (PE), com 89%, Beto Richa (PR), com 64%, Cid Gomes (CE) e Anastasia (MG), com 55%, Geraldo Alckmin (SP), com 54% e Sérgio Cabral (RJ), com 51%.

Jaques Wagner amarga a nada invejável colocação de terceiro pior dentre nove avaliados.

Por quê?

E Ousarme Citoaian, do domingueiro Universo Paralelo no Pimenta na Muqueca, se fez nascer e morrer para o leitor que o seguia. Desfez-se o segredo e todos descobriram Antônio Lopes seu alter ego.

Para os que sabemos quão alegre o ato de escrever e encontrar leitores ficamos com a inquietante indagação: por quê?

Segredo faz sentido enquanto segredo. Não à toa ainda a indagação: por quê?

Com circunflexo ou não? Provocamos, se pudéssemos e tivéssemos o poder de fazê-lo retornar. Pelo menos para responder ao porquê!

Considerando o que vem por aí

ano novoPresente de Natal

Nosso presente de Natal: leia “A Privataria Tucana” e procure responder, através das entrelinhas, por que o PT ajudou a melar a CPI do Banestado.

Aguardando

Continuamos aguardando a divulgação, pelo jornal A Região, dos nomes de “ex-diretores” do HBLEM, “ex-secretários municipais” e “ex-diretores de fundações” itabunenses. O que não exclui os dos “empresários”.

Fazem parte daqueles “25 nomes de Itabuna e Ilhéus”.

Porque é Natal

No rescaldo de Natal, o que fazer para prender o leitor? Imaginamos envolvê-lo com o que é do Natal. E o fazemos com mensagens, como essa interpretação de Maria Bethânia, para “Boas Festas” (acima), que mais fala e interpreta o que quis dizer Assis Valente, e Mercedes Sosa e León Gieco, com um pouco da realidade latina, em “La Navidad de Luiz”, de Edson Joanni.

No mais, “Boas Festas”!

Cantinho do ABC da Noite

cabocoFina-se o expediente. Hora de contas serem levantadas. Alencar, diante de um freguês em que deposita maior confiança, indaga:

– Tomou quantas?

– Essa é a quarta – confirma o aluno.

– Daqui a pouco desce a ladeira... na banguela! – dispara o Cabôco.

_________________

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 04/12/2011 | 19:31
Editado em 04/12/2011 | 22:17

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Sobre aquele cheiro estranho no mar

navio celsoEnquanto aquele cheiro estranho no mar da Bacia de Campos ainda rende notícias, acumulando multas para a Chevron (aquela do golfo do México) e que levantou em nós a suspeita de boicote, o Brasil vai (re)ocupando o espaço da construção naval, que em tempos de neoliberalismo tupiniquim – leia-se, PSDB/PFL sob o comando de FHC – fora praticamente extinta.

Com o simbólico batismo de “Celso Furtado” – o economista que tinha o desenvolvimentismo como mola mestra para o Brasil – foi lançado ao mar a primeiro petroleiro dos muitos encomendados pela Petrobrás em estaleiros nacionais.

O pensamento tucano-pefelista não via futuro em gerar empregos no Brasil.

O que divulgam

Novas sanções ao Irã, iniciativa da União européia. A imprensa divulga com todas as letras.

O que não divulgam

O Brasil na linha de frente dos que enfrentam a “ordem mundial” estadunidense-europeia. Mantendo sua histórica linha de atuação, de respeito ao ordenamento internacional e à autodeterminação dos povos. Enquanto ensaiam a invasão do Irã (coisa que Israel anda louco para que aconteça), na reunião dos denominados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), ocorrida em Moscou no dia 24 consensuou, dentre outros temas, em bloquear a pretensão dos EEUU e da Europa no Oriente Médio, como registra o www.conversaafiada.com.br.

Os dados da reunião, em que pese disponíveis no http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2011/11/25/brics-blocks-the-us-on-middle-east/ não foram por aqui divulgados com a ênfase merecida.

A considerar-se o texto haverá dificuldade para a perpetração da invasão pretendida. A não ser que façam letra morta, de vez, do que resta de ordenamento mundial.

Ou seja, não respeitar o veto que a Rússia dispõe no Conselho de segurança da ONU. 

Algo não está dito I

A prisão de Marcos Valério pode estar eivada de vícios. O inquérito que a sustenta tramita desde 2005 e o próprio Valério nele já fora ouvido e, ao que parece, não há nenhum fato novo em relação ao até aqui apurado.

Caso verdadeira a informação, não há justificativa para o decreto da preventiva, mormente se considerarmos a cautela hoje vigente para tal decretação, a teor da Lei 12.403/2011. Se viola a lei Valério terá liberdade amparado em habeas corpus.

Sem ofertar defesas a assunto que não conhecemos de perto (o inquérito e a decisão judicial em si) ficamos apenas a matutar em torno do porquê da prisão.

Algo não está dito II

Não seja negado o que representa de sensacionalismo a prisão de Valério, determinada pelo juiz de São Desidério, na Bahia. No entanto algumas indagações não estão ocorrendo na imprensa, principalmente a de que Marcos Valério nunca se negou a atender intimações para depor, tem domicílio certo e profissão definida e compareceu espontaneamente às dezenas de inquéritos aos quais responde.

Algo não está dito III

Por outro lado, a demanda estaria apoiada em grilagem de terras. Bastante singular que a medida judicial venha o correr cinco/seis anos depois de iniciada a apuração.

Para nossos botões, teria algum escândalo a pipocar precisando ser acobertado ou ter a atenção desviada.

Não nos esqueçamos de que Valério foi testa de ferro de Daniel Dantas. Ou que o julgamento do chamado mensalão está próximo! E tem algo a ver com o valerioduto tucano de Minas, enquanto espoucam problemas com o governo do tucanato paulista.

Mas que tem alguma coisa, tem!

Evento internacional

O Mercado Cultural, em sua XI edição, também se fez acontecer em Itabuna, mais precisamente em Ferradas na quarta 30, uma conquista do produtor cultural Ari Rodrigues, que trabalha com o projeto em outros municípios baianos, com encerramento programado para Salvador, de 2 e 7 de dezembro.

A essência da iniciativa diz respeito à interação em vários níveis (musical, teatral e folclórico) entre culturas distintas de diferentes continentes, dando “espaço a talentos” e ampliando “o engajamento cultural, promove trabalhos artísticos, dá visibilidade à cultura e oferece oportunidades de intercâmbio artístico e cultural, além de possibilitar o desenvolvimento profissional” – assinala o catálogo 2001 do evento.

Em Ferradas, por exemplo, estiveram presentes Europa, África e América do Sul, representados por grupos e artistas da Argélia e França (Houria Aichi & I’Hijâz’Car), Guiana Francesa (Chris Combette) e Burkina Faso (Papa Zon), além de Marcelo Ganem (Brasil).

Participação

ferradas intSingular a convivência do público com códigos musicais que lhe pareceria até estranhos, como a música de Houria Aichi & I’Hijâz’Car (esq), de tradição instrumental-melódico árabe-muçulmana.

ferradas inteOu a africanidade do registro oral da história tribal da casta griot (da qual descende) traduzido por Papa Zon (dir) e seu koran.

Ou a encontrar a afinidade com a música de Chris Combette, ferradas intertransitando entre o samba e as diversas facetas do caribenho, no que denomina de “alquimia de culturas”.

Inegavelmente, o ponto alto da noite para o ferradense, foi a apresentação de Papa Zon, seguida da de Chris Combette, que levantou o público. A empatia estabelecida pode mesmo ser traduzida pela afinidade cultural entre a gente ferradense e a origem comum dos que se apresentavam.

Ferradas no mundo

ferradas internA inserção de Ferradas no catálogo do XI Mercado Cultural a torna também palco e centro de interação entre diferentes continentes, fazendo-a não só o berço de Jorge Amado, mas uma referência grapiúna no cenário internacional.

A isso o povo de Ferradas se fez presente.

Recorde!

Considerando a declaração atribuída ao presidente da OAB local, Andirlei Nascimento, referindo-se à presença de “cerca de 2 mil pessoas no ato público” contra a corrupção (Pimenta de sexta 2), a manifestação itabunense é, até o momento, a maior reunião de pessoas em atos desta natureza no Brasil.

A foto publicada na Carta ao Leitor do A Região, deste fim de semana, no entanto, ainda que refletisse a concentração, não alimenta possibilidade de 200 pessoas.

Quem lá esteve que confirme a declaração de Dr. Andirlei e desminta a fotografia do A Região.

De uma forma ou de outra, não deixa de ser recorde!

Pensando em 2012

Os ensaios de afunilamento das propostas de consolidação de forças contra o PT local (leia-se, Geraldo Simões) tomaram força esta semana. Declarações do PSDB, através do ex-deputado federal e membro do diretório nacional do partido, João Almeida, trilham para apoio à reeleição de Azevedo.

A razão está na formação de uma aliança que viabilize uma vitória da oposição. Que na Bahia também envolve o PMDB, não fora a natural presença do DEM e do PPS.

Pensando em 2014

Como já observamos em texto anterior, essa eleição de 2012 extrapola seus limites. É que a disputa municipal contribui para a formação de espaços político-eleitorais para fortalecer o processo das eleições estadual e nacional, ou seja, de governadores e presidente da república.

Prédio da Câmara

Anunciada com pompa e circunstância, a construção da sede própria do Legislativo local empacou.

Exemplo a ser seguido

“As más notícias, algumas necessárias, não podem se sobrepor às boas”. A mensagem de Ramiro Aquino no seu “Ramiro na Squina”, no Diário Bahia deste fim de semana, traz a imperiosa recomendação de que a exploração pura e simples da desgraça (o que se tornou lugar comum Brasil a fora) não pode superar a ordem natural das coisas. O que significa dizer que não só de notícia ruim deve ser feito o noticiário.

O imaginário de nossa gente está sendo construído no sangue e na desdita alheia. Há uma idéia de que isto é que dá ibope.

A proposta de Ramiro não é busca por otimismo e sim uma contribuição para uma vida melhor.

Questão de saúde

Há estudos sobre o tema – a exploração do ruim como centro do noticiário – que recomendam uma mudança neste comportamento, em razão dos malefícios que causa.

Não podemos exigir que somente sejam divulgadas as boas notícias. No entanto, centrar-se nas más é um desserviço ao semelhante: da criança, ainda em formação, ao adulto, que já sabe das coisas.

Canhoto da Paraíba

Nascido Francisco Soares de Araújo (1926-2008), a circunstância de ser canhoto lhe trouxe o nome artístico. Natural de Princesa, na Paraíba, terra da famosa “revolta” de José Pereira, nos estertores da República Velha, em 1928, o compositor e instrumentista encontra o respeito do universo musical brasileiro, recebendo homenagem pessoal do então Presidente Lula, no Palácio do Planalto, em 2004, quando da retomada do Projeto Pixinguinha.

Aqui dois momentos de sua execução: “Pisando em Brasas” (de sua autoria) e “Saxofone Por Que Choras?” (Severino Rangel de Carvalho – o Ratinho), que integram o álbum “O Violão Brasileiro Tocado Pelo Avesso” (1977), produzido por Paulinho da Viola.

Cantinho do ABC da Noite

CabocoO mestre do ABC da Noite leva tudo ao limite do riso. Há instantes em que fica observando a conversa, sem dar uma palavra, à espera de uma oportunidade para mais um improviso. Como no dia em que falavam da idade de um freqüentador, que costumava negá-la como informação, até que interrompeu:

– É, Cabôco, aquele ensinou o ABC a Matusalém!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Os fatos e a bola de cristal

Domingos Matos, 08/04/2011 | 13:02
Editado em 08/04/2011 | 13:04

Adylson Machado

Adylson MachadoDa observação se extrai uma lição, não tão elementar para muitos: diante de fatos não há bola de cristal. A análise dispensa o esotérico e a verdade factual nunca se eximirá da verdade palpável em favor da especulação abstrata.

As eleições de 2010 deixaram lições que permitem reflexões contínuas, ainda não esgotadas, mesmo passado um semestre de seu término. Os que estamos na província pouco dimensionamos o que representaram para o PSDB, DEM e PPS os resultados eleitorais Brasil a fora. Derrotas como as de Arthur Virgílio, Tasso Jereissat, Heráclito Fortes, José Carlos Aleluia, Raul Jungman e aliados como Mão Santa retiraram da oposição não somente quadros importantes. Reduziram a força do discurso, agora limitado a alguns que o fazem ressabiados, como gato escaldado temendo água fria.

A eleição do “poste” Dilma Rousseff arrastou no caudal uma avalanche de resultados que só podem ser atribuídos ao efeito Lula, finalizando o mandato com aprovação inimaginável. Ainda que o Partido dos Trabalhadores não tenha alcançado um crescimento proporcional, outras siglas a ele aliadas encontraram proveitos significativos que repercutem na composição do Congresso.

A oposição está desnorteada. Sabe que o discurso do quanto-pior-melhor, ainda que respaldado por sistema midiático invejável, não produziu/produzirá resultados e mais perde diante das conquistas obtidas pela população em geral com as políticas desenvolvidas nos anos Lula, justamente porque tendem a continuar.

Sob esse particular, a pesquisa que o Ibope realizou para a Confederação Nacional da Indústria– CNI, publicada no Estadão de sábado 2, mostra a Presidente Dilma com apoio de 56% contra apenas 5% dos que lhe são absolutamente contrários – existindo 27% de regular e outros 12% que não souberam ou não quiseram responder – repercute com a delicadeza de um direto de Maguila em queixo de um peso pena.

Isso porque, se afastamos os 12 que não quiseram ou não souberam emitir ponto de vista, e considerarmos a os números absolutos de 88% (100% – 12%) o apoio alcança em torno 62%. Se Dilma obteve 56% de votos válidos e Serra 44 no segundo turno de 2010 e traduzirmos a pesquisa recente, permitido é concluir que o eleitorado de Serra (PSDB-DEM-PPS) não se mantém no patamar de outubro. O apoio à oposição encolheu.

O que há – imprescindível considerar – é que instrumentos que alimentaram a popularidade de Lula permanecem: a política salarial (que terá impacto já previsível com o reajuste futuro, na ordem de 12 a 13 por cento a partir de janeiro de 2012); o Bolsa Família, engordado com um aumentozinho; o desemprego recuando de 9,7 para 6,1%, tornando a busca por emprego menos angustiante. O consumo mantém-se aquecido e a melhoria na renda faz permanecer a política de distribuição que mudou a cara do Brasil.

Enquanto Aécio Neves não traduz no Senado a atuação de um Arthur Virgílio e Kassab arranja um meio de se aproximar do Planalto, milhares por este Brasil, do cenário nacional ao municipal, buscam engrossar as fileiras do universo “governista”.

A oposição – em xeque para manter-se com a atual representação no Congresso e nas Assembleias Legislativas – enfrenta o legado de Lula e a perspectiva oferecida por Dilma ao povo brasileiro, traduzidos em números das pesquisas.

PSDB e DEM estão sem rumo, sem alternativa imediata, sem discurso. O que dizer ao eleitorado em 2012? Sabem que a opinião pública não será alterada no imediato.  Ainda que trabalhe para 2014, tentando melhorar o trampolim 2012. E têm consciência de que a consolidação das políticas postas nestes oito anos acuam a oposição em duas frentes: uma com a possibilidade de  reeleição de Dilma; a outra, com a perspectiva de uma nova eleição de Lula. No momento é quase um beco sem saída.

O expressado pela senadora Kátia Abreu em entrevista ao Estadão nesta terça 5, de que “Oposição não é empresa de demolição; não precisa de adjetivos, mas de caráter”, partindo da Lacerda de saias, reflete a dimensão dos conflitos que afligem o DEM, privado de rumo e de um discurso que lhe seria fundamental: convencer as bases de que falava a verdade. Certamente perdeu “o caráter” quando buscou destruir a imagem de Lula quando esta se consolidava no imaginário popular e tornou-se (ela, a oposição) uma encrenqueira com dor de cotovelo. Ingressando no partido de Kassab, ainda afirma a senadora que “O PSD não vem fazer duelo ideológico” e que “busca uma tribuna mais eficaz” para a defesa de seu ideário, esgotado – deduzimos – pela via do DEM como instrumento político.

Os angorás da Bahia já lançaram seu manifesto: precisamos ocupar espaço (vemos mais como “não perder espaço”) e preparar as liças para 2014 (O TROMBONE, “‘Rodapés’ já o dissera”, de 5 de abril). Reproduzem o reflexo da apatia do discurso que não convenceu e se encontra repudiado pela maioria da população.

Dessa forma, retornando à província de todos nós – das Oropa, França e Bahia, como o diria o surrealista Zé Limeira – não nos causa espécie Azevedo saindo do DEM, ato ensaiado há muito. Ele é apenas um dos muitos que deixarão o partido já pensando nas próximas eleições. Como aqui, ali e alhures.

Por essas e outras não há melhor bola de cristal que observar a realidade que nos cerca.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 02/01/2011 | 10:28
Editado em 03/01/2011 | 17:03

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Ontem e hoje

Somos de um tempo em que o lambe-lambe assegurava a 3x4 para documentos, exibindo peculiar ritual para o fotografar. Casamentos e aniversários traduziam o conceito do profissional, tantas fossem as fotografias expostas enquanto aguardavam entrega. Sinal também de salutar prestígio financeiro.

Nas províncias de todos nós constituía-se especial forma de lazer debruçar sobre o trabalho exibido, identificando os personagens, suas poses. Destacamos desse tempo, no entanto, aquela quantidade de fotos exibidas juntinhas, formando um grande painel. Dezenas de fotografias amontoadas.

Como algumas colunas sociais.

Forjando o resgate cultural

Premiado com o repasse do “Jornal GAMBOA”, jornalgamboa@yahoo.com.br, a nós municiado por Eva Lima  http://evalimaatriz.blogspot.com/, realçando o documentário “O Voo do Caçador”, de Ângela Cibele de Sá Brito. Cibele, que finaliza o trabalho agora em fevereiro, integra um grupo preocupado com o resgate sócio-cultural de Boa Nova, terra do escritor Gey Espinheira (“O Relógio da Torre” – Via Litterarum), e também geografia do romance premiado pelo Bahia de Todas as Letras.

Com qualidade gráfico-textual e acessível eletronicamente o “Jornal da GAMBOA” motiva outros horizontes, demonstrando a riqueza cultural de que dispomos e pouco aproveitamos.

Como Itabuna carece de um trabalho semelhante e que falta nos faz o “ABXZ – Caminho das Letras”! Que, por sinal, num de seus números publicou entrevista com um boanovense internacionalmente conhecido, Aderbal Duarte.

Emoção e lembrança: para não esquecer

De especial significado e simbolismo ímpar o convite da Presidente Dilma Rousseff a 11 ex-companheiras de cela no Presídio Tiradentes, para a posse. (Detalhes em “Companheiros de Cela na Posse” http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/).

Mas, não será surpresa alguma manchete de primeira página de expressão do PiG tipo “Revanchismo: ex-terroristas na posse da presidente...”.

Ministério

Dos 37 que compõem o ministério de Dilma Rousseff, rigorosamente 16 vêm do governo Lula, dos quais apenas oito eram ministros e os demais secretários. Correspondem a 43%, o que permite uma ilação: a continuidade não é tão continuidade assim.

No plano de cada estado individualmente, destaca-se: São Paulo emplacou 9, Rio de Janeiro 6. A Bahia 3, e mais o presidente da Petrobrás. Já Minas, apenas 1, com uma vantagem: a presidente é mineira.

Caminhos menos ásperos

lula e dilma

Há sinais de que Dilma Rousseff disporá de meios para implantar políticas que Lula não conseguiu a partir de uma evidência: a ampliação das forças situacionistas no Congresso. A não ser que ocorra uma hecatombe a pulverização da base parlamentar em muitos partidos permitirá que o governo não fique tão refém do PMDB. O clientelismo deste pode ser pretendido por outros, o que alimentará equilíbrio, implicando no fortalecimento de Dilma e conseqüente redução do poder de barganha da coalizão.

Diferente do tempo em que uma dissensão do PMDB afetava diretamente o Governo, com a base mais diversificada a dissidência tende a prejudicar mais o dissidente do que o Governo.

Detalhes na posse

Dentre os que cumprimentaram a Presidente Dilma, depois dos chefes de Estado, Edir Macedo e diretores da Rede Record. Só por Edir dir-se-ia tê-lo sido como líder religioso. Mas a presença de diretores oferta outra conotação.

Hillary Clinton seguida de Hugo Chaves. Faltou cumprimentarem-se.

Legado I

O legado de Lula ao País é significativo. Todos os indicadores o demonstram em qualquer texto que se refira aos oito anos de governo. Mas algo está acima de qualquer análise: a auto-estima, com todos se sentindo unidades vivas da sociedade. Ou com esperança de alcançá-la.

Contrariando Marx e Engels, que proclamaram em 1848 a insurreição e a revolta da classe operária como solução para um mundo melhor e mais igualitário, as políticas de Lula demonstraram um novo axioma a ser ofertado ao capitalismo: cada um deseja ardentemente consumir; deixe-o fazê-lo.

Legado II

everton e lula

Sentiremos falta dele, como quando amigo ou parente querido viaja para longe. Dorzinha apertada da saudade. De certa forma, órfãos de seu jeito, de seu falar esganiçado. Os que pela primeira vez puderam alcançar o consumo, coisa de privilegiados, na esteira das políticas que repercutiram na melhoria do nível de emprego, reajustes salariais acima da inflação e crédito para quem não o tinha.

Talvez o menino Everton Conceição Santos (foto), de Lauro de Freitas, nos inspire pelo gesto de tocar-lhe a barba como embevecidos e encantados diante de uma figura chamada Papai Noel.

O que ele foi para uma considerável parcela do povo brasileiro.

Legado III

De certa forma, o carisma pessoal que Lula impregnou em sua política externa, leia-se diplomacia, decorreu em muito de certo personalismo amparado em sua história pessoal, de retirante a operário que lidera um movimento sindical, transforma-o em partido político e através deste alcança, depois de três tentativas frustradas, o cargo de Presidente. E o que pareceria de pouca importância, a experiência de sindicalista negociador, torna-se o trunfo essencial na condução direta no concerto das nações.

História igual é difícil de encontrar no cenário das lideranças mundiais.

Em tempo de posse

agouros

Nesse instante não custa lembrar o que andou circulando por este Brasil afora:

“O PT vai pensar com mais cuidado na escolha de seu candidato para a Presidência. Será mesmo a Dilma Rousseff? Se alguém quiser dar nome a um poste, pode chamá-lo de Dilma. Ela nunca foi eleita para um cargo representativo, não tem experiência eleitoral. Como pretendem jogá-la na eleição de 2010, que se anuncia como a mais disputada da história republicana do Brasil?” (Marco Antonio Villa, no “Estado de S. Paulo” 28/10/2008) 

A adversária com que sonham todos os candidatos do mundo“. (Augusto Nunes, título de post no site da “Veja” 7/2/2010)

Nas páginas amarelas da Veja, agosto de 2009, Carlos Augusto Montenegro, do IBOPE, afirmava: “A Dilma, em qualquer situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas, entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição.”

Nada a comentar.

“Ensinantes”

Eis palavra ainda não identificada nos vocabulários tradicionais, doravante utilizada por este escriba toda vez que se tornar necessário: quando imprescindível traduzir o que massifica em detrimento da informação crítica, da pedagogia, da educação.

Ouvimo-la do Professor Edmundo Dourado, enquanto discorríamos por vários temas e em particular essa realidade tolerada: “passar no vestibular” é mais importante do que “aprender para o vestibular”. Sob esse prisma o Professor Dourado definiu: há cursos dominados por “ensinantes” – os que massificam a informação – e outros, tornando-se raros, alimentados por professores.
Para nós, a distinção se configura entre o ciente e consciente de sua função e, antes de tudo, comprometido com ela, preparando gerações para pensar e decidir e os que alimentam a fornalha do mercado incentivando alunos pelo futuro contracheque.

Jorge Medauar I

medauar

Reencontramo-nos com “A Procissão e os Porcos”, de Jorge Medauar. Duas vertentes se nos afiguraram do texto, imortal para qualquer antologia: 1. a de que temos um contista identificável a Medaur; 2. que esse contista, Cyro de Mattos, enquanto dirigente só pensa em si e não na literatura regional.

Sob o primeiro aspecto, Cyro de Mattos, em “Berro de Fogo”, expressa o que há de melhor no conto brasileiro e em particular a grandeza do conto baiano. Para Jorge de Souza Araujo – ainda um “emergente” para Cyro – o conto baiano é a mais elevada manifestação do melhor do conto brasileiro.

Sob o segundo, o fato de “A Procissão e os Porcos” ter 50 anos de publicado. Com peculiar detalhe: obra premiada em concurso nacional promovido para atender as comemorações do Cinqüentenário de Itabuna.

Cyro de Mattos, aprofundado na SNASíndrome da necessidade de aparecer – não lembrou em 2010 do poeta e contista de Água Preta do Mocambo, tampouco da singular premiação 50 anos depois.

No centenário de Itabuna o cinqüentenário de uma obra premiada em idêntica efeméride do município.

Jorge Medauar II

O “Prêmio Anacleto Alves”, em nível nacional, iniciativa do Município para comemorar o cinqüentenário da cidade de Itabuna, destinava-se a obras de ficção sobre a região cacaueira, tendo Jorge Medauar concorrido sob o pseudônimo “J. J. Grapiúna” com o título provisório “9 Histórias do Cacau”.

A comissão do “Anacleto Alves”, composta por Adonias Filho, Eduardo Portela, James Amado, Jorge Amado e Sosígenes Costa premiou a “melhor ficção brasileira” e ainda concedeu Menção Honrosa a “Caxixe”, de Octacílio Lopes e “Uma cidade chamada Itabuna” de Armando Pacheco.

Os dirigentes da Itabuna cinqüentenária instituíram o “Prêmio Anacleto Alves”. Os da centenária não se dignaram de lembrar tão significativo instante. Pelo menos no calendário

Imperdoável esquecimento este da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania-FICC administrada por Cyro de Mattos. Mas, o que não faz alguém acometido de SNA!

Quando a ideia tem dono

Pecou Daniel Thame neste O TROMBONE ao falar “daquilo que alguns chamam de Partido da Imprensa Golpista”, que denomina de “Mídia Pistoleira” (não ficaria mal a retirada das maiúsculas).

A expressão tem autor definido, reconhecido e a ela vinculado: Paulo Henrique Amorim, que a ela (Pig) assim se refere: “Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista”.

Direito autoral é para ser respeitado. Pelo menos lembrado, caro Daniel!

Convocação

Daniel, texto a nós trazido pelo inesquecível Manuel Leal, afirma que “O ranger de dentes, a  crítica incessante ainda que trombando com os fatos e as tentativas de desestabilizar o governo, certamente prosseguirá durante o governo de Dilma Rousseff”. Comungamos com Daniel.

Daí esperarmos de Daniel Thame a defesa da regulamentação prevista nos arts. 221 e 222 da Constituição.

Generosidade

Um dado que confirma a generosidade do Governo Federal para com a Globo: no tempo de FHC, detendo 50% da audiência, ficava com 90% da verba publicitária oficial para a televisão. Com Lula, ainda que perdendo audiência, ainda detém 45%, segundo dados em http://www.conversaafiada.com.br/.

Certamente a Globo gargalha com sua parte no bolo. O Fantástico, por exemplo, carro chefe dominical, despencou, na última década, de uma média de 35 para 22 pontos anota Nonato Amorim, em “A Crise do Programa que Consagrou a Globo” (http://www.advivo.com.br/luisnassif/) de 30 de dezembro, com a Record mordendo seus calcanhares não só mais no domingo. 

Deu n’ O TROMBONE

A propósito de “Tirica come demais e é internado”, duas considerações: Primeira: em que pese a  filial informação pode não ter sido apendicite e sim fomite; Segunda; tinha o direito de fazê-lo por conta da remuneração que vai receber, presente dos que saem.

Nada de novo no Ano Novo

No mundo itabunense tudo na mesma: a Câmara e suas múltiplas eleições, com novo componente – a intervenção do Poder Judiciário. Na Prefeitura, a expectativa da reforma administrativa – mais expectativa do que a reforma necessária.

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Cantinho do ABC DA NOITE

caboco

Em 2011 Alencar Pereira da Silveira, o Cabôco Alencar, completará 80 anos. Irônico, já ensaia o seu epitáfio:

“Agradeço à família dos Anjos ter vivido como pecador”

(Delicie-se com o Cabôco Alencar lendo O ABC DO CABÔCO – Via Litterarum).

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traçostraçasAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Fenômeno: Lula bate novo recorde de aprovação

Domingos Matos, 16/12/2010 | 15:36
Editado em 16/12/2010 | 15:39

lulaPesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem aprovação de 87% da população, a maior registrada até agora, ao fim dos seus oito anos de mandato. O índice de brasileiros que aprovam o governo é de 80% e o dos que confiam no presidente é recorde: 81%.

Entre as pessoas ouvidas, 62% acham que a presidenta eleita, Dilma Rousseff, fará um governo ótimo ou bom. Na comparação com o governo Lula, 18% consideram que a administração de Dilma será melhor, 58% que será igual e 14% que será pior.

As áreas apontadas pela população como prioritárias para o novo governo são a saúde, educação, segurança pública, o combate à fome e à pobreza, combate às drogas, a geração de emprego e o combate à corrupção.

Em nove áreas de atuação do governo atual, sete tiveram avaliação positiva, com destaque para a segurança pública.

A pesquisa foi feita entre os dias 4 e 7 de dezembro, com 2002 pessoas, em 140 municípios.

Informações do iG.

Reconhecer - ainda que pareça difícil, não é impossível. É preciso! - II

Domingos Matos, 20/11/2010 | 15:23
Editado em 20/11/2010 | 15:28

Osias Ernesto Lopes

osiasUrge que seja (re)criada uma agenda positiva para a política em Itabuna. É preciso acabar com esse negócio de buscar brilho fácil (e falso) simplesmente falando mal de políticos. É fácil e dá “ibope” mas nada, nada constrói. A única coisa que resulta disso é o surgimento (ou a criação proposital? Olha, tem gente “pra” tudo...!) de algum “salvador da pátria”.

Pior do que forjar “salvador da pátria”  -  o que já é de todo execrável  -,  é fazer política “com o fígado”, por ódio a alguém, ou para satisfazer a interesses pessoais, trabalhando para derrotar determinado candidato, negando-lhe, de maneira odiosa, irresponsável e até inconsequente, virtudes que sabe lhe serem próprias.  

É preciso ter juízo! Política, justamente por almejar o bem comum, é coisa séria.

Aqui já falei sobre Emanoel Acilino e da extraordinária contribuição que deu (e que ainda pode e deve dar) à Administração Pública local, especialmente à política, mostrando que é possível, sim, construir uma discussão política decente, e portanto à altura dos anseios itabunenses, bastando para isso dialogar com pessoas de bem, coisa que, felizmente, a nossa sociedade possui à mancheia.

Na crença e na defesa intransigente do pluralismo de idéias, cuja compreensão é vital para a vida democrática, posso aqui me referir a mais um importante cidadão político de nossa terra: Dr. João Otávio Macedo.

Médico, pessoa admirada por todos que o conhecem, um verdadeiro cidadão, conhecedor das questões que são caras à nossa cidade e à Região Cacaueira. Político de primeira grandeza, Dr. João Otávio foi Presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna em passado não muito distante. Lisura, decência, honradez, são adjetivos que incorpora naturalmente.

Apesar de infelizmente não mais ter se lançado candidato, João Otávio mantém uma coluna no jornal de Valdenor Ferreira, de onde, fiel aos seus princípios ideológicos e com aguda perspicácia, trata de assuntos de interesse geral, e não raras vezes de natureza política. Mas para o seu potencial é pouco. Ele também pode (ou melhor, deve) contribuir muito mais para a ala sadia da política grapiúna.

O certo é que nomes não faltam a Itabuna para a composição de um Legislativo eficaz, competente, sóbrio, honesto, eficiente. Uma legislatura contando ao mesmo tempo com as participações de políticos como Emanoel Acilino e João Otávio não é quimera, é merecimento.

Itabuna precisa.

Osias Ernesto Lopes é advogado e ex-secretário da Administração de Itabuna

Ibope: Dilma eleita com 58%!

Domingos Matos, 31/10/2010 | 18:00
Editado em 31/10/2010 | 18:07

Foi melhor do que a expectativa. Na pesquisa de boca de urna do Ibope, Dilma obteve 58% dos votos. Zé Serra ficou com 42%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

A discussão agora é se ela supera o número-base e estoura de vez a boca do balão.

Viva a 1ª presidenta do Brasil!

Folha confirma: Ibope dará Dilma com 57% e Serra com 43%

Domingos Matos, 31/10/2010 | 17:14
Editado em 31/10/2010 | 17:15

Da Folha.com

A pesquisa de boca de urna apurada pelo Ibope neste domingo trará Dilma Rousseff à frente do tucano José Serra com folga. Segundo a Folha apurou, Dilma recebeu 57% dos votos e Serra, 43%.

Os números batem com os divulgados há pouco por esse blog (veja abaixo).

Principais institutos de pesquisa apontam vitória de Dilma

Domingos Matos, 30/10/2010 | 22:04
Editado em 30/10/2010 | 23:14

dilmaOs institutos de pesquisas Ibope, Datafolha, Vox Populi e Sensus divulgaram neste sábado (30) as últimas pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial antes da votação deste domingo (31).

A maior margem de erro é a da pesquisa CNT/Sensus (2,2 p.p.); A Vox Populi informa uma margem de erro de 1,8 ponto percentual, enquanto nas outras duas pesquisas a margem é de dois pontos percentuais. A variação pode ser para mais ou para menos.

Veja os resultados:

 

IBOPE

Foram realizadas 3.010 entrevistas neste sábado (30/10). O número de registro no TSE é 37.917/2010.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo" - veja mais detalhes da pesquisa Ibope.

Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT): 56%

José Serra (PSDB): 44%

Votos totais

Dilma Rousseff (PT): 52%

José Serra (PSDB): 40%

Branco/nulo: 5%

Indecisos: 3%

DATAFOLHA

Foram realizadas 6.554 entrevistas na sexta-feira (29/10) e no sábado (30/10). O número de registro no TSE é 37.903/2010.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo" - veja mais detalhes da pesquisa Datafolha.

Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT): 55%

José Serra (PSDB): 45%

Votos totais

Dilma Rousseff (PT): 51%

José Serra (PSDB): 41%

Em branco/nulo/nenhum: 4%

Não sabe: 4%

VOX POPULI

Na última pesquisa Vox Populi/iG antes do segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, confirma a dianteira de 12 pontos sobre o adversário tucano José Serra evidenciada nos demais levantamentos de intenção de voto.

Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT): 57%

José Serra (PSDB): 43%

Votos totais

Dilma Rousseff (PT): 51%

José Serra (PSDB): 39%

Em branco/nulo/nenhum: 5%

Não sabe: 5%

CNT/SENSUS

A pesquisa CNT/Sensus confirma o favoritismo da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o tucano José Serra. De acordo com o levantamento, a diferença entre eles é de 12,7 pontos percentuais. A projeção da sondagem é que Dilma receba neste domingo entre 58% e 63% dos votos válidos.

Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT): 57,2%

José Serra (PSDB): 42,8%

Votos totais

Dilma Rousseff (PT): 50,3%

José Serra (PSDB): 37,6%

Em branco/nulo/nenhum: 4%

Não sabe: 7%

P. S.: No caso da pesquisa CNT/Sensus, os dados relativos a votos brancos, nulos, “nenhum” e indecisos aqui publicados foram extraídos de gráfico publicado pelo instituto, e a conta não fecha, quando somados aos outros.

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