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Professores da Educação Inclusiva revisam práticas pedagógicas para 2019

Domingos Matos, 11/06/2019 | 12:06

Num dos primeiros encontros de professores do ano letivo de 2019, os profissionais da área de Educação Inclusiva estiveram reunidos na última quinta-feira (06), na sede do Centro de Formação e Tecnologia Municipal (CFTM), da Secretaria Municipal da Educação (SME), com o objetivo de efetivar a revisão do documento que apresenta as diretrizes e orientações pedagógicas para essa área específica da Educação. 

Segundo a coordenadora das salas de recursos multifuncionais, professora Robermara França Souza Ribeiro (foto), “esse documento foi elaborado no ano de 2016 e, passados três anos, e tendo a própria Rede Municipal passado por mudanças no seu sistema de ensino, se faz necessário que também a Educação Inclusiva reveja as suas práticas, buscando atender da melhor maneira aos estudantes que perfazem o público-alvo das salas de recursos”, destacou a coordenadora. 

As salas de recursos multifuncionais são ambientes especialmente criados em algumas unidades escolares para atender aos estudantes que apresentam características que o colocam numa perspectiva diferenciada de aprendizagem: alunos autistas, alunos que apresentam déficit intelectual, etc. 

Atualmente, a Rede Municipal de Ensino possui 43 professores para o atendimento desse público e cerca de 30 salas de recursos, atendendo em 2019, quase 1.050 estudantes. 

A secretária municipal da Educação, professora Nilmecy Gonçalves, explica que o Departamento da Educação Básica (DEB) e o Departamento de Acompanhamento da Gestão (DAG) realizam uma série de avaliações que permitem identificar profissionais do magistério com características que os coloquem numa dimensão de sensibilidade capaz de atender aos estudantes sempre com muito cuidado, carinho e atenção. “São analisados o perfil do professor, os cursos na área e a experiência profissional”, disse a secretária. 

Como resultado do encontro, o grupo espera adequar para o ano de 2019 o documento orientador da Educação Inclusiva no âmbito da Rede Municipal de Ensino de Itabuna, atualizando-o com as novas perspectivas surgidas nos últimos três anos. O encontro foi iniciado na última quinta-feira (06), mas outras reuniões poderão vir a ser realizadas para cumprir, de maneira categórica e eficiente, a revisão completa do documento.

Edital investe R$ 200 mil em ações de empoderamento feminino

Domingos Matos, 08/03/2017 | 21:38

Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Governo do Estado abre inscrições para a iniciativa que vai investir R$ 200 mil em dez projetos que contribuam para fomentar a autonomia, empoderamento, promoção e defesa dos direitos das mulheres. Organizações da sociedade civil podem inscrever no edital Março Mulheres 2017 - Produção Cultural Feminina e Inclusiva até 7 de abril. 

Promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o edital engloba ações de capacitação, como oficinas e rodas de diálogo, além de feiras de inclusão sócio produtiva e aquisição de equipamentos para pequenos empreendimentos. Segundo a coordenadora de autonomia das mulheres da SPM, Michele Fraga, para participar, as organizações devem manter uma relação com o tema. 

“Temos projetos de agenda de trabalho decente, aula de dança, de capoeira, entidades de mulheres em comunidades rurais e muitas outras. As associações não precisam ser exclusivamente de mulheres, mas precisam, na descrição de atividades, estar relacionadas à autonomia e ao enfrentamento da violência”, explica Michele. As inscrições devem ser feitas na sede da SPM, na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, ou através do envio da documentação pelos Correios. 

Capacitação

Organizações contempladas no edital de 2016 também podem participar, como o Centro de Estudos e Assessoria Pedagógica (Ceap), selecionado com o 'Projeto Político Pedagógico nas Escolas Municipais Parceiras do Ceap e o Empoderamento de Mulheres'. Em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba), as aulas do projeto começaram nesta quarta-feira (8), com o objetivo de capacitar gestores de escolas infantis públicas de Salvador a partir de temas como diversidade, questões de gênero, combate à discriminação e respeito às mulheres. 

Segundo a coordenadora da capacitação, professora Denise Guerra, o objetivo é sensibilizar os gestores para que eles levem os assuntos para as unidades escolares. “Queremos atingir essas escolas de forma abrangente, porque são questões que envolvem as famílias, os estudantes, os funcionários e os professores”. 

Feira e debates

A Associação Educativa e Cultural Didá também foi selecionada em 2016, com a 'I Feira Empreendedora da Didá'. O evento reuniu cerca de 50 mulheres, que apresentaram seus trabalhos e também discutiram o espaço das mulheres na sociedade. A associação vai se inscrever mais uma vez neste ano, em busca de atingir mais pessoas. 

“Essa iniciativa é fundamental porque as mulheres estão em todos os espaços, fazendo diferença, e precisam de caminhos para realizar. Foi isso que o edital nos proporcionou em 2016. No nosso caso da Didá, que trabalha com a mulher negra, o edital é necessário e bem-vindo. Esse tipo de parceria possibilita uma transformação social na vida dessas pessoas”, afirma a coordenadora de projetos da Didá, Viviam Caroline. Mais informações sobre o Março Mulheres 2017 estão disponíveis no site da SPM (http://www.mulheres.ba.gov.br). 

Fotos: Camila Souza/GOVBA

A nova Ceplac esperada, após 30 anos de crise!

Domingos Matos, 03/01/2017 | 00:04

Por Juvenal Maynart

Quando a Ceplac foi criada, a revolução verde se baseava em agrotóxicos, as bibliotecas usavam somente papel, a genômica ainda não existia, computadores só eram vistos no seriado O túnel do tempo, e as redes eram apenas instrumentos de pescadores ou de balanço para um bom descanso. A Bahia tinha uma única universidade e apenas dois doutores em ciências agrárias.

O mundo mudou; a Ceplac, idem. Se o mundo e a nossa instituição mudaram, o que estaria errado para que se justifique uma nova Ceplac? A resposta está no tempo do verbo. Sim, o mundo não mudou – o mundo muda a cada instante, todos os dias. A Ceplac, não. Ela mudou, mas parou de mudar. E isso é um atraso imensurável, na era da Tecnologia da Informação e Comunicação,  mesmo que a última mudança tenha ocorrido há dez dias ou há dez anos.

A Ceplac que estamos buscando, em parcerias com o mundo da ciência, inovações e academia hodiernas, terá na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e na e-agricultura as ferramentas da instantaneidade. Estão aí a GigaSul e a Rede Nacional de Educação e Pesquisa – RNP, do MCTI, para proverem o fazer científico em altíssima velocidade.

Sim, queremos uma ciência viabilizada por meio de redes digitais, a transparência e soluções instantâneas dos editais pautando suas demandas, e extensão por aplicativos. Queremos respostas imediatas, visto que o produtor não tem porquê esperar uma visita “in loco”. O custo tempo nas presenças físicas serão exceções.

A Ceplac tem inserção produtiva nos dois principais biomas de mata e floresta do país – a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. Tanto numa região como noutra, o espaço produtivo será o definidor das necessidades. A roça de cacau cederá lugar a um espaço produtivo, complexo, que tanto produzirá amêndoa quanto chocolate, madeira certificada em casos específicos, ou turismo rural. Com tecnologia e informação em tempo real, surgirá um novo produtor, consciente das potencialidades de seu espaço. Um produtor que perseguirá a sustentabilidade de seu negócio e terá na Ceplac o agente fomentador e o suporte tecnológico de que necessita para gerar riquezas.

O Brasil possui uma vasta legislação que busca zero trabalho escravo e uma legislação trabalhista (CLT) que garante ao trabalhador o respeito aos seus direitos. Tem uma indústria consolidada. Uma rede de educação ampliada e inclusiva – hoje, um índio concluindo o curso de Medicina não choca, estimula.

Não podemos pensar em criar e incentivar apenas produtores de commodity cacau. Podemos, devemos e seremos dominadores de toda cadeia produtiva. Em rede, com informação, inovação e tecnologia. Teremos chocolateiros e muito mais. O PCTSul (Parque Científico e Tecnológico do Sul-baiano) será estímulo ao empreendedorismo local. Afinal, segundo Schumpeter, “o capitalismo – para vingar – só precisa de crédito e empreendedorismo”.

Para encerrar, fragmento de Tabacaria, do mestre Fernando Pessoa:

Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.

Juvenal Maynart é diretor-geral da Ceplac

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