BAHIAGAS - 25 ANOS

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TSE mantém cassação do mandato de Rosinha Garotinho

Domingos Matos, 11/09/2019 | 12:38

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, na sessão de ontem (10), a cassação dos mandatos de Rosinha Garotinho e de Francisco de Oliveira, ex-prefeita e ex-vice-prefeito de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, em 2012, pela prática de abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação na campanha eleitoral. A decisão também manteve a inelegibilidade dos dois políticos por oito anos.

Os ministros do TSE negaram três recursos propostos por Rosinha e Francisco contra as sanções aplicadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Eles votaram ainda pelo provimento de recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).  

Acompanharam, na íntegra, o voto do relator Herman Benjamin, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e a presidente do tribunal, ministra Rosa Weber.

Em seu voto, Herman Benjamin, ao rejeitar os recursos interpostos por Rosinha e Francisco, endossou a decisão do TRE do Rio, que constatou abusos no desvirtuamento da propaganda institucional do município, veiculada no site da prefeitura de Campos. De acordo com o MPE, a publicidade institucional teria propagado obras feitas pela administração municipal como se fossem realizações pessoais de Rosinha, com o único objetivo de promover a reeleição ao cargo.

O relator também votou pelo provimento do recurso do Ministério Público Eleitoral. Na ação, o MPE acusou os dirigentes municipais de contratarem 1.166 funcionários temporários para a prefeitura em julho de 2012, ou seja, em período vedado pela legislação eleitoral. O TRE-RJ havia rejeitado a investigação judicial eleitoral do MPE sobre essa questão, por considerar que as contratações teriam ocorrido em data não proibida pela legislação.

 

Voto

Ao apresentar o voto, o ministro Carlos Horbach negou provimento aos recursos propostos por Rosinha Garotinho e seu vice, Francisco de Oliveira. Ele também votou pela rejeição do recurso sobre as contratações dos funcionários temporários.O ministro considerou graves todos os atos praticados por Rosinha e Francisco e apreciados pelo TRE do Rio com relação ao abuso de poder político e ao uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral.

 

Prisão do casal

No dia 3 deste mês, o casal Rosinha Matheus e Anthony Garotinho foi preso no âmbito da Operação Secretum Domus, deflagrada no Rio e em Campos dos Goytacazes, pelo Ministério Público. A denúncia foi aceita pelo juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense.

De acordo com a denúncia, o casal recebeu propinas no valor de R$ 25 milhões, como resultado de superfaturamento de R$ 62 milhões nos contratos, que somaram quase R$ 1 bilhão para a construção de casas populares nos programas Morar Feliz I e Morar Feliz II, durante os mandatos de Rosinha, de 2009 a 2016, na prefeitura de Campos. As investigações indicaram que o segundo projeto não chegou a ser concluído. No dia seguinte (4), o casal foi colocado em liberdade por determinação do desembargador Siro Darlan, do plantão judiciário, do Tribunal de Justiça do Rio. (Com informações da Agência Brasil)

Ex-governadores do Rio são presos por receber R$ 25 milhões em propina

Domingos Matos, 04/09/2019 | 09:11

Os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Matheus tiveram prisão preventiva decretada ontem (3) na operação Secretum Domus. De acordo com as investigações, os dois receberam R$ 25 milhões em propinas da empresa Odebrecht, resultado do superfaturamento de R$ 62 milhões nos contratos, que somaram quase R$ 1 bilhão para a construção de casas populares nos programas Morar Feliz I e Morar Feliz II, durante os mandatos de Rosinha, de 2009 a 2016, na Prefeitura de Campos, no norte fluminense.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro foi recebida com as medidas cautelares decretadas pelo juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes. 

A promotora de Justiça e coordenadora do GAECO, Simone Sibilio, durante coletiva de imprensa no Ministério Público do Rio de Janeiro(MPRJ), sobre a prisão dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os promotores de Justiça que atuaram nas investigações que levaram às prisões decidiram pela prisão preventiva para evitar que os dois pudessem interferir no andamento do caso. Segundo a promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), Simone Sibilio. o casal tem grande influência no município de Campos.

“É notório o poder dissuasório que, sobretudo os dois, agora réus, possuem no município de Campos. O regular andamento dos processos exige a prisão de todos os denunciados para que a colheita das provas em juízo possa se dar livre da ingerência dos acusados nesta instrução criminal, portanto, o Ministério Público requereu [a prisão] e o judiciário decretou, a nosso ver, corretamente. O Ministério Público espera que assim permaneça”, disse durante coletiva na sede do MPRJ, no centro do Rio.

Na Operação Secretum Domus, deflagrada ontem pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), na capital fluminense e em Campos dos Goytacazes, foram cumpridos cinco mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Além do casal, foram presos Sérgio dos Santos Barcelos, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha. Com os denunciados, os agentes recolheram material eletrônico como computadores e celulares, uma quantia em dinheiro, cujo valor não foi revelado e jóias. Com Rosinha e Garotinho apenas materiais eletrônicos.

“No que ficou apurado a solicitação das vantagens se dava em benefício de ambos [Rosinha e Anthony] e os outros três denunciados [Sérgio, Ângelo e Gabriela] figuravam como intermediários desse recebimento das quantias indevidas”, disse a promotora de Justiça, Ludmila Bissonho Rodrigues.

Ludmila informou que os crimes imputados são de organização criminosa e corrupção passiva e ativa. Para a configuração desse crime não é necessário que se comprove quanto ficou para cada destinatário no final, o mero fato de ter solicitado a vantagem já configura o crime. “Nós não temos como precisar exatamente quanto ficou para cada um a divisão interna entre eles. Isso será alvo de buscas durante a instrução criminal”, disse, acrescentando que ainda não foi possível recuperar nem parte do valor das propinas.

“Uma das medidas cautelares solicitadas, o sequestro de bens, foi justamente para, que ao final, comprovados os fatos, se tende alguma recuperação dos prejuízos sofridos pelo município de Campos”.

 

Operações estruturadas

Segundo a promotora Ludmila, o dinheiro das propinas saía do setor de operações estruturadas da Odebrecht, que funcionava também para pagamentos indevidos identificados na Operação Lava Jato. A entrega até o local acordado era realizada por meio do prestador de serviço Álvaro Galliez Novis e da Transportadora Transmar. “Eram responsáveis por fazer a entrega da quantia ilícita em favor dos beneficiários, em, espécie”, contou Ludmila.

As investigações indicaram que Sérgio Barcelos atuou como intermediário do recebimento das quantias indevidas em 2008, que foi o primeiro período em que as solicitações começaram. Já Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes intermediou as propinas em 2012 e Gabriela Trindade Quintanilha em 2014.

Conforme Ludmila, Garotinho era identificado nas planilhas de propinas da Odebrecht como Bolinha, Bolinho e Pescador. Ela não informou se os outros também tinham codinomes.

“A denúncia se sustentou e teve como foco uma investigação no município de Campos dos Goytacazes em que se descortinou o gigantesco esquema criminoso no município referente a contratações fraudulentas ou superfaturamento, certames licitatórios recheados de irregularidades, sobretudo, superfaturados relativos à construção de casas populares”, apontou Simone Sibilio, acrescentando, que as licitações ocorreram em 2009 e 2013.

 

Prejuízos

Os dois contratos previam a construção de quase 10 mil casas populares, mas de acordo com Ludmila Bissonho Rodrigues, não foram totalmente cumpridos. “No Morar I, cinco mil casas foram entregues, mas no Morar Feliz II houve uma interrupção no contrato e na execução contratual cerca de apenas 700 casas foram construídas, das 4700 previstas para serem construídas”, contou.

“Conforme a perícia, ficou demonstrado que muito embora o custo tenha sido considerado bastante alto, inclusive, objeto de superfaturamento, a qualidade não se comprovou boa diante das condições que essas casas se encontram atualmente no município de Campos”, completou.

 

Permanência

Ao responder a questão da permanência de Garotinho na prisão, uma vez que em prisões anteriores (esta é a quarta), ele conseguiu sair em pouco tempo, a promotora Simone Sibilio afirmou que o Ministério Público demonstrou na denúncia a necessidade da prisão e da sua manutenção. Mas o tempo em que ele ficará no sistema prisional depende do poder judiciário. “Isso quem decida a mantença ou não é o poder judiciário, portanto, é algo que a gente não pode prever, mas até o momento o poder judiciário está de parabéns e ombreou decretando a prisão e o recebimento da denúncia”, disse.

 

Exoneração

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, determinou a exoneração de Sérgio dos Santos Barcelos, que ocupava o cargo de subsecretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. “O ato será publicado no Diário Oficial de amanhã (4)”, informou, o governo do estado, em resposta à Agência Brasil.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, determinou a exoneração de Sérgio dos Santos Barcelos, que ocupava o cargo de subsecretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. “O ato será publicado no Diário Oficial de amanhã (4)”, informou, o governo do estado, em resposta à Agência Brasil.

 

Defesa

Em nota, a defesa dos ex-governadores Rosinha Matheus e Anthony Garotinho afirma que a prisão determinada pela 2ª Vara Criminal de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, “é absolutamente ilegal, infundada e se refere a supostos fatos pretéritos”. 

A defesa do casal enfatiza que a prefeitura de Campos pagou apenas pelas casas efetivamente prontas e entregues pela construtora Odebrecht. A defesa enfatiza ainda que a Odebrecht considerou ter sofrido prejuízo no contrato firmado com a prefeitura de Campos e ingressou com ação contra o município para receber mais de R$ 33 milhões. A ação ainda não foi julgada e em janeiro deste ano a justiça determinou uma perícia que sequer foi realizada. 

O advogado Vanildo José da Costa Junior, que defende o casal de ex-governadores do Rio, “estranha, portanto, que o Ministério Público fale em superfaturamento quando a própria empresa alega judicialmente ter sofrido prejuízo e lamenta a politização do judiciário de Campos e do Ministério Público estadual, que teve vários de seus integrantes denunciados pelo ex governador Anthony Garotinho à Procuradoria-Geral da República”.

A defesa informou que vai recorrer da decisão. (Com informações da Agência Brasil)

Para aprender e esperar

Domingos Matos, 14/05/2011 | 17:59
Editado em 14/05/2011 | 18:07

Adylson Machado

Adylson MachadoQuando por aqui espocam denúncias envolvendo as mais diversas formas de “consumo” do dinheiro público – semantização que se impõe para a palavra corrupção, para amainar o seu significado, a considerar que nada acontece a quem surrupia recursos do erário – donde negar merenda escolar se torna lugar comum, ficamos a imaginar se há saída para a Humanidade tendo este rincão como paradigma. Terra onde a Ética tem sobrevivido apenas nas lições da academia, ditada por enojados em vivê-la a um punhado de cansados em ouvi-la.

Despertamo-nos, no entanto, com lições que podem afirmar o contrário, ainda que uma cultura macunaímica insista em nortear a nossa “construção”.

O texto abaixo é trecho de uma correspondência, circulando pela internet, enviada por um imigrante vietnamita, trabalhando como soldado em Fukushima, no Japão:

“Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou um adulto como eu uma lição de como se comportar como um verdadeiro ser humano. Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa que ia longe. Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.

Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai.

Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.

O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”?

Ele pegou a minha comida e fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.

Fiquei chocado. Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.

Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar. Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior, deve ser uma grande sociedade, um grande povo.

Bem, envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.”

Ha Minh Thanh

Enquanto o menino japonês estoicamente divide o pouco que recebeu – praticando a lição que a cultura de sua gente ensinou – por aqui roubam escancaradamente o remédio dos doentes, como tiram das crianças a merenda que deveria contribuir para melhorar o seu desenvolvimento físico e intelectual, políticos se vocacionam patrimonialistas e a Justiça quando se ensaia o é para beneficiar ladrões do colarinho branco.

E não há quem tome uma providência! Só a Divina, para os que Nela ainda acreditamos! Razão por que aprender e esperar se torna determinação filosófica em busca de um legado para futuras gerações.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 16/01/2011 | 15:25
Editado em 16/01/2011 | 17:03

dylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Moralidade

O Presidente da Câmara, Ruy Machado, causou espécie quando se anunciou arauto da moralidade caso confirmado na Chefia do Poder Legislativo local. As primeiras medidas causam surpresa, justamente por se materializarem no âmbito da tão decantada moralidade administrativa: cancelamento de contas de celulares de vereadores a soldo do dinheiro do povo e da terceirização dos serviços. Grata surpresa.  

Aguarda-se apurar as denúncias de abusos na utilização de empréstimos consignados por membros da Casa e de comissionados dividindo o contracheque com alguns vereadores.

Globo X Record

globoUma singela contribuição do Judiciário à disputa, nada favorável à Platinada: Edir Macedo, dono da Record, acionado pela Procuradoria da República em razão da fonte de recursos que alimentou a aquisição da rede, acaba de ser beneficiado por decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal de São Paulo, reconhecendo ser ele o efetivo proprietário da Record e legitima a fonte dos recursos para a aquisição – os templos da IURD, imunes de tributação.

Como a Globo não tem nenhuma igreja, a concorrência vai ficar difícil. A Record – com fonte inesgotável; a Globo dependendo de patrocinadores públicos e privados.

Se o Governo Federal resolver economizar em publicidade televisiva...

Jogo sujo!

dilma enchentesNesta sexta-feira a edição do Jornal Nacional, focando a reunião ministerial que discutia ajuda para as regiões atingidas, mostrava a Presidente e Ministros rindo. Todos sabemos que essas reuniões são realizadas sem a presença de fotógrafos, cabendo fotos antes de iniciadas, em momento descontraído.

Editar o noticiário, quando tratando da tragédia serrano-fluminense, com esse momento de descontração – dando a entender que Dilma ria da tragédia – não fosse desumano e anticristão e não bastasse a audiência (onde não está só) sobre os escombros da miséria alheia foi de uma crueldade irresponsável.

A má-fé é tamanha que dispunha de uma imagem da Presidente discutindo soluções para a tragédia (à direita) – compatível com o conteúdo da matéria jornalística – e não se dignou publicá-la, preferindo manipular com as imagens que antecederam a reunião ministerial.

Dá mostras a que veio. É o sinal! Uma evidência do que pretende o jornalismo da Globo.

Um outro lado I

A cada tragédia – como a recente na região serrano-fluminense – traz à tona uma eterna discussão, mais centrada na ausência de planejamento e de recursos governamentais. Quando a tragédia atinge favelados, o moto perpetuo basta. Não trazem à baila, no entanto, uma postura idêntica, nascida dos mais abastados: uns e outros ocupam áreas que se tornam de risco, que deveriam estar protegidas.

Os primeiros (despossuídos) o fazem premidos pela circunstância de encontrar um local para construir um teto. Os demais, com apoio do Poder Público na maioria das vezes, para paradisiar a vida.

Um outro lado II

À margem desse viés, não tem merecido a devida repercussão o desvio do rio Carvão, nos limites do distrito de Itaipava, em Petrópolis-RJ, certamente causa de ampliação da tragédia, uma vez que a ação humana aumentou a velocidade das águas. Denuncia a artista plástica e advogada Bia Garcez, em www.tribunadaimprensa.com.br neste 14 de janeiro, que o Carvão “teve seu curso desviado dentro da  propriedade  do nosso vizinho e  presidente da Associação dos “Amigos” de Santa Monica , que se declara à imprensa como protetor do meio ambiente e que faz parte da turma que idealizou e está construindo o  ‘Parque da Orla do Piabanha’ com recursos públicos que deveriam estar sendo aplicados na prevenção de enchentes e limpeza e desassoreamento dos rios, contenção de encostas, calçamento de ruas, coleta de lixo e outros serviços a que fazem jus os contribuintes e a população em geral”.

Como se vê, amigos poderosos sempre encontram dinheiro público. Até a Natureza reagir!

A Globo de barriga cheia

A pérola abaixo, extraída do Blog do Garotinho em http://www.conversaafiada.com.br de 13 de janeiro, mostra quão canhestro é o jornalismo do PiG, capitaneado pelo sistema Globo. Recursos, na ordem de 24 milhões, do Estado do Rio de Janeiro destinados a “obras de contenção de encostas, dragagem de rios, prevenção de enchentes”, foram desviados/transferidos para a Fundação Roberto Marinho que pretende construir o Museu do Amanhã no Cais do Porto. E há, ainda, mais 106 milhões da Prefeitura do Rio.

Dispensados os comentários, que o leitor busque mais detalhes porque por aqui nos basta e nos enoja. 

reprodução

Cinema

fecibaAcompanhamos em Ilhéus, de 9 a 14, o 1º Festival de Cinema Baiano, destacando diversas mostras – Atualidades, Retrospectiva, Sexualidades, Competitiva de Curtas, Paralela – bate-papos e oficinas, sob coordenadoria Geral de Cristiane Santana, cabendo as Curadorias a Joel de Almeida e Lúcio Mendes (para Curtas) e Renata Hasselman (Longa-metragem), realização do Núcleo de Produções Artísticas (NUPROART) e da Panorâmica Produções.

Exibidos 11 dos 12 curtas programados na Competitiva e premiado “Doido Lelé”, em votação popular.

Cinema: algumas considerações particulares

Teremos oportunidade de nos debruçar, de forma pormenorizada sobre os filmes “Cascalho”, “Pau Brasil”, “Esses Moços”, “Cantador de Chula” em futuras oportunidades. Por enquanto alguns rodapés:

1. A Mostra Restrospectiva trouxe pérolas como “Redenção” (1959) e “Césio 137, o Pesadelo de Goiânia” (1990), de Roberto Pires, “Superoutro” (1989), de Edgar Navarro e ainda “Meteorango Kid, Herói Intergalático” (1969), de André Luiz Oliveira – para nós, apesar da fama, muito desperdício de celulose, uma vez que alcançaria o mesmo resultado com a metade da projeção.

Paula2. Pensou Giuseppe Tornatore estar registrando o obituário das salas de cinema e mesmo da indústria cinematográfica, com “Cinema Paradiso”. Não se pode negar essa inspiração no documentário “Pornográphico”, belo trabalho de Paula Gomes (foto) e Haroldo Borges, um argumento que justifica um longa.

Paula Gomes também assina “Profissão Palhaço” (2009), um resgate da memória circense, tematizado na sobrevivência do circo tradicional focado nos mambembes. 

3. Dentre os curtas, “Mr. Abrakadabra” (1996), de José Araripe Jr, nos deixou encantado não só por sua inspiração chapliniana, mas por vermos nele a mesma dimensão, com outra resolução (o menino em vez do cão) do belo e pungente “Umberto D.” (1952), obra-prima de Vittorio De Sica.

4. Ainda no universo dos curtas exibidos destacamos “29 Polegadas” (2004), de Bernard Attal e Joselito Crispim, “10 Centavos” (2007), de César Fernando de Oliveira e “Doido Lelé” (2009), de Ceci Alves – o preferido do público.

Edgard Navarro

navarroO cineasta do premiado “Eu Me Lembro” (2005) – finalizando “O Homem Que Não Dormia” (Ramon Vane atua) – veio à mostra Retrospectiva com “Superoutro”. As idiossincrasias autorais – Navarro é um autor e o cinema a sua (auto)expressão – transitam pelo sonho na contraditória visão de um louco que perambula pelas ruas de Salvador, frustrada até no instante em que ensaia um salto para a leveza do voar e é mais uma vez vítima da repressão que o acompanha cotidianamente.

Edgard exercita a imaginação em cenas antológicas, como a masturbação do personagem diante de um televisor em exposição na loja de eletrodomésticos sintonizado no televisivo “Tudo Por Dinheiro” e estraçalha estereótipos históricos, religiosos e sociais.

Tuna Espinheira

tuna 1O conceituado documentarista baiano assina seu primeiro longa metragem, “Cascalho” (2004), inspirado na obra homônima de Herberto Sales, locado na Chapada Diamantina e Andaraí como o centro urbano. O poder provinciano na República Velha, com suas crises e superações – ainda que sob a égide da trapaça, tendo por fundo o dinheiro público (aspecto sempre atual) – abordado na força de personagens e com um desfecho inusitado em relação à obra, mas que bem refletuna 2te a percepção autoral. A universalidade da obra reside na perspectiva de esperança do explorado, submisso ao opressor, como metáfora das relações capital-trabalho, mercado e poder, hoje mais estilizadas, mas padecendo das mesmas mazelas.

Tuna nos revelou estar finalizando um documentário sobre Anísio Teixeira e pensa em outro em torno de Carlos Marighela.

Fernando Bélens

belensTrazendo também seu primeiro longa, Fernando Bélens brindou o público com uma pérola de trabalho, de forte componente psicológico. O ethos da Humanidade sob a metáfora perseguida pelo cineasta pode muito bem ser resumida numa das cenas mais marcantes, quando o pai repressor exige da filha vocacionada à clarissa que chicoteie a irmã que luta para fugir ao círculo em que vive, em típica aliança sacro-profana para realizar o martírio que nos parece amparado em arquétipo presente em Sade, de Justine, não fora o poder repressor aliciando adeptos nos estamentos mais díspares. A mais bela descoberta cinematográfica que particularmente belens2tivemos no conjunto de longas exibidos.

Sinaliza o Homem fadado a negar-se, a tornar-se agente da profanação e morte da Virtude, a desconhecer-se para a Felicidade, onde a intolerância não escolhe padrões materiais. Como Nietzche, a esperança se apresenta como derradeiro mal, o pior deles, prolongando o tormento.

A ausência de linearidade textual contribui para um resultado, onde a fragmentação da narrativa alimenta resoluções a cada tempo, a cargo do espectador.

Marcelo Rabelo

rabeloOutra auspiciosa promessa desse inspirado cinema baiano, Marcelo Rabelo exibiu “Batatinha, Poeta do Samba” (2008) e “Cantador de Chula” (2009), documentários que expressam a visão da família do grande sambista baiano no resgate de sua obra e o caminho do samba chula não só no seu ambiente específico (Santo Amaro e adjacências) mas seu alcance pelas incelenças e aboios, resgatando emblemáticas personagens que ainda constituem o repositório de uma tradição que tende a desaparecer do imaginário com a morte de seus atores.

Petrus Pires

redençãoFilho do visionário diretor Roberto Pires, acompanhou a retrospectiva de “Redenção” e “Césio 137, O Pesadelo de Goiânia” durante o 1º Festival de Cinema Baiano. Sob seus cuidados está a restauração das obras paternas, dentre elas “A Grande Feira” e “Tocaia no Asfalto”.

robero piresSerá através de Petrus – e graças a ele – que reencontraremos, ou redescobriremos, a obra do inesquecível Roberto Pires, que também produziu “Barravento”. Através dele “Redenção”, o primeiro longa-metragem do cinema baiano, foi restaurado, a partir de uma última cópia em 16mm existente em Recife. 

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CabôcoCantinho do ABC da Noite

80 anos de Cabôco Alencar, o Filósofo do Beco do Fuxico, dia 2 de fevereiro.

Só alegria!

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traçastraçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 14/11/2010 | 11:54
Editado em 15/11/2010 | 16:26

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Festas cívicas I

Vem-nos um passado distante. Não aquele decorrente da inexorabilidade que nesta dimensão conflita espaço-tempo. Os anos são alguns, muitos para curta existência.

E nos vimos desfilando, calça azul-marinho e camisa branca, pelas ruas da província para enaltecer a República, cantando seu hino. Recitávamos poemas, fazíamos discursos. Quando alcançamos o ginásio, nos idos de 1960, aprendemos a solfejá-lo, como conteúdo da disciplina Canto Orfeônico. Em outras datas o Hino ao Dois de Julho, o da Independência, o da Bandeira etc.

E nos víamos, como parte viva deste País, no hinário que expressávamos com alegria.  

Festas cívicas II

Defendemos a necessidade da unidade nacional. Esquecemos que não se pode nela pensar sem história, sem memória, sem a música hinária que nos fazia orgulhosos de ser brasileiros.

Hoje pouco sabemos de nossa História, ainda que aquela capenga oriunda da literatura oficial. Mais nos debruçamos sobre o importado. Até o Hino Nacional muitos cantam em outro andamento, como se fora o americano. Aliás, nossos Saci, Boitatá, Curupira perdem espaço para o Halloween.

Onde a luz, onde a escola?

Da mesquinhez ao aprendizado

A gana das redes de televisão, acentuadamente a Globo, por tornar fatos menores em tragédia ocorreu com o modo de tratar o problema que envolveu cerca de 0,003% de candidatos que prestaram exame para o ENEM. Menos que a previsível circunstância (exames para OAB, para vestibulares e concursos vários tem padecido de idêntica mácula) o fato foi transformado em ação deletéria do Governo Federal, capaz de detonar toda uma política oficial de inserção de parte da população no universo da graduação.

Não fora a entrevista concedida (ver vídeo) pelo Ministro da Educação Haddad e não saberíamos muita coisa. Que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU – tornado cavalo de batalha pelo PiG (Partido da Imprensa Golpista, como o diz Paulo Henrique Amorim) – dispõe de duas vertentes para análise da Educação, uma que avalia dez anos anteriores e outra o último decênio. Desta forma o avanço de 3 pontos conseguido pelo Brasil adquire mais méritos, o que a grande imprensa – secundada por nanicos a fora – não quer enxergar.

No fundo, tivemos oportunidade, com a entrevista do Ministro ao Bom dia Brasil de terça-feira 9, de descobrir atabalhoados entrevistadores invadindo seara que demonstraram desconhecer, emudecidos diante do desafio para um debate com quem entenda de educação.

E vamos aprendendo que não ver a Globo pode contribuir para uma melhor informação.

Luta necessária

Construir a identidade nacional sem desconstituir o amálgama das diversas identidades culturais que existem no Brasil são lições e sonhos de Darcy Ribeiro, Manoel Bonfim, Caio Prado, Joaquim Nabuco, Sérgio Buarque de Holanda à espera de ações concretas da sociedade e através do governo federal nas políticas de Estado.

A maioria das redes de televisão e rádio centralizadas no Sudeste têm pouco contribuído para essa construção. Buscam o controle hegemônico para submeter os vários e variados brasis ao Brasil pensado sob a ótica do sudeste. Ou paulista particularmente.

Não à toa que saímos de uma eleição que adquiriu foros segregacionistas. A não aceitação de resultados por um punhado de expressões que têm muito mais a pretensão à submissão alheia que do desenvolvimento de todos demonstra a existência ainda de uma casa-grande ensaiando aflorar quando a senzala há muito despertou e descobriu a sua força.

Diferentemente daquela, não para subjugar, mas para participar.

Preconceito

Vemos por trás do massacre ao ENEM, inclusive com o que temos como precipitada decisão judicial que suspendia o certame e a publicação dos resultados, uma vitória de setores privilegiados (a elite branca, de Cláudio Lembo) que imaginam que os menos aquinhoados estão fadados a permanecer como reserva de mão de obra.

E que alcançar a universidade é coisa somente para privilegiados que possam ingressar em cursos preparatórios.

Naturalmente particulares!

Em defesa do ENEM

enemA sociedade precisa organizar-se para enfrentar os que trabalham contra conquistas alcançadas pelo povo. O ENEM, ao possibilitar ingresso na Universidade Pública sem carecer de “cursinhos” particulares, incomoda a indústria que fatura com educação.

A quem interessa cercear o ingresso de alunos em universidades públicas? Essa a resposta que a minoria não quer oferecer. A anulação de provas atenderia interesses desta minoria, que vive de fomentar a indústria do vestibular, de cursinhos etc., sem compromissos além da certificação

Vincular o ENEM ao PROUNI, por exemplo, incomoda muita gente. Eis um dos “xx” da questão.

Omissão

As grandes redes de televisão esconderam da sociedade o seminário internacional, em solo brasileiro, voltado para discutir as comunicações eletrônicas e convergência da mídia. Palestrantes da UNESCO, dentre outros temas, defenderam a necessidade de uma regulamentação e responsabilidade social em torno do assunto.

Para o PiG isto seria censura.

Preferimos aguardar a regulamentação dos artigos 221 e 222 da Constituição.

De conceitos à realidade

Debruçado sobre alguns blogs, durante a semana (destacando o de Nassifi e o de Paulo Henrique Amorim), chamaram-nos a atenção duas matérias – “As Famílias do Judiciário” e “Justiça condena Protógenes e deixa Daniel Dantas solto”.

Refletem preocupações neste Estado de Direito singular, que é o Brasil. Particularmente temos concluído que muitas instituições não têm servido ao povo, mas aos privilegiados. E não há radicalismo ou maniqueísmo na afirmação.

A propósito, Norbeto Bobbio já sinalizou que a Democracia muito deve à sociedade: a isonomia conceitual que não alcança, na prática, os menos favorecidos.

Do ridículo à palhaçada

promotorAlguns agentes do Ministério Público, sob o pálio da defesa da sociedade, estão beirando o ridículo.

O Promotor de Justiça Maurício Lopes, que exigiu comprovação da escolaridade do palhaço Tiririca, não está satisfeito com o resultado da avaliação, aceito pelo Juiz (estadão.com.br,). Segundo ele, por considerar que o acerto do avaliado no ditado foi inferior a 30%. Pretende recorrer.

No conceito do ilustre Promotor escrever e errar torna o individuo analfabeto. Ainda que demonstre capacidade para ler, como ocorreu com o palhaço.

Em tempos de permanente FEBEAPÁ (precisa-se reeditar com urgência a obra de Stanislaw Ponte Preta) entre o Promotor e o Tiririca não sabemos quem mais está dado a palhaçadas.

Com o palhaço correndo sério risco de perder o emprego.

O lado positivo da palhaçada

Por outro lado, considerando a imperiosa necessidade de reformulação do conceito de analfabeto, como o insinua a postura do Promotor Maurício Lopes, disporíamos de oportunidade ímpar para melhorar a qualidade intelectual de uma gama de políticos deste Brasil varonil: avaliação nos moldes do Promotor Maurício!

Que poderia aproveitar a oportunidade e arranjar um jeitinho de avaliar muitas toupeiras, começando por algumas encasteladas no Congresso Nacional.

Didático

Uma relação de nomes e valores publicada por Nogueira Lopes na Tribuna da Imprensa on line de quinta 11, nos despertou para uma provocação: a publicação pelos diversos candidatos oriundos desta intimorata Região, que tende a deixar de ser cacaueira, do total dos gastos na campanha e  a fonte dos recursos, se do fundo partidário, se da iniciativa privada.

Com a palavra Josias Gomes, Geraldo Simões, Rosemberg Pinto, Félix Jr., Coronel Santana, Augusto Castro.

Para facilitar ousamos disponibilizar O TROMBONE para a publicação.

Cremos que será muito didático. Inclusive para uma discussão que se avizinha: o financiamento público de campanhas políticas.

Lições do didático

A publicação acima, que destacou dez políticos eleitos no Rio de Janeiro, traz dados interessantes: Jandira Feghali (PCdoB) superou 1,8 milhão em gastos; Romário (PSB), beirou 400 mil; Chico Alencar (PSOL) quase alcançou os 190 mil; Anthony Garotinho (PR), ultrapassou 2,5 milhões; Eduardo Cunha (PMDB), mais de 4,7 milhões.

Deduzimos que no plano financeiro, com dinheiro público do fundo partidário ou com recursos da iniciativa privada, partido político não tem cor.

Tem verdinha, amarelinha...

Rede nacional e realidade local

nblogsSomos dos que defendem o fortalecimento da realidade regional. Não podemos entender como um país plural em decorrência em muito da vastidão territorial que possibilita abrigar uma gama de culturas distintas entre si, interagidas pela unidade nacional, não encontre um meio de fortalecimento da realidade local.

A idéia de rede nacional (de rádio e TV) tem construído distorções justamente por delimitar para todo o Brasil a realidade do eixo Rio-São Paulo, que encontrou adiantado avanço por concentrar o Poder que durante décadas privilegiou aquela região.

Sob este prisma tem singular significação o programa N BLOGS, que estreou nesta sexta 12, pela TV CABRÁLIA. Um evidente reconhecimento ao que é produzido pela internet local.

Cabe-nos apenas levantar uma dúvida: o horário disponibilizado faz parte da cota local ou da nacional? Se da nacional, corremos o risco de vê-lo desaparecido, como aquela saudosa programação da pioneira.

Ainda o inacreditável

Até que enfim a imprensa regional sinalizou divulgação em torno da agressão de prepostos da Polícia Militar a uma comunidade rural do município de Ilhéus. Entretanto, à exceção do “Repúdio” de Ramiro Aquino em sua coluna do DIÁRIO BAHIA, todo o divulgado estava no script do release do Governo do Estado. Refrescando a memória, o fato correu no dia 23 de outubro e foi noticiado neste O TROMBONE logo no dia 30.

A defesa da sociedade contra abusos de qualquer espécie não pode depender de release, mas de jornalismo investigativo.

Bilhete único

Anunciadas mudanças na área de transporte coletivo da cidade de Itabuna, incluindo a possibilidade de instituição do bilhete único. A iniciativa, experimentada em outras oportunidades Brasil a fora, sempre encontrou uma barreira: concessionárias de serviço público de transporte ou, simplesmente, as empresas de ônibus.

Marta Suplicy, quando prefeita de São Paulo comeu o pão que o Diabo amassou ao instituir o bilhete único, não pela unidade tarifária, mas pelos desdobramentos, como o de exigir melhor atendimento ao consumidor do serviço.

Se não houver uma participação efetiva da comunidade em defesa da inovação, continuaremos com serviço sofrível e oneroso para o bolso do usuário.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Rosinha tem o mandato cassado pelo TRE-RJ; Garotinho fica inelegível

Domingos Matos, 27/05/2010 | 21:19
Editado em 27/05/2010 | 21:46

Hoje, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) cassou o mandato de Rosinha Garotinho, prefeita de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, por abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

O crime ocorreu durante a campanha de 2008, quando ela foi beneficiada por práticas panfletárias da rádio e do jornal O Diário. Como Rosinha Garotinho obteve mais de 50% dos votos, o tribunal convocou novas eleições para o município.

A decisão do TRE –RJ sobrou também para o marido da ex prefeita, Anthony Garotinho, que é pré-candidato ao governo Rio, e para os três comunicadores da rádio O Diário. Todos eles ficarão inelegíveis por três anos.

Os dois ainda podem recorrer da decisão.

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