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Itacaré busca apoios em Brasília para projetos na área de educação

Domingos Matos, 16/05/2019 | 09:39

Buscar cada vez mais apoios de lideranças políticas e órgãos governamentais para que possam ajudar a alavancar e melhorar ainda mais a educação em Itacaré. Esse é o objetivo do prefeito Antônio de Anízio, que esta semana encaminhou para Brasília a secretária de Educação, Eliane Camargo, e a diretora pedagógica, Jamile Sousa, para importantes audiências e reuniões com deputados federais, diretores de fundações e dirigentes de Ministério da Educação.

Um dos encontros das representantes de Itacaré foi com o coordenador geral de formação de gestores e técnicos da educação básica do Ministério da Educação, José Roberto Ribeiro Júnior, onde solicitaram o apoio visando a qualificação e o aperfeiçoamento dos profissionais que atuam na área da educação. O coordenador do Ministério da Educação destacou a importância da Prefeitura de Itacaré estar atenta para a melhoria da educação básica e já garantiu que irá disponibilizar para o município o curso de formação continuada Escola para Gestores.

Ainda em Brasília Eliane Camargo e Jamile Sousa se reuniram com o deputado federal Márcio Marinho (PRB) onde apresentaram propostas de emendas parlamentares voltadas para a educação, principalmente no tocante a melhoria dos transportes escolares. Márcio Marinho parabenizou pela iniciativa e já garantiu o apoio, afirmando que a educação é uma das prioridades do seu mandato e Itacaré tem se destacado por investir na melhoria da qualidade do ensino.

Também por solicitação do prefeito Antônio de Anízio, as representantes da educação de Itacaré participaram do encontro Mais Brasil: FNDE em Ação pela Educação – Prefeituras, um evento eu teve a proposta de capacitar os participantes sobre os programas da Autarquia e prestar atendimento individualizado para solução de problemas pontuais.

O evento contou com a participação de cerca de 200 gestores e técnicos de prefeituras envolvidos na gestão dos programas educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Itacaré, segundo explicou a secretária Eliane Camargo, tem buscado cada vez mais as orientações sobre a execução dos programas educacionais gerenciados pelo Governo Federal, a correta utilização desses recursos repassados e de que forma isso pode refletir na melhoria da educação no município.

 

Prefeitos do Sul da Bahia participam da Marcha em defesa dos municípios em Brasília

Domingos Matos, 11/04/2019 | 12:38

Mais de 300 prefeitos baianos participam, desde segunda-feira (8), da XXII Marcha dos Prefeitos, em Brasília, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com o objetivo de apresentar o panorama da situação enfrentada pelos gestores locais e as principais reivindicações, a exemplo da revisão do Pacto Federativo. Do Sul da Bahia, uma comitiva formada pelos prefeitos ligados a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, espera sair do encontro, que encerra nesta quinta-feira (11), com a garantia de melhores condições financeiras para os municípios.

Na capital do Brasil, o presidente da Amurc e prefeito de Firmino Alves, Aurelino Cunha destacou que a Marcha é movimento muito importante para o Brasil, pois é uma oportunidade para que os prefeitos possam lutar em defesa de mais recursos para os municípios. “Eu, juntamente com os prefeitos filiados a Amurc, temos a preocupação de participar desse movimento e defender os interesses da nossa região, para garantir dias melhores aos nossos munícipes”.

A força do municipalismo foi evidenciada pelo prefeito de Barra do Rocha, Luis Sérgio Alves, ao destacar a importância da ida dos prefeitos a Brasília, que tem a função de fortalecer a gestão municipal. “Nós queremos melhorar os repasses para os municípios. Buscamos com a nossa ação, mostrar a unidade dos prefeitos do Brasil, especialmente da Bahia. É preciso um olhar mais ampliado da gestão municipal porque é dessa maneira que a gente vai ter um Brasil mais forte”.

A luta pela revisão do Pacto Federativo é uma das principais reivindicações dos prefeitos da região, e que no ano passado foi tema de uma reunião na Amurc, provocada pelo prefeito de Buerarema, Vinícius Ibrann. A esperança, segundo ele, é de que o presidente da República, Jair Bolsonaro, coloque em prática o compromisso firmado de rever o Pacto Federativo. “Com isso, precisamos nos fortalecer em conjunto e não de maneira individual para garantir a execução de compromissos firmados na Marcha, junto a União”.

Da mesma forma, a prefeita de Ubaitaba, Suka Carneiro, que integra a diretoria da Amurc, chamou a atenção dos prefeitos para estarem unidos, “pois juntos podemos fortalecer os nossos municípios, crescer e mudar a realidade da nossa região”. Já o prefeito de Itapé, Naeliton Rosa espera que o atual Governo possa “olhar” mais para os municípios, “de forma que possamos levar para os munícipes, obras nas áreas da saúde, educação, social”.

Sobre algumas conquistas da Marcha, o prefeito de Jussari, Antônio Valete informou que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli agendou para o dia 20 de novembro, a votação dos Royalties de Petróleo. “A Marcha está sendo muito importante, estamos colhendo os resultados de outras marchas. A luta é uma construção que estamos fazendo ao longo do tempo para melhorar as condições de vida do nosso povo, em curto, médio e longo prazo”.

Turista de Brasília é estuprada e agredida durante passeio em Maraú

Domingos Matos, 11/02/2019 | 10:20
Editado em 11/02/2019 | 10:49

Uma turista de Brasília foi estuprada e agredida por um homem não identificado, quando estava realizando um passeio em uma praia de Maraú, no sul da Bahia, região muito procurada por visitantes no verão.

De acordo com informações da Polícia Civil, o caso ocorreu no domingo (10), na Praia da Ponta do Mutá (foto). A vítima não teve identidade divulgada. A mulher prestou depoimento no domingo, na Delegacia de Turismo de Ilhéus, e foi submetida a exame.

Segundo a 7ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Ilhéus), a turista foi surpreendida por um homem moreno e magro, de aproximadamente 25 anos, com cabelo raspado, e que estava usando camiseta vermelha.

A vítima, conforme a polícia, tentou se livrar do criminoso após ser atacada, mas foi agredida com socos e chutes, antes de ser violentada sexualmente.

Policiais Militares de Barra Grande foram acionados para atender a ocorrência e fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar o suspeito. (Com informações do G1)

Rui Costa participa de reunião de governadores em Brasília

Domingos Matos, 30/05/2017 | 19:27

O Governador Rui Costa e outros 17 governadores estão reunidos hoje, em Brasília, para discutir assuntos de interesse comum e buscar saídas para a crise que também afeta os Estados. Na pauta, temas como o projeto que regulariza os incentivos fiscais concedidos à empresas e que será votado hoje na Câmara dos Deputados e a situação política do país.

Participam do encontro os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Pernambuco, Ceará, Alagoas, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Acre. Pela manhã, antes do encontro nacional, Rui e os outros oito governadores do Nordeste fizeram um encontro reservado e preparatório para o encontro nacional.

Enquanto comemora vitória no TRE, FG já monta estratégia em Brasília

Domingos Matos, 07/12/2016 | 12:26

Após a vitória no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por cinco votos a um, o candidato a prefeito mais votado em Itabuna, Fernando Gomes, já se movimenta em Brasília, à espera do recurso que deverá ser apresentado ainda hoje pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Aliás, refazendo a oração inicial: "Antes da vitória no TRE, Fernando já se movimentava em Brasília, à espera do recurso que o MPE deve interpor ainda hoje, no Tribunal Superior Eleitoral.

Isso mesmo. Sérgio Gomes, filho do candidato impugnado - e agora liberado pela Justiça Eleitoral -, desde ontem já prepara a defesa do pai na capital federal.

O Ministério Público vai apresentar recurso ao TSE em forma de Embargos de Declaração. Quer que a instância máxima da Justiça Eleitoral leve em cosideração a sentença proferida em acórdão do Tribunal de Contas da União, na sexta-feira passada (2), em que negou recurso a Fernando Gomes, que pedia reconhecimento do efeito suspensivo para uma de suas condenações naquele colegiado.

Aliás, esse foi o fundamento do único voto contrário dado a Fernando no TRE.

Não vai ter golpe

Domingos Matos, 17/04/2016 | 11:54
Editado em 17/04/2016 | 11:59

Do Conversa Afiada:

O DataCaf mantém a previsão: o Governo tem entre 190 e 200 votos.

E com isso não vai ter golpe!

Desde a última previsão, o movimento nas ruas só aumentou.

O povo sabe o que significa o Golpe, onde chega a Ponte para o Futuro do gatinho angorá dos militares, o Moreira Franco.

O povo sabe por que o Padim Pade Cerra quer o Golpe: para dar o pré-sal aos americanos da Chevron.

É a mesma Casa Grande de Vargas, JK e Jango.

Do mensalão e da Lava Jato.

É o desespero de quem não tem os votos.

São os mesmos torturadores da Dilma - na OBAN e na Câmara, hoje.

Os mesmos, a serviço dos mesmos – da elite!

O povo não é bobo, em várias instâncias.

A fuga de Brasília – prevista pelo senador Requião – desfalca mais os que querem o impeachment mas tem medo de se queimar, do que aqueles que não querem o impeachment mas tem medo de se queimar.

Além disso, quem tem que garantir o quórum são os Golpistas!

Sempre há um elemento a considerar: “o elemento humano”, como diz um informante do Conversa Afiada.

E o “elemento humano” tanto pode ser a covardia como a insuspeitada coragem!

Há a considerar que na Historia Universal da Infâmia, esse talvez seja o pior Congresso da Historia do Brasil supostamente democrata.

O Congresso eleito com o dinheiro de um “bandido” - segundo o deputado Silvio Costa -, o Eduardo Cunha, que, segundo Costa, sabe que vai se afundar, mas quer levar “ela” junto.

É o Congresso do deslavado e lavado dinheiro das empresas, que o Gilmar (PSDB-MT)  tentou preservar.

Segunda-feira, Cunha perdeu a serventia.

E a Justiça (sic) poderá encarcerá-lo.

Maioria dos ministros entra em férias ou recesso em Brasília. Tudo fica parado

Domingos Matos, 02/01/2012 | 21:13
Editado em 02/01/2012 | 21:15

Com a presidente Dilma Rousseff em férias na Bahia, a maioria dos ministros também sumiu de Brasília, para descansar. Dos 37 ministros, pelo menos 24 suspenderam as atividades em algum intervalo neste mês, de acordo com publicações no "Diário Oficial da União" ou informações das assessorias dos ministérios.

Assim, parte dos ministros requisitou férias e outros entraram em recesso, entre os quais alguns que ficaram em Brasília nas semanas dos feriados de natal e ano novo.

Na edição desta segunda-feira (2) do "Diário Oficial da União", foram publicados despachos da presidente com autorização de férias para quatro ministros: Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Mario Negromonte (Cidades) e Paulo Bernardo (Comunicações).

Na semana passada decidiram entrar em férias os ministros Aldo Rebelo (Esporte); Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário); Ana de Hollanda (Cultura); Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos); Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior); Miriam Belchior (Planejamento); Ideli Salvatti (Relações Institucionais); Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional); José Elito Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, inicia as férias nesta terça-feira (3) e volta ao trabalho somente no dia 16.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, tirou uma semana de recesso e volta ao trabalho na próxima segunda-feira.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também entrou em recesso de uma semana porque permaneceu em Brasília nas semanas de natal e ano novo.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 28/08/2011 | 20:47
Editado em 28/08/2011 | 21:22

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Contradições

Certas dietas são reconhecidas como contributivas para o câncer. Entretanto, mundo afora entidades que tratam ou cuidam da doença aceitam recursos de empresas que concorrem para aumento da incidência de câncer.

E fazem campanha, incentivando o nocivo consumo. E consideram “dia feliz” aquele em que as crianças são levadas a aprender a adoecer. Com apoio de escolas e professores.

Análises I

Geraldo Simões tem um argumento forte: Juçara para prefeita é a manutenção de sua vaga na Câmara Federal, para assegurar a representação regional. Sob esse aspecto, sobejas razões. Afinal, deixando a Câmara Federal restaria Josias Gomes, no momento vivendo com GS uma relação tipo “dois bicudos não se beijam”.

O que falta explicar é se somente há Juçara no PT itabunense. Se for argumentado que no momento só há ela, caberia indagar porque a mesma argumentação para 2012 não prevaleceu em 2000, quando GS também era deputado federal.

A conclusão: GS não pensou em ninguém do PT. Só ele ou alguém de sua intimidade.

Análises II

juçaraOutra especulação poderia justificar a insistência de Geraldo em torno de Juçara. Se, por hipótese, tivesse ele barrada sua candidatura, em decorrência de problemas com a Justiça Eleitoral, realmente só disporia de Juçara, já que não “preparou” ninguém para substituí-lo.

A Justiça Eleitoral em muitos casos ampara-se em decisões políticas (leia-se, Câmaras de Vereadores) ou técnicas (Tribunais de Contas, muitas vezes quando o Conselheiro está a serviço de quem o indicou) não suficientemente enfrentadas em tempo hábil – quando não típicas armações, como no caso dos Capiberibe – e levam gestores a viverem sempre no fio da navalha.

Sob esse prisma, Juçara foi elaborada como uma reserva de luxo, no instante em que pode mostrar trabalho à frente da Secretaria de Bem Estar Social do município de Itabuna, justamente na segunda gestão de GS.

Tirando o sofá

Amigos de GS andam atordoados com suas conversas com Fernando Gomes, iniciadas pelo próprio Geraldo através de Raimundo Vieira. Estão como aquele marido traído e que retira da sala o sofá onde flagrara a traição. Fazer o quê?

Nada a fazer!

Faltando alguma coisa I

O embate sustentado pelo deputado estadual Coronel Santana contra o Conselho Municipal de Saúde de Itabuna não traduz postura democrática, tampouco equilíbrio para construir soluções para a gestão da saúde itabunense.

Atribuir ao CMSI as mazelas por que passa o setor cheira a política de menor alcance. Ao bater no Conselho, como se este fosse causa, por exemplo, da existência de fantasmas no Hospital de Base – fato descoberto por sua própria irmã, que dirige a FASI por sua indicação – o deputado gera uma reação à intolerância com que trata os atuais conselheiros e põe gasolina no fogo como meio de apagá-lo.

Está faltando alguma coisa no gabinete do Deputado: ou bom senso ou conselheiros.

Faltando alguma coisa II

santanaO deputado Coronel Santana, que tem iniciativas altamente louváveis, como defender a redivisão territorial da Bahia, com particular ênfase entre Ilhéus e Itabuna, para ampliar os limites grapiúnas, ou aliar-se aos que defendem a criação de uma Região Metropolitana tendo as duas cidades como pólos, alimenta desgaste desnecessário, correndo o risco de angariar inimigos gratuitos a projetos de tamanha relevância para Itabuna.

Como dissemos acima, está faltando alguma coisa: ou bom senso, ou bons conselheiros em sua assessoria.

A propósito

Aplaudindo a faxina iniciada com a descoberta dos fantasmas na folha do Hospital de Base a sociedade aguarda os nomes dos beneficiados.

Ainda que isso possa causar “irritações”, não só naquele que percebia 12 mil reais, vinculado a um mangangão da política local, eleito em 2010.

Édson Dantas

Teria alardeado que não apoiaria candidatura petista. Esqueceu-se que a relação entre a cúpula estadual do PSB e mesmo parte da local, está muito vinculada a Geraldo Simões. Para não esquecer, Juçara é suplente de Lídice da Mata. Foi “desautorizado” a falar sobre o tema.

Resta observar, de agora em diante, o que dirá Dr. Édson sobre a sucessão.

FICC

sandraO que circula em relação à nova Presidente da FICC, Sandra Ramalho, somente diz respeito à sua condição de esposa de vereador. No entanto, para contribuir com futuras “especulações” alheias registre-se ser a Senhora Roberto de Souza, natural de Juazeiro, pedagoga, advogada, ex-bailarina e poetisa.

Mal assumiu a FICC já mantém contatos com grupos e movimentos culturais de Itabuna (tarefa insossa para Cyro de Mattos), como o Clube dos Poetas do Sul da Bahia, ACATE, ACODECC.

Inclusive participando da já tradicional “Sopa Cultural”, onde se reúnem para trocar idéias (foto do Blog da Acate).

Ocupando espaços

Certamente só a pessoas de seu círculo íntimo, muito restrito, Geraldo explique a estratégia de aproximar-se de Fernando Gomes. Talvez o pretendesse há muito, se estamos certo em nossa análise. O Centro de Convenções foi o álibi para que a coisa viesse a público. O que teria ocorrido a partir de uma denúncia através do Fantástico da Globo que tratava de obras inacabadas pelo Brasil, dentre elas o CC itabunense, onde considerável soma de recursos públicos já havia sido aplicada – como o disse o deputado em entrevista ao Alô Cidade da TVI no último dia 27.

Superações I

De uma hora para outra o espírito público de GS superou picuinhas provincianas (coisa de cabo eleitoral apaixonado), e descobre a partir da Globo, há pouco, que existiam recursos públicos aplicados no CC.

Sob esse prisma, só elogios a GS.

Apenas temos a considerar, pelo fato em si mesmo, que ocorre de maneira um tanto tardia, uma vez que o CC encontra-se paralisado desde o início da última gestão de Fernando, o que representa quase seis anos.

Superações II

Sob esse aspecto, ainda que elogiosa a “conversão” em reconhecer que uma obra daquele porte precisa ser concluída, temos a considerar que GS também já era deputado federal, e Wagner governador, assim que as obras foram paralisadas quando dependiam dos recursos do Estado.

Nem assim Geraldo se lembrou do Centro de Convenções.

Ainda sob esse ângulo, a iniciativa de Geraldo depois da edição do Fantástico poderia tê-lo sido diretamente ao Governador, visando a conclusão da obra, quando ambos assumiriam a paternidade sem intermediários.

Por que então os contatos com Fernando Gomes, com quem GS não falava desde 1992?

Razões I

Resta então, sob o condão dessa análise, verificar a razão por que de Geraldo se despertar para a importância da conclusão do CC e da iniciativa de entrar em contato com Fernando, através de Raimundo Vieira, para intermediar a viabilização de recursos do Estado para sua conclusão.

Num primeiro momento, aproveita-se da mobilização de uma parcela da sociedade itabunense, dentre ela a de membros da classe artística, que reclama pela conclusão (Eva Lima o fez ao vivo e em cores, no encontro do Pensar Cacau, cobrando-a dos muitos deputados estaduais ali presentes, assim como Ari Rodrigues na matéria do Fantástico), elevando o tema a foros antes não previstos.

Num segundo instante, com a força que tem e a representação de que dispõe, além da circunstância de aliado do Governador, precipita o processo que entende inevitável – a conclusão em si – para afastar outros atores que dela poderiam também se apropriar (deputados estaduais, por exemplo) e que encontrariam bandeira que repercutiria no processo eleitoral que se aproxima.

Razões II

Nesse aspecto, retira dos demais a bandeira, tornando-os – se o desejarem – meros coadjuvantes. E o fez – não há que ser negado – de modo competente, ao buscar a principal pessoa interessada: Fernando Gomes. Antecipou-se aos demais utilizando-se de um “aliado” fundamental.

E desdobra uma estratégia política, inegavelmente sábia. Simplesmente uma grande jogada: a de se aproximar de Fernando, que pode lhe interessar politicamente (acenderia vela para Deus e o Diabo, para garantir seus propósitos eleitorais, já o disse GS), com o discurso de que não o faz por interesse individual seu, mas pelo da coletividade de Itabuna.

Rescaldo

E outro desdobramento se torna imperativo para análise: até mesmo de Fernando Gomes retira o discurso absoluto da existência e conclusão do Centro de Convenções.

Quando nada, deixa-o no contra-pé, preservando a candidatura petista e o Governador do discurso virulento de Fernando Gomes.

Outro fato a ponderar

Particularmente temos que há um singular elemento estratégico na ação de Geraldo: inibir qualquer atuação política de reaproximação entre FG e Azevedo. Que poderia ser um golpe fatal para as pretensões de Geraldo, tendo Juçara como nome do PT para a sucessão.

Não nos esqueçamos de um mistério que paira sobre as pesquisas para 2012, onde somente são ofertados números da rejeição de Azevedo. Nunca mostrados os das intenções de voto em Azevedo nesse cenário de alta rejeição.

Para não esquecer

Outrossim, ainda não há respostas no universo da análise política local para o caso de Azevedo não sair candidato. A hipótese é plausível, tanto por interpretação que a Justiça Eleitoral oferte à circunstância de haver substituído Fernando na condição de Vice-prefeito, como na de rejeição de suas contas pelo Legislativo local.

E nessa circunstância para onde penderia o eleitorado de Azevedo? Dificilmente para o PT, que será vilão com um novo “PT do tapetão” explorado à exaustão.

Aí então, no embate político de 2012, não haveria “inimizade política” mais profunda entre Geraldo e Fernando, visto estar nas mãos do Governo Estadual a efetivação de uma obra que interessa diretamente a Fernando Gomes.

Entrevista nas entrelinhas

Na entrevista concedida ao Alô Cidade da TVI, no sábado 27, marcada pelo critério, de alto nível, de lançar a bola para o entrevistado e deixá-lo à vontade para fazer de embaixadas a gol contra, Geraldo Simões sinalizou algumas situações nas entrelinhas de sua fala:

1. Não atacou quaisquer das administrações de Fernando Gomes, antes o titular de todo “saco de maldades” para com Itabuna, nem mesmo quando o tema Saúde foi aventado;

2. Cabe a Vane tentar o terceiro mandato de vereador dentro do PT, “onde aprendeu a fazer política”. Pelo descaso e ironia com que tratou o tema ou tem como favas contadas a saída de Vane ou esnoba do futuro político do vereador;

3. Fustigou o PCdoB, ao lembrar a candidatura de Davidson Magalhães em 1996, que ficou famosa como “laranja” de FG. A insinuação poderia alimentar o discurso no curso da campanha de que o candidato de PCdo B poderia se tornar um “inocente útil”;

4. Quanto ao PMDB quase manteve silencio, limitando-se a pretendê-lo na base de sustentação de uma candidatura petista para unir forças com vistas à recuperação de Itabuna.

5. Disse não entender a postura de Roberto de Souza, tendo o apoio do vereador ao Prefeito como contraditória em relação à própria família, que estaria no Governo Wagner.

Nesse particular, jogando para a platéia, GS encobre uma verdade: quem sentou com Azevedo não foi um Roberto de Souza isolado, mas o próprio César Borges, o que sinaliza aquilo que já aventamos neste espaço: dificilmente o PT encontrará apoio do PR e do PMDB em 2012 à luz da realidade deste instante.

O que não passa ao largo da visão deste analista é o fato de que Borges e ACM desancavam Geraldo na tribuna do Senado, quando GS, então dirigente máximo da CODEBA, frustrou pretensões carlistas e bastante particulares de César Borges em relação à concessão de um terminal portuário em Aratu, menina dos olhos de Borges.

Bateu o martelo

Como de se esperar – pela forma como conduzia o processo de aproximação iniciado por Geraldo Simões – Fernando Gomes, “em céu de brigadeiro”, bateu o martelo: terá candidato para a sucessão, que não será Azevedo, tampouco Geraldo. Afirmou-o Paulo Lima, na TVI, que ouviu do próprio ex-prefeito. Sinaliza até para a possibilidade de mais um “sacrifício”.

Gáudio para os fernandistas que torciam o olhar para a aproximação. Certamente tristeza para Geraldo, que sonha ver FG fora da disputa para conquistar dissidentes para suas bandas.

Tudo pelo andar da carruagem. No momento.

Sylvia e Sylvinha Telles

A coluna resgata dois ícones da interpretação brasiliana: Sylvinha Telles, morta em 1966, aos 33 anos, em desastre automobilístico, filha da também maravilhosa Sylvia Telles. Duas pérolas de suas interpretações: “O Que Tinha de Ser”, de Jobim e Vinicius, com a filha, e “Estrada do Sol”, de Jobim e Dolores Duran, com a mãe.

Cantinho do ABC da Noite

caboco– Quem gosta de casa é marimbondo, cupim, joão-de-barro (que é, inclusive, engenheiro) – critica quando alguém se diz caseiro. E completava:

– Botão, como os outros, nem paga aluguel!...

– Quem é Botão, Cabôco? – pergunta um mais desprevenido, imaginando ser alguém que visite o ABC.

– De camisa, Cabôco.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Aviso aos navegantes

Domingos Matos, 28/08/2011 | 20:28
Editado em 28/08/2011 | 20:34

Entrevistado pelo jornalista Paulo Lima, no programa Alô Cidade, da TV Itabuna, o deputado federal Geraldo Simões foi incisivo quando questionado sobre quem seria o nome do PT nas eleições municipais de 2012 em Itabuna: "A candidata é Juçara", garantiu.

Além de alinhar a experiência e o trabalho de Juçara na Secretaria de Desenvolvimento Social da PMI, Geraldo usou outro argumento que será recorrente nessa pré-campanha: "Itabuna não pode abrir mão de um deputado federal".

Acompanhando o discurso, um exemplo prático: "Se não estivéssemos em Brasilia e nos articulado com a bancada baiana e buscado o apoio junto a Wagner e Lula, a sede da Universidade Federal do Sul da Bahia seria em Porto Seguro".

Conhecendo um pouco o espírito decidido do homem, poucas dúvidas hão de restar a partir daqui.

Informações do Blog do Thame.

Geraldo defende Juçara na disputa pela prefeitura e revela apoio de Lula pela Ufesba

Domingos Matos, 22/08/2011 | 13:05
Editado em 22/08/2011 | 13:10

cnbAs eleições municipais em 2012 nas cidades do Sul da Bahia foram o principal tema do encontro da corrente Articulação/Construindo um Novo Brasil, do Partido dos Trabalhadores, realizada na manhã deste domingo (dia 21) em Itabuna. A CNB defende a formação de alianças, mas principalmente, o fortalecimento de candidaturas do PT, partido da presidenta Dilma Roussef e do governador Jaques Wagner.

“Entendemos que as alianças feitas por Dilma e Wagner são necessárias, mas vamos mostrar à população que o nosso partido reúne maiores condições para administrar os municípios nesse processo de retomada do desenvolvimento regional”, afirmou o deputado federal Geraldo Simões.

Simões citou o caso de Itabuna, “onde a administração municipal sucateou a saúde e não faz uma única obra com recursos públicos, apesar do repasse de verbas federais ter aumentado 40% em relação ao ano passado”. “Todas as obras realizadas em Itabuna tem recursos do Governo Federal e do Governo Estadual”, lembrou Geraldo, ressaltando que “são mais de 220 milhões de reais investidos em Itabuna, recursos que podem ser ampliados com a eleição de uma candidata do PT, com mais capacidade de articulação junto a Dilma e Wagner e, principalmente, com competência para governar”.

Presença em Brasilia

Geraldo Simões defendeu a candidatura de Juçara Feitosa a prefeita, argumentando que, “além de Juçara ser uma pessoa com experiência reconhecida e liderar as pesquisas, Itabuna não pode abrir mão de ter um deputado federal atuando em Brasília, já que lá cada parlamentar defende prioritariamente sua base eleitoral”.

Ele disse que “se nós não tivéssemos promovido uma mobilização junto à bancada baiana, que envolveu o governador Jaques Wagner, a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, a reitoria da Universidade do Sul da Bahia seria instalada em Porto Seguro. E é assim com todos os investimentos que a gente precisa trabalhar para trazer para o Sul da Bahia”.

A suplente de senadora Juçara Feitosa também defendeu “a formação de uma ampla aliança com os partidos da base aliada a Dilma e Wagner, já que acima de tudo está o nosso interesse em promover o resgate de Itabuna, superando esse período de caos administrativo e retomando o caminho do desenvolvimento, recolocando a cidade como um dos grandes pólos econômicos da Bahia”.

Juçara destacou a importância “da eleição de uma bancada expressiva do PT na Câmara de Vereadores, para que possamos ter um Legislativo que auxilie o Executivo nos projetos para a melhoria das condições de vida da população”.

Para a presidenta do diretório municipal do PT em Itabuna, Miralva Moitinho, “vamos unir o partido para as eleições de 2012, buscando eleger prefeitos e vereadores comprometidos com as mudanças sociais e econômicas que a presidenta Dilma vem promovendo no Brasil e o governador Wagner vem realizando na Bahia”.

Participaram do encontro da Articulação/Construindo um Novo Brasil lideranças petistas de Itabuna, Ilhéus, Ibicarai, Coaraci, Itacaré, Itajuipe,Canavieiras, Camacan, Itaju do Colônia, Gongogi, Aurelino Leal, Ibirataia, Ibirapitanfa, Floresta Azul, Santa Cruz da Vitória, Mascote e Ubatã.

José Alencar foi exemplo de luta pela vida

Domingos Matos, 29/03/2011 | 21:23
Editado em 29/03/2011 | 21:42

Jose AlencarSedado, para não sentir dores, despediu-se da vida hoje o ex-vice-presidente da República, José Alencar. Um guerreiro, que lutou por 13 anos contra diversos tumores cancerígenos - há cinco lutava contra o do abdomen, conhecido por sarcoma.

A morte foi às 14h41 em decorrência do câncer e de falência múltipla dos órgãos. O corpo será velado nesta quarta-feira (30), no Palácio do Planalto, em Brasília. Na quinta-feira (31), o corpo vai para Belo Horizonte, onde será novamente velado no Palácio da Liberdade e, posteriormente, enterrado no cemitério do Bonfim, na capital mineira.

Durante o tratamento contra o câncer, Alencar foi submetido a 17 cirurgias, perdeu um rim, dois terços do estômago e partes dos intestinos delgado e grosso. Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, pai de três filhos --Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia -- e avô de cinco netos (em 2001 ele passou a responder a um processo de reconhecimento de paternidade ajuizado por Rosemary de Moraes).

O quadro clínico do empresário que ajudou a eleger Lula em 2002 e em 2006 piorou três dias antes do último Natal, quando foi internado com urgência após uma nova hemorragia abdominal provocada pelo tumor no intestino. Os médicos contiveram o sangramento, mas não puderam retirar os tecidos comprometidos pela doença, impedindo o político mineiro de se despedir do cargo em Brasília e de participar da posse da presidente Dilma Rousseff.

De dezembro até os primeiros meses de 2011, o ex-vice voltou a ser internado diversas vezes, sempre em situação muito grave. Cirurgias foram descartadas nas últimas internações devido ao estado delicado de sua saúde.

Em novembro de 2009, Alencar garantiu que se a saúde permitisse seria candidato ao Senado. No início do ano passado, cogitou tentar o governo de Minas Gerais. Porém, em abril, afirmou que não disputaria cargos por estar em tratamento de quimioterapia contra o câncer.

"Decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi. Subi a rampa com ele [Lula], vou descer com ele. Ele também não se afastou, vamos juntos", disse na ocasião. Proibido pelos médicos, ficou no hospital enquanto Dilma e seu sucessor, Michel Temer, recebiam o cargo no Palácio do Planalto.

Informações UOL

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 21/11/2010 | 13:42
Editado em 21/11/2010 | 20:12

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

À espera da prescrição

Insinuações da possibilidade de apuração, pela Polícia Federal, de indícios de crime a partir de empréstimos consignados celebrados através da Câmara Municipal. A sociedade exulta com a iminência da investigação.

A mesma sociedade que ainda espera o resultado de uma operação da mesma PF, que andou bloqueando entrada do Centro Administrativo e “assustando” muita gente, inclusive secretários da então administração de Fernando Gomes. Falava-se da existência de desvios de recursos da Saúde.

Investigar e apurar é sinal de maturidade em qualquer Estado de Direito. O risco é a prescrição, ou seja, deixar caducar a oportunidade de punição.

Com a palavra a Polícia Federal. Se o caso não estiver sendo apurado em segredo de justiça.

Lá e cá

ionáSignificativos os avanços trazidos pelas administrações petistas na implantação de políticas de governo, onde se destacam a distribuição de renda e a ampliação de oportunidades de ascensão social para camadas da população historicamente relegadas.

No entanto, no plano interno, o PT caminha, pelo andar de umas poucas carruagens – que repercutem negativamente na imagem do partido – para alcançar isonomia com uma gama de outras siglas partidárias no campo de desvios na moralidade.

Não bastasse o nepotismo de Erenice Guerra – lá, em Brasília – e nos debruçamos com denúncias de igual prática – cá, em Camamu (terra da prefeita Ioná Queiroz) – segundo o Pimenta na Muqueca 16 (“A grande Família”), com o singular desprendimento de sete parentes e dois contraparentes encastelados no erário da administração municipal.

Aqui e acolá

A sociedade cobra da riqueza adquirida da noite para o dia dentre os que exercem funções públicas. A isto se denomina patrimonialismo – transformar a coisa pública, do povo, em instrumento de vantagens pessoais – prática sedimentada muito mais na corrupção que na legítima acumulação material.

Para enfrentar isso, temos defendido que a sociedade organizada exerça o poder concreto de fiscalização, amadurecendo o processo de democracia participativa direta, imediata, acompanhando as ações dos agentes públicos (funcionários) e políticos em particular (vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente da república).

Associações de moradores, de bairros, conselhos municipais etc. constituir-se-ão, no instante em que a cultura da cidadania ocupar o espaço que lhes é inerente, nos fiscais da execução orçamentária. 

Lá e cá, aqui e acolá

Dois resultados se vislumbrarão: a denúncia aos órgãos competentes – judiciários e não-judiciários – para a apuração cível e criminal e o alijamento da vida política dos que não se portarem conforme os ditames da moralidade, negando-lhes o voto.

Poderíamos começar pelo comecinho: olhando o patrimônio pessoal de nossos estimados políticos, eleitos ou pretensos candidatos. Nisso se faz presente não dispensar nem familiares, aqueles que podem assegurar para o político a manutenção da nefanda prática do patrimonialismo.

Começando por 2012, que já está ali...

Vereança no horizonte

t feitosaNos sensibiliza a informação de que Tiago Feitosa, filho de Geraldo Simões e Juçara Feitosa, estaria no legítimo embate político em busca de uma vaga na Câmara de Vereadores de Salvador. Particularmente, considerando que o menino Tiago não disporia de redutos eleitorais no universo soteropolitano, imaginamos que o consiga com os méritos do pai, pelo menos. Ou com a transferência de votos pelo Deputado J. Carlos.

No mais, seria despejar dinheiro vivo que, acreditamos, o menino não disporia para a campanha.

Ou, quem sabe, disponha!

Dinastia

Em que pese a evidente possibilidade de exploração político-eleitoral de uma candidatura de Tiago Feitosa – aqui ou em Salvador – sobre o indicado pelo PT local para 2012, se Geraldo Simões, ou Juçara Feitosa (nome de densidade eleitoral comprovada, ainda que derrotada por Azevedo na ainda não deglutida campanha de 2008, por votação superior a dez mil votos), não vemos como estranha a iniciativa.

Afinal, direito inalienável possui Tiago. Negar-lhe seria pretender crucificá-lo por ser filho de GS, quando é da própria história política regional a sucessão familiar. Félix Jr., Sérgio Souto, Juthay Júnior, ACM Neto, Paulo Magalhães, Antônio Carlos Júnior. Neste 2010 Raimundo Veloso lançou o filho a estadual, assim como Fernando Gomes ensaiou seu pupilo Sérgio em 2006.

A veia política, a vocação e a vontade de cada um servir ao povo seguindo os passos de pais, tios não pode ser descurada.

Ao povo compete a seleção. E avaliar a qualidade da herança.

A discussão

Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa on line 15: “Existem na Constituição, perto de 100 artigos ainda não regulamentados. Um deles é o que determina à lei ordinária criar mecanismos para defender o indivíduo e a família dos excessos da programação de rádio e televisão. Por que nada se fez, em 20 anos?”

Para os controladores da informação, encastelados em um punhado de proprietários dos meios de comunicação, isto é censura. Povo só para consumir, não para pensar e exigir o que lhe seja melhor.

Não à toa temos reiterado posicionamento, da imperiosa necessidade de votação de uma legislação infraconstitucional para regulamentação dos artigos 221 e 222 da Constituição.

Carta Capital

A semanal CartaCapital de 17 (n. 622) na sessão Brasiliana exalta o documentário “Um Dia de Vida”, de Eduardo Coutinho, exibido na Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo. Edição de 91 minutos sobre 19 horas de gravação de conteúdos levantados em um dia de programação televisiva brasileira.

A coluna recomenda a leitura, vinculando-a ao texto acima. (O Trombone facilita: clique AQUI para ler)

Exemplo

A rede nos anuncia as Meninas da Feira, de Feira de Santana, grupo composto por Celiah Zaiin, Josy Ramyller, Camila Gonçalves, Kelly Ventura e Carla Janaína. Interpretam diversas vertentes da música brasileira na noite da Princesa do Sertão. Celiah Zaiin, segundo a divulgação, constatou em seus estudos musicológicos a ampla variedade de canções na diversidade musical que enriquece a cultura local.

Cumpre registrar que em Feira deságuam o Sertão e o Recôncavo e o trabalho das Meninas da Feira, traduzindo a ancestralidade regional, da vivência quilombola à influência holandesa e portuguesa, viabiliza um imaginário recheado de códigos que alcançam a sensibilidade individual certamente em muitos prismas.   

O trabalho se nos desperta a certeza de que a cultura de cada espaço está viva, aguardando apenas o manuseio.

Exemplo aqui em Itabuna

ernst widmerPor seu turno, Itabuna dispõe de expressões eternas no universo de sua cultura. De Zélia Lessa a Sabará, na música; de Jorge Araujo a Yara Lima, no teatro. O celeiro que representou a segunda metade dos anos 60, quando esta terra foi extensão da Escola de Música da UFBA, áureos tempos do suíço Ernst Widmer (foto à direita) e da itabunense Zélia Lessa. Ainda hoje nos debruçamos com trabalhos significativos, como o elaborado, no âmbito da música, pela octogenária Filarmônica Itabunense.

Quando por aqui mourejou Mário Gusmão (anos 80) o teatro vicejou com o grupo Em Cena, fazendo surgir uma geração de ouro donde saíram Betão, Jackson Costa, Eva Lima, Alba Cristina, Mark Wilson, Marcos Cristiano, Marcelo Augusto.

De Buerarema Zé Henrique, Gal Macuco, Zé Delmo, Ramon Vane, Jorge Martins, no Grupo de Arte Macuco.

Marquinhos Nô, Sílvia Smith, Matheus Saron, Marcelo Lobo, Aldenor Garcia, Elaine Bela Vista, Lucas Oliveira, Jailton Alves esforçam-se nestes últimos anos sustentando a tradição.

A arte da dança justificará um capítulo à parte.

No entanto, algumas experiências recentes, em que pese promissoras, com público cativo, esbarram na dependência do poder público local, em muito debruçado na iconização de certos dirigentes.

Tapando o sol com peneira

imprensaNão deixa de ser hilária a exegese ofertada por juristas a serviço da Presidência da Câmara para cercear o ingresso de editores de blogs como homens de imprensa. Não pela ausência de conceituação do que seja jornalismo em razão do meio de divulgação da informação.

Mas pelo fato, concreto, de que de nada adianta impedir o acesso se não há como impedir a divulgação da informação pelo blog. Assim, o bom senso recomendaria: se não podemos impedir a divulgação não o faremos em relação ao ingresso no recinto.

O resto é bizantinice. Ou truculência, quando não se percebe que o exercício do poder tem e exige limites, os quais não controlamos.

Como dói

Ouvindo entrevista do Presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna à TV Cabrália, que acompanhou a sessão e o desenrolar da leitura do relatório da CEI, descobrimos que o ilustre edil somente está vereador porque não dispomos de um promotor como aquele que quer acabar com a carreira de Tiririca em São Paulo.

Isso porque não conseguimos perceber nem 20% de palavras postas em consonância com a sintaxe portuguesa.

Concordância nem se fale. O Português triste e publicamente assassinado e o microfone tentando fugir para não testemunhar.

Sugestão

Ver certos programas de televisão, ouvir certos programas de rádio AM e ler certas revistas e jornais exige advertência do Ministério da Saúde: há risco de diminuir a capacidade intelectual.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS abre espaço, através de comentários à coluna, no sentido de que o leitor dê nome, identifique o programa de televisão, o de rádio e a revista ou jornal perigosos à saúde intelectual.   

A partir da segunda quinzena de dezembro começaremos a publicar os resultados. Mais precisamente, as observações do leitor.

Quo vadis Itabuna

Não estamos a lembrar o famoso filme, direção de Marvyn Leroy, com Robert Taylor, Débora Kerr, Leo Genn e Peter Ustinov, do início dos anos 50, ambientado na Roma de Nero (séc. 1 d.C.). Mas uma indagação (o quo vadis latino é interrogativo. Não dispunha a língua mater de sinais de pontuação) em torno desta “triste Bahia” em que se transforma Itabuna, mais seiscentista no plano moral que a de Gregório de Matos revelada no famoso poema, musicado por Caetano Veloso, em 1972 (veja no vídeo abaixo), ainda que sem um Mendonça Furtado.

Não que se imagine que não busquem apurar desmandos gravíssimos na Câmara de Vereadores e na própria sede do Executivo municipal. Mas por causa de uma quase certeza de que nada acontecerá, ou, quando muito, muito pouco ocorrerá. É o que temos visto, pelo andar da(s) carruagem(ens).

Quo vadis. Quosque tandem abutere patientia nostra.

Faltam-nos Cíceros e suas catilinárias.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traçostraçasAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Pesquisas internas apontam vantagem de 18 pontos de Dilma sobre Serra

Domingos Matos, 24/10/2010 | 22:10
Editado em 24/10/2010 | 22:13

Do blog do Glauber Piva

Anotem aí. O PT continua fazendo trackings diários a fim de acompanhar as movimentações do eleitorado. O PSDB faz a mesma coisa e, pelo o que sei, os dados têm sido idênticos.

Essas pesquisas telefônicas são suportadas por pesquisas qualitativas dos programas eleitorais e também tentam aferir a reação das pessoas à enxurrada de informações, notícias, imagens e fofocas que recebemos diariamente.

Como já noticiou o Nassif, o tracking do sábado deu 16 pontos de vantagem para Dilma. Hoje, domingo, os dados são ainda mais animadores para a militância petista. Dilma subiu mais um e Serra caiu um. Ou seja. Nos válidos, Dilma 59 e Serra 41 pontos percentuais. 18 pontos de diferença.

Aguardemos as pesquisas registradas em cartório para confirmar o tracking: Vox Populi na segunda; Datafolha na terça; Sensus na quarta e Ibope na quinta. Na sexta haverá outro Datafolha e o sábado poderá ter outras delas, ainda não registradas em cartório. No meio disso tudo, os próprios partido terão suas pesquisas completas. Fiquemos atentos e coloquemos o champanhe pra gelar.

Se não houver novidades, esse jacaré não fechará mais a boca.

Começa debate da Rede TV!

Domingos Matos, 17/10/2010 | 20:39
Editado em 17/10/2010 | 20:44

Dilma e Serra duelam nesse momento no debate presidencial promovido pela Rede TV! e pela Folha de S. Paulo.

O tom começou morno, mas as primeiras pedradas já foram desferidas: Dilma acusa o governo de Serra em São Paulo de tentar impedir a venda de uma distribuidora de gás natural italiana (Gás Brasiliano) à brasileiríssima Petrobras.

Serra diz que a campanha de Dilma divulga dados fantasiosos em relação à capacitação profissional no Brasil.

Prefeito de Salvador vai a Brasília tratar das barracas

Domingos Matos, 31/08/2010 | 11:34
Editado em 31/08/2010 | 11:47

Do Tribuna da Bahia

Nada foi feito. Absolutamente nenhuma providência foi tomada por parte dos gestores municipais para facilitar a vida financeira e profissional dos barraqueiros da capital baiana, depois que o juiz da 13ª Vara Federal, Carlos D’Ávila, determinou a demolição das antigas barracas de praia de Salvador. 

A operação de derrubada, que envolveu um grandioso aparato policial, foi concluída na última quarta-feira (25) com o saldo de 349 estabelecimentos destruídos. De lá para cá, os barraqueiros mais necessitados estão à mercê de auxílio de parentes e amigos, sem meios para custear a própria alimentação, e também sem dinheiro de transporte.

O advogado da Associação dos Barraqueiros, João Maia, enviou um requerimento à Câmara Municipal solicitando a instituição de Comissão Especial de Inquérito – CEI com o obetivo de apurar a conduta do prefeito João Henrique e do Procurador Geral do Município Pedro Guerra em todo o processo.

“O mais importante disso tudo é que barraqueiros estão passando fome. É preciso encontrar urgentemente uma alternativa, uma solução. O prefeito teve tempo suficiente para elaborar algum projeto que fosse capaz de impedir toda essa tragédia, mas desde o início ele dizia que barraqueiro não tem direito a indenização, pois eram permissionários, que fossemos pleitear na esfera federal", disse João Maia. Ele destaca ainda que a derrubada das barracas “teve um objetivo ainda maior: atender a interesses imobiliários”.

Solução 

Devido ao imbróglio criado em toda a cidade, João Henrique viajou hoje a Brasília para atender a convocação do presidente Lula, que em sua última passagem por Salvador disse que a retirada das barracas é uma ação nacional, uma questão constitucional. Todos os representantes dos órgãos federais envolvidos estarão presentes. Lula afirmou que se empenhará pessoalmente para achar uma solução para o problema.

A audiência será coordenada pelo ministro de Planejamento, Paulo Bernardo e contará ainda com representantes do governo do Estado. “Tenho que agradecer publicamente essa interferência direta do presidente na questão dos barraqueiros e sei que isto será decisivo para achar solução para essa questão”, afirmou o prefeito João Henrique.

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