CMVI

Tag: cruzeiro

Polícia de Minas faz buscas e apreensões na sede do Cruzeiro

Domingos Matos, 09/07/2019 | 17:31

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu, hoje (9), mandados de busca a apreensão na sede do Cruzeiro Esporte Clube e nas casas de dirigentes do clube, em Belo Horizonte. A diretoria do time é investigada por supostas transações fiscais irregulares e lavagem de dinheiro na Operação Primeiro Tempo.

Os agentes também estiveram no galpão da torcida organizada Máfia Azul, além das residências do presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá, do vice-presidente, Itair Machado, e do diretor-geral,

Sérgio Nonato. De acordo com a corporação, cerca de 100 agentes participaram das diligências. Os detalhes não foram divulgados porque a investigação está em segredo de Justiça.

As supostas irregularidades no Cruzeiro foram divulgadas primeiramente, no mês passado, pelo Programa Fantástico, da Rede Globo.

Em nota divulgada à imprensa, o clube afirmou que apoia as investigações.

"A diretoria do Cruzeiro Esporte Clube vem a público manifestar seu apoio às apurações das denúncias feitas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, no dia 26 de maio passado. O clube informa que entregou às autoridades toda a documentação solicitada para a investigação. Lamentamos apenas que este fato esteja acontecendo exatamente às vésperas de uma decisão importante na Copa do Brasil. O Cruzeiro Esporte Clube informa que continuará à disposição das autoridades competentes para quaisquer tipos de outros esclarecimentos necessários", diz a nota. (Com inforamções da Agência Brasil)

Cruzeiros marítimos movimentam Ilhéus com mais de dez mil passageiros

Domingos Matos, 13/02/2019 | 13:09

O mês de fevereiro esquenta a chegada do Carnaval e Ilhéus continua bastante movimentada. Só nesta semana, a cidade recebe a visita de três cruzeiros marítimos. O Costa Favolosa foi o primeiro que atracou no Porto do Malhado, na terça-feira (12), às 12 horas.

Mais dois cruzeiros estão previsto para chegar à costa ilheense. O MSC Seaview desembarca quarta-feira (13), às 8 horas, e o MSC Fantasia, na quinta-feira dia (14), às 7 horas. Ao todo, os três navios devem trazer mais de dez mil passageiros à Ilhéus, segundo estimativa da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

O receptivo ficou ainda mais animado nesta tarde, com a presença de grupo de capoeira e da banda ‘Meio Dia tem Samba’, que se apresentou no formato de pocket show, na praça Pedro Matos, em frente ao Teatro Municipal, alegrando turistas e ilheenses ao som dos maiores sucessos de pagode.

Ilhéus é um dos destinos mais visitados pelos passageiros durante o roteiro brasileiro, sobretudo pelas histórias famosas das obras de Jorge Amado. Só no centro histórico, milhares de turistas desembarcam para visitar os principais pontos turísticos, cenário da literatura amadiana.

 

Virada de ano em Ilhéus tem festa, praias lotadas e  rede hoteleira com quase 100% de ocupação

Domingos Matos, 03/01/2019 | 09:01
Editado em 04/01/2019 | 10:30

Ilhéus teve um dos mais movimentados réveillons e inicio de verão  dos últimos anos. A festa popular foi realizada com o patrocínio do Governo da Bahia, através da Bahiatursa, em parceria com a Prefeitura de Ilhéus. De norte a sul, o litoral da cidade foi  ocupado por nativos e turistas que escolheram a cidade para viver a passagem de ano.  No centro histórico, que preserva as marcas da cultura secular, aconteceu a festa de Reveillon, no palco montado na Avenida Soares Lopes, ao lado da majestosa Catedral de São Sebastião, onde milhares de pessoas festejaram a chegada de 2019.

O público cantou e dançou ao som da banda Top Gan, da dupla Rafa & Pipo Marques e da banda Dois Amores. O comando da virada ficou por  conta da dupla de Salvador, Rafa & Pipo Marques, formada pelos filhos do cantor Bel Marques, que embalou  a esperança da multidão que lotou a avenida.

A estrutura contou com um efetivo de cerca de 85 homens da 68ª Companhia Independente da Polícia Militar, que contribuiu e assegurou o clima de tranquilidade da festa, além do reforço da Guarda Civil Municipal (GCM) e de agentes da Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade do município (Sutram). O policiamento foi garantido após o término do evento, por volta das 4 horas da madrugada. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) disponibilizou duas unidades móveis de emergência, mas nenhuma ocorrência grave foi registrada.

Praias e hotéis lotados

A temporada de verão nessa primeira semana do Ano Novo registra grande movimento nas principais praias da cidade e quase 100 por cento de ocupação na rede hoteleira. A expectativa é de que o fluxo turístico seja superior que no ano passado, considerando também os visitantes que chegam a Ilhéus através dos cruzeiros marítimos.

As praias do Sul e do Norte, e a do Cristo, no centro da cidade – onde está sendo construída a primeira ponte estaiada da Bahia – obra do governo estadual, são as mais procuradas pelos banhistas. Vale lembrar que Ilhéus possui o mais extenso litoral da Bahia, com cerca de 90 quilômetros de beleza exuberante e convite à descontração, descanso e alegria.

No centro histórico, os visitantes podem apreciar monumentos arquitetônicos como o Palácio Paranaguá, Teatro Municipal, Bar Vesúvio, Casa de Cultura Jorge Amado, Espaço Bataclan, Igreja Matriz de São Jorge, Catedral de São Sebastião, entre outros atrativos turísticos. 

 

 

Preso policial em operação de combate ao carvão ilegal

Domingos Matos, 07/12/2011 | 18:27
Editado em 07/12/2011 | 18:28

Quatorze pessoas já foram presas na “Operação Cruzeiro do Sul”, que combate a produção, comercialização e transporte ilegais de carvão vegetal, nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri, Alcobaça, Caravelas e Nova Viçosa, no extremo sul da Bahia, além do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Em Salvador, foi preso o policial civil João Gonçalves da Silva, com arma de uso restrito. Ele atuava extorquindo caminhoneiros e fazia escolta de caminhões carregados de carvão ilegal.

Dos presos até agora, nove foram detidos na Bahia e cinco no Espírito Santo. Promovida pelo Ministério Público baiano e as polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, a operação acontece desde a madrugada desta quarta-feira (7) e também já resultou na destruição de 90% dos cerca de 1.500 fornos ilegais identificados na Bahia e na apreensão de diversos veículos, documentos, computadores, munição e uma motosserra.

A operação combate esquema criminoso que age na extração ilegal de matéria prima nativa da Mata Atlântica e madeira furtada ou roubada de eucalipto. A madeira é destinada a fornos ilegais, de pequeno e grande portes, que não têm licença ambiental.

O carvão oriundo da atividade é comercializado por empresas “laranja” e o transporte acontece sem o Documento de Origem Florestal, com destino a siderúrgicas da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. Em uma siderúrgica do Espírito Santo foi apreendido um volume de notas fiscais duvidosas, correspondentes a duas caçambas e aplicada multa de R$ 800 mil.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 17/10/2011 | 11:43
Editado em 17/10/2011 | 12:11

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Satisfeitos

Os bancários parecem satisfeitos com 1% a mais que o reajuste oferecido pelos banqueiros (8%) depois de vinte dias de paralisação e desistem dos pretendidos 12,8%, aceitando 9%. Considerando a diferença original, de 4,8% – 12,8% menos 8,0% – não conquistaram 20% do que buscavam. (À guisa de ilustração: para uma remuneração de 5 mil reais, apenas 50 reais a mais).

Por sua vez os bancos conseguiram tudo o que pretendiam e mais alguma coisa. Pedem apenas que aguardemos seus balanços para conferência. Nenhum prejuízo lhes trouxe a paralisação.

Os banqueiros agradecem e os consumidores de serviços bancários pagarão a conta enquanto aguardam a próxima campanha de melhoria dos lucros do sistema financeiro, a ser promovida pela categoria.

Amigo do Teixeira

teixeiraO “Amigo da Onça” marcou as gerações que encontravam na revista “O Cruzeiro” a grande publicação semanal brasileira durante décadas como o grande repositório da informação no país. Muitos abriam a revista a partir da página de Péricles.

Encontramos no www.conversaafiada.com.br esta pérola, inspirada no personagem de Péricles e tendo o mangangão da CBF aflito diante da proposta do garçon.

Perderam o pudor

É o que se pode dizer da “intervenção na Líbia” pela democracia. Nem mesmo controlaram o país e os novos donos/vassalos comprometem-se a pagar em petróleo a ajuda militar recebida para destituir Kadaffi.

A França acaba de ser beneficiada com a destinação de 25% do petróleo líbio produzido. É o preço por cada bomba, cada míssil, cada vôo. Resta saber a cota da Inglaterra, da Itália, dos EEUU...

Não esperaram nem o defunto ser enterrado e a viúva já arranjou marido. Perderam o pudor de vez!

Perderam a oportunidade

Explosão no Rio, com mortes, atribuída a vazamento de botijões, deve ter sido lamentada pelos Estados Unidos. Razão do lamento: não ocorreu em território estadunidense.

Justificaria a invasão do Irã. Afinal configuraria uma “ameaça terrorista”, ainda que não por “armas químicas”.

Melhor latir que tossir

Joelmir Beting, que tem como marca textual cruzar a realidade com o humorismo em seus comentários, nos saiu com a seguinte pérola, concluindo crítica sobre a carga tributária brasileira em medicamentos, comparando-os entre os humanos e os veterinários (ainda que nos moldes editoriais da Band):

– Se você entrar na farmácia tossindo, paga 34% de imposto; se entrar latindo, paga só 14%.

No embalo humorístico sugerimos aprender a latir antes de entrar na farmácia. Pode ser uma solução.

Não será como antes

Versão século XXI da global Gabriela, baseada na obra de Jorge Amado “Gabriela, Cravo e Canela”, é promessa da platinada para coincidir com o centenário do ferradense ilustre. Tenha-se a certeza, pelo tema e o que representou a exibição primeira nos início dos anos 70, aliados à oportunidade, que tem tudo para ser sucesso absoluto.

No entanto, ainda que os recursos técnicos sejam outros, muito mais aprimorados, cremos que faltará um elenco como aquele dos anos 70. Quase 40 anos depois ainda lembramos (os que a assistiram) de Paulo Gracindo, Armando Bógus, Fúlvio Stefanini, 

E por mais que Juliana Paes possa configurar uma Gabriela dificilmente (ou nunca) será àquela de Sônia Braga.

Itabuna presente

cachoeiraEstivemos em Cachoeira (ficamos encantado com a cidade heróica), em visita a FLICA – Festa Literária Internacional de Cachoeira, ao lado de Ari Rodrigues (presidente da ACATE-Associação dos Amigos do Teatro) e da atriz e produtora cultural Eva Lima, apreciando a oportunidade da iniciativa, que amplia o cenário baiano escritoresno imaginário cultural.

O único incômodo causado pela FLICA foi a mediação à Jô Soares/Faustão, efetivada pelo Curador do evento, Aurélio Schommer, no curso do debate “O Romance e a Grande Literatura”, que em muito prejudicou a atuação de Carlos Barbosa, Mayrant Gallo e Jorge de Souza Araujo, intervindo/interrompendo intempestivamente, a ponto de incomodar o público. Pareceu-nos que desconhecia não só o tema em discussão como a obra dos escritores, especialmente o peso do trabalho de Jorge.

Qualificação

O município de Itabuna eleva aos píncaros a melhoria da qualificação do magistério municipal, com novos licenciados, que pode alcançar 85% do quadro em 2012, ampliado a partir de 2005.

Duas leituras imediatas: 1. Itabuna já vinha qualificando o magistério municipal, ainda em tempos de dificuldade de acesso à graduação, donde se destaca pelo menos a última gestão de Geraldo Simões; 2. A ampliação decantada oficialmente se iniciou na última gestão de Fernando Gomes, continuada na de Azevedo, aproveitando programa dos governos federal e estadual voltados para o aprimoramento de professores.

Desta última leitura uma certeza: Gustavo Lisboa, como Secretário de Educação.

Qualificação II

Loas têm sido levantadas à qualificação do magistério como instrumento de melhoria para a educação brasileira. Não se negue a sua importância. O caminho imediato é esse, ainda que à distância.

No entanto, particularmente vemos que só isso não basta. Programas que visam efetiva qualificação do ensino (além da do professor, em que pese ser peça importante do processo) devem integrar o projeto educacional.

Se observarmos – e conhecemos isso de perto – o nível de escolaridade de alunos de 1ª a 5ª série, egressos da escola pública municipal, que chegam à rede estadual (onde ainda ministramos aula) matriculados na 6ª série – que corresponde ao antigo 2º ano ginasial – fica visível a ausência de compromisso do Município com o aluno.

Muitos inteiramente analfabetizados (expressão nossa para explicar o aluno que passa pela escola e nada aprende), não sabem ler nem escrever e apresentam dificuldade – pasme o leitor! – para assinar o próprio nome, sem qualquer noção de parágrafo, pontuação, dificuldade para distinguir entre nomes próprios e comuns e por aí vão...

...Vão cumprindo etapas iniciais da cultura da certificação, “avançados” para alimentar as estatísticas escolares e governamentais.

Cultura da certificação

Assim pessoalmente denominamos a circunstância do considerável avanço estatístico no âmbito da graduação, graças às facilidades de acesso à universidade e à pós-graduação (especialmente a latu senso) sem que seja sedimentada no graduado ou pós-graduado o domínio da correspondente competência para o exercício da atividade a que pretendeu.

Raros os que não apresentam um “certificado”. Entretanto isso não repercute no domínio da informação, tampouco na formação do aluno.

Ainda que não possamos tributar exclusivamente a esse fato o “desastre” (que está aliado à inexistência de reformulação da própria grade curricular e na inserção de outros conteúdos, maior tempo presencial do aluno no ambiente escolar e à integração de psicólogos e assistentes sociais à carreira educacional etc.), pesa em muito esse “despreparo” (a cultura da certificação), a valorização pura e simples ao profissional por se encontrar munido de um certificado (diploma).

Sentimos que o magistério, em geral muito sacrificado, repercute no baixo nível de escolaridade. Apesar de tanta certificação.

Jabes sentiu o golpe

jabesO experiente político com suas declarações a partir do ingresso de Newton Lima no PT confirma essa assertiva. Se não o fosse estaria aguardando pura e simplesmente que as “cúpulas” estadual (da qual faz parte) e nacional decidissem o municipal.

Partiu para o ataque e até mesmo denominou de “Operação Tabajara” a ação petista, que afasta neste instante a possibilidade de alianças compensatórias, pelo menos em Itabuna e Ilhéus.

Certo que duas situações se afiguram do destempero jabiano: 1. Se as cúpulas refizerem o pacto obrou mal Jabes, que demonstrou desconhecer a apoteose e se preocupou com o intermezzo; 2. Se tudo lhe ocorrer favoravelmente, magoou futuros aliados.

Calado ganharia mais. Até como vítima.

Ações distintas

Ainda que fiquemos só: o Governador Jacques Wagner mais age em benefício da Bahia ao defender a participação de todos os estados na riqueza do pré-sal do que em fazer retornar o horário de verão.

Pré-candidaturas I

Muitos que se prestam a lançar-se pré-candidatos geram no observador mais atento uma elementar conclusão: pouco voto, despontando para a política e com vocação imediata para o poder.

Norteia o pensar de muitos que alimentam o legítimo sonho de fazer por sua terra que a circunstância de seu nome e atuação neste ou naquele setor de atividade o faz tornar-se líder natural. E uma outra circunstância, a da evidência, o dotaria de carisma político.

Essa leva tem se aprofundado nos últimos anos, em muito alimentada por lideranças maiores que arregimentam “prés” para assegurar votos e cabos eleitorais para si.

Pré-candidaturas II

Outro fato que passa ao largo dos neófitos em política, tornados “prés”: o controle das agremiações partidárias não é coisa para amadores. Nenhuma segurança há para o dirigente local diante dos interesses dos dirigentes estaduais e nacionais. Não são a ideologia, os princípios e as convicções que definem a liderança local, mas o grau de submissão desta ao comando superior. Assim, simplesmente não existe autonomia em nível local.

Um exemplo clássico na Bahia ocorreu com o PSB, aqui refundado sob a liderança de nomes históricos como o de Newton Macedo Campos, tradução autêntica do ideário de João Mangabeira, e que, ainda novinho, viu-se alijado do processo quando o comando nacional simplesmente defenestrou o histórico do socialismo baiano para beneficiar a médica Abigail Feitosa, que mirava a prefeitura de Salvador em 1988.

Ninguém perguntou se Abigail se afinava com a filosofia e o programa partidário; interessava ao comando nacional do PSB a expressão político-eleitoral que Feitosa dispunha naquele momento.

Pré-candidaturas III

Por aqui já rodapeamos que política não se faz a partir ou através de colunas sociais, entrevistas ou capas de revista. Se tal ocorresse amparado na liderança efetivamente conquistada seria uma coisa; outra coisa é tudo surgir norteado por interesses mútuos em sede particular. Para uns, aparecer na mídia; para outros o desdobramento conseqüente de abrir o seu espaço.

Para muitos, tudo com um custo que não é nada moral, ideológico ou idealístico, mas material mesmo.

Em tempo de reuniões e “de murici”

Sob esse aspecto das pré-candidaturas que são efetivamente candidaturas só Geraldo/Juçara, Azevedo, Vane (se for para marcar o espaço evangélico), Davidson/Wenceslau (se o PCdoB mantiver a pretensão à independência) e Roberto “Minas Aço” Barbosa (se mantido o atual desencontro entre PT e PP).

Nem mesmo as do PDT e PMDB (correndo por fora), podem ser definidas como efetivadas quando junho de 2012 chegar.

Dependem estas últimas de forças superiores.

Rir como ouvir

ze vasconcelosSua morte, aos 85 anos, noticiada na terça 11, deixou um vazio de um tempo em que o humor também nos chegava através do acetato. Ríamos a cântaros com Zé Vasconcelos, ainda que não dispuséssemos de sua dimensão facial, que por si só fazia desaguar em gargalhadas quando nos chegou através do cinema e da televisão. Dono de um humor puro, sadio, sem apelações, que não agredia e nunca foi grosseiro. Muitos dele se lembrarão pelas passagens pela “Escolinha do Professor Raimundo”, como Ruy Barbosa Sá da Silva. Localizamos essa passagem do humorista no programa do Jô, em que humorisa um fato verídico.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoTradicional açougue de porco, o ponto onde hoje é o ABC existe desde os anos 20, e nos primórdios, a partir de 1962, costumava servir uma galinha ao molho pardo e um ensopado de porco. Um freguês daqueles tempos cobrou do Cabôco Alencar o antigo hábito:

– Deixei pra não ferir a concorrência, Cabôco.

E concluiu, satirizando o Homem contemporâneo:

– Quem dá comida a bicho é dono de circo, Cabôco.

_________________

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Geraldo cobra investimentos da Codeba no Porto de Ilhéus

Domingos Matos, 28/09/2011 | 17:22
Editado em 28/09/2011 | 17:26

portoO Porto de Ilhéus, conhecido como Porto do Malhado movimentava, alguns anos atrás, 1 milhão de toneladas de cargas por ano. Hoje, movimenta apenas 200 mil toneladas. Isto se deve à falta de manutenção do canal de acesso, cais de atracação, sucateamento dos equipamentos e desleixo com as instalações. Este foi o assunto tratado pelo deputado federal Geraldo Simões, durante reunião em Brasília, com o Secretário Executivo da Secretária de Portos, Mário Lima Júnior.

A profundidade do canal de navegação do Porto de Ilhéus, que hoje se encontra assoreado, tinha em torno de 10 metros e 30 centímetros e agora está reduzida a aproximadamente 9 metros e 20 centímetros. De acordo com Simões, “no estado atual, a atracação de navios de carga fica comprometida e os grandes navios que realizam cruzeiros turísticos temem utilizar o porto devido ao perigo representado pelo baixo calado. Na semana passada empresas exportadoras começaram a suspender o embarque de soja”.

Para o deputado “a situação do porto é grave e já traz grandes prejuízos para as empresas portuárias e usuárias, para o estado e também para o conjunto da economia regional”. Ele entende que  a Companhia das Docas do Estado da Bahia necessita tomar providências imediatas para reverter esta situação, restabelecendo o calado para 10 metros de profundidade e recuperar os equipamentos e as instalações”.

Em seguida, é necessário providenciar a dragagem para obter um calado de 14 metros, providenciar o aterro com o material retirado do mar e duplicar a área de manobra de cargas, dos atuais 100 mil metros para 200 mil metros quadrados. Estas medidas, juntamente com um plano de modernização portuária, colocarão o porto do Malhado em condições de atender uma demanda potencial de 5 milhões de toneladas de carga, preparando-o para ser um fator adicional no desenvolvimento da região.

O Secretário Executivo, que se comprometeu a realizar uma visita de inspeção a Ilhéus para conhecer os problemas e adotar as providências necessárias.

Receptivo de navios tem 'baculejo' do TOR

Domingos Matos, 08/12/2010 | 15:32
Editado em 08/12/2010 | 15:41

Um leitor d'O Trombone nos escreve para informar algo que o deixou abismado. Ontem, segunda-feira, "dia de navio", uma guarnição do Tático-Ostensivo Rodoviário (TOR) estava passando um verdadeiro pente fino em uma blitz na BA-001, trecho Ilhéus-Olivença.

Na super blitz, policiais paravam até as vans carregadas de turistas dos navios de cruzeiro que aportaram em Ilhéus nessa segunda. Para ele, um absurdo. "Não que esses turistas sejam melhores que os outros ou os moradores de nossa cidade, mas parar vans conduzindo turistas, é um pouco demais", escreveu o morador daquela rodovia, que se identificou por Márcio.

Segundo observou em sua carta, esse tipo de recepção pode prejudicar a imagem do município junto aos visitantes e operadores de turismo que enviam seus clientes para cá.

Para ele, deveria haver uma integração entre as forças policiais e o setor turístico, tanto o público quanto o privado, para que cenas como as que presenciou não se tornem rotina. "Vamos repensar nosso tuismo", adverte.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 05/12/2010 | 12:24
Editado em 06/12/2010 | 12:52

Lições do Rio I

A vontade política do Estado determina o que pretenda. Em qualquer aspecto. Isto ficou demonstrado no Alemão. No entanto, no particular instante do Rio de Janeiro a apoteótica “tomada” de morros controlados pelo tráfico (incluindo o piegas hasteamento da Bandeira Nacional e da Estadual), nos remete a conclusões distintas; 1. sinal de velados acordos, a ponto de não entendermos como, de um universo de cerca de mil traficantes em fuga, nem 10% tenham sido presos; 2. que não há bandido bem armado diante do Estado determinado a combatê-lo; 3. confissão de que o Estado estava omisso, tanto que os “hasteamentos” confessam uma “retomada” de um território que não lhe pertencia.

Lições do Rio II

“Pobre não dá lucro para a boca de fumo, quem compra as drogas são as classes média e os ricos” (sic) é parte de um texto que estaria circulando nos morros cariocas (como o diz em artigo Carlos Newton, na Tribuna da Imprensa on line, de 30 de novembro), mais precisamente no complexo do Alemão, que integra uma manifestação do tráfico pela união de grupos criminosos com vistas à resistência.

O expressar traduz verdade que a hipocrisia busca esconder: em negócio de milhões tostões são quebra galho. Muita gente “participa” do lucro do tráfico. Da corrupção que alcança policiais e autoridades a negócios paralelos que vão da lícita indústria da segurança privada à ilícita atividade das milícias.

Para entender descubra o leitor quem as compõe e quem são os seus dirigentes.

Lições do Rio III

É de se esperar uma tomada de consciência de que a hipocrisia esconde a realidade; de que a solução para o problema da droga não está pura e simplesmente na repressão, mas na educação, na distribuição de renda, na defesa de valores da família e da sociedade, na melhor programação televisiva, no reduzir a violência que vitima a infância ainda em tenra idade etc.

Nesse sentido, hipocrisia das maiores é tolerar as drogas lícitas – dando a entender que não seriam drogas – e satanizar as ilícitas.

Desde os tempos da lei seca proibição sempre foi um convite ao consumo de qualquer coisa. Em contrapartida, lucro seguro para os que disponibilizam o proibido.

Lições do Rio IV

Por outro lado, voltando ao “Pobre não dá lucro para a boca de fumo”, precisamos fugir do lugar comum da estereotipada responsabilização pura e simples dos menos favorecidos pela distribuição de renda, os que não podem pagar bons advogados ou não têm como cooptar autoridades desonestas.

A esse propósito, há tempo uma autoridade policial nos contou decepcionado: investigara e prendera uma figura de classe média alta que traficava a partir de sua residência localizada em bairro nobre de Itabuna. A prisão ocorrera pouco antes da meia-noite, em flagrante. Não chegara a zero hora e o “artista” (o nome nos fora preservado) estava solto, amparado em habeas corpus prontamente expedido por autoridade judiciária (o nome nos foi revelado), que não se dignou nem a pedir informações ao delegado.

Quanto ao delegado, foi admoestado no despacho do magistrado.

Algo há além do jardim I

Se não dava para entender o fato da quase inexistência de prisões no Alemão, especialmente depois da desabalada fuga do Cruzeiro (filmada e fotografada), pior fica a explicação de que os que escaparam o fizeram através de redes pluviais de esgotos.

Recomendamos uma leitura de como agiram os alemães diante da resistência dos jovens poloneses em Varsóvia, durante a Segunda Guerra, assistindo a “Kanal”, do mestre Andrzjey Wajda.

Algo além do jardim II

Considerando a quantidade de droga encontrada e observando-se que, à exceção da maconha, outras precisam de produtos químicos para desdobramentos, que só podem ser conseguidos fora das favelas, quem os adquiria para os traficantes?

Cremos que não seria lúcida a idéia de que aviões do tráfico, e muito menos os próprios traficantes, fossem os compradores diretos. No mesmo viés, os armamentos.

É o que faltava

A baixaria da grande imprensa – a Globo pelo meio (ela que influencia e forma opinião) – deu de noticiar que os bandidos do Alemão fugiram pelos esgotos construídos pelas obras do PAC.

Apelação sutil, bandida como sempre. Só falta dizer que o Governo Federal preparou galerias para escoar a água pluvial para atender aos reclamos da bandidagem em caso de necessidade de rotas de fuga.

Haja paciência para tanto asco!

Lições de Itabuna

Uma moradora do Bairro Urbis IV não sabe mais o que fazer. Assaltada várias vezes – três só no espaço de 10 dias – vê-se desamparada, resistindo na própria casa para evitar que esta venha a ser incendiada. “É o que falta” – comenta. Todos conhecem os delinqüentes, que a têm assaltado em plena luz do dia.

A Polícia tem comparecido depois de denunciados os fatos. Mérito. Mas, será que a bandidagem teria a mesma liberdade se a Polícia Militar exercesse vigilância como o faz no Bairro Góes Calmon?

Na mesma cidade, cuidados diferenciados, ausência de tratamento isonômico. Diríamos, apenas, que num caso o Estado se omite (Urbis IV), noutro protege (Góes Calmon).

Lições para Itabuna

Em que pese o policiamento ostensivo posto em prática pela Polícia Militar em Itabuna, parece faltar “um quê”, um detalhe. E nos faz recordar a práxis disponibilizada pelo Coronel Souza Neto, quando comandante em Itapetinga quanto à eficiência demonstrada em Itororó (DE RODAPÉS... de 24.10).

Não sabemos se o 15º Batalhão disporia dos meios para efetivá-la. Talvez multiplicar mobilidade na ação ostensiva fosse um caminho, que demanda veículos, combustível, manutenções várias.

Mas, bem que uma esperança podia alimentar nossa terra e nossa gente: de que as lições do Rio chegassem aqui, ceifadas dos defeitos e semeadas das virtudes.

Espionagem

O Wikileaks divulga, para nós em dimensão contemporânea graças à internet, o que sempre aconteceu. Não custa reler “Dentro da Companhia – Diário da CIA”, de Philip Agee, aqui publicado em 1976 (não localizamos nosso exemplar) ou conhecer as articulações de Lincoln Gordon e mesmo saber que a IV Frota dos EEUU manobrava no Atlântico para o caso de convir ao golpe de 64, caso houvesse resistência. O livro desnuda as ações estadunidenses para derrubada de governos na América Latina. Na oportunidade não custa o leitor (re)ver “Estado de Sítio” de Costa Gavras.

Imaginemos quão interessante será o Wikileaks publicar em torno de propinas e comissões para que os “nacionais” correspondessem aos interesses dos internacionais. Aí a terra vai tremer. Inclusive no Brasil.

Onde há muita fundação financiada por interesses americanos, algumas através da CIA.

Cyro na mira

Chega-nos a informação de que um grupo de artistas locais e figuras da área literária estão promovendo movimento para afastar Cyro de Mattos da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania.

Opinião particular: ou Azevedo exonera ou Cyro não sai nunca. Cyro é como mordida de pitbul; trava a mandíbula e tarda a destravar. Para o pitbul, o objeto mordido; para Cyro, a remuneração e quejandas.

Devagar com o andor

Não embarcamos nessa de Geraldo Simões para Ministro da Agricultura. Até porque o Ministério seria da cota do PMDB. Se o momento fosse outro, tudo bem. Em primeiro plano precisaria – antes das loas – que se verificasse a convergência de interesses e lideranças baianas do PT em torno de Geraldo.

O próprio Geraldo, intimamente, deve dar seus risinhos. Mormente ele que viu, quando indicado para a CODEBA, a briga de foice no escuro que retardou a sua nomeação por tempo mais do que o devido. Para uma liderança como a dele, não fora o fato de ser compadre do presidente da República.

De nossa parte, seria maravilhoso, considerando o que representaria para Itabuna no cenário nacional.

PT versus PT

Os fatos que envolvem o PT local no curso do processo sucessório (?) da Câmara Municipal revelam que se encontra em fritura em fogo alto a continuidade da Profa. Miralva Moitinho à frente da agremiação.

E a realidade que a frita, atualmente, não deixa de ser kafiquiana: ter agido conforme as diretrizes do Partido. Ao contrário, contra o ideário do partido manifestou-se o deputado Geraldo Simões.

Os desdobramentos podem ser avaliados, como o faremos em futuros “DE RODAPÉS E DE ACHADOS”, começando pela permanência ou não de Miralva à frente da DIREC.

Considerando que Miralva é tida como imposição de Geraldo Simões, demonstração de sua força e pleno controle sobre o Diretório Municipal o seu destino pode revelar emblemática circunstância.

Ou Geraldo Simões escanteia Miralva e reconhece que errou ao impô-la como Presidente do Diretório local, ou apóia Miralva, reconhecendo que errou ao desautorizar o Diretório.

Quo vadis Globo

Lemos, estarrecido, que a próxima edição do Big Brother Brasil (toc-toc-toc mangalô três vezes) vai liberar geral. Isso quer dizer que, além da baixaria em que se constitui o programa (melhor programa, lembrando aquela antiga profissão), pretende incluir bebidas, agressões físicas e quejandos. Tudo pelo faturamento fácil, com tão nefanda programação, por sinal imitada por outros canais

Descobrimos a pérola inovadora através da matéria “Baixaria cada vez maior” inserida em texto de Nogueira Lopes na Tribuna da Imprensa on line de 2 de dezembro.

“A agressão física não será mais proibida no programa (nas edições anteriores, resultava em eliminação imediata). ‘Nada mais é proibido no BBB, pode fazer o que quiser. Esse ano… liberado! Vai valer tudo, até porrada’, revelou Boninho,adiantando que agora o programa não servirá aos participantes apenas bebidas leves. ‘Vai ser power… chega de bebida de criança’, decretou”.

E para tristeza, o programa (para nós, aquele) está liberado para a faixa etária de 12 anos (antes 14) o que significa que, em que pese exibido depois das 20 horas, será retalhado em horários como o da manhã.

Mijadinha canina

A aproximação do PCdoB em direção ao prefeito José Nilton Azevedo, envolvendo teimosas insinuações que passam pela ocupação de uma Secretaria – preferencialmente a da Saúde, que poderia cair nos braços de Dra. Conceição Benigno, tudo facilitado pelo desgaste de Dr. Vieira – tem prazo para começar a se aperfeiçoar: janeiro/fevereiro de 2011. Não haverá incoerência político-partidário-ideológica, uma vez que o Prefeito estará em algum partido da base dos governos Wagner e Dilma. O álibi é perfeito.

Desdobramentos: início da luta pela Prefeitura, o que pode ocorrer em 2016, tendo como candidato Davidson Magalhães. Candidatura do PCdoB em 2012 só para marcar posição, reservar território, como aquela mijadinha canina.

Fato a considerar, em tudo isso, é o afastamento do PCdoB em relação a Geraldo Simões, hoje não bem visto por muitos correligionários que consideram ser o seu projeto apenas pessoal, individual.

Conversões no horizonte

Na esteira destas considerações o PR e PMDB trabalharão contra Geraldo Simões. A não ser que César Borges se converta ao geraldismo ou perca a influência nas decisões. No mesmo caminho o PMDB, a não ser que Gedel trilhe por outra estrada.

O PDT migrará conforme as conveniências para onde possa avançar. Mormente se Dinailton voltar a se interessar pela política em Itabuna, a pedidos, possível sinal de mais um no barco contra Geraldo.

PT, se não se recompuser inteiramente em torno de Geraldo Simões, o que exige a reconquista de militantes históricos lançados ao limbo a partir de conflitos com GS, se dividirá, no plano municipal, fazendo com que parte dele exercite corpo mole na campanha.

E Fernando Gomes quieto, mineiramente comendo o mingau pelas beiradas. Ainda que não seja candidato.

Eu sou você amanhã

Geraldo Simões assim caminha – o que entendemos lamentável para a administração pública local – para o isolamento. Novo Ubaldo Dantas no futuro. Ou, parodiando aquela publicidade: eu sou você amanhã.

Quem nos chamou a atenção para a realidade do “Ubaldo amanhã” foi um taxista local.

Geraldista, diga-se passagem.

Lula

Ainda que cedo para afirmações, pelo andar da carruagem – leia-se fritura de GS em fogo não tão lento por históricos(?) aliados – a presença do PT em 2012 estará vinculada a de Lula no palanque petista. Isso demonstraria prestígio das lideranças locais, porque pedido idêntico ocorrerá em mais de 5 mil municípios brasileiros.

Itabuna, parece-nos, não deixará de ser privilegiada, considerando o relacionamento pessoal – que não é de hoje – entre Lula e Geraldo Simões.

Para conferir, uma visita ao ABC da Noite.

2012 não será 2000

Certo que o cenário da sucessão municipal trará profundas mudanças, não só no campo dos possíveis candidatos, mas, necessariamente, no leque da composição político-partidária em torno das candidaturas, em especial a liderada por Geraldo Simões, lendo-se, aí, ele ou quem venha a indicar.

Geraldo não pode repetir erros. O primeiro ocorreu em 2008, quando dependia da campanha de Capitão Fábio para consolidar a vitória de Juçara. Quando o PMDB minguava os recursos para Fábio faltou Geraldo entender que municiar financeiramente o Capitão lhe asseguraria a vitória.

No entanto optou pelo desastre: trazer Fábio para a aliança. Nenhum inocente imaginaria que o eleitorado de Fábio aceitasse o PT de Geraldo.

Talvez tenha faltado, ou recursos ou abrir a munheca e descosturar o bolso!

 

Acesse com seus dados:

ou
Ainda não tem acesso?
Registre-se em nosso Blog.