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Cooperativa da agricultura familiar lança chocolate sem lactose em feira de produtos sustentáveis

Domingos Matos, 10/06/2019 | 11:29

A Bahia é o estado que mais produz cacau, e a agricultura familiar é responsável por 90% dessa produção. A potencialidade da cadeia produtiva do cacau do estado foi conferida pelos visitantes da maior feira de produtos sustentáveis da América Latina, a Naturaltech, encerrada no último sábado (8), no pavilhão Anhembi, na capital paulista.

Entre as novidades apresentadas pela agricultura familiar durante a feira, estão o chocolate em pó com 35% de cacau e açúcar demerara, e as barras de chocolate com 56,70 e 80% de cacau, sem lactose. Ambos são produzidos pela Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), do município de Ilhéus, no Sul da Bahia. Localizada em região de Mata Atlântica, a Coopessba possui 372 cooperados, que têm como objetivo fortalecer os sistemas de produção cacau-cabruca.

Participando da NaturalTech pela primeira vez, a Coopessba já contabiliza bons negócios antes mesmo do fim da feira.  A representante da cooperativa, Carine Assunção, afirma que o evento é uma vitrine para a produção da agricultura familiar. "Várias pessoas estão visitando nosso estante, postando nas redes sociais, provando nossos produtos com a qualidade premium, produtos sem lactose e sem aditivos químicos. Fizemos muitos contatos com empresas que querem revender nosso produto, revendedores e representantes", afirma. 

A representante da Coopessba acrescenta que "ao nos trazer para participar desse evento, o Governo do Estado nos permite acessar um comércio aquecido. A feira é uma vitrine pra todo o mundo, não somente para dentro do Brasil, porque tiveram várias empresas querendo exportação".

 

Bahia Cacau

O chocolate da Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil, administrada pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidaria da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), sediada no município de Ibicaraí, também está na NaturalTech. Participando pelo segundo ano, a cooperativa levou para a capital paulista bombons de chocolate recheados com café, frutas desidratadas e licuri, barras de chocolates de 35%, 50%, 60% e 70% de cacau, nibs, cacau em pó e mel de cacau. 

Os produtos, que levam a marca Bahia Cacau, tem como matéria-prima básica o cacau fino, produzido no sistema cabruca. Eles passam por análises constantes de qualidade. Na produção, são utilizados açúcar demerara e lecitina de girassol, o que garante um produto 100% livre de transgênicos. Além disso, a linha de chocolate 70% não contém leite.

"Já trabalho com nibs e conheci aqui no estande os da Bahia. Adorei! Os chocolates também são de qualidade e deliciosos", ressaltou o gestor da empresa Tropical Castanhas, de Goiás, Eduardo Piza, que conheceu os produtos derivados do cacau baiano.

 

Bahia Produtiva

A Coopessba e a Coopfesba fazem parte do grupo de 17 cooperativas que, apoiadas pelo Governo do Estado, estão expondo e comercializando produtos no estande Bahia Produtiva. A inciativa é do Bahia Produtiva, projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio de empréstimo do Banco Mundial, como uma ação estratégica de apoio às organizações produtivas da agricultura familiar para posicionar seus produtos em novos mercados.

 

Acidente próximo a Gandu mata três pessoas

Domingos Matos, 27/05/2019 | 16:38
Editado em 27/05/2019 | 18:36

Um grave acidente na BA-549, trecho entre os municípios de Itamari e Gandu, matou no final da manhã de domingo (26), três pessoas de uma mesma família. Entre as vítimas, uma criança.

As vítimas foram identificadas como Joel Rufino, de 48 anos, Aurina Rocha Souza, de 57, e Lázaro Vasconcelos Alves, de 7. A batida entre os dois veículos aconteceu próximo ao trecho da fazenda de Rui Lisboa.

Outras duas pessoas sofreram ferimentos leves e foram socorridas para o Hospital Prado Valadares, em Jequié.

Produtores de cacau devem voltar a acessar crédito rural

Domingos Matos, 12/02/2019 | 15:31

Agricultores familiares produtores de cacau da Bahia devem voltar a fazer financiamento de crédito para implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção, beneficiamento, agroindustrialização do cacau, entre outras ações. A medida foi discutida, nesta terça-feira (12), por dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR) e do Banco do Nordeste, no município de Ilhéus. 

O secretário em exercício da SDR, Jeandro Ribeiro, apresentou as diversas ações que estão sendo realizadas pela secretaria para fortalecer a cacauicultura baiana, como assistência técnica e extensão rural (Ater), apoio à reforma agrária, regularização fundiária, mecanização rural, além dos investimentos realizados por meio de projetos como o Pró-Semiárido e o Bahia Produtiva.

Ribeiro enfatizou que é preciso somar esforços para a região cacaueira: "É um desafio que trazemos, mas essa é uma estratégia de juntar todos os investimentos e potencializá-los como esse acesso ao crédito".

Estiveram presentes técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR) e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), além de agentes das prestadoras de assistência técnica e extensão rural (Ater) dos Territórios de Identidade Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio das Contas e Costa do Descobrimento.
Segundo o superintendente do Banco do Nordeste, José Gomes, com a SDR surgiu a possibilidade de voltar a atender os produtores de cacau: "Estamos aprofundando a discussão para atender os produtores que se encaixarem no perfil para o crédito para que possam retornar as atividades preponderantes na região".

Para operacionalizar crédito para a cacauicultura foram realizados encaminhamentos como visitas às áreas produtivas, capacitação das entidades de Ater e andamento do projeto de conservação produtiva.

*Plano operacional* 
A reunião é desdobramento da estratégia do Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia, lançado pelo Governo do Estado, em novembro de 2018, que atenderá 20 mil agricultores. O plano prevê o desenvolvimento de ações que permitirão elevar, em cinco anos, a produção de cacau na Bahia para 240 mil toneladas/ano, até 2022, e consolidar a fabricação de chocolates finos com certificado de origem no Sul da Bahia.

 

SDR e Banco do Nordeste promovem encontro em Ilhéus para discutir abertura de linha de crédito

Domingos Matos, 11/02/2019 | 14:01

Dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR) e do Banco do Nordeste se reunirão, nesta terça-feira (12), às  9 horas, na sede do Banco do Nordeste, no município de Ilhéus, Território de Identidade Litoral Sul, com o objetivo de discutir a abertura de uma linha de crédito para agricultores familiares produtores de cacau. Os recursos são destinados ao fortalecimento da base de produção da lavoura cacaueira.

A reunião integra a estratégia do Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia 2018-2022, lançado pelo Governo do Estado, em novembro de 2018, que atenderá 20 mil agricultores,  e prevê o desenvolvimento de ações que permitirão elevar, em cinco anos, a produção de cacau na Bahia para 240 mil toneladas/ano, até 2022, e, consolidar a fabricação de chocolates finos com certificado de origem no Sul da Bahia.

Participam ainda do encontro técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), além de agentes das prestadoras de assistência técnica e extensão rural (Ater) dos Territórios de Identidade Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio das Contas e Costa do Descobrimento.

 
 
 
 

Novo pente-fino do INSS e os riscos para os segurados

Domingos Matos, 07/01/2019 | 14:01

João Badari*

O presidente Jair Bolsonaro vai enviar ao Congresso Nacional uma Medida Provisória que tem o objetivo de fazer um pente-fino em todos os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O primeiro foco deverá ser de combater fraudes nas pensões por morte, aposentadorias rurais e o auxílio-reclusão.

Um fato que chamou a atenção é o pagamento de um bônus para o servidor que encontrar o erro que justifique o cancelamento do benefício pago ao segurado. Aqui cabe um questionamento: o salário mensal recebido pelo funcionário público do INSS já não garante que o mesmo fiscalize a concessão e também a manutenção dos pagamentos mensais aos segurados? O que justifica a criação de mais um gasto público para cobrir uma obrigação funcional a ser cumprida? 

O governo deve fiscalizar o serviço prestado por seus funcionários e não pagar um bônus quando estes apenas estão cumprindo sua função.

O modelo que Bolsonaro quer adotar com a MP é semelhante ao pente-fino que foi usado na gestão Temer, em que os peritos do INSS recebem R$ 60 por exame extra realizado nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez pagos há mais de dois anos. Nos moldes noticiados será de R$ 57,50 por irregularidade encontrada pelo servidor e o eventual cancelamento do benefício.
Importante destacar que o cancelamento de um benefício previdenciário é a exceção.

E só poderá ocorrer após a instauração de procedimento administrativo, que garanta ao beneficiário ampla defesa e que seja constatada irregularidade no benefício recebido.

Apenas os benefícios ilegais serão cortados, e caso realmente o INSS tome tal decisão o segurado deverá procurar um advogado especialista para se socorrer do Judiciário na busca de não devolver os valores recebidos do Instituto e o restabelecimento da  sua aposentadoria ou pensão. 

Ainda não foram publicados oficialmente as regras da nova operação, mas é essencial que os segurados já deixem os seus documentos, laudos médicos, exames e todas as provas para evitar que o seu benefício seja suspenso.

Logicamente, é essencial combater as fraudes do sistema previdenciário e deixar a Previdência Social brasileiro cada vez mais justa. O temor é que no pente-fino da era Temer diversas injustiças foram realizadas e segurados que necessitavam, e ainda necessitam, do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez para a sobrevivência diária tiveram seus pagamentos suspensos de forma irregular e, algumas vezes, arbitrárias. E muitos tiveram que ingressar na Justiça para conseguir reaver seu direito, mas muitos ainda não conseguiram reestabelecer seu pagamento e passam por dificuldades financeiras e de saúde.

Portanto, vamos aguardar quais serão os próximos capítulos deste novo programa de revisão de benefícios do INSS. A torcida é para que a peneira seja criteriosa e que nenhum segurado seja prejudicado, pois muitas famílias brasileiras dependem do dinheiro da pensão e da aposentadoria para sobreviver.

*João Badari é especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados
 

Novos ares

Domingos Matos, 14/09/2018 | 18:29

(Publicado no Jornal Agora - Editorial)

Não faz muito tempo, em contraste com o boom econômico e social vivenciado pelo restante do país, na região cacaueira só se ouvia um samba de uma nota só: dívida alta, vassoura muita e crédito zero. Soava estranho, em um país em que a empregada doméstica de um cacauicultor botava o filho pra fazer Medicina, que o patrão vivesse choramingando e contando mazelas.

Hoje, tudo mudou. Não, não se quitou a dívida, erradicou a vassoura-de-bruxa nem apareceu o crédito para os hoje corados produtores. O “milagre” foi outro: virou-se a chavinha, e o que antes era só lamentação, transformou-se em um cântico regado a chocolate fino, com identidade de origem.

Em outras palavras: o produtor entendeu que o momento é diferente, que a amêndoa beneficiada gera mais renda e que existe um ativo imenso a favorecer a nossa lavoura: a cobertura por espécies nativas da Mata Atlântica. Conservação Produtiva. Sistema Agroflorestal (SAF). Cabruca.

O nome é o que menos importa. É um sistema só nosso, que está encantando o mundo, cada vez mais atento à correção nas relações sociais que envolvem o chocolate, um manjar de deuses, porém, produzido sob condições infernais em algumas partes do mundo.

Nada disso surgiu do nada. A Ceplac foi a grande indutora desse processo, que se realiza em parceria com diversas instituições, públicas e privadas, além de outras do terceiro setor, mas sob a batuta sexagenária da velha comissão.

Sexagenária, sim, mas com uma mente totalmente aberta para o novo. Pelo menos, de uns tempos para cá, após a chegada do irrequieto Juvenal Maynart, primeiro na Superintendência da Bahia, depois na Direção-Geral, em Brasília.

Juvenal precisou de uma única virtude para levar a Ceplac ao caminho que levou: ouviu e reconheceu o espírito do tempo. Da Primavera Árabe ao Movimento Passe Livre, extraía-se uma ideia, a ideia de que essa geração não aceitaria as coisas como estavam, como sempre foram. Para uma mente que calcula atos para antecipar os resultados (como um estrategista, um enxadrista), ver o que se daria no Brasil, da política à cacauicultura, foi um exercício até simples.

A Ceplac se transformou em Centro de Excelência das Políticas para a Lavoura Cacaueira; o chocolate baiano tem selo de identidade de origem; pela primeira vez a Fundação Mundial do Cacau (WCF) realiza um evento na América Latina (São Paulo, dias 24 e 25 de outubro); 7 mil famílias de assentados serão atendidas com o primeiro financiamento produtivo em SAF-Cacau; uma parceria do Incra com o Mapa criou o programa Rota do Cacau etc.

Os produtores continuam sem crédito, as dívidas impagáveis e a vassoura (talvez nunca seja vencida) continua entre nós. A diferença é que enquanto esses problemas não se resolvem, resolveram eles arregaçar as mangas e mudar o foco. Entenderam o espírito do seu tempo.

Governo do Estado lança em Ilhéus a Estrada do Chocolate

Domingos Matos, 23/07/2017 | 23:10

O Governo do Estado lançou o projeto de implantação da Estrada do Chocolate em Ilhéus, no sul da Bahia, durante o Festival Internacional do Chocolate e Cacau - Chocolat Bahia 2017. No roteiro, os turistas conhecerão a cultura do cacau e a produção do chocolate, por meio de visitas a fazendas existentes ao longo da BA-262, com sítios históricos, rios, cachoeiras e áreas de preservação ambiental.

Este será o primeiro roteiro turístico temático da Bahia e, inicialmente, vai abranger os municípios de Ilhéus e Uruçuca. O projeto foi lançado pelo secretário do Planejamento e vice-governador, João Leão, neste sábado (22), com as presenças dos secretários de Turismo, José Alves, e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, além do coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jonas Paulo.

Na apresentação do projeto, João Leão destacou que “existem cidades no Brasil e no mundo que não produzem uma única amêndoa de cacau e vivem exclusivamente do chocolate. O Governo da Bahia está somando esforços com os empresários e outras instituições, como prefeituras e universidades, no sentido de impulsionar a produção de chocolate e fazer com que essa região de torne um polo de atração de investimentos, impulsionando o turismo e a economia como um todo”.

O roteiro começa a operar a partir de agosto. Ele inclui ainda as fábricas do parque moageiro de cacau, no Distrito Industrial de Ilhéus, fazendas/fábrica de chocolate gourmet, fazendas de cacau com acervo histórico-arquitetônico, Estação Rio do Braço, arquitetônico da sede do antigo distrito de Ilhéus e a Biofábrica do Cacau.

A Estrada do Chocolate também lembra os cenários da obra imortal do escritor Jorge Amado, conhecida em todo o mundo. “Essa é uma região única, com uma cultura e história que giram em torno do cacau e que vamos transformar também na região do chocolate de origem”, acrescentou Leão.

Desenvolvimento regional

O secretário de Turismo explicou que “as pessoas que visitarem o sul da Bahia poderão conhecer todo o processo, de cultivo, colheita, preparação das amêndoas e produção do chocolate, adquirindo marcas de qualidade”.

Jonas Paulo lembrou que “a meta do Governo da Bahia é a retomada do desenvolvimento regional, e a Estrada do Chocolate é estratégica porque atua como polo difusor da produção verticalizada, além do forte atrativo turístico", destacando o casamento entre as belezas naturais da região e o sabor do chocolate premium.

Já Jerônimo Rodrigues ressaltou que “a Estrada do Chocolate abrange várias propriedades da agricultura familiar, que vem recebendo recursos do Governo do Estado para capacitação e ampliação de toda a cadeia produtiva. O nosso diferencial será a amêndoa de qualidade, o chocolate de origem e o respeito ao meio ambiente com a conservação da Mata Atlântica.”

Com apoio do Governo da Bahia, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau reúne cerca de 80 expositores e apresenta 40 marcas de chocolates finos. O evento acontece até este domingo (23), no Centro de Convenções de Ilhéus.

Fotos: Daniel Thame/GOVBA

Fundador da maior comunidade sobre chocolate do mundo estará no Festival em Ilhéus

Domingos Matos, 11/07/2017 | 00:00

Durante a nona edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Bahia, que acontece de 20 a 23 de julho em Ilhéus, especialistas internacionais ministrarão palestras gratuitas sobre diversos aspectos do setor. 

O passado, presente e futuro do chocolate artesanal será o tema abordado pelo escritor norte americano Clay Gordon, autor do livro Descubra o chocolate: o guia final de compra, degustação e aproveitamento de chocolate fino (em livre tradução). Gordon também é fundador da TheChocolateLife.com, maior comunidade focada exclusivamente no chocolate no mundo.

Os indianos radicados nos Estados Unidos Andal Balu e Mannarsamy Balasubramanian apresentarão tecnologias para processamento do cacau e produção de chocolate artesanal a partir da amêndoa. O casal é proprietário da indústria CocoaTown, em Atlanta, que projeta, fabrica e distribui uma linha de equipamentos compactos para ajudar pequenos produtores a fazer chocolate gourmet bean to bar (do grão à barra). Já a portuguesa Goretti Silva, professora de Turismo e proprietária da empresa Na Rota do Chocolate, na região de Viana do Castelo, em Portugal, trará o tema Turismo associado ao chocolate.

Todas as palestras serão realizadas no Centro de Convenções de Ilhéus, a partir das 16h do dia 22, durante o Chocoday, parte da programação do Chocolat Bahia - 9º Festival Internacional do Chocolate e Cacau. A entrada é gratuita.

Páscoa: parceria com a Ceplac garantiu chocolate para crianças e internas do Conjunto Penal

Domingos Matos, 18/04/2017 | 00:19

A Páscoa simboliza, para os cristãos, a ressurreição do Cristo. Simboliza passagem, mudança e esperança de reconstrução da vida e da história de cada um. Nessa perspectiva, no domingo (16), o Conjunto Penal de Itabuna, em parceria com a Ceplac, promoveu uma ação social voltada às crianças, filhas dos internos que receberam visitas nesse domingo de Páscoa, assim como também para as 71 mulheres que cumprem pena na instituição prisional.

Foram entregues dezenas de kits com chocolate fino, produzido e doado pela Ceplac, e um cartão de Páscoa. A ação foi acompanhada de intervenção de uma assistente social, propondo uma reflexão sobre a ressurreição de Cristo e o paralelo com a ressurreição possível e necessária de cada uma.

A iniciativa teve total aderência do público-alvo. Como as mulheres não recebem visitas externas no domingo, todas puderam ouvir a pequena palestra. Esta discorreu sobre o crescimento de cada uma, e a conquista de direitos, a partir da transformação, da mudança de comportamento e do empenho pessoal.

Ceplac e CPI

A parceria do Conjunto Penal com a Ceplac, proposta pela empresa Socializa Brasil – Novo Sistema Prisional, que faz a administração do presídio em parceria com o governo do estado, em regime de cogestão, visava garantir um momento de reflexão, além de estimular a ludicidade entre as crianças, com o tema da Páscoa Cristã.

No órgão federal, a proposta de uma parceria nesses moldes sensibilizou a todos da direção, que prontamente atenderam ao chamado, disponibilizando quatro quilos de chocolate fino, produzido na fábrica da instituição.

De acordo com dirigentes da empresa e da Ceplac, outros projetos conjuntos deverão ser postos em prática em breve, por meio de cooperação institucional. Um deles é a cooperação técnica para incrementar uma horta orgânica na área do Conjunto Penal, como mais uma estratégia visando à profissionalização e ressocialização dos reeducandos.

Palestra sobre protagonismo feminino encerra a Semana da Mulher no CPI

Domingos Matos, 14/03/2017 | 08:01

Depois de uma semana com diversas atividades voltadas à valorização das mulheres no Conjunto Penal de Itabuna (CPI), na manhã de segunda-feira (13) foi realizada uma palestra, para as internas, sobre protagonismo feminino. O evento encerrou as atividades da Semana da Mulher no CPI, e contou com a participação do diretor do CPI, Capitão PM Adriano Jácome, do diretor-adjunto, Sargento PM Bernardo Cerqueira Dutra, além do gerente operacional da Socializa – Novo Sistema Prisional, Yuri Damasceno, e do corpo técnico e de ressocialização, responsável pela programação.

A advogada e professora Lara Kauark, especialista em Direitos Humanos e Democracia, e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Itabuna, falou sobre a necessária tomada de consciência de todas as mulheres em relação aos seus direitos e deveres, em busca de um protagonismo que a cada dia se afirma na sociedade, ao mesmo tempo em que se faz cada vez mais necessário. “Vocês estão tendo oportunidade de aprender uma profissão, seguir com os estudos. Lá fora, esse conhecimento tornará cada uma de vocês mais empoderada e independente. Acredite em você, faça acontecer”, incentivou a palestrante.

O diretor Adriano Jácome afirmou que as mulheres estão, a cada dia, conquistando mais e mais espaços, em todas as áreas, mesmo naquelas onde a tradição sempre foi de domínio masculino. “Vejo mulheres no comando de aeronaves, assumindo postos de comando em diversos setores. A luta pela igualdade de direitos é constante, e há muito para conquistar. Por exemplo, a equiparação salarial para as mesmas funções desenvolvidas por homens e mulheres. Mas os avanços estão acontecendo”.

Parcerias

A programação da Semana da Mulher no CPI ocorreu entre a terça-feira (7) e a segunda-feira (13), e envolveu desde as visitas, que foram acolhidas na área externa da unidade numa ação da equipe de assistência social, até as internas, que além das atividades sociais, tiveram programados exames preventivos. Já as funcionárias receberam um kit com bombom de chocolate fino e uma mensagem, além de um coffee break no dia 8.

O projeto de valorização da mulher no ambiente do CPI foi idealizado pelo corpo técnico da unidade, envolvendo também a direção que representa o Estado e parceiros, como a Ceplac, que doou os chocolates finos, por meio da Disaf (Divisão de Administração e Finanças) e do Cepec (Centro de Pesquisas do Cacau), e de órgãos do judiciário.

Parque para desenvolvimento do cacau é lançado na Uesc

Domingos Matos, 13/03/2017 | 09:50

Para inovar e fortalecer a cadeira produtiva do cacau e chocolate no sul da Bahia, foi lançado nesta sexta-feira (10) o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul). Durante o evento no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), localizado na rodovia Ilhéus-Itabuna, foi inaugurado o Centro de Inovação do Cacau, primeira iniciativa do Parque que surge para fortalecer a região cacaueira.

O parque é resultado da união de esforços da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Federal do Sul da Bahia, Ceplac, IFBA, IFBaiano, secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Desenvolvimento Econômico (SDE). Com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no sul da Bahia, a previsão é que a estrutura receba investimentos da ordem de R$ 6,5 milhões até 2019. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto da unidade, que irá auxiliar ainda na qualificação dos ensinos técnico e superior da região. 

As primeiras operações do PCTSul terão como foco a cadeia produtiva do cacau, através de um Centro Integrado de Inteligência e Inovação que se dedicará à realização de análises físico-químicas, com foco na melhora da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas, viabilizando o fortalecimento da inserção do cacau baiano nos circuitos produtores de chocolates finos e de origem. 

A reitora da Uesc, Adélia Carvalho, disse que “o Centro de Inovação do Cacau é um pontapé inicial para as atividades do parque. O Centro já está sendo um importante apoio para a cadeia produtiva do cacau, visando a sua qualificação e a inovação da cadeia como um todo.”

Para o reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia, Naomar Almeida, o objetivo maior é redinamizar a economia da região, aplicando tecnologia para aumentar a produtividade. 

Também presente ao evento, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, destacou a importância do trabalho conjunto para a criação do empreendimento. “Acho importante registrar que o Parque é uma integração entre instituições públicas federais, estaduais, universidades e da iniciativa privada. O que muito me alegra é o fato de haver um conjunto de empresas privadas que se associam e sabem que esse é o melhor caminho. Somos o único país do mundo em condições de ir do fruto ao produto, então temos que agregar valor na produção do chocolate”.

(Fotos: Daniel Thame/GOVBA)

Conjunto Penal de Itabuna celebra o Dia da Mulher

Domingos Matos, 08/03/2017 | 01:24

A partir de um projeto viabilizado pela empresa Socializa - Novo Sistema Prisional, que administra o Conjunto Penal de Itabuna (CPI) em sistema de cogestão com o Estado, mulheres que trabalham, direta ou indiretamente na unidade, além das que visitam e das próprias internas, estão sendo homenageadas em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. A programação começou na terça-feira (7) e se estenderá até o próximo dia 13.

A iniciativa prevê, ainda, a realização, pelas internas, de exames preventivos relacionados à saúde da mulher, além de palestras e atividades lúdicas, previstas para a culminância, no dia 13. Às visitas, até a sexta-feira (10), é servido um café-da-manhã com mingaus e pães, especialmente preparados para a ocasião.
Já para todas as funcionárias e para as demais mulheres que estiverem presentes no CPI nesse dia 8 serão oferecidos um kit com bombom de chocolate fino e uma mensagem, além de um coffee break na parte da tarde.

O projeto de valorização da mulher no ambiente do CPI foi idealizado pelo corpo técnico da unidade, envolvendo também a direção que representa o Estado e parceiros, como a Ceplac, que doou os chocolates finos, por meio da Disaf (Divisão de Administração e Finanças) e do Cepec (Centro de Pesquisas do Cacau), e dos órgãos do judiciário, notadamente a Defensoria Pública.

O gerente operacional da Socializa, Yuri Damasceno, destacou a importância do projeto. "Essa é mais uma ação em busca não só da ressocialização dessas mulheres hoje encarceradas, mas da valorização de todas as mulheres, que de alguma forma se relacionam com o CPI e, por meio delas, estendida a todas as demais mulheres".

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Legenda das fotos: Topo - Mulheres funcionárias, representadas nos setores: agentes de portaria, administrativo, corpo técnico (serviços médico, enfermagem, social e agentes de ressocialização), seriviços gerais e cozinha; À direita: Assistentes sociais servindo café da manhã a visitas

Prefeito de Itacaré defende fortalecimento da Ceplac nos 60 anos do órgão

Domingos Matos, 21/02/2017 | 11:50

Fortalecer cada vez mais a Ceplac para que volte a ser de fato uma eficiente instituição de pesquisa e apoio aos produtores e a agricultura regional. Essa foi uma das defesas feitas pelo prefeito de Itacaré, presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira e do Consórcio Intermunicipal Litoral Sul, Antônio de Anízio, durante a solenidade de comemoração dos 60 anos da Ceplac, realizado na manhã desta segunda-feira, no auditório do Cepec.

De acordo com Antônio de Anízio, “a Ceplac e o Governo do Estado são fundamentais nesse processo em que se busca agregar valor ao cacau, através da produção de amêndoas de qualidade e da fabricação de chocolate gourmet, ampliando a geração de emprego e renda”. Mas para isso, segundo ele, é preciso dar um novo olhar para a Ceplac, promover mais investimentos e fortalecer a instituição que ao longo dos anos teve uma importância fundamental para o desenvolvimento não somente da região, mas de toda a Bahia.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi teve a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Criada em 1957, a Ceplac entretanto, perdeu, no ano passado, sua autonomia e se tornou um departamento subordinado à Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e hoje passa por um processo de sucateamento avançado.

Governo apresenta parque para desenvolvimento do cacau e chocolate no Sul da Bahia

Domingos Matos, 21/02/2017 | 09:50

A apresentação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, que vai funcionar dentro da Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc), na rodovia Ilhéus-Itabuna, marcou as comemorações dos 60 anos da implantação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O evento foi realizado da manhã desta segunda-feira (20), na sede regional da instituição, e contou com as presenças dos secretários estaduais de Agricultura, Vitor Bonfim; Ciência e Tecnologia, José Vivaldo Mendonça; Meio Ambiente, Geraldo Reis; e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

Articulado pela secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e a Uesc, o Parque vai funcionar dentro da Uesc com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no Sul da Bahia. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto do Parque que irá auxiliar, ainda, na qualificação dos ensinos Técnico e Superior da região. O Parque tem previsão de investimentos de R$ 6,5 milhões até 2019 e possui ainda como metas o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, produtividade e competitividade do cacau e do chocolate, fomento à produção agroindustrial, agroecologia e agricultura familiar e manejo e conservação dos recursos florestais. 

A primeira estrutura do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia será inaugurada no mês de março. Trata-se do Centro de Inovação do Cacau, instalado em uma área dentro do Instituto Nacional de Pesquisa e Análises Físico-quimicas da Uesc.

De acordo com José Vivaldo Mendonça, “a Ceplac é uma referência mundial em pesquisa de cacau. Com o apoio do Governo do Estado, atuando em parceria com a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz, e a Universidade Federal do Sul da Bahia, vamos ampliar o processo de geração de tecnologia voltada para o desenvolvimento regional, que passa pelo fortalecimento da cadeia produtiva do cacau”.

O superintendente regional da Ceplac, Antonio Zugaib, destacou que “a parceria com o Governo do Estado é importante porque envolve não apenas recursos, mas difusão do conhecimento entre as instituições, tendo o Parque Científico e Tecnológico como agente catalizador para o desenvolvimento regional”.

Para o secretário Jerônimo Rodrigues, “o grande desafio é adotar um modelo que garanta a retomada econômica do cacau e, para isso, o Governo do Estado tem estabelecido parcerias que fortaleçam a cadeia produtiva do chocolate e programas de diversificação como agroindústria e fruticultura”.

O secretário Geraldo Reis afirmou que haverá investimentos em técnicas de produção que permitam a conservação ambiental, já que o cacau, por suas características de cultivo, contribui para a preservação da Mata Atlântica.

Já o secretário Vitor Bonfim disse que o Governo está trabalhando em conjunto com a Ceplac para ampliar a produção de cacau e reduzir a dependência da importação de amêndoas da África e da Ásia, que oferecem riscos de introdução de pragas.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi encerrada com a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Na França, Rui diz que Bahia quer ser referência na produção de chocolate finos

Domingos Matos, 27/10/2016 | 09:42
Editado em 27/10/2016 | 09:42

O governador Rui Costa chegou nesta quarta-feira (26), em Paris. Seu primeiro compromisso foi um almoço com empresários da cadeia do cacau e do chocolate do Brasil que estão na capital francesa para participar do 22º Salon du Chocolat, maior evento do mundial do setor. Durante a reunião foram discutidas ações relacionadas ao desenvolvimento da cadeia. Em seguida, o governador Rui Costa participou de um encontro com representantes dos trades turísticos baiano e francês, na Embaixada do Brasil na França.

No encontro com os empresários da cadeia do cacau e do chocolate, Rui reforçou que é preciso agregar mais valor ao produto feito tanto por grandes cacauicultores como por agricultores familiares.

Presente ao evento, o coordenador do Stand da Bahia no Salon du Chocolat, o produtor de cacau e chocolate Marco Lessa, classificou o encontro como muito produtivo. “Foram discutidos pontos que consideramos estratégicos e fundamentais para atingirmos metas importantes até 2020. Entre esses pontos estão o investimento em tecnologia e a divulgação do nosso produto que vão contribuir para o desenvolvimento do cacau e chocolate de origem da Bahia conquistar o mundo”, afirmou Lessa.

Turismo e chocolate

Na Embaixada brasileira, que vem dando suporte às ações do Governo da Bahia na França, o enfoque foi a divulgação do Destino Bahia, com destaque para a Costa do Cacau. Durante o evento, o governador concedeu uma entrevista à Rádio França Internacional (RFI). Os temas abordados foram os setores cacau e turismo, principais destaques da viagem de Rui.

Ele ressaltou que na Bahia, turismo e chocolate formam um casamento perfeito. “Falar de cacau na Bahia é falar da história, do processo de desenvolvimento e urbanização da região sul do nosso estado. Estamos aqui para apoiar esse produto tão importante para a economia baiana que já sustentou o estado e hoje se recupera. Nossa meta é verticalizar a cadeia produtiva do cacau, com produção de chocolate fino”, disse à emissora francesa.

Antes do encontro de Rui com o trade, o Governo do Estado promoveu, na Embaixada, uma capacitação para cerca de 40 operadoras francesas sobre as atrações do turismo na Bahia, em especial da Costa do Cacau. O objetivo é atrair um público cada vez maior de franceses que já formam um dos principais grupos turistas a visitar todos os anos o estado.

Na rota do cacau

O secretário estadual de Turismo, José Alves, que faz parte da comitiva do governador, disse que um evento voltado à cadeia do chocolate é uma grande oportunidade para divulgar o estado e atrair visitantes franceses.

“O Salon du Chocolat é uma porta de entrada para nós divulgarmos a Costa do Cacau. Temos famílias que produzem amêndoas selecionadas, de alta qualidade. A cada colheita o produto vem ganhando mais qualidade. Isso é importante porque vai gerar um chocolate melhor ainda”, disse o secretário.

Ele destacou que, além do chocolate, a Costa do Cacau dispõe de belas praias e da cultura divulgada na França pelo escritor Jorge Amado. “Na rota do cacau que passa por diversos municípios o turista pode visitar antigas fazendas, degustar e comprar o chocolate. Estamos divulgando esse roteiro e todo o estado, que é pródigo em belezas naturais”.

 

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