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Fake news são empecilho para aumento da vacinação contra HPV

Domingos Matos, 23/04/2019 | 10:42

As notícias falsas, chamadas fake news, são empecilho para o aumento da cobertura vacinal do HPV, de acordo com o Ministério da Saúde. Para ampliar o número de adolescentes vacinados e esclarecer a importância da vacina, a pasta quer aproveitar o início das aulas nas escolas para conscientizar jovens e responsáveis. A recomendação é que eles estejam atentos à atualização da caderneta de vacinação.

O problema das fake news não é apenas do Brasil. No início do mês, o Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC) vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou um comunicado alertando para o problema e afirmando que a vacina é segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero.

O HPV é uma doença transmitida pelo papiloma, vírus humano que causa cânceres e verrugas genitais, atingindo meninos e meninas. A vacina só é administrada na adolescência, daí a importância da conscientização.

“O reinício do período escolar é um momento importante para que pais e filhos fiquem atentos à atualização da caderneta de vacinação. A medida evita a ocorrência de doenças entre os adolescentes”, diz o ministério. A pasta esclarece que os falsos rumores são um dos fatores que impedem uma maior cobertura vacinal. Outro fator é que muitos acreditam que não precisam da vacina. 

Cobertura

As doses da vacina são ofertadas pelo Ministério da Saúde, durante todo o ano, nas Unidades Básicas de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina é voltada para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Eles devem tomar duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A meta do ministério é vacinar, com as duas doses, 80% dos adolescentes, tanto meninas quanto meninos.

De acordo com a pasta, entre 2014 e 2018, foram vacinadas na faixa etária de 9 a 14 anos, 5,9 milhões de meninas com a segunda dose da vacina, o que representa 49,9% do público-alvo. Em relação à primeira dose, a cobertura vacinal nas meninas é de 70,3%. Já entre os meninos, a cobertura é de 20,1% do público-alvo.

Saúde na Escola

O levantamento Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, mostra que a infecção por HPV acomete pessoas de todas as condições sociais, sem distinção. A infecção é transmitida sexualmente ou por contato pele a pele.

O levantamento aponta que a prevalência do HPV no Brasil foi de 53,6%, sendo o HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer presente em 35,2%. O estudo avaliou 7.693 pessoas sexualmente ativas entre 16 e 25 anos.

O Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e da Educação, é uma das iniciativas do governo para incentivar a vacinação dos estudantes. O prazo para os municípios aderirem ao programa vai até o dia 28 deste mês. (Com informações da Agência Brasil)

Geraldo cobra agilidade para licenças ambientais dos 'humildes'

Domingos Matos, 21/11/2011 | 13:49
Editado em 21/11/2011 | 14:01

gs plenárioDepois de afirmar, em entrevista na TVI, que iria cobrar do governador Jaques Wagner, em relação à barragem do rio Colônia, agilidade na liberação de licenças ambientais semelhante à que o Galego imprimiu no processo de liberação do Porto Sul, o deputado federal Geraldo Simões (PT/BA) fez pronunciamento hoje (21) no Congresso Nacional batendo no mesmo assunto.

A cobrança ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), pela agilidade nas questões ambientais que envolvem a construção da barragem do Rio Colônia e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, obras do Governo da Bahia, teve como pano de fundo as observações que pontuou na entrevista.

"As obras são fundamentais para complementar projetos importantes como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste e o Gasoduto da Petrobrás, que darão um novo impulso ao desenvolvimento regional”.

O Inema é uma autarquia da Secretaria do Meio Ambiente (Sema),  o órgão executor da Política Ambiental do Estado da Bahia. De acordo com Simões, os estudos de impacto ambiental da barragem e da duplicação da rodovia já foram entregues ao Inema, mas não houve qualquer avanço, o que trava a realização das obras.

"São ações que já dispõem de recursos disponibilizados pelo Governo Federal e pelo Governo da Bahia”. A barragem do Rio Colônia vai garantir o abastecimento de água em Itabuna e cidades vizinhas e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna vai desobstruir um dos gargalos que impedem a expansão dos dois municípios.

O deputado cita o caso do Porto Sul, que após a mudança da área da Ponta da Tulha para Aritaguá, onde os impactos ambientais são menores, o Ibama já promoveu a audiência pública, passo importante para a concessão da licença ambiental.

“É preciso que o Inema cumpra o seu papel de evitar eventuais danos ambientais e exigir compensações, mas Itabuna e o Sul da Bahia não podem esperar indefinidamente pela construção da barragem e a duplicação da rodovia”, ressaltou Simões.

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