Tag: fazendeiros

Homem que ameaçava fazendeiros para roubar colheita é preso em Ubaitaba

Domingos Matos, 29/11/2019 | 14:41

Joabison de Souza Santos, o “Cara de Urso” ou “Zico”, apontado como um dos envolvidos no assalto a uma empresa de bebidas, na cidade de Camamu, na Costa do Dendê, foi preso na manhã de ontem (28), por investigadores da Delegacia Territorial (DT), daquela cidade.

O delegado Gilmar Prates, titular da DT/Camamu, informou que o Joabison estava com um mandado de prisão preventiva em aberto e foi localizado na cidade vizinha de Ubaitaba. Ele também é investigado por ameaçar fazendeiros da região de Gaspar e Craveiro, em Camamu, para receber parte da colheita de cacau das propriedades.

Joabison e outros comparsas, que estão sendo procurados, abordaram o motorista de uma empresa de bebidas, no dia 3 de setembro, e arrombaram o cofre do local, levando R$ 20 mil e os celulares dos funcionários rendidos por eles. O acusado está preso na carceragem da unidade policial de Camamu, à disposição da Justiça.

Relatores da ONU enviam carta sigilosa a Bolsonaro para proteção do cacique Babau

Domingos Matos, 08/06/2019 | 10:36
Editado em 08/06/2019 | 10:38

Relatores da ONU (Organização das Nações Unidas) cobraram uma proteção do governo de Jair Bolsonaro a um dos principais líderes indígenas do país, Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau.

Numa carta confidencial ao governo, os relatores Michel Forst e Victoria Lucia Tauli-Corpuz afirmam que estão preocupados diante das informações recebidas sobre um suposto plano de assassinatos no sul da Bahia contra o líder indígena e mais quatro de seus parentes.(…)

Na carta enviada no dia 4 de abril, os relatores da ONU alertam que essa não é a primeira vez que fazem um apelo para que o Estado garanta a proteção da liderança indígena. Em 2016, um outro apelo foi emitido. Três anos depois, os relatores “lamentam que nenhuma resposta substantiva” até hoje tenha sido enviada pelo Brasil.

Agora, os especialistas da ONU apontam que, no dia 29 de janeiro de 2019, o cacique foi informado sobre um suposto plano para matá-lo, com a participação de fazendeiros locais e representantes da Polícia Militar e Civil.

Leia mais no Blog do Jamil Chade

Babau denuncia ameaça de morte e pede proteção à família

Domingos Matos, 11/02/2019 | 13:21
Editado em 11/02/2019 | 16:21

Um dos principais líderes indígenas do país, Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau, 44, dos tupinambás de Olivença (BA), pediu ao Governo da Bahia e ao Ministério Público Federal proteção para sua família, após ter recebido informações sobre um suposto plano de assassinatos no sul da Bahia, informa Rubens Valente, da Folha.

Babau é líder na Terra Indígena Tupinambá, de 47 mil hectares, localizada entre os municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, na qual vivem mais de 4.600 indígenas.

A terra já foi identificada e delimitada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) há dez anos, mas seu processo de demarcação está parado desde 2016 à espera da etapa seguinte (e uma das últimas), a publicação da portaria declaratória pelo Ministério da Justiça.

Segundo Babau, a informação sobre assassinatos chegou a ele no final de janeiro. De acordo com uma fonte dos índios, reuniões em Itabuna (BA) entre fazendeiros e policiais civis e militares discutiram uma forma de incriminar falsamente índios com o tráfico de drogas e inventar uma troca de tiros para matar três irmãos de Babau e duas sobrinhas.

Segundo o plano, os índios seriam parados em uma blitz de trânsito, e drogas e armas seriam “plantadas” nos carros e divulgadas a emissoras de rádio e TV da região. O relato detalhado sobre a rotina dos indígenas convenceu Babau da veracidade das informações.

“O que [a fonte] relatou é que agora é só uma cúpula de fazendeiros, bem pequena, com alguns membros políticos com pessoas ligadas à Polícia Militar e Polícia Civil e foi discutido como fazer para tomar o território tupinambá da mãos dos índios e voltar para a mão deles”, disse Babau à Folha, em Brasília, onde esteve para falar sobre a denúncia à PGR (Procuradoria-Geral da República), à delegação da União Europeia e ao Cimi (Conselho Indigenista Missionário), braço da Igreja Católica.

Coronéis de areia e o Porto Sul

Domingos Matos, 01/11/2011 | 08:57
Editado em 01/11/2011 | 09:02

Kiko de Assis

Quando kikoouço pessoas criticar a implantação do Porto Sul fica patente que tudo não passa de uma estratégia da combalida e desesperada classe dos cacauicultores (leia-se coronéis) falidos de Ilhéus.

Esses “fazendeiros” criaram seus filhos com todos os “mimos de Rei”, depositaram fortunas em suas contas bancárias quando estes moravam no Rio de Janeiro ou em Salvador para concluir (?) seus estudos (embora saibamos que a grande maioria destes nunca chegava nem próximo aos campi universitários à época), e a farra rolava solta e os empréstimos bancários eram igualmente exorbitantes, afinal o cacaual estava cacauando (como diria Delfim Neto na sua incursão pelo Ministério da Agricultura).

Pois bem, hoje se vislumbra uma real possibilidade de recuperação econômica da região Sul da Bahia através da chegada do Porto Sul, não obstante, esses velhos “coronéis” teriam que conviver com uma nova sociedade se organizando em torno de uma coisa absolutamente desconhecida deles que é o TRABALHO! Filhos desqualificados, herança comprometida até a décima geração, como segurar a pose? E ainda ter que assistir os novos “Candangos” construir riqueza em cima do ócio celebrado, é demais pra essas cabeças equivocadas das terras de Gabriela.

O que incomoda mais é o fato de sentirem que serão expurgados do processo pela falta de competência no novo “negócio”, os filhos carregarão pedras pros novos faraós e isso mostrará a CARA dos falidos!

Senhores coronéis, pensar Ilhéus do tamanho de suas cabeças já não cabe mais no contexto, querer uma cidade bucólica com a economia baseada na pesca é no mínimo retrógrado, depositar suas expectativas no poder público municipal como fonte geradora de emprego e renda é um modelo absolutamente incompatível com a realidade que se apresenta em toda Bahia e no Brasil, portanto, desçam de seus tronos esfarrapados, arregacem suas mangas, larguem o discurso preguiçoso e façam por seus netos o que não conseguiram fazer por seus filhos!

Kiko de Assis é publicitário e produtor cultural

Federal esclarece morte de índio em Pau Brasil

Domingos Matos, 09/11/2010 | 09:06
Editado em 09/11/2010 | 09:40

Por pouco a morte de um índio Pataxó Hã-hã-hãe em Pau Brasil, no dia 22 de outubro, não se transformou em um banho de sangue naquele município. A área, em conflito há mais de 20 anos, vive um clima de tensão que talvez não suportasse mais essa "provocação", o suposto assassinato de mais uma lideramça da tribo, que luta para retomar as terras que um dia foram suas e hoje estão com os fazendeiros.

Mas, descobre-se agora, ao contrário do que afirmou-se desde o início, a morte de José de Jesus Santos não foi em uma emboscada, nem tampouco obra dos fazendeiros, que já eram apontados como principais suspeitos. O pataxó foi morto por um tiro acidental, disparado por seu próprio irmão, Jorge Silva.

O irmão chegou a dar entrevista contando a versão de que a "emboscada" ocorrera na volta da reserva, na área de retomada, para onde José Silva teria ido levar alimentação para o pessoal que lá estava. Pela primeira versão, quando chegava em Pau Brasil, foi parado por dois motoqueiros que abriram fogo e depois fugiram.

A versão não durou um depoimento oficial. À polícia federal, na última sexta-feira, Jorge contou a verdade, e disse que o tiro foi acidental. Por isso, será indiciado por homicídio culposo - quando há culpa, mas não intenção de matar - e deve responder ao processo em liberdade. 

A arma do crime já está na perícia. Importante frisar, também, que até pela trajetória da bala a versão de emboscada não se sustentaria. Resta saber se esse caso teria o desfecho que teve se houvesse uma versão mais verossímel à disposição dos parentes e lideranças.

Com informações do Rede Bahia Revista

Sul da Bahia: mais um índio Pataxó Hã-hã-hãe é assassinado em conflito por território

Domingos Matos, 24/10/2010 | 18:27
Editado em 24/10/2010 | 21:57

Do blog Tempo Presente, com informações do Conselho Indigenista Missionário

Lideranças indígenas informam que ontem (sábado,23), por volta das 21 horas, foi assassinado, em uma emboscada numa estrada que liga o município de Pau Brasil a Itaju do Colônia, a liderança Pataxó Hã-hã-hãe José de Jesus Silva, conhecido como Zé da Gata.

Ele foi assassinado com um tiro de rifle calibre 38. O tiro foi efetuado por um indivíduo que estava em uma moto quando a vítima chegava à área retomada da fazenda Bela Vista – além do atirador, outro homem estaria na moto.

Ainda segundo informações das lideranças, quando foi alvejado pelo disparo, Zé da Gata estava levando mantimentos para o pessoal que se encontrava na área de retomada (onde índios e fazendeiros lutam pela posse da terra, daí o termo “retomada”, utilizado pelos indígenas e simpatizantes de sua causa).

Os Pataxó Hã-hã-hãe esperam o julgamento no STF de uma Ação de Nulidade de Títulos e desde o dia 04 de outubro deste ano o clima na região é tenso, principalmente após a retomada da fazenda Bela Vista por um grupo de indígenas.

Uma comitiva de lideranças chegou a viajar para Brasília e Salvador nos últimos 15 dias para solicitar providências, a fim de evitar situações de violência como a que vitimou José de Jesus.

Esse foi o 20º assassinato de lideranças dos Pataxó Hã-hã-hãe ao longo de 28 anos de luta pela reconquista de seu território. Zé da Gata é da mesma etnia de Galdino, que foi assassinado em Brasília em abril de 1997.

Fazendas ainda não cumprem leis trabalhistas

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 26/03/2010 | 08:47

Da Folha online

Investigação da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) em 1.020 fazendas aponta que nem 1% cumpre as leis trabalhistas no campo, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta sexta-feira pela Folha (clique aqui se você é assinante do jornal ou do UOL).

Entre as falhas encontradas, estão trabalhadores sem carteira assinada, alojamentos inadequados e empregados que costumam almoçar no campo, e não em refeitórios apropriados, o que é considerado "degradante" pelo Ministério do Trabalho.

O relatório, assinado por professores da Universidade Federal de Minas Gerais e da FGV-SP, será divulgado na próxima semana. Os profissionais da CNA visitaram estabelecimentos rurais em sete estados --Alagoas, Tocantins, Maranhão, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.

Os técnicos da CNA orientaram os fazendeiros e retornaram aos estabelecimentos rurais depois de quase dois meses. Em 18% dos casos, os proprietários tomaram providências para melhorar a situação - o que, na opinião da entidade, mostra que, quando informados, os ruralistas procuram se adequar. Só no Maranhão as coisas continuaram praticamente iguais.

Tupinambás obtêm vitória na Justiça e ficam onde estão

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 17/04/2010 | 09:43

Da Ascom do TRF - 1ª Região

Decisão da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região manteve indígenas da etnia Tupinambá em terras no sul da Bahia. Decisão do TRF negou pedido de fazendeiros que reclamavam a propriedade da terra.

Disputas, na região, entre fazendeiros e indígenas culminaram em ações na Justiça, de reintegratórias de posse. Muitas delas tiveram resultados favoráveis aos fazendeiros.  

Em recurso da Fundação Nacional do Índio, ficou esclarecido que se tratava de área diferenciada de outras em litígio, tendo em vista já ter sido concluído e publicado em 2009 o estudo da Funai de identificação desta área em particular - Terra Indígena Tupinambá de Olivença, de ocupação do grupo tribal Tupinambá, localizada nos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una, Estado da Bahia. 

O presidente Jirair Aram Meguerian, relator do processo, enfatizou a importância do estudo de identificação e delimitação da Funai, o qual  demonstrou que as referidas áreas seriam terras tradicionalmente indígenas.

Manteve, assim, a permanência dos índios naquela região, negando, pois, os agravos que buscavam manter as decisões de reintegração de posse dos fazendeiros.

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