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Estudantes da Educação Profissional realizam Feira de Negócios da Carne do Sol em Itororó

Domingos Matos, 17/06/2019 | 19:20
Editado em 18/06/2019 | 06:45

A Praça do Festisol, localizado no centro de Itororó, a 109 km de Itabuna, está sediando a Feira de Negócios da Carne do Sol (FENESOL), que é promovida pelo Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Médio Sudoeste, unidade da rede estadual de ensino, no município. A FENESOL, que começou nesta sexta-feira e segue até sábado, tem o objetivo de dar visibilidade aos projetos desenvolvidos pelos estudantes e que têm como base a carne do sol, uma das grandes referências para a economia do Território de Identidade Médio Sudoeste.

Na praça, foram montados 15 estandes onde estão sendo apresentados e comercializados diversos produtos elaborados na cozinha do CETEP por estudantes do eixo tecnológico Produção Alimentícia. Entre as delícias estão empadas, quibes, hambúrguer gourmet, a linguiça de carne de sol, o escondidinho e o biscoite de carne do sol, que é uma das inovações do evento.  

A FENESOL conta com o envolvimento dos mais de mil estudantes do CETEP e de todos os cursos técnicos de nível médio ofertados, são eles: Administração, Agroindústria, Zootecnia, Meio Ambiente, Agroecologia, Enfereagem, Nutrição, Análises Clínica, Serviços Jurídicos e Informática. “Quem não está na elaboração dos produtos está, por exemplo, na divulgação, na elaboração de planos de negócios para os empreendedores da carne de sol, na consultoria jurídica ou prestando informações sobre o manejo da carne. Tudo isso é na perspectiva de aliar teoria e prática em um trabalho que envolve vários projetos em sala de aula desde o início do ano letivo. Esta vivência é essencial para o amadurecimento dos estudantes e para a aprendizagem efetiva da formação técnica”, destacou a coordenadora pedagógica do CETEP, Roberta Melo Pires.

A programação envolve ainda estudantes de mais de 13 escolas estaduais da área do Núcleo Territorial de Itapetinga (NTE 08), além de alunos das redes municipal e particular que participam de apresentações de quadrilhas e de outras manifestações culturais. Outro ponto alto da programação é a final do concurso MasterChef com pratos feitos com a carne do sol, neste sábado. Serão premiados os três primeiros colocados nas categorias: “Estudantes” e “Moradores”. Além dos moradores de Itororó, o concurso também é aberto para participantes de Ibicuí, Firmino Alves, Itapetinga, Nova Canaã e outras cidades da região. A comissão julgadora é formada por especialistas convidados e os vencedores receberão prêmios como eletrodomésticos diversos.

Para o estudante João Pedro, 3° ano do curso técnico de nível médio em Meio Ambiente., a FENESOL muda a rotina da cidade e é essencial para a formação profissional dos estudantes. “Podemos dizer que a cidade toda é impactada pela FENESOL, que é uma oportunidade para mostrar todos esses projetos do CETEP, além de ser um grande aprendizado para nós”, afirmou.

A diretora do CETEP, Sirlene Pereira, disse que além de fundamental para a formação dos estudantes, a FENESOL promove a integração da escola com todo o Território. “A FENSOL é um grande laboratório para os estudantes por que permite que eles tenham uma vivência profissional, além de ser uma grande oportunidade de aprendizado pelo resgate desta cultura da carne do sol de Itororó e do território, promovendo a integração com outras cidades da nossa região”, afirmou.

 

Mais informações

Sirlene Pereira - (73) 3265-1039 e (73) 99987-5980

 

Itororó: segundo livro da trilogia de romances de Adroaldo será lançado na Fligê

Domingos Matos, 11/06/2019 | 09:01
Editado em 11/06/2019 | 09:22

Saiu em São Paulo, pela Editora Trevo, o romance "A Última Flor da Terra - sobre a paixão e outras vésperas da morte", do escritor baiano Adroaldo Almeida, também advogado e ex-prefeito de Itororó.

Trata-se do segundo volume de uma trilogia sobre o ciúme, a paixão e o amor. O primeiro (O Labirinto dos Bárbaros) foi publicado no ano passado e o último (Em Busca de Julio Pakard) está prometido para 2020.

Esta obra de agora (A Última Flor...) será lançada por ocasião da Feira Literária de Mucugê (FLIGÊ 2019) na Chapada Diamantina, no dia 16 de agosto às 18h, dentro da programação oficial do evento.

Preso homem acusado de matar a enteada em Itororó

Domingos Matos, 28/05/2019 | 15:37

Policiais da Delegacia Territorial (DT/Itororó) elucidaram a morte de uma mulher grávida, ocorrida no final do ano passado e prenderam o autor, Dielson França dos Santos. A prisão ocorreu na última sexta-feira (24). 

Após ser preso, Dielson confessou o crime e atribuiu o motivo à vingança. “Na época do crime ele era padrasto da vítima e o casal brigava muito. Dielson resolveu assassinar a garota para se vingar da companheira”, explica o titular de Itororó, delegado Frank Nogueira.

A polícia chegou ao acusado após o Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar ossadas humanas, que foram encontradas às margens de uma rodovia, naquele município, como da vítima, que estava desparecida. Dielson segue preso à disposição da Justiça.

  

 

Estudantes de Itororó criam cercas sustentáveis com garrafa PET

Domingos Matos, 10/01/2019 | 14:01

Donos de residências e propriedades rurais no município de Itororó (a 424 km de Salvador) estão sendo estimulados a utilizar cercamento sustentável, feito a partir de garrafas PET. A iniciativa é dos estudantes dos cursos técnicos de Zootecnia e de Meio Ambiente do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Meio Sudoeste da Bahia, que protagonizam o projeto “Ecoestacas: promovendo propriedades sustentáveis”.

O projeto ganhou o terceiro lugar na 7ª edição da Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA), em 2018, e em março deste ano vai representar a Bahia na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), em São Paulo. O objetivo é reduzir os custos da confecção de cercas; aumentar a longevidade das mesmas; e reduzir o lixo tóxico com o uso das garrafas de plástico.

As estudantes Nathalia Molgão, 18, do curso de Zootecnia, e Luciana Silva, 20, responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, contam que o trabalho foi inspirado em um vídeo que assistiu no youtube. “Pensamos em uma ação voltada à redução do lixo tóxico produzido em abundância, no caso as garrafas PET, que são descartadas no meio ambiente de forma inadequada, prejudicando, por exemplo, a vida marinha. Usando essas garrafas no revestimento do madeiramento, as cercas terão mais durabilidade, já que elas levam um século para decompor”, explica Nathalia.

O projeto foi aplicado, inicialmente, na área verde do CETEP e, atualmente, na Fazenda Cabana da Ponte, de propriedade do ator Marcos Palmeira. A professora orientadora, Thayane Gonçalves, conta que a aluna Luciana Silva está atuando no local, contribuindo para o cercamento. “Além de retirar as garrafas PET do ecossistema, o projeto ajuda os agricultores do nosso município – que vivem, essencialmente, da pecuária – a manterem suas propriedades rurais de forma sustentável, evitando um grande derrubamento de madeiras por conta da prática comum de cercamento”.

A ideia do projeto “Ecoestaca” não é nova, ressalta a educadora, mas não há muitas pesquisas sobre o tema, como confecção do revestimento da cerca com garrafa PET e a sua durabilidade. “O trabalho foi iniciado com pesquisas sobre o experimento e, a partir daí, as alunas partiram para a prática, oportunizando os agricultores rurais a executarem uma ação sustentável. Além disso, a junção da teoria com a prática empolga os estudantes, melhorando o seu processo de ensino e aprendizagem”.  

Itororó: Festsol abaixo das expectativas

Domingos Matos, 26/06/2017 | 09:06
Editado em 26/06/2017 | 09:29

Em Itororó a semana do São João começou com a destruição e derrubada da Casa do Festsol, literalmente. O prefeito Adauto Oliveira (PSDB) mandou demolir um espaço de cultura, arte e história do Festsol que existia na praça da festa, desagradando a muitos moradores.

O evento em si começou na sexta-feira  (23),  sem cerimônia de abertura e sem a tradicional eleição da Garota Festsol.

Até domingo (25),  arrastou-se como um espetáculo em decadência. Não houve a popular apresentação das Quadrilhas Culturais nem o Mini-Sol para a degustação da famosa carne-de-sol, tampouco os Arraiás dos Bairros, frustando seus moradores.

No que se refere à grade de atrações, também ficou a desejar,  os nomes mais conhecidos foram os de Dedim Gouveia e Netinho do Forró, talentosos artistas, mas sem grande apelo para atrair os turistas, prejudicando os comerciantes e deixando a "praça vazia", com cerca de metade da presença habitual.

Em Itororó ficou o clima de que o "São João não passou aqui".

Adroaldo está apto para ser candidato a prefeito em Itororó

Domingos Matos, 19/07/2016 | 23:03

O ex-prefeito de Itororó, Adroaldo Almeida (PT), pré-candidato a prefeito, comemora uma decisão da Justiça que o recoloca no jogo eleitoral este ano.

A justiça acatou o pedido de antecipação da tutela para suspender os efeitos da Resoluções Legislativas 002/2014, 003/2014 e 002/2013, bem como de todo o processo administrativo que rejeitou a prestação de contas dos exercícios financeiros de 2009, 2011 e 2012 da prefeitura de Itororó, sob seu comando no período.

O advogado do ex-prefeito foi o renomado Dr. Welder Lima. Com a decisão, Adroaldo deverá anunciar nos próximos dias a data da convenção para oficializar a sua candidatura a prefeito. "Agora é continuar botando o pé na estrada, com humildade. Sempre confiei na justiça e continuo confiando no povo da minha cidade", declarou Adroaldo.

Com informações do blog Itororó Notícias

Antes do carnaval: Itororó já tem atrações do FestSol

Domingos Matos, 11/01/2012 | 22:44
Editado em 12/01/2012 | 08:28

Mesmo antes do carnaval, o clima de São João já começa a tomar conta de Itororó. A cidade é famosa pela soborosa carne de sol, que serve de mote para o maior São João temático da região. Nesse embalo, o prefeito Adroaldo Almeida já arrastou o pé e inicou as contratações para a 24ª edição do Festsol, que ocorre no mês de junho.

Já foram confirmados o Forró do Muído e Silvano Salles, mas uma enquete no blog Alerta Itororó vai ajudar a decidir a contratação da principal atração do festival, que deve ser alguma banda ou artista de renome nacional. Estão na disputa Calypso, César Menotti e Fabiano, Elba Ramalho e Zé Ramalho.

A prefeitura anuncia para maio a finalização da grade de atrações, quando também será feito o lançamento oficial da festa. que terá divulgação dirigida na mídia especializada e também nos principais veículos de comunicação da Bahia e do Brasil.

"Essa é uma tradição do município de Itororó, que fizemos questão de melhorar a cada ano, durante esse nosso primeiro mandato. Fazemos isso trazendo grandes nomes da música nordestina e sertaneja e otimizando a organização da festa", afirma o prefeito.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 26/06/2011 | 17:49
Editado em 26/06/2011 | 18:11

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Opiniões

Enquete de O TROMBONE, aventando a discussão envolvendo a fixação de limites entre Ilhéus e Itabuna, acusava neste domingo 26 o seguinte resultado: 32% achavam que “O problema deve ser discutido sob outro prisma, a exemplo da criação da Região Metropolitana de Ilhéus e Itabuna”; 63%, que “O território de Itabuna deve se estender até o Salobrinho e a UESC” e 3% que “Ilhéus deve cobrar impostos e oferecer a contrapartida dos serviços públicos à população do Nova Califórnia, Vila da Paz e à Churrascaria Los Pampas”.

O povo está pensando assim. Já o representante do povo, Geraldo Simões...

Escárnio

A fila do Bom Preço tornou-se famosa. Não pela circunstância que seria natural, da procura por seus produtos. Mas pelo descaso e escárnio com que trata a clientela regional que o procura.

Na manhã de terça 21, a “famosa” ultrapassava o universo das verduras e alcançava o setor de laticínios. Tudo porque dos cerca de vinte caixas que disponibiliza ONZE não funcionavam.

Começaram a ser ocupados depois que um cliente discursou indignado contra o desrespeito. Assim mesmo enfrentando uma despreparada funcionária que não queria assumir o seu papel e o desafiava a chamar o gerente.

Geraldo

Em entrevista ao AGORA reproduzida neste O TROMBONE Geraldo Simões demonstra descaso e ironia em questão crucial para o futuro das finanças de Itabuna: a dos limites.

Desinteresse tal mais reflete o aprofundamento de seu projeto pessoal: não ficar de mal com Ilhéus.

Sob ponto de vista individual, a postura de GS de ficar em cima do muro não deixa de ser justa: afinal, é proprietário em ambos os municípios.

Em cima do muro

Não assumir defesa expressa em favor de Itabuna é um direito do deputado Geraldo Simões. Afinal, se dependesse só dos votos locais estaria derrotado. O que não pode é dizer que se trata de “briga”.

Erra o Deputado, muito bem votado em Itabuna, ao dizer que “Não dá para ficarmos desperdiçando energia com essas brigas”.

Em primeiro instante é um engano considerar “briga” uma questão que se encontra amparada em lei estadual. Muito menos pelo absurdo que configura os atuais limites entre Ilhéus e Itabuna GS aparenta desconhecimento da realidade histórico geográfica, sem falar-se nas circunstâncias políticas ao tempo da fixação dos limites. Um século não é pouco tempo. A não ser para Geraldo, que talvez imagine vivê-lo com poder.

Lamentável que para Geraldo Simões, que se fez político graças a Itabuna, seja “briga” a redefinição de limites.

Moção

O Rotary Club Itabuna Sul aprovou moção de apoio ao deputado Gilberto Santana, motivada na luta do deputado pela revisão dos limites entre os municípios de Itabuna e Ilhéus, particularmente naquele que concerne ao perímetro urbano de Itabuna. 

Seria interessante uma moção do Rotary para o Deputado Geraldo Simões diante de sua posição em relação ao mesmo tema.

Outro prêmio

O ex-presidente Lula recebeu, na última terça 21, o Prémio Food World 2011, em cerimônia no Departamento de Estado norte-americano, em Washington. A iniciativa reconhece e premia os que durante os seus governos executam políticas públicas de combate à fome e à pobreza. www.advivo.com.br de terça.

Essa turma do exterior não se emenda!

Eletrônico

O Conselho Nacional de Justiça assume a luta para unificar em rede o registro e a informação processual no país. O processo eletrônico surge amparado na mítica de que a burocracia processual decorre tão somente do tempo que se perde no vai e vem de papéis entre protocolos, gabinetes e cartórios. Daí a euforia com a possibilidade de redução do tempo na prestação jurisdicional em torno de 70%. A unificação e integração de dados em todo o país seria, assim, o “ovo de colombo” para o Judiciário.

Sem descurarmos da celeridade presente na rede, tampouco deixar de reconhecer a burocracia processual – parte dela desnecessariamente estabelecida em lei – temos que a coisa não é bem assim, ou tão só como a mostram.

Dê ao homem o que é do homem e ao eletrônico...

O que é posto fora da discussão é que a burocracia e a lentidão dos processos muito se encontram em algo que a rede não intervém: o ser humano.

Tem faltado a muitos magistrados – sem falar-se na “preguiça” cartorial, morosa e capenga em muitos servidores – o que poderíamos simplesmente denominar de “método de trabalho”. O que não afasta o bom senso e o pleno conhecimento da realidade processual, o que muitos somente aprendem depois de considerável tempo.

A lição esquecida

Conhecer processo não é o conhecimento da lei processual, mas a dinâmica da realidade processual, que é vivida e aprendida com o efetivo exercício da advocacia, antes de o advogado tornar-se juiz.

Juiz que não advogou tardará – por mais vocacionado que o seja – a dominar o processo. Desconhecendo o seu dia a dia vai buscar na letra fria da lei o que fazer. Desta forma “perde tempo”. Despachos iniciais elementares, como o “CITE-SE” em uma execução, tardam a ser apostos nos autos.

Sem transformar o magistrado não há processo que vá adiante. Não há rede que dinamize.

À guisa de exemplo

Um advogado local, depois da audiência de conciliação no “célere” Juizado de Causas Comuns, onde pretende indenização por danos materiais e morais, acessa diariamente o feito. Concluso está para sentença – há 60 dias.

E não falta ao Judiciário o advogado ofice boy

E não se diga que o Judiciário não tem encontrado apoios externos. O advogado, por exemplo, reconhecido como “indispensável à administração da justiça” (art. 133 da CF) está sendo levado ao pé da letra. Em certos juízos tem até que perfurar o papel (e no lugar certo!), economizando tempo do “ocupadíssimo” funcionário, que está ali só para receber a petição devidamente perfurada e ficar durante a maior parte do tempo conversando e tomando cafezinho.

Boca no mundo I

O Deputado Romário diz que o País gastará 100 bilhões de reais com a Copa de 2014. Se a importância do evento é grande, maior o desperdício.

E nem se fale da “renda” extra, de pelo menos 10%.

Boca no mundo II

A matéria “Dize-me com quem andas, Sérgio Cabral, e todos saberão...”, de Carlos Newton, terça 21, na Tribuna da  Imprensa on line, desnuda os meios e a fortuna adquirida pelo governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, transitando por espúria relação com empreiteiros. Diz Carlos Newton que tudo começou quando Cabral, em 1992, “descobriu as famosas ‘sobras de campanha’”.

Carlos Newton está convidado a conhecer políticos baianos!

No tabuleiro I

No vazio para a sucessão mais um aposta na oportunidade: Ubaldo Dantas. Dizemos vazio porque Itabuna torna-se uma constante em duvidar de novos nomes, trabalhando sempre eternos candidatos.

O próprio Ubaldo, louvado pela administração entre 1983-1988 – seis anos contínuos – não mereceu reconhecimento quando tentou retornar, em 1992.

No tabuleiro II

ubaldoTemos que Ubaldo, ainda que agregue simpatias e apoios, não encontrará no universo eleitoral a resposta que imagina, ainda que o mereça. São tantos anos para a memória de um povo que só tem ou vive a lembrança recente, a mais imediata possível.

Com um detalhe: despertada pelo cheiro do dinheiro. Tanto que, nesse viés, de comunistas a demistas, de petistas a peemedebistas, todos tornaram-se iguais.

Não sabemos, até esse instante, se Ubaldo Dantas tem bala na agulha.

Tratativas

Ah! considerando que Ubaldo hoje se encontra nas hostes do PMDB itabunense, uma perguntinha ingênua: já indagaram a Fernando Gomes o que acha de Ubaldo candidato?

Alimentando a memória: FG em tempos outros nominava UD com uma expressão impublicável para esta coluna.

Para não falar das afinidades entre um e outro.

Na corda bamba

Roberto Gurgel não foi acolhido com flores quando não aproveitou a oportunidade de reconhecer a possibilidade de Palloci ter sua súbita multiplicação dos pães apurada. O mínimo que se esperava do Procurador-Geral da República. Que evidentemente protegeu o então ministro da Casa Civil, quando poderia pelo menos recomendar uma apuração.

Resultado: não o fez. Fê-lo a Presidente Dilma, exonerando Palloci no day after da decisão do Procurador-Geral.

Redenção

Nesse instante, Roberto Gurgel se levanta contra a aprovação da Medida provisória que admite segredo de orçamentos em todos os níveis (federais, estaduais e municipais) desde que envolvam recursos e licitações para obras da Copa e das Olimpíadas.

Justamente uma pretensão – ainda que criticada – do Governo Federal, leia-se Presidente Dilma.

Caso seja reconduzido ao cargo Gurgel demonstrará que tinha razão. Nos dois casos.

Razões

Quando a sociedade quer clareza e transparência sobre documentos que se encontram arquivados sob sigilo absoluto, o Governo, com apoio dos ex-presidentes Sarney e Collor, trilha na contramão da iniciativa.

Afirmam observadores que o problema não são os documentos em si, mas a certeza de que entre eles se encontra a comprovação da participação do militarismo brasileiro na Operação Condor.

A que eliminava líderes latino-americanos hostis aos interesses dos EEUU no chamado Cone Sul.

O temor aí reside

Cá para os nossos botões, descobriríamos, provavelmente, se as mortes de Juscelino e Jango foram “naturais”. Certamente os militares, que os acompanhava de perto, escreveram alguma coisa. E guardaram.

E nem falemos de Rubem Paiva, Stuart Angel...

Itororó

Os festejos juninos na região encontram algumas marcas registradas, disputando entre si qual o que oferece o melhor. Afastado o que criticamos como São João “produção”, que ocupa o “tradição”, o de Itororó apresentou uma decoração bastante sugestiva, vinculando a nordestino-junina alimentada por figuras da xilogravura cordelística a elementos de Michelangelo pintados na Capela Sistina.

Considerando as distantes relações entre si, fica uma ideia originária: pretendeu a organização dos festejos itororoenses um “renascimento” da tradição junina.

Se não entendemos errado!

Buerarema

O “Rastapé Buera” se não tivesse outras virtudes bastaria a de negar peremptoriamente o toque de “arrocha” durante os festejos juninos. Caminho para o “São João tradição”.

Dá para entender?

O Governo do Estado jogou out door em Itabuna anunciando participação nos festejos juninos itabunenses: “O Governo da Bahia e Itabuna...”.

Que festejos cara pálida!

A verdadeira deficiência

Tristes as administrações que se regalam anunciando a doação de uma cadeira de rodas. Fotos, aplausos, declarações ufanistas e quejandos tais apenas traduzem a mediocridade de muitos de nossos gestores.

Ou talvez estejamos enganados: afinal, a cadeira pode ser de ouro incrustado de diamantes e pérolas negras. Um investimento financeiro de peso, que pode ter comprometido a segurança orçamentária de um município qualquer

Milton Santos

Na sexta 24 completaram-se 10 anos da morte de Milton Santos, o ilustre geógrafo nascido em Brotas de Macaúbas. O registro é para lembrar a existência de um dos maiores pensadores brasileiros de todos os tempos.

E tão desconhecido em nosso meio.

Crime político

Com o título “O primeiro blogueiro brasileiro assassinado” o www.advivo.com.br de sexta 24 noticia a morte de Ednaldo Figueira, na quinta 22.

Como o blogueiro também era presidente do PT e com ele vivia às turras o prefeito de Serra do Mel (RN), do PSDB, temos que o título deveria mais se reportar a um crime político. A circunstância de ser blogueiro é um detalhe.

A blogosfera em nível internacional destacou o fato, sinalizando para as circunstâncias das denúncias do blog contra a corrupção na prefeitura.

O que todos sabiam

O STF definiu, na lavra do Ministro Joaquim Barbosa: PC e a namorada Suzana Marcolino foram assassinados. Derrubada a tese de crime passional – defendida pela VEJA com apoio em um laudo pericial fabricado, subscrito por Badan Palhares e contestada pela ISTOÉ. Vão a júri os seguranças do ex homem forte de Collor, assassinado pouco antes de prestar depoimento a uma CPI que apurava a relação de empreiteiras com o Palácio do Planalto.

Ainda que não fosse levada em conta a Ética que submete todos os profissionais em todas as profissões o que acontecerá com Badan Palhares?

Lembrando Raul

ovini24 de junho é o Dia mundial do Disco Voador, a festa dos ufólogos do planeta. A data tem como referência a primeira e reconhecida aparição de um objeto voador não identificado, ocorrida nos EEUU em 1947, observação de Keneth Arnold envolvendo nove objetos coloridos em torno do avião que pilotava.

Tema que inspirou Raul Seixas.

Digna de José Simão

Se este é um “país da piada pronta”, como o diz Simão, essa de que não é do príncipe dos sociólogos o filho de Mírian Dutra (jornalista da Globo que andou asilada por anos em Barcelona para esconder a paternidade ilustre), passa a se constituir o píncaro da anedota. Detalhes em www.advivo.com.br (O filho de Mírian Dutra).

FHC teria reconhecido o filho em um cartório de Madri, em 2009. O teste desperta indagações como saber-se se a postura de FHC tem caráter humanístico, de afirmação machista ou de senilidade.

De qualquer forma, Freud explica!

Exemplo

Enquanto nesta nação grapiúna projetos culturais dizem respeito apenas à vaidade pessoal de dirigentes, cabe confirmar o que temos em mãos: a “Agenda 2011 – Por Uma Educação de Qualidade Social: relevante, pertinente e equitativa”, da Secretaria de Educação, Cultura e Desportos da Prefeitura de Buerarema.

Inserindo textos que resgatam a história da cultura local, o que inclui a famosa Feira de Arte, mantém viva a memória de Macuco.

Ah! Gilmar

stfQual o alcance pretendido pelo Ministro Gilmar Mendes ao entender que o pleito de funcionários da Vale de receberem mais que os trinta dias de aviso prévio? A proporcionalidade ao tempo de serviço aventada não encontra uma regra jurídica definida. Não há lei que o estabeleça.

Legislação pura e simples do STF sob o crivo do homem de Daniel Dantas no STF.

Com Gilmar Mendes para que Congresso?

Estranha coincidência

Hakers a partir da Itália (não podemos afirmá-los italianos) invadem computadores do Governo, da Presidência a Receita Federal, da Petrobrás ao IBGE.

Queremos imaginar que não seja retaliação a não extradição de Battisti.

Cocal das Neves

A cidade piauiense detém a proeza de conquistar quatro das cinco medalhas de ouro (sem falar em uma de prata e outra de bronze) na 6ª Olimpíada Nacional de Matemática de 2010.  

Resgate

No sábado 25 apresentaram-se na Praça Otávio Mangabeira, no espaço oferecido pelo Município, através da FICC, o Bumba Meu Boi e Burrinha e a quadrilha Pé de Couro. Ambos da Colônia de Una.

Enquanto por lá resgatam a cultura aqui exibida por cá resgate só do nome do dirigente, citado à exaustão como administrador da FICC.

Uma administração que, em dois anos e meio, não consegue resgatar as tradições culturais de Itabuna, como os “reisados” de Ferradas, Cerrado e Itamaracá.

Escândalo

Nada divulgado sobre o andamento de apurações – se houver – do escândalo denunciado neste O TROMBONE envolvendo a FICC. Daquele edital não publicado que visava privilegiar pessoa previamente escolhida para receber mensalmente 1.500 reais enquanto os demais “agradeceriam” 650 reais.

Hermeto

Marcou época sua passagem pelos EEUU nos anos 70, ao lado de Airto Moreira, Flora Purim, Ron Carter, Wayne Shorty, Herbie Hancock. No dia 22 o multiinstrumentista Hermeto Pascoal completou 75 anos.

Sua produção traduz uma das mais profundas expressões da musicalidade brasileira, transitando do atávico nordestino ao choro. Em tempos juninos ouvi-lo é lembrar que temos cultura viva, profícua, de qualidade.

Falta-nos, infelizmente, que isso seja compreendido. Caso contrário, não teríamos Luan Santana como “atração” no São João baiano.

Aqui, “São Jorge”.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoÚltimo reduto de encontro da boemia grapiúna, o ABC da Noite aviva lembranças de antigos fregueses, de casos vivenciados, da história celebrada nos muitos dias de sua existência. A anterior atividade do ponto (açougue) motiva, às vezes, uma indagação:

– Por que mudou, Cabôco?

– Não mudei de ramo, Cabôco – explica – antes eu vendia carne de porco e agora vendo cachaça. E conclui:

– Mas o espírito de porco permanece.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 12/06/2011 | 18:44
Editado em 14/06/2011 | 12:52

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Programas governamentais I

A Presidente Dilma lançou o programa “Brasil Sem Miséria”, voltado para erradicar a pobreza absoluta em quatro anos. Já a Bahia – pelo ínclito idealista Jacques Wagner – pretende o “Professores na Miséria”.

No topo da lista dos miseráveis os das universidades estaduais, considerados ricos pelo Governador, tanto que não lhes pagou nem os dias trabalhados de abril, antes de entrarem em greve.

No primor das augustas pretensões Sua Excelência – também garoto propaganda de lâmina de barbear – benevolente anuncia a possibilidade de aumento de até 18% nos contracheques, condicionado ao congelamento por quatro anos.

Programas governamentais II

Embevecido com a própria imagem, afagado pela reeleição, fortalecido pela propaganda oficial, quer fazer-nos esquecer que somente para o ano vindouro o aumento do salário mínimo alcançará no mínimo 13%.

Na Bahia de Jacques Wagner professor universitário não tem direito nem à reposição equivalente ao mínimo.

Como o ilustre não é analfabeto só Freud para explicar.

Imagem maculada

Não conseguirá o Governador Wagner sair-se bem do movimento desencadeado pelas estaduais. Segurou, mas não evitou que a sociedade conhecesse a infausta proposta, de congelar salários dos professores.

A força da realidade falou mais alto. E por mais que o remendo seja posto, aceitar propostas grevistas revela que os docentes tinham razão.

O artigo de Manuela Berbert que circulou na blogosfera diz bem: “Que vergonha, Governador!”

Itororó

A aliança anunciada com pompa e circunstância entre Edineu Oliveira e Marco Brito não tem encontrado respaldo entre seus liderados. O barco está furado e migram lideranças para o PT. Recentemente, Amauri do SINSERV (sindicato dos servidores públicos locais), do PSDB, e sua mulher, Neta (do DEM) aliaram-se ao Prefeito Adroaldo (detalhes em www.itororoja.blogspot.com).

No fundo da panela, se a aliança Edineu/Marco não vai bem das pernas, o PT de Itororó, como o partido no geral, não aguenta ver PSDB e PFL/DEM. E haja cargos para satisfazer as novas alianças. Ou recursos para futuras campanhas.

Amauri, por exemplo, pretende candidatar-se a vereador em 2012.

A versão que interessa

A cobertura televisiva – com destaque para a Globo e a Bandeirantes – fizeram da decisão do STF sobre Battisti um cavalo de batalha (o da Band beirou a mediocridade e ignorância jurídica concentradas). Visível a intenção de tributar ao Presidente Lula a “(ir)responsabilidade” pela permanência do ativista no Brasil como agressão ao estado nacional italiano.

A ignorância – com claros objetivos políticos – apenas buscou ouvir os interessados na versão de que o tratado de extradição entre Itália e Brasil fora desrespeitado pelo ex-presidente, o que levaria à “desmoralização” do Brasil no cenário internacional.

Ninguém lembrou que a Itália negou extraditar um general argentino, pedido regularmente encaminhado pelo país portenho e legitimamente negado. Como o fez o Brasil.

Detalhe: a mesma histeria e indignação não foi vista quando o STJ invalidou a prova colhida na Satiagraha, praticamente absolvendo Daniel Dantas.

A verdade omitida I

Não estava em julgamento a extradição de Battisti – esta já o fora – mas a Reclamação do governo italiano, considerado no julgamento parte ilegítima para discutir searas internas de outro país. No caso, intervenção em decisão soberana proferida por nação estrangeira. O que estava em discussão era a valia ou não do princípio da soberania e não o mérito da extradição em si, fato que já fora decidido.

Caberia, aos críticos movidos à paixão política, verificar se o ex-presidente desrespeitou o Tratado de Extradição. O que não correu, em tese, basta que seja lida e interpretada a disposição inserta no artigo III do Tratado, que relaciona os casos em que “a extradição não será concedida”, onde a letra “e” estabelece: “ Se o fato, pelo qual é pedida, for considerado, pela parte requerida, crime político”.

A verdade omitida II

Quando o STF entendeu, em análise jurídica, cabível a extradição, transferiu para o Presidente da República a decisão política, prevista no Tratado. Portanto, se o quisesse no plano apenas jurídico o Supremo determinaria a extradição. No plano político – a decisão do Presidente – legitimada pelas convenções internacionais entendeu existir caráter político nos crimes praticados por Battisti e negou a extradição.

A interpretação subjetiva do que é ou não crime político cabe ao Presidente e não ao Judiciário. Essa decisão política, se correta ou não, não pode mais ser alcançada pelo mesmo objeto da relação decidida pelo Supremo.

O que o governo italiano pretendeu foi atropelar uma decisão irrecorrível no plano interno.

Retaliação

Há muito não se via tanta ameaça a um estado soberano como a que ocorreu ao Brasil no caso Battisti. A Itália ameaçou retaliar economicamente, não votar pelo ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. A mais recente, boicotar a vinda de italianos para a Copa do Mundo. A isso se chama chantagem.

Talvez se a Itália não houvesse ameaçado tanto o Brasil e Battisti estaria cumprindo pena na Itália.

Uma indagação ainda necessária: como tem agido a Itália em relação aos brasileiros que tentam nela entrar?

De nossa parte não compraremos nenhum veiculo fabricado pela FIAT. Retaliação é isso.

Pérola

bessinha batisti“Quando existe um homicídio, alguém morreu”. A intervenção do Ministro falastrão Gilmar Mendes, aquele dos habeas corpus para Daniel Dantas, ao interromper o voto do Ministro Ayres Brito no caso Batistti cabe muito bem no alfarrábio de quem não sabe o significado das palavras a ponto de exercê-las na forma redundante.

Afastada a derrota de seu ponto de vista – gastou precioso tempo para alimentar a mídia com a afirmação de que Lula desrespeitou o Direito Internacional – a pérola do Ministro nos remeteu a uma palavra que tem origem francesa – lapalissade – para designar qualquer afirmação que se limita a uma evidência.

Para os franceses, no entanto, “...est une affirmation ridicule ênoçant une evidence perceptible immédiatement...”. Que cai como luva no expressar do Ministro.

Para nós não só “ridícula”, como imprópria em ambientes como a Corte Maior da República.

Mas, como diria Tormezza: “É o que dá conversar demais”.

Coisas da Globo

Parece que grande era somente o chinês e aqueles “músicos brasileiros” coadjuvantes menores. Para quem assistiu o Bom Dia Brasil de quarta 8 e lera DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 29 de maio (A Irreverência) ficou sem entender por que o programa fez matéria ao final se referindo ao pianista chinês Lan-Lang em apresentação realizada em Londres  ao lado de “músicos brasileiros”.

Para quem quiser rever o citado DE RODAPÉS verá que a verdadeira apoteose ocorre para a orquestra, pelo conjunto da obra, enquanto executa Zequinha de Abreu (Tico-Tico no Fubá) de forma irreverente e inusitada.

E aqueles “músicos brasileiros”, nada mais nada menos que a Orquestra Juvenil da Bahia, omitida na matéria.

Da  Globo uma contribuição ao “complexo de vira-lata” de que falava Nelson Rodrigues.

O STJ comprova

Considerando a Operação Satiagraha irregular por haver se utilizado de agentes da ABIN – porque atuou “oculta” segundo o relator Ministro Jorge Mussi – abre-se a temporada para invalidar inquéritos e apurações policiais que tenham se utilizado de algum expediente “oculto”, ainda que com autorização judicial. A considerar a decisão do STJ nesta terça 7, por 3 votos a 2, doravante a investigação precisa ser às claras, possivelmente telefonando para o infrator – se for rico e poderoso – marcando hora para investigá-lo etc.

Detalhe: o vil mortal, preto, pobre e prostituta não será alcançado pela interpretação pretória por faltar-lhe um requisito: dispor de um advogado de alto coturno, daqueles que advogam para os Daniel Dantas e Abdelmassy etc.

Ou seja, condenação – prisão nem se fale, é crime de lesa Pátria – está destinada à base da pirâmide social, ainda que se limite ao que furte galinhas ou sabonetes em supermercado.  

Não esquecer que o próprio Daniel Dantas disse temer somente a instância inferior, porque as altas cortes não lhe trariam problema. O que vai se confirmando.

Reações à mudanças

Não à toa a classe advocatícia se levanta contra a PEC de Peluso, aquela que inviabiliza a ação das grandes bancas de advogados no ramerrão do dia a dia libertando ricos. Para Peluso a condenação em segunda entrância fará transitar em julgado a sentença, sem prejuízo dos recursos para instâncias superiores. Com um detalhe: condenado poderá recorrer, desde que permaneça preso até solução final.

Que horror!

Hoje como ontem

Por essas e outras, permanece vivo o expressado por Rui Barbosa em discurso no Senado em 1914: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Protesto

O protesto de deficientes visuais, três mulheres de Buerarema, que enfrentaram a empresa que detém o monopólio do transporte na região, apresenta uma dicotômica realidade: a busca de um direito estabelecido em lei (para elas) e o não cumprimento da lei por ausência de regulamentação (para a empresa).

O cidadão comum dirá apenas: falta bom senso.

Para não dizer espírito de caridade cristã. Não no sentido de transferir recursos através de esmolas, mas de aplicar uma das lições da Parábola dos Talentos: o que temos é dádiva de Deus para ser multiplicada e posta a serviço do semelhante.

Ainda que saibamos que o ideário capitalista não seja dado a tais firulas.

Escândalo I

O TROMBONE vem denunciando a FICC, pelo escabroso e amador expediente por ela utilizado para privilegiar pessoa previamente escolhida para receber mensalmente 1.500 reais enquanto os demais vis mortais terão 650 reais.

Não temos conhecimento de que qualquer atitude para suspender o criminoso expediente tenha sido tomada pela administração municipal, que alardeia premiada transparência.

Ao que parece o famigerado Edital 002/2011 nem mesmo foi publicado.

E a imprensa muda e calada! Por que?

Escândalo II

Desde sábado 4 O TROMBONE – com “Estripulias de Algum Menino Grapiúna” – iniciou atividade jornalística investigativa de primeira qualidade ao descobrir e “perseguir” a realidade que os fatos apresentavam, diante das dúvidas deixadas pelo Edital 002/2011, da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania-FICC.

Como sinalizara a editoria, estranho que, para “realização de Processo Seletivo Simplificado para contratação, por prazo determinado, por necessidade temporária de excepcional interesse público”, visando a admissão de 35 Professores para diversos cursos (de Capoeira a Ballet, de Violão a Dança, de Bateria a Teclado e Flauta, de Artesanato e Bordado a Teatro etc.), uma inusitada distorção salarial privilegiasse somente uma das atividades (com 1.500 reais mensais) enquanto as demais com 650.

Para tanto, desconfiara O TROMBONE, o Edital datado numa sexta-feira, encerrando inscrições na terça seguinte, parecia que nem mesmo fora publicado e visava, por dedução lógica, beneficiar alguém.

Descoberta

Na esteira da investigação O TROMBONE não só confirmou que o Edital 002/2011 não fora publicado, como até descobriu o(a) provável beneficiado(a) da maracutaia armada nos porões da FICC, que guarda a sete-chaves.

Um escândalo, não pela dimensão financeira envolvida – que a administração municipal tem vivenciado outras pérolas – mas pela imoralidade cometida sob responsabilidade administrativa do Presidente da FICC, o poeta e contista Cyro de Mattos.

Atitude que falta

De nossa parte pusemos em dúvida se Cyro de Mattos efetivamente subscreveu o indigitado edital.

No entanto, a gravidade do assunto remete a duas conclusões imediatas: ou Cyro de Mattos participou da armação (continuamos não acreditando) ou não exerce o controle administrativo da FICC a ponto de permitir ou aceitar tais desmandos.

Como não houve até agora iniciativas de reversão do absurdo se transforma em confissão.

Caso de exoneração sumária.

Gasolina e fogo

Dilma parece ter mandado um recado: quem governa, comanda e decide é ela. Desagradou a gregos e troianos (PT e PMDB) ao substituir Palocci.

A turma anda circulando no Palácio do Planalto munida de gasolina e fósforos.

Pode retardar iniciativas depois do levantamento do Datafolha realizado na quinta e na sexta, divulgado no dia 11, onde o Governo da Presidente está com 49% de bom e ótimo, ante 47% em março.

Mas cautela nunca fez mal a ninguém. Especialmente quando alguém espreita com gasolina e fósforos.

Vane

Seria um gesto de grandeza de Geraldo Simões – citado pela circunstância de comandar e dominar o PT em Itabuna – se admitisse a candidatura de Vane.

Para nós, Vane candidato a prefeito só através de outra sigla.

Ampliando a divisão do PT local. Por causa da intransigência de Geraldo.

Zélia Lessa

O nome da professora Zélia Lessa, ícone da história da música em Itabuna – o “Cantores de Orfeu”, por ela fundado, está em atividade desde 1955 – se fez presente no noticiário. Não pelos méritos da ilustre itabunense, mas pelo demérito da ação municipal que iniciou a demolição do espaço que leva o seu nome.

A “Sala Zélia Lessa” não é simples homenagem à professora do mais antigo coral desta terra, mas o nome dado a um espaço criado para o exercício das artes, em particular o teatro, fato ocorrido em 1986, quando o então prefeito Ubaldo Dantas, atendendo aos reclamos da classe artística local o construiu e nomeou-o com o da mestra de “Rapsódia Grapiúna”.

Sala Zélia Lessa

O espaço, que dispõe de 120 lugares, referência nos anos 86, 87 e 88, se encontrava desviado de sua função primordial por falta de políticas públicas para a cultura, em que pese a luta de artistas locais para a sua reativação.

O Zélia Lessa recebeu nomes como Jurema Penna, Jorge Araujo, Eduardo Anunciação, Carlos Betão, Ederivaldo “Bené” Benedito, Jackson Costa, Eva Lima, Mário Gusmão, José Delmo, Ramon Vane entre muitos.

No tempo em que nomes que se destacavam nacionalmente (Mário Gusmão, Jurema Penna) amparavam uma gama de jovens ativistas das artes e do teatro.

Indignação

jackson costaVozes se levantam contra a ignomínia. Artistas, intelectuais, estudantes e políticos esperam uma decisão do Prefeito José Nilton Azevedo para reverter o estado em que se encontra o espaço Zélia Lessa.

Um povo sem memória, não constrói sua identidade cultural. Sem identidade não há o que registrar como História.

Que se escute o ator Jackson Costa indignado com o descalabro:

“É uma pena que o Auditório Zélia Lessa passe por essa destruição. Todo tempo é tempo de construir. E o teatro é um tesouro milenar que serve pra iluminar, entreter, educar, encantar...Teatro é lugar de profunda reflexão.
Na sala Zélia Lessa, eu praticamente (como ator) nasci e várias vezes ali vivi, momentos de grande emoção.
Ali eu vivi Sebastião do Souto, da peça "Calabar" (de Chico Buarque e Ruy Guerra), junto com Betão, Eva Lima, Ramon Vane, Marcos Cristiano, Adriana Dantas, Weldon Bitancurt, Jeferson Blue, Zé Henrique, Marcelo José, Dedé, André, Juan Nascimento, o mineiro Roberto O'hara e outros que agora não me lembro”.

Desagravo

A iniciativa da OAB de promover uma sessão de desagravo ao advogado Andirlei Nascimento pode ser ponta de iceberg se forem aprofundadas as informações que temos envolvendo os magistrados causadores do embate entre o Judiciário e a organização classista.

A personalização magistrada se dilui quando se apura a verdade e ainda se ampara apenas no corporativismo judiciário.

São João I

O cantor e compositor Chico César, atual Secretário de Cultura da Paraíba, tem assegurado que não vai patrocinar o que denomina de “forró de plástico”, executado por grupos musicais que se utilizam da tradição nordestina para vender seu particular peixe, não tão gonzaguiano. Detalhes em www.advivo.com.br de 19 de abril.

A determinação de Chico César protege um componente hoje pouco levado a sério: a tradição junina. Que tem sido confundida com a utilização dos mais variados expedientes que dela se apropriaram para fins de faturamento.

São João II

Particularmente temos denunciado a existência de um conflito, muito presente em nossos festejos juninos: o São João “tradição” versus São João “produção”. Não o licor, mas a cerveja; mais axé e sertanejo e menos forró e xote.

Na esteira dessa apropriação indústrias de cerveja “patrocinam” festas e impõem o consumo de sua marca.

E a sanfona, triângulo e zabumba perdem espaço para a “banda” ou a “dupla sertaneja” de sucesso.

Lançamento

Na terça 7, Dr. Teobaldo Magalhães lançou “Os 5 Segredos para a Saúde”, no  Hotel Tarik, às 19 horas.

Um dos mais concorridos e bem programados eventos do gênero.

Prefeitura Transparente

Considerando a responsabilidade decorrente da premiação recebida, insistimos para que a Prefeitura de Itabuna disponibilize dados, apure e puna  o que está acontecendo na FICC.

Rosemberg Pinto

As vaias recebidas pelo deputado o foram durante fala no “Pensar Cacau”, no Centro de Cultura Adonias Filho, no dia 27 de maio

Retornamos para responder ao amigo leitor que nos cobrou a omissão.

A Câmara de Itabuna está afundando

Literalmente. O prédio onde funciona a Câmara apresenta inclinação, que está próxima de 5 centímetros. No afã de construir o Governo Ubaldo promoveu-o sobre terreno pantanoso, que não está suportando o peso da construção.

O afundamento que o leitor imaginou é outra coisa. Quando a Polícia Federal aprofundar as investigações sobre certos empréstimos consignados.

Paulo Magalhães e o PSD

Ouvimos do Deputado Paulo Magalhães que dele era o controle do PSD para Itororó, razão por que buscava o ex-prefeito Edineu Oliveira para assumi-lo na Terra da Carne do Sol.

O Políticos do Sul da Bahia nesta sexta 10 afirmou que o Prefeito Adroaldo fica com o PSD.

Não há informação de que o Deputado tenha perdido o PSD, tampouco que Adroaldo tenha como aliado o ex-demista/pefelista Paulo Magalhães.

João Gilberto

Nos oitenta anos do baiano João nascido aos 8 de junho o toque instrumental de Aderbal Duarte, que transcreve a obra gilbertiana por escolha do próprio. A propósito, “João Gilberto por Aderbal Duarte”, pinceladas deste escriba, no Luis Nassif Online do www.advivo.com.br de 11 de junho.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoInsistiam na discussão envolvendo a possibilidade de cobrança de honorários profissionais. Alencar Pereira acompanhando, enquanto serve um ou outro. O acerto da verba honorária mais se atinha a um brincar depois que determinado tema exigiria, como saída, o ajuizamento de demanda e um advogado presente propusera cobrar 50% enquanto o outro admitia 20%.

A brincadeira já se estabilizara na redução de 50% para 40% e aumento de 20% para 30%, quando alguém que acompanhava a galhofa provocou a intervenção do Cabôco:

– E aí, Cabôco, o que você diz?

– É, Cabôco – dirigindo-se ao que propusera 50% – você não pode ultrapassar os limites da contravenção – aludindo ao percentual pago pelos bicheiros aos cambistas.

 _________________

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 29/05/2011 | 15:21
Editado em 29/05/2011 | 17:00

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Frankenstein

Sem forçar a barra, o inusitado consenso em torno de temas presentes no Código Florestal uniu UDR e comunistas. Chegamos a imaginar a possibilidade de efetivação da reforma agrária, bandeira histórica do comunismo. Mas, a união se voltava para legitimar o latifúndio e anistiar desmatadores, ainda que a anistia possa ser “compensada!” com iniciativas dos muitos detentoras da cultura da motosserra.

Por coincidência, no Pará – pátria da grilagem – o líder extrativista José Cláudio Ribeiro fora assassinado juntamente com a mulher, Maria do Espírito Santo, na véspera da votação, terça 24. O “crime” de José Cláudio: denunciar a ação ilegal de madeireiros.

Certamente agora anistiados.

Vai dar o que falar

Nova lei penal 12.403/2011, de 5 de maio de 2011, vigorando a partir de 5 de julho, torna a manutenção da prisão em flagrante e a prisão preventiva somente para casos raríssimos.

A fiança e as nove medidas cautelares que insere ocuparão espaço antes privativo daqueles institutos de execução penal.

Vai dar o que falar. Até ser compreendida.

Ninguém sentiu a ausência

Ainda que não percebida – ou ignorada quanto à importância que poderia representar – a ausência de Cyro de Mattos no lançamento de “A cidade em tela: Itabuna e Walter Moreira” (EDITUS-2011), obra de Lourdes Bertol Rocha e Elisabete Moreira, na Biblioteca Municipal do Espaço Cultural Josué Brandão, não deixou de causar estranheza. Afinal, apesar da justificativa encontrada – compromisso em Salvador – cheira a algo estranho Cyro de Mattos – que se autodenomina humildemente o “escritor premiado no Brasil e no exterior” – não comparecer ao evento, quando podia marcá-lo para data que lhe fosse oportuna.

Afinal, a promoção do lançamento fora da FICC e não das autoras.

Uma questão de conceito

Itabuna recebe Prêmio Prefeitura Transparente, elevando aos píncaros o orgulho do atual gestor e auxiliares. Para o contribuinte, em geral, fica a dúvida sobre os critérios avaliatórios.

Isso porque não sabe quanto são os gastos individualizados com diárias, almoços, viagens e outros detalhes. Tampouco como aplicados os recursos – que não são poucos – tão “escassos” no olhômetro da população.

Para nós transparência existirá no dia em que cada cidadão dispuser de clareza com referência a cada centavo gasto por entes públicos, quaisquer que sejam: Prefeituras, Câmara etc.

Em outras palavras: menos propaganda e evidente transparência

Itororó

Bomba! Bomba! Bomba de muitos megatons agita(rá) Itororó, na véspera do Festsol. O representante do carlismo e do soutismo na terra da carne de sol – leia-se do PFL/DEM – está prestes a assumir compromisso com um partido da base do governo. Em palavras diretas: Edineu Oliveira será correligionário de Jacques Wagner.

Viagem marcada para as devidas conversas em Salvador. Obviamente, pretende dispor de cargos etc.

Ouvimos pessoalmente do avalista do ingresso, nome por enquanto sob nossa particular guarda, apesar de não haver pedido segredo. Com testemunho.

Nova data

jpsA reinauguração do Jequitibá não mais será no anunciado 2 de junho, mas no 30, em razão da inteira impossibilidade da pompa e circunstância no aprazado, haja vista o andamento das obras.

Pelo andar da carruagem, à luz do estágio em que se encontram e das prometidas inovações – como um viaduto ligando a rua Jequitibá ao estacionamento superior – ainda que o pré-moldado economize tempo, temos que a data mais provável é o dia da cidade, 28 de julho.

Se Deus o permitir!

Contagiosa

Apareceram no noticiário, dia desses perdidos no calendário televisivo, quando emprenhados somos com o que produtores e editores entendem nos interessar, que uma estranha doença acometia melancias na China: sem quê nem pra quê, depois de crescerem e se anunciarem para a colheita, descobriam-se rachadas de alto a baixo. Simplesmente abriam-se e deixavam ao léu a deliciosa polpa vermelha.

Tudo se emoldura ao caminhar de alguns partidos políticos no Brasil. (Não sabemos se algum ainda escapa, ou simplesmente não foi ainda descoberta a doença que o “rachará”). As cartilhas escritas por seus pensadores estão perdendo autores e restando comuns ABCs de molecagem.

E próceres do PT pelo meio. A consultoria de Palloci que o diga!

Se vingar, pode atrapalhar

Não se nega um clima de insatisfação popular para com os políticos em Itororó. Circunstancial que seja, revela vontade de ver algo diferente.

A notícia de que Padre Moisés poderia se candidatar a prefeito da terrinha da carne de sol pode causar estragos.

Para nós, também a certeza de que algumas ovelhas perdidas poderão encontrar-se com o espaço que lhes falta no rebanho do Padre Moisés, retornando ao pastoreio.

Sorria, você está sendo roubado! I

Menos grama aqui, menos mililitro ali, palito de fósforo a menos na caixinha. Multiplicado por milhões de embalagens, o que parece pouco se torna milionária apropriação do dinheirinho nosso de cada. Caso se tratasse de prática realizada por um desses perdidos pelo mundo, típico ROUBO, “assalto à mão desarmada” a justificar cadeia, exposição da imagem e quejandos naturais às ações policiais, principalmente quando o “criminoso” integra o andar de baixo da sociedade.

Sorria, você está sendo roubado! II

Contas-se, como motivação da criatividade empresarial e da iniciativa nada ortodoxa para a criação – para gáudio do capitalismo – que reunião da diretoria de uma indústria de dentifrícios buscava uma solução para aumentar as vendas. Distraído, um servente efetuava a limpeza e repetia baixinho, como um mantra: “aumenta o bico”. Ideias e propostas acaloradas, como muita gente querendo mostrar serviço e o carinha por lá balbuciando o seu “aumenta o bico” até que um dos diretores percebeu a insinuação, que se tornou o carro-chefe do aumento do lucro, sendo o faxineiro guindado a funções de “pensar” e ganhar um pouco melhor.

E todos foram felizes. Mormente o caixa da indústria, com o bico das bisnagas, alimentando a perdulariedade dos mais desavisados que não utilizam até os últimos gramas da “mãe” do sorriso.

Sorria, você está sendo roubado! III

A orientação, lançada no mercado, dizia respeito a aumentar o bico da bisnaga, externamente. Se já ganhavam dinheiro e ampliavam o lucro desta forma, o que dizer de estender o bico para dentro?

É o que vem fazendo a indústria que detém a marca “CLOSE UP”. Enquanto sorridentes globais, nestes últimos dias, expõem a dentição para valorizar o produto, o consumidor está perdendo, em cada bisnaga, pelo menos entre 5 a 10% de dentifrício.

Não podemos dizer outra coisa: “Sorria, você está sendo roubado!”. 

Utilidade pública

Como parece não haver neste País órgão ou autoridade que perceba o “assalto” nosso DE RODAPÉS E DE ACHADOS dá uma dica: não compre a marca!

UESC

Professores continuam em greve. O Governador não conseguiu curvar os docentes. Ainda que dispondo da maravilha de falar sozinho – através de release, “a voz do dono” – onde se faz coberto de razão.

As perorações de Jacques Wagner e seu “saco de bondades” para com as universidades estaduais e os professores em particular não abordam o fato de que o “governo para quem mais precisa” não só suspendeu o pagamento dos docentes como nem mesmo pagou os dias por eles trabalhados.

Tampouco que se utiliza de um expediente abstraído do chicote carlista: só conversa se a categoria voltar às aulas.

Camacã I

jequitibáPerdeu o título e a grandeza que lhe trouxe o cacau nos áureos tempos. E ganha o triste epíteto de massacrador de jequitibá-rei. (VER) Ainda que a indefesa vítima seja um indivíduo símbolo da Mata Atlântica que cobre o cacau. E tivesse 500 anos, ou seja, MEIO MILHÃO DE ANOS.

Certamente alguém vai faturar com a madeira.

Camacã II

A alegação de que a centenária árvore prejudicava alguns que há uma ou duas décadas ocuparam seu espaço – precisamos dos nomes deles – construindo no seu entorno, somente pode ser atribuída à máxima de Mangabeira: “Pense num absurdo; na Bahia já há precedentes”.

Camacã que o diga.

“Miralva por um triz”

Considerando o título acima, no Pimenta na Muqueca de sexta 27, a partir das fontes de que disponha – e o são provavelmente de aliados de Geraldo Simões – a situação da professora Miralva resultará em mais um freio de arrumação para o combalido estado em que se encontra o PT itabunense para 2012 sob o absoluto controle de GS.

Miralva Moitinha na DIREC 7 é a bola da vez. Só falta publicar que o afastamento de figuras históricas da agremiação o foi por culpa de Miralva. Que neste instante encarna o lado ruim de GS. Porque o lado bom sempre será ele.

Miralva, mais uma da lista de fieis e dedicados descartados.

Massacre das amendoeiras

Eis outra contribuição da administração Azevedo – para as futuras gerações – sob comedida e plácida omissão da sociedade itabunense: o “massacre das amendoeiras” da Avenida Amélia Amado.

O infausto laurel será incluído – com fotos do antes e do depois – na “galeria” defendida por Cyro de Mattos nos escombros do Colégio Divina Providência.

Com amplas possibilidades de a centenária Igreja de Santo Antônio acompanhar o périplo da destruição.

Quem está faturando?

Considerando que as dezenas de árvores frondosas são ceifadas e sua madeira serve, pelo menos, para forno de padaria, uma indagação: Quem está faturando com o massacre?

Que a administração do Prêmio Prefeitura Transparência publique no portal quem é premiado com a “lenha” da Amélia Amado.

Faltou o retalho na semana

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Ruy Machado, não entregou o relatório de auditoria ao Ministério Público. Ou, quando nada, ainda não divulgou.

Mantém em suspense a terceira etapa da publicidade dentro da programada escassez de “papel e tinta”.

Saia justa

Inglória – são os ossos do ofício – a intervenção da Presidente Dilma em defesa de Palocci, este novo perfil de brasileiro vencedor, prestes a tornar-se paradigma da transparência nacional.

O cheiro pode revelar uma podridão sem limites, capaz de alimentar durante meses a oposição que se encontrava sem discurso e sem motivo para “oposicionar”.

PT se desmanchando I

E marcado fica, para sempre, o Partido dos Trabalhadores como evidência de “ser diferente” dos outros. Nesse sentido conquista o augusto direito de ser “igual aos outros”.

Dos quais não escapa nem o PV, depois da aliança de alguns de seus deputados com a bancada ruralista, aquela que nasceu com a UDR – União Democrática Ruralista – que ensaiou armar a população latifundiária, na segunda metade dos anos 80, para defender seus quinhões, em muito grilados, basta ver o que sempre aconteceu no Mato Grosso e no Pará.

PT se desmanchando II

O partido do ex-trotskista Antônio Palocci, que criticou figuras do governo FHC como Luís Carlos Mendonça de Barros e André Lara Rezende, entre outros, justamente porque se beneficiaram do poder, hoje blinda o petista aplaudido e apreciado por grandes empresários e a mídia. “Ninguém dá nada de graça” – dizia-o Tormeza.

Diríamos a este Palocci, parodiando Drumond para o caso concreto: “Este é um tempo de partido, de homens partidos”.

O aumento patrimonial de Palocci – suspeito até prova em contrário – o faz novo expoente de um partido que foge de ser a representação clássica do trabalhismo. E não se trata aí de pacífica convivência entre capital e trabalho. É o partido esquecendo os trabalhadores que lhe deram motivação e origem.

Ou como diz um indignado ex-petista: é “o PT se desmanchando”.

Curta à vista

Nossa sacrossanta ignorância em modernidades técnicas de acesso impede disponibilizar neste DE RODAPÉS detalhes do curta metragem “A Fórmula”, de Henrique Filho, que traz Valderez (atriz coadjuvante premiada por “Eu me lembro”, de Edgar Navarro), Betão, Eva Lima, Vladimir Brichta, entre outros.

Por não dominarmos esse universo de faces etc. adiamos o comentário. Mas fica o registro.

Sugestão de reportagem

Nós que temos criticado a omissão da sociedade itabunense (clubes de serviço, sindicatos etc.) diante da realidade que envolve os limites entre Ilhéus e Itabuna, para evitar cometer uma injustiça para com a classe política em geral que se elegeu com votos de Itabuna, sugerimos à editoria deste O TROMBONE algumas indagações aos vários representantes desta augusta terra grapiúna, através do seguinte questionário:

1. “Considerando a existência de lei estadual autorizativa para a revisão de limites entre os municípios do Estado da Bahia, como o senhor vê a revisão de limites entre Ilhéus e Itabuna?”

2. “Concorda com a proposta do deputado Coronel Santana de estender os limites de Itabuna até o Salobrinho?”

3. Se não concorda, qual a sua solução ou sugestão a respeito?”

4. “Qual a solução para a realidade e o povo itabunense de empresas estarem se instalando “em Itabuna” no município de Ilhéus, como nos casos da Makro e do Atacadão?”

5. “A área onde instalados o Makro e o Atacadão devem integrar o município de Itabuna ou continuar no de Ilhéus?”

Primeiros e necessários destinatários: Deputados Federais Geraldo Simões, Josias Gomes, Félix Júnior, Roberto Brito, ACM Neto; e os Deputados Estaduais Jota Carlos, Augusto Castro, Rosemberg Pinto...

Abraço grátis

Recebemos da atriz e produtora cultural Eva Lima o vídeo abaixo. Estendemos a sua bela mensagem a todos os leitores do DE RODAPÉS E DE ACHADOS. Para ver, basta clicar no link.

http://www.youtube.com/watch_popup?v=hN8CKwdosjE

Itororó ovacionada

pierreAssim se sentiu a população de Itororó quando da entrada de Pierre no jogo Palmeiras x Botafogo-RJ, no domingo passado.

O nome gritado durante quase um minuto repercutiu na autoestima itororoense, terra do palmeirense.

E o pai, Nozinho Calixto, em prantos diante da televisão!

Só assim!

E o que dizer de Pierre, na segunda 23, na programação do SportTV? Assunto na terrinha. Que só assim fica em evidência.

Por que se depender das arrumações político-partidárias em andamento...

Divórcio à vista

É a suspeita de muitos avalistas para a união “cívica” de Edineu Oliveira e Marco Brito com vistas às eleições municipais de 2012, em Itororó.

Para nós, bem particularmente, pode ser consumada quando Edineu Oliveira ocupar espaço na base do governo Wagner.

ALAMBIQUE

A dinâmica confraria acadêmica, lançada oficialmente na sede da Academia de Letras Garrafais do ABC da Noite, no Beco do Fuxico, em jornais, blogs e sites (sítios) estampa fotografias dos “imortalcoolizados”.

Pouca gente... pouca gente... Na fotografia.

Ao que parece a maioria de seus membros deseja mais recato e menos publicidade, a tônica da ALAMBIQUE.

Afinal, imortal mesmo precisa da obra publicada. De fotografia a coluna social anda repleta, parecendo arquivo de fotógrafo lambe-lambe em Bom Jesus da Lapa.

Cinema

Itapetinga realizará, nos dias 3 e 4 de junho, o 3º Festival de Curta Metragem. Esforço interiorano de manter viva a produção, que os organizadores pretendem ampliada e reconhecida.

Com o pé atrás

José Vitalino Neto, advogado viciado em política, ex vice-prefeito de Itororó, sondado por um amigo Deputado Federal para integrar uma chapa de mudança em 2012. Pensam alguns que para continuar no papel de coadjuvante.

José Vitalino escuta. Gato escaldado tem medo de água fria. Caso do causídico.

A irreverência

O vídeo abaixo mostra o inusitado, irreverente e apoteótico final da apresentação da Orquestra Juvenil da Bahia, no Royal Festival Hall, em Londres. (É a primeira brasileira a tocar naquele tradicional espaço). No programa Stravinsky, Respighi, Chopin, Gershwin, Zequinha de Abreu, dentre outros.

A Orquestra desenvolve um trabalho atualmente com cerca de 170 crianças no Teatro Castro Alves, com uma lista de espera para outras mil, como o diz o pianista Ricardo Castro, idealizador do projeto, em entrevista ao www.conversaafiada.com.br

Como visto, apresentação para romper tradições e concluída com carnaval brasileiro.  

Cantinho do ABC da Noite

cabocoInda mal acabara o estoque de batidas naquele sábado fora questionado pelo freguês que chegara mais cedo e degustava todas. A solução alencarina para tais momentos é suspender o atendimento, quando oferece a solução:

– Só ficou a do despacho – encaminha a proposta.

– De macumba, Cabôco? – intervém um terceiro, na galhofa.

– Não, de despachar vocês – e aponta para o relógio.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Vice-prefeita de Itororó troca PMDB pelo PT

Domingos Matos, 17/05/2011 | 10:23
Editado em 17/05/2011 | 10:45

A vice-prefeita de Itororó, Delmara Brito (PMDB), decidiu filiar-se ao Partido dos Trabalhadores. Ela foi convidada a integrar o partido em uma reunião que ocorreu em Itapetinga. Delmara atende a chamado triplo - do prefeito Adroaldo Almeida, do deputado estadual Rosemberg Pinto e do deputado federal Geraldo Simões.

“Fui convidada por pessoas ilustres do Partido dos Trabalhadores e decidi pela minha filiação. Estou militando na política há quase 20 anos e nunca vi uma forma tão diferente de se fazer política. O prefeito Adroaldo é um homem decente, que lidera a construção desse novo caminho que Itororó está seguindo.”, derrete-se a quase nova petista.

“Para mim, é uma honra ter uma política como Delmara no Partido dos Trabalhadores. Pessoas como ela fazem a diferença por onde passam, prova disso é que está na política há 20 anos. Quero desejar-lhe boas vindas e agradecer por atender o nosso chamado”, disse Adroaldo.

A presidenta do PT de Itororó, Marli Santos, que também é presidenta da Câmara de Vereadores, empolgada com a vinda da mais nova companheira. “Delmara é uma mulher batalhadora, representa com muito talento a figura da mulher itororoense na política. Sua chegada ao PT engrandece ainda mais o nosso Partido”, declarou Marli.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 24/04/2011 | 13:43
Editado em 24/04/2011 | 17:01

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Ha-ha-ha-ha-ha-ha-ha...

Documentos liberados pela Marinha diriam respeito a uma iniciativa de revolução armada promovida pela Igreja Católica de São Paulo nos anos 80 para implantar um estado do Vaticano no Brasil. Cerca de 20 mil nordestinos e coreanos seriam recrutados e treinados num abrigo para a luta armada.

Ainda que hilário, isso constituiu matéria no Jornal da Record nesta sexta 22 – e não no 1º de abril – que incluiu depoimentos e opiniões de ex-militar, cientista político e sociólogo na mais absurda e surrealista “denúncia” nestes dias em que se discute a constituição de uma Comissão da Verdade.

Ficamos sem saber a quem serve a matéria. Ao jornalismo temos certeza que não.

Tudo escancarado I

Não se imagine que não haja purismo em sede político-partidária, que o idealismo não se faça presente em mentes que trilham a seara que deram de chamar Política ainda nos primórdios da filosofia clássica.

A considerar o publicado neste O TROMBONE (“Rosivaldo é quem ganha”, dia 17) não cobremos, no entanto, como idealista o atual PCdoB. Ao que parece, um dos últimos bastiões ideológicos se curva à realidade.

Os interesses vertidos em composições antes inimagináveis se escancaram. Recursos públicos administrados pela dissidência do velho PCB já podem alimentar o patrimonialismo que norteia o imaginário do político em geral, com honrosas exceções, começando pelo trivial: exercício de função estatal para pavimentar o sucesso eleitoral.

Tudo escancarado II

Causa espécie. Antes estigmatizados como “comedores de criancinhas”, “estupradores de freiras”, “esquartejadores de padres” descobriram o notório: o mundo é um sistema, absolutamente controlado por quem detém o poder, qualquer que seja a escala e o patamar da pirâmide.

Tudo escancarado III

Por esse caminho podemos concluir que, em Itabuna, pensam da mesma forma: de Fernando Gomes a Geraldo Simões, de Azevedo a Davidson Magalhães. Cada um por si que é tempo de murici – como dizia vó Tormeza.

Como uma luva cabe aqui a famosa “Ou se instaura de vez a moralidade ou nos locupletemos todos”, frase para uns atribuída a Milôr Fernandes, para outros a Stanislaw Ponte Preta, ou mesmo ao Barão de Itararé.

Eis aí, talvez, a nova definição de comunismo.

Caminhos ásperos

psdbNada a ver com o filme de John Farrow (Hondo-1953), mas com o imediato do PSDB. O tucanato não tardará chamar urubu de meu louro para atrair nomes para a sucessão. FHC, tido como contra o povão; Serra, enveredando pelo fundamentalismo e assombrado com a iminência de lançamento do livro de Amaury Jr.; Alckimin, enfrentando dissidências e Aécio, que despontava como esperança maior, flagrado dirigindo com carteira vencida e se recusando a fazer o teste do bafômetro na madrugada carioca. Não faltará quem o traduza como playboy. Currículo nada recomendável para um candidato a presidente da República. Como se não bastasse a crise de propostas.

E agora?

Nanico

nanicoCaminha célere o encolhimento do PSDB. Em São Paulo sete dos treze vereadores anunciaram saída do partido. Nesse ritmo sobra somente a cúpula.

Já a oposição como um todo (PSDB- DEM-PPS) – ainda que não sejamos tão otimista, até porque não desejamos uma cultura de situação/com partido único nos moldes do PRI mexicano – tende a ficar com 96 deputados logo que criado e instalado o PSD de Kassab, como o diz pé da página 4 (para o mundo não saber) de O GLOBO – “Oposição a Dilma será a menor nos últimos 20 anos” – levado a público por www.conversaafiada.com.br nesta quarta 20, assim ilustrada pelo sítio/site.

Quando não pode acontecer

a nevesO fato corriqueiro no País adquire dimensão de extraordinário. É o que ocorre quando figuras que se encontram em evidência cometem deslizes de cidadão comum. Em que pese muito estranha a circunstância da blitz parando o carro em que estava o senador – não há informações de que pusesse em risco a incolumidade pública – e não nos parece correta a iniciativa de policiais exigirem o teste do bafômetro se não houver indícios de uso de bebida (o que se manifesta por dirigir em ziguezague ou apresentar evidências de embriaguez, como hálito, fala arrastada, tropeço sobre si mesmo, não conseguir ficar em pé etc. O teste do bafômetro pode se tornar uma arma se exigido aleatoriamente. Mormente por mãos inescrupulosas).

O senador pode ter sido vítima de uma armação. Mas, essa vai custar caro ao senador Aécio Neves. Pelo menos por enquanto. E pode jogar no limbo uma das mais promissoras carreiras políticas da nova geração.

Lições não aprendidas

Na esteira de um incidente nada espetacular (não atropelou, não bateu em poste) já surgem denúncias envolvendo-o com uma emissora FM (Arco Íris), controlada por uma sua irmã, com capital social de 200 mil onde o senador teria participação de 44%. Descobrem que o faturamento da FM em 2010 superou 5 milhões de reais e que possui em seu acervo uma frota de carros de luxo e dois microônibus (a Land Rover da blitz é um dos 11 veículos da empresa)

Se confirmado o que a oposição mineira (PMDB-PT-PCdoB e PRB) pretende apurar pode ser afirmado que faltou ao neto Aécio apreender a lição do avô Tancredo: “Político não pode ser rico. Se for rico não pode parecer rico”. Detalhes em texto de Carlos Newton na Tribuna da Imprensa da Imprensa on line de quinta 21.

Educação I

Enquanto políticos disputam a indicação de correligionários para preenchimento de cargos a Educação alimenta a propaganda oficial. E os professores, sobrecarregados em suas tarefas – não mais afetas tão somente ao preparo das gerações futuras – exigidos que estão para funções abstraídas da escola, quando levados a se tornarem psicólogos, assistentes sociais, psicopedagogos. Não assumiram a Psiquiatria porque não lhes outorgaram receitar psicotrópicos.

Não tardará lhes seja exigido o exercício charlatão da Psicanálise, que se estenderá da sala de aula até o lar das muitas famílias desajustadas que encontram na escola o depósito para os filhos vítimas de seus desencontros.

Educação II

A sociedade doente caiu no colo do professor, refletida nos pupilos que lhes são transferidos pelo sistema. Alunos analfabetos – “avançados” em razão de teorias mal aplicadas – não conseguem realizar um simples “ditado”, ainda que cursando a sexta, sétima ou oitava séries, quando não já se encontram no primeiro funil de saída: o curso médio.

Implorar para que compreendam o que ouvem ou leem é crime lesa-pátria. Cobrar uma leitura está se tornando crime hediondo, se o exigir o professor. Não tardará serem levados os que a exigirem “ao Ministério Público” ou instâncias superiores da administração escolar.

Educação: desdobramentos

Muitos profissionais da educação, reconhecidos por sua competência, idealistas e visionários comprometidos com a atividade que escolheram se encontram em estado lastimável, verdadeiros mortos-vivos, pele macerada como se estivessem em fase terminal. Vivos estão porque falam e conseguem articular ideias.

Deprimidos e estressados sobrevivem entre salas de aula e os consultórios médicos, tanto não suportam a lide escolhida. Alguns, com a saúde ainda abalada, retornam à sala liberados pelas perícias, onde os senhores “peritos” mais trabalham para a defesa do erário do que pela recuperação desta horda de zumbis em que está se tornando o exercício do magistério na rede pública depois de 10, 15 anos de exercício.

Choca vê-los em tal estado. Corta o coração que seres humanos que sonharam servir ao próximo no exercício do sacerdócio do magistério estejam jogados às traças!

Educação: responsáveis

Desse caos não se eximem nem dirigentes municipais, nem estaduais. Falta-lhes – pelo reflexo de suas atuações – compromisso com a Educação, com o futuro das gerações e do País.

Esta a verdadeira tragédia nacional.

Como se sentem diante dessa cruel realidade nossos políticos, percebendo remunerações que lhes permitem disponibilizar as melhores escolas para os filhos, quando não inseri-los em convênios e intercâmbios internacionais?

Dia Nacional do Livro Infantil

Enquanto em Itabuna Academias de letras abundam como geração espontânea, o Dia Nacionbal do Livro Infantil, 18 de abril, transcorreu como dia comum, lembrado apenas na rede municipal.

Nem chamadas às escassas bibliotecas do município. Talvez importe mais descobrirmos que Lady Gaga admite tatuagem só em um lado do corpo.

E cobramos todos melhorias no índice de leitura, quando esquecemos de motivá-la nas crianças.

Ensino de Música

A rede municipal inicia processo de seleção para a admissão de professores para ministrar teoria musical. A matéria – que retorna à grade curricular – é de suma importância para a formação da criança e do jovem. Implantada na escola pública a partir de 1932, se tinha em Mário de Andrade o primeiro grande defensor, é em Villa-Lobos sua maior expressão ao desenvolver um projeto de magnitude nacional. Até início dos anos 60 foi ministrada (no antigo curso de ginásio) como Canto Orfeônico, ao lado de Latim, Francês etc.

Até que enfim!

Conto de fadas

Havia um reino em que o rei governava não só ouvindo seus conselheiros, mas também a sua rainha.

Certo dia uma súdita pensou encontrar do rei apoio para tornar-se conselheira. A rainha soube e logo impediu a boa súdita de ser atendida. Então para não magoar ninguém o rei, com apoio da rainha disse aos demais conselheiros que indicassem o marido da súdita para o conselho.

E todos foram felizes para sempre!

Olha 2012 aí, gente!

Fernando Gomes mal retornou e confirma “intervenção” no Governo Azevedo, se levarmos ao pé da letra a matéria publicada neste O TROMBONE terça 19 – “Acordo de FG com o governo ‘desmoraliza’ discurso do PMDB”.

Renato Costa ou João Xavier, ao que parece, não foram consultados. Se o foram, enalteceram e iniciativa do líder.

Sanha por sangue

Samba de pau – aqui a expressão tem a conotação de pancadaria – o fato de o Estado da Bahia fornecer alimentação e sanitários químicos para militantes que protestavam por melhoria de vida junto à Secretaria de Agricultura no CAB.

Sem enveredarmos no purismo com que determinadas expressões do serviço público observaram o fato, ficamos a imaginar a seguinte realidade, única a contrapor-se aos questionamentos diante da ação governamental: 1. Polícia Militar desocupando a área depois de autorização judicial, obviamente com a delicadeza que a situação exige: cassetete, gás de pimenta, tiros com bala de borracha, prisões etc.; 2. Enquanto aguardavam a decisão manifestantes eliminando suas necessidades fisiológicas no espaço, sofreriam com a fome e a sede, ainda que crianças pelo meio.

Enquanto isso, recursos públicos continuam utilizados para promoções pessoais. Tudo na legalidade!

Esperança

Belas as palavras do Governador Jaques Wagner, dirigidas aos integrantes do MST em frente à Governadoria: “Eu entendo que Democracia é um jogo de dois lados da mesma moeda: é pressão e negociação”.

Aproveitando as belas palavras de Sua Excelência, gostaríamos que as aplicasse em relação aos que paralisaram as atividades na UESC.

Limites

A posição defendida pelo Deputado Coronel Santana é a que se aproxima da função que exerce como membro da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia: revisão de limites não se faz conferindo e mantendo os existentes. É refazer espaços dos territórios existentes, ampliando-os ou reduzindo-os, em consonância com a realidade que o momento torna imperiosa.

Como manter o distrito de São José do Colônia vinculado ao município de Itambé, quando tão dependente do de Itororó? Diríamos o mesmo de Bandeira do Colônia, ainda em relação ao de Itororó.

Aqui a indagação é mais que pertinente: como justificar os atuais limites do município de Ilhéus às portas da cidade de Itabuna?

E não está promovendo conflitos o deputado ao pensar em estender os limites de Itabuna até o Salobrinho, ainda que mais complexo o seja. Nesse caso, como o do Bandeira do Colônia, entendemos que seria necessário um plebiscito.

A posição do Deputado Coronel Santana reflete maduro exercício da função que assumiu no Conselho.

Cabe às sociedades interessadas – em particular a itabunense – cerrarem fileiras com o posicionamento do deputado.

Região metropolitana

A exortação que fazemos neste O TROMBONE para a participação de deputados federais no projeto da Região Metropolitana nos faz feliz por vê-la repercutida no Deputado Josias Gomes. Impõe-se seja ampliada.

A barba de Wagner

Vão para a Fundação Ayrton Senna os 500 mil recebidos de empresa de lâmina de barbear, doados pelo Governador da Bahia. Tirou a barba e fez a festa. Já o conjunto das obras de Irmã Dulce ficam por conta da beatificação, esperando recursos do Céu. Ou da boa vontade da FAS.

Coronel Santana

santanaTempos houve que o Coronel Santana, do alto de muitos quilos, “servia Labão” que não lhe dava “serrana bela”, parodiando Camões. Isso marcou-o e, mais ainda, ações desproporcionais à função como prisões de adversários e a nunca esquecida repressão promovida ao vivo e em cores no 7 de Setembro de 2000 em plena Cinquentenário.

O preâmbulo volta-se para modificar pontos de vista, quando em jogo os interesses de Itabuna, defendidos neste instante com determinação pelo Deputado quando dizem respeito à fixação de novos limites entre Ilhéus e Itabuna. Cumprindo seu papel de votado no município de Itabuna, já sofre críticas de políticos ilheenses que até pretendem afastá-lo da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia, por suas declarações em defesa da redução física de Ilhéus em benefício de Itabuna.

A comunidade e a sociedade organizada local deviam reconhecer esta sua luta e apoiá-lo com a mesma firmeza com que ele se apresenta em defesa de Itabuna.

Academia(s): o pomo da discórdia

Tenham os caros leitores como certa a figura de Cyro de Mattos como pomo da discórdia, que faz – até agora – Itabuna trilhar por duas Academias de Letras. Se Ivan Montenegro contar o que sabe relatará a razão da recusa de Cyro em integrar a primeira. E também se descobrirá porque nasce a segunda, pautada na idéia mais feminista.

Também não se coaduna a segunda iniciativa – onde parcela feminina está em muito vinculada ao próprio Cyro e aos seus interesses – pautada na importância de uma Academia de Letras pela distribuição de gênero e que uma delas devesse estar próxima de um “clube do bolinha” ou “uma extensão da maçonaria”. Muito mau gosto e revela que talvez não estejamos preparados ainda para uma casa de Machado de Assis.

A não ser que norteada e enfatizada como uma academia de vaidades, o que não pode ser atribuído a uma de Letras.

Academia(s)

Já não falemos da omissão de um nome como o Jorge de Souza Araujo, não lembrado expressamente em qualquer das duas. (Onde está Cyro, sabemos que tem Jorge Araujo ainda como um emergente). Nada a ser dito. Só a lamentar.

E essa de Cyro dispensar a presidência é para enganar tolo, como a fábula do sapo que queria ser jogado “no fogo” e não na água. Na hora H o que Cyro pretende é ser aclamado. Se não o for, lança outra academia (a terceira).

Onde Cyro de Mattos está se torna pomo de discórdia.

Itororó e o livro de Adroaldo

Chegou-nos enfim “Até o Fim dos Dias e Mais Um Domingo”, belo título que repercute em conto (Ontem Faz Muito Tempo), poesia (Dessemelhantes) e romance (Um Jardim no Fim do Mundo, título também de um dos contos de “Ontem...”). Diante da agitação causada em itororoenses buscamos a “página 157”, àquela que ocupou o debate de toda uma sessão da Casa do Povo local. Nada mais nada menos que o Capítulo 13 do romance.

Não entendemos a razão de tanta celeuma: quem critica faz uma leitura descontextualizada do expressado pelo personagem narrador, sequência da página 156: visão e referência alienada e pequeno-burguesa que norteia a província onde se ambienta o romance, parte ainda da construção inicial da descoberta do mundo e da existência sob a égide da universalidade da província que permeia o romance.

Nunca tema para sessões legislativas. Ou talvez o seja, como coisas de província!

Itororó I

adroaldoO prefeito (foto), na posse, prometeu melhora dos indicadores sociais – IDH, IDEB e o coeficiente de Gini – onde concretamente já alcançou resultado positivo (o IDEB saiu de 2,1 para 2,6 da quinta a oitava séries e de 2,5 para 2,9 da primeira à quarta, aproximando dos 4,0 prometidos).

Práxis para o “Poema Ecológico” (p. 91) do pomo da discórdia: “Não quero saber / do Mico-Leão-Dourado / Preocupa-me a extinção / do nordestino esfomeado”.

Mas, na província uma coisa é certa: escrever e publicar não se afina com administrar.

Itororó II

Nesta Sexta da Paixão certamente faltou alguém em Itororó: Valdecíria e sua voz inesquecível vivendo a Verônica em cada uma das estações na Procissão do Senhor Morto, que exercia como se fora ela a que enxugou o próprio rosto de Cristo a caminho do Gólgota.

“O vos omne...” – estará entoando na Via Crucis celeste.

Tânia Alves

Transitando, como cantora e intérprete, por uma gama de gêneros (do bolero à moda de viola) a atriz Tânia Alves aqui nos brinda com um típico samba de roda do Recôncavo, “Amor de Matar”, de Jorge Portugal e Roberto Mendes, e uma releitura de “Sonhei Que Morri”, de Francisco Lacerda, Brinquinho e Brioso (que tem gravações com Vieira e Vieirinha e Tião Carreiro e Pardinho) com as imagens de Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia, inspirado em texto de Guimarães Rosa, onde Tânia interpretou a moda.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoManhã de sábado, o ABC fervilhava. Entre um atendimento e outro, a chegada de Itamar Pitanga saudada pelo Cabôco Alencar com uma inusitada apresentação a quem ainda não o conhecia, apesar de freqüentador contumaz:

– Este tira a segunda via das pessoas, de dentro pra fora. Só os ossos.

Percebendo que ao citar o ilustre radiologista um cliente fazia confusão entre ele, Dr. Itamar Pitanga (médico), e Dr. Raimundo Laranjeira (juiz de Direito), esgotou o assunto e não perdeu o mote, dando as costas para abrir o frízer:

– Este ainda não bebeu e já está confundindo até as frutas!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 17/04/2011 | 16:57
Editado em 17/04/2011 | 19:05

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

UESC I

O movimento que paralisa a instituição é mais uma tentativa de sensibilizar – “palavra fácil de pronunciar”, da composição “Amigo, Palavra Fácil” (1964) de Verinha Falcão e Jorge de Castro, gravada por Nelson Gonçalves – o Governo Estadual para encarar com a devida responsabilidade o ensino superior na Bahia. Há, em nível de projeto nacional, o propósito de dotar o país de uma educação melhor nos próximos vinte anos.

Sob esse aspecto não pode ser descurada a importância da formação do professor da instituição, que repercutirá em vários segmentos, inclusive naquele voltado para qualificar a escolaridade no ensino fundamental.

Por outro lado, a formação universitária carece de apoio em vários aspectos, não somente na oportunidade de ingresso na graduação. Esta, sem um amplo compromisso da instituição com a formação plena, apenas certificará profissionais não suficientemente preparados para enfrentar as exigências da sociedade.

UESC II

Um exemplo das distorções por que passa a UESC pode ser vista na atuação de discentes do Curso de Biomedicina, enquanto exercendo atividade prática em escolas da rede pública estadual. Não fora o desembolso pelos próprios alunos e não disporiam de reagentes e materiais outros para realizar o exercício.

Enquanto a imagem física da UESC se apresenta caminhando bem, o aprendizado existe na dependência de recursos particulares. Dos próprios alunos.

Lições para não esquecer

Certos temas – se vêm à tona – não devem ser comentados. Especialmente quando envolvem casos públicos e notórios. As reações causam mais prejuízos com a busca de esconder o que existe(iu). É como jogar farinha no ventilador. Um desses, que desconhecíamos, chegou ao nosso imaginário justamente porque a ele reagiram. Isso é igual a rastilho de pólvora depois de atiçado. Enquanto não explodir...

No caso, já explodiu.

Arrancador de portão

Diante do inusitado de os portões de acesso ao campus da UESC terem sido retirados para manutenção em meio a um semestre em atividade e no imediato da deflagração de uma greve somente permite duas conclusões: ou a prefeitura do campus não acompanha a situação dos bens a que está obrigada a administrar – a ponto de fazê-lo no curso de um período de aulas – ou foi determinação superior.

Se determinação superior o Magnífico Reitor Joaquim Bastos pode receber a delicada alcunha de “arrancador de portão”.

Terreno pantanoso

Não repercutiu bem no jogo a escancarada publicidade da Bahiagás em jornais de Itabuna (releia “Publicidade e utilidade” neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 13 de abril). As unhas cururus afiaram-se antes do tempo, precipitaram ataques que invadem inclusive a seara ética – muitos assim entenderam.

Outro detalhe que não deixa de agredir escalões superiores: ao defender-se das críticas de uso eleitoreiro o PCdoB distribuiu Nota fazendo inserir a pérola: “Davidson está no cargo na cota do PCdoB”.

Isso o autorizaria a utilizar os cofres da Bahiagás para fins eleitoreiros?

De incerteza em incerteza...

Por falta de experiência... em tomar decisões que não possam demorar, Azevedo vai terminar não sendo candidato. Quando se decidir terá perdido o prazo.

O inusitado será partir para a reeleição amparado por Paulo Souto.

Da lua de mel à de fel

Há poucos dias Geraldo Simões flanava como centro de atenções, anunciando entendimentos com o PMDB. Apesar de um breve “esfrega” de Geddel, enquanto Fernando Gomes ausente, tudo estava bem para o petista.

Lua de mel!

Essa semana, o inferno astral. Perdendo espaço para o PCdoB no universo das nomeações em Itabuna, enfrenta um clima de tempestade em noite escura diante do encolhimento dos cargos disponíveis. Não fora isso, administrando profundas dissensões internas, que podem repercutir no projeto 2012.

Lua de fel!

Acredite!

Suspensão do 14º e 15º salários, redução da verba de gabinete de 60 para 48 mil (20%), redução – de 25 para nove – do número de assessores, a cota de gabinete de 23 mil para 4,6 (mais de 80%). Uma economia em torno de 500 mil reais por ano, como o diz matéria em www.advivo.com.br 30 de março (“As verbas parlamentares de Reguffe”).

Autor do exemplo: o deputado federal José Antônio Reguffe, do PDT do Distrito Federal.

Pagando para ver e aplaudir

Ainda que represente a unidade da Federação onde tem sede o próprio Legislativo Federal, não custa deixar a indagação aos nossos representantes na Câmara dos Deputados, começando por Geraldo Simões e Josias Gomes, o que poderiam fazer para economizar.

Se entenderem que não deveriam fazer como o brasiliense, fica a sugestão: doar a diferença conseguida – que sejam 200 ou 300 mil – para instituições sociais.

Em campanha

Geddel Vieira Lima em Itabuna para participar de aniversário de João Xavier. João Xavier que nada! Fiscalizar as obras da Amélia Amado.

Nova competência (função) institucional fixada para quem exerce a Presidência da Diretoria para as Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal.

Êta Brasil!

FHC criticado Ifhc1

Delimitamos (“Por que tudo deu errado”, O TROMBONE, de 13 de abril) as razões por que a oposição perdeu o rumo e particularmente de o PSDB se encontrar num beco sem saída – a não ser a extrema-direita. (Nesse particular – extrema-direita tucana – vemo-la comandada por José Serra – em que pese relações de Alckmin com a Opus Dei – diante da fundamentalista campanha do tucano nas eleições de 2010).

Mas, voltando ao Fernando Henrique, no texto antecipadamente divulgado pela internet, do artigo “O Papel da Oposição” a ser publicado na Interesse Nacional, recomenda o “príncipe dos sociólogos” a fixação de uma estratégia voltada para a classe C (classe média) em detrimento da base da sociedade – o povão – o que alimentou o raciocínio dos que veem o PSDB como o “partido dos ricos”.

FHC criticado II

fhc criticadoTeria dito o ex-presidente, em crítica direta ao PSDB, que se os tucanos continuarem tentando dialogar com o “povão”, acabarão falando “sozinhos” – “A reação de FHC às críticas” http://www.advivo.com.br/ de 13 de abril.

E recomenda a ocupação de todos os espaços sociais (internéticos, inclusive) para fazer frente aos ocupados pelo “lulapetismo” – sindicatos etc.

Não encontrou unanimidade no ninho tucano, à exceção expressa por José Serra, tanto que a atual liderança maior do PSDB, o Senador Aécio Neves, dele discordou.

FHC visionário I

Por outro lado, se observarmos a mobilidade social atribuída ao período Lula, e venha a ser massificada a migração das classes D e E para a classe C, o raciocínio de FHC se torna altamente inteligente. Ou seja, vislumbrando a redução de pobres e miseráveis – ainda que não as reconheça a partir das políticas sociais implementadas por Lula e continuadas por Dilma – pouco restaria da população para apelos político-eleitorais em nível de ideologias à esquerda.

Como mea culpa a posição de FHC é visionária: não tendo pobres e miseráveis tenho que localizá-los. Em que classe social? Na classe C.

Genial, pá!

FHC visionário II

Caberia, apenas, adaptar o discurso aos limites da compreensão pela nova classe a ser alcançada pelo ideário do PSDB pensado por FHC.

E nesse sentido o PSDB já entraria com um forte argumento, favorável em qualquer campanha política: a redução da carga tributária; tema sempre sensível à classe média.

Bestial, pá!

FHC visionário III

Na genialidade falta apenas explicar um detalhe: se a mudança de classe permitiria, de imediato, a compreensão do discurso proposto por FHC.

A propósito

fhc 2014Quando redigimos “Por que tudo deu errado” (O TROMBONE, de quarta 13) não imaginaríamos que o Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim publicaria essa pérola do Bessinha. Tanto que reproduzimos aqui a parte final do artigo para justificar a publicação da charge:

Ao PSDB “...só lhe restará rezar pelo quanto-pior-melhor em relação ao PT, sensacionalizar escândalos (não deu certo com o caixa 2, que difundiu como mensalão),  por profundas repercussões decorrentes de mudanças econômicas ou guinar de vez para a extrema-direita. Aliás, nos moldes do Tea Party norteamericano, como já ensaiado na eleição de 2010 ao assumir o discurso fundamentalista centrando a disputa presidencial em quem era contra ou a favor do abortamento, ou se acreditava ou não em Deus, podendo ampliar o roteiro com a defesa da redução da maioridade penal e da pena de morte”.

Desabafo...

O TROMBONE publicou nesta quinta 14, “Professor, profissão de risco – um desabafo”, do docente Marcos Bispo Santos. Um texto que diz respeito não só àquele citado estabelecimento de Ferradas, mas à escola pública. A rede estadual padece das mesmas mazelas e não se diga que trabalha com alunos com perturbações mentais pura e simples.

Há uma patologia social que está a se refletir na escola. Os desajustes e conflitos latentes, do ambiente familiar ao convívio exterior levam a uma evidente patologia, auxiliada em muito pelo noticiário nos meios de radiodifusão que parece atingir um orgasmo ao publicar mortes, assaltos, estupros acompanhados de verdadeira convocação à aplicação da pena de talião. O número de programas deste jaez dá o mote do imaginário da população.

As autoridades educacionais parecem desconhecer a crua realidade e o professor vem aceitando funções e competências que não lhe são afetas – de assistente social, de psicólogo, de psicopedagogo etc. – quando deveriam estabelecer o enfrentamento da questão, iniciando um processo de conscientização de luta para que as escolas – algumas recebendo em cada turno até 800 alunos – tenham em seu quadro profissionais aptos a lidar com atividades e exercício em torno do comportamento e das inter-relações escola-aluno, escola-família, escola-comunidade.

Na contramão há um velado respeito a garantias e direitos individuais mal compreendidos e interpretados, levando muitos dirigentes escolares e professores a temerem ameaças tipo “vou ao Ministério Público” ou “à Direc”.

...e denúncia

Quem quiser conhecer de perto a fábrica de loucos em que se torna a escola pública faça uma visita aleatória a alguns estabelecimentos de ensino – recomendamos os de maior quantidade de alunos – e assista ao que ocorre nos pátios, a delicadeza no tratamento entre alunos onde “vá tomar no aqui e ali” é tão natural como beata rezar o Pai Nosso.

Aproveite para acompanhar a reação de certos pais e mães quando chamados ao estabelecimento e perceberá que a ação dos filhos é a lição recebida em casa. Pródiga em palavrões e quejandos.

E sobre os professores e dirigentes também a responsabilidade impossível que não lhes compete: educação doméstica.

Limites

Até que enfim – como delineado e sugerido por nós semana passada neste DE RODAPÉS, “Limites” – o deslocamento de membros da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia para uma vistoria in loco ao ponto da discórdia. Que por si só define a solução.

Caso os senhores Deputados tenham se utilizado de transporte coletivo itabunense para buscar o Atacadão e o Makro encontraram o argumento definidor para a alteração dos atuais limites.

Restará apenas, para erudição do parecer conclusivo, instruí-lo com subsídios sócio-econômicos, históricos, sócio-culturais, entrevistas com consumidores e funcionários daqueles estabelecimentos, fotos etc.

Fernando Gomes está chegando

O retorno de Fernando deve agitar o universo da eleição 2012. Geraldo Simões e Davidson Magalhães ocuparam espaço nestes dias, cada um dentro dos limites a que se propôs.

Considerando o PMDB, como lembramos dia desses, as confabulações preliminares entre o gedelismo e o geraldismo necessitam do referendo do líder local, já que nem Renato Costa, nem João Xavier detêm a palavra sobre o partido em Itabuna, atuando como coadjuvantes.

A última palavra é de Fernando. Ainda que seja para deixar o partido.

Ou contribuir para o inimaginável: FG e GS de mãos dadas em defesa do futuro desta terra!

Quosque tanden

Passeava tranqüila pelo Jequitibá ilustre magistrada acompanhada de dois seguranças. Ninguém a reconheceria se não fosse a indumentária dos protetores: terno e gravata escuros. Não se negue o direito à proteção. Afinal, em que pese inúmeros juízes desta Comarca andarem leves e soltos ainda que pondo traficantes e criminosos outros atrás das grades, temor pode haver à luz da consciência de cada um.

O que chamou a atenção de muitos, no entanto, foi a circunstância de os seguranças estarem de terno e gravata. O que de imediato remetia à indagação: quem é a pessoa protegida? Ou seja, a desconhecida magistrada para a totalidade dos que por lá estavam passou a ser conhecida pela ostensiva proteção.

O tempora o mores

Não tardou também por lá chegou outro magistrado, conhecido por todos e inteiramente “desacompanhado”, distribuindo e recebendo sorrisos e abraços.

Alguém observou: – Bons tempos aqueles em que o juiz não precisava de segurança!

E complementaríamos: e se entendia com a comunidade, que o reverenciava, tampouco se dava por impedido de atuar em centenas de processos por guardar mágoa no frízer.

Itororó sai na frente

A terra da famosa carne de sol vive inusitada circunstância à luz da realidade brasileira: tornou-se um “pólo formador de leitores”, tudo motivado pelo livro recentemente lançado pelo prefeito Adroaldo Almeida. É o assunto da cidade em esquinas, bares, igrejas, farmácias, consultórios e, naturalmente, salões de beleza etc.

A polêmica que “discute” o conteúdo da obra – transformando em críticos uma parcela de itororoenses, que descobriu o gosto pela leitura – alimenta, segundo comentários, outro dado: a mais lida no Brasil de hoje.

Não tivesse a obra nenhuma importância literária já teria o condão, altamente positivo, de elevar o número de leitores no âmbito do município. Afinal, ainda que o índice de leitura anual do Brasil tenha saído de 1,8 para 4,7 livros por habitante entre 2000 e 2010 (www.vermelho.org.br/noticia, “Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos”, de 27 de fevereiro de 2011), Itororó está em muito superando os indicativos nacionais.

Itororó I

Descobriu-se em Itororó um excelente passatempo e – como diriam os de antigamente – um perfeito “desopilador para o fígado”: ouvir as transmissões da sessão semanal da Câmara Municipal.

Afirmam ser o melhor programa humorístico da radiofonia nacional, tendo gente pensando em gravar para fins de comercialização.

Itororó II

Temas palpitantes têm sido abordados em debates pelos ilustres pares. À guisa de ilustração, um vereador levou à dialetização edilício-itororoense a “página 157” do livro de Adroaldo.

Afirmam os que acompanharam a tertúlia de suas excelências que foi muito proveitoso para o futuro do município.

Tamanha a repercussão que os que convivem e se comunicam com o Além informam: Stanislaw Ponte Preta, a propósito da atuação dos senhores vereadores, pretende lançar uma edição psicografada de seu famoso “Febeapá” apenas se utilizando das pérolas registradas em ata.

Itororó III

A obra tornou-se o frisson no pequeno município que luta para superar as 20 mil almas, que dividiu-se em torno da livro publicado por Adroaldo Almeida, menos por sua dimensão literária e mais pela paixão política. Afinal, é o primeiro prefeito escritor e não deixa de incomodar aos que não dispõem de igual veia poético-contista.

Mas, como natural em instantes tais, algumas línguas ferinas já destacaram no alcaide uma virtude: a de haver introduzido (ops!) na cidade a “literatura de bordel” para contrapor-se àquela teimosa literatura de cordel.

Que maldade!

Mudanças à vista

A tradicional “malhação do judas” tende a não se realizar em Itororó neste sábado de Aleluia, substituída pela “malhação do livro de Adroaldo”, que – dizem – é muito mais interessante.

Pena Branca e Xavantinho

Ainda com o caipira mineiro de Pena Branca e Xavantinho essas duas marcas: “Poeira”, de Luiz Bonan e Serafim C. Gomes e “Cio da Terra”, de Milton Nascimento e Chico Buarque em inigualável e único expressar estético-musical.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoImaculada manhã de sábado, sol escaldante ferventando o asfalto, impregnando de suor quem transita o Beco do Fuxico. O ABC da Noite em operação acolhe a freguesia fiel. Conversas variadas vão-se atropelando. Cabôco Alencar, atento e diligente, desdobra-se. Num estalo um tema concentrou maior atenção: a cidade de Itabuna e o amor dos que ali estavam pela terra que os acolhera ou os fizera nascer, o que motiva vaidoso comentário:

– Eu moro aqui há mais de vinte anos! – declara-se romântico aluno.

A verve alencarina não perde a deixa:

– Não tarda completar a pena máxima, Cabôco.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 03/04/2011 | 17:40
Editado em 03/04/2011 | 21:12

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

FUNPREV I

Critério inconcebível e absurdo ocorre com o órgão previdenciário do Estado quando diz respeito aos serviços que presta. Servidor aposentado buscou serviços que constam da relação disponibilizada pelo órgão. (Não custa lembrar que, mesmo inativo, ainda desconta quase 200 reais).

Ao ligar para 0800 e pretender alguns serviços teve conhecimento que em Itabuna não estavam disponíveis.

Ao questionar o porquê da inusitada circunstância ouviu a cínica resposta de que em Salvador tudo encontraria.

FUNPREV II

O Estado da Bahia, ao que parece, instituiu duas categorias de servidores: os da Capital – beneficiados – e os do interior – relegados ao desprezo.

Um desrespeito ao princípio da isonomia. A igualdade para a efetivação do desconto é para todos, os serviços para os poucos que possam se deslocar a Salvador.

Não custa a categoria “interiorana” se organizar e ajuizar medidas judiciais visando o atendimento local. Ou, que o Estado custeie o deslocamento.

Remediando

A propósito de “Direita se volta em peso contra o PT na Bahia (O TROMBONE, de 28 de março) uma evidência camuflada na reação local: evitar sangria de quadros. Em nível de Bahia há uma preocupação cozendo os miolos da turma – também presente nas preocupações nacionais – que assombra a oposição a Wagner: a migração de filiados para o PSD “de Kassab”.

O outro lado

A anunciada iniciativa de DEM e PSDB baianos unirem forças para enfrentar o Governo Estadual tem conotações mais amplas que as municipais. Insere-se na retomada de um projeto de unidade que alcança 2014.

Ou seja, aquela tradição de eleições municipais como disputa entre lideranças locais dá lugar a uma tomada de posição e de ocupação de espaços visando concentrar forças para a eleição presidencial. São articulações para 2014 que passam por 2012.

Afinal, para PSDB-DEM já se vão três derrotas.

Alerta

O TROMBONE, em 26 de março, “Pequeno manifesto contra um militarismo atrasado” constitui-se velada denúncia sobre o que estaria acontecendo em setores da política itabunense, com figuras pretendendo controlar os que lhe seriam contrários através de espionagem.

Tempo de colocar a Polícia Federal no circuito.

Lula

O ex-presidente recebeu na terça 29, na Assembléia da República, em Lisboa, o “Prêmio Norte-Sul”, atribuído pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.

E para completar, essa de Doutor Honoris Causa na Universidade de Coimbra para um nordestino, ex-metalúrgico e que não fala inglês.

Mangabeira já o dissera

Para João Mangabeira se alguém imaginasse um absurdo na Bahia já havia precedente. Não que questionemos o direito de opinião de cada um, mas a “carta aberta” do ex-deputado José Carlos Aleluia ao Reitor da Universidade de Coimbra parece um daqueles “precedentes” e remete ao ridículo a imagem de que goza a Bahia no exterior. Questiona, na condição de “professor universitário” (fato que desconhecíamos), a concessão do título honorífico a Lula pela decana escola lisboeta, por considerar que “A concessão do mencionado título contraria frontalmente toda a idéia que nós fizemos da Universidade de Coimbra pelo fato, sobejamente conhecido, de que o ex-Presidente sempre se vangloriou de não haver freqüentado qualquer curso. Insistentemente, perante a nossa juventude,buscou inculcar a noção de que o sucesso pessoal independe de qualquer esforço no sentido de aprimorar o conhecimento. E, sobretudo, por uma administração desastrosa em matéria educacional”.

Navalha

PHAComo a preciosidade foi por nós descoberta em www.conversaafiada.com.br (“Político derrotado na Bahia corta pulso com Lula em Coimbra”) deixamos ao leitor parte da navalhada de PHA sobre o tema:

“Em 2002, havia 43 universidades. Hoje são 57 universidades federais. O governo Lula foi o que mais fez pela educação superior e bateu um recorde do governo Kubitschek, que criou dez universidades federais. O Farol de Alexandria não pôs no lugar um único tijolo numa única universidade. Seu Ministro, Paulo Renato, o Rei da Privatização, especializou-se em fortalecer as universidades privadas. O Di Gênio é fã do Paulo Renato”.

“Sobre as escolas técnicas. Com o Nunca Dantes, se investiu mais em educação profissional e básica também: superou o governo Itamar, que construiu 27 unidades de escolas técnicas. No governo Lula foram 214 novas unidades, dez vezes mais que o recorde”.

“Deputado federal eleito por cinco mandatos consecutivos, José Carlos Aleluia (DEM) não foi capaz de obter uma vaga no Senado este ano. Era vice-líder do DEM e um dos mais ferrenhos combatentes da oposição no plenário, em especial quando envolvia assuntos econômicos e orçamentários”. 

Como dissemos acima, é o que dá conceder honraria a nordestino e ex-metalúrgico que chegou à Presidência da República e não fala inglês.

Nem nordestino ilustrado admite!

Do verbo aleluiar

bessinhaA propósito da aleluiada – na próxima atualização do Aurélio deve ser inserido o vocábulo, de modo a refletir a ação que corresponde à dor de cotovelo – Mauro Santayana publicou artigo (De Olhos Opacos no Turbilhão do Mundo) no www.conversaafiada.com.br neste 1º de abril, donde destacamos os três parágrafos finais:

“A universidade é uma instituição relativamente nova na História. Ela não foi necessária para que os homens, com Demócrito, intuíssem a física atômica; com Pitágoras e Euclides, riscassem no solo  figuras geométricas e delas abstraíssem os teoremas matemáticos; e muito menos para que Fídias fosse o genial arquiteto e  engenheiro das obras da Acrópole e o escultor que foi. Mais ainda:  as maiores revoluções intelectuais e sociais do mundo não dependeram das universidades, embora nelas se tenham formado grandes pensadores – e sua importância, como centro de reflexões e pesquisas, seja insubstituível. O preconceito de classe contra Lula sela os olhos de Aleluia e os torna opacos”.

“Solidário ao meu autodidatismo com o de Lula, quero lembrar o grande escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson: um talento pode formar-se na obscuridade, mas um caráter só se forma no turbilhão do mundo”.

E conclui: “É no turbilhão do mundo que se forma o caráter dos grandes homens”.

O texto está ilustrado com essa deliciosa charge do Bessinha, bem ao gosto de tucanos, democratas e PiG.

De novo!

E ainda a Universidade de Salamanca, da Espanha, fundada em 1218, por seu Conselho de Governo, acaba de aprovar neste 31 de março a concessão de título Doutor Honoris Causa ao ex-Presidente Lula, por proposição unânime de sua Faculdad de Filologia. Detalhes em www.advivo.com.br (Lula recebe Honoris Causa na Espanha).

Haja pulso!

SBT abriu o debate I

Inelutável que o jornalismo do SBT abriu o debate sobre os anos de chumbo. Trouxe à telinha o tema temido e rejeitado por alguns e ansiado por aqueles que de alguma forma se vêem no lado dos que esperam localizar desaparecidos e dos muitos que desejam contada a verdadeira história dos que lutaram contra a ditadura militar.

O Jornal do SBT de quarta 30 a sábado 2 exibiu a série de reportagens “Os fantasmas da ditadura”, o que as outras redes de televisão aberta pontuavam mas evitavam enfrentar.

De imediato destruiu a antiga expressão “revolução” e firmou no telespectador a idéia de “golpe” para o movimento que derrubou João Goulart, constitucionalmente constituído.

SBT abriu o debate II

O Conexão Repórter, de Roberto Cabrini, voltou ao assunto, entrevistando entre outros João Lucena e o não menos famoso Coronel Sebastião “Curió”, guardião de segredos sobre desaparecidos na guerrilha do Araguaia, com depoimentos e confissões estarrecedoras. Mais que publicidade para “Amor e Revolução”, que estréia no dia 5, escancarou as portas para a discussão em torno da “Comissão da Verdade”.

Méritos para o SBT, que realizou o que outras redes se recusaram: discutir a atuação de algumas lideranças militares na repressão política. Na esteira a tortura e a morte dos que se encontravam sob a tutela do Estado.

A propósito

Liberados alguns documentos do arquivo da Câmara, em 2010. Matéria veiculada em http://www.advivo.com.br (História: Marinha ordenou eliminação de militantes do Araguaia), de 27 de março, aborda o que neles está contido, os quais a Folha teve acesso.

A Globo sinaliza

Transitando pela tortura policial praticada em diferentes localidades do País, inseriu na matéria as condenações na Argentina dos militares responsáveis pela tortura e morte de prisioneiros. Tudo no Jornal Nacional desta sexta 1º.

Entrou no campo, ainda que sem demonstrar haver comprado o ingresso. Mas, sondando e preparando o terreno para mostrar o dinheiro para pagar a entrada.

Itororó

Ao que parece não anda boa a relação do Prefeito Adroaldo Almeida com alguns “amigos”. Espaços antes debruçados em elogios à administração e ao petista itororoense não lhe dispensam críticas. Ainda que sobre literatura.

Quando até a “crítica” literária cutuca há algo errado. Nesse particular não sabemos com quem: o criticado ou o crítico.

UESC I

uescA universidade Estadual de Santa Cruz integra o universo de instituições superiores mantidas pelo Estado. No plano físico não pode ser negado que a UESC apresenta avanços, com a construção de equipamentos e mesmo gerindo recursos para a redução de despesas como ocorreu com a implantação da captação e de uma estação de tratamento de água. Ampliou a oferta de cursos de graduação (superando 30) e investe na pós-graduação e na pesquisa.

No entanto, apesar de estruturar-se como um organismo maior, estabelecendo veias e artérias evidentemente necessárias, não parece preocupada com os vasos capilares, menores mas necessários para a irrigação do organismo.

Dizemos isso porque não demonstra a instituição preocupação com o atendimento ao universo humano que é a razão de sua existência. Alunos e professores não se sentem à vontade com uma expansão física que não repercute no dia a dia dos que a ela acorrem.

UESC II

Em alguns aspectos a UESC de mais de 30 cursos de graduação e alguns de pós-graduação oferece a professores e alunos, no limiar da segunda década do século XXI, o que oferecia a FESPI na década de 70 do século XX, quando reunia um punhado de graduações (Direito, Filosofia, Economia, Letras, Geografia, História, Administração), algumas no âmbito da licenciatura curta.

Carece de um restaurante e de uma residência universitários, dignos deste nome. Mesmo dispondo de uma propagada Faculdade de Medicina, pela excelência da formação, o palco uesquiano não consegue oferecer nem mesmo um simples pronto-socorro para ensino prático aos seus estudantes de Enfermagem e discípulos de Hipócrates.

UESC III

Distante disso não pode estar o Governo do Estado. Afinal, qual a sua política para o ensino superior? A indagação da organização classista diz respeito aos limitados recursos disponibilizados para as universidades estaduais.

Certamente dirá o governo que precisa priorizar o ensino fundamental. Em princípio lhe assistiria razão, partindo da premissa de que teríamos que viabilizar o ingresso das futuras gerações à Universidade. No entanto – e será tema para futuros rodapés – o que estamos assistindo, em nível de primeiro e segundo graus, é uma verdadeira tragédia.

Relevada – ou disfarçada – na propaganda oficial

UESC IV

As mobilizações ocorridas terça 29 e quarta-feira 30 – a primeira pelos estudantes e a segunda pelos professores – são um alerta, que não pode ser encarado como tardio, porque reiteradamente levado à discussão.

Apenas não suficientemente tornadas notícia jornalística. E muito menos matéria no Diário Oficial.

A estrada da morte I

Assim tem sido nominada a BR-415, entre Ilhéus-Itabuna, tantos os acidentes e tantas as mortes. Não se diga que é uma estrada reta e plana. No entanto, ainda que com poucos pontos de ultrapassagem em seus 26 quilômetros de leito, não faz por justificar o nome que lhe é dado. Não estamos na 101 nos limites do Pardo ou do Jequitinhonha, tampouco na Serra das Araras ou na de João Monlevade.

Não apresenta em seu traçado curvas perigosas.

A estrada da morte II

Desafogar o tráfego é imperativo, em razão da quantidade de veículos que por ela trafega, tendente a ampliar-se, seja-o pelo número crescente de novas unidades postas a circular, seja-o pela demanda pelo litoral ilheense. Os anunciados investimentos na região e a consolidação do complexo intermodal exigem a implantação de um sistema viário que a interligue à malha existente (BR-101 e BA-001), e não somente existir como final litorâneo da BR-415.

Não há que ser descurada a importância da duplicação, como já observamos neste DE RODAPÉS (7 de novembro de 2010 e 23 de janeiro de 2011), não esquecendo o leitor de que o atual leito da Ilhéus-Itabuna se tornará apenas numa grande avenida entre as duas cidades, enquanto o corredor necessário se fará através de grandes anéis rodoviários.

A estrada da morte III

O perigo na Ilhéus-Itabuna reside na irresponsabilidade e inconseqüência de muitos que nela trafegam, mais vocacionados para homicidas/suicidas que para condutores de veículos.

Não é coisa do outro mundo trafegar no limite máximo nela tolerado (80 K/h), ainda que veículos se arrastem a 30, 40, 50 quilômetros, tornando-a engarrafada em alguns momentos, ou tenhamos que conviver com quebra-molas.

Entre as duas cidades um tempo gasto de 25, 30 ou 35 minutos, não leva ao desespero.

Se o caríssimo leitor aceitar o desafio transite civilizadamente pela Ilhéus-Itabuna e descobrirá que dos acidentes e mortes a ela atribuídos tem ela a menor parcela de culpa.

Se não estiver sendo injustamente culpada.

Davidson em campanha

Homenagem a jornalistas, exposição em Ilhéus sobre a história do trio elétrico e a estética carnavalesca por ele implantada, com direito a agradecimento dos beneficiados pelo apoio da Bahiagás ao seu Presidente e patrocinador – ao vivo, em entrevista ao Bahia Meio-Dia local –, palestra no Seminário de Propaganda e Marketing, comemorações na AABB pelos 89 anos do Partido Comunista.

É a campanha de Davidson Magalhães em marcha. Enchendo a bola!

Fernando quieto

Não sabemos se Fernando Gomes retornou da Europa. Se voltou, prepara a muda. Ou a réplica. Tudo por causa do ti-ti-ti da semana: aproximação entre Geraldo Simões e Gedel Vieira Lima.

Na certa uma entrevista a ser aguardada.

Engarrafamento

Não deixa de ser singular a situação enfrentada pelo Capitão Azevedo em sua busca por novo partido político. Justamente por haver pensado no PSD, que certamente integrará a base do governo estadual e por tal circunstância se faz “menina” nada fácil de ser namorada.

A ponto de – diante do engarrafamento na procura – desdenhar de quem a procure. Ainda que com sobejos argumentos para a recusa.

Em outros tempos o partido saía à cata de filiações; o PSD recusa!

Geraldo

A propósito de nosso artigo “A Semana de Geraldo” neste O TROMBONE, dia 2, não se tornará difícil, caso Geraldo Simões encontre no PMDB um aliado, de compor futuramente com o PCdoB. O caminho estaria aberto sob o prisma de um argumento: a derrubada da reeleição.

No entanto, como também já escrevemos, precisa dissipar as desconfianças. Extinta a reeleição e mantido o seu projeto político pessoal (Deputado Federal e de alçar outros vôos), as desconfianças se dissiparão.

Pelas circunstâncias.

Região metropolitana

santanaEsse candente assunto – que será objeto de análises futuras – foi ventilado pelo Deputado Coronel Santana.

A pouca repercussão dimensiona o desconhecimento da importância de sua implantação, que depende de iniciativa do Executivo Estadual, encaminhando a Assembleia Legislativa projeto de lei complementar.

Em que pese muito representar para o eixo Ilhéus-Itabuna e os municípios que lhes são limítrofes – mormente diante da imediata implantação do complexo intermodal – não percebemos a tomada da necessária consciência por parte da sociedade organizada da região. O que inclui a sua representação parlamentar em todos os níveis.

Louvemos a abertura do debate pelo Coronel Santana.

Não é anedota V

Mais nomes de novas agremiações religiosas, surgidas para o mundo só em 2010: Igreja Menina dos Olhos de Deus; Igreja dos Bons Artifícios; Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo; Igreja Evangélica Adão é o Homem; Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado.

Ainda há repertório. Mas ficamos por aqui.  

Ave!

Para não dizer que não ouvimos trivialidades: Ozzy Osbourne chegou ao Brasil declarando ver em Lady Gaga uma chata; já um programa da TV local se debruçou sobre as tatuagens da Lady. Que estariam somente em um lado do corpo.

Ficamos comovido com a importância da revelação para a cultura grapiúna.

Jessier Quirino

Retornamos à fornalha nordestina ainda com Jessier Quirino e as “Agruras da Lata D’água”, a narrativa da trajetória vivida por ela mesma, a sofrida.

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Cantinho do ABC da Noite

cabocoO poeta Firmino Rocha tinha por hábito ocupar o balcão à direita da entrada, encostando-se nas caixas ou engradados que servem de porta de acesso ao interior do comércio. Costume adotado por alguns dos atuais fregueses.

O aluno pergunta ao filósofo, para confirmar o fato:

– Era de Firmino Rocha o lugar, Cabôco?

– Sim, Cabôco. Saiu Firmino, ficou a rocha – gozando com os atuais que se aboletam junto aos engradados.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 27/02/2011 | 11:55
Editado em 27/02/2011 | 21:13

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Derrotado também “véve” I

Amigo comum, já falecido, ficou famoso nos rincões de Itororó pela forma como administrava a fazenda de cacau, lá para as bandas de Itati. Nunca se deixou envolver pelo tecnicismo ceplaqueano e com isso – louve-mo-lo – ajudou o meio ambiente não tão olhado naqueles idos. O cancerígeno BHC – execrado lá fora – era comercializado pela Ceplac, depositado no centro das cidades, asfixiando a saúde alheia, para atender as ordens do controle cientista que imperava a partir do CEPEC. Ainda que alimentasse o avanço dos ratos, com a morte do predador natural (cobras) sem falar no sacrifício das minhocas.

Mas, voltando ao cacauicultor. Um dia chegou-lhe um trabalhador para denunciar a gravidade da situação: as lagartas estavam tomando conta da roça e precisava de um veneno para matá-las. A reação de Júlio “Véi” – como conhecido – não deixou dúvida: – Deixa prá lá, as lagarta também “véve”.

Derrotado também “véve” II

Temos acompanhado a disputa por cargos no segundo escalão de estatais várias. O espólio – assim o denominamos, porque não pode ser diferente em país onde o patrimonialismo é da essência da política – é pretendido em maior parte por integrantes do PMDB que cobram a “dívida” do tempo partidário concedido, do vice-presidente ofertado etc. Nesse diapasão a Caixa Econômica Federal seria menina dos olhos para dois políticos que não alcançaram resultados positivos para suas propostas eleitorais em 2010: o baiano Geddel Vieira Lima e o paraibano José Maranhão.

Para não aprofundarmos o tema – até porque a pretensão aqui não é de articular mas de rodapear – os feudos pretendidos (diretorias), além de outras sinecuras, alimentariam o bolso de cada um com R$ 28,75 mil “mais participação nos lucros e resultados do banco”, segundo Carlos Newton na Tribuna da Imprensa on line de 20 de fevereiro.

Nada a reclamar, cá na planície. Como diria Júlio “Véi”, derrotado também véve.

Conversa de arrumação

Famosa a expressão “freio de arrumação” para explicar a freada brusca do coletivo quando superlotado, como meio de arrumar uma vaguinha para mais um passageiro e alimentar as burras da empresa.

Considerando o quadro político no município de Itororó, onde imagem razoável do prefeito Adroaldo Almeida só existe em programa de rádio custeado pelo erário ou em blog itabunense, possível declaração do deputado Rosemberg Pinto de apoio ao alcaide soa tão somente como semântica itororoense para “arrumação”.

Afinal, uma das pessoas mais ligadas a Rosemberg, o escritor e artista plástico Milton Marinho, ex-aliado de Adroaldo, tem até programa de rádio só para espicaçar o prefeito.

Do jeito que a coisa anda, haja “arrumação”. E semântica!

Título nada lisonjeiro

Dizíamos na edição anterior que Itabuna como notícia nacional ou era dengue ou erro de impressão. Chega-nos outro pódio: o 3º lugar no ranking de homicídios entre jovens de 15 e 24 anos. No geral, estaríamos em 13º.

Azevedo em campanha

Azevedo em campanhaAs últimas ações vinculam fortemente a imagem do gestor a obras em andamento. Rodapeando observamos que envolvem periferias. Temos ouvido, ainda que escassamente – mas temos ouvido – que a máquina do município está neste ou naquele bairro.

A “Prefeitura Móvel” é uma iniciativa interessante se bem utilizada. (A propósito, Geraldo Simões certamente não lembra de que um determinado comissionado lhe sugerira um instrumento de fixação de sua ação administrativa no imaginário da população, por ele não levada a sério, e que se assemelhava à iniciativa ora empreendida por Azevedo).

Azevedo está em campanha. E pode ter a máquina sob seu controle(!).

Campanha para Azevedo

Circula a existência de pesquisa – não temos informação de quem a encomendou e dificilmente alguém trabalha no ramo por amor à informação – que avalia a gestão Azevedo com quase 80% de ruim e péssimo, bem como sua imagem pessoal também ladeira abaixo, superando os 75% de ruim ou péssimo. Justamente quando o prefeito demonstra começar efetivamente a sua campanha (como acima observamos).

Caso próximas pesquisas apresentem redução nos índices de rejeição, pode contar pontos a favor de Azevedo. Se não piorar e alcançar 70% de ruim ou péssimo, depois 65% e por aí, parecerá, para a opinião pública, reversão do quadro negativo.

Assim, temos que a divulgação ocorreu em instante mais para ajudar do que para prejudicar Azevedo.

Uma forma de campanha a favor.

Transporte alternativo

Comentamos sobre a realidade dos mototaxistas. Avançaríamos pelo caminho da realidade do transporte coletivo em si, vexame que alimenta a possibilidade de ingresso da motocicleta (para nós veículo indequado para o mister) no âmbito da oferta.

Cabendo ao município a regulamentação da matéria, quando vier a ocorrer, por que não pensar em vans circulares?

São muito mais seguras. 

Iniciativa louvável

erundinaFoi objeto de discussão na terça 22, “a criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular” na Câmara dos Deputados, articulada pela deputada Luíza Erundina e que depende da assinatura de pelo menos 171 deputados. Visa estabelecer um canal direto entre a sociedade organizada e o parlamento para melhor entender o conteúdo do que seja “democratização da comunicação”. Maiores detalhes em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif (“A frente parlamentar pela democratização da comunicação”) e no próprio manifesto lançado pela frente: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=148370

Antecipamos o primeiro grande inimigo da anunciada Comissão: a Comissão de Tecnologia, Comunicação e Informática – a quem compete a discussão do tema, o que inclui o controle de convocações, deferimento ou indeferimento de requerimentos etc. – sob cutelo do PSDB, que pode emplacar o tucano Eduardo Azeredo.

Trocando em miúdos: o PSDB – ao lado do DEM – é o lobby do grande empresariado da mídia. Sem falar nos muitos parlamentares que são donos de redes de rádio e televisão.

E para essa gente “democratização” é sinônimo de censura.

Detalhes I

O PT baiano não encabeça, como presidente, qualquer das Comissões da Câmara dos Deputados. O único baiano, até agora, é o deputado Sérgio Brito, do PSC, irmão do ex-prefeito de Itororó Marco Brito (PMDB) – que anda freqüentando reuniões do PSB – que assumiu a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal.

Detalhes II

O Deputado estaria cotado para assumir vaga no Tribunal de Contas da União - TCU, segundo http://www.jusbrasil.com.br/politica que extraiu a pérola do Bahia Já.

Considerando que o deputado é filho de Henrique Brito (morto na queda do helicóptero na Serra da Muquiba, em 1º de outubro de 1982) e não chega aos pés da atuação do pai, temos que essa nota é digna de anedotário político.

Ou insinuação de que o TCU não anda lá essas coisas.

FEB I

FEBNo 21 de fevereiro completaram-se 64 anos da tomada de Monte Castelo, tida como heróica ação da Força Expedicionária Brasileira, na Itália, envolvendo forças do exército e da aeronáutica. Poucos meses depois a guerra na Europa acabava.

Registre-se que mais de 400 Pracinhas – como chamados os expedicionários – morreram na Itália e durante muito tempo estiveram sepultados no cemitério de Pistoia.

Hoje os restos mortais encontram-se no Aterro do Flamengo, no Monumento do Expedicionário.

Alguns dos que sobreviveram à guerra ainda estão vivos e participam orgulhosos dos desfiles na Semana da Pátria.

E muitos que os veem nem sabem o que eles representaram para nossa História.

FEB II

A presença dos brasileiros na Itália ainda hoje é rememorada e exaltada. Depoimentos dão a dimensão de quão queridos. Conquistaram os italianos menos como combatentes e mais pela generosidade.

Enquanto as sobras do rancho (refeição) eram incineradas pelos ingleses e ofertadas como “caridade” pelos americanos o soldado brasileiro – dizem os testemunhos – dividia o que possuía com os sofridos nativos, preferindo as crianças, que todas as manhãs iam para comer com ele o mingauzinho, dividido mesmo que a ração estivesse escassa.

Para nós, que pouco conhecemos nossos heróis, uma singela homenagem de um brasileiro que, como tantos, não conheceu de perto a guerra em seu território. Fazemo-lo através de “Pracinha”, cururu de Teddy Vieira, na interpretação de Zico e Zeca no programa Viola, Minha Viola, da Inezita Barroso!

Primeiras e Melhores

A conceituada e reconhecida premiação PRIMEIRAS & MELHORES, dentre muitas atividades empresariais pesquisadas como as que se encontram no imaginário do povo, na categoria pizzaria para a premiação 2010 destaca Della Mama, Sabore d’Italia e Sabattini (íntegra em http://agenorgasparetto.zip.net/).

Uma delas pode não estar na entrega do prêmio se não resolver suas pendengas financeiras. Correndo o risco de perder um de seus cartões, a loja no Shoping.

Sucessão

O PCdoB, em nome de um projeto próprio, não tem nada a perder se não se coligar com o PT em 2012. Leia-se aí, aderir à cabeça de chapa do PT. E não poderá ser chamado de laranja – a circunstância agora é inteiramente diversa daquela que marcou a candidatura de Davidson em 1996 ou a de Renato em 2004 – e tem uma meta clara e definida, com possibilidades concretas: 2016.

Antes o PCdoB itabunense dependia dos outros; agora tem asas. E quer voar.

Davidson

Anunciando recursos – que dispõe no orçamento da BAHIAGÁS, por ele dirigida – se situa melhor que o deputado que os insere no Orçamento da União, mas fica a mercê dos humores e contingenciamentos do Planejamento.

Em outras palavras: o que Davidson anuncia pode cumprir, depende dele. O deputado depende das “negociações” e sazonalidades.

Obsolescência programada I

Nos tempos de estudo na ainda FESPI gostávamos de conversar com a professora Valdelice Pinheiro, tanto que deixávamos a sala do curso de Direito para buscar a dos professores de Filosofia. Certo dia, enquanto desenhava, em nanquim, uma catedral – que certamente ilustraria um de seus poemas – a querida mestra enveredava conosco pelos caminhos que teriam justificado a Segunda Guerra mundial.

Discorremos sobre o que fizeram os aliados com a Alemanha, a partir do Tratado de Versalhes – impondo pesada dívida de guerra – e a situação imediata quando da ascensão de Hitler em janeiro de 1933 – um dólar equivalia a 1 trilhão de marcos alemães (lembranças de “Ascensão e queda do III Reich”, de William Shirer) – com a contraposição entre miséria e opulência (abordada por Ingmar Bergman em “O Ovo da Serpente”) até que a professora, ao concluirmos, deixou-nos uma provocação sobre a qual ela tinha como certeza: – Meu filho, a segunda guerra foi a guerra do descartável contra o durável.

Obsolescência programada II

Nunca nos saiu da cabeça – e até tomamos a lição como assertiva – observando que o aço e produtos dele derivados, se alemães, não acabavam nunca (tesouras, alicates etc.) em contraposição aos similares americanos, que eram o “paraguai” de hoje.

O que dizemos é para recomendar o vídeo “Comprar, Descartar, Comprar”, dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela TV espanhola, cuja ação transita pela cínica observação posta em uma revista de publicidade estadunidense nos idos de 1928: “Um artigo que não se deteriora é uma tragédia para os negócios”.

Para ver e encher os olhos com uma verdade que escondem e que faz desta civilização uma tragédia para o Homem.

E aí concordamos com um personagem de nosso “Amendoeiras de Outono”: “O progresso me traz comodidade, não felicidade”.

Jornal Itabuna, Cultura & Arte

Em sua 5ª edição – ampliada para cinco páginas – o eletrônico Jornal Itabuna, Cultura & Arte, além do já tradicional “Dedo de Prosa”, com Eva Lima, traz novos colunistas e ansiadas colunas: “Janela Indiscreta”, de Antônio Naud Junior e “Sobre Leituras”, de Geny Xavier.

E considerações sobre uma tradição no Baixo Sul e Recôncavo baiano: a zambiapunga. E muito mais!

Carnaval I

Aproveitando a recente experiência e iniciativa dos blocos que arrastaram com sua tradição o povo para as ruas na lavagem do Beco do Fuxico nos permitimos – antes que o mundo da produção se aproprie da realidade – sugerir: a LAVAGEM DO BECO DO FUXICO passa a ser a festa carnavalesca oficial do município de Itabuna. Nome e marca do Carnaval itabunense, cabendo fixar no calendário municipal a semana em que anteceda ao oficial.

Dispensando fórmulas financeiras “milagrosas” que só alimentam a indústria de abadares (quem quiser os faça), do monopólio desta ou daquela cerveja, terá como tema eterno a espontaneidade, o povo como condutor.

Carnaval II

Uma comissão será definida, com a participação necessária dos blocos tradicionais e do poder público, a quem caberá, pura e simplesmente, cumprir com sua função institucional (garantir a segurança, a limpeza, a assistência médica etc.).

Nada de fortunas do erário municipal para alimentar cantores famosos, trios milionários (o que costuma alimentar a corrupção). Duas lições imediatas: o povo faz a festa e o Poder Público economiza financeira e eticamente.

Fica aqui lançada a proposta: o Carnaval oficial de Itabuna se chamará LAVAGEM DO BECO DO FUXICO.

A propósito da Lavagem do Beco do Fuxico, uma iniciativa de Roberto Carlos Goodgrover – o Malaca – e Abelardo Brandão Moreira – o Bel –, há detalhes de sua história relatados no “O ABC do Cabôco” (p. 33).

Controle de indicações

O Prefeito José Nilton Azevedo, se ainda pretende continuar com a reforma administrativa – precisa definir cargos que lhe pertencem, aqueles denominados de cota pessoal – dispensando indicações políticas.

A FICC bem que poderia ser um deles.

“O cordão cada vez aumenta mais”

Acompanhamos uma entrevista, ao vivo, do secretário José Alencar a TV Santa Cruz, às margens do Lava-Pés na Amélia Amado. Mais parecia garoto-propaganda, tanto o lugar-comum: “Por determinação do Prefeito Azevedo”..., “Como determinou o Prefeito...”, prefeito prá lá, prefeito prá cá, etc. Mais citou o prefeito que as ações de sua secretaria.

Não nos causou boa impressão. Não pela possível competência – ainda por comprovar – mas pela ridícula subserviência.

Estivesse viva minha avó Tormeza lembraria da marchinha carnavalesca.

Hedonismo ao extremo

A notícia policial dá conta de que namorada de traficante foi presa em flagrante por portar tabletes de maconha na vagina.

Considerando a natureza da “mercadoria” e o tipo de “veículo” de transporte é o que se pode chamar de inusitada forma de prazer.

PT e a sucessão

Sabido e consabido que não há unidade entre militantes do PT, mormente no seio de alguns formadores de opinião, no que diz respeito à candidatura de Juçara. Alguns entendem ser o seu nome não um reconhecimento aos méritos demonstrados como Secretária do Município, mas imposição de Geraldo Simões. Aí reside o conflito. Parte dessa turma trabalha contra a candidatura de Juçara por entender que ela não traduziria a imperiosa necessidade de unir as forças partidárias.

Ouvíamos de um crítico à indicação de Juçara que somente um nome dentro do PT poderia unir todas as tendências e se apresentar bastante forte a vários setores da comunidade, inclusive – segundo o crítico – com grande penetração em segmentos populares: Humberto Barreto, médico e ex-secretário de Saúde (primeira gestão de Geraldo).

Rodapeando: se lançado o desafio pela unidade não custa perguntar a Geraldo Simões o que dele acha!

Do baú de serenatas

Trazemos hoje uma música que marcou gerações românticas no início dos anos 60, com uma de suas mais perfeitas intérpretes: Amália Rodrigues. Não esquecendo que Ângela Maria também a interpreta divinamente. Trata-se da bela composição de Alberto Janes, “Foi Deus”.

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Cantinho do ABC da Noite

cabocoInsere-se dentre as idiossincrasias de Cabôco Alencar o respeito ao horário de abrir e fechar o estabelecimento. Com o que todos (contrariados) concordam. Os mais espertos, no entanto, descobriram uma saída: política internacional como tema e Estados Unidos como Judas.

Até que o filósofo percebe e dispara:

– Esse assunto está muito longo, Cabôco, vamos dividir em capítulos.

Toca o sino e passa a fechar as portas.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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