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Polícia Militar lança livro sobre o Proerd

Domingos Matos, 11/01/2019 | 13:01

A Polícia Militar da Bahia, através do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), lançou, na manhã de quinta-feira (10), no auditório do CPM/Dendezeiros, o livro 'Memórias, Histórias e Práticas Educativas: experiências e vivências do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd)'.

A publicação retrata os 15 anos de existência do programa e foi construído a partir de textos escritos por policiais militares, responsáveis pela formação de crianças, adolescentes e familiares no contexto de resistência às drogas. Ela traz uma percepção de como uma política de segurança pública, pautada nos processos educativos, pode transformar vidas.

Durante a solenidade, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão, foi agraciado com o primeiro exemplar e com a entrega simbólica das fantasias doadas ao Proerd. Os parceiros receberam, além do livro, placas e kits. Também foram homenageados os autores da obra, que eterniza os 15 anos do Proerd.

“As ações de prevenção primária vêm gerando resultados muito positivos e a PM tem também esse papel social. Hoje, o Proerd é destaque, aprendemos muito nesses anos e desejo que sejamos grandes e fortes como leões”, disse Anselmo.

Além do comandante-geral da PM, participaram da solenidade o diretor do IEP, coronel Sérgio Baqueiro, o coordenador-executivo do Proerd, tenente-coronel César Bonfim, parceiros e colaboradores do programa, além de autoridades civis e militares.

Dirceu, a “academia” e as putas

Domingos Matos, 10/01/2019 | 23:03

Por Domingos Matos

O século 21 vai a todo vapor, mas, em algumas mentes, ele sequer parece ter chegado. Na vizinha Ilhéus, por exemplo, os enredos amadianos se repetem. Cacauicultores não aceitam ideias comunistas no seio da sociedade quatrocentona.

Pode parecer brincadeira, mas há um movimento sério – digo, estruturado – tentando impedir o lançamento do livro de memórias do ex-ministro José Dirceu. Não por acaso, é formado por lideranças de cacauicultores – que na época de Jorge Amado eram chamados de coronéis do cacau.

Falando em Jorge Amado, é sintomático que em uma terra que se orgulha de ser a mãe do maior escritor brasileiro – para a grande maioria dos brasileiros – se impeça o lançamento de uma obra literária.

Chegam a dizer que “Ilhéus não é casa de puta” para permitir o lançamento de um livro de gente como Dirceu. Ofendem as putas, guerreiras que trabalham com dignidade, para destilar ódio de classe.

Só pra contrariar, bem que o lançamento poderia ser feito numa “casa de putas”, já que a “casa das letras” recusou receber uma obra que justifica sua existência.

Assim, mostraria quem tem dignidade, as putas ou a honrada society, que sempre se prostituiu por qualquer regabofe oferecido pelo governo de plantão. “Socialista” ou idiocrático.

Domingos Matos é jornalista e blogueiro

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Domingos Matos, 10/01/2019 | 22:13
Editado em 11/01/2019 | 00:22

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A fama efêmera

Domingos Matos, 01/03/2018 | 08:05

Walmir Rosário

No regime democrático de direito costumamos a ver de tudo, das experiências científicas capazes de mudar o mundo para melhor aos experimentos empíricos sem qualquer valor, do mais sério ao simplesmente ridículo. Todos os que querem podem ter os seus cinco minutos de fama, efêmera, é verdade, mas os sujeitos conseguem aparecer, mesmo de forma negativa, do burlesco ao grotesco.

A qualquer notícia sobre determinado fato governamental – pelos entes governamentais – aparecem logo essas figuras que poderiam ser consideradas excêntricas, mas que se tornam despropositadas, insensatas, incoerentes. Agora, então, com o anúncio da intervenção na segurança do Rio de Janeiro, estão chegando aos montes. E o pior, ainda encontram guarida em determinados órgãos de imprensa apesar das asneiras que falam.

Na grande maioria das vezes, essas pessoas são formadas nas melhores faculdades, foram aprovadas em concurso público nacional ou estadual e ocupam cargos de relevância em instituições como o Ministério Público ou Defensorias. Também assim agem os expertos dirigentes de organizações não governamentais (que se alimentam do dinheiro público) e propalam serem defensores dos direitos humanos…

Direitos humanos de pessoas que se encontram fora da lei, os conhecidos bandidos que hoje aterrorizam a sociedade brasileira. Já essa parcela de pessoas de bem que não tem seus direitos respeitados estão fora dessa seleta lista. Estes não têm o direito de ir e vir, vivem trancados em suas casas, são assaltados ao pisar nas ruas, têm seus bens tomados de assalto, e mesmo que não esbocem qualquer reação são assassinados de forma fria e covarde.

No ridículo entender dessas pessoas, os policiais estão impedidos puxar sua arma e disparar um tiro em qualquer desses bandidos fortemente armados, e só podem agir assim no caso de só e somente só, de que tenham sido antes alvejados. Do contrário, serão processados na forma da lei e responderão criminalmente por ter alvejado e matado um bandido durante a defesa da sociedade.

Ainda bem que felizmente esse número de pessoas é inexpressivo e não expressa a vontade e a representatividade dessas instituições, criadas para defender o cumprimento da lei, a ação do Estado e de algumas categorias tidas como indefensas. Não dá para compreender o motivo de que para essas pessoas a vida de um policial, de um cidadão de bem vale mais do que a de quem manifesta o desejo e assume a manifesta vontade de roubar, traficar e matar.

De maneira deliberada, invertem-se os papéis: defendem os quais devem denunciar e denunciam os que atuam com a representação do Estado em defesa da sociedade, diga-se de passagem, cada vez mais desprotegida. Se essas pessoas somente se limitassem a falar, a expor suas ideologias, tudo bem, seria irrelevante, mas não se contentam com isso, denunciam os agentes da lei em processos escabrosos.

Não tenho a menor ideia do entendimento dessas pessoas em reverter a vontade da lei, desconhecer a filologia que estudou e interpretou os textos legais durante sua concepção, edição, apreciação e aprovação. A filologia é uma ciência reconhecida em todo o mundo para o estudo da língua expressada nos textos escritos, com a finalidade de não deixá-los dúbios e manter fielmente o espírito do que se queria dizer quando foram criados.

Por falar em espírito das leis, basta recorrer ao pensador, filósofo e magistrado Montesquieu (Charles-Louis de Secondat), na sua obra, “Do Espírito das Leis”, reconhecida e estudada em todo o mundo. Como um iluminista que foi, dissecou o papel dos regimes: tirania, monarquia e democracia, com seus fundamentos, respectivamente no medo, na honra e na virtude.

No livro décimo – Das leis em sua relação com a força ofensiva –, capítulo I, encontramos anotado: “A vida dos estados é como a dos homens; estes têm o direito de matar em caso da defesa natural; aqueles têm o direito de fazer a guerra para a sua própria conservação. No caso da defesa natural, tenho o direito de matar porque a vida me pertence, como a vida do que me ataca lhe pertence; do mesmo modo, um Estado faz a guerra porque sua conservação é justa como qualquer outra conservação”.

Na repreensão ao crime, como ocorre no Rio de Janeiro, onde políticos corruptos fizeram e ainda fazem pacto com os bandidos, a defesa da sociedade não deixa de ser uma guerra. E nessa guerra, as quadrilhas possuem as melhores armas e munições, as melhores localizações e subjugam toda a sociedade do entorno através do poder do medo e do dinheiro sujo das drogas e dos assaltos.

Na visão caolha de algumas desses pseudos defensores dos diretos humanos exclusivos dos bandidos, o se deparar com um criminoso com um fuzil ou uma metralhadora, o policial deve agir tal e qual como nos filmes de bang bang americanos e italianos. Antes de atirar, terá de dar o famoso grito de guerra: saque a arma! Para morrer não precisa tanto sacrifício.

Pelo que me parece, essas pessoas do contra são como alguns dos meus amigos de infância do bairro da Conceição, em Itabuna, que iam ao cinema somente para torcer pelos bandidos, com a única finalidade de nos contrariar. Entrava domingo e saía domingo nos filmes do cines Itabuna, Marabá, Catalunha, Plaza e Oásis, e eles sempre levavam a pior. Simples, o crime não pode compensar!

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Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

Waldeny Andrade faz sessão de autógrafos em Itabuna do seu 3º livro

Aberta ao público, sessão será quarta-feira, dia 25, às 16h, na Câmara de Vereadores

Domingos Matos, 19/10/2017 | 22:44

Depois do sucesso das noites de autógrafo do livro “Serra do Padeiro – A saga dos Tupinambás”, em Salvador e Ilhéus, o radialista, jornalista e escritor grapiúna Waldeny Andrade chega a Itabuna para atender ao público com quem sempre se identificou ao longo da carreira profissional. Sejam seus ouvintes do programa Microfone Aberto, apresentado ao meio-dia e meia de segunda a sexta-feira, na Rádio Jornal de Itabuna, entre 1969 e 2002, sejam os leitores do Diário de Itabuna, que dirigiu no mesmo período. Aberta ao público, sessão será quarta-feira, dia 25, às 16h, na Câmara de Vereadores.

A obra ficcional, editada pela Via Litterarum, é um thriller que narra a história de três gerações de uma mesma família, nascida da união de uma índia e um austríaco, que fugiu da Europa após a Primeira Guerra Mundial ao final da primeira década do século XX. Além da narrativa envolvente, o livro tem capítulos curtos e sequência quase cinematográfica ao descrever a vida cotidiana dos tupinambás no alto da serra e dos proprietários rurais que habitam no entorno da aldeia entre Buerarema, Ilhéus e Una.

Com 288 páginas, a ficção tem como pano de fundo a heroica saga dos Tupinambás, desde suas raízes na nação Tupi, que habitava o litoral brasileiro na época do Descobrimento. Também narra fatos históricos envolvendo os Tupinambás como a Batalha dos Nadadores, em 1559, quando a praia do Cururupe, extremo norte da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, foi cenário da sangrenta guerra comandada pelo governador-geral Mem de Sá.

Ainda evoca aspectos da colonização jesuítica dos índios, tendo à frente o padre Manoel da Nóbrega, cujo marco foi a construção da Igreja de Nossa Senhora da Escada, em 1680. Por sua trajetória profissional reconhecida, em determinados momentos, o autor assume sua condição de jornalista profissional opinativo para enfocar uma realidade incontestável sobre a discriminação e sofrimento que resta aos indígenas que habitam uma área, cuja demarcação oficial esperam há séculos.

Para o editor da Via Litterarum, sociólogo e professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Agenor Gasparetto, o livro trata de questão bastante sensível que requer bastante reflexão. “No momento em que a obra é lançada há um conflito latente. Certamente, os leitores poderão aclarar alguns pontos e ter serenidade na discussão. Como obra ficcional, conta uma história com elementos de realidade. Mas, creio que há uma voz ponderada a indicar bom senso e a razoabilidade que leva as pessoas a refletir”, afirma.

Fundador da maior comunidade sobre chocolate do mundo estará no Festival em Ilhéus

Domingos Matos, 11/07/2017 | 00:00

Durante a nona edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Bahia, que acontece de 20 a 23 de julho em Ilhéus, especialistas internacionais ministrarão palestras gratuitas sobre diversos aspectos do setor. 

O passado, presente e futuro do chocolate artesanal será o tema abordado pelo escritor norte americano Clay Gordon, autor do livro Descubra o chocolate: o guia final de compra, degustação e aproveitamento de chocolate fino (em livre tradução). Gordon também é fundador da TheChocolateLife.com, maior comunidade focada exclusivamente no chocolate no mundo.

Os indianos radicados nos Estados Unidos Andal Balu e Mannarsamy Balasubramanian apresentarão tecnologias para processamento do cacau e produção de chocolate artesanal a partir da amêndoa. O casal é proprietário da indústria CocoaTown, em Atlanta, que projeta, fabrica e distribui uma linha de equipamentos compactos para ajudar pequenos produtores a fazer chocolate gourmet bean to bar (do grão à barra). Já a portuguesa Goretti Silva, professora de Turismo e proprietária da empresa Na Rota do Chocolate, na região de Viana do Castelo, em Portugal, trará o tema Turismo associado ao chocolate.

Todas as palestras serão realizadas no Centro de Convenções de Ilhéus, a partir das 16h do dia 22, durante o Chocoday, parte da programação do Chocolat Bahia - 9º Festival Internacional do Chocolate e Cacau. A entrada é gratuita.

Adroaldo lança livro na Feira Literária de Mucugê

Domingos Matos, 18/06/2017 | 21:16

Adroaldo Almeida, escritor, advogado e ex-prefeito de Itororó, foi convidado para participar da Feira Literária de Mucugê, a FLIGÊ (www.flige.com.br), na Chapada Diamantina.

A 2a Edição da FLIGÊ acontecerá de 10 a 13 de agosto de 2017, e tem como homenageado o autor de "Os Sertões", Euclides da Cunha (1866-1909), como parte das comemorações pelos 120 anos da Guerra de Canudos. No sábado, 12.08, na Casa da Filarmônica, será lançado o romance O LABIRINTO DOS BÁRBAROS (Ed. Amazon, 2016) se autoria de Adroaldo.

Neste mesmo dia acontecerá um Concerto com o cantador ELOMAR.

Outros autores de reconhecimento nacional participarão da Feira, que também terá exibição de filmes, teatro, leituras, conferências, oficinas, shows e diversas atividades lierárias e culturais.

DICAS DE DIREITO IMOBILIÁRIO - INDIVIDUALIZAÇÃO DA CONTA DE ÁGUA

Com Vercil Rodrigues

Domingos Matos, 14/06/2017 | 09:38

Em nossa assembleia condominial, o síndico nos trouxe a possibilidade de individualizarmos nossas contas de água. Será que vale a pena economicamente? Rita Maria.

Rita, a cobrança coletiva das contas de água e gás costuma gerar polêmica em assembleias dos condomínios e individualizar as taxas seria uma das saídas.

A cobrança de contas de água e gás nos novos condomínios é na sua maioria individualizada. Já nos antigos, a cobrança é coletiva. Isso tem um custo que não é muito barato. As pessoas têm que estar dispostas a investir para fazer a individualização.

O índice de reclamações sobre a cobrança coletiva é grande porque tem gente que utiliza a água, por exemplo, de maneira errada. Quando é coletiva, o pessoal não se liga e a reclamação é enorme.

O peso dessas contas nas despesas do condomínio não é tão alto com relação ao gás, mas com relação à água representa valor significativo. O valor do impacto da água é em torno de 20%, às vezes até mais segundo especialistas. Ou seja, quando individualiza, cai esse valor.

Portanto, vale a pena individualizar. Além da economia, tem a conscientização de que água é objeto de muito valor. Não é só economizar dinheiro, mas valorizar a água, só gastar o que você utiliza. Não só da economia, mas da conscientização das pessoas em saber como tem valor guardar.

Gostaria que meu prédio tivesse a conta de água individualizada. Posso como condômina sugerir a individualização ou é o síndico que deve propor? Cláudia Lisboa.

Claudia, nada impede que você apresente a proposta. Lembrando que não existe uma pessoa sozinha. Ou seja, todos tem que dar as mãos. Porque senão as pessoas que usam de maneira errada a água nunca vão querer fazer a individualização. Pode então partir do condômino, do síndico ou até mesmo da administradora, sendo um ou outro, aconselhamos contratar uma consultoria, para  que seja demonstrado através do estudo técnico o que efetivamente pode ser feito e os custos. Deve, portanto, partir de todo mundo, do síndico, da administradora, dos condôminos, como maneira de viver melhor.

O primeiro contato após a decisão da implantação é com alguém das empresas fornecedoras de água, Embasa em quase toda Bahia e em Itabuna a Emasa, mas hoje já tem

empresas que fazem essa intermediação. O síndico ou a administradora do condomínio faz o contato diretamente com a concessionária responsável ou terceiriza com alguma empresa especializada no ramo.

A individualização da água traz uma substancial diminuição das taxas de condomínio e a conscientização, por gastar menos água. Além disso, os especialistas afirmam que a individualização contribui para a redução da inadimplência.

Vercil Rodrigues - Advogado. Pós graduado em Direito Público e Privado. Membro-fundador da Associação Sul Baiana de Advogados Previdenciaristas (Asbap). Membro- idealizador- fundador e Vice-presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba) e autor dos livros “Breves Análises Jurídicas”, “Dicas de Direito Imobiliário” e “Dicas de Direito Previdenciário” (DIREITOS Editora). Itabuna – Bahia. Tel. (73) 98852 2006 – 99134 5375 e 3613 2545. vercil@jornaldireitos.com jornalocompasso@gmail.com e vercil5@hotmail.com

Livro - Advogado Vercil Rodrigues lança “Dicas de Direito Previdenciário”

Domingos Matos, 15/05/2017 | 08:12

O Advogado Vercil Rodrigues, que também é jornalista e professor, acaba de lançar seu mais novo livro na seara jurídica, “Dicas de Direito Previdenciário”, pela Direitos Editora. 

Em um esquema de perguntas e respostas, Dr. Vercil Rodrigues explora os principais temas e dúvidas das pessoas em Direito Previdenciário, seja em relação ao Regime Geral de Previdência Social (INSS), seja em relação aos Regimes de Previdência dos Servidores Públicos. E vai mais além. Aborda alguns efeitos dos benefícios previdenciários nos vínculos empregatícios, demonstrando domínio da matéria e a sua repercussão para além da relação de benefício, estabelecida entre segurado e a Previdência Social.

Em “Dicas de Direito Previdenciário”, Vercil Rodrigues se preocupa em não trazer apenas conceitos estereotipados acerca do tema. De fato, há uma verdadeira aproximação da obra com o rigor técnico-jurídico e a prática necessária ao cotidiano do mundo previdenciário, de modo que o presente livro servirá como parâmetro para diversos seguimentos, tanto para operadores do Direito quanto para aqueles que de algum modo vivenciam o mundo previdenciário.

É factível que o autor utiliza linguagem clara e inteligível através de temas próprios, de modo que os leitores conseguirão encontrar com facilidade respostas para os questionamentos trabalhados na presente intentada literária. Nesse sentido, o trabalho configura-se como obra de vanguarda, visto que traz uma abordagem pragmática embasada em estudos sólidos e robustos da doutrina e da jurisprudência dominante.

Sobre o livro declarou o advogado, auditor do trabalho aposentado e membro-fundador da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba), José Carlos Oliveira, que faz a apresentação da obra: “Na forma inteligente com que o NEO JURISTA se dispôs a escrever este livro, o fez com o critério de quem domina a matéria, embasando suas assertivas na legislação pertinente e no melhor de nossa doutrina, não deixando de externar seu próprio posicionamento. Assim, face aos importantes assuntos tratados neste livro, entre os quais estão: desempregado e auxílio-doença; auxílio-doença e empresa extinta; donas de casa e aposentadoria; inclusão previdenciária; aposentadoria especial no serviço público; estabilidade provisória e salário-maternidade, será um privilégio de lê-lo”.

 

Estudantes de Direito da FTC realizam 12ª Semana Jurídica

Domingos Matos, 24/04/2017 | 07:48

Alunos de Direito 2017.2, da Faculdade de Tecnologia e Ciências, realizam, entre os dias 4, 5 e 6 de maio, a XII Semana Jurídica da FTC Itabuna. Com o tema “Direito e Contemporaneidade”, o evento terá uma programação ampla em conteúdos e diversas atrações para convidados e participantes, como minicursos e palestras com professores e mestres da própria instituição (clique na imagem para ver mais).

A Semana Jurídica tem apoio do Grupo de Ensino Damásio Educacional. Além das palestras, serão oferecidos, por meio de sorteios, diversos brindes, bolsas de estudos do Damásio, ingressos para festa, livros e outros. Inscrições e maiores informações podem ser obtidas em contato com Lucas Rocha (73-99194-0000); Diana Lemos (99107-4788) e Glauber Santos (98816-7711 ou 99118- 7535).

Homenagens marcaram a Noite Centenária da Santa Casa de Itabuna

Domingos Matos, 30/01/2017 | 13:48

Uma noite marcada por muita emoção e reconhecimento. Assim foi a cerimônia comemorativa dos 100 anos da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, realizada na noite de sábado (28), no Clube da AABB. Autoridades, médicos, Gestores, Irmandade, patrocinadores e convidados participaram do evento que ficou para história da Centenária Santa Casa de Itabuna.

A abertura da programação ficou com o presidente de Honra da Irmandade e Bispo Diocesano Dom Ceslau Stanula, com uma bênção especial do Centenário. A médica Fátima Trajano fez uma belíssima interpretação do Hino Nacional Brasileiro, e Kokó cantou o Hino do Centenário da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna.

O ponto alto da programação foi a Outorga da Comenda Monsenhor Moysés Gonçalves do Couto e da Medalha Calixto Midlej Filho. A Comenda, honraria concedida a personalidades que contribuem para o desenvolvimento da instituição, este ano foi entregue à médica e Irmã Auxiliadora, Dra. Mércia Margotto, ao prefeito de Itabuna Fernando Gomes e ao deputado Antônio Brito.

Sobre a Medalha Calixto Midlej Filho, a homenagem foi criada nesta gestão do provedor Dr. Eric Ettinger Júnior para homenagear segmentos com significativa atuação em prol da Santa Casa de Itabuna. Receberam a Medalha os Ex-Diretores do Hospital Calixto Midlej Filho, representado na solenidade por Dr. Isaac Romeu Ribeiro; os Ex-Diretores do Hospital Manoel Novaes, representados por Dr. Jaime César Nascimento; e os Ex-Provedores da Santa Casa, representado pelo ex-provedor Dr. Eric Ettinger de Menezes. Todas as Medalhas ficarão expostas em Galerias já existentes na instituição. Ainda foram entregues cinco homenagens especiais: uma ao jornalista Ramiro Aquino, citado como a voz da Santa Casa, e outras quatro para os médicos Manoel dos Passos Galvão Filho, Edmon Lucas, Alberto Peregrino e José Abelardo Garcia de Menezes.

“A Semana do Centenário foi um sucesso, digna deste momento tão importante para a instituição. Mas nada disso seria possível, seria tão perfeito, se não tivéssemos o apoio e a parceria das Empresas e Amigos do Centenário. O nosso agradecimento especial deve ser dado a estas pessoas e empresas”, destacou o Provedor Dr. Eric Ettinger Júnior.

A noite do Centenário contou ainda com o momento de autógrafos do médico e historiador da Santa Casa de Itabuna, João Otávio de Macedo, autor do livro “Centenário Santa Casa de Misericórdia de Itabuna – um século de bons serviços”. Ainda durante a cerimônia foi exibido um vídeo institucional com a apresentação dos setores e serviços dos três hospitais que integram a SCMI – maior complexo de saúde do Norte e Nordeste do país. Também foi exibido um vídeo do Grupo Depende de Nós, com mensagens de artistas e personalidades incentivando o apoio da sociedade à instituição. Para fechar com chave de ouro a Noite do Centenário, a banda Lordão deu um show de animação.

Dia de comemorações

Ainda como parte da programação de sábado, o Bispo Dom Ceslau celebrou na Catedral de São José, uma Missa em Ação de Graças, seguida de Homenagens a representantes da Igreja Católica, Irmandade, Médicos, Funcionários, Sociedade Grapiúna, Residentes e Estudantes. Já no Hospital Calixto Midlej Filho, foi descerrada a Placa do Centenário e a Placa em Agradecimento às Empresas e Amigos do Centenário

Santa Casa de Itabuna apresenta programação do Centenário

Domingos Matos, 23/01/2017 | 15:55

A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna completará no sábado (28) o seu primeiro Centenário. Para marcar a data, a instituição preparou, com o apoio de empresários e da sociedade itabunense reunidos no Projeto Empresas e Amigos do Centenário, uma ampla e diversificada programação.

As comemorações começam nesta segunda-feira (23), às 18 horas, no Jequitibá Shopping, onde será aberta a Exposição Fotográfica Santa Casa – 100 anos. A Mostra, que tem curadoria do Jornalista e membro da Irmandade, Ramiro Aquino, reúne 40 imagens e um pouco da história e atual fase da instituição.

Na quarta-feira (25), às 16 horas, no Hospital Calixto Midlej Filho, ocorre a inauguração da Capela Nossa Senhora das Dores, com Missa celebrada pelo bispo Dom Ceslau, seguida da reinstalação da Galeria em Homenagem aos Ex-Diretores do Hospital.Na quinta-fera (26) Celebração no Hospital São Lucas, às 16 horas, e a Confraternização dos Funcionários, às 19h30, na AABB, com o Protempo - Homenagens a 30 funcionários com mais de 30 anos de casa e em atuação, além de 20 outros ex-funcionários certificados na Homenagem A História dentro da História.

Na sexta-feira (27), também às 16 horas, no Hospital Manoel Novaes, haverá a inauguração das obras de Requalificação do Centro Cirúrgico, seguida da entrega da Brinquedoteca e Solarium Irmã Creuza Wanderley pelas Irmãs Auxiliadoras, que aproveitarão a data para inaugurar a sede oficial do grupo. Ainda neste dia, será inaugurada a Galeria dos Ex-Diretores do Hospital Manoel Novaes.

Homenagens e reconhecimento

A programação será encerrada no sábado, às 20 horas, no Clube AABB, onde haverá a Solenidade de Outorga da Comenda Monsenhor Moysés Gonçalves do Couto, horaria que, desde 2010, homenageia personalidades que contribuem para a consolidação da instituição. Para marcar a data, a atual provedoria decidiu pela criação da Medalha Calixto Midlej Filho, que diferente da Comenda, homenageia seguimentos com notória atuação em favor da Santa Casa.

“Mais que uma homenagem, estaremos reconhecendo publicamente a essencialidade do servir a três grupos: Ex-Diretores do Hospital Calixto Midlej Filho, Ex-Diretores do Hospital Manoel Novaes e Ex-Provedores da Santa Casa de Itabuna. Estas Medalhas serão entregues simbolicamente, visto que, logo após a Solenidade, ficarão expostas nas Galerias que homenageiam estes grupos”, explicou o provedor Eric Júnior.

A noite será encerrada com chave de ouro pelo Lançamento do novo livro de Dr. João Otávio Macedo, com o título “Centenário Santa Casa de Misericórdia de Itabuna – Um século de bons serviços”, editado pela A5Editora. “Uma programação que faz jus à importância desta instituição para toda região e que somente foi possível graças às empresas e pessoas que abraçaram a ideia e reafirmaram o amor a esta Casa. Este é o primeiro e bonito capítulo dos próximos 100 anos da Santa Casa de Itabuna”, fnalizou o provedor.

Itabuna terá educação para o trânsito nas escolas

Domingos Matos, 26/10/2016 | 23:58

Depois de toda uma gestão sofrendo críticas pela condução da política de trânsito urbano, a prefeitura de Itabuna parece ter acertado a mão nesse setor, ao menos em uma área. Foi publicada no Diário Oficial a aquisição de livros para a educação para o trânsito, cuja temática será adotada a partir de 2017 na educação básica, em cumprimento ao Plano Municipal de Educação.

A iniciativa foi destacada no Balanço Geral, da TV Cabrália, pelo apresentador Tom Ribeiro. “Itabuna, que tem tantos problemas de trânsito, finalmente vai investir em educação. Botar os meninos e meninas para aprender tudo sobre o trânsito desde os primeiros anos escolares”, opinou.

A implantação de ações educativas permanentes, através da educação formal com suporte pedagógico adequado é uma realidade em diversas cidades do país. No Rio de Janeiro, a educação para o trânsito é lei estadual.

Informações do Blog Tempo Presente

Por que querem me condenar

Domingos Matos, 18/10/2016 | 10:11
Editado em 18/10/2016 | 10:12

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma "organização criminosa", e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que "não há fatos, mas convicções".

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do "chefe", evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção -é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu -e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA foi presidente do Brasil (2003-2010). É presidente de honra do PT (Publicado inicialmente na Folha de S. Paulo)

Clodoaldo Lobo (1956-2016)

Domingos Matos, 20/07/2016 | 01:28

Por Durval Pereira da França Filho

Faleceu no dia 18 de julho de 2016, em Salvador, o jornalista e crítico teatral  José Clodoaldo Multari Lobo. Nascido em Canavieiras, em 26 de abril de 1953, era filho de Aurivaldo Lobo (Ten. Lobo) e Joselita Multari Lobo (D. Lalá). Realizou seus estudos fundamentais com a professora Florinda Barbosa (Filuzinha) e o ginasial no Colégio Estadual Osmário Batista, em Canavieiras.

Em 1967 foi para Salvador, onde fez o segundo grau no Colégio Severino Vieira, e logo depois ingressou na Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia – UFBA, curso que concluiu em 1974, possivelmente.

Seu primeiro emprego foi na Fundação Cultural. Depois, no jornal A Tarde, oficialmente a partir de 1984, e onde permaneceu por um período de 18 anos, na qualidade de crítico cultural, tempo em que atuou também no Correio da Bahia. Em 1997, também foi homenageado através de publicação.

Tempos depois, Clodoaldo sonhou em escrever um livro a respeito de crítica de arte, principalmente sobre a memória do teatro baiano. Iniciou a pesquisa, mas ficou impossibilitado de dar continuidade em razão das dificuldades decorrentes de um transtorno bipolar que o levou a diversas crises e internamentos, e que foi se agravando ao longo do tempo.

Mas a ideia não morreu. O projeto foi levado adiante através dos seus amigos que deram continuidade ao pensamento de Clodoaldo, por meio de suas anotações a partir de 1988. Por seu relevante trabalho de crítica teatral, Clodoaldo foi mais uma vez homenageado em 2012, através do Prêmio Braskem de Teatro e, em 2013, seus textos, publicados no jornal A Tarde, foram recolhidos e organizados no livro Memória de uma Crítica Encantada editado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia.

A organização do trabalho foi da jornalista Nadja  Miranda, doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, com incentivo da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do secretário Professor Doutor. Antônio Albino Canelas Rubim (belmontense) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), representada por sua diretora Nehle Franke e outros consagrados jornalistas, como Kátia Regina M. Borges, também professora e escritora; Luiz Marfuz, doutor em Artes Cênicas, diretor teatral e professor, e Marcus Gusmão.

O trabalho reúne críticas teatrais, um conteúdo que expressa aspectos da história recente do Teatro da Bahia, com o objetivo de promover a difusão de produções sobre crítica, mais especificamente aquela relacionada às artes baianas. Trata-se de destacada contribuição em favor do debate e do incentivo às questões da área teatral. Assim, o livro cumpre um dos papéis propostos pela série Crítica das Artes: resgatar produções de profissionais notórios, tornando-os referência daquilo que a crítica é capaz de fazer.

O lançamento do livro Memória de uma Crítica Encantada ocorreu em 02 de abril de 2014. A dedicatória que ele fez no meu exemplar está ilegível, porque a doença já havia deixado suas marcas cruéis. Este é o José Clodoaldo Multari Lobo que conhecemos, ou simplesmente Clodoaldo Lobo, considerado o maior jornalista crítico de teatro da Bahia, orgulho canavieirense. Não casou, não gerou filhos biológicos, porque as suas criações foram gestadas no intelecto.

Finalmente, foi vencido pela doença que o incomodou por muitos anos, deixando um vazio no cenário intelectual baiano.

Historiador e membro da Academia de Letras e Artes de Canavieiras (ALAC)

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