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Obras nos rios Ipitanga e Joanes avançam e população é atendida pelo Projeto Técnico Social 

Domingos Matos, 20/09/2019 | 13:24

Uma obra com concepção inovadora e que promete diminuir significativamente os alagamentos em Lauro de Freitas e alguns bairros de Salvador, melhorando a vida de 157 mil pessoas. É isso que o Governo do Estado vem realizando, através da CONDER, com o projeto de Macrodrenagem do Joanes-Ipitanga.

Enquanto as obras avançam, com investimento da ordem de R$170 milhões de recurso do PAC II, do Governo Federal, as comunidades do entorno são acompanhadas pela equipe social da CONDER e do Consórcio Ipitanga. Além de acompanhar as obras através de comissões, as famílias têm realizado cursos profissionalizantes e atividades culturais e de educação ambiental para garantir o desenvolvimento comunitário. 

A macrodrenagem vai evitar as enchentes, que prejudicam os moradores do entorno dos rios em época de chuva. A ideia é reter a água em 6 reservatórios com capacidade de quase 1,5 milhão de metro cúbicos, dando vazão à água de forma controlada e paulatina sem causar alagamentos.

“Já tenho muito tempo trabalhando em obras civis, de esgotamento e de drenagem. Nunca tinha participado de um projeto dessa envergadura e com esse conceito de acumulação. É uma coisa nova e que pelo que se vê em outros lugares e países, realmente funciona”, comenta Jorge Lima, coordenador das obras de macrodrenagem da CONDER. 

Os reservatórios, com solo permeável, além de cumprirem a função de drenagem, também serão espaços de convívio e lazer para a população. Nas cotas mais altas e menos sujeitas aos alagamentos temporários, serão instalados equipamentos como quadras, ciclovia e pistas de patinação, entre outros. 

No segundo trecho da intervenção, a partir da segunda ponte da Estrada do Coco, vai haver desassoreamento da calha do Joanes-Ipitanga, para garantir que as águas cheguem ao mar sem obstáculos. Em paralelo, serão construídos 9 canais que ajudarão os córregos afluentes a drenarem de forma mais eficiente as águas da chuva para os reservatórios.

A entrega de 3 reservatórios e 3 canais está prevista para o início de 2020. “Quando todo o sistema estiver funcionando, teremos mais controle das águas das chuvas que atingem as áreas mais densamente povoadas. Então os alagamentos devem reduzir significativamente”, avalia Jorge Lima.

Ele também pontua que para cumprir a contento sua função a intervenção precisa que a calha esteja sempre desobstruída, com atenção especial a algumas pontes e adutoras da Embasa que podem barrar o fluxo de água. Por isso, a parceria com a prefeitura de Lauro de Freitas é fundamental, já que o poder público municipal será o responsável pela manutenção, após a entrega da obra.

Ilhéus decreta situação de emergência nas áreas afetadas pelas chuvas de agosto 

Domingos Matos, 13/09/2019 | 12:31

Na última semana o superintendente de Proteção e Defesa Civil da Bahia, Paulo Sérgio Menezes retornou a Ilhéus para visitar as áreas afetadas pelas fortes chuvas registradas entre os dias 15 e 17 de agosto último. O responsável deu parecer favorável à homologação do decreto municipal nº 73, publicado no dia 29 de agosto de 2019. A medida visa a utilização de recursos próprios e captação de recursos junto aos órgãos federal e estadual.

De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), em apenas 72h foi registrado um índice de chuva de 142 milímetros. Em consequência das fortes chuvas, a Codificação Brasileira de Desastres (COBRADE) aponta que houve danos a moradores dos Altos do Coqueiro, Tapera, Socorro, Amparo, Legião, Basílio, Nerival e Soledade.

O coordenador da Defesa Civil, Joandres Neres explica que o trabalho é uma ação conjunta entre as secretarias municipais de Infraestrutura (Seinfra), Cultura e Turismo (Secult), Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo e Desenvolvimento Social (SDS). “A equipe está vigilante em relação aos pontos críticos no município, dando suporte na assistência social e realizando o trabalho de conscientização e acolhimento das famílias que residem nas áreas de risco”.   

De acordo com o decreto municipal, houve perdas materiais consideráveis, além da perda ambiental. Alguns moradores ficaram desalojados em decorrência das chuvas, entretanto, a SDS inseriu as famílias no programa federal de habitação. A Defesa Civil de Ilhéus orienta os moradores quanto à construção dos imóveis em áreas de risco. A construção deve acontecer mediante autorização legal dos órgãos competentes.

 

Projeto Rimas e Sons incrementa agenda cultural de setembro do Teatro Municipal de Ilhéus

Domingos Matos, 21/08/2019 | 10:21

A agenda cultural do Teatro Municipal de Ilhéus (TMI) está recheada de arte, literatura e muita diversão. Nos dias 4 e 5 de setembro, a partir das 8h, entra em cena o Rimas e Sons, projeto pedagógico interdisciplinar. Este ano se apresenta com o tema “Livros, mentes e guarda-chuvas somente servem se os abrirmos".

Os idealizadores disseram que esta edição se apresenta em formato de exposição com quatro temáticas, entre elas, Ciranda e Brincadeiras Cantadas e Dançadas. Também terá Sarau Literário: semear leitura, florescer ideias com os escritores, Tatiana Belinky, Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado e Eva Furnari.

Além de tudo isso, A Poética do Espaço: instalações artísticas, com os artistas Goca Moreno, Osmundo Teixeira, Caribé e Mário Cravo Júnior. E por último, Leitores e Seguidores: poesia no insta, a literatura no nosso tempo, poesia, canção e feminismo: pluralidade do belo.

Além da exposição, haverá também apresentações de palco e performances no calçadão. A programação, que tem o apoio do Colégio Vitória deve durar o dia todo, e deve atrair um público participante formada por crianças, jovens e adultos.

 

Ilhéus monta força-tarefa para conter avanço do mar na zona norte

Domingos Matos, 20/08/2019 | 20:16

As fortes chuvas que atingiram a cidade de Ilhéus desde a última quarta-feira (14) emitiram alerta para algumas áreas de instabilidade no município. A Defesa Civil explica que o solo encharcado pode ocasionar deslizamentos de terra em algumas áreas. Nos últimos três dias o índice pluviométrico ultrapassou 140 milímetros. De forma emergencial, foi montada uma força-tarefa coordenada pelas secretarias de Infraestrutura e Defesa Civil (Seinfra) e Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo (SDE).

A proposta é levar soluções que amenizem o impacto provocado pelas marés ao longo dos anos, nos bairros São Domingos e São Miguel, no litoral norte da cidade. Além das consequências causadas pelas chuvas em áreas de maior risco, a Prefeitura de Ilhéus atenta para os bairros fortemente atingidos pela erosão marinha. No período chuvoso, a Defesa Civil de Ilhéus intensifica as atividades de vistoria em áreas de risco de modo a garantir a segurança da população.

“A ação foi iniciada antes das chuvas. Temos o mapeamento das áreas que podem ser mais atingidas. Diante disso, alertamos a cada uma das famílias que residem nessas localidades. Utilizamos medidas preventivas, com a colocação de lonas e durante esse período, já atendemos a mais de trinta e cinco ligações de emergência. O último chamado foi no domingo, quando encerramos o trabalho por volta das 21h”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Joandre Neres.

Por meio da licença ambiental, assinada pelo prefeito Mário Alexandre para a reutilização das pedras usadas na obra da nova ponte, os bairros atingidos utilizarão as pedras arrendadas, que serão depositadas até o mês de setembro nas respectivas localidades. Todavia, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Jerbson Moraes ressalta que é necessário colocar as pedras para conter os danos causados à população que reside próximo à orla.

Um decreto emergencial – “A Prefeitura Municipal, a Defesa Civil e toda a parte organizacional trabalharam de forma célere, na tentativa de estabilizar a situação. Entretanto, começamos a identificar que os danos foram graves e o cenário atual requer um decreto emergencial de cuidados”, frisou.

No domingo (18), a Defesa Civil e a Secretaria de Infraestrutura utilizaram máquinas na praia, das 9h às 15h. Algumas barreiras foram colocadas para evitar a derrubada das casas no local. “Esperamos que essas medidas iniciais venham trazer tranquilidade à população, contudo muito trabalho ainda será desenvolvido”, finalizou Neres.

A Prefeitura tem concentrado esforços a fim de atender todas as demandas. No entanto, pede a compreensão da população para os casos emergenciais. Em caso de ocorrência, a população deve entrar em contato através dos números (73) 98836-2753 ou (73) 98178-2255, disponibilizados pela Defesa Civil de Ilhéus.

 

Ilhéus tem situação de emergência decretada após chuvas de março

Domingos Matos, 05/06/2019 | 08:21

Duas cidades da Bahia tiveram situação de emergência decretadas pelo governo na terça-feira (4). Os decretos valem pelo prazo de 180 dias.

A primeira foi Ilhéus, que fica no sul da Bahia. A cidade foi atingida por fortes chuvas no final do mês de março. Famílias ficaram desabrigadas e as aulas da rede municipal chegaram a ser suspensas.

De acordo com a publicação do Diário Oficial do estado, o prefeito de Ilhéus conseguiu comprovar que há áreas que foram afetadas no município.

O segundo município que teve situação de emergência decretada foi Itaetê, que fica na região da Chapada Diamantina. A cidade foi atingida por uma estiagem e, por conta disso, também teve estado de contingência.

Segundo o DO, o decreto foi publicado após considerar os danos que Itaetê sofreu com a estiagem. O documento diz ainda que as atividades econômicas do município foram afetadas e a população foi atingida com isso.

O Diário Oficial explicou ainda que, para a publicação, foram consideradas informações prestadas pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil - Sudec. (Com informações do G1)

PM dá início à Campanha do Agasalho 2019 e arrecada itens até 17 de junho

Domingos Matos, 14/05/2019 | 13:21

Com a proximidade da estação mais fria do ano e com o aumento da incidência e da intensidade das chuvas, a necessidade de quem vive nas ruas aumenta e a solidariedade do baiano aflora. Para facilitar que as doações cheguem a quem precisa, a Polícia Militar da Bahia (PMBA) iniciou, na última quarta-feira (8), a Campanha do Agasalho 2019. As doações de roupas, calçados, agasalhos, cobertores e gêneros alimentícios não perecíveis podem ser realizadas até o dia 17 de junho. O objetivo da corporação é ampliar a responsabilidade social e o respeito aos direitos humanos, estabelecidos no Plano Estratégico 2017- 2025 da PMBA.

O cidadão ou instituição interessada em participar da campanha poderá doar diretamente em qualquer unidade administrativa ou operacional da PM e nas Bases Comunitárias de Segurança (BCS), em todo o estado. Os agasalhos e outros materiais arrecadados serão entregues no dia 19 de junho a pessoas em situação de rua e a entidades de apoio e acolhimento atuantes no tema.

Vigilante e motorista, Edson Gomes mora no cabula e levou caixas e sacolas de doações. “Eu  vi, na reportagem pela manhã, as enchentes em Piatã e em Lauro de Freitas. As pessoas não estão tendo nem onde dormir. Nós temos que ser solidários. Por isso estou doando roupas e sapatos. Geralmente, faço essas doações para o interior, mas aproveitei agora essa campanha e vou ver se consigo mais. Seria bom se todas as entidades tivessem essa iniciativa. Um pouco de cada um torna-se muito”, ressaltou.

A porta-voz da PM, capitã Eva Cachoeira, destacou que o prazo para as doações vai até o dia 17 de junho. “No dia 19 de junho, nós vamos fazer as entregas e, posteriormente, vamos doar o que não for entregue nessa ação para entidades que atuam nesse segmento. Para fazer a entrega basta levar a doação a qualquer unidade da polícia, operacional ou administrativa, além das bases comunitárias, em todo o estado”, reforçou.

Ainda de acordo com a capitã, para saber o lugar mais próximo para realizar a doação, os interessados podem ligar para os telefones (71) 3115-9369 ou 3115-9305. “A Polícia Militar também pode buscar a doação, caso seja uma quantidade maior de itens”, acrescentou a porta-voz. 

 

Defesa Civil do Estado visita áreas com risco de deslizamentos em Ilhéus

Domingos Matos, 25/04/2019 | 09:11

Uma equipe da Superintendência da Defesa Civil do Estado, acompanhada da Defesa Civil do município esteve na manhã de quarta-feira (24), visitando áreas com risco de deslizamentos em morros de Ilhéus, a exemplo do Alto do Amparo. A comunidade está entre os 26 morros e uma das 48 áreas com alto risco de deslizamento de encosta e deve receber obras emergenciais. Os altos do Carvalho, Coqueiro, Nerival, Legião e Tapera foram vistoriados.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil no município, Joandre Neres, a ação atende solicitação do prefeito Mário Alexandre, que rapidamente decretou estado de emergência, depois das chuvas que atingiram os morros. “Na ocasião, a Defesa Civil realizou levantamento e mapeamento das áreas atingidas, tendo cadastrado no sistema Integrado de Informações Sobre Desastres. Acionamos a Defesa Civil do estado para fazer a homologação”, explicou Neres.

O superintendente Paulo Sérgio Luz identificou demais áreas que foram fortemente afetadas pelas fortes chuvas que caíram nos últimos meses, deixando várias famílias desabrigadas. “Mais uma vez o município decreta situação de emergência. Não precisa de um volume grande de chuva para colocar residências como estas que se encontram em situação de risco, independente de ter chuva ou não. Com a chuva a situação se agrava ainda mais e a iminência do risco de desastre que é o que ocorre nas localidades que percorremos durante a visita”, salientou Paulo Sérgio.

Um parecer técnico foi elaborado e o titular da Defesa Civil do estado, que parabenizou o trabalho executado pela coordenação em Ilhéus. “Vimos o que foi feito para conter os estragos, como colocação de lonas, recursos para construir contenções de encostas, mas ainda tem muito trabalho para ser realizado. A situação requer uma atenção especial dos governos municipal, estadual e federal. Iremos fazer um relatório para homologar a situação de emergência e agilizar o quanto antes para que as medidas sejam tomadas”, acrescentou.

 

Ilhéus está em alerta contra a Dengue e Chikungunya

Domingos Matos, 05/04/2019 | 16:43
Editado em 05/04/2019 | 17:13

Segundo dados obtidos pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), o número de casos de Dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, cresceu 301,4% em 2019 na Bahia. O município de Ilhéus ainda não apresentou aumento significativo nos números de caso, porém o índice de infestação predial (IIP) do mosquito transmissor está em 10%. O Ministério da Saúde preconiza meta de 1%.

A combinação de altas temperaturas e chuvas, características do período de primavera/verão, aumentam as chances de proliferação do vetor transmissor, já que os moradores acabam descuidando da limpeza dos quintais. O mosquito procria-se até mesmo em depósitos pequenos com água parada como tampinhas de garrafas e folhas secas.

Considerando o alto IIP e o período de chuvas, a secretaria municipal de Saúde (Sesau), através da Vigilância em Saúde, está intensificando as ações de controle das arboviroses (Dengue, Zika e Chikungunya) realizando vistoria de rotina nos imóveis, bloqueio focal e perifocal de criadouros em situações de casos suspeitos e confirmados, pesquisa larvária em 1/3 dos imóveis e vistorias aos pontos estratégicos de 15 em 15 dias.

Além das ações de rotina, o Programa de Controle às Endemias conta com uma equipe de Educação em Saúde que realiza palestras principalmente nas escolas da rede pública e privada. De acordo com a Vigilância, não basta apenas um pequeno grupo combater a Dengue, precisa que cada morador se torne o agente de saúde da própria casa, identificando e eliminando os possíveis focos do mosquito.

O significado da ovada em Dória

Domingos Matos, 08/08/2017 | 00:45
Editado em 08/08/2017 | 00:46

Por Kiko Nogueira

Se o prefeito de São Paulo soubesse ler os sinais da democracia e fosse menos arrogante, veria um caráter pedagógico nas ovadas que levou em Salvador.

Uma obviedade: sua marquetolagem não viaja bem para fora de São Paulo.

Mas João Doria não tem jeito.

Na noite da segunda (7), em Salvador, ele foi receber o título de cidadão soteropolitano, uma picaretagem inventada por seu clone baiano ACM Neto (o que Doria fez para merecer essa comenda?).

Quando eles se encaminhavam para a Câmara de Vereadores, localizada no centro histórico da capital, veio o ataque.

Os seguranças da prefeitura estavam armados com guarda chuvas, mas de nada adiantou.

Um ovo explodiu no cocoruto gomalinado do tucano, numa cena que o acompanhará para todo o sempre.

Doria respondeu com uma versão vagabunda do atentado da bolinha de papel de Serra.

Mais uma vez, culpou seus espantalhos favoritos. Declarou que foi um ato de “intolerância do PT e dos partidos de esquerda”.

“Não é esse o caminho que desejamos para o Brasil. Esse é o caminho do Lula, o caminho do PT, das esquerdas que querem isso. A intransigência, a agressividade e a tentativa de amedrontar. A mim não intimida”, disse, em mais um de seus vídeos.

“Vão lá defender o Maduro e jogar ovo lá na Venezuela”, acrescentou, responsabilizando indiretamente o governador petista Rui Costa: “Nós sabemos a serviço de quem eles estão”.

Não, Doria.

Foi uma entidade que costuma aparecer no Brasil em certos momentos.

A mesma entidade que enxovalhou à base de gemas e claras os convidados do casamento de Maria Victoria, a filha do ministro Ricardo Barros, em Curitiba: o povo.

Barragem do Rio Colônia tem 75%  das obras concluídas

Domingos Matos, 24/03/2017 | 09:21

Essencial para garantir o abastecimento de água para os carca de 220 habitantes de  Itabuna e proporcionar a atração de novos empreendimentos, a Barragem do Rio Colônia, que está sendo executada pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs) e Embasa, através do Consórcio Rio Colônia, com recursos do Governo da Bahia e do Governo Federal, está com 75% das obras de estrutura concluídas.

A barragem terá um reservatório de 63 milhões de metros cúbicos, com uma área alagada de 1.322 hectares, uma altura de 21,4 metros, e um volume de 35 mil metros cúbicos de concreto, formando um espelho d’água de 25 quilômetros quadrados. Além de normalizar o abastecimento de água numa região que nos últimos dois anos enfrentou racionamento por conta da longa estiagem, a obra vai contribuir para a revitalização do Rio Cachoeira, que corta Itabuna e tem sua foz em Ilhéus, permitindo o controle da vazão em períodos de seca e de chuvas torrenciais.

O investimento  total é de R$ 108 milhões e além da construção da barragem, que tem previsão de conclusão ainda no primeiro semestre de 2017, inclui a construção de uma estradas no entorno, entre Itapé e Itaju do Colônia, e novas redes de energia elétrica. A população de Itapé, de cerca de 12 mil habitantes, também será beneficiada com a construção da barragem.

Fotos: Dante Gois/Divulgação

Importação de cacau de Gana coloca em risco agricultura do Brasil

Domingos Matos, 10/01/2017 | 09:14

Diante da entrada de carga de cacau importado de Gana via Porto de Ilhéus, representando forte ameaça sanitária às lavouras baianas, o secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, esteve reunido com representantes da Superintendência Federal da Agricultura da Bahia, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da vinculada Agência de Defesa Agropecuária (Adab), para discutir ações de mitigação dos riscos. A Bahia é o maior produtor de cacau do Brasil, porém, em consequência da escassez de chuvas prolongada, a produção interna foi comprometida, sendo insuficiente para abastecimento da indústria. Das 170 mil arrobas/ano produzidas no Brasil, 110 mil são da Bahia.

A preocupação é com a carga desembarcada recentemente no Porto de Ilhéus, cerca de 15 mil toneladas de cacau vindas de Gana, com previsão de chegada de mais quatro. Entre as principais ameaças de pragas que podem ser trazidas da África estão a Monilíase do Cacaueiro, ainda mais grave que a vassoura de bruxa, da qual a Bahia é Território Livre; a Striga ssp., e a Phythophora megacarya. A Striga spp., também conhecida como “erva de bruxa”, possui grande potencial de disseminação e parasita várias espécies de plantas cultivadas no Brasil como soja, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, diversas gramíneas utilizadas como pastagens, algumas leguminosas (feijão, caupi), fumo, batata doce, dentre outras. É conhecida como a pior erva daninha do mundo e onde ela ocorre os seus danos são altamente significativos, culminando muitas vezes com o abandono das áreas infestadas, devido à inviabilidade econômica do seu controle.

“Existem medidas a curto prazo que podem ser empreendidas para minimizar os riscos, não podemos nos sobrepor à instrução federal, que regula esta importação, mas serão disciplinados critérios para o desembarque da carga, por parte do governo do Estado. O imprescindível é que ocorra a alteração da IN 47, de competência do Ministério da Agricultura. A partir de estudos, laudos técnicos e larga discussão com o setor produtivo, todos os riscos à produção baiana foram comprovados, e, baseado neles, já elaboramos adequações à normativa, que levarei ao ministro”, declarou Bonfim. Ele destaca que o Porto de Ilhéus está localizado no centro da área de produção de cacau e de biodiversidade, o que agrava ainda mais as ameaças. “É extremamente importante que protejamos a agricultura baiana e brasileira”, concluiu.

A coordenadora do Programa de Prevenção à Monilíase da Adab, Catarina Matos Sobrinho, apresentou alguns dos riscos gerados pela transação comercial, elencando as inadequações da Instrução Normativa do MAPA, a IN 47, que regula a importação e revogou desde 2011 todo o texto da IN 23, de 12 de agosto de 1999 e seu anexo. Entre elas destaca-se a dispensa da presença das missões técnicas do MAPA, responsáveis pelas inspeções fitossanitárias de pré-embarque e dos procedimentos de manejo de risco das partidas de amêndoas fermentadas e secas de cacau, comprometendo fases de avaliação e manejo. Ela destaca também, que a sacaria (material que embala a carga) vinda de Gana, de acordo com a Instrução, pode ser reutilizada, servindo como meio de transporte de doenças, e a análise da carga desembarcada feita de forma visual, o que é insuficiente para detectar estruturas fúngicas e sementes minúsculas de pragas como a striga.

De acordo com a Superintendência Federal de Agricultura, para a indústria é mais viável economicamente importar o cacau de Gana do que de outros países, no entanto, lá é proibido o tratamento de mitigação de riscos com o brometo de metila (inseticida, fungicida e herbicida eficaz no controle de pragas quarentenárias como a striga. A IN 47 reduziu o tratamento fitossanitário aplicado às partidas de amêndoas fermentadas e secas de cacau antes do embarque, com a liberação da exigência do tratamento quarentenário com brometo de metila sob inspeção oficial. No entanto, o uso está autorizado para procedimentos quarentenários e fitossanitários para fins de exportação e importação (IN Conjunta IBAMA/ANVISA/DAS Nº 2 de 14/12/2015). A suspensão deste tratamento sem um substituto aumenta o risco de introdução de pragas quarentenárias que afetam não só da cacauicultura, como também diversas outras cadeias produtivas. As pragas quarentenárias são organismos que estando presentes em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitui ameaça à economia agrícola do país ou região importadora exposta.

Como parte das ações do governo do Estado de apoio à cacauicultura, a Bahia foi o primeiro do Brasil a iniciar o desenvolvimento de um Plano Estadual de Prevenção e Controle da Monilíase do Cacaueiro, através da Secretaria da Agricultura/Agência de Defesa Agropecuária (SEAGRI/ADAB). O agente causador da Monilíase é o fungo Moniliophthora, que provoca uma das mais graves doenças da cacauicultura do mundo. Também estiveram presentes no encontro, representado a Superintendência Federal de Agricultura na Bahia, o chefe da Divisa de Defesa Agropecuária (DDA), Paulo Reis, o chefe substituto, Fernando Brito e o superintendente, Osanah Rodrigues Setúval; o superintendente Regional do Plano da Lavoura Cacaueira do Departamento da CEPLAC/MAPA, Antônio Zugaib; o chefe dos Centros de Pesquisas do Cacau (CEPEC) Raúl René Meléndez; o diretor-geral da ADAB, Marco Vargas, além de técnicos da Agência e da secretaria.

Itaju do Colônia: prefeito eleito busca parcerias com o governo do Estado

Domingos Matos, 10/12/2016 | 19:09

O prefeito eleito de Itaju do Colônia, Djalma Orrico (PSDB), continua se movimentando para melhorar as condições do município antes mesmo de sua posse. Essa semana, acompanhando do deputado Zé Rocha, participou de audiência com o secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Trindade, para reivindicar melhorias na segurança em Itaju.

O futuro mandatário expôs ao secretário a importância da presença física e constante de um delegado de Polícia na cidade, assim como um escrivão, evitando com essa medida o deslocamento das pessoas até Itabuna, que fica a 110 quilômetros, para utilizar os serviços da SSP, como a prestação de queixas.

Outra solicitação foi em relação à presença das polícias Militar e Civil, especialmente no bairro Parque dos Rios, atualmente alvo de disputa entre índios Pataxó Hã Hã Hãe e a população local. O secretário se mostrou sensível ao descrito pelo prefeito eleito e se comprometeu a priorizar as reivindicações, principalmente no bairro Parque dos Rios, no sentido da prevenção a desordem e desarmamento dos litigantes.

Djalma Orrico também foi atendido pelo secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Saneamento, Cássio Ramos, a quem pediu melhorias na captação e distribuição de água em Itaju, demonstrando sua preocupação com o sistema de abastecimento, que no período da seca já não atende de forma satisfatória à comunidade.

O passo seguinte foi no gabinete do Dr. Saulo Pontes, diretor da Superintendência de Infraestrutura de Transportes da Bahia, da Secretaria de Infraestrutura, para reivindicar melhorias no asfalto da estrada que liga Itaju a Santa Cruz, assim como a ponte da estrada Itaju-Palmira, que no período das chuvas impossibilita o acesso das pessoas do distrito à cidade. “Estamos em busca das soluções e parceiras, para que Itaju do Colônia possa receber investimentos e ações que venham a melhorar a condição de bem-estar do povo”, afirma o prefeito eleito Djalma Orrico.

(Na foto, o prefeito eleito Djalma Orrico - à direita -, ao ser recebido pelo secretário Maurício Trindade)

Emasa: incompetência, corrupção e caos no abastecimento

Domingos Matos, 02/08/2016 | 10:34

Do Blog do Thame

A longa estiagem que afeta o Sul da Bahia é a principal responsável pelo colapso no abastecimento de água em Itabuna. Mas não é a única.

A esse fator, somam-se a notória incompetência da atual direção da Emasa e denúncias de corrupção que já resultaram na prisão de um diretor e de um chefe de setor (não por acaso responsável pelas manobras na rede de distribuição de água) e que ainda não foram devidamente dimensionadas, já que existe uma investigação do Ministério Público.

A direção da Emasa foi alertada com antecedência por técnicos da própria empresa dos efeitos terríveis do El Niño e ainda assim não tomou as medidas necessárias para minimizar os impactos da falta de chuvas, permitindo entre outras coisas que duas bombas de captação permanecessem quebradas em Castelo Novo. Chega-se ao cúmulo de que uma simples quebra na tubulação deixe pelo menos dez bairros há pelo menos 50 dias sem água, porque a Emasa não tem peças de reposição, tendo que recorrer à Embasa, já que o fornecedor não vai se arriscar a levar calote.

No caso das denúncias de corrupção, ela é ainda mais perversa à medida em que, enquanto milhares de pessoas sofriam com a falta d`água, utilizaram-se recursos e equipamentos da Emasa, segundo denúncia, para instalar um sistema de captação paralela em área da própria empresa, gerou lucros fabulosos. Pior: quando uma funcionária denunciou o esquema, ela é quem foi punida, típico caso do marido que pega a esposa com o amante no sofá e…vende o sofá.

Um misto de negligência e corrupção que, desde novembro de 2015, penaliza toda a população. Ou não toda, porque há sempre os privilegiados para quem não falta água. Ou uns tantos outros que, na impossibilidade de ficar sem água, sacrificam o orçamento para comprar água, num negócio que, ao contrário das chuvas, caiu do céu.

CARTA ABERTA AO POVO DE ITABUNA

Domingos Matos, 13/07/2016 | 16:27

COMITÊ PELA VIDA E EM DEFESA DA EMASA

Os 17 dias de ocupação da Câmara de Vereadores Itabuna pelos trabalhadores da EMASA e movimentos sociais, vão ficar na história do município como marco da luta pelo saneamento público com participação popular.

O que se pretendia com aquela ocupação era obstruir três projetos referentes à concessão privada dos serviços de água e esgoto, extremamente contrários aos interesses dos itabunenses e que, sem dúvidas, iriam ser tramitados a "toque de caixa” e sem uma discussão mais aprofundada com a sociedade.

Estávamos certos quanto ao propósito da ocupação do Legislativo Municipal, tanto que, o Ministério Público Estadual e Federal recomendaram a suspensão da tramitação do projeto de concessão, e o que transformava a EMASA em empresa de regulação (pela proposta, todo o endividamento e compromisso da EMASA com fornecedores e clientes seriam passados à prefeitura sem previsão orçamentária e seu patrimônio doado à iniciativa privada) e o próprio Plano Municipal de Saneamento Básico com graves irregularidades.

Estava claro que as propostas de concessão privada, de criação da agência reguladora e do Plano Municipal de Saneamento Básico que estavam sendo colocadas à apreciação dos vereadores eram extremamente prejudiciais à população, porque, além das questões já mencionadas:

1º incorreria em aumentos abusivos da tarifa de água e esgoto, e;

2º não atenderia a principal reivindicação da sociedade no momento, que é a regularização do abastecimento de água no município, que, por sua vez, depende de forte chuvas e da construção da barragem.

Sabemos que vários municípios da região sul da Bahia encontram-se em grandes dificuldades para abastecimento de água as suas populações, contudo, essa crise hídrica que se tornou a mais grave da história em nossa região, deve-se, além dos fatores climáticos, à falta de planejamento e investimentos em reservação de água, seja através de barragens ou sistemas adutores alternativos.

É bom lembrar que há décadas os vários Governos do Estado da Bahia vêm prometendo a construção da Barragem no Rio Colônia, o que, caso estivesse em funcionamento, garantiria água à Itabuna por um período superior a 8 meses, isso sem chover.

Acontece que a barragem não foi construída e, de forma oportunista, o governo municipal, aproveitando-se dessa situação, quer, a todo custo, entregar o serviço de água à iniciativa privada.  

Nesse momento em que a primeira etapa da luta contra a concessão privada da água foi vencida ou pelo menos adiada (é bom destacar a participação decisiva da igreja católica para nosso êxito), passamos a outro estágio que é propor qual modelo de gestão de saneamento básico que pretendemos.

A água é um recurso natural extremamente estratégico,  insubstituível, portanto trata-se de direito humano e não uma mercadoria a serviço dos interesses privados. 

Queremos construir uma empresa pública e municipal de saneamento com responsabilidade social, ambiental e com participação popular.

Temos convicção de que a EMASA é uma empresa altamente viável, tanto que atrai interesses privados, porém, precisa de um modelo de gestão continuada com autonomia técnica e gerencial e que seus trabalhadores de carreira possam administrar a empresa.

Para isso, chamamos à sociedade a apoiar as seguintes propostas: 

1° Destituição de toda a diretoria da Emasa;

2° Exoneração de todos os cargos de servidores não concursados da empresa;

3° Criação de um conselho popular com representação de vários segmentos da sociedade, que possam contribuir para o controle social e nos rumos e diretrizes da nossa empresa municipal;

4° Auditoria de todos os contratos da empresa;

5° Exigir do Governo do Estado aceleração da construção da barragem no rio Colônia;

6° Acabar com todas as isenções indevidas e que o poder executivo municipal (Prefeitura) passe a pagar os milhões de reais em débitos com a Emasa;

7° Exigir do governo municipal, estadual e federal, mais recursos e ações para mitigação dos efeitos da crise hídrica no município;

8° Transformar a Emasa em uma empresa sustentável com foco na responsabilidade ambiental e social, investindo na recuperação das nascentes e matas ciliares da região;

9° Adotar na Emasa uma gestão autônoma e técnica com vista a atendimento de metas e melhoria dos seus indicadores de saneamento;

10° Melhoria dos serviços prestados à população, através de mais investimentos em: capacitação dos seus servidores, no tratamento de efluentes, na diminuição das perdas de água e na adoção de novas tecnologias para que a população do nosso município possa ter um abastecimento de água com quantidade, regularidade e qualidade.

Governo anuncia ações para combater crise hídrica

Domingos Matos, 11/07/2016 | 16:02

A situação da Bacia do Rio Almada, a crise hídrica de Itabuna, as obras da Barragem do Rio Colônia e as ações do Governo da Bahia estiveram em pauta na manhã desta segunda-feira (11) na Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc). Cerca de 150 pessoas participaram de uma audiência pública na qual o secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Cássio Peixoto, acompanhado pelo deputado estadual Marcelino Galo - que promoveu a audiência pública -, apresentou as determinações do governador Rui Costa para o enfrentamento da crise hídrica na região.

Medidas de curto, médio e longo prazo, a exemplo de distribuição de carros pipa, perfuração de poços, instalação de reservatórios de água em locais estratégicos e as próximas etapas das obras da barragem do Rio Colônia foram apontadas como alternativas para solucionar os problemas enfrentados pela população itabunense.

"A região passa por uma crise sem precedentes em decorrência de problemas estruturais e ambientais. A falta de chuvas agrava em muito a problemática. Mas vamos enfrentar a situação de forma a minimizar os impactos desta grave crise hídrica", disse Peixoto, ressaltando que os índices pluviométricos na região diminuíram um terço menores de 2007 a 2016.

Barragem do Rio Colônia - Reivindicada pela região há mais de 20 anos, a construção da barragem do Rio Colônia foi retomada pelo governador Rui e está com 20% das obras concluídas com precisão de término para o segundo semestre de 2017. Os recursos dos governos federal e estadual chegam a aproximadamente 120 milhões, beneficiando uma população de mais de 350 mil habitantes.

Com a barragem a Sihs visa complementar o abastecimento de água da região, minimizar o problema das enchentes que inundam parte da cidade de Itabuna e melhorar as condições sanitárias do Rio Cachoeira, contribuindo com a diluição dos efluentes sanitários não tratados das áreas urbanas marginais ao rio, aspecto que permite o uso de um menor grau de tratamento para estes efluentes.

De acordo com estudos da Sihs, a construção da barragem pode ainda reduzir a proliferação de plantas aquáticas que se acentua nos períodos de longas estiagens, principalmente na área urbana de Itabuna, assim como melhorar a qualidade do Rio Cachoeira, pois a água do Rio Colônia, um dos seus principais afluentes, é de melhor qualidade em relação ao outro afluente (Rio Salgado), principalmente no tocante ao teor de sais dissolvidos.

Em função da importância da obra, a Sihs tem acelerado a construção. De março a junho desse ano, já foram feitas a mobilização do Canteiro de Obras - Etapa Industrial; Conclusão do desvio provisório da BA 120; Conclusão da ensecadeira de montante; Desvio do rio (1º Etapa); Escavação da fundação da barragem.

As próximas etapas vão abranger A conclusão da mobilização do Canteiro de Obras - Etapa Industrial; Escavação do desvio do rio (2º Etapa); Tratamento da fundação / mapeamento; Escavação da Fossa; Execução da ensecadeira de jusante; Execução do concreto da galeria de desvio do rio (2º Etapa); Execução do concreto da galeria de tomada d’água.

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