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Prefeitura de Itacaré realiza pagamento do 1/3 de férias de todos os efetivos

Domingos Matos, 07/02/2019 | 08:02

A Prefeitura de Itacaré realizou na quarta-feira (06), o pagamento do abono pecuniário de 1/3 de férias para todos os servidores públicos municipais, de todas as secretarias. No total, foram cerca de 530 mil reais que estarão circulando na cidade e movimentando a economia do município. O objetivo, segundo explicou o prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, é assegurar os direitos dos trabalhadores, valorizar os servidores para que possam prestar cada vez mais um serviço melhor ao cidadão, além de fortalecer o comércio local.

Desde que assumiu a gestão, o prefeito Antônio de Anízio vem realizando o pagamento dos servidores sempre em dia, mesmo com as dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios brasileiros. A proposta é continuar honrando com os pagamentos dos servidores, contratados e fornecedores, garantindo a credibilidade do governo e administrando os recursos públicos com responsabilidade, seriedade e compromisso com o povo de Itacaré.

De acordo com o prefeito, pagar os salários em dia, até o quinto dia útil, faz parte do seu compromisso de governar Itacaré com transparência, responsabilidade e planejamento, realizando os investimentos na cidade, respeitando e valorizando os direitos dos trabalhadores. E além do pagamento, a Prefeitura de Itacaré vem executando obras, investimentos e melhorias nos mais diversos bairros, distritos e povoados do município, e realizando eventos proporcionar lazer e entretenimento para os moradores e atrair cada vez mais turistas para a cidade.

 

Itacaré: prefeitura  realiza pagamento dos salários de janeiro

Domingos Matos, 01/02/2019 | 15:20

A Prefeitura de Itacaré encaminhou nesta sexta-feira (1º) o pagamento dos salários de todos os servidores, efetivos e contratados, referentes ao mês de janeiro. O objetivo da atual gestão, segundo informou o prefeito Antônio de Anízio, é continuar pagando os salários dos trabalhadores em dia, mesmo com as dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios brasileiros.

No total, serão cerca de três milhões de reais que circularão na cidade, aquecendo a economia local e fortalecendo o comércio do município. A proposta é continuar honrando com os pagamentos dos servidores, contratados e fornecedores, garantindo a credibilidade do governo e administrando os recursos públicos com responsabilidade, seriedade e compromisso com o povo de Itacaré.

De acordo com o prefeito, pagar os salários em dia, até o quinto dia útil, faz parte do seu compromisso de governar Itacaré com transparência, responsabilidade e planejamento, realizando os investimentos na cidade, respeitando e valorizando os direitos dos trabalhadores. Desde que assumiu a administração da cidade, a atual gestão vem cumprindo com o pagamento sempre em dia.

 

Aprovados em concurso tomam posse e são recepcionados pelo prefeito de Ilhéus

Domingos Matos, 25/01/2019 | 15:22
Editado em 28/01/2019 | 15:44

Um clima de emoção e esperança marcou a posse de dezenas de aprovados no último concurso público de Ilhéus, realizada na tarde de quinta-feira (24). O prefeito Mário Alexandre deu boas-vindas aos novos servidores municipais e destacou a importância da chegada deles para a modernização da administração municipal.

Os empossados fazem parte do primeiro grupo dos candidatos aprovados no concurso público 02/2016, convocados pela portaria n. 612, publicada no Diário Oficial do Municipio do último dia 7 de janeiro. Os novos servidores assumirão cargos nas funções de motorista, serviços gerais, auditor fiscal, orientadora social, médico do trabalho e agente social.

Ao recepcionar os novos funcionários efetivos, o prefeito Mário Alexandre enfatizou a importância da dedicação ao trabalho. “Somos todos servidores públicos e estamos aqui para oferecer o melhor serviço e proporcionar qualidade de vida à população. Esperamos que todos desempenhem um grande papel na vida pública, atendendo bem nossos cidadãos. É mérito de cada um de vocês que passou no concurso. Desejo muito sucesso”, declarou o prefeito.

Trabalho e alegria

Ednalva Batista, que ocupará uma vaga no setor de serviços gerais, comenta sobre como está feliz com a nomeação e a importância deste momento para sua vida. “Quando vi a convocação, não acredite. Chorei, gritei e festejei com minha família. Finalmente meu momento chegou”, comemorou a nova funcionária pública.

Janeide Rodrigues, nomeada para o cargo de agente social, conta que já não esperava mais ser convocada. A notícia foi recebida com festa por ela e toda a família. “A expectativa agora é desenvolver um belo trabalho para a população junto com a Prefeitura de Ilhéus. Um novo tempo para minha vida, de alegria e trabalho”, diz ela.

Ao todo, foram nomeados 196 candidatos homologados em 2016, que deverão obedecer a um cronograma de apresentação, entre 14 de janeiro e 14 de abril. Na data prevista, cada grupo deve dirigir-se ao Departamento de Recursos Humanos, situado à Rua Santos Dumont, s/n, centro, Anexo de Secretarias, 2º andar, das 12 às 18 horas, munidos dos documentos requisitados na portaria. A portaria está disponível no Diário Oficial do Municipio (https://bit.ly/2VKO2MT).
 

Servidores com os mais altos salários de Ilhéus estão na lista dos afastados por sentença judicial

Domingos Matos, 10/01/2019 | 08:31

Entre os 268 servidores afastados pela Prefeitura de Ilhéus, na segunda-feira (7), por força de sentença judicial proferida pelo juiz Alex Venicius, da 1ª Vara da Fazenda Pública, estão os detentores dos mais altos salários da folha de pagamento do município. Com o cumprimento da decisão judicial, a administração municipal economizará R$ 1.590.155,88 mensais, totalizando R$ 19 milhões por ano.

O prefeito Mário Alexandre lamenta a situação. “É um momento muito delicado da nossa gestão, termos de afastar pessoas conhecidas e até amigas que contribuíram durante anos com a cidade de Ilhéus”, enfatiza. A herança deixada por gestões anteriores, numa sequência de erros administrativos e jurídicos lesou os cofres públicos e produziu distorções salariais consideradas injustas por funcionários municipais e a população.

As disparidades entre funções e salários são evidentes na lista incluída no decreto de cumprimento da decisão judicial publicado no Diário Oficial do Município no último dia 7. Assistentes administrativos com salários entre R$7 e R$10 mil, guardas municipais recebendo de R$8 a R$10 mil, técnicos administrativos com remuneração de até R$13 mil, professores com salários acima de R$10 mil, odontólogo recebendo R$ 20 mil, entre outras distinções.

Concursados - A mesma sentença, no entanto, também obrigou o Município a nomear os candidatos aprovados no concurso público realizado em 2016. Com a convocação, serão preenchidas 196 novas vagas em níveis médio e superior, para trabalhar nas secretarias municipais de Administração, Educação, Desenvolvimento Social, Saúde, Agricultura e Pesca, Fazenda, Infraestrutura, Transporte e Trânsito, Turismo, Cultura, Planejamento e Desenvolvimento Sustentável.

O prefeito Mário Alexandre destaca que o afastamento dos 268 servidores não estáveis, em um universo de 3.317 funcionários efetivos, não coloca em risco a continuidade do serviço público. “Estamos consternados com a obrigatoriedade de cumprimento da decisão judicial, e ainda vamos fazer o que for possível para ajudar esses servidores não estáveis, mas os concursados que se encontravam ansiosos para serem nomeados chegam com todo o gás e motivados para prestar um bom serviço à cidade”, diz ele.

O chefe do Executivo ilheense destaca também os esforços da administração municipal para beneficiar os servidores não estáveis com o Programa de Desligamento Voluntário (PDV), que oferece o benefício do pagamento de 35% da média salarial do servidor nos últimos 12 meses, durante 20 anos. Segundo dados do Departamento de Recursos Humanos do município, até o momento já foram autorizadas 400 concessões de indenização. Os servidores que aderiram ao PDV e foram incluídos na lista do cumprimento da decisão judicial podem se aposentar com o benefício, assim que seus processos forem concluídos e receberem a carta de deferimento do INSS.

Prefeitura de Ibicaraí paga 13º integral no mês de aniversário dos servidores

Domingos Matos, 16/03/2017 | 09:09

O prefeito de Ibicaraí, Lula Brandão, assim que assumiu o Executivo Municipal, em janeiro, autorizou ao secretário de Administração, Planejamento e Finanças, Flávio Campos, que efetuasse o pagamento do 13º salário de forma integral no mês do aniversário do servidor. Antes, os servidores concursados e efetivos recebiam o pagamento em duas parcelas. A primeira era paga no mês de aniversário e a segunda no mês de dezembro, no período natalino, como a maioria dos trabalhadores brasileiros.

Segundo Flávio Campos, a medida tomada pelo prefeito Lula Brandão foi ousada e positiva e atinge diretamente entre 75 e 80 funcionários mensalmente, injetando no mercado local de 80 a 90 mil reais por mês. "Essa ação foi uma forma, dentro da lei, que o prefeito viu de ajudar o servidor no mês de aniversário. Todo mundo sai ganhando. O servidor recebe o 'presente' e coloca as contas em dia e o comércio local é aquecido mensalmente com mais essa quantia", disse o secretário.

Proposta de Fernando extingue Fundação Marimbeta

Domingos Matos, 12/01/2017 | 22:26

A proposta do governo Fernando Gomes de transformar a Marimbeta (antigo Sítio do Menor) numa diretoria da Secretaria de Educação provocou insatisfação em vereadores de Itabuna. Eles entendem que a medida, proposta na reforma administrativa do Executivo, pode levar à extinção da fundação. O relator da reforma, vereador Júnior Brandão (PT), defendeu o fortalecimento institucional da Marimbeta com o enxugamento da folha e transparência.    

Dirigindo-se ao Procurador do Município, Luiz Guarnieri, o vereador Ricardo Xavier (PPS) pediu que o prefeito Fernando Gomes “reavalie a situação da Marimbeta.” Servidores da entidade encabeçam a tese de uma representação interina, formada por efetivos, enquanto a reforma tramita no Legislativo. Eles brigam pela autonomia administrativa e financeira do órgão fundacional.   

Na segunda, 16, a secretária Anorina Lima deve explicar aos vereadores as alterações na Marimbeta. Concursados e sindicalistas (Sindserv) manifestaram ao chefe do Legislativo, Chico Reis (PSDB) – presente ao encontro – o temor de que os cargos fiquem sem atribuição se a entidade fechar. A Marimbeta dedica-se a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social.

Itabunense participa de certificação nos EUA

Domingos Matos, 15/10/2011 | 14:59
Editado em 15/10/2011 | 15:04

jj e o russoO bacharel em Educação Física itabunense João José Rosário participou, no período de 30 de setembro a 2 de outubro, na cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos, da certificação em Russiah Kettlebell Challenge (RKC). João José foi o único brasileiro residente no Brasil a participar deste evento, que desenvolve técnicas do treinamento de força e condicionamento físico.

Essa certificação em RKC é considerada a mais difícil e rigorosa em todo o mundo, devido aos processos classificatórios, compostos dos testes de força (barra fixa, clean, agachamento, swing, press e snatch), profissionalismo (ética), assimilação e compreensão das técnicas e habilidade pedagógica. O curso foi ministrado pela empresa Dragon Door Publications Inc, e contou com a participação do russo Pavel Tsatsouline, considerada a maior autoridade nesse tipo de atividade física.

Segundo João José, o kettlebell movimenta todo o corpo exigindo uma constante ativação dos músculos do core (quadril-pelve-lombar, coluna torácica e cervical) além de proporcionar maior flexibilidade, aumento de força, resistência muscular, potência, grande gasto calórico, mecanismos de prevenção de lesões. Ao iniciar um treinamento regular em pouco tempo o praticante já percebe mudanças significativas no corpo.

Usado corretamente se alcança resultados que por outras ferramentas só poderiam ser alcançados com a combinação de outras atividades. João José ressalta que o kettlebell é eficiente quanto aos resultados e seguro em sua prática somente 8,8 por cento dos membros do Russian National Team e outros times relataram lesões durante treinos ou competições.

Uma bola de ferro parecida com uma bala de canhão com uma alça em cima, o kettlebell é um dos mais efetivos instrumentos para um corpo forte e saudável. Apesar de ser considerada uma novidade há relatos do uso do kettlebell em dicionários russos de 1704. Originalmente contrapeso de balanças em mercados, no final de cada dia de trabalho “as bolas de ferro” eram usados para demonstrações de força, resistência e coordenação.

QUEM É

João José Rosário é bacharel em Educação Física pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) de Itabuna e atualmente desenvolve suas atividades profissionais em Joinville (Santa Catarina). Além de atuar na Academia WS Fitness, é o preparador físico da equipe Júnior Aguiar de Muay Thai e Mixed Martial Arts (MMA), que lidera o ranking brasileiro. Na próxima semana, a equipe participa do campeonato mundial de Muay Thai, na Macedônia.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 10/04/2011 | 16:53
Editado em 10/04/2011 | 17:48

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Coisas do Banco do Brasil

Munido de seu carnê buscou máquina no Banco do Brasil para honrar seu compromisso e livrar-se dos encargos por atraso. Cometeu dois erros para o sistema: havia sacado importância próxima ao limite diário e efetivava o pagamento no estertor do prazo e do horário bancário.

Apesar de dispor de recursos mais que suficientes na conta corrente teve recusado o serviço sob a alegação de que “ultrapassara o limite diário”. No dia seguinte pagou com multa e juros.

Não deixa de ser absurda a situação: com dinheiro no próprio banco onde pretendia pagar a conta se viu tolhido de honrar seu compromisso porque já sacara uma parte. O saldo disponível nada representa.

E punido com a sanha do sistema financeiro através do próprio Banco do Brasil(?).

Legislativo independente

A propósito de “Um legislativo independente – ou o homem que acreditava no que dizia”, neste O TROMBONE de quarta 6, para evidenciar possibilidades concretas de ruptura com uma tradição recente da vereança grapiúna – a submissão ao Executivo – de vislumbrar-se que a expectativa de autonomia existe.

Basta que não se desvie recursos, tampouco trilhos para trens da alegria e recursos financeiros sobrarão.

Como o hábito do cachimbo põe a boca torta – como repetia Tormeza – é esperar pelo testemunho da conversão.

Haja CEI

A considerar o texto disponibilizado pela Assessoria da Câmara nesta quarta 6, reproduzido neste sítio/site, sinalizando para a possibilidade de convocação de uma Comissão Especial de Investigação-CEI pelo Legislativo Municipal, para apurar irregularidades detectadas pessoalmente por alguns vereadores em visita a postos de saúde do Município, mais um entrave pode surgir para a retomada da pretendida gestão plena.

Como os senhores fiscais do povo também fizeram inserir na nota a existência de problemas na limpeza pública, abastecimento de água e cultura, também fica a possibilidade de apurações nessas áreas.

Haja CEI!  

Helenilson I

Helenilson ChavesTem se tornado lugar comum em Itabuna entrevistar o empresário do Grupo Chaves quando se aproximam as eleições municipais, alçado a guru ou oráculo do universo político local. Singular, no entanto, a chamada de capa da Contudo para a entrevista do conceituado empresário à revista: “Helenilson Chaves abre sua veia política”.

Se levarmos ao pé da letra o reclamo e considerarmos a dimensão da qualidade do conteúdo político expresso na entrevista, das duas uma: ou a revista se enganou na chamada, ou a veia política de Helenilson está obstruída.

Helenilson II

O referencial maior do empresariado itabunense referiu-se a Azevedo na entrevista à CONTUDO. Contam que HC não contribuiu a contento com a campanha de Azevedo. Detalhes à parte, a empresa de Helenilson que coletava o lixo em Itabuna perdeu espaço para alguém de fora. Que teria colaborado com a campanha.

Poder-se-ia afirmar que a coleta ao tempo de Fernando, sob a égide da empresa vinculada ao grupo liderado por Helenilson, se deveu à contribuições?

Helenilson III

A “franqueza” atribuída a Helenilson pode ser traduzida a partir de uma expressão: “Se eu fosse candidato não queria apoio de político nenhum”. Em princípio a afirmação é temerária, visto que em democracias a política é a arte para alcançar o poder, tanto que os partidos políticos são o instrumento intermediário. Desta forma, a temeridade reside em pretender um cargo que somente se alcança através de um processo eleitoral sem apoio do sistema democrático que o legitima. A isso, somente um nome poderia ser atribuído: aclamação. Que existiu nas gregas Atenas e Esparta – através das assembléias nas ágoras – e nos concilios curiatos – em Roma. Tudo no primeiro milênio antes de Cristo.

Por outro lado, a contradição se faz na declaração, pois desconhecemos que Helenilson não receba políticos em sua casa para discutir negócios.

Helenilson IV

Não queremos crer que HC pretendesse através da entrevista demonstrar a sua erudição sobre a complexidade do tema “populismo”, que alimenta uma multiplicidade de usos para o termo, como o reconhecem as Ciências Sociais.

Ao considerar populistas FG e GS, pode tê-los como políticos demagogos e manipuladores das classes populares, aí entendidas como massas amorfas, desprovidas de consciência, facilmente conduzidas. Por esse viés estaria negando a ação administrativa de ambos e mesmo desconhecendo a alternância entre suas gestões, visto que nenhum deles conseguiu reeleger-se enquanto detentor do poder.

Ficássemos no âmbito da expressão carismática, encontraríamos mais justificativa, entretanto distante da noção de caudilho que alimenta essa dimensão conceitual.

Se o observássemos pelo caráter abrangente do fenômeno, permeado de ideologias à direita e à esquerda, certamente mais apropriada a consideração de Helenilson, se os estudássemos pelo prisma das ações administrativas transitando entre beneficiar a iniciativa privada ou a sociedade.

E aí caberia indagar se as empresas do empresário se beneficiaram de administrações ou de alguma delas receberam benesses.

Helenilson V

O bem sucedido empresário, no entanto, não alicerça uma visão política consistente para Itabuna ao achar Geraldo Simões e Fernando Gomes populistas. Em relação à expressão – que mais configura erudição teórica do que realidade e prática – é a mais elementar forma de estigmatizar esse ou aquele político e mesmo traduzir o preconceito natural de uma parcela de “pensadores” nacionais.

Não cobremos de Helenilson Chaves mais do que poderia oferecer: seu nome como uma respeitável saída de consenso para o processo eleitoral itabunense. Mais eficaz que a opinião.

No entanto, entendemos difícil essa disponibilização, pois, ao que parece, HC somente admitiria se fosse um nome de consenso, assim como nome de um “partido único”, o de Helenilson. E aí, para ser coerente, também não aceitaria.

Justamente pelo caráter populista que refletiria a escolha.

Limites I

Ainda que as compreendamos como inerentes ao exercício de função legislativa, as reuniões da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia para ouvir os interessados não servem para absolutamente nada, a não ser ofertar ao debate a visão participativa. Não contribuem para definir ou concluir coisa alguma. Nem levantamentos de GPS definirão em torno da realidade posta em discussão, uma vez que apenas apresentam uma utilidade imediata – de verificar os atuais limites – e outra mediata – fixar os novos.

O que norteia a revisão territorial é a dinâmica de município que venha a exigir a fixação de novos limites para corresponder à justiça que o exija – a mesma que justifica a emancipação de um distrito. Por exemplo: o distrito de São José do Colônia está inteiramente vinculado ao município de Itororó, e não ao de Itambé. Distante apenas 5 quilômetros da terra da carne de sol está atrelado administrativa e territorialmente a uma localidade que dista  80 quilômetros e nem mesmo com ele se interliga por uma estrada vicinal.

Realidade semelhante, no caso de dependência, também ocorre com relação ao Distrito de Bandeira do Colônia, com sede que o separa da cidade de Itororó apenas pelo rio Colônia.

Limites II

Os limites entre Itabuna e Ilhéus não podem ser discutidos sob o crivo das paixões e xenofobias, naturais em momentos deste jaez. A defesa que seus representantes façam dizem respeito ao exercício natural e responsável no exercício de suas funções.

A solução, se a Assembleia Legislativa efetivamente o pretender, é simples como beber um copo de água: uma vistoria pelos senhores deputados da decantada Comissão aos espaços sob questionamento, colhendo in loco todos os subsídios sócio-econômicos, históricos, sócio-culturais etc..

O resto é release.

Indecisão

Não supera a pretensão e perde-se entre o folhetim e o documentário. Distorções históricas atropelam, confundindo instantes. Anunciada como registro de um período frustra o telespectador que conhece os fatos que pretende revelados na telinha. O imediato e o mediato do AI-5 são lançados na gênese do golpe em março de 1964, envolvendo erros grosseiros. Estereótipos e lugares-comuns atropelam as fontes de uma boa história. Péssima como melodrama e altamente falha como registro histórico por torpedear a credibilidade na cronologia apresentada, que não pode ser admitida – diante da proposta – como licença autoral.

É o que percebemos nos primeiros capítulos de “Amor e Revolução”, a novela do SBT das 22h15min. Os personagens forçam situações, o texto alimenta desconexões com a realidade no instante em que propõe paixões. Há uma insistência em dotar a novela de um didatismo explicativo como se fosse uma aula à distância para alfabetização.

E mais: atropela como se quisesse realizar tudo em uma semana de exibição.

Na insegurança entre apresentar-se como folhetim ou como documentário, o documentário resgata a proposta com os depoimentos ao final de cada capítulo.

O lado positivo

O resultado de “Amor e Revolução”, no geral, é positivo como alerta quando traz à tona o que somente se via através do cinema donde destacamos os recentes “Pra Frente Brasil” (1982), de Roberto Farias, “Feliz Ano Velho” (1987), de Roberto Gervitz, “Cabra Cega” (2005), de Toni Venturi, “O ano em que meus pais saíram de férias” (2006), de Cao Hamburger, “Zuzu Angel” (2006), de Sérgio Rezende e “Batismo de Sangue” (2008), de Dani Patarra e Helvécio Ratton. E o documentário “O dia que durou 21 anos” (2011) na TV Brasil.

E inegavelmente a oportunidade de o Brasil ouvir depoimentos estarrecedores dos que sobreviveram aos porões, uma vez que “Amor e Revolução” já alcança até 9 pontos na audiência.

Hora de serem veiculados os depoimentos pelas redes sociais. E abrir o debate pela “Comissão da Verdade”.

Outros tempos

A ISTOÉ publicou na edição 1260 “Onde Foram Parar os Comunistas?”, matéria questionando particularmente o PCdoB e fazendo inserir no contexto toda a trajetória comunista no Brasil, com distorções como a de lançar a Coluna Prestes (1924-1926) como parte do movimento que se iniciara em 1922 com a criação do Partido Comunista Brasileiro.

Como não se pode considerar um primor a matéria resta-nos um rodapé: a ISTOÉ comentando o PCdoB não mais pelo viés do “radicalismo” ou do “comunismo ateu a serviço da Albânia” é coisa para pensar.

Publicidade e utilidade

Páginas da Bahiagás invadiram a imprensa regional. Destacando a extensão da matéria, e sua natureza técnica, distribuída em quatro páginas e considerando a disposição para a leitura da maioria dos leitores podemos afirmar que, afastado o título, somente será destacada a identificação do Diretor-Presidente da empresa.

Essa a utilidade.

A imprensa agradece e, certamente, no momento apropriado, convocará o responsável pela empresa para explicar o conteúdo publicado.

Outra utilidade.

De fazer inveja

SantanaDe todos é sabido o que representa a luta do político com mandato para ver-se em programas eleitorais em nível nacional. A democracia participativa – queremos crer – levou o programa do PTN nesta quinta 7 a não dispensar nem 2º secretário e vereador. E nisso o Deputado Coronel Santana ganhou “um segundo” de exposição nacional.

Tem muito político regional morrendo de inveja.

Inusitado I

O discurso de Aécio Neves na sessão do Senado nesta quarta, cercado de expectativas, só não trouxe reclamo publicado como “informe publicitário” em página inteira de jornal e chamada em rádio e televisão. De forma explícita, porque o clima criado se constituiu em típica apresentação de pop star. Figura simpática, fisionomia bonita, apresentava o ingrediente necessário à unidade de que carece a oposição neste instante de desarrumação.

O inusitado fica pelo que não se esperava: turma do gargarejo e até mesmo uma claque para aplaudi-lo.

Quando líder de oposição precisa de claque é sinal de que a coisa não anda bem para dita cuja!

Inusitado II

Em peso uma parcela da cúpula da resistência – que tem o mérito, se encontrar discurso, de evitar que se materialize a cultura do partido único, tamanha a base parlamentar que se constrói em torno do governo – desfilando de José Serra a prefeitos de Minas gerais e deputados, todos convidados para formar público para fotografias e aplaudir aquele que deveria ser o novo Arthur Virgílio no Senado.

O discurso I

Buscando promover proposições válidas para a governança que faça unidos governo e oposição em torno de projetos para o País e ensaiando posição de crítica ao governo e ao partido que lhe deu sigla e eleição, frustrou com seu discurso a mínima possibilidade de algo efetivamente inovador.

Ao posicionar-se como opositor transitou por argumentos buscados em momentos históricos inteiramente diversos, como o posicionamento do PT em relação à eleição de Tancredo Neves (insinuando que ficara contra TN), quando o PT marcara posição contra a legitimação do Colégio Eleitoral. (Na visão do mineiro, o único caminho para romper o ciclo militar no imediato da frustração da emenda Dante de Oliveira denominada Diretas Já. Ou seja, utilizar a arma do inimigo para sacrificá-lo).

E nessa esteira passou pelo Plano real, privatizações etc., sempre citando “estávamos lá; nossos adversários, não”.

Mais em busca do tempo perdido, o proustiano Aécio ao tratar do PT no passado.

O discurso II

No fundo foi um discurso para alimentar a autoestima da oposição, que tenta acordar para a crua realidade que a cerca, e sustentado no lugar comum posto diariamente na grande imprensa. Faltou um ethos ao orador que o marcasse como o pretendia.

O melhor do discurso ficou a cargo de alguns apartes, donde destacamos o do Senador Humberto Costa, convocando o orador à humildade para reconhecer os efetivos avanços da era por ele criticada.

No frízer

O Juiz titular da 4º Vara Cível da Comarca de Itabuna está se dando por suspeito em inúmeros processos, amparando-se na “prerrogativa” inserta no Parágrafo Único do art. 135 do CPC (“Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivos íntimos”). A iniciativa do nobre magistrado está alcançando processos de causas as mais variadas e envolvendo advogados que nem mesmo o conhecem.

Circula nos meios forenses que o juiz está se dando por suspeito em mais de duas centenas de processos. Coincidentemente aqueles que estejam subscritos por qualquer dos advogados que o enfrentaram recentemente por atitudes que envolveram alguns causídicos e a própria OAB.

De notar-se que a regra comum para justificar a suspeição diz respeito à relação processual quanto ao seu objeto e não à representação, ou à existência de inimizade, parentesco ou interesse que envolva qualquer das partes e o juiz.

Mas, afastadas as considerações doutrinárias e hermenêuticas, certo temos que o magistrado ou guarda mágoas no frízer ou não está muito afeto ao trabalho. Duas centenas de processos não são qualquer coisa.

Fernando Gomes lança livro de memórias

No dia 28 de junho o ex-prefeito Fernando Gomes lançou seu livro de memórias, em noite de autógrafos que contou com a presença de ex-ministros de Estado, desembargadores, juízes, jornalistas e o grande leque de amigos e admiradores. “Memórias de um Vaqueiro” é a trajetória bem sucedida do político itabunense que viveu sua primeira experiência profissional como vaqueiro e se tornou uma expressão no universo político regional.

A especulação faz sentido. Afinal, para quem está muito quieto nesse instante da sucessão 2012 este seria um fato a colocá-lo como a maior evidência no processo eleitoral durante um bom tempo e driblar a imagem de homem rude.

Para nós não seria surpresa. Surpresa mesmo, a público feminino na noite de autógrafos.

Aleluiadas à vista

aleluiadas“DINHEIRO MOLE - Ontem em Washington, amanhã em Acapulco, terça-feira  que vem em Londres. Três palestras a 200 mil dólares cada uma renderão ao ex-presidente  Lula 600 mil dólares. Somando-se o que já ganhou e, especialmente, o que vai ganhar, a conclusão é de que vale à pena ser ex-presidente da República, em especial tendo sido torneiro-mecânico e líder de expressão  mundial.  Ótimo para ele, ruim para os antecessores. Fernando Henrique não recebe 20 mil  por palestra. José Sarney, Itamar Franco e Fernando Collor,  nem isso”.

Considerando o texto acima, de Carlos Chagas na Tribuna da Imprensa on line nesta quinta 7, aguarda-se mais algumas cartas-abertas do baiano José Carlos Aleluia endereçadas a Washington, Acapulco e Londres.

Perdemos a arte de Lumet

lumetDos grandes diretores de cinema que marcam nossa particular curiosidade pela sétima arte, perdemos Sidney Lumet (1924-2011) neste sábado 9, autor de clássicos como “12 Homens e Uma Sentença” (1957), “Serpico” (1973), “Um Dia de Cão” (1975), “Rede de Intrigas” (1976), “Veredicto” (1982). Dirigiu mais de 50 filmes, sendo seu último trabalho “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto” (2007).

Sua marca se fixava em se afastar do cinema como entretenimento puro e simples e levar “o espectador a examinar uma ou outra faceta de sua própria consciência” – disse-o em entrevista ao The New York Times.

Itororó

A terra da carne de sol, diante das críticas a Adroaldo Almeida, começa a ensaiar evoluções dignas do stanpontepretano “Samba do Crioulo Doido”, que mais demonstrariam a ausência de lideranças locais para enfrentar nas urnas o atual prefeito. A anunciada união de grupos até recentemente antagônicos, como o de Marco Brito e o de Edineu Oliveira, dá lugar à especulação de que o próprio Edineu, que enfrenta dificuldades para registrar sua candidatura, pretende importar de Itapetinga um candidato para Itororó, ainda que seu sobrinho.

Tende a fortalecer Adroaldo, que saberá mexer com o nativismo da terrinha

Pena Branca e Xavantinho

Da fornalha nordestina nos deslocamos ao caipira mineiro da dupla Pena Branca e Xavantinho (o primeiro é paulista de Igarapava, o segundo, mineiro de Uberlândia), destacando dois trabalhos: “Cuitelinho”, folclore recolhido por Paulo Vanzolini, com participação de Antônio Xandó, e “Vaca Estrela e Boi Fubá”, de Patativa do Assaré. Ainda migraremos pelas paginas deste particular estilo de dupla sertaneja.

Cantinho do ABC da Noite

CabocoComo todo bom boteco, o ABC da Noite não dispensa elucubrações envolvendo a política. Naquele sábado a ênfase estava posta: a frustração nos políticos. O aluno, depois de transitar pelos ideais e pela Ética, concluiu:

– Nós não temos mais bandeira, Cabôco – lamuriou.

– Temos, Cabôco – consola o vendeiro – o tamanduá.

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PS: Se o leitor nos privilegiar, recomendamos a leitura de “Por que tudo deu errado”, na próxima quarta-feira.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Câmara e Prefeitura devem ter relação mais política e de menos subserviência

Domingos Matos, 16/02/2011 | 08:43
Editado em 16/02/2011 | 22:17

abertura camaraPor falar em Câmara (post abaixo), parece que dessa vez a coisa toma um rumo. O novo presidente quer apagar a imagem de fraco e manipulado deixada por seu antecessor e quer, ele próprio, dar as cartas e ditar o ritmo dos trabalhos naquela Casa. A pregação mântrica é a da convivência harmônica, mas independente com o Executivo. Aprovar projetos, só se for bom para a sociedade.

Foi a mensagem que se viu ontem, na abertura dos trabalhos legislativos. A presença de Ruy na Mesa até "estimulou" o prefeito Capitão Azevedo a comparecer à solenidade. Conhecendo os métodos persuasivos do novo presidente, difícil era acreditar que Azevedo pudesse não atender ao chamado.

Abaixo, release da Câmara sobre o evento:

Na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Itabuna na tarde de terça-feira (15) a harmonia entre os poderes foi destacada pelo presidente da Câmara, Ruy Machado, e o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo. Na mensagem do Executivo, lida pelo chefe de gabinete do prefeito, Ivan Montenegro, se destacaram as ações nas áreas de saúde, educação, desenvolvimento urbano, assistência social e segurança, voltadas principalmente para a população de baixa renda.

Para o presidente da Câmara, Ruy Machado, este ano será de muito trabalho e ações que possam melhorar a imagem da Câmara como instituição, assim como mostrar à opinião pública que o Legislativo também é composto de homens sérios dispostos a trabalhar em defesa dos interesses do município. “A prioridade será a nova sede da Câmara que tem previsão de inicio de construção no próximo dia 28 de Julho. Em seguida, abriremos um concurso público para preenchimento de vagas na Câmara, uma vez que existem apenas nove funcionários efetivos”, disse.

A expectativa dos demais vereadores é que a atual Mesa Diretora imprima transparência, independência e moralização da Câmara. “Esperamos resgatar a imagem do Legislativo municipal e aprovar projetos importantes para a população de Itabuna”, afirmou Wenceslau Júnior. Ricardo Bacelar afirmou que espera que o Executivo seja mais sensível com a questão dos tributos para não penalizar alguns setores da economia.

Câmara paga folha de janeiro – dezembro vira caso para estudo

Domingos Matos, 02/02/2011 | 08:22
Editado em 02/02/2011 | 22:52

O diretor administrativo da Câmara de Vereadores de Itabuna, Moacir Lima confirmou o pagamento da folha do mês de janeiro para vereadores, assessores, funcionários efetivos e comissionados. Essa é a parte boa.

A complicada: segundo explica Moacir, os salários de dezembro de uma pequena parcela de assessores e comissionados não foram efetuados porque não houve empenho pela gestão anterior. Se agisse de outra forma, a Lei da Responsabilidade Fiscal comeria no centro.

Agora, a pior: o dinheiro de dezembro da "pequena parcela" de assessores teria sido embolsada (integralmente, porque no mês-a-mês já tem gente perdendo uma boa parcela) pelos respectivos patrões. Ex-patrões, diga-se.

A parcela azarada dos assessores ainda teve a notícia de que seus serviços não mais seriam necessários, e foram mandados à rua com as mãos abanando. Mas o dinheiro não ficou à disposição - pelo menos não ficou empenhado - da nova gestão para a quitação dos débitos.

Eita, nóis...

Mesa da Câmara continua em transição para posse de Roberto de Souza

Domingos Matos, 17/12/2010 | 11:00
Editado em 17/12/2010 | 11:10

roberto de souzaApesar das turbulências no trajeto o pouso deverá ser sem maiores danos. É o que espera o vereador Roberto de Souza, que se diz confiante para tomar posse em janeiro de 2011 na Mesa Diretora da Câmara de Itabuna.

Souza foi citado, assim como os vereadores Clóvis Loiola e Ricardo Bacelar, no pedido de afastamento e indisponibilidade de bens, feito pela promotora Thiara Rusciolelli à Vara da Fazenda Pública de Itabuna. O juiz Gláucio Klippel ainda não se pronunciou.

A Comissão de Transição foi criada através de portaria baixada pelo atual presidente, Clóvis Loiola, e trabalha para dar posse a Roberto de Souza. Nesse momento, o trabalho é para indicar a atual situação do Legislativo quando da posse do novo presidente.

De acordo com Roberto de Souza, o trabalho realizado pela comissão irá apontar as ações iniciais do futuro governo. “Já estão sendo levantados relações de bens patrimoniais do Legislativo, de pessoal efetivo e contratado, além dos livros de registro de Leis Municipais e Atos Administrativos devidamente atualizados, bem como informações da frota de veículos da Câmara”, disse Roberto.

A comissão é composta por representantes da Mesa Diretora atual e por indicados do presidente eleito. A atual Mesa tem como membros as ocupantes de cargos de provimentos efetivos: Albenice Pinho, Margareth Brandão e Maria das Candeias.  Representando Roberto de Souza estão Antônio Muniz, Sônia Carvalho e Rodrigo Silva.

De acordo com Antônio Muniz, a comissão de transição encontra-se na fase de análise dos contratos em execução, a título de serviços terceirizados. “Estamos buscando informações sobre a situação atual desses contratos, a exemplo do número e data e o prazo de vigência”, explicou Muniz.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 03/11/2010 | 13:59
Editado em 03/11/2010 | 14:01

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Inacreditável I

Circula na internet (veja aqui) a notícia de uma agressão cometida contra uma comunidade no município de Ilhéus. O assentamento D. Hélder Câmara teria sido (preferimos o condicional, ainda que confiemos na fonte) invadido por um pelotão da Polícia Militar da Bahia. O fato ocorreu por volta das 14:00 horas do último dia 23, sábado, e as denúncias envolvem tortura, abuso de autoridade, violência contra a mulher e intolerância religiosa.

bernadete vítimaCom as cautelas que a divulgação exige – até porque não se pode conceber que fatos como estes convivam com o Estado de Direito – cumpre chamar a atenção das autoridades que comandam para apurar o que seus subordinados estejam promovendo ao arrepio, cremos, de orientações superiores.

Inacreditável II

Se a notícia acima espanta e increduliza, mais estranho o fato de não termos encontrado a mínima referência na imprensa regional, pródiga em mostrar retratos de “ladrões de galinha” recém detidos e de noticiar com estardalhaço a violência, publicando os confrontos e os trágicos resultados entre policiais e “nóias”.

Ovo de serpente

Desenvolve-se – com apoio na apatia social, gerada da omissão da sociedade organizada, mais preocupada com discursos em jantares e rapapés que assegurem espaço no colunismo social – a construção de que a maioria de jovens, vítima desta chaga do mundo contemporâneo, a droga, em especial o crack, passa a constituir um novo estereótipo social: “o nóia”. E com isso, a morte dos que se encontram sob a tutela do vício torna-se “coisa natural”, visto que é mais um “nóia” que se vai.

Embutido está um processo segregacionista a justificar, inclusive, grupos de extermínio, que se tornam, à luz dos que visam a comodidade pelo individualismo, justiceiros sociais aplaudidos e incensados no altar da omissão.

Hora de assumir

Deveras salutar a discussão que brota na sociedade itabunense em torno do Hospital de Base. Uma coisa está confessada: a dificuldade que norteia a administração municipal em geri-lo, sob a alegação de falta de recursos, estes compreendidos como aqueles do próprio município.

A tônica tem sido de que haveria má gestão no HBLEM, o que não significa reconhecer – no presente instante – que haja desvios financeiros, como flagrantemente denunciado em anos recentes, não tão recuados, quando a saúde ainda sob pleno controle do município.

O bom senso recomenda – considerando a circunstância de que está sob atenção um bem que diz respeito à coletividade – que, sendo uma questão, a priori, de disponibilização de recursos, e considerando o município ainda insuficientes os repasses estaduais, que passe o pepino para o Governo de Jaques Wagner e seu secretário Jorge Solla.

Encarar a realidade

O que precisa, urgentemente, é despolitizar a discussão, desprovê-la de paixões e vontades individuais. Não será nenhum demérito para o Prefeito José Nilton Azevedo transferir a gestão e custeio do HBLEM para o governo estadual, tampouco grandeza do Governo Wagner em assumi-la. Justamente porque o que se encontra em jogo é o atendimento da coletividade.

Se o HBLEM, nos idos de 2004 se preparava para ser o endereço do primeiro centro de cirurgia cardíaca do interior da Bahia, processo bruscamente interrompido a partir da administração seguinte (como também o processo de implantação da extensão da Faculdade Federal em terras grapiúnas), temos que, sensíveis ao interesse coletivo, tudo são águas passadas, leite derramado.

Cumpre-nos pensar no futuro. Que reside em dispormos de um HBLEM atendendo nos limites de sua possibilidade e não para tornar-se imenso elefante ferido a caminho da morte, alimentando-se no caminhar com vidas e saúde humanas.

Discussão I

Ficamos particularmente feliz com o tema que norteou o Fórum em Debate (TVItabuna) no correr da semana, coordenado por Barbosa Filho (o Barbosinha), centralizado na busca de soluções para a realidade ambiental imediata em Itabuna: Rio Cachoeira, tratamento de esgoto, coleta de lixo etc.

Sobremodo, a experiência apresentada pelo Professor Antenógenes como solução para as baronesas, que têm encontrado singular aproveitamento através de seu projeto instalado em Ferradas.

Assim como reencontrar a Professora Maria Luzia, que conhecemos nos meados dos anos 90 integrada ao Projeto de Revitalização da Bacia do Rio Cachoeira.

Ouvir Kátia Lyra, competente e compromissada, lembrando do desperdício de água e o custo que isso representa e defendendo com o ardor de sempre o ambiente urbano.

Discussão II

Temos encetado no único espaço de que dispomos no dia a dia, a sala de aula no DCIJUR-UESC, onde ministramos Direito Municipal, a imperativa necessidade de um efetivo processo de educação, que não vemos dentro do comprometimento necessário por parte das escolas, inclusive as decantadas particulares, que diga respeito à consciência da perdulariedade com que tratamos o tema água, só lembrado no contexto do meio ambiente em “semanas” pontuais a cada ano.

No particular do Rio Cachoeira, de que sua revitalização não diria respeito tão somente ao tratamento dos esgotos nele lançados no perímetro urbano de Itabuna, uma vez que saturado em todos os seus formadores e afluentes. E esquecemos do descaso com que são tratadas as suas nascentes, o que tem feito reduzir, a cada ano, a sua vazão.

Temos concluído que o problema do Cachoeira não está, portanto, apenas no “problema” esgoto, mas na dimensão de sua lâmina d’ água. Ou seja, se protegermos e recuperarmos as nascentes de seus formadores e afluentes – um custo menor e de resultado mais imediato com resposta a longo prazo – teríamos, sem desprezar uma política de tratamento de esgotos, a recuperação de sua lâmina d’água, o que em muito contribuirá para revivê-lo.

Considerável percentual

Dentre os deputados estaduais eleitos tendo por base a Região um destaque para Rosemberg Pinto. Não pelo fato da expressiva votação, mas pela circunstância de ser, na história política do município de Itororó (onde nasceu), o sexto deputado eleito no curso destes 52 anos de emancipação: Eujácio Simões (62, 66, 70, 74, 78 e 82), Henrique Brito Filho (66 e 70), Naomar Alcântara (78), Eujácio Simões Filho (86 e 90), Sérgio Brito (2002) e, agora, Rosemberg Pinto.

De destacar que, dentre eles, Henrique Brito (74 e 78), Eujácio Filho (94, 98 e 2002) e Sérgio Brito (86, 90, 94, 2006) já chegaram à Câmara dos Deputados. E se não fosse a tragédia de 1º de outubro de 1982, na Serra da Muquiba – onde morreram Naomar Alcântara e Henrique Brito, ao lado de Clériston Andrade e outros – Itororó já teria eleito Governador e Senador.

Estariam eles errados? I

danielaNeste 31, último turno das eleições presidenciais, encontro no belo blog de Daniela Galdino (http://operariadasruinas.blogspot.com/) o que consideramos emblemático na campanha, no que diz respeito aos efetivos e concretos avanços nas propostas para a educação do Brasil, ainda que distante a perfeição, no sempre imediato olhar de todos nós.

São 36 os reitores que subscrevem o “Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira”. Da UNIFESP de São Paulo a UFVJM, do Vale do Jequitinhonha, da UFPE de Pernambuco a UFRB, do Recôncavo baiano, da UNB de Brasília a UNIPAMPA, do Rio Grande Sul, da gaúcha UFRGS a UNIVASF (do Vale do São Francisco), passando pela URFJ e UNIRIO (Rio de Janeiro), UFT (Tocantins) etc.

Uma mescla de Universidades tradicionais ao lado daquelas recém-criadas e instaladas como as baianas UNIVASF e UFRB.

Estariam eles errados? II

A união que alimenta o manifesto é uma afirmação de que encontramos rumo. Destacando a recuperação das Federais e a inserção de 700.000 jovens no ensino superior, a instalação da Universidade Aberta do Brasil e a construção de 100 campi no território nacional, os reitores ressaltam que “Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública”, inclusive “a criação e ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais”.

Talvez seja isso o que incomoda a “elite branca” (loas para Cláudio Lembo): tudo isso no governo de um nordestino retirante, operário, que não fala inglês e que ainda deseja eleger uma mulher a primeira presidente do Brasil numa sociedade onde ela (a mulher) sempre esteve na cozinha ou atendendo reclamos de cama.

Não é só ver; é preciso enxergar.

Curral

Não deixa de ser hilário ACM Neto “denunciar” que o PT “quer curral eleitoral no Nordeste”, a Bahia pelo meio. Em tempos não tão pretéritos certamente não só não diria o que disse como receberia tremenda reprimenda do “cacique” que antes lhe impunha 400 mil votos.

Deve agradecer muito o parente haver morrido!

“2012 – o fim está próximo”

Já tínhamos o texto redigido quando a “indignação trombônica” se expressou (post abaixo). E fê-lo muito bem! Insistimos no texto, no entanto, em razão do “rodapé” nele contido.

Não se trata de mensagem de seita apocalíptica, de algum lunático, muito menos profecia de Nostradamus ou de sacerdotes maias. “Se Dilma se eleger olhe o futuro que nos espera. Em janeiro de 2011, com o País dividido, Dilma assume a Presidência do Brasil. Sua primeira ordem é para que a Receita Federal inicie uma perseguição implacável contra os aliados e familiares do candidato derrotado José Serra. Serra viaja com a família para os Estados Unidos, onde encontra, 40 anos depois, novo exílio político. Dilma declara guerra contra São Paulo. Usando sua maioria no Congresso, consegue vetar o envio de recursos federais para o governo de São Paulo”. Outras pérolas, como o comando da resistência por José Serra a partir dos Estados Unidos e Lula unido a FHC recebendo-o de volta do exílio depois do impeachement de Dilma.

Indaga o leitor de onde retirado o terrorismo acima: simplesmente de um vídeo do blog “Vou de Serra 45”, que “está na página oficial do PSDB e usa imagens da propaganda petista no horário eleitoral”, segundo http://www.advivo.com.br/luisnassif/

Se acha que é brincadeira ou piada, assista abaixo. Os mais velhos lembrarão de 1964 e a legitimação civil para o golpe militar.

Preparando a defesa

veronica serraNo entanto, vemos no desespero acima mensagem subliminar: confissão da derrota; defesa dos interesses estadunidenses (porque não se exilaria no Chile?) e a tradicional vocação segregacionista paulista de 1932 amparada no dogma de que São Paulo é a locomotiva do Brasil.

O mais emblemático, típica defesa prévia: aquele “Sua primeira ordem é para que a Receita Federal inicie perseguição implacável contra os aliados e familiares do candidato derrotado” significa o real temor de que as denúncias de Amaury Jr., no livro que anuncia publicar pela Record depois das eleições, sejam efetivamente apuradas. Aí, Verônica (Serra e Dantas), Paulo Preto (e aqueles 4 milhões do metrô paulista), Eduardo Jorge, Preciado etc. sejam investigadas.

Sem falar naquele dinheirinho do DEM de Brasília (de Roriz e penduricalhos) para Sérgio Guerra e Agripino Maia (CARTA CAPITAL, 618, de 20 de outubro), tudo desnudado e comprovado em depoimento de ex-secretária Domingas Trindade, envolvendo a distribuição de recursos da coleta de lixo pela Qualix.

Botar as barbas de molho não seria exagero!

Freio de arrumação

O formato do debate na Globo – típico perguntas e respostas aos contendores num palco em forma de arena – alimentado na premissa de que a dúvida dos 4 a 8% dos indecisos é a dúvida de todo o eleitorado, levou à decepção em torno do aprofundamento de temas, isso em razão do limite para as respostas e a variedade de temas dentro do limite de tempo para o debate.

Por outro lado, não deixa de ser constrangedor que o anunciado “mais esperado” atendesse tão somente a uma ínfima parcela do eleitorado – em média de 4 a 8% – a não ser que buscasse transferir todos eles para José Serra. Afinal, a Globo tem preferência, haja vista a edição que a deixou no plano do ridículo quando da bolinha de papel no Rio de Janeiro.

Para nós particularmente – se não houver uma hecatombe e se as urnas eletrônicas forem a fortaleza de segurança que a Justiça Eleitoral fanática e insistentemente propaga – o formato do debate é a proclamação do vencedor.

Toalha jogada no ringue! Ops... na arena!

traças

traçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

(Republicado a pedidos de leitores que não viram a banda dos "Rodapés" tocar nesse feriadão)

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 31/10/2010 | 11:16
Editado em 31/10/2010 | 12:03

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Inacreditável I

Circula na internet (veja aqui) a notícia de uma agressão cometida contra uma comunidade no município de Ilhéus. O assentamento D. Hélder Câmara teria sido (preferimos o condicional, ainda que confiemos na fonte) invadido por um pelotão da Polícia Militar da Bahia. O fato ocorreu por volta das 14:00 horas do último dia 23, sábado, e as denúncias envolvem tortura, abuso de autoridade, violência contra a mulher e intolerância religiosa.

bernadete vítimaCom as cautelas que a divulgação exige – até porque não se pode conceber que fatos como estes convivam com o Estado de Direito – cumpre chamar a atenção das autoridades que comandam para apurar o que seus subordinados estejam promovendo ao arrepio, cremos, de orientações superiores.

Inacreditável II

Se a notícia acima espanta e increduliza, mais estranho o fato de não termos encontrado a mínima referência na imprensa regional, pródiga em mostrar retratos de “ladrões de galinha” recém detidos e de noticiar com estardalhaço a violência, publicando os confrontos e os trágicos resultados entre policiais e “nóias”.

Ovo de serpente

Desenvolve-se – com apoio na apatia social, gerada da omissão da sociedade organizada, mais preocupada com discursos em jantares e rapapés que assegurem espaço no colunismo social – a construção de que a maioria de jovens, vítima desta chaga do mundo contemporâneo, a droga, em especial o crack, passa a constituir um novo estereótipo social: “o nóia”. E com isso, a morte dos que se encontram sob a tutela do vício torna-se “coisa natural”, visto que é mais um “nóia” que se vai.

Embutido está um processo segregacionista a justificar, inclusive, grupos de extermínio, que se tornam, à luz dos que visam a comodidade pelo individualismo, justiceiros sociais aplaudidos e incensados no altar da omissão.

Hora de assumir

Deveras salutar a discussão que brota na sociedade itabunense em torno do Hospital de Base. Uma coisa está confessada: a dificuldade que norteia a administração municipal em geri-lo, sob a alegação de falta de recursos, estes compreendidos como aqueles do próprio município.

A tônica tem sido de que haveria má gestão no HBLEM, o que não significa reconhecer – no presente instante – que haja desvios financeiros, como flagrantemente denunciado em anos recentes, não tão recuados, quando a saúde ainda sob pleno controle do município.

O bom senso recomenda – considerando a circunstância de que está sob atenção um bem que diz respeito à coletividade – que, sendo uma questão, a priori, de disponibilização de recursos, e considerando o município ainda insuficientes os repasses estaduais, que passe o pepino para o Governo de Jaques Wagner e seu secretário Jorge Solla.

Encarar a realidade

O que precisa, urgentemente, é despolitizar a discussão, desprovê-la de paixões e vontades individuais. Não será nenhum demérito para o Prefeito José Nilton Azevedo transferir a gestão e custeio do HBLEM para o governo estadual, tampouco grandeza do Governo Wagner em assumi-la. Justamente porque o que se encontra em jogo é o atendimento da coletividade.

Se o HBLEM, nos idos de 2004 se preparava para ser o endereço do primeiro centro de cirurgia cardíaca do interior da Bahia, processo bruscamente interrompido a partir da administração seguinte (como também o processo de implantação da extensão da Faculdade Federal em terras grapiúnas), temos que, sensíveis ao interesse coletivo, tudo são águas passadas, leite derramado.

Cumpre-nos pensar no futuro. Que reside em dispormos de um HBLEM atendendo nos limites de sua possibilidade e não para tornar-se imenso elefante ferido a caminho da morte, alimentando-se no caminhar com vidas e saúde humanas.

Discussão I

Ficamos particularmente feliz com o tema que norteou o Fórum em Debate (TVItabuna) no correr da semana, coordenado por Barbosa Filho (o Barbosinha), centralizado na busca de soluções para a realidade ambiental imediata em Itabuna: Rio Cachoeira, tratamento de esgoto, coleta de lixo etc.

Sobremodo, a experiência apresentada pelo Professor Antenógenes como solução para as baronesas, que têm encontrado singular aproveitamento através de seu projeto instalado em Ferradas.

Assim como reencontrar a Professora Maria Luzia, que conhecemos nos meados dos anos 90 integrada ao Projeto de Revitalização da Bacia do Rio Cachoeira.

Ouvir Kátia Lyra, competente e compromissada, lembrando do desperdício de água e o custo que isso representa e defendendo com o ardor de sempre o ambiente urbano.

Discussão II

Temos encetado no único espaço de que dispomos no dia a dia, a sala de aula no DCIJUR-UESC, onde ministramos Direito Municipal, a imperativa necessidade de um efetivo processo de educação, que não vemos dentro do comprometimento necessário por parte das escolas, inclusive as decantadas particulares, que diga respeito à consciência da perdulariedade com que tratamos o tema água, só lembrado no contexto do meio ambiente em “semanas” pontuais a cada ano.

No particular do Rio Cachoeira, de que sua revitalização não diria respeito tão somente ao tratamento dos esgotos nele lançados no perímetro urbano de Itabuna, uma vez que saturado em todos os seus formadores e afluentes. E esquecemos do descaso com que são tratadas as suas nascentes, o que tem feito reduzir, a cada ano, a sua vazão.

Temos concluído que o problema do Cachoeira não está, portanto, apenas no “problema” esgoto, mas na dimensão de sua lâmina d’ água. Ou seja, se protegermos e recuperarmos as nascentes de seus formadores e afluentes – um custo menor e de resultado mais imediato com resposta a longo prazo – teríamos, sem desprezar uma política de tratamento de esgotos, a recuperação de sua lâmina d’água, o que em muito contribuirá para revivê-lo.

Considerável percentual

Dentre os deputados estaduais eleitos tendo por base a Região um destaque para Rosemberg Pinto. Não pelo fato da expressiva votação, mas pela circunstância de ser, na história política do município de Itororó (onde nasceu), o sexto deputado eleito no curso destes 52 anos de emancipação: Eujácio Simões (62, 66, 70, 74, 78 e 82), Henrique Brito Filho (66 e 70), Naomar Alcântara (78), Eujácio Simões Filho (86 e 90), Sérgio Brito (2002) e, agora, Rosemberg Pinto.

De destacar que, dentre eles, Henrique Brito (74 e 78), Eujácio Filho (94, 98 e 2002) e Sérgio Brito (86, 90, 94, 2006) já chegaram à Câmara dos Deputados. E se não fosse a tragédia de 1º de outubro de 1982, na Serra da Muquiba – onde morreram Naomar Alcântara e Henrique Brito, ao lado de Clériston Andrade e outros – Itororó já teria eleito Governador e Senador.

Estariam eles errados? I

danielaNeste 31, último turno das eleições presidenciais, encontro no belo blog de Daniela Galdino (http://operariadasruinas.blogspot.com/) o que consideramos emblemático na campanha, no que diz respeito aos efetivos e concretos avanços nas propostas para a educação do Brasil, ainda que distante a perfeição, no sempre imediato olhar de todos nós.

São 36 os reitores que subscrevem o “Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira”. Da UNIFESP de São Paulo a UFVJM, do Vale do Jequitinhonha, da UFPE de Pernambuco a UFRB, do Recôncavo baiano, da UNB de Brasília a UNIPAMPA, do Rio Grande Sul, da gaúcha UFRGS a UNIVASF (do Vale do São Francisco), passando pela URFJ e UNIRIO (Rio de Janeiro), UFT (Tocantins) etc.

Uma mescla de Universidades tradicionais ao lado daquelas recém-criadas e instaladas como as baianas UNIVASF e UFRB.

Estariam eles errados? II

A união que alimenta o manifesto é uma afirmação de que encontramos rumo. Destacando a recuperação das Federais e a inserção de 700.000 jovens no ensino superior, a instalação da Universidade Aberta do Brasil e a construção de 100 campi no território nacional, os reitores ressaltam que “Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública”, inclusive “a criação e ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais”.

Talvez seja isso o que incomoda a “elite branca” (loas para Cláudio Lembo): tudo isso no governo de um nordestino retirante, operário, que não fala inglês e que ainda deseja eleger uma mulher a primeira presidente do Brasil numa sociedade onde ela (a mulher) sempre esteve na cozinha ou atendendo reclamos de cama.

Não é só ver; é preciso enxergar.

Curral

Não deixa de ser hilário ACM Neto “denunciar” que o PT “quer curral eleitoral no Nordeste”, a Bahia pelo meio. Em tempos não tão pretéritos certamente não só não diria o que disse como receberia tremenda reprimenda do “cacique” que antes lhe impunha 400 mil votos.

Deve agradecer muito o parente haver morrido!

“2012 – o fim está próximo”

Já tínhamos o texto redigido quando a “indignação trombônica” se expressou (post abaixo). E fê-lo muito bem! Insistimos no texto, no entanto, em razão do “rodapé” nele contido.

Não se trata de mensagem de seita apocalíptica, de algum lunático, muito menos profecia de Nostradamus ou de sacerdotes maias. “Se Dilma se eleger olhe o futuro que nos espera. Em janeiro de 2011, com o País dividido, Dilma assume a Presidência do Brasil. Sua primeira ordem é para que a Receita Federal inicie uma perseguição implacável contra os aliados e familiares do candidato derrotado José Serra. Serra viaja com a família para os Estados Unidos, onde encontra, 40 anos depois, novo exílio político. Dilma declara guerra contra São Paulo. Usando sua maioria no Congresso, consegue vetar o envio de recursos federais para o governo de São Paulo”. Outras pérolas, como o comando da resistência por José Serra a partir dos Estados Unidos e Lula unido a FHC recebendo-o de volta do exílio depois do impeachement de Dilma.

Indaga o leitor de onde retirado o terrorismo acima: simplesmente de um vídeo do blog “Vou de Serra 45”, que “está na página oficial do PSDB e usa imagens da propaganda petista no horário eleitoral”, segundo http://www.advivo.com.br/luisnassif/

Se acha que é brincadeira ou piada, assista abaixo. Os mais velhos lembrarão de 1964 e a legitimação civil para o golpe militar.

Preparando a defesa

veronica serraNo entanto, vemos no desespero acima mensagem subliminar: confissão da derrota; defesa dos interesses estadunidenses (porque não se exilaria no Chile?) e a tradicional vocação segregacionista paulista de 1932 amparada no dogma de que São Paulo é a locomotiva do Brasil.

O mais emblemático, típica defesa prévia: aquele “Sua primeira ordem é para que a Receita Federal inicie perseguição implacável contra os aliados e familiares do candidato derrotado” significa o real temor de que as denúncias de Amaury Jr., no livro que anuncia publicar pela Record depois das eleições, sejam efetivamente apuradas. Aí, Verônica (Serra e Dantas), Paulo Preto (e aqueles 4 milhões do metrô paulista), Eduardo Jorge, Preciado etc. sejam investigadas.

Sem falar naquele dinheirinho do DEM de Brasília (de Roriz e penduricalhos) para Sérgio Guerra e Agripino Maia (CARTA CAPITAL, 618, de 20 de outubro), tudo desnudado e comprovado em depoimento de ex-secretária Domingas Trindade, envolvendo a distribuição de recursos da coleta de lixo pela Qualix.

Botar as barbas de molho não seria exagero!

Freio de arrumação

O formato do debate na Globo – típico perguntas e respostas aos contendores num palco em forma de arena – alimentado na premissa de que a dúvida dos 4 a 8% dos indecisos é a dúvida de todo o eleitorado, levou à decepção em torno do aprofundamento de temas, isso em razão do limite para as respostas e a variedade de temas dentro do limite de tempo para o debate.

Por outro lado, não deixa de ser constrangedor que o anunciado “mais esperado” atendesse tão somente a uma ínfima parcela do eleitorado – em média de 4 a 8% – a não ser que buscasse transferir todos eles para José Serra. Afinal, a Globo tem preferência, haja vista a edição que a deixou no plano do ridículo quando da bolinha de papel no Rio de Janeiro.

Para nós particularmente – se não houver uma hecatombe e se as urnas eletrônicas forem a fortaleza de segurança que a Justiça Eleitoral fanática e insistentemente propaga – o formato do debate é a proclamação do vencedor.

Toalha jogada no ringue! Ops... na arena!

traças

traçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Prefeitura e Sinsepi celebram acordo em campanha salarial

Domingos Matos, 31/07/2010 | 19:24
Editado em 31/07/2010 | 17:37

acordoOs servidores públicos municipais de Ilhéus e a prefeitura celebraram, ontem, um acordo que pôs fim às incertezas sobre uma greve e marcou o desfecho das negociações da capanha salarial 2010. O acordo prevê um reajuste de 5,49% para os servidores efetivos, e corresponde ao reajuste do índice do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O efeito será retroativo a 1º de maio.

Além disso, também com data retroativa a 1º de maio, o ticket alimentação dos servidores, que era de R$ 50,00, passou para R$ 116,03, representando uma majoração de 132,06%. "Apesar das dificuldades financeiras que continuam marcando o dia-a-dia da administração municipal, o prefeito Newton Lima atendeu a todas as reivindicações formuladas pelo Sinsepi", afirma o secretário da Administração, Antônio Bezerra.

Ele informa ainda que o retroativo salarial de 5,49% será pago em três etapas: o mês de maio com o salário de agosto, junho com setembro e julho com o salário referente ao mês de outubro.  Já o retroativo de 132,06%, que incidiu sobre o ticket alimentação, será pago, a partir de agosto, em seis parcelas iguais.

Na ilustração, a reunião que selou o acordo - Foto: Dino Rocha

As relações de poder e as contradições entre o "público e o privado"

Domingos Matos, 21/07/2010 | 20:50
Editado em 21/07/2010 | 21:07

Rosivaldo Pinheiro

rosivaldoOs últimos fatos envolvendo o desvio de suco de laranja na Prefeitura de Itabuna, bem como as denúncias de irregularidades no comando administrativo da Câmara Municipal, revelam a falta de responsabilidade e ética que alguns agentes públicos têm no exercício das suas funções, além de demonstrar a falta de limites na separação entre o "público e o privado".

Denunciam também o "espírito predatório" com que estes "vorazes devoradores da cidadania", ao serem movidos pelo "status" da função, se locupletam do erário, sem visualizar as responsabilidades que a sociedade lhes outorgou.

Nesses casos, o poder parece afastá-los das bandeiras que motivaram suas trajetórias, deixando-os insensíveis e tendenciosos a negar suas origens, bem como, mergulhando-os num mundo novo de "luxurias e excessos".    

As ações destes incautos parecem movidas pela insensatez e seus impulsos cerebrais obedecem a padrões comportamentais que os aproximam dos mais cruéis psicopatas.

O sentimento de satisfação individual e a ausência de afeto alimentam a lógica pessoal de acumulação de patrimônio e poder.

Conseqüentemente, se instalam ao redor destes "tiranos" uma rede de oportunistas, verdadeiros parasitas, sanguessugas de sonhos, cujo maior legado é a prática do puxa-saquismo e o culto ao personalismo. 

Dizem os sábios: "quer saber quem é o verdadeiro homem, dê-lhe dinheiro e poder". O problema é que esses desvios comportamentais acabam criando a cultura da "farinha pouca, meu pirão primeiro", contribuindo para a supremacia da idéia do "salve-se quem puder", que se alastra de forma endêmica pelos quatro cantos do país.

Os "barões do poder" alimentam e proliferam o "ciclo da miséria", mergulhando o país num "estado de convulsão social".

A insensibilidade destes "reis da esperteza" é justificada por eles como parte das ações necessárias para manter-se no poder. Para tanto, mantém a ótica segundo a qual o correto é a vantagem auferida, não importando os meios utilizados para sua materialização.

No caso do desvio dos sucos, lembremos que serviriam para abastecer o Restaurante Popular e alimentar pessoas de baixa renda, desempregados ou trabalhadores do mercado informal.

Na Câmara, a suposta crise pela falta de dinheiro é elemento de difícil justificativa, pois, mensalmente é repassado a título de duodécimo, R$ 563.736,43 (quinhentos e sessenta três mil, setecentos e trinta e seis reais e quarenta e três centavos), transferidos religiosamente dia 20 de cada mês para com as despesas daquela instituição, cuja estrutura principal é composta por nove funcionários efetivos e 13 vereadores.

A sociedade exige e espera que todos os fatos sejam apurados e esclarecidos para a opinião pública. Do contrário, estaremos contribuindo para a falência dos valores morais e implantando a "ditadura da impunidade".

Sem fazer pré-julgamentos, esperamos, em nome da esperança e do zelo pelos princípios da boa gestão, que haja uma resposta ágil por parte do Executivo e do Legislativo.

A sociedade fica na expectativa da participação do Ministério Público Estadual, em defesa do interesse coletivo e da elucidação imparcial dos fatos. A cidadania agradece!

Rosivaldo Pinheiro é economista e pós-graduado em Gestão de Cidades

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