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Barracas de camelôs são retiradas da praça Adami

Domingos Matos, 08/09/2018 | 23:00

Após uma semana marcada pela tensão com lideranças dos camelôs, a prefeitura de Itabuna está fazendo, nesse momento, a retirada das barracas da praça Adami, no centro de Itabuna.

Os ambulantes reclamam das condições físicas do novo camelódromo, que não estaria pronto para recebê-los. O Município alega que esses reparos devem ser arcados pelos próprios camelôs, uma vez que estes sempre usaram o espaço público, sem pagar aluguel. Teria o Poder Público, portanto, um crédito com a categoria.

Um agravante para essa tensão teria sido a "homenagem" que os comeciantes informais fizeram ao prefeito Fernando Gomes, na quinta-feira (6), durante ato de campanha do governador Rui Costa, na avenida do Cinquentenário.

Na ocasião, um grupo formado por ambulantes, professores e militantes de oposição ao orefeito, ouxaram um coro de "Fora, Cuma". Dois dias depois, num sábado a noite, a retirada das barracas tem todo jeitão de fim do "diálogo" com os camelôs.

Em tempo: o prédio para onde seriam transferidos os informais acabou desabando parcialmente, antes de ser ocupado. A prefeitura está promovendo sua demolição - também parcial - e não há decisão sobre o destino do espaço.

Camelôs, uma luta de classes

Domingos Matos, 07/03/2017 | 00:32
Editado em 07/03/2017 | 00:37

Por Domingos Matos

Ser camelô não é fácil. Em lugar algum, em qualquer época. Mas, nos dias de hoje, parece que a vida desses trabalhadores vai piorar. Não digo apenas em Itabuna, com a atual administração, eleita que foi - ironia - com o voto de muitos desses excluídos.

Falo também em relação ao país. O Brasil está estranho. Caiu a máscara da igualdade racial, da tolerância com o outro. Foi ao chão a farsa da convivência harmônica, do pacto social, num movimento diametralmente oposto à elevação do tom, da preponderância do discurso do ódio, da separação por classes. Já não se aceitam os imigrantes com aquele sorriso.

E o que são os camelôs, senão os imigrantes no território alheio, do comércio "que paga impostos"? (quem disse que nossos empresários pagam impostos? Sequer recolhem os impostos que pagamos...) O que são, senão os negros que a sociedade agora diz com todas as letras: "não gostamos de você.". O que são esses excluídos, senão qualquer excluído? O desempregado, o gordo - sim, já não queremos sequer olhar para os gordos -, a prostituta que luta por uma vida de menos abusos - note que não falo em "vida mais digna" -, o dependente químico que sonha com uma chance contra a droga, o ex-encarcerado que tenta uma segunda chance...

Ali está quem a sociedade não quer mais ver. E a prefeitura é exatamente a arma que essa "sociedade" usa para esses atos menos nobres. Alguém tem que ter a coragem para fazer o seviço sujo. Quem, se não a já gloriosa "puliça municipal"? - em si, iguais aos que oprimem, mas anestesiados pelo dever de cumprir o que a nova-velha onda higienizante determina. "Limpem nossas calçadas desses imundos!"

Ser camelô é isso, é estar em uma eterna luta de classes. Aliás, é uma face mais visível da nossa eterna luta de classes. Quando o aparelho do estado é usado para oprimir o próprio cidadão, temos uma clássica luta de classes se dando diante dos nossos olhos.

Recebi da prefeitura, como jornalista, na sexta-feira (3) a comunicação antecipada do que se daria nessa segunda. A justificativa: cumprimento do direito constitucional de ir e vir. Ou seja, o cidadão que quer, em tese, comprar nas lojas "que pagam impostos", estava sendo prejudicado nesse direito constitucional, dada a grande quantidade de ambulantes nas calçadas. E, para garantir esse direito, retira-se o direito dos pais de família à renda, à alimentação, moradia e, até, ao ir e vir!

A parte mais interessante: prefeito e secretário de Sustentabilidade Econômica reconheciam que a medida causaria um desarranjo social (não com essas palavras) e se comprometiam a criar, em "curto e médio prazo", medidas para geração de empregos, a fim de compensar esse 'desemprego' que causariam. Como diria aquela cantora do flagrante: que bonito, hein?

Por falar em "bonito", cabe aqui uma pequena análise para o bonito nome dado à velha secretaria do "desenvolvimento econômico" ou do "comércio e indústria": Secretaria da Sustentabilidade Econômica. Sustentabilidade. Afora ser termo da moda, aprendemos - justamente por estar na moda -, que para que se tenha a sustentabilidade real, é necessário que se observem os aspectos enconômicos, ambientais e sociais. O mantra: só é sustentável o que é "economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo".

Em tempo: o secretário da "sustentabilidade" que não se sustenta, é empresário do ramo hoteleiro. A esse ramo interessa muito uma cidade clean. Alguém não sabe o que está dizendo, mas sabe muito bem o que está fazendo.

Outro  alerta: não sou contra uma solução para essa questão social. Mas defendo que seja tratada assim, como uma questão social, que merece uma solução nesses parâmetros.

Editor

Prefeitura ‘propõe' mudança de camelôs para o Centro Comercial

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 05/04/2010 | 15:49

O secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, afirmou hoje que a prefeitura vai aproveitar as obras na avenida o Cinquentenário para reordenar o comércio nas calçadas daquele centro de comércio.

Reordenamento, nesse caso, é a remoção dos vendedores ambulantes, mas também a proibição de comerciantes formais explorarem as novas calçadas. Segundo Leahy, na próxima semana será concluída a primeira etapa do projeto, com a colocação de meios-fios, e iniciada a mudança nos passeios com placas intertravadas.

"A partir daí não vai ser mais permitida a ocupação dos espaços daqueles com atividades do comércio informal". A deliberação é definitiva. "O governo propõe a transferência dos vendedores informais para boxes no Centro Comercial de Itabuna".

Essa "proposta", porém, ainda não foi explicada pelo município. Há, apenas, um conselho do secretário. "Os interessados devem procurar a Secretaria da Indústria, Comércio e Turismo para informar-se sobre o projeto".

Camelôs comemoram 'vitória': todos ficam no centro

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 09/04/2010 | 14:12

Do Pimenta na Muqueca

Os vendedores ambulantes que ocupam as calçadas da avenida do Cinquentenário não serão mais removidos para o Centro Comercial. Essa foi a primeira decisão tomada durante encontro entre os representantes dos camelôs e o secretário de Indústria e Comércio, Carlos Leahy, nesta manhã.

Eles serão removidos da Cinquentenário para a rua Nilo Santana, que liga a praça Manuel Leal à Cinquentenário, ou para o estacionamento da praça Camacan. As duas propostas serão votadas em reunião marcada para a próxima segunda-feira, 12, às 18h30min, no auditório do Sindicato dos Comerciários de Itabuna.

O presidente da Associação dos Camelôs da Cinquentenário, Márcio Higino da Silva, diz que 68 ambulantes cadastrados atuam na avenida. Eles pressionaram o governo ao saber que seriam transferidos para longe. "O centro comercial seria inviável (economicamente) para nós", observa Márcio.


Assembleia decide destino de camelôs

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 13/04/2010 | 08:32

 camelos

Camelôs ficam no estacionamento da praça Camacã - Foto Jorge Bitencourt

Uma assembleia com os camelôs da avenida do Cinquentenário, na noite de ontem, promovida pela Associação dos Vendedores Ambulantes de Itabuna, consultou os sócios sobre qual o endereço seria mais viável para o desenvolvimento de sua atividade legítima no comércio de Itabuna.

As opções eram: estacionamento da praça Camacã, onde hoje fica estacionado, à noite, o caminhão da pizzaria Sabore D'Itália; travessa Nilo Coelho (ligação da praça JOrnalista Manuel Leal com a Cinquentenário); e praça 01, em frente à Clínica 2 de Julho, onde funcionava o bar Cantinho da Mentira.

A decisão dos associados foi pela pelo estacionamento da praça Camacã, provisoriamente, enquanto não é construído o Shopping dos Camelôs.

Prédio do fórum pode abrigar shopping dos camelôs

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 13/04/2010 | 16:31

Caso vingue a proposta de construção do novo fórum da justiça estadual na área do Dnitt, já existe uma proposta para aproveitamento do imóvel hoje ocupado pelo Fórum Ruy Barbosa, no centro de Itabuna.

O novo fórum tem tudo para ser construído na área do antigo DNER, próximo ao Centro Administrativo Firmino Alves, uma vez que há a vontade do diretor do órgão na Bahia, Saulo Pontes, de fazer a transferência da área.

"Isso deixaria vago o atual prédio do fórum, que poderia ser aproveitado para abrigar os ambulantes, basta, caso seja confirmado esse novo fórum na área do Dnitt, que a prefeitura negocie com o Tribunal de Justiça da Bahia", observa o economista Rosivaldo Pinheiro, autor da proposta.

Ontem, os camelôs decidiram ocupar o estacionamento da praça Camacã, provisoriamente, até que a prefeitura disponibilize uma área para abrigar a categoria (veja nota abaixo).

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