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Setembro Verde: Santa Casa realiza duas cirurgias de doação de órgãos

Domingos Matos, 10/09/2018 | 19:00

No mês Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos e tecidos para transplante (Setembro Verde), a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna realizou duas cirurgias de doação, sendo uma de múltiplos órgãos e a outra de córneas.

As cirurgias aconteceram no sábado (08), no Hospital Calixto Midlej Filho. O médico responsável pelo procedimento de múltiplos órgãos foi Daniel Viriato.

Com um trabalho intenso de sensibilização e capacitação junto à sociedade e aos profissionais de saúde, realizado pela Comissão Intra-hospitalar de transplante - CIHDOTT, a Santa Casa de Itabuna conseguiu viabilizar mais de 60 transplantes de córneas e realizar 108 transplantes de rins.

A enfermeira Coordenadora da CIHDOTT, Patrícia Betyar, informou que os processos são validados e acompanhados pela Central Estadual de transplante e apenas tudo começa pelo gesto de Amor do SIM da sociedade e continua com o empenho e dedicação de todos os profissionais envolvidos com o ideal de melhorar ou salvar vidas.  Um doador pode salvar mais de sete vidas!

 

HRCC registra mais de 3 mil atendimentos no primeiro mês de funcionamento

Domingos Matos, 15/01/2018 | 14:07

No seu primeiro mês de funcionamento, o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), atingiu a marca de 3.887 atendimentos. Exclusivo para urgências, emergências e casos de alta complexidade, o HRCC, entre os seus atendimentos, registrou 813 internações e mais de 500 cirurgias.

“Um dos benefícios do funcionamento do novo hospital é a redução significativa da fila de espera para a realização das cirurgias agendadas”, avalia o diretor-geral do HRCC, Hernani Vaz Kruger. De fato, do total de cirurgias realizadas pela unidade de saúde, 436 foram de usuários que estavam na fila de agendamento e outros 79, foram casos de emergência.

A dona de casa Rita de Cássia Vitória Bispo, de 47 anos, moradora da cidade de Itabuna, participou do Mutirão de Cirurgia realizado pelo HRCC. Ela aguardava há cinco anos a cirurgia de histerectomia: “Graças a Deus estou sendo muito bem atendida. Aqui não falta médico. Todos os dias estão aqui me olhando. O atendimento é excelente”, ressalta a usuária.

Além de Ilhéus, onde está localizado, o HRCC atende a outros 65 municípios da região sul do Estado. O hospital, uma das maiores e mais modernas unidades de saúde da Rede Pública do Estado, conta com 215 leitos, dos quais 185 destinados a internação e cirúrgicos e outros 30 leitos exclusivos para Terapia Intensiva Adulto.

Um quadro de 394 profissionais responde pelo atendimento no HRCC. Desse total, 30 são médicos, 88 enfermeiros, 12 fisioterapeutas e 160 técnicos de enfermagem. Entre as suas especialidades, a unidade conta com clínica médica geral, cardiologia, saúde mental, neurologia, ortopedia, infectologia, urologia, nefrologia, terapia intensiva e cirurgias geral, ortopédica, neurológica e cardiovascular.

O diretor técnico, Cláudio Moura Costa, ressalta que a unidade conta com os serviços de diagnósticos por imagem em pleno funcionamento, com ressonância magnética, tomografia computadorizada, radiologia e ultrassonografia.

“O atendimento foi de primeiro mundo e a estrutura do hospital não tem nem como se questionar”, relata o usuário Rogério Luiz Gomes, morador da cidade de Ilhéus, atendido no HRCC com o quadro de derrame pleural.

Hospital Manoel Novaes anuncia UTI Pediátrica

Domingos Matos, 25/07/2017 | 10:12

A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna acaba de ajustar os termos finais de um contrato de habilitação de leitos SUS para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica do Hospital Manoel Novaes. A unidade é a única com este perfil em todo Sul e Extremo Sul da Bahia e foi estruturada com investimentos da instituição em parceria com o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC). No total de 10 leitos, 7 estarão habilitados para atendimento ao SUS.

A Unidade é estratégica para a integralidade do serviço de Oncologia Pediátrica, sobretudo a Oncohematologia da Santa Casa de Itabuna, hoje responsável por atender a 50% dos municípios baianos. A inauguração do serviço garantirá também melhor assistência às emergências e cirurgias pediátricas e neuropediátricas no Hospital Manoel Novaes.

A nova UTI atenderá crianças de até 13 anos de idade e todos os leitos são equipados com suporte de ventilação e monitorização contínua, além de uma equipe integrada na assistência de alto risco.

“Após várias gestões de discussão, a Secretária de Saúde de Itabuna, Lísias São Mateus, prontamente acolheu e formalizou o pleito da habilitação. Agradecemos assim, à gestão municipal na pessoa do prefeito Fernando Gomes, ao Governo do Estado, em especial ao Governador Rui Costa, ao vice-governador João Leão e ao Secretário de Saúde Fábio Villas Boas”, declarou o provedor da Santa Casa de Itabuna, Eric Ettinger Júnior.

Santa Casa se livra de contratar médicos pela CLT e eles comemoram

Domingos Matos, 30/11/2016 | 01:16

Médicos que atuam na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna estão comemorando uma decisão da Justiça do Trabalho que os impede de serem contratados pelo regime CLT pela própria Santa Casa. A juíza da 3ª Vara do Trabalho de Itabuna, Cristiane Menezes Borges Lima, julgou improcedente uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, que exigia a contratação de todos os médicos que atuam na instituição como empregados, sob o regime celetista. A ação pedia ainda uma multa de R$ 1milhão, a título de indenização por dano moral coletivo.

Os médicos disseram na ação, como testemunhas, que não é interessante para eles o vínculo empregatício, porque “desenvolvem suas atividades profissionais livremente, ora atendendo em seus consultórios, ora realizando cirurgias e ou cumprindo plantões nos mais diversos estabelecimentos médicos e/ou hospitalares existentes no eixo Itabuna – Ilhéus”. Em outras palavras, não gostariam de esterem presos a um único emprego/fonte de renda.

Outra argumentação diz respeito às “dificuldades” que um vínculo como esse geraria na organização dos plantões. Isso porque eles comumente trocam plantões de acordo com suas conveniências, e essa prática acabaria por embaralhar os dados no setor pessoal.

“Somos profissionais liberais e, como tais, autônomos. Não queremos ser empregados, até porque existem peculiaridades na profissão médica que não são atendidas no modelo CLT”, declara a médica neonatologista e diretora do Hospital Manoel Novaes, Fabiane Irla Chávez.

O advogado da Santa Casa - e, indiretamente, dos médicos - na ação foi o "trabalhista-patronal" Francisco Valdece.

Mutirão de Cirurgias chega ao Sul da Bahia

Domingos Matos, 23/10/2016 | 13:55
Editado em 23/10/2016 | 14:23

O Mutirão de Cirurgias, iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), começará a atender no sul do estado na próxima segunda-feira (24). As consultas pré-operatórias serão realizadas nos dias 24, 25 e 26 de outubro em Itabuna, em unidades móveis instaladas no Centro Cultural Adonias Filho, e nos dias 28 e 29, em Ilhéus, na Praça Dom Eduardo. Durante o mutirão, serão feitas cirurgias de histerectomia, hérnia umbilical, hérnia inguinal, hérnia epigástrica e vesícula.

A expectativa é que sejam realizados 550 procedimentos. As cirurgias serão feitas a partir do dia 31 de outubro, no Hospital Calixto Midlej Filho (Santa Casa de Misericórdia) e no Hospital e Maternidade Ester Gomes.

Para ser atendido, o paciente já deve ter a indicação médica para a cirurgia e ter feito o cadastro na secretaria de saúde do município de residência. É necessário apresentar identidade, cartão do SUS e exames laboratoriais atuais. Para pacientes que farão cirurgia de vesícula, é preciso estar em jejum de 8 horas e comparecer na unidade móvel no turno matutino.

Em Ilhéus, as consultas estarão disponíveis para os moradores de Ilhéus, Arataca, Canavieiras, Itacaré, Mascote, Santa Luzia, Una e Uruçuca. Em Itabuna, o mutirão é destinado aos residentes em Almadina, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Coaraci, Floresta Azul, Gongoji, Ibicarai, Ibirapitanga, Itabuna, Itaju do Colônia, Itajuipe, Itapé, Itapitanga, Jussari, Maraú, Pau Brasil, Santa Cruz da Vitória, São José da Vitória, Ubaitaba e Ubatã.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 071 4000.

As tecnologias e seus modismos!

Domingos Matos, 13/01/2012 | 00:06
Editado em 13/01/2012 | 00:55

Antonio Nunes de Souza| ansouza_ba@hotmail.com

antonioSinceramente, nunca fui um simpatizante das cirurgias plásticas mamárias, quando se tratava apenas de aumentar as dimensões, principalmente para acompanhar o exagerado modismo norte-americano.

Aprendi a admirar os lindos peitinhos com formatos de peras, apontando para os nossos olhos com suas tetas negras, cor de rosa ou marrons que, com as menores excitações, tornavam-se enrijecidas e sedutoras, sinalizando que seus desejos estavam fluindo para uma continuidade de carícias e satisfações recíprocas. Pequenos ou medianos cabiam em nossas bocas, nos fazendo voltar a uma infância muito tempo passada, que naquele momento somente espelhava uma malícia adulta de saciar a fome do sexo.

Eram momentos maravilhosos e inesquecíveis, mesmo quando nos deparávamos com seios mais avantajados, denominados nos meios masculinos como “queijo cuia”, que, mesmo com tamanho acima da média, jamais chegavam perto das jacas e melancias cultuadas pelos americanos. E, suas texturas, mantinham uma originalidade cheia de sensualidade, que não deixavam de seduzir acomodando nossos rostos entre eles, massageando e fazendo carícias que aumentava os prazeres.

Nessa deliciosa época, o modismo dos “grandes peitos” era execrado não só pelos homens como pelas mulheres latinos. Mas, como crescemos e nos desenvolvemos seguindo à risca as culturas impostas pelos Estados Unidos, foram sendo infiltradas, gradativamente, as tais cirurgias de aplicação de silicone, graças a enxurradas de filmes, onde as atrizes exibiam verdadeiras fábricas de laticínios ambulantes!

Aí, estamos vendo agora uma séria ameaça de graves problemas, graças às matérias-primas que nos foram enviadas, como sempre os países do primeiro mundo fazem com os emergentes, nos entupindo com seus refugos e materiais de uma classe desclassificada. No caso, silicone industrial em lugar de orgânico, deixando o mundo feminino em polvorosa agonia e preocupação com os eminentes perigos.

Antes, como ainda hoje acontece, podemos aprovar a minimização das glândulas mamárias, quando muito pesadas e desproporcionais, provocam desvios nas colunas, causando sofrimentos incalculáveis. Mas, colocar próteses para enganar os incautos usando decotes que deixam transparecer que os peitos vão voar em nossa cara e dar dois socos que nos levará a nocaute, sinceramente, jamais estaremos de acordo!
Portanto, tenham cuidados com as novas tecnologias e modernagens, pois, além dos materiais serem desclassificados, vocês ainda estão passivas de médicos que não tenham a qualificação exigida para tais fins, dando-lhes segurança e tranqüilidade!

Nada de cirurgias “no peito e na raça”! O importante é cultivar e cuidar do que Deus lhe deu, pois existe gosto para todas as medidas e tamanhos, sem precisar de artificialidades!

Antônio Nunes é escritor  e blogueiro - Vida Louca

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 11/12/2011 | 13:10
Editado em 11/12/2011 | 13:54

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Até que enfim!

carta capitalFalamos dele ainda no curso da campanha presidencial de 2010. O livro de Amaury Jr, “A Privataria Tucana”, desnuda o escândalo que foi o processo de privatizações no período de FHC. José Serra, dentre outros (inclusive filha e genro), é ponto alto do livro. Com Daniel Dantas pagando propinas aos tucanos.

Detalhes da pesquisa e documentos que embasam a publicação estão na CartaCapital que circulou na sexta 9.

Sobejos motivos

Coincidências ou não, enquanto a edição de CartaCapital chegava às bancas com a matéria, FHC cancelava a noite de autógrafos que faria para o lançamento de “A Soma e o Resto” na mesma sexta, em São Paulo.

Não sabemos se temeu que algum repórter “inconveniente” de uma dessas revistas não menos “inconvenientes” perguntasse sobre o assunto, motivado pelo fato de Eduardo Jorge, então seu assessor direto no Palácio do Planalto, ser “personagem” do livro.

E – quem sabe? – resolvesse avançar sobre aqueles 400 milhões gastos na Feira de Hamburgo sob controle do filho de FHC.

Outros tempos

sophiaPara os que somos do tempo em que o corpo da mulher era valorizado pelas formas e não pelos requebros. Violão, silhueta em 8, ampulheta ou “cintura de pilão”, como cantou Luiz Gonzaga em “Cintura Fina” (Zé Dantas-Luiz Gonzaga).

Para qualquer conceito, a Sofia Loren, de priscas eras.

Ferradas como destino

Geraldo Simões está coberto de razões quando defende a instalação do campus itabunense da Universidade Federal do Sul da Bahia-UFESBA às margens da BR-415, mais precisamente no entorno de Ferradas.

Todas as virtudes espaciais orientam a instalação para aqueles limites. A começar pela expansão do perímetro urbano de Itabuna passando pela contribuição ao desafogamento do trânsito na cidade.

Conversa sem prumo I

O município de Itabuna, por outro lado, precisa definir entre se aproveitar concretamente da oportunidade histórica de sediar a universidade ou favorecer municípios vizinhos, como o de Buerarema, mais beneficiado que Itabuna caso se desloque o campus para o eixo da BR-101 sentido Macuco.

A sociedade precisa encampar a luta para que o campus fique efetivamente em Itabuna e beneficie esta terra com o máximo que possa oferecer.

Conversa sem prumo II

A discussão sobre o local a ser doado pelo município de Itabuna ocorre praticamente às escondidas, na sede do poder. A sociedade não tem acompanhado os seus termos, tampouco os aspectos técnicos que a norteiam.

Todos sabemos que se encontra em andamento a duplicação da BR-101. Nenhum de nós será ingênuo para imaginar que o trajeto da rodovia respeite o traçado original, nos limites itabunenses.

Lógico que contornará o perímetro urbano de Itabuna. Para tanto respeitará não só a zona urbana propriamente dita como a zona de expansão urbana, aquela aprovada por lei municipal visando oferta de áreas para construções que avançarão para além dos atuais limites da cidade.

Também é crível que não chegaria ao absurdo de contornar o perímetro itabunense fazendo-o pela margem esquerda da rodovia, no sentido Norte-Sul.

Assim, não tenhamos dúvida de que a duplicação da BR-101 se desviará, nos limites de Itabuna, em local um pouco além de Ferradas, onde surgirão novo cruzamento e viaduto sobre a BR-415, no trajeto que se estenderá até o reencontro com o traçado original, para além do posto da Polícia Rodoviária Federal.

A solução

Há um grupo de proprietários rurais no entorno de Ferradas disposto a doar em torno de 100 hectares para a instalação do campus da UFESBA. Dentre eles o médico Antônio Mangabeira e os empresários Helenilson Chaves e Nilsinho Franco.

Estranha que a Prefeitura não tenha ainda ido ao encontro dessa solução, a custo zero para o município, utilizando-se, inclusive, do espaço programado para a instalação do Centro Industrial de Itabuna-CITA, desenvolvido na administração de José Oduque Teixeira (1973-1977).

Necessidade

O assunto não pode ser discutido sem a presença concreta da sociedade itabunense. A conquista da UFESBA tem que ser aproveitada para beneficiar Itabuna o mais concretamente possível.

Se há esse grupo de “doadores” em potencial, de visão privilegiada e futurística, não pode a administração municipal caminhar pela contramão da realidade.

Especialmente quando nada custará ao erário municipal.

Saulo Pontes

Estes poucos detalhes e mais aqueles necessários à compreensão do traçado da rodovia, aliado ao projeto viário que exige o complexo intermodal para desafogar os perímetros urbanos de Itabuna e Ilhéus, podem ser trazidos a lume pelo engenheiro Saulo Pontes, ex-diretor do DNITT na Bahia e atual diretor do DERBA.

Por sinal, a única pessoa que temos como suficientemente informada sobre o assunto.  

Abobrinhas I

Engenharia política não ocorre às claras. O PFL tornado DEM continua sofrendo reveses, acelerando a perda de sua densidade eleitoral e queda no imaginário político-eleitoral do país. A extinção da legenda, nos atuais termos (ou seja, com os atuais componentes) já é admitida por lideranças. O PSD acelerou o processo.

Apesar de negado, o ingresso de ACM Neto no PMDB pode ocorrer. Se não em 2012, mas em 2013. Levará todas as prefeituras conquistadas sob seu comando.

Abobrinhas II

Uma aliança DEM-PMDB não pode ser descartada em 2012 na Bahia. A oposição local, em cada município, é problema da situação/governo da Bahia. O argumento de que o fato de o PMDB integrar a base do governo Dilma asseguraria o apoio do PMDB ao PT baiano nas eleições municipais seria admitir a renúncia de lideranças, como Gedel, se articularem para projetos maiores, já ensaiados, como a governança do Estado logo em 2014.

Abobrinhas III

O PMDB baiano é parcela do PMDB nacional, sim. No entanto, interessa ao governo federal o PMDB como um todo na base de sustentação política, ou seja, em nível do Congresso Nacional. Lutas intestino-provincianas, se não afetam ou fraturam a base de sustentação na Câmara Federal e no Senado, ficarão no que são: briga de quintal particular.

Marcar posição, em 2012, com um projeto que não assegura futuro, não interessa à arquitetura em andamento. Melhor marcar posição. Ainda que apoiando outra candidatura.

Assim planejam as lideranças acima das municipais.

Quem não concordar encontra a desfiliação como solução. Que não afetará o partido caso vença eleição.

Feio mesmo é perder. Essa a lição mais antiga em política.

Pensar na política em sede municipal fica no âmbito da utopia. Como falar de abobrinhas.

A propósito da proposta de Ramiro I

A função da comunicação e do jornalismo, ainda que não fosse levada sob o trilhar da ética, é não somente reproduzir o que lhe chegue às mãos. Mas, filtrar a informação de forma que possa contribuir para o contexto social. Isso não está fora dos alfarrábios do jornalismo.

A visão de que o “mercado” determina a informação leva aos absurdos que vivenciamos.

Tanta miséria e tanta desgraça alimentam mais miséria e mais desgraça. E não precisamos de leituras de autoajuda para compreender isso.

A propósito da proposta de Ramiro II

Montaigne (1533-1592), humanista e filósofo francês, questionou a fama. Para o escritor, tido como pai do ensaísmo, a maior glória para ele era viver tranqüilo. Isso se opunha à fama, ou a glória aos olhos alheios. Que dizer dos que buscam 15 minutinhos dela, para lembrar Andy Warhol? E por cima, explorando a miséria alheia?

“Que sei eu”, dizia-o sob invocação socrática, para especular o homem como um todo no convívio social.

No entanto, no teatro do mundo moderno, a verdade que nos chega através do jornalismo sensacionalista e imediatista, alimento da fama efêmera, torna-se mendicância da informação e negação do homem como ser.

Ainda que estejamos no limiar de uma nova Era.

Crueldade I

Um cidadão sentou-se para almoçar em uma churrascaria de Itabuna, na segunda 5, e como a televisão estava ligada pediu que fosse sintonizada na TV Santa Cruz, para ouvir o noticiário local.

As várias matérias do primeiro bloco, à exceção de uma só notícia, mostraram cenas de matadouro e açougue, não dispensando nem mesmo rajas de sangue fresco dentro de uma ambulância.

De vomitar e tirar o apetite!

Crueldade II

E nos veio à mente nosso rodapé Exemplo a ser seguido (de 4 de dezembro), “As más notícias, algumas necessárias, não podem se sobrepor às boas”, na mensagem de Ramiro Aquino no seu “Ramiro na Squina”, no Diário Bahia daquele fim de semana.

Uma salutar ideia para reduzir tanta crueldade.

Eduardo Anunciação

eduardoEduardo recebe reconhecimento em Ilhéus, que o outorga com o título de “cidadão ilheense”. Em Itabuna, só cobrança. Na praieira, não precisou de décadas para merecer reconhecimento.

A indigência ainda permeia as coisas ou, se muito otimista, muitas coisas em Itabuna.

Por aqui falta espaço para tanto ego.

Centro de excelência

Não encontrou o destaque merecido a retomada das cirurgias de transplantes renais no Calixto Midlej.

A não ser na lembrança de Dr. João Otávio em sua coluna (Cotidiano) no Diário Bahia deste fim de semana.

Planejamento tardio

azevedo curitibaAzevedo quer Jaime Lerner elaborando projetos urbanísticos para Itabuna. Para uma administração que ainda não definiu quem efetivamente comanda a gestão municipal, tantos os interesses particulares em jogo, a pretensão começaria por indagar quem controlará essa revolução. E para quando.

A companhia que teatralizou a visita a Curitiba bem ilustra a dimensão da iniciativa. Já registrada em foto para a posteridade.

E pela história de suas ações na gestão pública remete a uma ópera bufa.

Bola de cristal

Como a gestão está prestes a findar-se (mais um ano) e não há possibilidade de estudos viabilizarem a execução de projetos ainda no atual mandato do alcaide, das duas uma: ou Azevedo está planejando “para o futuro” (o que não fez ainda para o presente) ou está certo da reeleição.

Desvio de função

Dra. Sara Mandra Russioleli, Procuradora de Justiça do Estado da Bahia, advertiu políticos regionais, incluindo a nominação de dois prefeitos (José Nilton Azevedo, de Itabuna e Newton Lima, de Ilhéus), no sentido de melhor administrarem a coisa pública. Para ela, dentre as que tiram “leite de criancinhas” e que “precisam ter mais seriedade com a gestão pública municipal”.

Dentre as funções do Ministério Público está a fiscalização da gestão no que concerne à defesa dos interesses da coletividade. A instauração de procedimentos apuratórios, amparados em justa causa, viabilizam medidas judiciais.

Parece-nos que, por dever de função, mais cabia à ilustre titular do parquet estadual peticionar contra os gestores e não apenas nominá-los.

Devendo I

O jornal “A Região” deste fim de semana estampa em manchete de capa a informação de que o “Mapa da Corrupção do MPF inclui 25 de Itabuna e Ilhéus”. O texto (p. 9) declina os nomes dos ex-prefeitos Fernando Gomes e  Jabes Ribeiro e o atual gestor de Ilhéus Newton Lima.

Em Itabuna, ainda segundo o jornal, há “ações contra ex-diretores do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, ex-secretários municipais, ex-diretores de fundações e empresários”.

A matéria faz referência a vários processos, enumerando-os, dando a entender ter tido acesso a eles.

Devendo II 

Como citou nominalmente Fernando Gomes, Jabes Ribeiro e Newton Lima o jornal deixou um gostinho no leitor de saber quais os itabunenses “ex-diretores” do HBLEM, “ex-secretários municipais” e “ex-diretores de fundações”. Sem esquecer dos “empresários”.

Ficou devendo. Os nomes ou as explicações por não publicá-los.

Um e outro

Dois instantes, em muito diversos, encontram-se e afinam-se na singularidade do domínio do instrumento e na espontaneidade das execuções: a forma inusitada de tocar de Ronie Moipolai, de Botswana, com “Baloi”, e o guitarrista Jeff Beck, da Inglaterra, com “She’s a woman” (Lenon-MacCartney).

Cantinho do ABC da Noite

cabocoRecife tinha em Gilberto Freire o “Mestre de Apipucos”, Itabuna, em Alencar Pereira, o “Mestre do ABC”. Fonte de compreensão do semelhante a partir de suas tiradas, quase sempre centradas na análise do comportamento humano que o circunda, buscando eliminar idiossincrasias e preconceitos.

Como ocorreu no ABC da Noite naquela manhã sabática, quando o cidadão humilde, petista reencontrado cidadão pelas políticas sociais do governo federal, invadiu a seara abecedarina fortalecida naquele instante de oposicionistas, anunciando-se arauto do futuro com o expressar:

– Eu voto no PT – declarou desafiador, enquanto fazia o sinal/ritual do pedido (aproximar o indicador do polegar), ainda no batente:

– Ora, deixe de política! – interrompe um dos que ocupam o espaço e queria ver a reeleição de Lula ir às favas.

Incontinente interveio Alencar, peremptório, em defesa da liberdade de expressão abecedarina e conciliando em torno da filosofia que norteia o local:

– Você está no ABC, pode usar qualquer letra do alfabeto.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Estado aumenta parceria com o Hospital de Base e a SCMI

Domingos Matos, 10/05/2011 | 00:24
Editado em 10/05/2011 | 00:26

O secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, estará nessa terça-feira (10) em Itabuna. onde assina mais um termo aditivo para o Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães. Esse segundo termo prevê a incorporação de cirurgias bariátricas - cinco ao mês -, ampliação do financiamento para a realização de neurocirurgias, tomografias e mamografias e alocação de um recurso fixo de incentivo no valor de R$ 20 mil/mês para a unidade se caracterizar como de referência regional para a captação de órgãos e tecidos para transplante.

O secretário assina também convênios com a Santa Casa de Misericórdia, para os hospitais Manoel Novaes, Calixto Midlej Filho e São Lucas, no valor anual de R$ 7,4 milhões. No Manoel Novaes o convênio será para a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos, atendimento de urgência referenciada e não referenciada e serviço de apoio diagnóstico e terapêutico.

No Hospital São Lucas o contrato visa a execução de serviços complementares de saúde nas áreas ambulatorial e hospitalar. Já no Calixto Midlej serão executados serviços de alta complexidade Cardiovascular, Nefrologia, Neurocirurgia, Oncologia, retirada de órgãos e tecidos e cirurgia bariátrica.

Alencar, o homem que sorriu para a morte

Domingos Matos, 30/03/2011 | 10:10
Editado em 30/03/2011 | 10:11

Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

Tive a grande satisfação de conhecer José Alencar e foi há quase nove anos, antes dele se tornar vice-presidente do Brasil. Em 2002, na campanha pela sucessão presidencial, o grande brasileiro esteve em Itabuna para um encontro com lideranças locais. Lembro-me da reunião marcada para uma sala do hotel Imperial, onde quase não couberam prefeito, vereadores, secretários municipais e jornalistas. O calor era absurdo e intensificado pelas luzes dos equipamentos de filmagem.

Alencar não demorou a chegar, com aquele sorriso de gente boa e cumprimentando todo mundo. Ora, o homem vinha em campanha, devia estar fazendo média, mas havia algo diferente naquela expressão, no jeito de falar pausado, simples, ponderado, no olhar humilde. A diferença tinha jeito de ser sinceridade e dignidade. E era, como a história comprovou.

O político e empresário, que se foi nesta terça-feira, 29 de março, teve uma infância pobre e cresceu na base da determinação. Mas a maneira como venceu na vida, apesar de rica em exemplos, não é o que mais marcou a história de José Alencar. Foi a forma como ele enfrentou a morte, sem temor, que realmente definiu o homem que em tantos momentos nos causou espanto e emoção, por sua coragem e vontade de viver, ainda que não manifestasse nesta disposição um apego inexorável a este mundo.

Alencar enfrentou 17 cirurgias em 14 anos, não tinha um rim, possuía apenas um terço do estômago. No entanto, depois de cada alta no hospital, ele saía com aquele sorriso que nos encabulava e matava de vergonha. Era como se mostrasse a cada um de nós que, se ele podia desdenhar da morte e sorrir diante dela, o que justificaria os nossos queixumes por causa de problemas tão insignificantes.

A frase mais bonita de Alencar revelou o que realmente o amedrontava: “não tenho medo da morte, tenho medo é da desonra”. Lapidar, irretocável, sabedoria de quem entende que a importância da vida não se mede pelo tempo, mas pelo caráter, as atitudes e os exemplos.

Imagino Zé Alencar chegando no céu, com aquela simplicidade mineira dele. Perante os anjos de Deus, sempre com o riso escancarado de menino, ele aparece cantarolando baixo o samba de Nelson Cavaquinho: “Tire seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor…”

Um dos anjos o interpela: “sossega Alencar, que já não dói “. Ele, mineiríssimo: “uai, mas agora é que dói, sô! Dói de saudade”… E segue sorrindo.

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do Pimenta e também escreve no Política Etc

José Alencar foi exemplo de luta pela vida

Domingos Matos, 29/03/2011 | 21:23
Editado em 29/03/2011 | 21:42

Jose AlencarSedado, para não sentir dores, despediu-se da vida hoje o ex-vice-presidente da República, José Alencar. Um guerreiro, que lutou por 13 anos contra diversos tumores cancerígenos - há cinco lutava contra o do abdomen, conhecido por sarcoma.

A morte foi às 14h41 em decorrência do câncer e de falência múltipla dos órgãos. O corpo será velado nesta quarta-feira (30), no Palácio do Planalto, em Brasília. Na quinta-feira (31), o corpo vai para Belo Horizonte, onde será novamente velado no Palácio da Liberdade e, posteriormente, enterrado no cemitério do Bonfim, na capital mineira.

Durante o tratamento contra o câncer, Alencar foi submetido a 17 cirurgias, perdeu um rim, dois terços do estômago e partes dos intestinos delgado e grosso. Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, pai de três filhos --Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia -- e avô de cinco netos (em 2001 ele passou a responder a um processo de reconhecimento de paternidade ajuizado por Rosemary de Moraes).

O quadro clínico do empresário que ajudou a eleger Lula em 2002 e em 2006 piorou três dias antes do último Natal, quando foi internado com urgência após uma nova hemorragia abdominal provocada pelo tumor no intestino. Os médicos contiveram o sangramento, mas não puderam retirar os tecidos comprometidos pela doença, impedindo o político mineiro de se despedir do cargo em Brasília e de participar da posse da presidente Dilma Rousseff.

De dezembro até os primeiros meses de 2011, o ex-vice voltou a ser internado diversas vezes, sempre em situação muito grave. Cirurgias foram descartadas nas últimas internações devido ao estado delicado de sua saúde.

Em novembro de 2009, Alencar garantiu que se a saúde permitisse seria candidato ao Senado. No início do ano passado, cogitou tentar o governo de Minas Gerais. Porém, em abril, afirmou que não disputaria cargos por estar em tratamento de quimioterapia contra o câncer.

"Decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi. Subi a rampa com ele [Lula], vou descer com ele. Ele também não se afastou, vamos juntos", disse na ocasião. Proibido pelos médicos, ficou no hospital enquanto Dilma e seu sucessor, Michel Temer, recebiam o cargo no Palácio do Planalto.

Informações UOL

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