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Barragem em risco causa aflição a moradores de Barão de Cocais

Domingos Matos, 25/05/2019 | 10:16

Além da aflição que tem provocado entre os moradores de Barão de Cocais (MG), o risco de rompimento da barragem Sul Superior da mina de Gongo Soco, da Vale, tem prejudicado a economia do pacato município de cerca de 32 mil habitantes.

Desde o último dia 16, quando o Ministério Público de Minas Geraistornou pública a informação de que a própria Vale, em documento oficial, informou que uma deformação no talude norte da Cava de Gongo Soco indicava o risco iminente de ruptura do talude, quatro agências bancárias suspenderam parte do atendimento. Também os Correios fecharam temporariamente sua agência na cidade.

O Banco do Brasil confirmou que, “em razão da iminência de rompimento da barragem de rejeitos”, decidiu “contingenciar” o atendimento local, instalando um contêiner para atender os clientes enquanto avalia a realocação da agência. O contêiner será instalado “em local seguro” indicado pela prefeitura. Até lá, o banco orienta seus clientes a usarem os caixas eletrônicos existentes na cidade. Ou a buscarem atendimento presencial na agência de Santa Bárbara, cidade a 10 quilômetros de Barão de Cocais.

O Itaú-Unibanco também afirma ter fechado temporariamente sua agência no município por “prezar pela segurança dos clientes e colaboradores”. Segundo a instituição, a agência permanecerá fechada até a normalização da situação da barragem. Enquanto isso, os clientes serão direcionados para a agência do centro de Santa Barbara.

Segundo o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Juvenal Caldeira, Caixa e Bradesco também suspenderam o funcionamento de agências locais. O que, segundo ele, vem prejudicando a população e os empresários, que precisam se deslocar até Santa Bárbara, e a economia local.

De acordo com o coordenador-adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente-coronel Flávio Godinho, houve uma “potencialização” do medo em Barão de Cocais. “Qualquer aeronave que sobrevoa a cidade causa um temor entre os moradores. Eles acham que se uma aeronave está passando é porque o talude se rompeu”, disse Godinho à imprensa, hoje. Segundo o coordenador da Defesa Civil, a decisão dos bancos de fecharem suas agências foi “desnecessária”.

“Já os notificamos, demonstrando que [caso o talude ceda e a barragem se rompa] os locais onde as agências funcionam, em Barão de Cocais, [demorarão] cerca de 1h30 para serem atingidos por rejeitos”, acrescentou Godinho, pedindo aos bancos e aos Correios que reabram suas agências. “Se deixamos de prestar um serviço de utilidade pública quando as pessoas estão enfrentando uma situação de crise, acabamos por potencializar a crise”, acrescentou o coordenador, garantindo não haver como saber previamente se a queda do talude resultará no rompimento da barragem.

Boatos

O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Juvenal Caldeira, diz que a situação também fez com que o movimento de turistas na região diminuísse bastante. “Pessoas do país inteiro veem estas notícias e, se estavam pensando em visitar a região, desistem ou adiam a vinda”, disse Caldeira à Agência Brasil, ao lembrar que milhares de turistas visitam a região anualmente, atraídos pelas belezas naturais do Parque Nacional da Serra do Caraça . De acordo com o secretário municipal, cada nova determinação ou simulado realizado pela Defesa Civil de Minas Gerais também aumenta a tensão entre os moradores.

“Sei da importância das ações de prevenção e que a Defesa Civil estadual é das melhores do país, mas toda vez que ela determina uma nova ação há um alvoroço”, comentou Caldeira, revelando que, por conta deste “alvoroço”, um dos maiores desafios para as autoridades municipais é combater os boatos e mentiras divulgados pelas redes sociais. “A Defesa Civil orienta a empresa e as autoridades a adotarem medidas preventivas para minimizar os riscos e evitar uma tragédia, mas ao ver carros-pipa com água potável estocada e geradores reserva em postos de saúde, a população pensa no pior. E muita gente sai divulgando o que pensa. Tanto que nosso maior desafio tem sido combater as fake news a fim de evitar alarmismo. Não temos porque esconder a verdade, mas há muita notícia falsa, muito “achismo” que temos que combater”, acrescentou o secretário municipal.

Segundo o secretário municipal, o comércio em Barão de Cocais está “parado” e os bancos “pecaram por excesso de precaução” já que suas agências se encontravam em locais com risco mínimo de serem atingidos pelos rejeitos da mina. Avaliação com que concorda o diretor de comunicação da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Barão de Cocais (Aciabac), Bruno Chausson Quintão. “Para qualquer tipo de transação que precise ser feita em uma agência bancária, as pessoas precisam ir a Santa Bárbara. Quem não tem carro, precisa pegar um ônibus de viagem que vem de Belo Horizonte. Então, há ônus para as pessoas. E menos dinheiro circulando no município, que já vem sendo bastante prejudicado por toda a repercussão negativa”, disse Quintão.

Para tentar minimizar o impacto, a associação comercial está pedindo ajuda financeira da Vale e apoio institucional da prefeitura para um projeto de fomento ao desenvolvimento econômico e turístico da cidade. “Os comerciantes estão mantendo seus negócios abertos, trabalhando com promoções para atrair fregueses e manter os empregos. Queremos criar uma marca para a promoção do município, que não conte com dinheiro público, mas com apoios”, finalizou Quintão.

Vale

Em nota, a Vale reforçou que, desde fevereiro, quando o risco do talude da mina de Gongo Soco ceder foi identificado, vem adotando todas as medidas preventivas para garantir a segurança dos moradores da região. Em fevereiro, a mineradora retirou, preventivamente, os moradores de um povoado nos arredores de Barão de Cocais cujas casas estão na Zona de Autossalvamento - a primeira a ser atingida pelos rejeitos caso a barragem se rompa. Além disso, a empresa afirma apoiar a realização de simulados para preparar as comunidades a lidar com qualquer cenário possível.

“Tanto o talude da mina de Gongo Soco como a Barragem Sul Superior estão sendo monitorados 24 horas por dia e as previsões sobre deslocamento de parte do talude, revistas diariamente”, afirma a nota, sustentando que (conforme dito também pelo coordenador-adjunto da Defesa Civil estadual) “não há elementos técnicos que possam afirmar que o eventual deslizamento de parte do talude poderia desencadear a ruptura da barragem.” (Com informações do G1)

 

Vacinação contra gripe atinge 57% da cobertura em Ilhéus e baixa adesão preocupa

Domingos Matos, 22/05/2019 | 18:32

A nove dias do encerramento da campanha, a adesão à vacina contra gripe Influenza em Ilhéus está abaixo do esperado pela Prefeitura. A população tem até o dia 31 de maio para vacinar contra gripe e combater notícias falsas sobre a vacina nas redes sociais. O balanço divulgado na terça-feira (21) pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) aponta 30.078 doses aplicadas no total, o equivalente 57,19% da cobertura dos grupos de risco.

O Ministério da Saúde está preocupado e tem uma equipe de monitoramento das principais notícias nas redes sociais. Mais de 10 mil mensagens são analisadas por dia. No último sábado (18), a Sesau realizou o segundo “Dia D” nas salas de vacinas de Ilhéus. A expectativa do Setor de Imunização é que público-alvo consiga ir até as Unidades Básicas de Saúde (UBS) durante a semana.

Boatos – A estudante de 18 anos, Regina Gomes Regina, grávida de cinco meses, já ouviu boatos sobre a vacina contra a gripe. Mesmo assim, foi tomar a dose recomendada para gestantes, no CAE III (antigo Sesp), centro. “Ouvi falar que as pessoas ficavam doentes após tomar a vacina e no início eu acreditei, pois nos grupos de gestantes que participo tinha muita gestante falando isso”, diz.

Notícias falsas sobre a eficácia da vacina ou sobre vírus resistentes circulam pela internet e nos grupos. “Fazem comentários para destruírem o bem que essa vacina faz para nós, principalmente os idosos”, diz a aposentada Vitória Régia. Já seu Antônio Carlos é precavido, e tomou a vacina no início da campanha. “Nessa idade, todo cuidado é pouco. Vale a pena e é bom mesmo, estou imunizado”, ressalta.

É mentira – A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu alerta na última semana para o problema das fake news (notícias falsas) sobre saúde que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, muitas vezes desencorajando as pessoas a tomar vacinas. A vacina contra Influenza não causa a doença, é feita de vírus fragmentados e inativados e protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B.

A chefe do Setor de Imunização da Sesau, Walkiria Cardeal, alerta que o vírus Influenza não é como outros que causam gripe ao longo do ano. “Ele é mais grave e pode causar complicações, e a pneumonia é a mais recorrente, que leva a óbito. Gostaríamos que a cobertura estivesse um pouco maior, estamos chamando a atenção dos pais sobre a importância da vacina contra a Influenza”.

Veja a situação de cada grupo:

·         Crianças 7.956 (52.85%)

·         Trabalhador da Saúde 2.235 (77.27%)

·         Gestantes 863 (48.13%)

·         Puérperas 245 (83.05%)

·         Indígenas 1992 (45.97%)

·         Idosos 11.599 (60.01%)

·         Professores 1.136 (54.77%)

·         Comorbidades 3.346 (49.88%)

 

 

Fake news são empecilho para aumento da vacinação contra HPV

Domingos Matos, 23/04/2019 | 10:42

As notícias falsas, chamadas fake news, são empecilho para o aumento da cobertura vacinal do HPV, de acordo com o Ministério da Saúde. Para ampliar o número de adolescentes vacinados e esclarecer a importância da vacina, a pasta quer aproveitar o início das aulas nas escolas para conscientizar jovens e responsáveis. A recomendação é que eles estejam atentos à atualização da caderneta de vacinação.

O problema das fake news não é apenas do Brasil. No início do mês, o Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC) vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou um comunicado alertando para o problema e afirmando que a vacina é segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero.

O HPV é uma doença transmitida pelo papiloma, vírus humano que causa cânceres e verrugas genitais, atingindo meninos e meninas. A vacina só é administrada na adolescência, daí a importância da conscientização.

“O reinício do período escolar é um momento importante para que pais e filhos fiquem atentos à atualização da caderneta de vacinação. A medida evita a ocorrência de doenças entre os adolescentes”, diz o ministério. A pasta esclarece que os falsos rumores são um dos fatores que impedem uma maior cobertura vacinal. Outro fator é que muitos acreditam que não precisam da vacina. 

Cobertura

As doses da vacina são ofertadas pelo Ministério da Saúde, durante todo o ano, nas Unidades Básicas de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina é voltada para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Eles devem tomar duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A meta do ministério é vacinar, com as duas doses, 80% dos adolescentes, tanto meninas quanto meninos.

De acordo com a pasta, entre 2014 e 2018, foram vacinadas na faixa etária de 9 a 14 anos, 5,9 milhões de meninas com a segunda dose da vacina, o que representa 49,9% do público-alvo. Em relação à primeira dose, a cobertura vacinal nas meninas é de 70,3%. Já entre os meninos, a cobertura é de 20,1% do público-alvo.

Saúde na Escola

O levantamento Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, mostra que a infecção por HPV acomete pessoas de todas as condições sociais, sem distinção. A infecção é transmitida sexualmente ou por contato pele a pele.

O levantamento aponta que a prevalência do HPV no Brasil foi de 53,6%, sendo o HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer presente em 35,2%. O estudo avaliou 7.693 pessoas sexualmente ativas entre 16 e 25 anos.

O Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e da Educação, é uma das iniciativas do governo para incentivar a vacinação dos estudantes. O prazo para os municípios aderirem ao programa vai até o dia 28 deste mês. (Com informações da Agência Brasil)

Adolescente é apreendida em Eunápolis após criar perfil fake em nome de autor do ataque em São Paulo

Domingos Matos, 08/04/2019 | 13:44

Uma adolescente de 15 anos foi apreendida no município de Eunápolis, após publicar mensagens em um perfil falso no Facebook, criado com o nome Guilherme Monteiro, um dos envolvidos no ataque a uma escola em Suzano, no estado de São Paulo.

A apreensão ocorreu após ações de inteligência da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), com apoio do Instituto Federal da Bahia (Ifba), que começaram no dia 29 de março, quando as ameaças foram disseminadas.

Acompanhada da mãe, na delegacia, a jovem confessou o crime e disse que a situação passou de uma brincadeira para amedrontar pessoas.

Em uma das mensagens, ela postou: "Na minha opinião temos que fazer algo grandioso. Nada repetido. Temos que começar em grandes escolas. Eu já faço parte de um grupo e temos tudo planejado. Temos tudo de que precisamos. Se quiserem posso ajudar a vocês com bombas caseiras. Depende da potência". Em outra publicação, ela afirma que os autores do ataque em Suzano "sempre foram boas pessoas"

 

Grupo especializado reforça combate aos crimes cibernéticos

Domingos Matos, 27/08/2018 | 17:00

O Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos (GME), vinculado à Polícia Civil, é especializado no combate a crimes cibernéticos previstos em lei, como a transmissão de vírus, programas e códigos maliciosos, roubos de informações, fraudes de dados e acessos não autorizados.

A unidade trabalha em parceria com as delegacias, que, quando se deparam com um crime desse tipo, enviam os dados para o GME. A partir daí, o grupo desenvolve as investigações e apresenta, em seguida, os resultados para as delegacias, funcionando como uma atividade de meio.

“A pessoa que foi vítima de um crime acontecido pela internet comparece até uma unidade policial, registra o fato e o delegado entra em contato conosco para que realizemos uma parte específica da investigação, com medidas cautelares pertinentes ao âmbito virtual, e fazemos o monitoramento para a identificação dos culpados”, explica o titular do GME, delegado João Cavadas. 

O GME também trabalha em parceria com as delegacias no combate ao crime de divulgação ou repasse de informações falsas, as chamadas fake news. “Esse tipo de delito ainda está num campo incipiente porque a legislação tem muito a evoluir e, para a maior parte das pessoas, não há um entendimento muito claro a esse respeito. Para ser contabilizado, é necessário existir um crime por trás daquela notícia falsa, como uma injúria, uma calúnia ou uma difamação. Temos procurado as unidades policiais informando como proceder no caso desse tipo de crime, porque, nesse período de eleições, notícias falsas causam uma série de transtornos”, acrescenta Cavadas.

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