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Bahia leva 10 medalhas de ouro em GP Mundial de Kettlebell

Domingos Matos, 12/12/2016 | 09:53

Sete atletas de dois times de Salvador – L3 Fun Training e Movimento Funcional Studio – representando a Bahia conquistaram 10 medalhas de ouro no World Kettlebell Grand Prix Series Brasil. O evento, realizado na última sexta-feira (9), em Curitiba, é a 1º competição em nível internacional da Associação Mundial de Clubes de Kettlebell Sport (WAKSC).

Dentre os vencedores, seis medalhas de ouro ficaram para quatro atletas (2 de Santa Catarina, 1 da Bahia e 1 de São Paulo) treinadas pelo baiano João Rosário, um dos organizadores do evento e fundador da empresa Brutal Strenght and Conditioning, empresa que tem a representação oficial da World Kettlebell Grand Prix Series para realizar campeonatos reconhecidos pela WAKSC no Brasil. No encerramento da competição, ele informou que em 2017 a etapa do mundial será realizado em Salvador, no dia 8 de setembro.

Em 2015, a Bahia sediou o primeiro campeonato de Kettlebell e, nesse último ano, os atletas de algumas equipes da capital baiana vêm treinando forte e aprimorando a técnica dos atletas que já possuem medalhas e bons resultados no esporte. Um dos grandes destaques da competição foi Fátima Regina, 56 anos, da equipe da L3, de Salvador, e suas duas filhas, Gabriela e Lara Guimarães.

Fátima começou a treinar para emagrecimento, virou atleta de Kettlebell Sport e apresentou o esporte para as filhas. Juntas, elas conquistaram 6 medalhas, 2 para cada uma, pois disputara duas provas cada. A performance de Fátima nas provas chamou a atenção de todos presentes. Ela que disputou o Snatch com kettlebell de 8 kg, em 5 minutos, marcando  96 repetições e, no Long Cycle com 2 kettlebells de 8 kg, fazendo em 5 minutos 57 repetições.

Recordes

O Kettlebell Sport utiliza uma técnica de levantamento de peso que exige força e habilidade com o kettlebell, uma bola de ferro com alça que pode pesar 24 quilos na categoria feminina e 32 kg masculina em campeonatos profissionais. Nos últimos dois anos o esporte cresceu no Brasil e desde 2014, quando os primeiros campeonatos foram organizados, o nível técnico e a performance dos atletas aumentaram.

Um exemplo disso foram os recordes alcançados nessa 1º edição do WKGPSBRASIL. Atletas internacionais importantes competiram no GP como o hexacampeão mundial de Kettlebell Sport, o russo Denis Vasilev e o chileno Rodrigo Cañas, da equipe Pesa Russa, a mais importante do país e que sedia também uma etapa do GP, foram homenageados com troféus de reconhecimento pela contribuição ao esporte. Promessas do Kettlebell Sport como o Yuri Menezes, de 9 anos, levantaram o público. Ele competiu no long cycle com 1 kettlebell de 8 kg, marcando 87 repetições. Detalhe, os pais também competiram e os três juntos conquistaram 3 medalhas de ouro e 1 de prata para Florianópolis, Santa Catarina.

O atleta Sandi Martin, do Rio Grande do Sul, fez 74 repetições na prova Long Cycle, com 2 kettlebells de 28kg, atingindo a marca para ser um candidato a master of sports (CMS), título dado a atletas que atingem marcas expressivas em sua categoria.  Assim como os paulistas Leonel Ribas, que executou 173 repetições com 28 kg no snatch e Lindolfo Neto, com a marca de 73 repetições na prova jerk com 2 kettlebells de  28 kg.

Participaram do campeonato 47 atletas de 8 estados brasileiros, além do Chile e Rússia (PR, SC, SP, BA, RS, RJ, PE, DF, CHI, RUS).  O estado do Paraná, que sediou a competição, contou com 12 atletas, e a Bahia com sete, deram uma demostração de que os adeptos do esporte estão levando a sério e dispostos a investir e promover a prática no estado. O campeonato foi uma realização das empresas Brutal Strength and Conditioning, Cross Fit SM30 e teve o patrocínio da Burpes Comfort Fitness.

Concurso Beleza Negra na programação do Novembro Negro

Domingos Matos, 19/11/2016 | 10:34

O coletivo de Entidades Negras de Itabuna realiza, desde o dia 16 até o dia 20, o Novembro Negro, em homenagem aos 321 anos da morte de Zumbi dos Palmares.

De acordo com Walmir do Carmo, militante do movimento negro, “esse evento é fruto da uma construção coletiva, a partir das demandas de cada entidade envolvida no coletivo, que tem em comum o desejo de celebrar e discutir a memória de um dos ícones da luta  pela igualdade racial”.

A programação tem oficinas, exposições,  roda de conversa, sarau, peça teatral, filmes, visita ao monumento a Zumbi e o Concurso Beleza Negra, que ocorree hoje, na Usemi, às 19 horas.

Confira na programação o que rolou e o que ainda pode ser conferido:

Dia 16 – 19 horas

Noite do Tambor – Apresentações Culturais na Praça Laura Conceição com as Comunidades Tradicionais de Matriz Africana

De 17 a 19 –  Espaço Mário Gusmão

Feira de Artesanato – Associação Itabunense de Artesãos – AIART

I Mostra Fotográfica do Ponto de Cultura Associação do Culto Afro Itabunense – ACAI/Projeto Cultura em Ação

Dia 17 – 9 horas – Espaço Mário Gusmão

Fórum de Agentes e Gestores Culturais do Litoral Sul

14 horas – Centro de Cultura Adonias Filho

Mostra Audiovisual, Cineclubista – Cine Debate Mário Gusmão

Dia 18 – 14 horas – Auditório do SIMPI

Oficina de Dança Afro: “ Os Quatro Elementos” – Corpo e Ancestralidade

19 horas – Espaço Mário Gusmão

Roda de Conversas – Povos Tradicionais de Mariz Africana: “Acesso ao Direito ou Direito ao Acesso?”

Outras Atividades:

Dias 16 a 17 – Semana da Diversidade

Complexo Integrado de Educação de Itabuna –  CIEI

Dia 16 –  das 10 as 11:30 Horas

Oficinas Temáticas sobre Diversidade : Empoderamento  da menina negra e estética

16 horas – Centro de Cultura Adonias Filho

Espetáculo Anjo Negro: A Memória de Mário Gusmão

Direção Egnaldo França

***

Dia 19 – 19 horas – Centro de Cultura Adonias Filho

Espetáculo de Dança Afro Contemporânea: “Saga de Guerreiros”

20 horas – USEMI

Concurso Beleza Negra – direção Walmir do Carmo, coordenação:  Luzia Lima

Entrada 1 kg de alimento não perecível

Dia 20 – 14 horas  – Praça Olinto Leone

Sarau Kizomba de Resistências

16 horas – Visita ao Monumento a Zumbi dos Palmares

Avenida Princesa Isabel, próximo a Prefeitura

Santa Casa promove ações para pacientes em tratamento contra o câncer

Domingos Matos, 21/10/2016 | 15:00

A terceira semana deste mês Outubro Rosa foi especialmente dedicada aos pacientes atendidos nas Unidades Oncológicas da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. A luta contra o câncer ganhou um reforço especial nas ações de acolhimento e autoestima, com destaque para as pacientes mulheres que fazem tratamento contra o câncer de mama. Durante as atividades foram entregues lenços doados para a Santa Casa pela Fundação José Silveira e Câmara da Mulher Empresária da Fecomércio, ambos de Salvador.

Nas mais variadas cores, modelos e tamanhos, os lenços foram doados por mulheres da capital baiana e destinados a mulheres em tratamento contra o câncer. No geral, quando acontece a queda do cabelo, a perda da autoestima quase sempre vem associada. “A doação dos lenços é um convite para a mulher em tratamento reprogramar sua autoimagem e vem sempre com uma mensagem de encorajamento ao enfrentamento da doença”, declarou a Assistente Social da Unidade de Radioterapia da SCMI, Vitória Freitas.

A entrega das doações foi realizada pelo próprio Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Dr. Eric Ettinger de Menezes Júnior, que repassou os lenços às representantes do Grupo de Apoio ao Paciente Oncológico (GAPO), de Grupo Câncer Fé e Amor e da própria Unidade de Quimioterapia. Parte das doações ainda foram entregues a pacientes na Unidade de Radioterapia, localizada no Hospital Manoel Novaes, e ao grupo Se Toque.

Mais programação

Para encerrar a programação do Outubro Rosa, está agendado para a terça-feira (25), o Ciclo de Palestras Vida Saudável e Combate ao Câncer de Mama, que acontecerá no auditório da FTC, às 19h30min. O evento, que tem coordenação técnica do médico Dr. Garrick Cecil Pereira, contará com palestras da médica mastologista Dra. Marluce Rodrigues, e da médica Oncologista Clínica Dra. Carine Bispo, além de depoimentos de pacientes que enfrentam o câncer. “O evento é aberto à comunidade e gratuito, mas aproveitamos para pedir a doação de 1 quilo de alimento não perecível que auxiliará na manutenção da Casa de Apoio do GAPO”, declarou Magnólia Oliveira.

Já na sexta-feira (28), o Outubro Rosa será encerrado com atividades diversificadas na praça Olinto Leone.

PDT expulsa deputados que votaram pelo impeachment

Domingos Matos, 19/04/2016 | 23:53
Editado em 20/04/2016 | 00:24

O PDT iniciou nesta segunda-feira (18/4) o processo de expulsão dos seis deputados federais do partido que ontem, domingo, votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) – contrariando determinação expressa do Diretório Nacional.

A decisão do PDT de votar contra o impeachment foi tomada em dezembro do ano passado, sendo referendada posteriormente, por unanimidade, pelo Diretório Nacional reunido em Brasília dia 22 de janeiro; e, por último, confirmada na última sexta-feira (15/4), em reunião da Executiva com integrantes da Comissão Nacional de Ética, presidentes dos movimentos de base partidário e integrantes das bancadas do PDT na Câmara e no Senado.

Reunida no último dia 18 na Sede Nacional do partido, em Brasília, os membros da Comissão Permanente discutiram o comportamento dos deputados do PDT e, ao final, confirmaram a decisão de expulsar os deputados infiéis.

Votaram contra a determinação da direção do partido e foram expulsos, de ofício, os deputados federais Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão (AM). (Com informações de pdt.org.br)

Itabuna

Já em Itabuna, o pré-candidato a prefeito pelo partido de Leonel Brizola, Dr Mangabeira, e boa parte da comissão provisória local cansaram de defender o golpe. Tanto queriam mostrar a posição golpista que confeccionaram cards para mostrar sua posição nas redes sociais. A peça golpista que ilustra esse post foi postado por uma integrante da direção do partido em Itabuna.

Fala, Carlos Lupi!:

Dilma: "Jamais renunciarei"

Domingos Matos, 22/03/2016 | 15:38

A presidenta Dilma Rousseff fez hoje (22) um discurso incisivo contra o que chamou de golpe em curso no Brasil. Ela repetiu que não vai renunciar e afirmou que não cometeu nenhum crime previsto na Constituição e nas leis.

Ao citar o processo de impeachment em tramitação na Câmara dos Deputados, Dilma disse que não há "crime de responsabilidade" e que, na ausência de provas, o afastamento de um presidente da República se torna, "ele próprio, um crime contra a democracia".

Citando a ditadura militar como um processo do qual foi "vítima", a presidenta declarou que vai lutar "para, em plena democracia, não ser vítima de novo".

Democracia

"Não cabem meias palavras nesse caso. O que está em curso é um golpe contra democracia. Eu jamais renunciarei. Aqueles que pedem minha renúncia mostram fragilidade na sua convicção sobre o processo de impeachment, porque, sobretudo, tentam ocultar justamente esse golpe contra a democracia, e eu não compactuarei com isso. Por isso, não renuncio em hipótese alguma", afirmou.

Após ouvir manifestações de juristas contrários ao seu impeachment, a presidenta disse que jamais imaginaria voltar ao momento do passado em que Leonel Brizola liderou movimentos pela legalidade no país. Ela afirmou estar se dirigindo a eles com a "segurança de ter atuado desde o início" do seu mandato para combater de forma "enérgica e continuada a corrupção que sempre afligiu o Brasil".

Centro de Itabuna virou feira livre

Domingos Matos, 15/11/2015 | 20:45

O centro de Itabuna virou, definitivamente, terra sem lei. Os camelôs se instalam onde querem, prejudicando as lojas, que geram impostos para a cidade. Já eles, que não geram nada, ocupam várias avenidas e praças do centro da cidade. Além da Cinquentenário e transversais, transformadas em feira livre, os camelôs aproveitam a omissão da Secretaria de Indústria e Comércio para invadir as praças José Bastos, Camacan e Olynto Leone sem cerimônia. 

Sem atrair indústrias e deixando o comércio ser prejudicado a pouco mais de um mês do Natal, seria melhor fechar a secretaria, já que ela não tem utilidade. Na cidade onde a praça não é mais do povo, o comércio está agonizando.  O governo de Vane parece ignorar que é o comércio e o setor de serviços quem sustenta a cidade e paga as contas de sua gestão. Além de enfrentar uma crise nacional sem precedentes, os lojistas são sabotados pela própria prefeitura.

A Região

Termina amanhã o prazo para regularização do título de eleitor

Domingos Matos, 13/04/2011 | 16:33
Editado em 13/04/2011 | 16:46

Os cidadãos que deixaram de votar nas três últimas eleições podem regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral até amanhã. Os eleitores devem justificar as ausências comparecendo no cartório mais próximo, munidos do títuto de eleitor ou de algum documento original com foto. É necessário, ainda, pagar uma multa no valor de R$ 9,00.

Na Bahia, são 104.507 eleitores correm o risco de ter o documento cancelado, caso não se apresentem à justiça eleitoral. Em Itabuna, os eleitores nessa situação devem se encaminhar até o subsolo do Fórum Ruy Barbosa, onde o atendimento está sendo feito, em caráter excepcional, uma vez que o prédio da Justiça Eleitoral, na praça Olnto Leone, está interditado (veja aqui).

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor com o título cancelado não poderá emitir passaporte ou documento de identidade, além de não poder função ou cargo público, entre outras punições.

Para conferir a situação do seu título, acesse o site do TSE (www.tse.jus.br), clique em “Serviços ao Eleitor” e em seguida no botão “Situação Eleitoral”.

Ladrão em apuros no Rio Cachoeira

Domingos Matos, 16/03/2011 | 23:58
Editado em 17/03/2011 | 10:33

perseguiçãoÉ grande até agora a quantidade de pessoas curiosas para ver o que será feito de um suposto ladrão que, fugindo da polícia, resolveu se jogar no rio Cachoeira, no trecho em frente à praça Olinto Leone.

O aparato policial reúne duas viaturas padronizadas, uma descaracterizada, mais de 10 policiais e uma grande escada por onde os militares esperavam que o meliante subisse. Mas o homem amuou no leito hoje caldaloso e menos fétido do nosso rio e de lá não se abalava.

Por isso, foi necessária a intervenção de bombeiros militares. Assim, fica garantido o resgate e a prisão, já que os homens do fogo - e da água - não escalarão a margem desarmados.

O xilindró sería, em todo caso, um alívio para o coitado.

Editada às 09h14min

PT 31 anos

Domingos Matos, 12/02/2011 | 20:29
Editado em 12/02/2011 | 20:31

Adylson Machado

Adylson MachadoO que muitos duvidaram aconteceu: a consolidação de um partido nascido da utopia de elites sindicais, intelectuais e religiosos, contrariando a tradição da gênese palaciana gestando a manutenção do status quo que alimentasse mudança que não alterasse o rol de privilegiados. Em muito sedimentado na luta sindical e no anseio dos que conviviam com a Teologia da Libertação nas lições de Puebla – que admitia a inserção do cristão na política para dar testemunho do Cristo, efetivando uma práxis administrativa que a aproximasse da oferta de igualdade e participação. No discurso intelectual, em momento crucial da vida do País, enfrentou as últimas resistências dos que ocuparam o poder através do golpe de 1964.

Um partido permitido, segundo alguns, engendrado por Golbery com o objetivo de “legitimar” a bondade castrense então encastelada, como já fizera com o PTB, tirado a fórceps de Leonel Brizola para as mãos de Ivete Vargas e que demonstrou independência, vida e mente próprias.

Não se negue a frieza da agremiação na condução do processo, cortando na própria carne quando se viu alcançando patamares antes apenas idealizados. Perdeu quadros históricos (das entranhas originais saíram o PCO, PSTU e PSOL), mas não o objetivo: a busca do poder, alcançado a partir de 2002 em sua maior dimensão quando nacionalizou políticas de seu programa, praticadas nos municípios que administrou.

Soube contornar os desfiladeiros de águas turbulentas no plano interno e deixou fora do barco quem não aceitava a condução do timoneiro. Não por ele em si, mas pela consolidação de um projeto que somente se materializaria se afastada a dimensão purista contida em sua gênese. Certamente com a consciência de que o processo cirúrgico não lhe retiraria o DNA, apenas adiando a forma de expressá-lo, ou o modo de se fazer a educação para o poder. Daí não restar alternativas: o poder lhe era fundamental, como a toda e qualquer agremiação partidária.

Na lição cotidiana compreendeu que o partido, por ser de trabalhadores no nome, não poderia radicalizar de que somente o era de operários. Assim, a premissa original que alimentava algumas tendências de não se aliar à classe média faria naufragar qualquer possibilidade de ascensão ao poder, a não ser que negado fosse o voto eleitoral a burguesia. Esta carecia de ser conquistada, não repudiada

Temos, particularmente, ressaltado um raciocínio envolvendo Lula e sua pragmática gestão: houvesse mantido em 2002 o programa das campanhas antecedentes (1989, 2004 e 2008) não seria eleito. Nesse prisma a “Carta aos Brasileiros” foi o caminho encontrado. Depois de eleito, se houvesse tratado ideologicamente as questões clássicas que alimentam a tragédia nacional há séculos (reforma agrária, taxação de grandes fortunas etc.) não governaria seis meses. Nem o povo o apoiaria, envolvido que estaria na campanha que seria desencadeada pela mídia e o grande empresariado, que admitiam a vitória para conferir se a proposta seria cumprida.

Daí porque Lula modificou o “as elites dão anéis para não perder os dedos” invertendo-o no “dar os dedos para não perder os anéis”. Para nós os dedos – benefícios ao sistema em geral e ao financeiro em particular – asseguraram os anéis – as políticas sociais implantadas, a redução da pobreza e da miséria, a distribuição de renda.

E se estamos aqui a citar o nome de Lula é porque nos é referência e símbolo do que o partido pretendia, que alimenta refletir no lugar do outro – como nos remete Pasolini em “Gaviões e Passarinhos”: ponha-se desempregado, miserável sem teto e sem comida e responda se o melhor é o discurso sincero ou a refeição diária?

Não nos propomos a escrever um ensaio, tampouco versar o texto nas diversas composições ideológicas que ainda se sustentam no plano do discurso, inteligentemente enfrentado pelo sistema que controla o planeta através das grandes corporações. É que não nos cabe analisar a ideologia que apresenta a melhor solução para o homem. Este (o homem) precisa sobreviver a cada dia e não pode esperar a concretização da utopia pela circunstância de existir. Até porque quem fala tem força para falar porque se alimenta.

Em tempo de aniversário não se negue uma coisa: o PT pode não ser – e analisando friamente não o é – o partido imaginado por muitos de seus fundadores, mas demonstrou para a História que a organização consciente leva a concretudes positivas. Não houvesse existido precisava surgir. O que não poderia, isto sim, era servir de anteparo para o discurso contraposto de quem sempre dominou o poder escorraçando sob o prisma ideológico as massas de participação concreta no bolo social.

Enfrentado pela grande elite e sua mídia, que nele só enxerga defeitos, conseguiu inserir no imaginário da gente mais simples – pelo viés do resultado – que pode haver administração que beneficie o povo.

Uma lição para a sociedade organizada e por organizar, que ainda desconhece na prática os instrumentos de que dispõe para fiscalizar a administração pública e – se não banir – reduzir os limites da corrupção.

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

João Carlos vai para a secretaria do Turismo

Domingos Matos, 03/02/2011 | 18:22
Editado em 03/02/2011 | 18:24

joãoO itabunense João Carlos Oliveira assumiu nesta quinta-feira (3) o cargo de Chefe de Gabinete do secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli.

Ele foi escolhido por Leonelli para ocupar uma função estratégica, numa pasta valorizada pelo fato da Bahia ser um dos principais destinos turísticos do país e uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014.

João Carlos é professor da Uesc, com pós-graduação em administração púbica pela Fundação Getulio Vargas. Ele foi presidente da Fundação Marimbeta e no primeiro governo de Wagner foi coordenador regional da ADAB no Sul da Bahia.

Quem é quem no novo governo da Bahia

Domingos Matos, 18/01/2011 | 01:17
Editado em 18/01/2011 | 01:23

O governador Jaques Wagner fechou no começo da tarde desta segunda-feira (17) a lista dos 15 primeiros nomes do secretariado do seu segundo mandato. Das 15 confirmações no primeiro escalão do governo, dez são os atuais titulares de suas pastas e os demais assumem os cargos pela primeira vez.

A novidade deste primeiro anúncio oficial é a recriação da Secretaria de Comunicação, desmembrando-se da Casa Civil. É a única alteração na estrutura administrativa confirmada até o momento.

“A definição da nova equipe segue uma orientação geral de combinar o critério de qualificação técnica para cada pasta, com capacidade política para executar com cada vez mais eficiência, as ações do nosso governo”, explicou o governador. Para ele, a “renovação traz ânimo novo para a continuidade de um projeto aprovado por 63% da população baiana”.

O governador não definiu prazo para divulgação dos ocupantes das outras nove secretarias e da Procuradoria Geral do Estado. A coordenação política do governo continuará trabalhando nos próximos dias e os nomes serão divulgados à medida que forem confirmados pelo governador.

Veja abaixo a relação dos secretários que continuam e dos novos componentes do primeiro escalão do Governo da Bahia: 

Secretaria do Meio Ambiente (Sema) – Eugênio Spengler
Secretaria Especial da Copa 2014 (Secopa) – Ney Campello
Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) - Nilton Vasconcelos
Secretaria da Saúde (Sesab) – Jorge Solla
Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) – Cícero Monteiro
Secretaria da Educação (SEC) – Osvaldo Barreto
Secretaria da Administração (Saeb) – Manoel Vitório
Secretaria da Fazenda (Sefaz) – Carlos Martins
Secretaria da Casa Civil – Eva Maria Dal Chiavon
Secretaria de Comunicação (Secom) – Robinson Almeida
Secretaria do Turismo (Setur) – Domingos Leonelli
Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) – Otto Alencar
Secretaria da Cultura (Secult) – Albino Rubim
Secretaria do Planejamento (Seplan) – Zezéu Ribeiro
Secretaria da Segurança Pública (SSP) – Maurício Barbosa

Secom era reivindicação da sociedade civil

Com a criação da Secretaria Estadual de Comunicação Social (Secom), o governador Jaques Wagner atendeu uma das principais demandas da sociedade civil, surgida nas Conferências de Comunicação promovidas nos últimos quatro anos pelo Governo do Estado, por meio da Assessoria Geral de Comunicação (Agecom).

Para o secretário Robinson Almeida, “a criação é um reconhecimento da área de Comunicação Social como uma política pública e vai valorizar os profissionais do setor”. Entre as metas da Secom estão o fortalecimento da radiodifusão comunitária e dos pequenos meios, e a ampliação do diálogo com a sociedade civil.

Perfil dos 15 secretários anunciados:

jorge

Sesab – Jorge Solla
Médico do quadro do Instituto de Saúde Coletiva (ICS) da UFBA, mestre em Saúde Coletiva pela UFBA e doutor em Clínica Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi secretário de Saúde de Vitória da Conquista e secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, entre 2003 e 2005. Atualmente é secretário da Saúde do Estado da Bahia. Pesquisador (UFBA) com experiência na Área de Saúde Coletiva, com Ênfase em Epidemiologia. Atua principalmente nos temas Sistema Único de Saúde, Saúde da Família, Descentralização, Municipalização, Gestão de Sistemas de Saúde e Epidemiologia.

cícero

Sedur – Cícero Monteiro
Engenheiro sanitarista formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), administrador de Empresas pela Universidade Católica do Salvador (UCsal), com pós-graduação em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Exerceu diversos cargos na Embasa, a presidência da Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia (Cerb) e atualmente é secretário da Sedur.

 ney

Secopa - Ney Campello
Bacharel em Direito e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia. Obteve o diploma de Estudios Avanzados pela Universidade Complutense de Madri em 2003, onde cursa doutorado em Administração Pública. Foi secretário de Educação e Cultura de Salvador. Professor universitário, é natural de Salvador-Bahia, 51 anos, e foi vereador entre 1982/1988.

eugênio

Sema - Eugênio Spengler
47 anos, bacharel em Filosofia pela Universidade das Faculdades Associadas Ipiranga – SP, foi consultor técnico das secretarias estaduais da Casa Civil, da Indústria, Comércio e Mineração e do Meio Ambiente. Foi também gerente regional da Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Estado do Rio Grande do Sul, coordenador da Assessoria Técnica da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul, secretário de Planejamento e Meio Ambiente do Município de Santo Cristo/RS e professor de Saneamento Ambiental pela Universidade de Ijuí/RS.

osvaldo

SEC - Osvaldo Barreto
Professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se graduou em Economia no ano de 1972. Foi diretor-executivo da Fundação de Apoio de Pesquisa e Extensão (Fapex), diretor da Escola de Administração e chefe do Departamento de Administração Pública (UFBA). Especializou-se em Planejamento na Universidade Federal de Minas Gerais, tornou-se mestre em Administração pela UFBA.

eva

Casa Civil – Eva Chiavon
Engenheira sanitária, pós-graduada em Saúde Pública, especialista em Planejamento Estratégico Público Participativo, com trabalhos à frente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Comunitário de Habitação de Chapecó (SC). Em Brasília, ocupou cargos executivos na Secretaria das Relações Institucionais da Presidência da República e no Ministério do Trabalho e Emprego.

nilton

Setre – Nilton Vasconcelos
Arquiteto, mestre em Administração e doutor em Administração Pública. Professor de Administração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), da UFBA, UCSal, Uefs e Faculdades Ruy Barbosa, foi secretário de Serviços Públicos de Salvador e assessor-chefe do Instituo do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

carlos

Sefaz – Carlos Martins
Economista com Mestrado em Administração, professor universitário e coordenador dos cursos de Administração da Faculdade Visconde de Cairú, ele trabalhou no Polo Petroquímico de Camaçari e também foi delegado regional do Trabalho.

manoel

Saeb – Manoel Vitório
Professor universitário, economista, mestre em Análise Regional e especialista em Organização de Sistemas e Métodos, foi superintendente do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (IPRAJ), assessor-chefe de Planejamento do Tribunla de Justiça do Estado e secretário de Administração do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. Foi conselheiro do Sebrae e do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia.

robinson

Secom – Robinson Almeida
Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado (Agecom), desde janeiro de 2007, coordenou duas Conferências de Comunicação e a elaboração do anteprojeto do Conselho Estadual de Comunicação. Foi assessor parlamentar nas Câmaras de Vereadores de Salvador e dos Deputados.

leonelli

Setur – Domingos Leonelli
Foi secretário estadual de Turismo, no primeiro mandato do governo Jaques Wagner, até o início de 2010, quando se desincompatibilizou para concorrer às eleições. Leonelli já foi deputado federal por três mandatos e também deputado estadual. Além disso, foi também secretário municipal de Salvador por duas vezes.

otto

Seinfra – Otto Alencar
Vice-governador do Estado, formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, três vezes deputado estadual. Já foi secretário estadual da Saúde e da Indústria, Comércio e Mineração. Além disso, foi conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, presidente do Conselho da Empresa Baiana de Alimentos e participou dos conselhos da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e do extinto Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo).

albino

Secult – Albino Rubim
Formado em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em Medicina pela Escola Baiana de Medicina. É professor titular da UFBA; ex-presidente do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, ex-coordenador do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura e ex-diretor da Faculdade de Comunicação da UFBA. É mestre em Ciências Sociais pela UFBA, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Políticas Culturais pela Universidade de Buenos Aires e Universidade San Martin.

zezéu

Seplan – Zezéu Ribeiro
Arquiteto e urbanista, deputado federal, titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, da qual foi presidente em 2003, tem sido um articulador permanente entre os movimentos sociais e o Congresso Nacional. Coordenador da Bancada do Nordeste desde 2007, colegiado que vem debatendo os principais temas de interesse da região. Zezéu já foi vereador de Salvador.

maurício

SSP – Maurício Barbosa
Delegado da Polícia Federal, formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá em 1998 e na Academia Nacional de Polícia em 2002. Foi superintendente de Inteligência da SSP, delegado-regional de Combate ao Crime Organizado e delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais na Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 26/12/2010 | 10:58
Editado em 26/12/2010 | 12:48

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Preocupações à vista I

Os incidentes envolvendo integrantes da Polícia Militar da Bahia deixam o cidadão que os remunera com a pulga atrás da orelha. Principalmente depois das declarações atribuídas ao representante classista, soldado Agnaldo Pinto (“PEC 300: opinião de Wagner desagrada PMS”, em www.pimenta.blog.br de 25 de novembro) considerando “que Wagner ‘desrespeitou os policiais’ e piorou o clima na polícia baiana”, o que nos parece ensaiar desafio à autoridade do Governador.

Invectivas contra Cel. Ivo Silva Santos, do Comando Regional, postas através da imprensa, como se não houvesse Corregedoria e caminhos outros, sinalizam mais que a existência de insatisfações.

Recentemente teria um policial chutado uma imagem religiosa durante protesto na Governadoria. E não custa lembrar de fatos como a perseguição com tiroteio que resultou na morte de uma criança, em Salvador ou a agressão a uma líder do Assentamento D. Hélder Câmara, em Ilhéus.

O trabalho dos comandantes será exigido para contornar os problemas causados por alguns subordinados.

Preocupações à vista II

Algo no horizonte, onde esses fatos aparentam ser pontuais. Há pouco tempo, testemunhamos: restaurante local costumava fornecer, a pedido, quentinhas para policiais militares que faziam a ronda no quarteirão. No dia em que suspendeu, alertado de que alimentava velada forma de corrupção, ouviu de um deles que precisavam daquilo porque ganhavam pouco. Como retrucasse que o problema não era dele, foi surpreendido: – Quem mandou vocês votarem nesse governador?

Detalhe: isso ocorreu antes do primeiro turno. E gratuitamente foi vinculado o governo.

Tudo isso também pode ser saudade da cultura do chicote, atualmente retirada das ações governamentais. Como naquela história do cão que todo dia apanhava. No dia em que não foi surrado mordeu o dono.

Dilma sinaliza

dilmaAo compor a equipe ministerial a Presidente Dilma Rousseff parece ter ocupado alguns espaços que para ela são estratégicos. Um, muito significativo, traduz a perda do controle da Globo sobre o Ministério das Comunicações, ainda mantido através de Hélio Costa; a tomada do Ministério da Saúde do PMDB entregando-o a Alexandre Padilha reflete também a possibilidade de domínio sobre área estratégica.

Lula sinaliza

LulaAo admitir candidatar-se em 2014 temos que Lula prepara um golpe de mestre para assegurar a governabilidade para Dilma, que de imediato enfrentará problemas com um jeito diferente de governar e sem o carisma do antecessor.

O recado de Lula está dado a empresários, latifundiários, sistema financeiro, grandes grupos em geral que sejam contrários e imaginem retomar o poder com o desgaste que venham a impingir ao novo governo: não pensem que bater em Dilma assegurará o retorno do PSDB-DEM ao poder, porque estou pronto para retornar por mais oito anos.

Para quem detém quase 90% de aprovação não deixa de ser um senhor recado.

Novidade

O servidor buscou a DIREC de Itabuna onde pretendia registrar uma senha para acesso ao contracheque. Foi informado de que a determinação doravante é de que seria fornecida através do Banco do Brasil. Ainda que questionasse que a senha era para acesso ao contracheque foi-lhe reafirmado a mudança.

Que possa até significar uma facilidade, estranhou que uma relação eminentemente entre servidor e a máquina do Estado, mais precisamente Secretaria de Administração do Estado da Bahia, tenha sido transferida para o sistema bancário. Ou seja, ao banco uma delegação de função típica do aparelho estatal.

Não tarda o servidor receber o contracheque através do banco. Ou na agência, ou em casa; pagando módica tarifa. Se não já que tiver que pagar pelo fornecimento da senha!

José Alencar

alencar e lulaDe grande simbolismo se revestiria a descida da rampa do Palácio do Planalto de José Alencar ao lado de Lula. O coroamento de uma antes inimaginável aliança capital-trabalho com a presença ao vivo de um lutador pela vida na batalha que enfrenta contra o câncer.

E, certamente, seria o maior presente para Lula.

Que Deus o permita!

Coisas da Globo

A Globo desenvolveu um formato televisivo de alta qualidade, tornando-se referência. Suas novelas e minisséries marcam época, tornam-se espelho para outras emissoras. Recentemente levou ao ar capítulos de “As Cariocas”, inspirados na obra homônima de Sérgio Porto (única assinada pelo próprio Sérgio e não pelo antológico Stanislaw Ponte Preta), dirigidos por Daniel Filho.

Em que pese a qualidade questionável de alguns momentos – “A Desinibida do Grajaú” já encontrou melhor resultado em outro instante global – fomos surpreendido com o inusitado trazido ao ar justamente no último capítulo (“A Traída da Barra”) por um detalhe particular: desafiar a nossa capacidade de tolerância a aceitar Angélica e Luciano Huck como atriz e ator. Foi de lascar!

Desse jeito o padrão Xuxa vai ocupar a programação. Aí é decadência total, digo, global!

Da Globo para O Globo I

“A Polícia Federal concluiu que não houve grampo ilegal nos telefones do então Presidente do STF, Gilmar Mendes, no episódio em que foi divulgado diálogo com o Senador Demóstenes Torres (DEM-GO). – Ilmar Franco – O Globo de 25.12.2010.”

O material acima foi pinçado de http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif neste 25 de dezembro – “A Farsa do Grampo sem Áudio: Um Crime Impune”. Encerra uma camuflagem para a realidade que pode ser expressa simplesmente: NÃO HOUVE GRAMPO. Mas como O Globo integra o PiG (Partido da imprensa Golpista, para Paulo Henrique Amorim)  o texto esconde a verdade e a armação então cometida.

O alegado grampo, sem áudio, denunciado pela Veja, levou o Ministro Gilmar Mendes – na franciscana fase de conceder habeas corpus a Daniel Dantas – a “chamar às falas” o Presidente da República, numa postura desrespeitosa e anti-republicana, alimentando uma farsa que visava desconstituir a atuação do Delegado Protógenes Queiroz e do Juiz Fausto de Sanctis, justamente as autoridades encarregadas de apurar os crimes de Daniel Dantas.

Da Globo para O Globo II

Onde está a mentira? A nota de O Globo diz “que não houve grampo ilegal”. Presumir-se-ia que tenha sido legal. Por este viés, como somente o próprio Supremo Tribunal Federal poderia autorizar o grampo nas suas instalações ou escuta de qualquer de seus integrantes ou foi por ele concedido ou não existiu. Portanto, a nota de O Globo encobre uma verdade desviando o sentido.

O porquê de todo esse rodapé: a nefanda postura do arrogante Ministro Gilmar Mendes não dará em nada e teremos que suportá-lo até que alcance a compulsória. E nos faz cada dia mais defensor de um mandato temporário para Ministros e Desembargadores.

Ah! outro objetivo: não esquecer o que esta gente faz de errado, se apresentando como paradigma da moralidade. Lá e cá. No fundo, sepulcros caiados!

Quando a razão padece

congressoAtribui-se a Afonso Arinos de Melo Franco haver dito que ao legislador federal bastava votar o orçamento da Nação para haver cumprido com seu dever parlamentar, tamanha a importância que lhe atribuía o grande mineiro. Na quarta 22, o Orçamento da República, superando 2 trilhões de reais, foi aprovado com o Congresso vazio, simbolicamente. O Deputado Fernando Chiarelli (PDT-SP) denunciou a ausência de quorum e pedira que a sessão não tivesse continuidade.

Regimentalmente não encontrou apoio, mas a moralidade e a Ética cobriram-no de razão

E querem acabar com a Voz do Brasil

Ginaldo “Tonelada” dos Santos, sergipano de Maruim, dedicado funcionário da Pousada Copacabana ali na saída de Ilhéus para Olivença. Pouca conversa, tipo que só entra onde é chamado. Sempre foi eleitor de Geraldo Simões. No entanto tomara uma atitude neste 2010 e a expressou para um amigo nosso. – Não vou votar em Geraldo – disse ao surpreso amigo. Indagado da razão por que tomava aquela postura já que dizia gostar do político itabunense soltou a sua sinceridade: – Não “vejo” ele na Voz do Brasil. Ou seja, nunca ouviu qualquer fala de Geraldo no radiofônico oficial. Isso para sua leitura denotava ineficiência.

“Tonelada” é desses milhões de brasileiros que sabem da existência de uma lei muito antes de advogados e juristas, ouvido colado no rádio. Que acompanham a atuação de deputados e senadores, conforme sejam citados ou “discursem” no rádio. Que valorizam e respeitam o Poder Legislativo como instituição.

Desmentindo muita gente por aí que afirma não existir audiência para “A Voz do Brasil”.

Paranóia I

Ubaldo, o Paranóico – de Henfil – faria a festa com o incidente ocorrido com a Oi, materializado no incêndio que atingiu suas instalações, que cheira à armação e a prejuízo para o erário. Considerando o que representa o sistema de telefonia e sinais elétricos para a sociedade moderna, entrelaçado desde o agora simples e primitivo telefonar à gama de atividades que hoje lhe são tributárias (pagamentos, consultas, compras etc.) não se pode imaginar que mínimos detalhes envolvendo a segurança do sistema não se façam presentes. Tampouco que não haja um sistema de reserva que possa ser acionado imediata e concomitantemente.

Por causa disso, sei não! Ubaldo, o Paranóico, pode ter razão!

Paranóia II

PS.: Havíamos escrito o rodapé quando nos deparamos, nesta sexta 24, com “Jereissat e a BrOI devem $ 640 ao Louro” em http://www.conversaafiada.com.br/ e que os prejuízos montam a 400 milhões.

De imediato nos lembramos de que a junção das duas empresas tem aporte de recursos do BNDES, amparado em estórias cabulosas, o que inclui precipitada anuência do Governo Federal, sem falar-se que em alguma “moita” do processo está escondido Daniel Dantas.

Por causa disso, Ubaldo, o Paranóico, tem razão!

Idéias que não justificam o nome

Não pode ser considerado fruto da racionalidade humana a iniciativa da administração do Shoping Jequitibá de iniciar a ampliação de suas instalações no imediato das compras de Natal. Não porque não devesse fazê-la, mas por iniciá-la com a restrição do espaço oferecido para estacionamento.

Mais está para afastar o consumidor que para atrair. Ou alimentar a atividade médico-psiquiátrica e laboratórios a ela afins tanto o estressamento a que expõe a vítima consumidora.

O que justifica o internamento da mente fulgurante que idealizou o início das obras para esse instante.

Orestes Quércia

orestesCerto que em necrológio de políticos não cabe lembrar toda a sua história. Mais por compaixão para com a dor dos que ficam e usufruirão sua herança material. Mas, não dá para esquecer tudo, mormente diante de um proeminente exemplo de política patrimonialista.

Justifica um sussurrado eppur si muove, como se atribui a Galileu Galilei quando saía do Tribunal do Santo Ofício onde negara sua teoria helioocêntrica para salvar o próprio lombo da prisão, circunstância bem melhor que a de Giordano Bruno, assado na fogueira da Inquisição.

Não custa sussurrar: não foi só isso, não é bem assim!

Idéias que não justificam o nome

A Paulino Vieira, quarta 22, às 19h25min tinha seu último quarteirão de acesso à Otávio Mangabeira fechado. Tomado de mesas e cadeiras de plástico, instrumentista, teimoso repertório e esperança de interpretação, como sói ocorrer nestas noites grapiúnas de música ao vivo.

A engenharia de tráfego do Município, como não havia impedimento de acesso a partir da Olinto Leone, alimentava a piração de induzir o motorista a buscar a Camacã e fazê-lo manobrar para refazer o trajeto pela Cinqüentenário caótica.

Não dá para entender.

Reforma administrativa

Diante de tantos percalços, a reforma administrativa que dizem estar em andamento na Prefeitura – não se ouve do próprio Prefeito qualquer menção a ela – além de tardia não parece fadada a convencer. Mais ensaia “freio de arrumação” em veículo lotado e mal dirigido, onde peças serão trocadas para manter o status quo.

É aguardar para ver. E comentar!

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Cantinho do ABC DA NOITE

cabocoAparentando amalucado, olhar rútilo e sibilino, circulava no passeio em frente ao ABC da Noite, para cima e para baixo, tornando em quilômetros o traçado de quatro metros naquele trecho do Beco do Fuxico. Gesticulando e balbuciando, olhando para um lado e para outro, dava idéia de que buscava algo ou esperava alguém que não chegava apesar da hora marcada. Voltou a olhar para o boteco. Fixou-se na placa. Riu. A essa altura observado por todos os freqüentadores do ABC, despertados pelo estranho comportamento. Voltou a olhar para a placa, gargalhou e desandou fala:

– ABC da Noite... e me chamam de doido!

Mais intrigou. Repetiu a faina e novamente sorriu, com ar vitorioso de quem anuncia um axioma:

– ABC da Noite. Cabôco só abre de dia... e o doido sou eu!

A turma entendeu o recado e pediu mais uma a Cabôco Alencar. Antes que a noite chegasse.

(Delicie-se com o Cabôco Alencar lendo O ABC DO CABÔCO – Via Litterarum).

Depois de tudo

Rir pra não chorar!traços

traçasAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Justiça Eleitoral tem atividades suspensas por risco de desabamento de prédio

Domingos Matos, 15/12/2010 | 13:02
Editado em 15/12/2010 | 13:17

O prédio que abriga as duas varas da Justiça Eleitoral de Itabuna está, mais uma vez, sob risco de desabamento. O sobrado foi desocupado pelos funcionários da Justiça Eleitoral, seguindo determinação dos dois juízes responsáveis pelas 27ª e 28ª varas, que publicaram portarias determinando a suspensão dos serviços cartorários.

O curioso é que, apesar de isolados em seu interior, a área externa do prédio não teve o perímetro de segurança demarcad pelas autoridades, o que pode, em caso de desabamento, atingir a pedestres ou mesmo a eleitores que se aproximem da parede para ler o que diz o aviso afixado na fachada.

Um desses desavisados eleitores que buscaram serviço de uma das varas, na manhã de hoje, reclamou do desleixo com os outros, ao contrário do cuidado apenas com os serventuários.

"Essa marquise está condenada há anos e ninguém faz nada. Agora que isolaram o interior do prédio, podiam pensar nos passantes e isolar também uma boa área nas proximidades para que ninguém se machuque, caso o imóvel venha a cair, como temem os juízes", disse o homem, que não forneceu identificação.

Resta saber quem deveria tomar essa decisão: se a prefeitura, dona do imóvel, os Bombeiros, que fazem esse tipo de avaliação, ou o CREA, que tem engenheiros especializados nesse tipo de situação.

Por enquanto, cabe aos transeuntes evitarem a passagem pelo passeio do mosntrengo, que fica na praça Olinto Leone, ao lado do Banco do Brasil, um dos lugares mais movimentados da cidade.

Ethos de uma despedida

Domingos Matos, 12/12/2010 | 11:31
Editado em 12/12/2010 | 11:34

Adylson Machado

Adylson MachadoDia desses, em televisivo popular, à pergunta do animador, de quem era o mais bonito, nos surpreendemos com o conceito estético de parcela da juventude feminina afirmando o global Luciano Huck como “lindo”. Aprendemos que beleza muito tem de subjetivo, mas, diante da dose, invocamos o Lingote, do Chico Anísio Show anos 70, pausado olhar na câmera: “o que eu tô fazendo nesse disco?”

Arthur da Távola disse certa vez, a Leda Nagle, no Sem Censura (TVE-RJ), que os valores se encontravam sob novas conceituações, para pior, pautadas em inversões que sacrificavam a Ética em benefício do material, o ter se sobrepondo ao ser. Acrescentaríamos: o sonho do ter e do ser igual a.

Abrindo parêntese ao texto, isso nos fortalece na defesa de a sociedade manifestar-se sobre a qualidade do conteúdo televiso, pugnando pelo que deseje e entenda melhor para lhe chegar ao recôndito do lar, agindo como titular do direito sobre o que assistir (que não se efetiva com o lugar comum do “se não gosta desligue ou mude de canal”), destinatária que é de uma prestação de serviço estatal que se expressa através de concessões públicas.

É que, assim entendemos, não lhe cabe o papel de passivo receptador do conteúdo, mero partícipe do “diálogo do monólogo”, como o disse Mac Luhann em relação à televisão. Mas de tornar-se ativo ator de sua realidade, receptor não do pensamento/determinação do emissor, mas da repercussão de necessidades que se lhe impõe e carece. Nesse diapasão, a defesa da cultura local, dos valores da família, da Moral e do civismo, da efetiva contribuição à educação como conteúdo e não à desculpa da existência de programas educacionais específicos em horários nada alcançáveis para o público em geral.

Fechado o parêntesis e retomando o pretendido, na CartaCapital n. 625, de 8 de dezembro, dois textos, de autores diversos, confluem para conclusões  sobre aquele novo prisma, compreendidas em proposições finais distintas. Mino Carta textua (p. 20) em torno do estado de coisas em que se encontra um mundo que justificaria um Mario Monicelli suicidar-se. Bruno Huberman e Ricardo Carvalho (p. 38) sobre o presidente da CBF em “O mundo descobre Ricardo Teixeira”.

No primeiro, a reflexão em torno do autor de uma obra bissexta pela qualidade, que escamoteou o Homem pelo viés do riso e soube, como poucos, textuar na celulose a alma humana sob mordaz abordagem e desistiu de um mundo quando sentiu que não mais poderia contribuir para modificá-lo.

Para os segundos, o trato em torno de matéria da BBC, que vincula o presidente da CBF a uma milionária rede de corrupção, beneficiando-se como membro da entidade maior do futebol, a FIFA, também envolvida em denúncias de desvios e escusos expressares, que absolve a si mesma e aos seus, como se fôssemos todos cegos, surdos, mudos e idiotas.

As matérias possibilitam reflexão dentro da vala comum da degradação dos valores, canhestro ethos contemporâneo, amparado no sentido abjeto de que o dinheiro, não importa a origem, arquiteta o caráter e faz esquecer o mal causado, como quando, em tempos de antanho, se violada a honra feminina, em sendo autor filho de coronel, à vítima só restava a prostituição, se não escondesse a vergonha no claustro de um convento, enquanto a amargura paterna calava-se indenizada com a meágua para cobrir o resto da prole.

No particular de Monicelli – e a filmografia que o torna grandioso ao lado de ícones como Ford, Bergman, Renoir – resistiu com olhar crítico, sensível e sutil, à degradação com que via o mundo que o remetia a certo pessimismo, ainda que otimista quanto à utopia de vê-lo melhor. Sucumbiu, certamente, ao não mais sentir-se útil à esperança. 

Teixeira faz parte do sistema que nega esperança aos que sonham com um mundo melhor e assim encontramo-lo bajulado por dirigentes esportivos (querendo espaço e oportunidades), paparicado por governantes, premiado com escusos contratos, coroado e endeusado pela mídia.

E ficamos, com nossos botões, lembrando do torcedor: aquele banguela, esfarrapado no dia a dia, esgoelando-se em defesa dos seus times de coração em estádios e botecos, defendendo a Seleção – a sua Pátria de chuteiras – única referência cívica que o faz balbuciar o Hino Nacional, tendo Ricardo Teixeira como presidente da CBF e através dela faturando milhões e ainda que investigado por uma CPI e denunciado pelo Ministério Público encontra no Poder Judiciário resistência em puni-lo.

Quanto a Mario Monicelli, o diretor que nos fez refletir pelo riso, suicida talvez por se desencantar com o mundo, que não é mais o mesmo, tendendo cada vez para o pior, dos novos paradigmas da beleza à inversões dos valores vários, seu gesto derradeiro não deixa de ser um libelo, um calado suicídio da Humanidade.

O quixotesco Monicelli, de “O Incrível Exercito de Brancaleone” – relendo versos de “Os Cavaleiros de Granada” de Cervantes, que saíram em louca disparada, em alta madrugada, brandindo lança e espada. Para quê? Para nada! – desistiu do mundo, no dia 29 de novembro, aos 95 anos.

Com riqueza de seu talento gostaria de tê-lo visto deixar, por escrito em celulose, o novo ethos de uma despedida hilária, inspirado do Lingote: “o que eu tô fazendo nesse disco?”

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Carlinhos Freitas, o gênio das lâmpadas, pode estar subindo no telhado

Domingos Matos, 17/09/2010 | 14:48
Editado em 17/09/2010 | 15:02

Tem tudo para subir no telhado do Palácio Paranaguá, sede da prefeitura de Ilhéus, já por esses dias, o secretário do Desenvolvimento Urbano, Carlos Freitas. Além de bagunçar no governo (veja nota abaixo), ele também apronta das suas na esfera política.

Mostrando que não aprendeu muita coisa de quando sua secretaria abarcava também as divisões de Transporte e Trânsito, Carlinhos pegou uma contramão e bateu de frente com o prefeito Newton Lima.

O mandatário anunciou recentemente que seus candidatos nessa eleição são Jaques Wagner, Lídice da Mata e Walter Pinheiro, Domingos Leonelli e Ângela Sousa. Já o secretário ‘peito de aço’ apareceu com outros nomes, a exemplo de Geddel e Benito Gama.

E mais: como o departamento de Iluminação Pública está na sua secretaria, somente coloca lâmpadas nos postes se os moradores próximos prometerem votar em Geddel e Benito Gama. Pela periferia, a campanha que mais aparece é a do “Vote em Benito e ganhe uma lâmpada”.

Depois de tantas barbeiragens, já tem gente querendo saber de onde sai o dinheiro que Freitas usa para enxovalhar o colega de secretariado, Alcides Kruschewsky com notas em blogs e panfletos que espalha pela cidade.

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