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Crise atinge micro e pequenas empresas, que lideram inadimplência em agosto

Domingos Matos, 04/11/2019 | 11:40

O Brasil registrou 5,9 milhões de empresas com contas atrasadas e negativadas em agosto/19, segundo levantamento da Serasa Experian. O número, novo recorde da série histórica iniciada em março de 2016, foi puxado pelos micro e pequenos empreendimentos inadimplentes: 5,6 milhões que representam quase 95% do total. Na análise com agosto/18, o total aumentou 9,7% e a alta com relação a julho/19 foi de 1,7%.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, “a estabilização da inadimplência dos brasileiros tende a favorecer a consolidação deste indicador, em algum momento futuro, das empresas. Isso ocorrerá porque quando uma pessoa física paga uma dívida, esta dívida tem sempre um credor – que é pessoa jurídica. No entanto, este movimento ainda deverá demorar a acontecer”.

Considerando companhias de todos os portes, houve aumento da participação daquelas com mais de cinco anos de existência. Os dados mostram que a evolução deste ano até setembro/19, comparada com dezembro/18, revelou uma maior variação entre aquelas com mais de 15 anos – 0,7 ponto percentual –, enquanto as com até cinco anos de existência apresentaram queda de quase 2 p.p.

Setor de serviços puxa alta

Foram os micro e pequenos empreendimentos de serviços os maiores impactados pela inadimplência, representando 48,5% do total, com a maior variação com relação a agosto/18 – 11,1%. Na comparação com julho/19, o número foi de 2,1%. A Indústria apresentou crescimento de 7,0% na análise ano a ano, ainda que tenha a menor representatividade entre aqueles com contas atrasadas. Na análise com julho/19, o setor aumentou 1,8%. Já o Comércio tem representatividade de 42,6%, com altas de 6,4% no comparativo anual e 1,2% na análise mensal.

Inadimplência cresce 2,00% em agosto, apontam CNDL/SPC Brasil

Domingos Matos, 19/09/2019 | 19:39

Em ritmo de desaceleração, o número de consumidores com nome sujo continua crescendo. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que em agosto houve um avanço de 2,00% na quantidade de inadimplentes ante o mesmo mês do ano passado. Em contrapartida, o volume de dívidas apresentou queda de 0,83%. Essa retração resulta em uma discreta diminuição do número médio de dívidas contraídas por pessoa física, que caiu de 2,2 em janeiro de 2010 para 1,9 no dado mais recente.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o cenário econômico não tem favorecido a redução da inadimplência, muito embora o crescimento do número de pessoas com contas em atraso aconteça de forma moderada. “Há uma frustração quanto à retomada da economia e os reflexos positivos na vida do consumidor. Com o desemprego elevado e o achatamento da renda, a capacidade de pagamento das famílias ainda não voltou a pleno vapor. A expectativa é de que a inadimplência comece a recuar a partir de 2020”, analisa.

 

Contas básicas de água e luz seguem puxando ranking de atrasos

Somando todas as pendências, cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.277,74. Pouco mais da metade (53,0%) tem dívidas de até R$ 1.000 e 47,0% acima desse valor. Já descontando os efeitos da inflação, os valores observados agora são menores do que se observava no início da série histórica, em 2010. Nesse intervalo, houve forte enxugamento do crédito.

De acordo com o indicador do SPC Brasil, apesar da queda no total de dívidas, houve avanço em alguns setores. Considerando as contas de serviços básicos, como água e luz, foi registrado um avanço expressivo de 17,6% no volume de atrasos na comparação com agosto de 2018. O segmento de bancos também apresentou alta de 2,8%, enquanto comunicação e comércio, por sua vez, tiveram quedas de 19,5% e 4,7%, respectivamente.

“O consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas com juros mais elevados, como cartão de crédito ou cheque especial. Atrasar contas de serviços básicos, como água e luz, pode traz problemas de corte do fornecimento, embora os juros sejam baixos. O ideal é organizar o orçamento para evitar o ‘rodízio’ de contas, em que se escolhe a cada mês qual será paga em detrimento de outra”, orienta a economista-chefa do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Inadimplência atinge 63 milhões de consumidores em março, aponta Serasa

Domingos Matos, 25/04/2019 | 10:33
Editado em 25/04/2019 | 16:12

São Paulo – O número de consumidores inadimplentes no Brasil chegou a 63 milhões em março de 2019 e registrou recorde desde 2016, quando teve início a série histórica. Isto significa que 40,3% da população adulta do país está com dívidas atrasadas e negativadas. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (61,0 milhões), o aumento foi de 3,2%, ou seja, dois milhões a mais de pessoas. Na relação março x fevereiro 2018, a alta foi de 1,2%.

“O aumento do desemprego e o repique da inflação nos primeiros meses do ano resultaram em perdas da renda do consumidor, que impacta diretamente na inadimplência. Também a concentração de compromissos financeiros típicos de início de ano (IPTU, IPVA, material escolar etc.) pressionaram o orçamento da população. O recorde de pessoas com dívidas atrasadas em março mostra um patamar elevado e traz prejuízos ao crescimento da economia. Por isso, cresce a importância de ações que ajudem a mudar este cenário, como o recém aprovado Cadastro Positivo, o qual contribui para a prevenção do descontrole financeiro e para o combate ao superendividamento”, diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Inadimplência dos idosos apresenta a maior alta

Por faixa etária, a inadimplência é maior nas pessoas de 36 a 40 anos (48,5% delas estão inadimplentes), mas os idosos (consumidores com mais de 61 anos) apresentaram a maior alta (1,9 p.p.) em março de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior: 38,8% deles estavam inadimplentes e março/19. Já as faixas de 26 a 35 anos e de 31 a 35 anos apresentaram ligeira queda na mesma relação. 

Dívidas atrasadas com telefonia têm o maior crescimento

Mesmo com a maior representatividade de bancos e cartões (28,1% dos registros de inadimplência são provenientes deste segmento), as dívidas não pagas e negativadas no segmento de telefonia tiveram o maior crescimento (1,6 p.p.) em março de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, representando agora 13,2% do total. 

A maldição da inadimplência ataca o PMDB

Domingos Matos, 07/06/2016 | 14:12
Editado em 07/06/2016 | 14:21

Depois da tentativa com o juiz aposentado Marcos Bandeira, o PMDB de Itabuna se vê novamente envolvido em uma articulação nebulosa com o pré-candidato a prefeito Augusto Castro (PSDB). Fugindo à tradição do partido, foi acertada "por cima" a indicação do nome do médico Eduardo Kowalsky, que vem a ser o 1º vice-presidente do diretório do partido em Itabuna, para ser o candidato a vice-prefeito na chapa tucana.

Tremenda inadimplência de palavra com o arquiteto Fernando Vita, que oficialmente é o pré-candidato a prefeito do PMDB.

Os que articulam dar a Augusto um nome - ele aceita qualquer um, desde que leve o dote de minutos a que o partido tem direito no rádio e na TV - alegam que o nome de Vita não cresce. Ora, que Vita nem sobe nem empolga, todos sabiam desde o início. Não é desculpa.

O problema é que deram a ele essa homenagem - ser o nome do PMDB - e ele se convenceu de que era de coração.

Claro, se após um período determinado o nome permanecesse nessa inércia, o partido - imagina-se - poderia até rever a estratégia. Mas, em decisão democrática, discutida internamente, com sua diretoria.

O rolo compressor do deputado Pedro Tavares está destruindo um dos pilares mais propagados pelas lideranças locais do PMDB: a adimplência dos acordos.

Ou era um pilar de isopor?

Santa inadimplência!

Domingos Matos, 12/01/2011 | 00:17
Editado em 12/01/2011 | 00:22

protestoFuncionários da Santa Casa de Misericórdia fizeram manifestação em frente ao hospital Calixto Midlej Filho, na tarde de hoje, em protesto contra os constantes atrasos de salários. O protesto vai se repetir ao longo dessa semana nos outros dois hospitais da Santa Casa, o Manoel Novaes (nessa quarta) e o São Lucas (na quinta).

“Já encaminhamos representação ao Ministério Público do Trabalho contra a provedoria para que o dinheiro saia em dia”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi), Raimundo Santana.

Os funcionários da Santa Casa cobram o salário de dezembro. A provedoria alega dificuldades de caixa e tem pago os mais de 2 mil funcionários na segunda quinzena de cada mês.

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