BAHIAGAS - 25 ANOS

Tag: florestal

Corpo de Bombeiros debela incêndio florestal em Barreiras

Domingos Matos, 25/09/2019 | 14:35

A Guarnição de Combate a Incêndio Florestal (GCIF) atuou nos últimos dias no combate ao incêndio nas serras do Saco e do Mimo, em Barreiras, oeste da Bahia. O grupo é formado por 12 bombeiros militares especializados em prevenção e combate a incêndios florestais e militares do 17º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), 

Na manhã desta quarta-feira (24), a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), por meio do Programa Bahia Sem Fogo, deslocou uma aeronave para sobrevoo da área, quando foi detectada a inexistência de focos de queimadas. A aeronave continua no local para atuar em caso de reignição do fogo.

“A principal técnica de combate realizada foi o isolamento das áreas de fogo por meio de aceiros progressivos. Adotamos também a técnica de resfriamento com a utilização da moto bomba d’água Mini Striker, para frear o avanço do fogo sobre áreas próximas à rede de alta tensão, fazendas e estabelecimentos comerciais. Entretanto, as movimentações do ar, fortes e constantes, dificultaram a ação de combate, reativando pontos quentes, e também transportando materiais incandescentes para áreas não afetadas,” explica o capitão BM Murilo Rocha.

O secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, ressalta o trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros para o combate ao incêndio nas serras. “Estamos acompanhando diariamente e participando ativamente das estratégias de enfrentamento aos incêndios florestais. Nossa atenção é redobrada, especialmente pelos alertas emitidos por nossa equipe técnica, para o aumento das ocorrências de queimadas nos próximos meses. Pedimos uma especial atenção da população baiana, principalmente das regiões do oeste e Chapada Diamantina, que lideram as ocorrências de incêndios florestais no estado", explica. 

O oeste lidera em números de focos de incêndio identificados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na Bahia. Segundo os dados do satélite de referência Áqua Terra, o município de Formosa do Rio Preto apresentou 442 focos de calor de janeiro a setembro deste ano, com 11,1% das ocorrências do estado. Logo em seguida, também no oeste, aparece São Desidério, com 337 focos, 8,5% das ocorrências no estado. Em toda a Bahia, o número de focos de queimadas de janeiro a setembro deste ano já ultrapassa em 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Combate no oeste 

A equipe do 17º GBM atua também em outros pontos de Barreiras em incêndios de menores proporções, especialmente no povoado de Riachinho. Foi notificado ainda incêndio no município de Ipupiara, para onde foram deslocados oito bombeiros militares na manhã desta terça (24).

 

Bahia Sem Fogo 

As ações de prevenção e combate aos incêndios florestais na Bahia se tornaram mais efetivas a partir de 2010, com a criação do Bahia Sem Fogo, programa coordenado pela Sema, que integra o Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia, formado por representantes de secretarias estaduais, instituições municipais e federais.

O Bahia Sem Fogo atua na prevenção às queimadas, promovendo cursos para formação de peritos, treinamento de brigadistas, reuniões e oficinas com as comunidades rurais, campanhas de prevenção, sensibilização e educação ambiental e a organização de subcomitês. A Sema distribui também equipamentos de proteção individual, transporte e suprimentos para as equipes de campo, pagamento de diárias para servidores e motoristas e locação de veículos e aeronaves.

Além da Sema, fazem parte do comitê o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema); Casa Militar do Governador; secretarias da Segurança Pública (SSP), da Saúde (Sesab), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), da Educação, da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e do Turismo (Setur); Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic); e Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA).

 

SDR e Consórcio Ciapra firmam parceria para potencializar produção de cacau no Baixo Sul

Domingos Matos, 06/09/2019 | 18:33

Para potencializar a produção de cacau no Território Baixo Sul, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e o Consórcio dos Municípios do Baixo Sul (Ciapra) estão trabalhando juntos, afim de que 3.000 famílias sejam beneficiadas com serviço de assistência técnica e extensão rural (ATER). O objetivo é elevar a produtividade da lavoura cacaueira, aquecer a economia territorial e propiciar aos agricultores familiares mais empregos, geração de renda e qualidade de vida no campo.

Nesta quinta-feira (05), foi aprovado o Plano de Trabalho e ainda este mês será firmado um convênio entre a SDR e o Ciapra, que vai viabilizar a oferta de ATER em 13 municípios que compõem o Consórcio. Na execução do convênio está prevista  a aquisição de computadores, veículos, capacitações, oficinas e outras iniciativas que possam alavancar o protagonismo da cadeia do cacau no Baixo Sul.

Jeandro Ribeiro, chefe de gabinete da SDR, explicou que os resultados dessa parceria junto ao Ciapra são promissores, pois a ação vai além da orientação técnica de como cultivar o cacau, ela perpassa pelo cuidado com a base de produção, até o acesso ao mercado: "A Ater promoverá a regularização fundiária por meio do título de terra, regularização ambiental, via Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR),  acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) junto ao  Banco do Nordeste, ou seja, o hall de ação do convênio agregará valor à produção e fortalecerá o acesso a um conjunto de políticas públicas”.

Na linha de frente, haverá um corpo técnico formado por engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, engenheiros ambientais, técnicos em agrimensura, veterinários, zootecnistas e outros profissionais que tenham formação para contribuir com o desenvolvimento rural do Baixo Sul.  

De acordo com Leandro Ramos, prefeito de Igrapiúna e presidente do Ciapra, 67 profissionais, que já estão vinculados às prefeituras, estarão no circuito para executar as ações do convênio com vigência prevista para três anos: “Nós estamos chamando essa ação de Cacau Mais, esse é o nome de batismo aqui no território, e o trabalho será realizado para que o cacau eleve a sua produtividade. A expectativa inicial, para o primeiro ano, é que saiamos de 28 arrobas por hectare para 56, e que, ao final do convênio, tenhamos uma produtividade média de 80 arrobas por hectare, o que significa dizer que nós vamos ampliar o PIB da economia regional”.

Cientista baiana descobre substituto de agrotóxico em folhas de eucalipto

Óleo extraído da planta ajuda a inibir o crescimento de fungos que danificam as árvores, sem prejudicar o meio ambiente

Domingos Matos, 28/08/2019 | 12:32

Hoje em dia, falar em agrotóxico se tornou um tema polêmico por trazer à tona um debate entre produzir alimentos em larga escala versus o risco à saúde da população. Entretanto, uma pesquisadora baiana dedicou um olhar mais sensível para esta problemática e questionou se poderia haver um agrotóxico capaz de prevenir pragas, mas que não ameaçasse a saúde. A partir dessa prerrogativa, a engenheira florestal Cátia Libarino desenvolveu um estudo com óleo de eucalipto para reduzir a manifestação de doenças em plantas.

A pesquisadora conta que há um déficit sobre estudos do controle de doenças em plantas com o uso de produtos de origem vegetal, em vez de químicos. “A ideia surgiu após observar manchas foliares em árvore de macadâmia provocadas pelo fungo Neopestalotiosis clavispora. Foi quando comecei a dar início ao estudo com óleos e extratos vegetais de eucalipto”, afirmou. Ela chama atenção para o fato que há a necessidade de valorizar os produtos florestais não madeireiros, que são mais sustentáveis, pois geram menos danos ao meio ambiente.

Os extratos fungicidas integram o projeto de conclusão de mestrado em Ciências Florestais da pesquisadora na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Cátia vislumbra que este produto fitossanitário pode ser de grande utilidade para pequenos produtores rurais ou para aqueles que praticam a agricultura de forma orgânica. “Os pequenos agricultores podem comercializar um novo produto, que são as próprias plantas, mas agora com um viés diferente, que é vender o óleo fungicida natural. Além disso, caso não possa produzi-lo, o próprio extrato das folhas pode ser uma opção imediata (mesmo não sendo tão eficaz quanto o óleo), pois é fácil de preparar com um processador mecânico, e sua capacidade de biodegradabilidade no ambiente torna o processo mais acessível”, concluiu. 

A extração do óleo é produzida através de um processo chamado hidrodestilação. As árvores de eucalipto atualmente são utilizadas desde a sua madeira, para construção de vigas, fabricação de móveis, etc, passando pelas suas flores que dão origem a essências, até a celulose que dá origem ao papel. Neste processo, é comum que as folhas sejam desprezadas, entretanto, utilizá-las para gerar um agrotóxico natural pode ser uma alternativa para evitar que as mesmas sejam descartadas.

O projeto recebeu apoio dos professores Quelmo Novaes e Dalton Júnior, da Uesb, além da professora Patrícia Krepsky, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Plano prevê aumento da produtividade de cacau de 100 cacauicultores no Litoral Sul

Domingos Matos, 23/08/2019 | 07:00

Elevar a produtividade de cacau em 50%, de 100 cacauicultores de cacau, no Sistema Agroflorestal, do Território Litoral Sul, no período de 4 (quatro) anos é o objetivo a ser trabalhado no Plano de Ação Territorial do Sistema Agroflorestal do Cacau (SAF), lançado nesta quinta-feira, 22, em Itabuna. A iniciativa é do Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste, em parceria com Amurc, Uesc, Governo do Estado, Território Litoral Sul, Ceplac e as prefeituras municipais de Almadina, Buerarema, Itabuna, Maraú, Ubaitaba e Uruçuca.

As instituições integram o Comitê Gestor Territorial e, de acordo com uma das coordenadoras do programa Apoio Gerencial e Institucional às Prefeituras do Litoral Sul (AGIR), Rita Maria de Souza, têm um papel fundamental para colocar em prática o plano de ação que visa alavancar a atividade produtiva na região. “Cabe ao Comitê Gestor Territorial e local, priorizar as atividades econômicas e sociais, estabelecendo parcerias para redução dos entraves ao seu desenvolvimento e promovendo a expansão do crédito”.

Dessa forma o programa atua ativamente na organização das atividades produtivas, que nesse caso, será o cacau, favorecendo a cooperação entre parceiros e empreendedores, na difusão e inovação de tecnologia, inclusive as tecnologias sociais, e o apoio à execução de políticas públicas que promovam o desenvolvimento e inclusão com equidade da população do Território.

Dentre as entidades, a Amurc foi representada pelo secretário executivo, Luciano Veiga, que destacou a importância do projeto para a preservação ambiental, juntamente com a sustentabilidade econômica, através da melhoria e ampliação da produção de cacau. “Vai viabilizar não só a questão do cultivo e a produção desse fruto tão importante para a região, mas principalmente a melhoria econômica dos municípios, numa área que precisa ter um olhar com mais atenção de fomento por parte do Banco do Nordeste”

O evento de lançamento contou com a presença da gerente de Desenvolvimento Territorial da Superintendência do Banco do Nordeste da Bahia, Marilda Cristina de Souza Galindo. Ela falou sobre a importância do Prodeter, de “levar o desenvolvimento para a zona rural, e, não somente vislumbrar o crédito mas também oferecer uma orientação para o pequeno produtor, visando fazer a diferença na vida dessas pessoas”.

Nesse contexto, o presidente do Fórum Regional de Secretários de Agricultura e Meio Ambiente (Freade), Valdemir Lisboa, titular da secretaria de em Maraú, falou de ações para melhoria das estradas, a importância de promover ações para a comunidade do campo, além de investir na capacitação dos agricultores. “É preciso um olhar carinhoso aos agricultores, com capacitação para que eles venham produzir e permaneçam no campo”.

O Pró-reitor de Extensão da Uesc, Alessandro Santana ressaltou a importância do Freade, que atuou em conjunto com os secretários municipais na elaboração do plano específico para os pequenos produtores rurais. Por ser um projeto piloto, o professor conclamou a “união e os esforços de todas as instituições para atender o maior número possível de beneficiados, e que os prefeitos possam abraçar esse projeto”.

Produção

De acordo com dados da Ceplac, a baixa produtividade do cacau no Sul da Bahia, estimada em uma média regional de 6 frutos por árvore/safra, destoa dos resultados obtidos de alguns produtores que chegam a produzir mais de 100@/ha utilizando tecnologias de produção, com plantas de alta produtividade e mais resistentes a doenças.

Um dos exemplos práticos desse trabalho é o projeto de manejo intensivo para elevação da produção, denominado Mil Plantas, desenvolvido por técnicos do Centro de Pesquisa e Extensão da Ceplac. A perspectiva é que o agricultor possa chegar a 200@/ha, distante da atual realidade, que gira em torno de 30 a 40 @/ha, o que inviabiliza o investimento na produção.

Sema integra cooperação técnica para criação de Corredor Ecológico no Sul da Bahia

Domingos Matos, 02/08/2019 | 20:09

Uma cooperação técnica envolvendo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA) irá desenvolver ações estratégicas para implantação do projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica, que prevê a criação de um Corredor Ecológico entre as unidades de conservação Reserva Particular de Patrimônio Natural Estação Veracel (RPPN EVC) e o Parque Nacional Pau Brasil (PNPB), no Sul da Bahia.

Durante toda semana, de 25 a 30 de agosto, os principais atores, entidades e órgãos municipais interessados na criação do Corredor Ecológico estiveram reunidos no município de Porto Seguro para uma série de encontros e visitas técnicas às propriedades que integram a área de implantação do corredor. O projeto é coordenado pelo MMA, e conta com aporte financeiro do banco de Fomento Alemão (KfW).

"A criação do corredor ecológico interligando as duas unidades de conservação irá promover a conectividade entre os remanescentes de vegetação e as Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), que serão conservadas, ou recompostas, nas propriedades que integram este corredor. Para restauração ecológica será utilizada a metodologia Adaptação baseada nos Ecossistemas (AbE), que consiste no uso da biodiversidade e serviços ecossistêmicos como parte de uma estratégia mais abrangente para ajudar as pessoas a se adaptarem aos efeitos adversos das mudanças do clima", explicou Maurício Galvão, diretor de Políticas de Biodiversidade e Florestas da Sema. 

O projeto será executado nos municípios que compõem o Mosaico de Unidades de Conservação do Extremo Sul da Bahia (MAPES) e prevê a regularização ambiental de 4.348 imóveis rurais de agricultores familiares, através do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR), priorizando os municípios de Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Prado. O projeto também apoiará o levantamento dos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) nos municípios do MAPES, por meio da inscrição no CEFIR, conforme estabelece o Código Florestal (Lei 12.651/2012, Art. 3º parágrafo único). Serão priorizados os cadastros das áreas localizadas no entorno das Unidades de Conservação de Proteção Integral, bem como no interior das Unidades de Conservação de Uso Sustentável, e seu entorno. 

"Durante esta semana, conhecemos os parceiros e as condições locais dos agricultores que vivem e trabalham no corredor ecológico entre as duas unidades de conservação. Em parceria com a Sema e a Anamma, vamos adotar medidas que ajudem a população local a se adaptar às mudanças climáticas com base nos ecossistemas e atividades que desenvolvem. A nossa proposta é a restauração de ecossistemas naturais e implementação de sistemas agroflorestais num total de 100 hectares, a serem implementados no próximo ano", afirmou o assessor técnico da GIZ, Armin Deitenbach.

Para o assessor técnico da Sema, Pablo Rabelo, as visitas de campo foram fundamentais para identificar os imóveis que compõem o corredor ecológico, e estabelecer o primeiro contato com os agricultores. "Nessa primeira abordagem, dialogamos sobre as medidas de adaptação às mudanças climáticas e a percepção quanto aos impactos gerados por essas mudanças no seu cotidiano", disse.

A assessora técnica da Anamma, Mariana Gianiaki, estabeleceu um paralelo entre o projeto Mata Atlântica e as ações propostas pelo projeto da Anamma: Articulando Agendas Globais desde o Local: Adaptação Baseada em Ecossistemas como catalisador de ações municipais para o alcance de metas globais. "O dois projetos tem total sinergia, pois as ações da Anamma objetivam a implementação de medidas AbE, previstos em Planos Municipais da Mata Atlântica, no Extremo Sul da Bahia e no Paraná. Na Bahia, eles priorizaram os municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, os mesmos municípios contemplados pelo Projeto Mata Atlântica, sendo que uma das áreas de implementação também será o referido corredor PNPB-EVC," afirmou Gianiaki.

Ainda no projeto Mata Atlântica estão previstas a revisão do Plano de Manejo da APA Caraíva-Trancoso, e a elaboração do Plano de Manejo do Refúgio da Vida Silvestre do Rio dos Frades. Também estiveram presentes nas agendas da semana representantes da RPPN Estação Veracel, Virgínia Londe Camargo, do Movimento de Defesa de Porto Seguro (MPDS), Danilo Setti, do Fórum Florestal Bahia, Márcio Braga, da Meyer Engenharia, Hugo Martins, e da instituição Natureza Bela, Marcelo Lemos.

Corredores Ecológicos são faixas de vegetação que promovem a ligação de fragmentos florestais, ou unidades de conservação, separados pela atividade humana. São áreas que possuem ecossistemas florestais biologicamente prioritários e viáveis para a conservação da biodiversidade na Amazônia e na Mata Atlântica, compostos por conjuntos de unidades de conservação, terras indígenas e áreas de interstício. O principal objetivo desses corredores é possibilitar o deslocamento da fauna entre as áreas isoladas e garantir a troca genética entre as espécies.

Rui assina decretos e acordos para fortalecimento da gestão ambiental

Domingos Matos, 06/06/2019 | 09:31
Editado em 06/06/2019 | 10:54

No Dia do Meio Ambiente, comemorado ontem (5), o governador Rui Costa assinou uma série de atos para o fortalecimento da gestão ambiental na Bahia. Durante solenidade realizada no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, foram assinados nove documentos, entre decretos, acordos de cooperação e contratos. O conjunto de ações faz parte das atividades da Semana do Meio Ambiente, organizada pelo Governo do Estado.

Uma das iniciativas é o lançamento do edital de chamada pública para seleção de subprojetos socioambientais que sejam voltados para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. Serão investidos R$ 22,5 milhões no edital, distribuídos entre os 75 projetos socioambientais que serão selecionados. "Mesmo dentro de todas as limitações orçamentárias e financeiras, assinamos um conjunto de ações para colocar a agenda do meio ambiente na ordem do dia, na Semana do Meio Ambiente. São ações de várias naturezas, com o objetivo de ajudar na preservação do meio ambiente", afirmou Rui. 

O governador também assinou o decreto de regulamentação da Política Estadual de Educação Ambiental. Com este dispositivo, as atividades das secretarias do Meio Ambiente (Sema) e da Educação serão integradas para garantir a implementação de propostas que contribuam para a gestão ambiental e de recursos hídricos.

Foi assinada ainda a portaria que institui o Mapeamento de Cobertura Vegetal da Bahia, possibilitando a implantação de sistema automatizado de gestão florestal. A medida permite o acompanhamento das atividades de desmatamento e de reflorestamento nos três biomas baianos: a Caatinga, a Mata Atlântica e o Cerrado.

Três importantes Acordos de Cooperação Técnica (ACT) também foram assinados por Rui e envolvem parcerias com o Ministério Público do Estado (MPBA), a Escola Politécnica e o Instituto de Geociência, ambos da Universidade Federal da Bahia (Ufba). 

 

Semana do Meio Ambiente

A Semana do Meio Ambiente é promovida pelas secretarias da Educação e do Meio Ambiente (Sema). O evento teve início na última segunda (3) e segue até sexta-feira (7), com diversas atividades técnico-cientificas. 

Entre as ações, a reforma do Jardim Zoológico, localizado no bairro de Ondina, em Salvador, será inaugurada na sexta-feira (7). Com investimento de R$ 1,5 milhão, as obras incluíram as reformas do aviário, da sala de leitura, do mirante e da área de quarentena, além de serviços de pavimentação. A programação completa da Semana do Meio Ambiente está disponível no site da Sema.

Começam inscrições para a 2ª Edição do SiSU; UFSB oferta 145 vagas.

Domingos Matos, 05/06/2019 | 10:13
Editado em 04/06/2019 | 23:07

Começaram as inscrições para a segunda edição do SiSU 2019. Para esse processo seletivo, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) oferta 145 vagas, distribuídas entre os cursos de Engenharia Agrícola e Ambiental, Engenharia Ambiental e da Sustentabilidade, Engenharia Florestal, Antropologia, Artes do Corpo em Cena, Ciências Biológicas, História, Oceanologia, e Som, Imagem e Movimento.

As inscrições são realizadas no endereço eletrônico do SiSU até o próximo dia 07 de junho. Poderá se inscrever quem fez as provas do Enem 2018 e que, cumulativamente, tenha obtido nota acima de quinhentos pontos na prova de Redação.

 

 

Rui assina decretos e acordos para fortalecimento da gestão ambiental

Domingos Matos, 04/06/2019 | 11:14

Na quarta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, o governador Rui Costa assina uma série de atos, entre decretos, acordos de cooperação e contratos, para o fortalecimento da gestão ambiental no estado. O evento, que integra as ações da Semana do Meio Ambiente promovida pelo Governo do Estado, será realizado às 15h, no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Serão assinados nove atos, entre eles, o decreto que regulamenta a Política Estadual da Educação Ambiental. Também será formalizada a portaria que institui o Mapeamento da Cobertura Vegetal do Estado da Bahia, um sistema automatizado de gestão florestal, para acompanhar as atividades de desmatamento e de reflorestamento nos três biomas baianos.

A Semana do Meio Ambiente é uma realização das secretarias estaduais de Meio Ambiente (Sema) e da Educação (SEC), com uma extensa programação que iniciou na segunda-feira (3) e vai até sexta (7). Estão acontecendo várias atividades destinadas a diversos públicos, desde eventos técnico-científicos à inauguração da reforma do Parque Zoobotânico, o Jardim Zoológico.

UFSB oferece 145 vagas na segunda edição do Sisu 2019

Domingos Matos, 23/05/2019 | 11:27

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) participa da segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com a oferta de 145 vagas para os cursos de Segundo Ciclo. A oferta está regulada pelo Termo de Adesão e pelo Edital nº 12/2019, divulgados nesta quarta-feira (22). 

As inscrições poderão ser feitas no período de 4 a 7 de junho pelo endereço eletrônico do Sisu. Poderá se inscrever quem fez as provas do Enem 2018 e que, cumulativamente, tenha obtido nota acima de quinhentos pontos na prova de Redação.

Do total, 34 vagas são da modalidade ampla concorrência e 111 vagas são para as diferentes modalidades de políticas afirmativas definidas pela Lei Federal nº 12.711/2012 (Lei de Cotas). Os cursos, campus e a quantidade de vagas em cada um são as seguintes: 

Campus Jorge Amado (Itabuna)

Engenharia Agrícola e Ambiental - 20 vagas

Engenharia Ambiental e da Sustentabilidade - 30 vagas

Engenharia Florestal - 20 vagas

 

Campus Sosígenes Costa (Porto Seguro)

Antropologia - 20 vagas

Artes do Corpo em Cena - 5 vagas

Ciências Biológicas - 10 vagas

História - 10 vagas

Oceanologia - 20 vagas

Som, Imagem e Movimento - 10 vagas

 

Cronograma

1ª chamada

Inscrições - 04 a 07/junho

Resultado da 1ª chamada - 10/junho

Matrícula presencial (14h às 20h) - 13, 14 e 17/junho

Publicação das matrículas homologadas - 19/junho

Recebimento de recursos - 21 a 23/junho

Publicação do resultado dos recursos - 27/junho

Indicação de interesse na Lista de Espera - 11 a 17/junho

 

2ª chamada

Convocação dos candidatos selecionados - 03/julho

Matrícula presencial (14h às 20h) - 12, 15 e 16/julho

Publicação das matrículas homologadas - 19/julho

Recebimento de recursos - 22 e 23/julho

Publicação dos resultados dos recursos - 26/julho

 

Chamada Geral

Convocação dos candidatos - 01/agosto

Recebimento de documentação e matrícula (14h às 20h) - 05 a 07/agosto

Publicação das matrículas homologadas - 12/agosto

Recebimento de recursos - 13 e 14/agosto

Publicação dos resultados dos recursos - 19/agosto

Preenchimento das vagas restantes por meio da lista de candidatos habilitados - 19 a 21/agosto

Publicação da relação final de matrículas homologadas - 22/agosto

Portaria da Cabruca beneficia mais de 20 mil produtores de cacau do Sul da Bahia

Domingos Matos, 18/04/2019 | 08:35

Atendendo a uma reivindicação dos produtores de cacau do Sul da Bahia, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) publicaram no Diário Oficial de quarta-feira (17) a Portaria Conjunta Sema/Inema nº 03, que dispõe sobre os critérios e procedimentos para a concessão da Autorização de Manejo da Cabruca – AMC. O documento atualiza portaria de 2015 sobre AMC, e reflete ampla discussão com os atores interessados. 

Os critérios estabelecidos foram construídos com a participação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Ministério Público Estadual, pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), técnicos da Sema e Inema e representantes dos produtores de cacau. 

Além da certeza da preservação da Mata Atlântica, os novos procedimentos estimulam a manutenção do agrossistema e o enriquecimento das Cabrucas com espécies nativas, com ganhos ambientais. A portaria facilita o cadastramento das Cabrucas no CEFIR; esclarece a desnecessidade de autorização para o manejo de espécies exclusivamente exóticas; reduz o custo do projeto técnico; traz maior segurança jurídica ao manejo; e estabelece a isenção da taxa de análise para os produtores da agricultura familiar. 

“Nós vamos sair de uma média atual de 300, para uma expectativa de 700 pés de cacau por hectare, preservando a Mata Atlântica. Isso nos leva ao aumento da produção e da produtividade, viabilizando a cabruca como uma atividade positiva no contexto econômico, social, ambiental e cultural, beneficiando mais de 20 mil produtores de cacau”, afirma o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira. 

Cacau Cabruca - É um sistema agroflorestal implantado há mais de 200 anos por emigrantes desbravadores da Mata Atlântica que, desprovidos de tecnologia ou incrementos que permitissem uma intervenção mais impactante sob o ponto de vista ambiental, a exemplo da moto-serra, moldaram uma agricultura adaptada a realidade local promovendo naquela época a sustentabilidade econômica, social e ambiental nos padrões atuais da concepção do desenvolvimento sustentável.

 

 

Estado e município dialogam sobre projeto de recuperação de áreas degradadas em Ilhéus

Domingos Matos, 01/02/2019 | 08:02

Com o objetivo de promover a restauração florestal na região sul da Bahia, o Governo do Estado, por intermédio da Diretoria de Unidades de Conservação da Bahia (Diruc), Núcleo de Restauração e os gestores de Unidades de Conservação (UC), reuniu em Ilhéus os principais articuladores do setor municipal para identificar áreas degradadas nas unidades APA Lagoa Encantada, Rio Almada e Parque Estadual Ponta da Tulha. Em seguida, foram a campo para reconhecimento e inclusão das áreas no projeto de restauração.

Segundo a Diruc, essa atividade é oriunda da condicionante que autoriza a supressão de vegetação no Bioma Mata Atlântica, realizada pelo Governo Federal. A superintendente municipal do Meio Ambiente, Joélia Sampaio, salienta que esse foi um passo importante no avanço das estratégias. “Dependendo do grau em que essas áreas foram afetadas, é possível empregar diversas técnicas de recuperação que possibilitam sua regeneração. Na Bacia do Iguape, são cerca de 170 hectares a serem recuperados. Com o cumprimento da condicionante, existe a possibilidade de recuperar cem desses hectares”, informa Joélia.

Bacia Hidrográfica do Iguape – Localizada na zona norte de Ilhéus, esta bacia é responsável pelo abastecimento de água de quase 70 por cento da população. Estudos apontam que o uso irregular da água, crescimento urbano desordenado e a construção de barragens sem as devidas autorizações são os principais agravantes. Em julho último, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) aprovou, por unanimidade, o projeto de recuperação da bacia.

Conforme a Superintendência do Meio Ambiente, o município de Ilhéus encaminhará, até meados de fevereiro, um levantamento detalhado das áreas degradadas. O Projeto de Restauração abrange os municípios de Almadina, Ilhéus, Uruçuca e Itacaré, contemplando as UCs, APA Itacaré/Serra Grande e o Parque Estadual Serra do Conduru.

Degradação e recuperação – As áreas degradadas são aquelas que contam com ecossistemas danificados, transformados ou inteiramente destruídos pela ação humana. O dever de recuperá-las está previsto na Constituição Federal. A recuperação de uma área degradada tem por objetivo permitir que o espaço danificado volte a contar com recursos bióticos e abióticos suficientes para manter o equilíbrio.

Participaram do encontro a coordenadora Amanda Silva e os analistas Agatha Barreto e Pedro Cardoso. Também, o gestor do Parque Estadual da Ponta da Tulha, André Nascimento; a gestora da APA Itacaré-Serra Grande, Érica Campos, além do representante da empresa de Conservação e Sustentabilidade - Florar, Volney Fernandes.

 

Novos ares

Domingos Matos, 14/09/2018 | 18:29

(Publicado no Jornal Agora - Editorial)

Não faz muito tempo, em contraste com o boom econômico e social vivenciado pelo restante do país, na região cacaueira só se ouvia um samba de uma nota só: dívida alta, vassoura muita e crédito zero. Soava estranho, em um país em que a empregada doméstica de um cacauicultor botava o filho pra fazer Medicina, que o patrão vivesse choramingando e contando mazelas.

Hoje, tudo mudou. Não, não se quitou a dívida, erradicou a vassoura-de-bruxa nem apareceu o crédito para os hoje corados produtores. O “milagre” foi outro: virou-se a chavinha, e o que antes era só lamentação, transformou-se em um cântico regado a chocolate fino, com identidade de origem.

Em outras palavras: o produtor entendeu que o momento é diferente, que a amêndoa beneficiada gera mais renda e que existe um ativo imenso a favorecer a nossa lavoura: a cobertura por espécies nativas da Mata Atlântica. Conservação Produtiva. Sistema Agroflorestal (SAF). Cabruca.

O nome é o que menos importa. É um sistema só nosso, que está encantando o mundo, cada vez mais atento à correção nas relações sociais que envolvem o chocolate, um manjar de deuses, porém, produzido sob condições infernais em algumas partes do mundo.

Nada disso surgiu do nada. A Ceplac foi a grande indutora desse processo, que se realiza em parceria com diversas instituições, públicas e privadas, além de outras do terceiro setor, mas sob a batuta sexagenária da velha comissão.

Sexagenária, sim, mas com uma mente totalmente aberta para o novo. Pelo menos, de uns tempos para cá, após a chegada do irrequieto Juvenal Maynart, primeiro na Superintendência da Bahia, depois na Direção-Geral, em Brasília.

Juvenal precisou de uma única virtude para levar a Ceplac ao caminho que levou: ouviu e reconheceu o espírito do tempo. Da Primavera Árabe ao Movimento Passe Livre, extraía-se uma ideia, a ideia de que essa geração não aceitaria as coisas como estavam, como sempre foram. Para uma mente que calcula atos para antecipar os resultados (como um estrategista, um enxadrista), ver o que se daria no Brasil, da política à cacauicultura, foi um exercício até simples.

A Ceplac se transformou em Centro de Excelência das Políticas para a Lavoura Cacaueira; o chocolate baiano tem selo de identidade de origem; pela primeira vez a Fundação Mundial do Cacau (WCF) realiza um evento na América Latina (São Paulo, dias 24 e 25 de outubro); 7 mil famílias de assentados serão atendidas com o primeiro financiamento produtivo em SAF-Cacau; uma parceria do Incra com o Mapa criou o programa Rota do Cacau etc.

Os produtores continuam sem crédito, as dívidas impagáveis e a vassoura (talvez nunca seja vencida) continua entre nós. A diferença é que enquanto esses problemas não se resolvem, resolveram eles arregaçar as mangas e mudar o foco. Entenderam o espírito do seu tempo.

Após contratação de consultoria, Nova Ceplac começa ser discutida

Domingos Matos, 06/03/2018 | 23:52

A Ceplac será fortalecida a partir de novo modelo organizacional, que está a cargo da especialista do setor Larissa Schimidt e deverá ser concluído nos próximos meses. O contrato para formatação desse novo modelo foi assinado na última semana, depois de viabilizado por meio de Acordo de Cooperação Técnica Brasil/IICA para modernização da gestão estratégica e aperfeiçoamento das políticas públicas de promoção do desenvolvimento sustentável, segurança alimentar e competitividade do agronegócio

Para a consultora Larissa Schimidt, advogada e doutora em direito internacional, o trabalho é um desafio, considerando que o novo modelo deve ser adequado para aperfeiçoar a instituição em várias áreas. Entre elas, estão maior participação do setor privado, atração de recursos internacionais e sistemas de produção com foco na sustentabilidade. Ela lembra que o agronegócio cacau e chocolate no contexto da economia brasileira gera receita da ordem de R$ 23 bilhões e que a adequação das estruturas organizacionais deverá consolidar conquistas e promover a expansão das atividades do segmento.

Segundo o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, o modelo deve conectar, não apenas a recuperação da cacauicultura nacional, mas também os sistemas agroflorestais. “Considerando a experiência da Ceplac em recuperação de áreas degradadas com sistema agroflorestal nos biomas da Mata Atlântica e Floresta Amazônica, o processo deverá se revelar viável e de extrema importância para o setor”, acredita.

O diretor defende um modelo alinhado à produção, produtividade, qualidade e sustentabilidade, resgatando a posição do Brasil na cadeia produtiva do cacau. Deverão ser fortalecidos todos os setores de atuação do órgão com a participação de novos parceiros em pesquisa, extensão e inovação. “A captação de recursos nacionais e internacionais é de fundamental importância para implementação dos sistemas agroflorestais brasileiros com árvores nativas e com ênfase em cacauicultura para a recuperação de áreas degradadas”, afirmou.

A Ceplac representa um braço operacional que atua de forma multidisciplinar e integrada em ambientes de florestas. Suas atividades incluem execução de instrumentos de políticas públicas, desenvolvendo suporte técnico científico de inovação necessário à produção agrossilvipastoril, além de apoio ao produtor na obtenção de crédito rural, incentivo a organizações associativas e agroindustrialização.

Em sua primeira etapa, as propostas de modelos organizacionais serão apresentadas e debatidas com técnicos e pesquisadores da Ceplac, no próximo dia 27, na Bahia.

Rui inaugura Base avançada da Cipe Cacaueira em Ibicaraí

Domingos Matos, 21/10/2017 | 19:13

O município de Ibicaraí, no sul do estado, completará 65 anos de emancipação política, no domingo (22), mas a população ibicaraiense já tem motivos para comemorar antecipadamente. Em visita à cidade, nesta sexta-feira (20), o governador Rui Costa inaugurou a sede avançada da Companhia Independente de Polícia Especializada (CIPE) Cacaueira e lançou o Plano Estratégico de Revitalização da Bacia do Rio Cachoeira, que tem como objetivo a recuperação e preservação do rio por meio de ações que promovem a proteção de nascentes e cursos d'água.

Durante o evento, que contou com a presença de 16 prefeitos e sete ex-prefeitos de municípios da região, o governador Rui Costa recebeu o título de cidadão honorário de Ibicaraí. "Quero agradecer esta homenagem que recebi da Câmara de Vereadores. Esse reconhecimento aumenta ainda mais a minha responsabilidade e meu compromisso com Ibicaraí. Hoje realizei entregas e inaugurações que com certeza são de grande importância para o desenvolvimento do município e da região, e vou continuar trabalhando em parceria com o prefeito Lula Brandão, para melhorar a vida da população desta cidade", afirmou o governador.

Cipe

A nova sede da CIPE conta com uma guarnição do Tipo C, com quatro homens e uma viatura para operações em Ibicaraí e as regiões vizinhas de Floresta Azul, Jussari, Itaju do Colônia e BR-414, que liga Ilhéus a Vitória da Conquista. O espaço também funcionará como uma base avançada da CIPE Cacaueira, que tem sede em Ilhéus e é responsável pelo policiamento de 40 municípios da região.

Rio Cachoeira

O projeto de recuperação do rio está inserido no Programa de Desenvolvimento Ambiental (PDA – Bahia), realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e conta com a parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com recurso de R$ 4 milhões.

O diagnóstico, que prevê o plano de ações para a restauração total do rio, já foi realizado, assim como a restauração florestal de 150 hectares de matas ciliares, o Plano de Revitalização e o cadastramento de pequenas propriedades da agricultura familiar no Cadastro Ambiental Rural (CAR/Cefir). 
A autorização para a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) viabilizar mais de 13 mil cadastros para pequenos agricultores foi assinada pelo governador nesta sexta. Foram beneficiados produtores de 14 municípios da região, com investimento de R$ 807 mil.

Para a realização do diagnóstico ambiental, foram mobilizados cerca de 300 pequenos proprietários de terra da região da bacia, que contribuíram com a classificação dos remanescentes florestais; levantamento do uso e ocupação do solo e recursos hídricos; e identificação e caracterização de áreas degradadas. O diagnóstico indicou as melhores estratégias para restauração e as áreas a serem destinadas como Reserva Legal. Os produtores selecionados das áreas demonstrativas de assentamentos de reforma agrária e de pequenas propriedades foram capacitados para plantio e manutenção de mudas. O investimento para a realização do plano foi de R$ 1 milhão.


Outros investimentos

Durante a visita do governador, também foi lançado o Projeto Saúde e Bem-estar, em parceria com a 63ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Ibicaraí, a prefeitura da cidade e a Faculdade Montenegro. O objetivo é promover atividades físicas, orientadas pelos estudantes de educação física da unidade de ensino, como estágio curricular. Nesse primeiro momento, serão atendidos os idosos, preferencialmente, o que consiste cerca de 60 a 70 pessoas, além dos PMs da unidade. 
Ainda nesta sexta-feira, Rui entregou um trator com implementos agrícolas para a agricultura do município; autorizou a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) a celebrar três convênios no âmbito do Programa Bahia Produtiva, para beneficiamento de cacau; e inaugurou a loja da fábrica de chocolate Bahia Cacau da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (COOPFESBA). O investimento de R$ 380 mil foi utilizado para a compra de uma máquina embaladora; modernização do sistema elétrico; instalação de câmeras de segurança e pintura do prédio. Na área da saúde, o governador participou da inauguração da Unidade de Saúde da Família Doutor Ferreirinha.

MPF manda que prefeitura suspenda limpeza de praia do Malhado

Domingos Matos, 17/01/2017 | 08:42
Editado em 17/01/2017 | 09:04


O Ministério Público Federal manda suspender a limpeza da Praia do Malhado, que estava sendo realizada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. O órgão alega se tratar de uma área de ‘restinga’, vegetação sob proteção ambiental, conforme Código Florestal brasileiro, recomendando assim a suspensão imediata dos trabalhos para não causar prejuízos ao ecossistema local.

A operação que faz parte do programa “Cidade Limpa”, é uma determinação do Prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, tendo em vista os preparativos para a festa de Iemanjá, em 02 de fevereiro, como parte das providências para que a Praia do Malhado esteja adequada para receber de forma digna comunidade e turistas que acompanham anualmente o cortejo, homenagens e entrega de oferendas à “rainha das águas”.

A Prefeitura de Ilhéus, através da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e da Procuradoria Geral do Município, pedirá audiência ao Ministério Público Federal a fim de manter entendimentos e pacificar a questão, de modo que o município possa efetuar a limpeza das praias sem interferir na vegetação sob proteção da legislação ambiental.

Para o secretário Jorge Cunha não foi causado nenhum dano ao meio ambiente, “uma vez que a área que limpamos, até o momento, não tinha restinga”. Cunha ainda afirma: “retiramos baronesas trazidas pelos rios, lixo, entulho e espécies vegetais exóticas, como braquiária decumbens e capim sempre verde, dentre outras”.

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