Tag: curativo

Gestão da saúde em Itabuna preocupa conselheiros e vereadores

Domingos Matos, 16/09/2019 | 16:39

Para o Conselho Municipal de Saúde de Itabuna – CMSI, o município vive um “problema crônico de gestão que não é exclusivamente [por falta] de financiamento”. Essa é a conclusão do relatório apresentado nessa quinta, 12, às Comissões de Saúde e Direitos Humanos do Legislativo itabunense. Os conselheiros cobram transparência e políticas duradouras para a pasta.   

Na Audiência Pública, o conselheiro Paulinho Silva denunciou, entre outras situações, a precariedade no atendimento da atenção básica, atrasos em pagamentos de funcionários e fornecedores, postos de saúde sem curativos, sem aferidor de pressão e insumos para diabéticos. “Falta resolutividade para esses problemas recorrentes”, lamentou o conselheiro.      

Da plateia, o ex-vereador Luís Sena declarou que “a saúde de Itabuna está doente, não por falta de verba.” Para ele é preciso “esclarecimento onde está sendo aplicado esse recurso.” A conselheira Sueli Dias, que atua junto a pacientes com câncer, pontuou que “eles sofrem calados e estão desacreditados a ponto de não procurarem mais as autoridades”.

Vereadores presentes à audiência manifestaram preocupação com as deficiências da saúde apontadas pelo Conselho. Apoiado por Enderson Guinho, Júnior Brandão e Chicão, Jairo Araújo defendeu a abertura de Comissão Especial de Inquérito para investigar e, se necessário, punir os responsáveis por mau gerenciamento dos recursos da Saúde.

“Apesar de auditorias que comprovaram desvios de milhões de reais, ninguém foi punido até agora. As pessoas estão morrendo”, declarou Guinho, que preside a Comissão de Saúde. “Temos que continuar apurando as irregularidades nos contratos na pasta da saúde visto que o prefeito cogita revisões contratuais e mais auditorias. A sociedade precisa saber o que está irregular”, frisou Jairo, de Direitos Humanos.
 

Baiana utiliza abacaxi híbrido para desenvolver novo tipo de curativo

Domingos Matos, 19/08/2019 | 15:35

Uma cientista baiana está investindo em uma descoberta que demonstra como o ecossistema pode auxiliar na cicatrização de ferimentos. Sandra de Assis, professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), junto ao seu grupo de pesquisa, produz filmes de polímeros, com extrato de abacaxis híbridos, que ajudam a hidratar e cicatrizar mais rápido as feridas cutâneas.

Sandra explica que a ideia surgiu após ter se deparado com reportagens em telejornais sobre a falta de materiais cicatrizantes. “Este filme polimérico, similar a uma fita, quando posicionado em cima de uma lesão na pele, protege o ferimento. É neste microambiente higienizado, que, somado ao uso de anti-inflamatórios e antibacterianos, a ferida pode cicatrizar mais rápido”, afirmou. Além disso, a pesquisadora ressalta que a cicatrização de feridas é um processo complexo que envolve múltiplas etapas, e, por isso, ter um ambiente favorável para que a região possa se recuperar é fundamental. 

A matéria-prima é produzida da seguinte forma: através da polpa do abacaxi é extraída uma enzima chamada bromelina – que possui ação anti-inflamatória – que é incorporada em nanopartículas ou lipossomas que compõem película cicatrizante. Um estudo realizado em animais para medir a eficácia do produto constatou que as feridas foram reduzidas por volta do 14º dia após a aplicação. Dessa forma, é possível perceber como o acréscimo da bromelina em filmes curativos possui potencial cicatrizante.

Sandra alega que outro diferencial do produto diz respeito ao cunho sustentável, visto que utiliza uma matéria-prima que poderia ser descartada no meio ambiente. O projeto se encontra em fase de testes em animais e, quando for concluído, promete trazer uma espécie de curativo mais eficiente em comparação aos que já existem no mercado. Segundo ela, há também a produção de películas cicatrizantes sendo preparadas com polissacarídeos de ação antimicrobiana, através de leveduras do solo do semiárido baiano.

O trabalho contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Além do apoio, com o fornecimento dos frutos, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Mandioca e Fruticultura de Cruz das Almas e da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
 

Ambulatório SUS  da Santa Casa de Itabuna Retoma atividades em novo endereço

Domingos Matos, 04/02/2019 | 10:10

O ambulatório, que funcionava no Hospital São Lucas, recentemente desativado, passou a integrar os serviços do Hospital Calixto Midlej Filho e já está em pleno funcionamento.

O atendimento é feito exclusivamente para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com especialistas nas áreas de clínica médica, oncologia, cardiologia, cirurgia do aparelho digestivo,cirurgia de cabeça e pescoço, colo de útero e ovário e cirurgia de mama.

No local, são realizadas pequenos procedimentos cirúrgicos, fisioterapia e dentista oncológicos, consultas e exames, como eletrocardiogramas, holter 24 horas, coleta debiópsia, curativos e fichas de transplante para pacientes renais,

O ambulatório também conta com o Programa de Residência Médica, tendo comomédicos preceptores, Dr. Augusto Lins, na parte de gastroenterologia e Dr. Roberto Dutra na parte de cardiologia.

De acordo com o recepcionista do ambulatório, Osvaldo Nascimento, a mesma escala de médicos está sendo mantida no novo ambulatório e, segundo ele, a vinda desses serviços para as instalações do Hospital Calixto Midlej facilitou a vida dos pacientes oncológicos, que antes eram atendidos no São Lucas. “Agora eles podem fazer tudo em um só lugar”, comenta.

Endereço: Rua Antônio Muniz, 200, Pontalzinho, Itabuna-BA - Prédio anexo ao Hospital Calixto Midlej Filho. Fone: 73. 3214-9220

 

Fui curado - por uma noite - na Alambique

Domingos Matos, 21/05/2011 | 13:05
Editado em 21/05/2011 | 13:54

Ontem foi a instalação da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., a ALAMBIQUE, no ABC da Noite, com recepção de Caboco Alencar, e esticada no Alto Beco, no Artigos para Beber. Cheguei atrasado para minha estreia, por volta 19h40min, quando finalizei a edição do Agora desse fim de semana.Já alcancei as atividades no Artigos.

Fui aceito, claro, porque todos imaginavam que estaria ali para a atividade fim da agremiação, que era tomar umas biritas e bater papo. Mas, não era essa a intenção. Queria apenas marcar presença, já que não me sentia bem. Estava com uma pequena vertigem, fruto de uma labirintite recém-descoberta ou da má alimentação do dia atribulado. No máximo uma Líber.

Mas, resolvi comer uns ovinhos de codorna, uns amendoins que sobravam num pratinho e arriscar um copinho de Brahma geladíssima, como é o costume do Artigos para Beber, no Alto Beco do Fuxico. Surpresa. Melhorei da vertigem! Como estava dando certo, continuei na atividade, e fui assim até as 22 horas.

Que beleza. Na primeira ida ao sanitário, vi que estava muito bem, melhor equilibrado do que quando chegara. Milagre? "São os poderes curativos da cerveja. Falamos isso aqui todo dia, mas poucos acreditam", asseguraram os acadêmicos Jacozinho, Napoleão e Pepê. Uma cura natural, não um milagre. Mas uma cura.

Ainda tomei mais uns quatro copos, para comemorar.

A dor de cabeça hoje foi certa. Mas será curada mais tarde, com mais alguns copos de Brahma. Ou de Skol. Quem sabe uma Antarctica não faça bem também? Acredito que a Boehêmia também seja tiro certo.

Ih, a vertigem tá voltando. Paro de escrever e me encaminho à geladeira em instantes.

Domingos Matos. Imortal.

P.S.: esse é um depoimento verdadeiro de um imortalcoolizado da Alambique. Todos os fatos aqui relatados podem ser comprovados por pelo menos três pessoas, as citadas acima, além de outras testemunhas, como Daniel Thame, a quem confessei a vertigem inicial. Se fosse o caso, poderíamos abrir um processo de beatificação para a Brahma do Artigos para Beber?

Itapé enfrenta caos nos serviços públicos

Domingos Matos, 01/10/2010 | 10:29
Editado em 01/10/2010 | 11:03

Moradores do município de Itapé estão sofrendo (ainda mais) com os desmandos da atual administração. Assim como é difícil encontrar médicos e dentistas em número suficiente nos postos de saúde, também viraram perna de cobra medicamentos para a população e até luvas e esparadrapo – o que impossibilita a realização até de um curativo.

Na Educação, o caos é semelhante, mas lá, apesar dos professores estarem presentes, o que falta é o salário. É que, apesar de haver pingado ontem uma verba de R$ 241 mil na conta da prefeitura, o prefeito Jackson Rezende preferiu pagar os cargos de confiança e deixar os professores chupando dedo.

A situação foi descoberta pela diretora da API-Sindicato, Tilda Tamar, que ‘flagrou’ a verba na internet, mas não viu o repasse aos profissionais. Procurou o secretário de Finanças, Joelson Rosa, e ele afirmou que o município recebeu hoje somente R$ 9 mil.

Enquanto isso, os professores tentavam ter dois dedos de prosa com o prefeito, mas seus assessores informam que ele deu linha da cidade.

Será que aparece ao menos para votar, no domingo (3)?

Como dói!

Domingos Matos, 27/07/2010 | 22:14
Editado em 27/07/2010 | 22:24

Adylson Machado

Neste 2010 os nomes de Alcides Franco e José Petitico ecoam nas alegrias familiares e reverberam na imprensa, como o torrão que os abriga, pela circunstância da centenariedade.

Para a cidade que há cem anos se enfeitou menina e logo viu tornar-se eixo de especial atenção como entroncamento da malha rodoviária regional, ofuscando a mãe Ilhéus em importância, tudo correu como bênçãos de Deus.

O comércio aproveitou a existência da força cacaueira e expandiu seu centro de referência. Todos almejavam estar/viver em Itabuna, o El Dorado sulbaiano.

Não mais somente os desbravadores sergipanos ou os árabes que aportaram no final do século XIX. Médicos, advogados, dentistas, engenheiros e arquitetos, legítimos ou adotados, traziam no íntimo a determinação de fazê-la grandiosa e forjavam os pilares para torná-la nação.

O limiar do novo milênio encheu-a de esperança e sonhos. A saúde pública seria de primeiro mundo; água tratada para os filhos pelos próximos 50 anos; a estrutura de saneamento básico ampliada; a pavimentação aproximaria o centro dos bairros não centrais, fazendo-os mais fartos de autoestima; a educação não se bastaria de primeiros e segundos graus, mas, como novo pólo de prestação de serviços, seria a redenção, alimentado com a imediata possibilidade de implantação de uma Universidade Federal; a industrialização ocuparia novos espaços, com a então expectativa de tornar-se centro de distribuição de energia; sua cultura, redimida com a criação de uma casa só para cuidar de seus valores, se tornaria turística por ter sido palco das lutas das terras-do-sem-fim, como as nominara um filho seu.

Obras grandiosas se ensaiaram: a cobertura do Lava-pés; a possibilidade da extensão da alvenaria nas margens do Cachoeira, ampliando a lâmina d'água de seu coração até os limites da saída para Ilhéus; a construção de uma barragem, no Colônia, que alimentaria de água seus habitantes e geraria energia elétrica para reduzir custos de sua empresa de abastecimento.

Uma outra, no entanto, dava a dimensão do orgulho de quem, em dez anos, alcançaria idade invejável: a Avenida do Centenário, que margearia a direita do Cachoeira, desde a rótula Tancredo Neves até a BR-101, abrindo novo acesso rodoviário à cidade.

Não se imagine que em uma década não houve tempo para preparar especialíssimo bolo de aniversário. As circunstâncias, entretanto, negaram ao grapiúna os ingredientes que o fariam, vaidoso como nunca, comemorar a idade que só será inesquecível por força de sua existência.

No entanto, para a cidade privilegiada por tudo, destinada a glória, com uma vontade danada de ser cada vez maior, que ofuscou Ilhéus por seus próprios méritos, resta continuar sonhando. Afinal, ela pode esperar pela próxima centúria, diferentemente de Alcides e Petitico.

É que o primeiro centenário fica assim, como unha encravada ou joanete: incomodando... Na lembrança pelo que não se fez e poderia ter sido feito. Doendo, para não esquecer!

Quanto a uma outra avenida comemorativa, para que tanta exigência? Temos a Cinqüentenário com um curativo bem recente. Ainda que doendo...

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e "O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Acesse com seus dados:

ou
Ainda não tem acesso?
Registre-se em nosso Blog.