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Definida a programação do Festival de Forró de Itacaré

Domingos Matos, 14/03/2019 | 11:38

Grandes atrações nacionais vão estar em Itacaré no 3° Festival de Forró, que acontecerá de 18 a 20 de abril na Praia da Concha, Rua da Pituba e na Praia da Coroinha, na orla da cidade. Os shows acontecerão em praça pública e terá atrações como Targino Gondim, Elba Ramalho, Estakazero, Tato do Falamansa, Fulô de mandacaru, Quinteto Sanfônico do Brasil, Marquinhos Café, Sebastian Silva, Cacau com Leite, Verlano do Flor Serena, Carlos Pita, Trio Baianado, Trio Forró Mais Eu, Aram e os Bahiunos, Nádia Maia, Rennam Mendes, Gel Barbosa, Arrastão de Forró com a Rural Elétrica, Grupo Cabrueira e muito mais.

A programação já está definida. No dia 18 de abril a festa começa às 18 horas na Praia da Concha com Targino e Amigos na Cabana Corais. E a partir das 22 horas a festa passa a ser na Praia da Coroinha, com Trio Araripe, Targino Gondin, Tato do Fala Mansa, Nilton Freitas, Forró do Ralçao e Nenén do Acordeon.

Já no dia 19 a festa começa também às 18 horas na Praia da Concha com Targino e Amigos na Cabana Corais. Às 20 horas a festa será na Rua da Pituba, com Arrastão da Rural Elétrica e Aulões de Forró com o Grupo Cabrueira. Às 22 horas a festa acontece na orla da cidade com Sebastian Silva, Marquinhos Café, Targino Gondin, Quinteto Sinfônico do Brasil, Fulô de Mandacaru, Nádia Maia, Verlando (Flor Serena), Cacau com Leite e Aran e Os Bahianos.

O último dia do Festival de Forró de Itacaré começa às 18 horas, com Targino Gondin e Amigos, também na Praia da Concha. E às 20 horas a festa continua na Rua da Pituba, com Arrastão da Rural Elétrica e Aulões de Forró com o Grupo Cabrueira. E às 22 horas a festa acontece na Praia da Coroinha com Trio Aconchego, Rennnan Mendes, Gel Barbosa, Targino Gondin, Elba Ramalho, Carlos Pitta, Trio Baianado e Trio Forró Mais Eu.

O Festival de Forró de Itacaré tem como tema “30 anos de saudade de Luiz Gonzaga”, onde os músicos vão relembrar grandes sucessos do Rei do Baião. A proposta é de fazer uma grande festa, unindo a boa música, a animação e a alegria do forró e a característica que só Itacaré tem de fazer festa na praia. Tudo isso num lugar cercado de praias, cachoeiras, belezas naturais e uma gastronomia diversificada. A realização é da Prefeitura de Itacaré, Toca pra nós dois e com o apoio da Câmara de Vereadores, Governo da Bahia e a cerveja oficial do evento e a Skol Puro Malte.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, informou que o objetivo é consolidar a cidade como um grande centro de eventos, atraindo cada vez mais turistas e movimentando a economia da cidade. E o Festival de Forró, segundo o prefeito, tem sido um dos eventos de grande sucesso na cidade, uma festa para todas as idades e públicos, onde todos podem curtir em clima de muita alegria e paz. Já o secretário de Turismo, Júlio Oliveira, adiantou que todas as providências já estão sendo adotadas para fazer uma festa com grandes atrações, uma infraestrutura maior e com segurança para os itacareenses e turistas.

Festival Choco Summer incrementa calendário do verão de Ilhéus

Domingos Matos, 12/02/2019 | 10:06

Durante dez dias, de 1° a 10 de fevereiro, ilheenses e turistas se deliciaram com a 3ª edição do Festival Choco Summer, realizado pela MVU Promoções e Eventos, com apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Esporte (Setur). O espaço montado na Avenida Soares Lopes, principal cartão postal da cidade, reuniu 48 expositores, a maioria deles empreendedores da área de chocolate.

O festival atende diferentes gostos, por reunir gastronomia, música e negócios, com exposição e comercialização de chocolates em um único ambiente. Este ano, a exposição tronou-se mais um atrativo do projeto “Cidade Verão”, complexo de lazer turístico instalado na Avenida Soares Lopes.

O idealizador do Choco Summer, Marco Lessa, falou sobre a mudança. ”No próximo ano, o festival deve acompanhar o calendário do “Cidade Verão”, por isso deve  começar logo após o Réveillon e se estender até o final de janeiro, terá uma durabilidade maior, pois  vem crescendo ano após ano a quantidade de expositores, a estrutura e a programação cultural”, adianta.

A expositora Laís Farias, de Ipiaú, além dos chocolates tradicionais trouxe amêndoas de cacau caramelizadas com canela. “O produto fez o maior sucesso aqui, assim como o chocolate com 70% de cacau, sem lactose, sem glúten, sem conservantes, é artesanal, gourmet, o mais natural possível. Nossos licores com diversos sabores também foram sucesso de vendas”, comemorou Laís.

 

Emoção e criatividade marcam a primeira etapa do Festival de Dança Itacaré

Domingos Matos, 14/09/2018 | 18:25

Desde segunda-feira (10), públicos de todas as idades se emocionam com a grandeza artística do 7° Festival de Dança Itacaré, que se estende até domingo (16), no Centro Cultural Porto de Trás e outros espaços de Itacaré. A programação reúne expoentes de várias partes do Brasil, e firma o evento como um dos mais importantes no cenário da dança brasileira.

O Balé do Teatro Castro Alves foi um dos destaques da primeira etapa do festival, com o espetáculo “Tamanho Único”, no Teatro Municipal de Ilhéus e Itacaré, composto por oito montagens individuais focadas em narrativas humanas e culturais de múltipla expressão criativa. O solo “A Morte do Cisne”, apresentado pela bailarina cearense Wilemara Barros, da Cia Dita, enriqueceu a programação, com apresentações nas duas cidades.

Em Ilhéus, se destacou também o grupo local A-rrisca Cia da Dança, com o comovente espetáculo “Mariana, a História que se Perdeu”, dedicado às vítimas da tragédia que se abateu sobre a cidade mineira arrasada pelo rompimento de uma barragem, em 2015.

O Centro Cultural Porto de Trás concentra a programação principal do festival. Por lá, já passaram a CCP - Cia, de Salvador, com “Pura: Espetáculo em Três Atos”, o Balé do Teatro Castro Alves e a Cia Dita, que repetiram “Tamanho Único” e “A Morte do Cisne”, na quarta e quinta-feira (12 e 13). O espaço recebeu também o coreógrafo Djalma Moura, de São Paulo, com a brilhante criação “Depoimentos para fissurar a pele”, que relaciona os elementos da natureza à imagem dos orixás.

Programação

Na noite desta sexta-feira (14), brilham as montagens “Poracê”, da Cia. Dançurbana, de Campo Grande, e “Prelúdios para uma Dança Cabocla”, da Cia Balé Baião, de Itapipoca, às 19 e 20 horas.  No sábado (15), o palco será das apresentações “Eu Danço Sambarroxé”, com Joubert Arrais, de Juazeiro do Norte e “Isto não é um Espetáculo”, criação conjunta de Cláudia Müller e Clarissa Sacchelli, de São Paulo.

No último dia, domingo (16), o festival brinda Itacaré com os espetáculos “A Cadeirinha e Eu” (Cia Dita, Fortaleza) e “Canto Piu” (Giltanei Amorim, Salvador), às 19 e 20 horas.  E também com as instalações “Poesia que Dança” (de 12 a 16, das 18 às 21 horas) e “Transakrytica”, além do ensaio aberto “Eu Danço Sambarroxé”, que marca os 10 anos da montagem, com Joubert Arrais. Todos no Centro Cultural Porto de Trás.

Aulas na rede estadual de ensino começam nesta segunda-feira

Domingos Matos, 16/02/2018 | 15:00

O ano letivo na rede estadual de ensino começa nesta segunda-feira (19) para mais de 807 mil estudantes matriculados em 1.251 unidades escolares distribuídas nos 417 municípios da Bahia. Para marcar o início das aulas, a Secretaria da Educação do Estado realiza, na próxima quarta-feira (21), o Programa de Abertura do Ano Letivo - Aula Inaugural, a partir das 8h30, no auditório do Centro Educacional Carneiro Ribeiro - Escola Parque, no bairro da Caixa D´Água, em Salvador. O programa será transmitido, ao vivo, pela TVE Bahia (Canal 10.1).

A programação envolverá apresentações de experiências estudantis, em suas diversas linguagens, entrevistas e exibições de vídeos artísticos desenvolvidos pelos alunos das escolas estaduais. Entre as atrações estarão as apresentações da experiência do Projeto Smartcam – ‘Dispositivo de segurança para ultrapassagem’, premiado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), e do Grupo Black Dance, do Colégio Estadual Professora Elisabeth Chaves Veloso. Também será feita uma entrevista com a estudante Fabíola Rocha Pereira, premiada melhor atriz no III Festival de Cinema Escolar de Alvorada (RS). Neste ano, o Programa de Abertura do Ano Letivo homenageará os criadores do trio elétrico Dodô & Osmar, com a participação especial dos irmãos Macedo.

Segundo o secretário Walter Pinheiro, o Programa de Abertura do Ano Letivo busca valorizar o protagonismo estudantil. “A realização do evento será toda conduzida todo por estudantes e professores, para que possamos mostrar todo o dinamismo das atividades desenvolvidas nas escolas estaduais, seja no campo das artes, da ciência, da tecnologia, do empreendedorismo, do esporte e do meio ambiente”. Ele acrescenta que, durante a Aula Inaugural, serão apresentadas algumas novidades no que se refere à Inovação e à Tecnologia para o fortalecimento do eixo pedagógico nas escolas.

Festival do Caranguejo volta a agitar Canavieiras

Domingos Matos, 11/09/2017 | 21:22

O Centro Histórico e praias de Canavieiras serão palco de um festival de dar água na boca. De 11 a 15 de outubro, o município sul-baiano sediará o Festival do Caranguejo, com feira gastronômica, nomes da música brasileira, degustação de pratos típicos, artesanato, aulas-show com chefs, workshops, palestras e concursos temáticos.

Parte do festival acontecerá na praia, onde será montado o caranguejódromo, com barracas credenciadas, palcos e competições. Na área do Centro Histórico de Canavieiras, serão realizados os concursos Miss Caranguejo e Masters Chefs. Nessa área, além de toldos e barracas, haverá bares e restaurantes credenciados pela organização do festival.

Além oferta de pratos como bolinho de puã, puã a milanesa, puã recheada, casquinha de caranguejo, moqueca e caranguejo ao molho, ainda haverá espaço para debate científico e capacitação para a comunidade envolvida na comercialização do produto. Ações de conscientização para a preservação da espécie também terão espaço na programação.

De acordo com a organização, haverá sorteio de pratos típicos e premiações entre as barracas. Serão ofertadas algumas premiações para as catadeiras mais antigas e para a melhor estória de pescador. O Festival atenderá a todas as idades de públicos e a todos os nichos de mercados, com participação de todo o trade local, além de envolver barracas de praias, baianas de acarajé. A decoração será totalmente voltada para a proposta ambiental e o respeito ao propósito de sustentabilidade e conservacionismo. (Via Pimenta)

Governo do Estado lança em Ilhéus a Estrada do Chocolate

Domingos Matos, 23/07/2017 | 23:10

O Governo do Estado lançou o projeto de implantação da Estrada do Chocolate em Ilhéus, no sul da Bahia, durante o Festival Internacional do Chocolate e Cacau - Chocolat Bahia 2017. No roteiro, os turistas conhecerão a cultura do cacau e a produção do chocolate, por meio de visitas a fazendas existentes ao longo da BA-262, com sítios históricos, rios, cachoeiras e áreas de preservação ambiental.

Este será o primeiro roteiro turístico temático da Bahia e, inicialmente, vai abranger os municípios de Ilhéus e Uruçuca. O projeto foi lançado pelo secretário do Planejamento e vice-governador, João Leão, neste sábado (22), com as presenças dos secretários de Turismo, José Alves, e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, além do coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jonas Paulo.

Na apresentação do projeto, João Leão destacou que “existem cidades no Brasil e no mundo que não produzem uma única amêndoa de cacau e vivem exclusivamente do chocolate. O Governo da Bahia está somando esforços com os empresários e outras instituições, como prefeituras e universidades, no sentido de impulsionar a produção de chocolate e fazer com que essa região de torne um polo de atração de investimentos, impulsionando o turismo e a economia como um todo”.

O roteiro começa a operar a partir de agosto. Ele inclui ainda as fábricas do parque moageiro de cacau, no Distrito Industrial de Ilhéus, fazendas/fábrica de chocolate gourmet, fazendas de cacau com acervo histórico-arquitetônico, Estação Rio do Braço, arquitetônico da sede do antigo distrito de Ilhéus e a Biofábrica do Cacau.

A Estrada do Chocolate também lembra os cenários da obra imortal do escritor Jorge Amado, conhecida em todo o mundo. “Essa é uma região única, com uma cultura e história que giram em torno do cacau e que vamos transformar também na região do chocolate de origem”, acrescentou Leão.

Desenvolvimento regional

O secretário de Turismo explicou que “as pessoas que visitarem o sul da Bahia poderão conhecer todo o processo, de cultivo, colheita, preparação das amêndoas e produção do chocolate, adquirindo marcas de qualidade”.

Jonas Paulo lembrou que “a meta do Governo da Bahia é a retomada do desenvolvimento regional, e a Estrada do Chocolate é estratégica porque atua como polo difusor da produção verticalizada, além do forte atrativo turístico", destacando o casamento entre as belezas naturais da região e o sabor do chocolate premium.

Já Jerônimo Rodrigues ressaltou que “a Estrada do Chocolate abrange várias propriedades da agricultura familiar, que vem recebendo recursos do Governo do Estado para capacitação e ampliação de toda a cadeia produtiva. O nosso diferencial será a amêndoa de qualidade, o chocolate de origem e o respeito ao meio ambiente com a conservação da Mata Atlântica.”

Com apoio do Governo da Bahia, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau reúne cerca de 80 expositores e apresenta 40 marcas de chocolates finos. O evento acontece até este domingo (23), no Centro de Convenções de Ilhéus.

Fotos: Daniel Thame/GOVBA

Festival transforma Ilhéus na capital brasileira do cacau e do chocolate

Domingos Matos, 21/07/2017 | 11:13

Durante quatro dias, Ilhéus se transforma na capital brasileira do chocolate, com a realização do Chocolat Bahia 2017, aberto na noite desta quinta-feira (20) e que segue até domingo (23) no Centro de Convenções. Em sua 9ª edição, o Festival Internacional do Cacau e do Chocolate deve atrair cerca de 60 mil pessoas, que podem se deliciar com as 40 marcas de chocolates de origem produzidos no Sul da Bahia.

Com expectativa de R$ 10 milhões de negócios para os 80 expositores, que apresentam seus produtos do Pavilhão de Feiras, o evento tem o apoio do Governo do Estado da Bahia, através das secretarias da Cultura, do Turismo, de Desenvolvimento Rural, de Agricultura, de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Além da geração de emprego e renda, que é uma das prioridades do governador Rui Costa, o que temos hoje é uma mudança de mentalidade, com a verticalização da lavoura cacaueira, com a produção de chocolate de qualidade, um processo em que o Sul da Bahia é único do mundo, indo da amêndoa ao chocolate”, disse  o secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner.

O Governo do Estado, através do programa Bahia Produtiva, investiu até junho de 2017, R$ 13 milhões em 31 projetos de apoio à agricultura familiar no sul do estado, com recursos para melhorar o cultivo de cacau e a produção de chocolate. De acordo com secretário de Desenvolvimento Rural Jeronimo Rodrigues, é necessário focar na qualidade “e é importante permitir o acesso ao crédito e à assistência técnica, para agregar valor ao principal produto regional”. Para o secretário de Agricultura Vitor Bonfim, o sul da Bahia vive um período marcante. “Estamos vivendo o ciclo da agroindustrialização, gerando amêndoas e chocolates alto valor agregado. O Sul da Bahia deixa de ser apenas a região do cacau, para ser também a região do chocolate”, ressaltou.

O secretário de Ciência e Tecnologia Vivaldo Mendonça destaca que “estamos disponibilizando tecnologias para a qualificação das amêndoas, o processamento e o produto final. O festival é um importante instrumento para essa troca de experiências”.

A programação do Chocolat Bahia inclui workshops gratuitos de receitas à base de chocolate com renomados chefs do país, cursos de capacitação, debates sobre temas do setor, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais, visitas a fazendas produtoras de cacau, exposição de esculturas de chocolate e shows musicais com artistas regionais.

Para o secretário do Turismo, José Alves, a associação entre a produção do chocolate e a cadeia produtiva do turismo tem tudo para gerar resultados ainda mais expressivos para ambos os lados. “A Rota do Chocolate será fortalecida com as obras da rodovia Ilhéus-Uruçuca, onde o visitante tem um tour completo”, disse.

Nas fazendas de cacau de Ilhéus é possível caminhar entre os cacaueiros na Mata Atlântica. O visitante percorre desde o cultivo da amêndoa até a produção do chocolate, passando pelo controle de qualidade e embalagem antes da  degustação. “Ao roteirizar o ciclo produtivo das fazendas de cacau até as fábricas de chocolate, estamos consolidando um produto turístico único, associado à relevância cultural da região, cenário das obras de Jorge Amado", enfatizou José Alves.

O coordenador do Chocolat Bahia, Marco Lessa diz que “o evento tem o papel de estimular a verticalização da produção, com o surgimento e novos empreendedores. O cacau pode ser o fruto de ouro, desde que seja transformado em chocolate de qualidade e o Sul da Bahia deve assumir esse protagonismo. Sem o apoio do Governo do Estado, esse evento não teria a dimensão que adquiriu e a cada ano vemos o surgimento de novas marcas, ampliação dos negócios”.

A abertura do Chocolat Bahia contou com as presenças dos secretários estaduais Jaques Wagner (SDE), Jeronimo Rodrigues (SDR), Vitor Bonfim (Seagri), Vivaldo Mendonça (Secti), José Alves (Setur) e do superintendente da Secult, Alexandre Simões.

Fundador da maior comunidade sobre chocolate do mundo estará no Festival em Ilhéus

Domingos Matos, 11/07/2017 | 00:00

Durante a nona edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Bahia, que acontece de 20 a 23 de julho em Ilhéus, especialistas internacionais ministrarão palestras gratuitas sobre diversos aspectos do setor. 

O passado, presente e futuro do chocolate artesanal será o tema abordado pelo escritor norte americano Clay Gordon, autor do livro Descubra o chocolate: o guia final de compra, degustação e aproveitamento de chocolate fino (em livre tradução). Gordon também é fundador da TheChocolateLife.com, maior comunidade focada exclusivamente no chocolate no mundo.

Os indianos radicados nos Estados Unidos Andal Balu e Mannarsamy Balasubramanian apresentarão tecnologias para processamento do cacau e produção de chocolate artesanal a partir da amêndoa. O casal é proprietário da indústria CocoaTown, em Atlanta, que projeta, fabrica e distribui uma linha de equipamentos compactos para ajudar pequenos produtores a fazer chocolate gourmet bean to bar (do grão à barra). Já a portuguesa Goretti Silva, professora de Turismo e proprietária da empresa Na Rota do Chocolate, na região de Viana do Castelo, em Portugal, trará o tema Turismo associado ao chocolate.

Todas as palestras serão realizadas no Centro de Convenções de Ilhéus, a partir das 16h do dia 22, durante o Chocoday, parte da programação do Chocolat Bahia - 9º Festival Internacional do Chocolate e Cacau. A entrada é gratuita.

Patrocinadores garantem apoio ao Mundial de Surf em Itacaré

Domingos Matos, 09/06/2017 | 15:13

Empresas de grande porte dos mais diversos setores já estão confirmando o patrocínio para a etapa do mundial de surf em Itacaré, a QS1.500 masculino, que acontecerá entre 24 e 29 de outubro deste ano, na praia da Tiririca. Esta semana o diretor de Planejamento da Prefeitura de Itacaré, Cleber Miranda, o secretário de Administração, Dimitri Andrade, e o presidente da Associação de Surf de Itacaré, Orígenes Araújo, se reuniram com o diretor da South to South, Felipe, que confirmou o apoio para o evento por quatro anos. Felipe também se comprometeu a firmar uma parceria da empresa com a Prefeitura Municipal para a implantação do Museu do Surf de Itacaré.

O diretor da South to South também confirmou para os representantes de Itacaré que outras grandes empresas como a Suvenil e várias outras já confirmaram o apoio para o mundial de surf na cidade. Além disso, há a possibilidade do campeão mundial Gabriel Medina participar da etapa em Itacaré. Para isso já estão sendo mantido contatos com os patrocinadores. Gabriel Medina tem que correr 2 QS's no ano e um desses poderia ser em Itacaré. O diretor da South to South já manteve contatos com o empresário do atleta e com os patrocinadores para viabilizar a participação na etapa de Itacaré.

Realizado pela World Surf League (WSL) a etapa do mundial de surf de Itacaré vai distribui US$ 20 mil em prêmios e vais trazer para a cidade surfistas de vários países, colocando mais uma vez o município como uma referência internacional do esporte. Paralelo ao Mundial de Surf acontecerá também o Festival de Música, com grandes nomes da música brasileira.

O retorno do mundial de surf para Itacaré foi uma ação do prefeito Antônio de Anízio e do diretor de planejamento Kleber Miranda, que desde o mês de fevereiro vem se reunindo com representantes da WSL South América, empresa responsável pelo evento, manifestando o desejo da cidade voltar a sediar o mundial. De acordo com o prefeito, Itacaré é hoje conhecida a nível internacional pelo surf e não poderia continuar de fora do mundial, não somente pelo incentivo ao esporte, mas pelo retorno que eventos como esse traz para o turismo local, movimentando a economia da cidade.

Itacaré sediou o evento mundial nos anos de 2013, 2014 e 2015, sendo considerado sucesso total e a única etapa do circuito da World Surf League na Região Nordeste do Brasil. O evento reuniu os melhores surfistas do Brasil e de vários países. Na época o evento reunia surfe, ecologia e mega-shows de música, com atrações como O Rappa, Seu Jorge, Nando Reis, Teatro Mágico, Legião Urbana, Natiruts e vários outros nomes consagrados da música brasileira.

A Ceplac, o substituto e o princípio da insignificância

Domingos Matos, 08/03/2017 | 13:39
Editado em 11/03/2017 | 00:42

A Ceplac é uma caixinha de surpresas mais previsível que a chuva no Amazonas de todos os dias, cantada pela moça do tempo, nos telejornais da Globo. Um detalhe, que quase passou despercebido para a audiência presente no auditório do Cepec, durante as comemorações dos 60 anos da Ceplac, finalmente faz sentido agora, passados 15 dias do evento.

Quem ainda conseguia prestar atenção, lá pelo 36º minuto, no discurso de quase uma hora do superintendente (substituto) da Bahia, Antonio Zugaib, ouviu um rompimento público do orador com o diretor-geral, Juvenal Maynart. A esses sortudos, soou como um lapso (mais um, num discurso em que ele chegou até a acusar a própria Ceplac de trazer a vassoura-de-bruxa), e poucas pessoas comentaram o ocorrido e a gravidade daquilo.

Mas, qual nada.

Tudo parece ter sido de caso pensado, embora pessimamente falado. O super substituto tinha em mãos um discurso redigido, que abandonou, para desespero da plateia, assim que chegou no púlpito. Ou seja, algo que ele soube, na coxia, o animou a falar de improviso. O rompimento - traição? - com Juvenal não estava no script até a sua chegada ao recinto. Quem o teria influenciado? Qual guru, entre tantos meteorologistas amazônicos que ali pululam? Não importa.

O fato é que agora todo o bolodório, sem nexo, por vezes, era um sinal de uma guerra interior, entre a razão - como romper com um amigo tão chegado? - e a emoção, representada pela suposta encomenda recheada com uma informação de bastidor: "Juvenal cai essa noite".

Ora, só quem conhece os meandros da política ou quem conviveu minimamente naquele paraíso, um verdadeiro éden , onde já faltam maçãs (mas tem sobrado veneno), sabe o que significa uma queda de um diretor-geral da Ceplac. Um mundo de oportunidades se abre.

Se ainda não está nítido para o impaciente leitor, peço mais um cálice de tolerância e explico com alguns fatos que corroboram a tese: depois do rompimento público, ao perceber que ele - Zugaib - não caíra, o próprio deu início a um festival trapalhadas administrativas que, ou denotam uma sandice ou um desafio à autoridade maior.

Exemplo: o super substituto, invertendo a ordem hierárquica e extrapolando a jurisdição administrativa, está querendo deliberar sobre a contratação de pessoal para a Ceplac, competência que cabe, primeiro, ao ministério da Agricultura e, depois, à direção-gereal. Pois ele fez isso: já intimou uma comissão para cumprir ordem de serviço nesse intento.

Pois vejamos se é ou não uma extrapolção de competência ou uma trapalhada administrativa. O que dirá o Pará, estado que segue em passos acelerados para ultrapassar a Bahia em produção de amêndoas, ao ver a Bahia contratando sozinha pessoal, enquanto eles penam para fazer daquela região o novo eldorado do cacau e do chocolate? E ainda ameaçado pela monilíase... E assim seriam todos os outros estados, com suas gerências e superintendências.

Mas a Ceplac tem dessas peculiaridades adminstrativas. Na gestão imediatamente anterior à de Juvenal, o diretor decidiu que um setor de pessoal na superintendência da Bahia se sobreporia a uma divisão administrativa. Criou uma pérola administrativa: um derivado maior que o derivador.

Resumindo: Zugaib falou de improviso porque não daria tempo escrever um discurso como o que ele cometeu, diante de uma plateia que queria comemorar o sexagésimo aniversário de uma grande instituição. E até ver protestos contra a diretoria, o que é praxe em todos os aniversários do órgão nos últimos anos.

Apenas uma explicação é possível para a permanência de um superintendente, ainda que substituto, que brade um grito de desobediência administrativa contra a direção-geral em plena celebração de um aniversário da instituição que dirige regionalmente: invocou-se o princípio da insignificância. Ou: Brasília tem mais o que fazer.

Itabuna sedia temporada de estreia do 2º Festival de Teatro do Interior da Bahia

Domingos Matos, 15/02/2017 | 10:22

A cidade de Itabuna será o palco de estreia na segunda edição do Polo Teatral - Festival de Teatro do Interior da Bahia. Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, o Centro de Cultura Adonias Filho abrirá as cortinas para a programação do evento, que contará com apresentação de espetáculos, oficinas, roda de conversa e mesa redonda. Em parceria com o Prêmio Braskem de Teatro, a iniciativa tem como proposta fomentar a produção teatral em municípios do interior baiano. Após temporada em Itabuna, o projeto segue para as cidades de Juazeiro, de 08 a 11 de março, e Camaçari, de 15 a 18 de março.

No dia 15 de fevereiro, às 16h, o espetáculo Trovinhas Na(f)talinas abre as apresentações do Festival na região Sul do estado. A montagem do Coletivo Ciganas Cigarras e Cirandas, de Jequié, traz no enredo uma série de versos estendidos num cordel, um varal, no qual lavadeiras misturam suas lembranças de infância e a memória de rimas e versos.  Às 20h, será a vez da Cia OperaKata, de Vitória da Conquista, encenar o espetáculo Pariré. De forma poética e bem-humorada, a história vivida entre duas mulheres traz para a cena aquilo que já é constituído, estabelecido não pela relação do encontro entre indivíduos em si, mas pela construção de um jogo de projeções e expectativas. Na quinta-feira (16), haverá reapresentação dos dois espetáculos, nos mesmos horários.

Nos dias 17 e 18 de fevereiro, às 16h, sobe ao palco o espetáculo As Lendas do Velho Chico, um trabalho da Cia. de Teatro Mistura de Ibotirama, que retrata os contos, histórias, causos e lendas de Ibotirama e outras cidades ribeirinhas que são banhadas pelo Rio São Francisco. Às 20h, nestes dois dias, será a vez da Cia. de Teatro Acordada, de Ilhéus, mostrar O Santo e a Porca, comédia em três atos escrita por Ariano Suassuna em 1957, onde um velho avarento e devoto de Santo Antônio guarda as economias de toda a vida numa porca de madeira. Os ingressos para os espetáculos custam R$4,00 (inteira) e R$2,00 (Meia).

Segundo a atriz e produtora Alethea Novaes “A qualidade das produções, a diversidade estética, a diversidade da temática dos espetáculos realizados também é de grande relevância, e aborda de uma forma muito rica a vida, não só de cada região do interior da Bahia, mas retrata o Brasil. Vejo essa qualidade e relevância na maioria dos espetáculos inscritos, e os 12 contemplados vão representar muito bem a qualidade e diversidade do teatro produzido em cada região do interior baiano”.

 

Estudantes de Itabuna apresentam comidas do Mediterrâneo em festival

Domingos Matos, 13/01/2017 | 17:47

Do Mediterrâneo para o Sul da Bahia. Os estudantes do curso técnico em Nutrição e Dietética do Centro Estadual de Educação Profissional em Biotecnologia e Saúde (CEEP), em Itabuna, participaram, na noite desta quinta-feira (12), no espaço Terceira Via Hall, do VII Festival Gastronômico da unidade de ensino, quando apresentaram pratos voltados para uma alimentação saudável. O tema desta edição foi “Dieta da Longevidade”, e que tem base a Dieta do Mediterrâneo.

A atividade alia teoria e prática com situações que dizem respeito ao futuro exercício profissional dos estudantes e representa, também, a culminância dos projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo de 2016. Cada sala ficou responsável em abordar as questões culturais, geográficas e comidas típicas de países como Espanha, Portugal, Marrocos, Albânia, Grécia, Itália e Israel. O cardápio mediterrâneo é rico em frutas, hortaliças, azeite de oliva, vinho, peixe, derivados de leite, ervas especiais e outras especiarias que dão um toque diferenciado aos pratos saudáveis.

Além da culinária, o evento também envolveu a música e apresentações culturais dos países estudados. De acordo com a diretora do CEEP, Josonita Marinho, para a realização do festival, os estudantes fizeram pesquisas sobre os países e aprenderam os cardápios. “Cada turma apresentou um prato típico do país estudado e um corpo de jurados avaliou a criatividade, degustação, grau de dificuldade, decoração, apresentação pessoal e temperatura. Isso é muito bom para os estudantes porque eles colocam em prática tudo o que aprenderam durante as disciplinas do curso, inclusive, a terem uma postura profissional”, destaca a gestora.

A estudante Tawane Wene Sena, 18, participou da apresentação de uma dança tradicional italiana, conhecida como Tarantella e ajudou na montagem de um prato típico do país. “Preparamos um saboroso canelone com espinafre, berinjela e queijo de búfala e foi muito bom porque ficamos em primeiro lugar com a nossa comida”, diz contente.

A colega, Cláudia Tiara Rosa, 28, que também participou da organização do prato típico da Itália, falou sobre a importância da alimentação saudável. “É muito importante aprendermos a adotar uma alimentação saudável e poder comer o que a gente planta, evitando os famosos Fast Food, que são comidas gordurosas. Não queremos oferecer somente pratos saborosos e, sim, comidas que façam bem para a saúde”, esclarece a estudante.

Antonio de Anízio apresenta projetos à Secretaria Estadual de Turismo

Domingos Matos, 21/10/2016 | 11:17

O prefeito eleito de Itacaré, Antônio de Anízio (PT) visitou, na manhã de quarta-feira (19), o secretário estadual de Turismo, José Alves. Ao lado do consultor de turismo e eventos, Júlio Oliveira, convidado para assumir a Secretaria Municipal de Turismo da cidade a partir de janeiro de 2017, o futuro gestor destacou a importância dos investimentos do Estado na infraestrutura turística regional. Antônio de  Anízio, ex-prefeito, retorna para a gestão do município depois de quatro anos.

Uma das principais solicitações apresentadas ao secretário foi a recuperação imediata das estradas de acesso a Itacaré e melhoria da infraestrutura turística cidade. O prefeito eleito também solicitou que o novo aeroporto que será construído na Costa do Cacau, seja instalado entre Ilhéus e Itacaré, atendendo assim, a demanda turística das duas cidades.

Temas ligados às questões da segurança pública estiveram entre as pautas da reunião. Um deles diz respeito ao aumento do efetivo policial e monitoramento com câmeras de segurança ligadas direto ao Centro Operacional da Secretaria Estadual de Segurança Pública, em Salvador.

Também foi sugerido que se criem mecanismos para qualificação da mão de obra local para o turismo, apoio ao calendário de eventos da cidade, que inclui o carnaval, Mundial de Surf  e o Projeto Mais Verão Itacaré. O cadastramento e a certificação dos prestadores de serviços turísticos locais também foram debatidos pelos gestores.

Festival

O secretário estadual de Turismo recebeu do futuro prefeito e do secretário municipal de Turismo, o convite para participar da abertura da terceira edição do III Festival Gastronômico Sabores de Itacaré, que acontece de 1 a 17 de dezembro. José Alves garantiu o apoio da Setur ao evento e confirmou a presença na abertura. O Festival Gastronômico Sabores de Itacaré antecipa a abertura do verão em um dos mais importantes destinos da Bahia.

Antes do carnaval: Itororó já tem atrações do FestSol

Domingos Matos, 11/01/2012 | 22:44
Editado em 12/01/2012 | 08:28

Mesmo antes do carnaval, o clima de São João já começa a tomar conta de Itororó. A cidade é famosa pela soborosa carne de sol, que serve de mote para o maior São João temático da região. Nesse embalo, o prefeito Adroaldo Almeida já arrastou o pé e inicou as contratações para a 24ª edição do Festsol, que ocorre no mês de junho.

Já foram confirmados o Forró do Muído e Silvano Salles, mas uma enquete no blog Alerta Itororó vai ajudar a decidir a contratação da principal atração do festival, que deve ser alguma banda ou artista de renome nacional. Estão na disputa Calypso, César Menotti e Fabiano, Elba Ramalho e Zé Ramalho.

A prefeitura anuncia para maio a finalização da grade de atrações, quando também será feito o lançamento oficial da festa. que terá divulgação dirigida na mídia especializada e também nos principais veículos de comunicação da Bahia e do Brasil.

"Essa é uma tradição do município de Itororó, que fizemos questão de melhorar a cada ano, durante esse nosso primeiro mandato. Fazemos isso trazendo grandes nomes da música nordestina e sertaneja e otimizando a organização da festa", afirma o prefeito.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 13/11/2011 | 17:07
Editado em 14/11/2011 | 07:39

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

São Paulo – Brasil

USPSem maiores aprofundamentos sobre o que acontece em São Paulo, fica-nos o cheiro de que algo anda errado. As cracolândias são o caos da atualidade, seja-o pelo que representam em si de degradação social, seja-o por alimentar o que há de mais deletério: o tráfico e os traficantes, que deram de andar protegidos por aparato do Estado, como no Rio (a segurança do traficante Nem se constituía de policias fazendo um “extra”).

Mas, sem proselitizar o uso de qualquer droga (lícita ou ilícita), o caso da USP deixa um quê de estranho, quando o Estado, sob o pálio da proteção à comunidade acadêmica, se volta para prender “perigosos maconheiros” que andam usando o objeto do particular hedonismo no campus da tradicional universidade paulista.

Ainda que anárquico, ficamos com o chargista diante do que aparenta ser uma nova organização criminosa. Por sinal tão antiga como uma velha profissão, mudado apenas o caminho para a estesia. E, como aquela, presente em todas as camadas sociais desta contemporaneidade.

Palavra técnica

Não está fora de propósito a observação de Walter Fanganiello Maierovitch no Terra Magazine – “A hora e a vez da Rocinha e o campus da USP: Rio prende traficante e, São Paulo, universitários usuários de maconha” – postado por Luis Nassif Online, desta sexta 11:

 “A propósito, enquanto o Rio de Janeiro enfrenta a criminalidade organizada com uma adequada política de segurança (substituiu a militarizada e populista posta em prática irresponsavelmente pelo governador Sergio Cabral), a do governador Geraldo Alckmin optou, com apoio na linha neofascista da Lei&Ordem, pela perseguição a universitários que fumam maconha no campus da Universidade de São Paulo (USP). Isto com finalidade lúdico-recreativa (não medicinal)”.

“Em tempo de imunidade penal pelo mundo civilizado, como se nota por vários institutos premiais (plea bargaining, delação premiada, pattegiamento, bagatela, remição, desassociação etc), investe-se em São Paulo no de menor potencial ofensivo, enquanto o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma organização criminosa que já desmoralizou as polícias paulistas, espalha-se e difunde o medo na periferia da capital”.

Para refletir I

À Polícia Federal, na madrugada de quinta-feira, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, Rio de Janeiro, afirmou que “Metade do dinheiro que eu ganhava era para o ‘arrego’” (propina), que em alguns momentos lhe tomava 100% de tudo. (De Antônio Werneck – werneck@oglobo.com.br – n’ O Globo.com.

Ainda que não confirmado, o faturamento do ilustre Nem chegava a 100 milhões de reais ano.

A matéria diz que o traficante deu nome aos bois – policiais civis e militares e “agentes públicos”.

Ansiamos pelos nomes. Pelo menos dos agentes públicos não policiais.

Para refletir II

Em São Paulo um acusado de tentativa de furto teve a prisão decretada imediatamente pela Magistrada. O atrasado, que não chegou a tempo para audiência, por morar no outro extremo da “vila”, não foi perdoado pelo atraso, ainda que tenha chegado ao fórum, o que ocorreu três horas depois de condenado a um ano e seis meses de reclusão em regime fechado.

O crime cometido: tentativa de furto de três latas de atum e de uma lata de óleo, que, juntos, somavam 20,69.

Celeridade judicial é isso! E para azar do infeliz, não tem como impetrar habeas corpus ao Ministro Gilmar Mendes no STF.

Comunicação

Ainda que seja melhoria na comunicação a presença do PT na administração municipal de Ilhéus sinaliza eficiência. A presença do prefeito Newton Lima, acompanhado do deputado Josias Gomes, ocupa o noticiário.

Noticiário positivo.

Descobrindo a pólvora

Muitos pepistas itabunenses andam empolgados com campanhas contra a corrupção.

Para não perder o embalo seria oportuna a presença de lideranças nacionais no movimento local.

Começando por Paulo Maluf.

Cultura I

O Ministério da Cultura – ou simplesmente Minc – viveu fase de propostas inovadoras, tendo Gilberto Gil como Ministro, sucedido por Juca Ferreira. Baianos que redimensionaram a visão de como construir projetos tendo a cultura e as tradições de nossa gente como alavanca da identidade nacional.

Ficaram famosos os “Pontos de Cultura” e “Cultura Viva”.

E uma pretensão de Lula estava em andamento: uma espécie de “vale cultura”, incentivo ao consumo cultural. Quem o portasse poderia trocá-lo por livros, revistas, teatro, cinema, DVDs, discos.

Cultura II

No governo do nordestino retirante e ex-metalúrgico, Luís Inácio Lula da Silva, os recursos – por ele prometidos para alcançar 1% do Orçamento – saíram de 397,4 milhões, em 2003, para 2,29 bilhões em 2010.

Caíram para 2,13 bilhões em 2011 e despencam para 1,79 bi em 2012.

Esperávamos de Ana de Hollanda que, caso não avançasse com o “vale cultura”, pelo menos não retrocedesse nas políticas implantadas durante o governo Lula.

Cultura III

Coisas deste Brasil. Tem gente que envereda na área cultural só pela exposição. Alguns, também pela remuneração.

No fundo, edificar o álbum pessoal com fotografias ao lado de famosos torna-se mais importante.

Itororó I

Duelo singular vai sendo travado na terra da carne de sol. Enquanto o ex-companheiro Milton Marinho desanca a administração municipal Itororó vai conseguindo lauréis nacionais e internacionais.

Como as premiações não podem ser atribuídas a “agrados” do premiador, dá a entender que Milton enfrenta mesmo é uma briga pessoal com Adroaldo.

Itororó II

Chegam informações de que em Itororó, muitos dos pretensos adversários de Adroaldo não poderão candidatar-se. Problemas com a Justiça Eleitoral. Ainda que por irregularidades banais – mas fatais – como filiar-se em partido sem desfiliar-se do anterior.

Tempos mornos I

Ultrapassada a fase de filiações, marcada por arregimentação de novos quadros ou cooptação de nomes de expressão aqui e ali trazidos para siglas de maior expressão, a eleição de 2012 se encontra em fogo brando.

As conversas de bastidores vazam, dando o rumo desta ou daquela liderança a procura deste ou daquele candidato em potencial que possa cerrar fileiras com seu projeto. Não mais como filiado, mas como integrante de uma “grande coligação” para salvar Itabuna.

Tempos mornos II

Nada mais se ouviu de Geraldo Simões sobre o teatro e o centro de convenções. Acabou o “amor” pelas artes e cultura local, traduzido nas falas há pouco com Fernando Gomes, intermediadas por Raimundo Vieira.

Dissemos, em algum instante, que beirava o nonsense imaginar que Geraldo defendesse a continuidade das obras em terras de Fernando por simples altruísmo.

Tempos mornos III

GS tentou atrair parcela do PMDB através de FG que, como descobriram alguns, nem mesmo filiado estava ao partido. Mas o via com peso e densidade eleitoral para seu projeto político. Inimigo (não mais tanto) útil.

Deu com os burros n’ água até esse instante. Fica para um segundo momento. Caso Roberto Barbosa não descole para uma campanha capaz de derrotar Azevedo.

Tempos mornos IV

O PCdoB afirma candidatura própria em Itabuna. O PT de Ilhéus está melando a possibilidade de apoio do PP itabunense ao PT local. Dissensão interna afasta Vane do partido.

PMDB com candidatura própria ou aliado a Azevedo (no primeiro instante).

Geraldo corre para repor as perdas, já que não pode juntar os cacos.

De apoio concreto, a rejeição de Azevedo.

Tempos não tão mornos

No entanto, para muitos, difícil mesmo será Geraldo Simões inverter o conceito que lhe atribuem no momento político: de pensar só em seu projeto pessoal.

Itabuna Faz parte dele: pela a fatia de votos. Ainda nada desprezível.

a.M – d.M

Assim vemos a CEPLAC sob a nova chefia: antes e depois de Maynart.

Leituras de viola

Assim titulamos o rodapé passado, tratando a viola de Jayme Alem, para nós um “cultor qualificado”. Dando sequência às “leituras” hoje trazemos uma geração que marcou os anos 60, transitando de modo irreverente pela caipira: Os Mutantes (Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias). A música “Dois mil e um” (Rita Lee-Tom Zé), apresentada no Festival da Record de 1968, utiliza todos os motivos da “rebeldia” do experimentalismo daqueles anos, desde estereotipar o sotaque das duplas caipiras tradicionais a enveredar por arranjos impressionistas que definiram o estilo Rogério Duprat, mesclando instrumentos não tidos como naturais à natureza musical, como guitarra e contrabaixo elétricos, linha melódica traduzindo uma arquitetura que é marca de Tom Zé.

A proposta estética da geração faz falta nestes dias. E como faz! Ainda que sujeita a chuvas e trovoadas.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoCabôco Alencar não se basta em servir uma batida ao cliente fiel ou ao que descobre o ABC da Noite. Acompanha os diálogos da freguesia, conhece suas idiossincrasias.

Depois de fechada a última banda de porta e o cadeado sacramentado o encerramento do expediente, descia o Beco do Fuxico rumo à Cinqüentenário, gastando assunto com o aluno que lhe fazia companhia e fazia crítica à intervenção feita por um freguês, que se mostrara erudito nos primeiros goles e “desembestara na burrice” depois do quarto.

- É preciso compreender, “Cabôco”. E perdoar – encerra Alencar, com o sorriso no canto da boca, conciliador e magnânimo – é ainda aluno do ABC.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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