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Seminário vai abordar caminhos para o desenvolvimento da Gestão Pública

Domingos Matos, 20/05/2019 | 14:21

Transformação urbana, negócios e cultura: Caminhos para o desenvolvimento é o tema do Seminário Internacional de Gestão Pública, que vai acontecer na próxima sexta-feira (24), às 8h, na Terceira Via Hall, em Itabuna. O evento gratuito é uma realização do Fórum Empresarial da Bahia e a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano - Amurc. As inscrições estão sendo feitas pela Associação através do e-mail: amurcbahia@gmail.com. Mais informações, pelo telefone (73) 3613-5114.

O público alvo são prefeitos, secretários municipais e a sociedade civil organizada. Segundo o coordenador do evento, José Raimundo, o principal objetivo do seminário é tornar os municípios eficientes naquilo que ele se propõe, oferecendo estratégias de segurança, tecnologia, educação, saneamento. “Nós estamos trazendo significativos palestrantes, o corpo técnico do Governo do Estado, a presença dos prefeitos que compõem a Amurc e técnicos da Embasa”.

O evento contará com a participação do vice-governador do Estado, João Leão, que vai falar sobre Estado da Bahia em desenvolvimento. Para o presidente da Amurc, Aurelino Cunha, o evento traz “especialistas que vão contribuir com a aplicação de conteúdos técnicos nas mais diversas áreas da gestão pública, e que são de grande relevância para o desenvolvimento dos municípios”.

Dentre os palestrantes, o secretário executivo da Amurc, Luciano Veiga, especialista em Planejamento de Cidades, vai falar sobre “Resíduos Sólidos – uma nova solução”, tendo em vista a obrigatoriedade dos municípios para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos. “A gente vai apresentar um diagnóstico sobre a situação da nossa região sobre os resíduos, os modelos que estão sendo aplicados no país, e um provável modelo que melhor se adaptaria a nossa realidade”, sinalizou Luciano.

Palestras

Ainda estão previstos no painel, as seguintes palestras: “Gestão por processo na Administração Pública”, com Adriana Linhares - Farmacêutica, MBA em Sistema de Gestão de Qualidade, MBA em finanças e contabilidade; “Mindfulness como política: da implementação aos benefícios à sociedade”, por Ana Barros - Psicóloga com experiência clínica e docente, especialista em Terapias Cognitivas e Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente; “Contratualização em Saneamento Básico: Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário” com Erick Fernandes – Gerente Regional da Embasa.  

“Novos modelos de desenvolvimento: Singularidades culturais como ativos econômicos” com Claudiana Figueiredo – Gerente Regional do Sebrae, no Sul da Bahia e especialista em Gestão de Cidades e Empreendimentos Criativos pela Universidade de Córdoba – 2014; “Compliance na Administração Pública: conformidade e gestão de risco”, com Ludimila Vieira - Compliance Expert sob a tutoria de José Guimarães, advogada pós-graduanda em Direito Tributário pela Universidade Estácio de Sá;

“Cidade Empreendedora, um caminho para o desenvolvimento”, com Cecília Fonseca e Miranda - gerente da Unidade de Ambiente de Negócios do Sebrae Bahia, graduada em Gestão de Políticas Públicas e também em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB).

 

Amurc confirma presença no Congresso da Pequena Empresa

Domingos Matos, 08/05/2019 | 12:39

A Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano - Amurc confirmou a participação no 10º Congresso Norte Nordeste da Pequena Empresa – Empreendedorismo com Desenvolvimento Sustentável, que acontece no próximo dia 17 de maio, às 8h30, no Auditório Paulo Souto, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Durante uma visita a sede da entidade municipalista, o presidente da Associação das Micros e Pequenas Empresas da Bahia (Ampesba), Valdir Ribeiro entregou o convite ao presidente da Amurc e prefeito de Firmino Alves, Aurelino Cunha, e ao secretário executivo, Luciano Veiga (foto).

O presidente da Associação apoiou a iniciativa e destacou que o evento contribui para o “fortalecimento dos municípios e terá reflexos positivos no desenvolvimento econômico e social dos pequenos negócios em toda sua área de ação”.

Segundo Valdir, o Congresso vai reunir lideranças do âmbito regional e nacional, representantes do segmento da micro e pequena empresa e do Microempreendedor Individual. Dentre os participantes confirmados, o vice-governador João Leão, que também é secretário de Desenvolvimento Econômico.

O público-alvo do evento são microempresários, empresários de pequeno porte, microempreendedores individuais, estudantes, professores, lideranças empresariais, vereadores, secretários, prefeitos, deputados, pequenos agricultores da Agricultura Familiar, representantes dos diversos órgãos de fomento aos pequenos negócios.

 

Prefeitos do Sul da Bahia participam da Marcha em defesa dos municípios em Brasília

Domingos Matos, 11/04/2019 | 12:38

Mais de 300 prefeitos baianos participam, desde segunda-feira (8), da XXII Marcha dos Prefeitos, em Brasília, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com o objetivo de apresentar o panorama da situação enfrentada pelos gestores locais e as principais reivindicações, a exemplo da revisão do Pacto Federativo. Do Sul da Bahia, uma comitiva formada pelos prefeitos ligados a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, espera sair do encontro, que encerra nesta quinta-feira (11), com a garantia de melhores condições financeiras para os municípios.

Na capital do Brasil, o presidente da Amurc e prefeito de Firmino Alves, Aurelino Cunha destacou que a Marcha é movimento muito importante para o Brasil, pois é uma oportunidade para que os prefeitos possam lutar em defesa de mais recursos para os municípios. “Eu, juntamente com os prefeitos filiados a Amurc, temos a preocupação de participar desse movimento e defender os interesses da nossa região, para garantir dias melhores aos nossos munícipes”.

A força do municipalismo foi evidenciada pelo prefeito de Barra do Rocha, Luis Sérgio Alves, ao destacar a importância da ida dos prefeitos a Brasília, que tem a função de fortalecer a gestão municipal. “Nós queremos melhorar os repasses para os municípios. Buscamos com a nossa ação, mostrar a unidade dos prefeitos do Brasil, especialmente da Bahia. É preciso um olhar mais ampliado da gestão municipal porque é dessa maneira que a gente vai ter um Brasil mais forte”.

A luta pela revisão do Pacto Federativo é uma das principais reivindicações dos prefeitos da região, e que no ano passado foi tema de uma reunião na Amurc, provocada pelo prefeito de Buerarema, Vinícius Ibrann. A esperança, segundo ele, é de que o presidente da República, Jair Bolsonaro, coloque em prática o compromisso firmado de rever o Pacto Federativo. “Com isso, precisamos nos fortalecer em conjunto e não de maneira individual para garantir a execução de compromissos firmados na Marcha, junto a União”.

Da mesma forma, a prefeita de Ubaitaba, Suka Carneiro, que integra a diretoria da Amurc, chamou a atenção dos prefeitos para estarem unidos, “pois juntos podemos fortalecer os nossos municípios, crescer e mudar a realidade da nossa região”. Já o prefeito de Itapé, Naeliton Rosa espera que o atual Governo possa “olhar” mais para os municípios, “de forma que possamos levar para os munícipes, obras nas áreas da saúde, educação, social”.

Sobre algumas conquistas da Marcha, o prefeito de Jussari, Antônio Valete informou que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli agendou para o dia 20 de novembro, a votação dos Royalties de Petróleo. “A Marcha está sendo muito importante, estamos colhendo os resultados de outras marchas. A luta é uma construção que estamos fazendo ao longo do tempo para melhorar as condições de vida do nosso povo, em curto, médio e longo prazo”.

Receitas caem, mas Ilhéus cumpre metas fiscais de 2018

Domingos Matos, 01/03/2019 | 14:17
Editado em 01/03/2019 | 14:18

A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria da Fazenda e da Controladoria-Geral do Município, realizou audiência pública para demonstração e avaliação das metas fiscais do terceiro quadrimestre do exercício de 2018, na quinta-feira (28). O relatório foi apresentado à Comissão de Finanças, Orçamento, Obras e serviços Públicos da Câmara Municipal Legislativo, para comprovar os resultados das receitas e despesas da gestão, e o cumprimento da aplicação dos recursos na saúde e educação, além do índice das despesas com pessoal.

Conforme o demonstrativo apresentado, do total previsto para o período (R$ 466 milhões), a Prefeitura Municipal arrecadou R$ 400 milhões, o que equivale a aproximadamente 85,85% do previsto. Apesar da queda na arrecadação, o Município registrou despesa com pessoal em 57,56%, ainda acima do índice previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa em 54% das receita corrente líquida das prefeituras, porém cumpriu todas as metas de aplicação dos recursos do Fundeb (99,32%), manutenção e desenvolvimento da Educação (25,68%) e ações e serviços de Saúde (15,21%).

A audiência pública foi coordenada pelo vereador Abraão Santos, presidente da comissão. Estiveram presentes os secretários municipais da Fazenda, Márcio Cunha, de Relações Institucionais, Sérgio Souza, de Comunicação Social, Hélio Ricardo; o gerente municipal de Administração Tributária, Adriano Sales; o gerente socioeconômico, Aldair Brito, o controlador-geral do Município, Alex Sousa; e a auditora de Transparência e Controle Social, Suzi Leal Rodrigues.

Acusado de matar a mulher em Itamaraju no banco dos réus

Domingos Matos, 30/01/2019 | 11:01

Está sendo julgado nesta quarta-feira (30), no Fórum de Itamaraju, Valdeir de Souza (foto), acusado de espancar e matar a ex-mulher, Aparecida Teles de Almeida, que não resistiu aos ferimentos e morreu cinco dias após, no Hospital Geral daquela cidade. O réu está preso desde janeiro de 2018.

Valdeir responde pelo crime de feminicídio, com motivação fútil. Além disso, o acusado não permitiu a defesa da vítima. A previsão é de que o júri popular se estenda até a madrugada de quinta-feira (31).

O crime

Segundo os autos, a vítima, Aparecida Teles, deu entrada no Hospital Geral de Itamaraju no dia 17 de janeiro de 2018, uma quarta-feira, após sofrer mais um ataque do ex-marido, Valdeir de Souza. Aparecida tinha uma medida protetiva ao seu favor, mas nem isso foi capaz de afastar o acusado da ex-mulher. A vítima era cunhada de Jota Neto, comunicador e um dos líderes do Partido dos Trabalhadores em Itamaraju.

Aparecida sofreu traumatismo craniano, causado pelas agressões. Ela morreu no início do dia 22 de janeiro de 2018. Valdeir, considerado um homem violento, já havia espancado a vítima outras vezes, de acordo com testemunhas.

 

Prefeitos e sociedade atuarão em conjunto com órgãos de controle para fiscalização da Barragem de Mirabela

Domingos Matos, 29/01/2019 | 15:01

Durante uma reunião na segunda-feira (28), em Barra do Rocha, prefeitos dos territórios, Litoral Sul e do Rio de Contas definiram a participação de entidades no Conselho Deliberativo e Consultivo de Gestão e Acompanhamento da Barragem de Rejeitos de Mirabela. Ao mesmo tempo, os gestores estarão solicitando uma audiência com o governador e técnicos do Estado para um maior entendimento dos laudos técnicos da Mineradora.

O encontro promovido pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira -  Amurc reuniu prefeitos dos municípios de Barra do Rocha, Aurelino Leal, Ubaitaba, Itacaré, Gongogi, Ubatã, Itagibá, Ipiaú e Firmino Alves, que deliberaram por encaminhar uma carta aberta ao governador do Estado, solicitando uma audiência e a apresentação de laudos técnicos dos órgãos do Estado, que são responsáveis pela fiscalização e credenciar a barragem na região.

Sobre a criação de um Conselho Permanente, composto por vários segmentos da sociedade, o prefeito de Barra do Rocha, Luís Sérgio Alves destacou que a iniciativa é fundamental “para que possamos estar de fato fazendo uma fiscalização não somente agora, mas uma avaliação permanente para que toda a região possa ter segurança maior com relação aos equipamentos que existem na Bahia”, esclareceu o gestor.

O prefeitos reforçaram a importância de um Conselho suprapartidário, que deverá ser composto por órgãos de fiscalização e controle dos municípios da área de atuação e impacto da mineradora, do Estado, da União, do Ministério Público e de representante da Sociedade Civil Organizada.

O presidente da Amurc e prefeito de Firmino Alves, Aurelino Cunha destacou que a reunião foi bastante proveitosa, no sentido de buscar uma solução em conjunto sobre a fiscalização da barragem. “Vamos nós prevenir e juntar com o governo do Estado, o Inema e demais órgãos para avaliar o laudo técnico dos órgãos fiscalizadores e permanecer acompanhando as ações da mineradora”.

O resultado do laudo técnico sobre o estado da Mirabela deverá ser emitido até o final da semana por profissionais do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA e da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia – SEMA, que estão fazendo uma vistoria no local. A expectativa sobre o parecer técnico será assunto de uma reunião prevista para esta quinta-feira (31), às 9 horas, com entidades representativas em Itacaré, e a participação de prefeitos da região, no auditório do hotel Ecoporan.

 

Juvenal sai da Ceplac com legado positivo

Domingos Matos, 21/01/2019 | 23:34
Editado em 21/01/2019 | 23:35

O administrador Juvenal Maynart Cunha foi exonerado da direção-geral da Ceplac, em Brasília. Mais do que esperada, a saída do gestor não deveria causar alegria para ceplaqueanos e produtores, principalmente pelo legado que construiu em sua passagem pelo órgão, de 2011 a 2015, na Superintendência da Bahia, até a volta (por cima), em 2017, dessa vez na direção, em Brasília.

Juvenal apostou na Ceplac do futuro, quando a grande maioria dos servidores e até dos produtores só pensavam no passado. Seu maior acerto foi entender “o espírito do tempo”, como sempre diz. “A pessoa, o gestor, que não entende o espírito de seu tempo, já começa derrotado, porque é uma força invencível. Você só vence se aliando ao seu tempo, a esse sentimento de uma geração”, afirma.

Os sinais, diz, já estavam à mostra, ficaram evidentes com a Primavera Árabe e se materializaram, no Brasil, em 2013. “Mudou a forma de fazer gestão pública, e quem não entendeu se deu muito mal. Escolhi desenvolver o novo, e isso ficou claro quando associei a Ceplac à Universidade Federal do Sul da Bahia, e com a iniciativa da criação do Parque Tecnológico do Sul da Bahia, da Ceplac/UFSB/UESC e IFs”, observa.

A ida à direção deu oportunidade de promover uma transformação mais profunda no órgão. Quando assumiu, a Ceplac já havia sido transformada em departamento, e perdido a condição de órgão singular – Decreto 8.852/2016.

“O legado que eu deixo é nada menos do que a singularidade de volta, a organização da cadeia produtiva, junto com os outros atores – indústria e produtores. Mas essa é a parte que está no Diário Oficial, é tangível, assim como o fato de a Ceplac ser o órgão que cuidará de Sistemas Agroflorestais no país. Mas tem algo maior, que é intangível: a credibilidade junto aos organismos internacionais, que voltaram a ver o Brasil como um país produtor que merece fazer parte do grande jogo, novamente”.

Do “tangível”, fica a nova estruturação institucional. A Medida Provisória 870 determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’. O decreto nº 9.667 criou cinco novos cargos em sua estrutura de direção, voltados para o fomento de projetos e parcerias estratégicas, e a Medida Provisória 870 deu à Ceplac novas funções e cargos na sua estrutura. Fortaleceu as bases da pesquisa e extensão, com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira.

Juvenal, como sempre faz em seus discursos, dirige um poema ou citação, que traduz o que ele realmente pensa daquilo que trata. Por sua exoneração, mandou à reportagem trecho do poema “Padrão”, de Fernando Pessoa:

“PADRÃO

O esforço é grande e o homem é pequeno.

Eu, Diogo Cão, navegador, deixei

Este padrão ao pé do areal moreno

E para diante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.

Este padrão sinala ao vento e aos céus

Que, da obra ousada, é minha a parte feita:

O por-fazer é só com Deus. (…)”

Eleição da Amurc conta com uma chapa inscrita

Domingos Matos, 16/01/2019 | 07:32

A eleição da Associação dos Municípios da Região Cacaueira (Amurc) acontece no próximo dia 24 de janeiro, às 9 horas, na sede da entidade, com apenas uma chapa inscrita, encabeçada pelo prefeito de Firmino Alves, Aurelino Cunha (foto). O prazo para inscrição de chapa encerrou nesta segunda-feira, 14, 10 dias antes do pleito, de acordo com o estatuto. O mandato de presidente é de dois anos, correspondente ao biênio 2019/2020. O eleitorado é composto por prefeitos associados.

 

 

 

Ceplac ganha novas forças para tirar o cacau da crise

Domingos Matos, 08/01/2019 | 19:05

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) acaba de ganhar novas forças para tirar o cacau da crise em que se encontra, há quase três décadas. No último dia 1º, o presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 870 que determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’.

Dia seguinte, quarta-feira, dia 2, o presidente publicou o decreto nº 9.667 em que ‘Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, remaneja cargos em comissão e funções de confiança, transforma cargos em comissão e funções de confiança e altera o Decreto nº 6.464, de 27 de maio de 2008, que dispõe sobre a designação e atuação de adidos agrícolas junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior’.

A Medida Provisória 870 beneficiou, diretamente, à Ceplac, quando deu, à mesma, novas funções e cargos na sua estrutura. E, por extensão, mostrou um forte propósito em fortalecer o setor, com base na pesquisa e extensão; com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira. No decreto nº 9.667, foram criados cinco novos cargos, vinculados à Diretoria, em Brasília, que vão cuidar, exclusivamente, dos projetos e parcerias.

Nova Ceplac

Representantes da instituição afirmam que a consultoria realizada no órgão, ano passado, foi definidora para esta consagradora vitória. “A Nova Ceplac” – como já está sendo denominada - foi mantida como órgão singular, porém com um viés mais voltado para a pesquisa e extensão por meio de projetos e parcerias.

“Trata-se de uma conquista significativa, que deve ser comemorada por todos os que lutaram pelo fortalecimento da Ceplac, uma instituição fundamental na retomada do crescimento no sul da Bahia”, destaca o diretor Geral, Juvenal Maynart Cunha (foto), em entrevista, por telefone, a partir de Brasília.

Juvenal Cunha disse, ainda, que a consultoria identificou as potencialidades do órgão, bem como as suas fragilidades, em um longo estudo, que já começa a apresentar os resultados. “Em relação às superintendências, apontou diversas soluções, porém não recomendou o aumento de cargos”, sintetiza.

A partir da nova legislação criada em torno da Ceplac, os produtores estão na expectativa de um novo momento para o mercado de cacau e chocolate. Especialmente quanto à chegada de projetos consistentes para resolver o problema da baixa produtividade em algumas regiões, enquanto tratam da questão das dívidas em outras frentes.

Áreas degradadas

Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de 25 bilhões de reais, gerando cerca de 180 mil empregos diretos no Brasil. Para Juvenal Cunha, “a revitalização do cacau nacional será feita usando os sistemas agroflorestais na recuperação de áreas degradadas nos biomas da Mata Atlântica e Floresta Amazônica”.

Todavia, o diretor Geral da Ceplac reconhece que existem algumas questões ambientais a serem resolvidas na Bahia como o manejo do cacau Cabruca e o endividamento dos produtores.  “Com a otimização e aprimoramento dos sistemas agroflorestais, será possível fazer o sistema Cabruca funcionar, não somente sob a perspectiva de lucratividade, mas, também, sob a perspectiva ambiental e os benefícios para a Mata Atlântica e para o mundo”, revela. (Lício Ferreira, da Tribuna da Bahia)

Lula Livre é não é apenas o grito pela liberdade de um homem, é manifestação por justiça ao trabalhador

Domingos Matos, 01/05/2018 | 12:24
Editado em 01/05/2018 | 15:00

Por Joaquim de Carvalho

Neste dia 1o. de Maio, Dia do Trabalhador, duas notícias são importantes para revelar o que foi feito do Brasil com o golpe de 2016.

O índice de desemprego é de 13,1% — no último ano em que Dilma Rousseff governou sem as pautas bombas de Eduardo Cunha, 2014, a taxa média foi de 4,8%, o que significava pleno emprego.

A outra notícia negativa para o mundo do trabalho é que a maior liderança sindical do País em todos os tempos, Lula, se encontra presa, ainda que não tenham sido esgotados todos os recursos de sua defesa.

A prisão de Lula fere o artigo 283 do Código de Processo Penal — “Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado.”

Por isso, neste Dia do Trabalhador, a palavra de ordem nos atos que se realizarão em todo o Brasil será “Lula Livre’. Para o líder do PT, deputado Paulo Pimenta, este 1o. de Maio será “histórico”.

“Será o momento de afirmação da democracia”, diz ele. “O mundo inteiro vai lembrar que o mais importante líder sindical deste País se encontra preso de maneira ilegal”, acrescenta Pimenta.

As manifestações começam daqui a pouco, na vigília por Lula Livre, em que será dado o já tradicional “Bom Dia, Lula” —  o ex-presidente disse, em carta à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que ouve o cumprimento e pediu que os manifestantes continuem com este gesto diário.

Depois da “cerimônia”, haverá um ato ecumênico e, em seguida, todos caminharão para o centro de Curitiba para participar, às 14h, de um ato na Praça Santos Andrade.

Além dos discursos, está programado um show, com a participação de Maria Gadu e Beth Carvalho.

Haverá também a exibição de um documento histórico.

O documentarista Celso Maldos liberou um vídeo de Lula discursando em 1º de maio de 1986. Será transmitido em telões.

Era a transição da ditadura militar para a democracia. Lula encerra seu discurso dizendo “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.

A ideia do cineasta é fazer um link entre o passado e o presente, para lembrar que, hoje, também vivemos tempos de perseguição.

E também de ataque ao trabalhador.

(Há um outro vídeo, de 1984 (veja abaixo), em que Lula, num ato por eleições diretas, em 1984, também fala sobre as asas da liberdade, referência ao Hino da Proclamação da República).

República, o bem comum, comum para o detentor do capital e para quem vive do trabalho.

Não é mais assim.

O Brasil se tornou excelente para um setor, ruim para o outro. A balança pendeu demais para um dos lados.

Quem duvida que olhe para os números. Desemprego recorde, empregos formais despencando, direitos trabalhistas regogados.

De outro lado, o golpe proporcionou grandes ganhos ao capital financeiro, com juros altos e rendimento recorde na bolsa.

A principal liderança dos trabalhadores presa significa que está sufocada a democracia, o único regime em que aqueles que vivem do trabalho podem lutar livremente por mais conquistas.

Lula Livre não é mais apenas o grito pela liberdade de um homem. É um grito por justiça. Para Lula e para os brasileiros.

Baiana de Macaúbas - quem é a estudante que viralizou com discurso em formatura na PUC-SP

Domingos Matos, 20/02/2018 | 11:55
Editado em 20/02/2018 | 11:59

Publicado na Nova Escola

Diante de um auditório lotado no Citibank Hall, gigantesca casa de shows da capital paulista, uma aluna de uma das graduações mais tradicionais do país toma o microfone para um discurso duro. “Gostaria de falar sobre resistência. De uma em específico, a que uma parcela dos formandos enfrentaram durante sua trajetória acadêmica”.

Ela falava em nome dos alunos bolsistas do curso de direito da PUC-SP, em que as mensalidades são de 3.130 reais. “Somos moradores de periferia, pretos, descendentes de nordestinos e estudantes de escola pública”, enumerou. Descrevendo uma experiência de solidão e preconceito, a oradora apontava as dificuldades do convívio com alunos e professores de uma outra classe social:

“Resistimos às piadas sobre pobres, às críticas sobre as esmolas que o governo nos dá. À falta de inglês fluente, de roupa social e linguajar rebuscado. Resistimos aos desabafos dos colegas sobre suas empregadas domésticas e seus porteiros. Mal sabiam que esses profissionais eram, na verdade, nossos pais.”

Migrante e filha da escola pública

A fala, aplaudida de pé, viralizou em áudio e vídeo nas redes sociais. NOVA ESCOLA conversou com exclusividade com a autora do discurso. Seu nome é Michele Maria Batista Alves, de 23 anos. Natural de Macaúbas, cidade de 50 mil habitantes no centro-sul baiano, ela é uma dos milhares de estudantes de classe popular que chegaram à faculdade a partir da criação do Programa Universidade para Todos (ProUni), em 2004. É também um exemplo das dificuldades dessa trajetória.

Filha de mãe solteira, criada com a ajuda do avô, Michele veio para São Paulo aos 12 anos, para tratar de uma depressão. Sua família se estabeleceu numa casa alugada em Itapevi, cidade da Grande São Paulo onde mora até hoje, e de onde leva duas horas para ir e voltar ao centro da capital. A intenção inicial era regressar à Bahia, mas dois anos depois a descoberta de um tumor no pescoço adiou indefinidamente os planos. “Hoje estou curadíssima, mas por causa da doença fomos ficando. Minha mãe trabalhava de doméstica e eu comecei a ajudar no Ensino Médio como monitora numa escola infantil”, conta.

Sua história na Educação Básica foi toda em escola pública. “Estudei numa escola estadual perto de casa. Tive professores bons, mas a estrutura dificultava. Faltava água sempre, não tinha como ir ao banheiro, as classes eram lotadas e havia brigas. Eu sentia o quanto era difícil lecionar ali”, lembra ela, que diz nunca ter tido uma aula de Química – a professora só existia no papel, mas nunca apareceu. “Por tudo isso, acho muito difícil um aluno de escola pública entrar direto na faculdade.”

“Percebi que era pobre”

Ela própria teve de fazer cursinho. Duas vezes, a primeira delas num comunitário. “Foi uma experiência fundamental”, conta. “Tive vários professores de origem popular que me mostraram a diferença entre classes. Era a primeira vez que eu me reconhecia como pobre.”

A segunda foi no ingresso na PUC-SP. “Não tinha ninguém do meu círculo social. Não tinha recepção para bolsistas”, diz. No primeiro dia, uma menina contava animadamente sobre a viagem de férias à Europa. No terceiro, uma professora fez um comentário sobre métodos de estudos que deveriam ser evitados porque até a filha da empregada dela estudava assim. O impacto virou trecho do discurso:

“Naquele dia, soube que a faculdade não era para mim. Liguei para a minha mãe, que é doméstica, e disse que queria desistir. Ela me fez enxergar o quanto precisava resistir àquela situação e mostrar o quanto eu era capaz de obter aquele diploma”.

Espelho da realidade

Professores da PUC confirmam a situação narrada por Michele. “Ouvi de alguns bolsistas que a maior dificuldade não era preencher as lacunas de formação, mas conviver com a discriminação por parte de colegas”, diz Leonardo Sakamoto, professor do curso de jornalismo. “Se a PUC tivesse mais estudantes como eles, faria mais diferença do que faz hoje. Alguns dos meus melhores alunos foram bolsistas.”

“Os alunos beneficiários de bolsas são os mais dedicados, pois vêem no diploma da PUC a única chance de fugir de um destino cruel, previamente estabelecido”, confirma Adalton Diniz, professor do curso de Ciências Econômicas, que compara sua própria trajetória com o cenário atual. “Nasci no Jardim São Luiz, na periferia de São Paulo, fui operário metalúrgico e filho de uma dona de casa e um trabalhador que apenas completou o ensino primário. Estudei na PUC nos anos 1980 e não me recordo de ter enfrentado, de modo significativo, resistência, preconceito e hostilidade. Creio que a sociedade brasileira era mais generosa na época.”

Michele Alves seguiu em frente, mas não sem dificuldades. Passou os seis primeiros meses sem falar com ninguém. “Também por minha conta, porque antes eu era mais radical, mais intolerante. Acho que a gente tem de ser radical, mas não radical cego. Isso eu só aprendi depois, ao perceber como as pessoas me enxergavam e como eu poderia me aproximar delas. Aos poucos, fui criando métodos para dialogar com quem era diferente de mim. Ficar sem falar é muito ruim.”

Choro, apreensão – e aplausos

O episódio do discurso nasceu dessa espécie de diálogo radical. Com colegas, Michele fundou um grupo para discutir a situação dos bolsistas na PUC. A formatura se tornou uma pauta importante, porque o custo da colação de grau e do baile – na casa dos 6 mil reais – era proibitivo. Uma negociação com a comissão do evento garantiu quatro ingressos para cada bolsista e o direito do grupo a ter um orador.

Michele foi a escolhida. “Fiz o texto numa única noite. Chorei muito. É um relato carregado de histórias não só minhas, mas de todos os bolsistas, que eu revivia conforme ia escrevendo. Ensaiei 12 vezes e só na última consegui ler sem chorar”, conta.

Chegou o 15 de fevereiro, data da colação, e Michele aguardava sua vez de subir ao palco. O orador oficial fez um discurso leve, contando ‘causos’ do curso e arrancando risadas da plateia. Michele gelou. “Pensei: ‘e agora, como vai ser? Vou vir com um tapa na cara, agressivo, não sei como vão reagir’”. De cima do palco, tentou procurar a família – cunhado, uma amiga do Chile, três colegas de trabalho e a mãe, aniversariante da noite. Não viu ninguém. Leu tudo de um fôlego só.

Ao terminar, ainda meio atordoada, correu de volta para seu assento. “Achei estranho meus colegas se levantando. Depois entendi. Estavam me aplaudindo”, diz ela, contente também com a repercussão de sua fala nas redes sociais. “É uma vitória saber que minha reflexão está chegando a lugares que antes não debatiam esse assunto. Quem sabe cause algum impacto na vida dos bolsistas que virão depois de mim.”

Reconhecimento: Carlos Sodré recebe título de Cidadão Itabunense

A honraria foi justificada por todo o trabalho realizado por Sodré em prol de Itabuna

Domingos Matos, 01/09/2017 | 10:49
Editado em 04/09/2017 | 22:03

Em uma Sessão Solene da Câmara Municipal de Itabuna, realizada na noite de quarta-feira (30), foi homenageado com o Título de Cidadão Itabunense o advogado Carlos Eduardo Sodré. Natural de Itapé, Sodré, que atualmente é chefe de Gabinete da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), teve seu nome indicado para a homenagem pelo vereador Francisco Reis, presidente da Mesa Diretora da Câmara.

O evento ocorreu no Salão de Festas da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e foi prestigiado por familiares – a esposa Tânia, os irmãos Márcia e Antonio Carlos Sodré, o filho Renato Afonso Sodré e o sobrinho-neto e afilhado Arthur -, amigos e dezenas de autoridades de diversas partes do país. A justificativa do vereador para propor a honraria, segundo o próprio Francisco Reis, foi o trabalho realizado por Sodré em prol de Itabuna.

“Muitas obras foram aqui realizadas por sua indicação, quando servia no governo Roberto Santos, a exemplo do esgotamento sanitário, os conjuntos habitacionais Urbis I, II e III, além de muitas outras ações ao longo de sua vida, sempre dedicada a Itabuna, Itapé e à região”.

Ainda durante a solenidade formal, da Câmara, discursaram, representando os amigos “de fora”, Joaci Góes, da Academia de Letras da Bahia e, representando os amigos “grapiúnas”, a professora Adélia Melo. Góes destacou a relevância de Sodré fora da região, ressaltando as atividades profissionais, públicas e institucionais que conferem a Carlos Sodré o status de personalidade de destaque em vários locais do país. A professora Adélia lembrou histórias da juventude, enquanto estudantes e colegas do curso de Direito da antiga Fespi, e a importância do homenageado para a construção da consciência do pertencimento, do sentimento e do ser grapiúna.

O discurso

Momento mais aguardado da noite, o discurso do homenageado foi uma verdadeira visita à história recente de Itabuna – ela própria uma jovem cidade –, dando significado a muitos aspectos que os próprios itabunenses naturais sequer percebem da cidade. A começar pelo poema Itabuna, inédito, de Antonio Baracat Habib, que garimpou entre os escritos do amigo com quem conviveu na juventude. A obra narra, poeticamente, a saga sergipana de Firmino Alves, que se entrelaça com a chegada dos libaneses e encontra o “caboclo” com sua “flecha morena”.

O discurso, que foi disponibilizado em livreto a todos os presentes, lembrou da infância em Itapé, a chegada a Itabuna, para prestar o exame de admissão ao Ginásio, a militância na política estudantil, na imprensa e no governo Roberto Santos.

Alerta – novamente – para a necessidade de diversificação da base econômica, admoestando a fuga da monocultura – já nos anos 1970 e ainda nos dias de hoje –, e projeta um futuro de “inteligência política” da região, que tem potencial para eleger dezenas de deputados estaduais e federais mas que se apega às velhas estratégias de “politiquice bisonha” que destrói em vez de construir “uma representação capaz de vocalizar” as aspirações grapiúnas e regionais. “Continuamos incapazes de exorcizar a política tacanha e reducionista que não une a todos em torno da defesa da síntese do que melhor serve e consulta o interesse de todos”.

Presenças

A cerimônia teve participação de convidados de diversas partes do Brasil, a exemplo de Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e Paraná. O prefeito Fernando Gomes foi representado pelo vice, Fernando Vita, que compôs a Mesa com o representante do Judiciário, desembargador Osvaldo Bonfim, do Executivo Estadual, secretário Cassio Peixoto; o reitor da UFSB, Naomar Almeida; o cônsul Holanda, Egbert Bloemsma; o tenente-coronel PM Câmara; o presidente da Fundação João Fernandes da Cunha, Silvonei Sales; o presidente da Urbis, Emerson Leal; o representante da OAB-Bahia Carlos Medauar Reis; a professora Adélia Melo; e Joaci Góes, da Academia de Letras da Bahia. O Poder Legislativo foi representado pelo presidente Francisco Reis.

Também participaram os ex-prefeitos de Itabuna, José Oduque Teixeira e Geraldo Simões; a família do jornalista José Adervan, representada pela viúva Ivone Fialho e a filha, Roberta Oliveira; o Cel PM Alfredo Castro; o presidente da OAB-Itabuna, Edmilton Carneiro; o presidente do Rotary Club de Itabuna, Kleber Andrade; o presidente da CDL, Jorge Braga; o presidente da FICC, Daniel Leão; a presidente da Asdita Marluce Leão; os diretores do Conjunto Penal de Itabuna, Cap. PM Adriano Jácome e Bernardo Cerqueira Dutra (adjunto) e o presidente PT Itabuna, Flavio Barreto.

Foram ainda registradas manifestações por escrito da Embaixada da Costa do Marfim; do secretário Nestor Duarte Neto, da SEAP; do desembargador João Augusto Pinto e outras.

Adroaldo lança livro na Feira Literária de Mucugê

Domingos Matos, 18/06/2017 | 21:16

Adroaldo Almeida, escritor, advogado e ex-prefeito de Itororó, foi convidado para participar da Feira Literária de Mucugê, a FLIGÊ (www.flige.com.br), na Chapada Diamantina.

A 2a Edição da FLIGÊ acontecerá de 10 a 13 de agosto de 2017, e tem como homenageado o autor de "Os Sertões", Euclides da Cunha (1866-1909), como parte das comemorações pelos 120 anos da Guerra de Canudos. No sábado, 12.08, na Casa da Filarmônica, será lançado o romance O LABIRINTO DOS BÁRBAROS (Ed. Amazon, 2016) se autoria de Adroaldo.

Neste mesmo dia acontecerá um Concerto com o cantador ELOMAR.

Outros autores de reconhecimento nacional participarão da Feira, que também terá exibição de filmes, teatro, leituras, conferências, oficinas, shows e diversas atividades lierárias e culturais.

Produtores de cacau terão R$ 2,13 bilhões para investimentos

Domingos Matos, 14/06/2017 | 19:15

A partir de 1º de julho, os cacauicultores poderão contar com R$ 2,13 bilhões em crédito de investimento para a implantação, melhoramento e manutenção de suas lavouras em sistemas florestais ou agroflorestais. Os recursos fazem parte do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), anunciado no último dia 7 pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2017/2018.

Antes, o plantio com incentivo do ABC só era permitido na Amazônia. Com o novo PAP, foi ampliado para as outras regiões do país, principalmente Bahia e Espírito Santo.

De acordo com o diretor da Ceplac (Departamento da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira) do Mapa, Juvenal Maynart Cunha, financiar o incremento da produção do cacau no sistema de Agricultura de Baixo Carbono é uma visão inovadora. Isto porque, acrescenta, o cacau é uma árvore nativa da Floresta Amazônica e de boa convivência com as florestas nativas. “A Ceplac é detentora da ciência e extensão rural na inserção produtiva, tanto na Floresta Amazônica quanto na Mata Atlântica”, ressalta o diretor.

Os projetos apresentados com essas finalidades às instituições financeiras terão limite de financiamento de até R$ 2,2 milhões por produtor de cacau, com taxas de juros de 7,5% ao ano e com prazo de pagamento de até 12 anos.

Além do cacau, também estão contempladas as plantações de açaí, oliveira e nogueira no Programa ABC.

Desafio

O Brasil é o sétimo produtor de cacau do mundo, atrás da Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Equador, Camarões e Nigéria. Em 2017, o país importará 60 mil toneladas de amêndoas. “O grande desafio é deixar de ser importador de amêndoas africanas, para melhor atender a indústria nacional, até mesmo pelos riscos fitossanitários”, destaca Maynart.

Segundo Maynart, o governo está implementando medidas que propiciem novos investimentos para a revitalização da economia cacaueira.

O Brasil tem toda a cadeia produtiva de cacau e chocolate instalada no país, estando previsto para este ano negócios da ordem de R$ 22 bilhões.

De acordo o IBGE, em 2016, a produção brasileira ultrapassou 214,7 mil toneladas de amêndoas secas de cacau, em uma área de 707,2 mil hectares. Os principais estados produtores são Bahia (116,1 mil toneladas), Pará (85,8 mil toneladas), Rondônia (5,2 mil toneladas) e Espírito Santo (5,5 mil t). Atualmente, o consumo interno é de cerca de 190 mil toneladas de derivados de cacau.

Eduardo Cunha cria labirintos e mostra as saídas para Temer

Domingos Matos, 08/02/2017 | 10:35
Editado em 08/02/2017 | 11:19

Entender a mente psicopata é um dos grandes desafios da humanidade. O psicopata pensa além, sempre além. Ele cria um labirinto mas mostra a saída, não necessariamente dando-a de mão beijada. Há que se ter um mínimo de inteligência - ou ser um pouquinho psicopata também? - para se chegar à resposta do problema proposto.

Não sabemos se Eduardo Cunha é diagnosticado, mas que ele tem um comportamento muito coincidente com a condição psicopata - ao menos com a que nos acostumamos a ver no cinema - isso tem. Ele, assim como os psicopatas de cinema - vamos tomar essa referência, para evitar erros científicos - pensa em tudo e sempre além. Ele não descuida de nenhum detalhe. Foi pego? Foi. Mas, calma que o jogo ainda não acabou. Ser preso por Moro era parte do plano, certamente.

Um exemplo do pensamento psique dele: "esqueceu" um telefone cheio de pistas em um local que sabia que seria investigado. (O próprio tipo de telefone também indica um grau de preocupação com a atividade a que se dedicava: um BlackBarry, que sabidamente tem proteção maior a dados, por meio de uma criptografia de senha até pouco tempo inviolável. Ele, providencialmente, o deixou sem senha.)

Mas a demonstração mais interessante dessa condição pode ter sido dada no depoimento que prestou ao juiz Sérgio Moro, na terça-feira (7). Ele simplesmente mitou na escala da psicopatês ao construir um labirinto em forma de confissão, envolvendo o presidente Michel Temer. Disse, com todas as letras, que era Temer quem coordenava as nomeações que iriam drenar os recursos dos contratos da Petrobras para o grupo.

E, claro, mostrou a saída desse labirinto: leu uma carta em que se diz portador de um aneurisma, como o da Dona Marisa. e reclamou que no presídio não tem assistência médica adequada. Tolinha a afirmação, não?

Não.

Simplesmente está dizendo a quem pode salvá-lo (Temer - quem sabe através de um ministro revisor de seu processo no STF?): "use a minha doença para justificar a minha ida para o regime aberto, bote tornozeleira, faça o que quiser, mas me tire da prisão. Já te dei o caminho".

A mente psicopata é fascinante.

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