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Santa Cruz Cabrália: familiares fazem reconhecimento de corpo de índio encontrado em cova rasa

Domingos Matos, 20/08/2019 | 16:35

Familiares reconheceram na manhã de ontem (19), o corpo do índio Fabrício Santos Silva, de 23 anos, que estava desaparecido desde outubro do ano passado. O cadáver da vítima foi encontrado na manhã do último sábado (17), enterrado em cova rasa na área de uma invasão conhecida como “Aldeia Faculdade”.

O corpo foi localizado, após depoimentos dos irmãos Cariano Maia dos Santos, de 19 anos, e Edicleudes Maia dos Santos, o “Sombra”, de 26, acusados do crime. Eles também são indígenas.

Os suspeitos foram presos no dia 26 de julho desse ano pela Polícia Civil de Itororó, numa operação conjunta com a Delegacia de Santa Cruz Cabrália, que já havia representado pela prisão da dupla em dois outros casos.

Segundo a Polícia Civil, pelo menos outras quatro pessoas participaram do assassinato de Fabrício.  O crime teria sido motivado por desavenças entre os Bairros Carajás e Aldeia Nova Coroa.

Fabrício foi morto a tiros, quando foi aquela localidade entregar um pacote de fraldas. Além da morte de Fabrício, os suspeitos respondem ainda pelos crimes de latrocínios, homicídios e tentativa de homicídio.

Menos de um dia após ocupação, índios saem de fazenda da família de Geddel Vieira

Domingos Matos, 06/08/2019 | 15:31

Os cerca de 30 índios que ocuparam uma fazenda que pertence à família do ex-ministro Geddel Vieira Lima, na manhã de segunda-feira (5), deixaram o imóvel entre a noite do mesmo dia e a madrugada desta terça (6). A fazenda fica na zona rural da cidade de Itapetinga, sudoeste da Bahia.

De acordo com informações da polícia, os índios das etnias Kamakãs e Imborés deixaram a Fazenda Esmeralda pacificamente, sob acompanhamento da Polícia Militar.

A Fazenda Esmeralda é de gado de corte e já foi invadida em outras ocasiões. Em 2017, ela foi ocupada por índios duas vezes. Na última ocasião, a ocupação foi violenta e uma ordem de reintegração de posse devolveu a propriedade para a família Vieira Lima.

O Sindicato Rural de Itapetinga informou que a ordem de reintegração expedida na ocasião ainda possui validade e, com o documento em mãos, acionou a Polícia Militar, que coordenou a saída dos índios.

Os índios ocupam a propriedade com a justificativa de que a terra é sagrada. Eles pedem a demarcação da área. (Com informações do G1)

 

Ufba tem inscrições abertas para cursos de graduação com vagas para índios, quilombolas, trans, imigrantes e refugiados

Domingos Matos, 16/01/2019 | 11:51

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) está com inscrições abertas para o processo seletivo para ingresso aos cursos de graduação, no semestre letivo 2019.1, com vagas reservadas aos candidatos índios aldeados, moradores das comunidades remanescentes dos quilombos, os candidatos pessoas trans (transexuais, transgêneros e travestis) e os candidatos imigrantes ou refugiados em situação de vulnerabilidade.

Os cursos oferecidos são das seguintes modalidades: Curso de Progressão Linear (CPL); Curso Superior de Tecnologia (CST); e Bacharelado Interdisciplinar (BI). Os interessados devem se inscrever no período até o dia 23 de janeiro, pela internet.

De acordo com a legislação, 50% das vagas nos cursos de graduação da UFBA estão reservadas para estudantes que cursaram, integralmente, o ensino médio em escolas públicas. No preenchimento dessas vagas, o percentual de 50% será destinado para estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita.

Serão admitidos até quatro estudantes além do número de vagas estabelecidas para cada curso, sendo uma vaga para índios aldeados, uma vaga para moradores das comunidades remanescentes dos quilombos, uma vaga para pessoas trans e uma vaga para Imigrantes/refugiados em situação de vulnerabilidade.

Podem se candidatar às vagas definidas os candidatos que fizeram o Enem 2018. No caso específico dos candidatos imigrantes ou refugiados no Brasil, é necessário que tenham feito o ensino médio ou equivalente em outro país e a realização do Enem 2018 é opcional. A condição desses candidatos será comprovada mediante visto humanitário permanente ou temporário, emitido pelo Conselho Nacional de Imigração.

A condição de quilombola e a de aldeado será comprovada, respectivamente, mediante certificado da Fundação Cultural Palmares e da FUNAI. Conforme a Ufba, as comunidades remanescentes de quilombos são apenas aquelas certificadas pela Fundação Cultural Palmares, nos termos do Decreto 4887/03.O candidato deverá ainda comprovar seu endereço mediante documento fornecido pela Associação dos quilombos remanescentes. (Com informações do G1)

Veja essa: fiscal exige que índio use cocar com selo do Ibama

Domingos Matos, 23/11/2011 | 22:25
Editado em 23/11/2011 | 22:41

líderVamos logo ao fim da história: o índio acabou preso. Até aí, nada muito alarmante, num país em que índios são queimados em praça pública. O que pegou, mesmo, foi a justificativa para a prisão. Não a oficial (desacato à autoridade), mas a real: o índio, coitado, esqueceu-se de fabricar um cocar com penas certificadas pelo Ibama. Xilindró. Mesmo num país em que hidrelétricas invadem reservas indígenas, exibindo poderosos selos de conivência, digo, certificação do Ibama.

Deu-se no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no Amazonas. Por estar carregando um cocar, o líder indígena Paulo Apurinã foi barrado por um fiscal do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) quando tentava entrar na área de embarque do aeroporto.

De acordo com o também líder indígena Jair Miranha, que acompanhava Paulo, agente ambiental federal do Ibama Sebastião Souza disse que o indígena não poderia embarcar levando seu cocar, alegando que ele era feito de penas de animais silvestres e não tinham o “selo” do Ibama.

“Isso é um desrespeito aos nossos valores culturais. Nos sentimos humilhados na nossa própria terra, passar por uma situação dessa na frente de todas aquelas pessoas, como se fôssemos bandidos. Mas somos indígenas, e esse é nosso jeito de se vestir. O cocar tem um valor cultural para os indígenas”, disse Miranha.

Segundo ele, Apurinã estava levando o cocar no carrinho de bagagens e chegou a justificar o uso do adereço ao fiscal, apresentando seu Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), mas o fiscal não permitiu seu embarque mesmo assim e um segurança solicitou apoio da PF.

O fim da história está no primeiro parágrafo. Este blogueiro recusa-se a escrevê-lo de novo.

Com informações do jornal A Crítica.

Índios Tupinambá aprovam livro didático

Domingos Matos, 25/10/2011 | 16:44
Editado em 25/10/2011 | 17:11

tupinambaUm momento de reafirmação da cidadania e da identidade foi vivenciado pela comunidade indígena da tribo dos Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia. Foi a escolha, pelos professores da escola da tribo, dos livros que vão auxiliar no ensino da temática afro-brasileira e indígena, à qual podem ter acesso a partir de agora.

O ensino da temática nas escolas indígenas é esperado com ansiedade, uma vez que legislação nesse sentido já existe desde 2003, e foi ratificada em 2008 (leis 10.639/03 e 11.645/08). Os livros são editados pela Editora Ética do Brasil Ltda.

A escolha ocorreu após uma apresentação técnica da coleção História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, realizada na sexta-feira (21), na Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença, em Ilhéus-BA. A apresentação foi coordenada pelo consultor António Dembue Tumissa, angolano radicado no Brasil e professor com pós-graduação em História e Cultura Afro-brasileira e Africana.

Ao final da apresentação, as lideranças do povo Tupinambá e todos os professores presentes assinaram ata em que expressam a escolha da obra e sugerem sua aquisição à Secretaria Estadual da Educação (SEC). Estiveram presentes, além de três caciques, representantes da Funai - Regional Sul, professores e diretores da escola indígena.

Dia do Índio será marcado por manifestações

Domingos Matos, 19/04/2011 | 15:04
Editado em 19/04/2011 | 15:13

Estudantes e professores indígenas do povo Tupinambá de Olivença aproveitam as comemorações do Dia do Índio para fazerem protesto contra as péssimas condições que se encontram as estradas em suas aldeias, bem como diversas dificuldades que enfrentam na questão da Educação Escolar Indígena.

A manifestação ocorre no quilometro 18 da rodovia lhéus-Olivença, na entrada de Olivença. "Esta situação tem se tornado insuportável para as nossas crianças" . "Os ônibus nunca conseguem transitar nas estradas e isto vem prejudicado muito o nosso calendário escolar. E a educação, que já é precária, se torna ainda pior sem a possibilidade das nossa s crianças chegarem nas escolas", reclama o cacique e professor Valdenilson, uma das lideranças da manifestação.

Um grupo de lideranças deverá protocolar ainda hoje um pedido de providências junto ao Ministério Público Federal em Ilhéus, em que solicitam também, da Funai, providências sobre a situação.



Federal esclarece morte de índio em Pau Brasil

Domingos Matos, 09/11/2010 | 09:06
Editado em 09/11/2010 | 09:40

Por pouco a morte de um índio Pataxó Hã-hã-hãe em Pau Brasil, no dia 22 de outubro, não se transformou em um banho de sangue naquele município. A área, em conflito há mais de 20 anos, vive um clima de tensão que talvez não suportasse mais essa "provocação", o suposto assassinato de mais uma lideramça da tribo, que luta para retomar as terras que um dia foram suas e hoje estão com os fazendeiros.

Mas, descobre-se agora, ao contrário do que afirmou-se desde o início, a morte de José de Jesus Santos não foi em uma emboscada, nem tampouco obra dos fazendeiros, que já eram apontados como principais suspeitos. O pataxó foi morto por um tiro acidental, disparado por seu próprio irmão, Jorge Silva.

O irmão chegou a dar entrevista contando a versão de que a "emboscada" ocorrera na volta da reserva, na área de retomada, para onde José Silva teria ido levar alimentação para o pessoal que lá estava. Pela primeira versão, quando chegava em Pau Brasil, foi parado por dois motoqueiros que abriram fogo e depois fugiram.

A versão não durou um depoimento oficial. À polícia federal, na última sexta-feira, Jorge contou a verdade, e disse que o tiro foi acidental. Por isso, será indiciado por homicídio culposo - quando há culpa, mas não intenção de matar - e deve responder ao processo em liberdade. 

A arma do crime já está na perícia. Importante frisar, também, que até pela trajetória da bala a versão de emboscada não se sustentaria. Resta saber se esse caso teria o desfecho que teve se houvesse uma versão mais verossímel à disposição dos parentes e lideranças.

Com informações do Rede Bahia Revista

Sul da Bahia: mais um índio Pataxó Hã-hã-hãe é assassinado em conflito por território

Domingos Matos, 24/10/2010 | 18:27
Editado em 24/10/2010 | 21:57

Do blog Tempo Presente, com informações do Conselho Indigenista Missionário

Lideranças indígenas informam que ontem (sábado,23), por volta das 21 horas, foi assassinado, em uma emboscada numa estrada que liga o município de Pau Brasil a Itaju do Colônia, a liderança Pataxó Hã-hã-hãe José de Jesus Silva, conhecido como Zé da Gata.

Ele foi assassinado com um tiro de rifle calibre 38. O tiro foi efetuado por um indivíduo que estava em uma moto quando a vítima chegava à área retomada da fazenda Bela Vista – além do atirador, outro homem estaria na moto.

Ainda segundo informações das lideranças, quando foi alvejado pelo disparo, Zé da Gata estava levando mantimentos para o pessoal que se encontrava na área de retomada (onde índios e fazendeiros lutam pela posse da terra, daí o termo “retomada”, utilizado pelos indígenas e simpatizantes de sua causa).

Os Pataxó Hã-hã-hãe esperam o julgamento no STF de uma Ação de Nulidade de Títulos e desde o dia 04 de outubro deste ano o clima na região é tenso, principalmente após a retomada da fazenda Bela Vista por um grupo de indígenas.

Uma comitiva de lideranças chegou a viajar para Brasília e Salvador nos últimos 15 dias para solicitar providências, a fim de evitar situações de violência como a que vitimou José de Jesus.

Esse foi o 20º assassinato de lideranças dos Pataxó Hã-hã-hãe ao longo de 28 anos de luta pela reconquista de seu território. Zé da Gata é da mesma etnia de Galdino, que foi assassinado em Brasília em abril de 1997.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 26/09/2010 | 11:22
Editado em 27/09/2010 | 13:18

adylson machadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.

Adylson Machado

                                                                              

Hecatombe à vista!

paulo indioAté o instante em que redigíamos esta nota não tínhamos conhecimento das razões que levaram o Prefeito Nilton Azevedo a exonerar Paulo Lima, o Paulo “Índio”, escudeiro de primeira hora de uma candidatura quando se aparentava quixotesca, companheiro fiel como poucos, cuja presença, até mesmo em orações a beira de túmulos, vincula a administração atual.

A exoneração de Paulo Lima é emblemática e configura o desarranjo político da administração e a luta intestina pelo controle absoluto do poder municipal, mais do que visível, que se concentra em conquistas/gana do feudo Carlos Burgos.

Não há salvação para Azevedo!

Que seja alerta!

Ainda dentro do emblemático da exoneração de Paulo Lima, se afastada a hipótese de profunda disputa interna e de desarranjo político, seria demonstração de força do Prefeito, como alerta, aos demais membros da administração, de que somente ele, Nilton Azevedo, Chefe do Executivo Municipal, tem as rédeas do governo municipal.

Para tanto, se utiliza da exoneração de um fiel escudeiro, sacrificando na própria carne, para mostrar quem manda.

Se for pelo alerta, há salvação para Azevedo!

Em parafuso

Zé Serra continua a maratona demagógica ou, em linguagem mais amena, de promessas temerárias, ampliando-a com o anúncio de um percentual linear de aumento para aposentados de 10%. Inclua-se aos 600 reais para o salário mínimo e melhoria de todas as estradas vicinais do País (ver RODAPÉS de 18 de agosto).

Se o programa eleitoral tardar um pouco ocorrerá uma estranha afinidade político-eleitoral entre José Serra e Levy Fidélix, com o tucano incorporando a promessa de Levy de elevar o valor do programa Bolsa Família para 510 reais.

Só aguardar!

Ler é o fundamental

gustavoConcordamos plenamente com Gustavo Haun (Realidades & Ficções, DIÁRIOBAHIA de 24-27 de setembro), quando defende a leitura em sua essência: o ato de ler. A qualidade da leitura é uma conquista individual, pela experiência do ler, que pode ser alcançada ou não.

O desenvolvimento biopsíquico, neurológico, contínuo, construirá o leitor e este a qualidade da leitura, conforme oportunidades e disponibilidades oferecidas pela sociedade. Contribuirão, em muito, para o despertar da qualidade dos textos a serem lidos, a ação concreta, visionária até, de professores e orientadores, se exercerem efetivamente a leitura como sadio hábito de prazer, como lembra o grande Jorge de Souza Araujo. (Atenção revisão: é ARAUJO sem acento agudo mesmo!)

Fundamental mesmo é ler. Ainda que começando por uma bula de remédio!

Ouvidos cada dia mais moucos

Desdobramentos de Erenice Guerra em evidência. Nada sobre a espionagem tucana no Rio Grande do Sul ou cobranças sobre o andamento do escândalo do DEM no Distrito Federal.

Quebra de sigilo bancário por Verônica Serra, então aliada de Verônica Dantas, nem pensar!

Em defesa de uma imprensa livre, que se alega isenta, falta tratamento igual para todos.

Estranho no ninho

renato e fgAté onde conquista votos Renato Costa entronizado com Fernando Gomes, César Borges?

Está mais para estranho no ninho. Se liames políticos partidários recomendam respostas diante de fatos não tão distantes no tempo, fica o questionamento sobre o que aconteceu com Renato, hoje nome defendido e apoiado pela Esquerda Democrática do PMDB, que o escolheu pelo seu passado ético, dentre outras virtudes.

Espera-se, em favor do candidato, que o eleitor itabunense não o estranhe nas urnas.

Tristes fados!

Não deixa de causar tristeza quando certos articulistas, embalados em suas idiossincrasias, vendo fantasmas em tudo, enveredam pelo lugar comum de atribuir ao Presidente Lula vocação totalitária. Para eles, a popularidade do presidente desaguaria no destino de outras popularidades, como as de Hitler e Mussolini.

Parecem desconhecer as razões históricas que alimentaram o nazismo e o fascismo, inclusive em decorrência da postura das elites em cada caso.

No caso brasileiro, esquecem que Luís Inácio da Silva, se o desejasse, estaria absoluto com o terceiro mandato nas mãos, sonho de neoliberais sul-americanos, de Menen a Fugimori, e de um certo brasileiro...

Eivados de preconceito, até confundem a “pouca leitura” do eleitorado com os atuais resultados eleitorais. Quando essa mesma gente de pouca leitura elegeu e reelegeu FHC certamente era – para eles – um eleitorado erudito de fazer inveja ao primeiro mundo.

Haja dor de cotovelo!

Por uma contribuição efetiva

jorge araujoO escritor Cyro de Mattos tem se debruçado em discorrer sobre Jorge Amado, semanalmente, no DIÁRIOBAHIA (já nos “brinda” com o quinto capítulo), nada de novo expressando sobre o imortal ferradense.

Muito melhor que se voltasse para sua própria criação, trazendo-nos novos textos.

Quanto a Jorge Amado? Seria uma grande contribuição de Cyro recomendar leitura sobre premiadas obras do ensaísta Jorge de Souza Araujo (foto), em especial “Dionísio & Cia. na moqueca do dendê” (RELUME DUMARÁ, 2003) passando por “Florações de Imaginários – o romance baiano no século 20” (VIA LITTERARUM, 2008).

Redundância

O Estadão (o paulista O Estado de São Paulo, da família Mesquita) anuncia apoio ao tucano José Serra e desperta particular interesse a muitos que bem conhecem a linha editorial do jornal, tradicional “quatrocentão” a serviço das elites nacionais. No fundo, chover no molhado, fazer o que já fazia escondido na alardeada neutralidade, ofertando nova semântica para redundância.

Se antes estava “neutro” e “imparcial” devemos – agora que assumiu a candidatura tucana – esperar nevasca no Saara e siroco na Antártida.

Ou seja, o fim dos tempos! Obviamente com Lula como Satanás e Dilma comandando o Apocalipse.

Falta uma Rua Toneleros

As vivandeiras, antes dos quartéis, baixaram tanto o nível da campanha, ao se utilizarem de meios indecorosos e aéticos, que, no plano do desespero, só falta alcançar métodos extremos. A experiência atual relembra em muito a prática da UDN antigetulista, ao tempo em que denunciava o “mar de lama” no Catete e levou Getúlio ao gesto último. Coincidentemente, depois de um atentado à liderança maior da UDN, Carlos Lacerda, no até hoje mal explicado tiro que atingiu o pé do político udenista e onde perdeu a vida o major Vaz. (Lacerda sempre se recusou a disponibilizar a arma que portava para ser periciada).

Sonham por “aloprados” – Gregórios Fortunatos 2010 (certamente a capa da Veja) – que, em desespero e paixão, atentariam contra a vida de um tucano de alta estirpe?

(Se alguém estranha a ilação, o que dizer das insinuações da cúpula tucana de São Paulo, repetidas por Serra, em torno do caos recente no metrô paulista?).

Assim, para não faltar mais nada, uma Rua Toneleros!

Pragmática inconsequente

Sob o argumento de que pode haver aumento da abstenção em áreas pobres, diante da considerável perda ou furto de documentos pessoais, esboçam-se comentários e iniciativas concretas (neste particular, do PT) no sentido de buscar, às vésperas do pleito, mudança na determinação do TSE de que o eleitor comprove a sua identidade exibindo documento com foto. Acham mesmo que remota é a hipótese de alguém votar no lugar de outro.

Ah! Não conhecem os grotões deste país por aí a fora! Começando por Itabuna na eleição de 2004, para compreensão de que a história é outra: títulos foram comprados por 30, 40, 50 reais e devidamente utilizados por terceiros. Sem falar no considerável contingente de eleitores domiciliados em cemitérios e campos santos, que comparecem civicamente a todas as eleições.

Em defesa da lisura eleitoral, que somente se tornará plenamente perfeita quando implantada a identificação digital, o TSE não pode atender aos reclamos da conveniência e do oportunismo.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traças

"Índio" preso no São Caetano

Domingos Matos, 27/07/2010 | 12:48
Editado em 27/07/2010 | 15:06

 Ontem (26), por volta das 23 horas, a Polícia Militar de Itabuna prendeu dois jovens, acusados de roubar um telefone celular, próximo ao Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf).

Bruno Lima Bezerra (foto), mais conhecido como “Índio”, 22 anos, morador da Rua São João, no bairro de Fátima e Leonardo Lucas Matos, 21 anos, residente na Rua Imperador, na Califórnia foram encontrados nas imediações do bairro São Caetano, em uma motocicleta de cor prata. Os indivíduos foram conduzidos para o Complexo Policial e nesta manhã transferidos para o Conjunto Penal de Itabuna.  

A vítima, de 17 anos, estudante do Ciomf, reconheceu “Índio” e descreveu à polícia que o indivíduo estava de moto e parou em sua frente, simulando que estava com uma arma debaixo do boné.

 

De acordo com o site Xilindró Web, o jovem conta com duas detenções apenas este ano. Além disso, possui passagem pela polícia nos anos de 2007 e 2008 por tráfico de droga e arrombamento.

 

A foto é do Xilindró Web. 

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