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Professores indígenas participam de formação continuada em Itabuna

Domingos Matos, 19/08/2019 | 19:41

A Secretaria da Educação do Estado iniciou, nesta segunda-feira (19), em Itabuna, no sul da Bahia, mais uma formação continuada, desta vez para 90 professores de seis escolas da rede na área do Núcleo Territorial de Educação de Itabuna (NTE 05), contemplando os povos Tupinambá e Pataxó Hãhãhãe. 

A atividade, que segue até sexta-feira (23), no Tarik Fontes Plaza Hotel, sob a responsabilidade de educadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também contemplará professores das redes municipais por conta do regime de colaboração da Secretaria da Educação do Estado com os municípios.

A professora de Ciências e Biologia Luzinete Muniz Pataxó, do Colégio Estadual da Reserva Indígena Caramuru do provo Pataxó Hãhãhãe, destacou a expectativa e a importância desta formação para os educadores indígenas. “Já era algo bastante almejado por nós, professores. Acredito que será de suma importância esta capacitação para o povo indígena, uma vez que vamos fortalecer as comunidades escolares indígenas a partir da prática pedagógica diferenciada, respeitando as tradições e a cultura indígenas”, avaliou. 

O coordenador de Educação Escolar Indígena da Bahia, José Carlos Magalhães, fez uma avaliação do primeiro dia da formação. “Tivemos uma abertura dos trabalhos muito produtiva, considerando que a atividade mobiliza e eleva a autoestima dos participantes, dentro do processo de instrumentalização do professor indígena para a melhoria da sua prática pedagógica intercultural, interdisciplinar e bilíngue, em sala de aula”, afirmou.

 

Sobre a formação

Composta por três módulos e ministrada também por professores de etnias como Guarani, Tupinambá e Pataxó, a formação propõe a discussão de temas relevantes e atuais para o processo de ensino e aprendizagem nas escolas indígenas. A capacitação está fundamentada no fortalecimento do pertencimento étnico; na valorização dos conhecimentos tradicionais indígenas; nas visões de mundo; e no acesso aos códigos, ciências e tecnologias da sociedade nacional que possam subsidiar os projetos societários e indenitários nas escolas indígenas. O primeiro módulo desta formação já foi realizado no polo de Porto Seguro e ocorrerá ainda no polo de Paulo Afonso.

A rede estadual de ensino possui, atualmente, 6.765 estudantes indígena matriculados, em 27 escolas indígenas e 43 anexos, em todo o estado, contemplando 16 etnias. A superintendente de Políticas para a Educação Básica da Secretaria da Educação, Manuelita Falcão Brito, explicou que “a formação continuada com os professores indígenas é um compromisso da secretaria com a Educação Indígena. Esperamos que os nossos professores possam sair desta formação mais fortalecidos. Também precisamos ter um debate sobre as diretrizes curriculares e a própria construção desse conteúdo para o currículo específico da Educação Indígena”. 

 

Formação reúne 130 professores indígenas em Porto Seguro

Domingos Matos, 13/08/2019 | 09:16

A Secretaria da Educação do Estado iniciou, ontem (12), em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, uma formação continuada para 130 professores indígenas das redes estadual e municipais de ensino de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Prado, Belmonte e Itamaraju, a partir do regime de Colaboração do Estado com os municípios. 

A formação está sendo ministrada por educadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), envolvendo indígenas de diferentes etnias, como Tupinambá, Pataxó e Guarani. A abertura foi realizada no Centro de Cultura de Porto Seguro, com a presença de caciques representantes das comunidades indígenas de Santa Cruz Cabrália e de Porto Seguro.

A rede estadual de ensino possui, atualmente, 6.765 estudantes indígena matriculados, em 27 escolas indígenas e 43 anexos, em todo o estado, contemplando 16 etnias. “A formação vem trabalhar com a qualificação do nosso corpo docente, pois a Educação Indígena tem suas particularidades. A importância central disso é retomar e trazer os indígenas para junto deste debate, respeitando as especificidades e sem descuidar da qualidade social e da educação nos territórios com estes povos e etnias”, afirmou a superintendente de Políticas para a Educação Básica da Secretaria da Educação do Estado, Manuelita Falcão Brito. 

A expectativa do professor Ronaldo Farias, que leciona na Escola Indígena Pataxó Boca da Mata, na aldeia Boca da Mata, é que a formação amplie os conhecimentos dos educadores. “A formação vem nos ajudar a complementar os objetivos específicos e metodológicos na área da Educação, respeitando e valorizando os nossos costumes e tradições”, avaliou.

O formador Iberê Guarani, da FGV, destacou os conteúdos a serem abordados. “No primeiro módulo, abordaremos a construção e a visão colonial sobre o indígena. No segundo, serão discutidas as experiências da Educação Escolar Indígena. Já no terceiro, o tema central será a legislação relacionada à Educação Escolar Indígena, além do reconhecimento dos saberes ancestrais”.

A formação, segundo o diretor de Educação Escolar Indígena de Porto Seguro, Rosimar Valério Kamayurá, servirá para o professor direcionar o aluno ao conhecimento. “Os professores que estão na base irão saber qual a estratégia para se chegar ao sucesso de uma educação específica, de qualidade e diferenciada”.

 

Programação 

A formação em Porto Seguro será realizada em três módulos (12 a 16/08; 9 a 13/9; e 7 a 11/10). A atividade também ocorrerá nos polos de Itabuna e Paulo Afonso. Durante a formação serão discutidos temas relevantes e atuais para o processo de ensino e aprendizagem nas escolas indígenas, sendo fundamentada no fortalecimento do pertencimento étnico, na valorização dos conhecimentos tradicionais indígenas, nas visões de mundo e no acesso aos códigos, ciências e tecnologias da sociedade nacional, que possam subsidiar os projetos societários e indenitários nas escolas indígenas.

 

Fazenda da família de Geddel Vieira na Bahia é ocupada por indígenas pela terceira vez

Domingos Matos, 06/08/2019 | 09:03

Uma fazenda que pertence à família do ex-ministro Geddel Vieira Lima foi ocupada por índios na manhã desta segunda-feira (5), na zona rural da cidade de Itapetinga, no sudoeste da Bahia.

Segundo o Sindicato Rural de Itapetinga, cerca de 30 integrantes das etnias Kamakãs e Imborés participam do ato. De acordo com a entidade, a ocupação é pacífica. Em contato com a reportagem da TV Sudoeste, a polícia informou que nenhuma queixa foi formalizada pela família Vieira Lima.

A Fazenda Esmeralda é de gado de corte e já foi invadida em outras ocasiões. Em 2017, a fazenda foi ocupada por índios duas vezes. Na última ocasião, a ocupação foi violenta e uma ordem de reintegração de posse devolveu a propriedade para a família Vieira Lima.

Os índios ocupam a propriedade com a justificativa de que a terra é sagrada. Eles pedem a demarcação da área. (Com informações do G1)

 

Secretaria da Educação do Estado convoca 147 professores indígenas - 48 para o NTE-5

Domingos Matos, 10/05/2019 | 15:47
Editado em 10/05/2019 | 15:47

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia divulgou no Diário Oficial do Estado, desta sexta-feira (10), a lista com a convocação de 147 professores indígenas, que participaram dos processos seletivos realizados em 2017 e 2019. Desses, 48 serão lotados na circunscrição do Núcleo Territorial de Educação - 05 (NTE-5), nos municípios de Buerarema e ilhéus.

Os professores serão contratados temporariamente, em caráter emergencial, pelo Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). A lista dos convocados está disponível no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).

A seleção atende a uma reivindicação do movimento indígena e contribui para fortalecer a Educação Escolar Indígena que, conforme a Política Nacional de Educação Escolar Indígena, busca efetivar o direito dos povos indígenas a uma educação de qualidade, valorizando a pluralidade cultural e a identidade étnica. A Bahia tem 22 etnias e a rede estadual de ensino conta com 6.945 estudantes indígenas, em 27 escolas indígenas e 48 anexos.

Os convocados devem comparecer nas sedes dos Núcleos Territoriais de Educação aos quais estão vinculados os municípios para os quais foram aprovados. Os professores devem apresentar, no prazo de dez dias úteis, a partir desta sexta-feira (10), a original e fotocópia de documentos, como carteira de identidade, CPF e certidão de nascimento ou de casamento, se for o caso.

Vá direto para a lista completa clicando AQUI

STJ anula decisão de juiz que suspendeu demarcação de terras indígenas

Domingos Matos, 04/01/2012 | 19:14
Editado em 04/01/2012 | 19:15

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a retomada do processo de demarcação de terras indígenas no sul Bahia, que havia sido suspenso por decisão de juiz federal local. O magistrado havia tomado a decisão depois que índios da tribo Tupinambás voltaram a invadir uma fazenda que havia sido reintegrada ao seu proprietário.

A questão judicial começou quando proprietários de terras na região de Ilhéus, Buerarema e Una, invadidas pela tribo, entraram com ações cobrando a reintegração de posse. O pedido foi atendido pela justiça local, que determinou que os Tupinambás desocupassem a terra. O mandado de reintegração de posse foi cumprido em março de 2010.

Os indígenas voltaram a invadir uma fazenda, o que o juiz entendeu como descaso à decisão judicial. Como resultado, determinou a suspensão do processo administrativo de demarcação da terra indígena. A Funai entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que foi negado.

Ao acionar o STJ, a Funai defendeu que a suspensão do processo demarcatório extrapolou os limites do pedido da ação de reintegração de posse.

O pedido foi atendido pelo presidente do STJ, Ari Pargendler, que considerou que a suspensão da demarcação causa grave lesão à ordem pública porque interfere em atividade própria da administração.

Terceira edição do Fórum de Políticas para Povos Indígenas

Domingos Matos, 10/12/2011 | 09:58
Editado em 10/12/2011 | 10:02

forum indígenaO Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba) realizou, de 7 a 9 de dezembro, no Hotel Sol Bahia, em Patamares, o 3º Fórum de Políticas para Povos Indígenas. O evento teve o apoio da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), através da Coordenação de Políticas para Povos Indígenas (CPPI).

Neste encontro, a CPPI acredita ter avançado no processo de unificação da luta dos povos indígenas, apoiando as diferentes etnias e fortalecendo o movimento.

Durante os três dias do evento foram ministradas oito oficinas para potencializar os propósitos do movimento:- elaboração da proposta de regimento interno do Mupoiba; - movimento e participação política; - política de aliança comunitária;- planejamento estratégico;- movimento e o processo de desenvolvimento econômico;- estrutura e organograma do Mupoiba; - filosofia do movimento;- critérios de representação e participação no Mupoiba.

Para Jerry Matalawê, da CPPI, “este é um movimento importante, pois com o Mupoiba, a representação dos povos indígenas da Bahia ganhará força e representatividade”. O evento contou com a participação das 15 das etnias, que aproveitaram o momento para fazer um balanço das ações e de fatos que acorreram durante o ano de 2011, avaliados como positivos, mesmo diante das dificuldades enfrentadas durante o período.

Segundo um dos participantes do fórum, a liderança indígena dos Tupinambá de Olivença, Cláudio Magalhães, o crescimento do movimento na Bahia, tem mostrado a necessidade de uma maior organização, “temos que estamos juntos em um só pensamento” finalizou Magalhães. O evento contou com autoridades estaduais e representantes da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.

Editora Ética lança coleção com autores negros e indígenas

Domingos Matos, 06/12/2011 | 08:15
Editado em 06/12/2011 | 10:09

jacy proençaNuma ação ousada e buscando reforçar o comprometimento com a divulgação da temática afro-brasileira e indígena no Brasil, a Editora Ética fará o lançamento de 36 livros técnicos escritos por autores negros e indígenas e por diversos integrantes desses movimentos sociais. O evento de lançamento será no próximo dia 15, no auditório da Fundação Palmares, em Brasília, e faz parte das comemorações do Ano Internacional do Afrodescendente.

De acordo com o diretor comercial da Ética, Ângelo Carvalho, o lançamento conjunto visa não só reforçar o comprometimento da empresa com a divulgação da temática, mas é também uma forma de auxiliar na luta pela efetiva superação das discriminações etnicorraciais no Brasil, uma realidade muitas vezes não percebida pela maioria da população.

“A empresa foi a primeira a lançar uma coleção completa de livros didáticos sobre a História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, uma importante ferramenta para auxiliar municípios, estados e escolas particulares na implantação da temática na grade curricular de toda a rede de ensino no país”, observa Ângelo Carvalho.

Ele diz ter consciência da grandeza desse ato, realizado em conjunto com muitos colaboradores em todo o país. “Estamos não apenas ampliando o número de títulos da editora: acredito que estamos, sim, fazendo parte de um momento revolucionário da história do país. Uma revolução social, que passa pela educação, e a Editora Ética, seus autores e colaboradores estão plenamente inseridos nela”.

A articulação para o lançamento conjunto foi iniciada pela professora Jacy Proença (foto), militante histórica do movimento negro e feminino e consultora pedagógica da Editora Ética. “A professora Jacy Proença é considerada uma autoridade nacional quando o assunto é igualdade racial e combate às discriminações etnicorraciais e de gênero. Estamos aprendendo muito com ela e por isso aceitamos o desafio de fazer esse lançamento coletivo”, afirma Carvalho.

Oferta

Por sua vez, a professora Jacy Proença diz que a importância dessa ação vai além da publicação pura e simples de um conteúdo literário. “Temos certeza de que será um marco importante na luta coletiva, porque se trata de autores com profundo conhecimento do tema, são estudiosos das questões afro-brasileiras e indígenas”.

Ela lembra que essa será uma biblioteca importantíssima para toda e qualquer instituição que de alguma forma atue no combate ao preconceito e à discriminação etnicorracial no Brasil, assim como também será uma importante fonte de pesquisa para educadores e estudantes.

“A falta de uma oferta maior de material didático e técnico específico dessa temática sempre foi uma queixa de professores e instituições. A Editora Ética está de parabéns pelo lançamento, assim como nossos autores, verdadeiros guerreiros do movimento. O agradecimento especial vai para a Fundação Palmares, essa que é a casa de todos os que lutam pela igualdade racial no Brasil e que, mais que isso, é a casa de todos nós, brasileiros”, finaliza a professora e militante Jacy Proença.

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