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Prefeitos do Sul da Bahia participam da Marcha em defesa dos municípios em Brasília

Domingos Matos, 11/04/2019 | 12:38

Mais de 300 prefeitos baianos participam, desde segunda-feira (8), da XXII Marcha dos Prefeitos, em Brasília, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com o objetivo de apresentar o panorama da situação enfrentada pelos gestores locais e as principais reivindicações, a exemplo da revisão do Pacto Federativo. Do Sul da Bahia, uma comitiva formada pelos prefeitos ligados a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, espera sair do encontro, que encerra nesta quinta-feira (11), com a garantia de melhores condições financeiras para os municípios.

Na capital do Brasil, o presidente da Amurc e prefeito de Firmino Alves, Aurelino Cunha destacou que a Marcha é movimento muito importante para o Brasil, pois é uma oportunidade para que os prefeitos possam lutar em defesa de mais recursos para os municípios. “Eu, juntamente com os prefeitos filiados a Amurc, temos a preocupação de participar desse movimento e defender os interesses da nossa região, para garantir dias melhores aos nossos munícipes”.

A força do municipalismo foi evidenciada pelo prefeito de Barra do Rocha, Luis Sérgio Alves, ao destacar a importância da ida dos prefeitos a Brasília, que tem a função de fortalecer a gestão municipal. “Nós queremos melhorar os repasses para os municípios. Buscamos com a nossa ação, mostrar a unidade dos prefeitos do Brasil, especialmente da Bahia. É preciso um olhar mais ampliado da gestão municipal porque é dessa maneira que a gente vai ter um Brasil mais forte”.

A luta pela revisão do Pacto Federativo é uma das principais reivindicações dos prefeitos da região, e que no ano passado foi tema de uma reunião na Amurc, provocada pelo prefeito de Buerarema, Vinícius Ibrann. A esperança, segundo ele, é de que o presidente da República, Jair Bolsonaro, coloque em prática o compromisso firmado de rever o Pacto Federativo. “Com isso, precisamos nos fortalecer em conjunto e não de maneira individual para garantir a execução de compromissos firmados na Marcha, junto a União”.

Da mesma forma, a prefeita de Ubaitaba, Suka Carneiro, que integra a diretoria da Amurc, chamou a atenção dos prefeitos para estarem unidos, “pois juntos podemos fortalecer os nossos municípios, crescer e mudar a realidade da nossa região”. Já o prefeito de Itapé, Naeliton Rosa espera que o atual Governo possa “olhar” mais para os municípios, “de forma que possamos levar para os munícipes, obras nas áreas da saúde, educação, social”.

Sobre algumas conquistas da Marcha, o prefeito de Jussari, Antônio Valete informou que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli agendou para o dia 20 de novembro, a votação dos Royalties de Petróleo. “A Marcha está sendo muito importante, estamos colhendo os resultados de outras marchas. A luta é uma construção que estamos fazendo ao longo do tempo para melhorar as condições de vida do nosso povo, em curto, médio e longo prazo”.

Em revés histórico, PMDB perde o médico Renato Costa

Domingos Matos, 17/08/2016 | 11:53
Editado em 17/08/2016 | 11:57

O médico e político Renato Costa acaba de deixar o PMDB, partido do qual era Presidente de Honra em Itabuna. Não foi uma saída das mais tranquilas, característica marcante de Costa, que é ex-deputado por dois mandatos e ex-vice-prefeito. Teve ingredientes de disputa acirrada nos bastidores, mas que foram explicitadas em uma entrevista do presidente do diretório estadual, deputado Lúcio Vieira Lima, à rádio Difusora, há duas semanas.

O presidente estadual disse no ar que Renato não poderia convocar reunião da Executiva - a respeito de uma notícia que circulara dias antes em grupos políticos em aplicativos de redes sociais - e que a definição do rumo do partido seria uma prerrogativa do presidente Pedro Arnaldo.

Lúcio escolheu seu lado, notadamente o do presidente atual Pedro Arnaldo - que, por ironia, fora levado ao cargo pelo próprio Renato Costa há dois anos - e, já a partir das palavras do presidente estadual na rádio, não se esperava que os dois dirigentes dividissem os mesmos espaços.

Desde o começo da pré-campanha circulavam as informações de que Renato Costa preferiria ver o PMDB marchando com Augusto Castro; Pedro Arnaldo preferiria Fernando Gomes - dizia objetivamente que apenas rejeitava o tucano.

Como o PMDB e outros partidos ligados à direita sempre tiveram dois pés atrás com Castro, por atitudes passadas e atuais, Renato Costa ficou de certa forma isolado em sua articulação. Mas nada disso pode ter influenciado tanto sua saída quanto aquela entrevista de LVL.

Renato Costa carrega um capital político dos mais expressivos, especialmente nas questões éticas, já que é reconhecido como um político que, mesmo não tendo sucesso em muitas de suas tentativas nas urnas, dele não se diz nada que desagrave sua conduta ética e moral na vida pública.

Perde o PMDB.

Joaquim e o fogo amigo do PDT

Domingos Matos, 06/12/2011 | 10:09
Editado em 06/12/2011 | 10:12

O advogado e presidente da Executiva do PDT de Ilhéus, Fred Gedeon III, ao que parece, trabalha para tentar inviabilizar as pré-candidaturas do ex-reitor da Uesc, Antonio Bastos, o Quincas Pão, e do procurador federal Israel Nunes, à prefeitura.

Quando esteve presente ao encontro organizado pelo PP, PHS, PR, PSL e PRTB – partidos que apoiam a pré-candidatura de Jabes Ribeiro –, Fred Gedeon disse que “o momento é pregar o diálogo como o melhor caminho para se reconstruir Ilhéus”.

Assim, tudo indica que o PDT vai marchar coligado na candidatura de Jabes Ribeiro.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 21/11/2011 | 14:05
Editado em 21/11/2011 | 14:24

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Cheiro estranho no mar I

O vazamento de óleo na Bacia de Campos (Luís Nassif Online no www.advivo.com.br de terça 15), mais precisamente no campo de Frade, explorado pela americana Chevron (a mesma do desastre no golfo do México), levanta em nós uma suspeita: boicote. O motivo estaria na tentativa do capital estrangeiro, na leitura estadunidense, de exigir a ampliação de sua participação na extração do pré-sal.

Cheiro estranho no mar II

No mesmo sítio, na terça 15: “Governo americano quer mais participação na extração de petróleo”.  O Brasil, através da Agência Nacional de Petróleo-ANP, exige participação do denominado “conteúdo local” para as empresas que extraem óleo, que hoje faz com que a participação da indústria nacional supere os 65% do fornecimento de máquinas e equipamentos para quem perfura no país.

O governo dos EEUU anda questionando as exigências, consideradas “excessivas” e que “podem impedir a exploração eficiente de óleo e gás e eventualmente reduzir a capacidade para extração segura”, como se expressou Roberta Jacobson, atual secretária-assistente de Estado para o hemisfério ocidental – nada mais que o mais graduado posto diplomático dos EUA para a região – o que, para ela, prejudica empresas americanas.

Tem truta nesse angu!

Cheiro estranho no mar III

Não bastasse o petróleo querem também participação nas obras de engenharia para as obras da Copa e das Olimpíadas.

Quando havia governo favorável aos seus ideais (PSDB/PFL) não havia preocupação. As privatizações eram caminho seguro. O FMI dava a ordem. Plataformas de petróleo eram produzidas em Cingapura.

Hoje as coisas não andam tão a contento.

Não à toa a IV Frota foi reativada. Para atuar no Atlântico Sul, área de influência do Brasil. Onde está a riqueza do pré-sal sob exploração brasileira.

E podem chamar a isso de paranóia do escriba. Mas, pode ser premonição.

Estado lamentável I

O tema está se tornando recorrente: ocupação de morro carioca para implantação de UPPs. A mais recente – a da Rocinha – com direito a transmissão de TV ao vivo em rede nacional. Bandeiras hasteadas para coroar a “retomada”, como se houvessem conquistado território estrangeiro.

Ainda que não insistamos em provocar a razão por que da “ocupação” – afinal a resposta é natural, visto que o Estado havia perdido a batalha para o tráfico (e não sabemos se a retirada não é estratégica) – há uma pergunta no ar depois de materializadas ao vivo algumas evidências, a partir da “contribuição” de membros do aparato estatal na proteção a ilustres cidadãos de ficha corrida nada ilibada.

Estado lamentável II

Um questionamento permanece, considerando que nada neste mundo ocorre gratuitamente: a quem interessa a fragilidade do Estado na segurança pública.

Todos sabemos que a presença ostensiva da polícia militar nas ruas inibe o bandido. E a investigação competente – ainda que desaparelhada – da inteligência da polícia civil contribui para desvendar crimes.

Para quem pretenda descobrir: a resposta está na composição societária, ainda que amparada em laranjas, das empresas voltadas para a segurança privada.

Se forem integradas de militares ou ex-militares (de todas as armas) talvez seja mera coincidência.

Se...

oabA OAB de Itabuna denunciou junto ao MPE a existência de “propaganda eleitoral antecipada” no município de Itabuna. A louvável iniciativa está mais do que provada, tantas as faixas de “agradecimento” por esta ou aquela ação política espalhadas pela cidade, de partidos a pré-candidatos a vereador.

Chamou-nos a atenção, no entanto, a foto que registra a entrega da denúncia: todos olhando para a câmera. Não fora a inteira ausência de espontaneidade, dá para imaginar que todos ali querem ser vinculados ao fato.

E ficamos cá com nossos botões: e se alguém dali resolver se candidatar (a qualquer coisa), não estaria também fazendo uma propaganda antecipada?

Zero à esquerda

É como pode ser denominada a importância de certos dirigentes partidários locais. Se a “democracia partidária” impõe a vontade das executivas estadual e nacional, em Itabuna alguns dirigentes parecem desconhecer a realidade.

E andam anunciando candidaturas para 2012. Que não tardam em ser desmentidas

Cultura I

Um evento anunciado para acontecer em Ferradas no dia 30 de novembro talvez não tenha ainda repercutido nem mesmo naquela comunidade. No entanto, já movimentou até a administração municipal, tida como inoperante no conceito geral.

O XI Mercado Cultural, evento de repercussão internacional, acontecerá pela primeira vez na terra de Jorge Amado, trazido pelo produtor Ari Rodrigues.

Para corresponder ao projeto cultural, parceria da ACATE com a ACCODEC, Ferradas está recebendo atenção da administração do município.

Cultura II

Na outra ponta da corda, tem gente que imagina estar fazendo pela área cultural quando amplia o álbum pessoal de fotografias ao lado de famosos.

Tempos mornos

Em “tempos mornos”, a entrevista concedida por Geraldo Simões ao Alô Cidade, da TVI, sábado 19, bem ao estilo “deixa falar”, tornou-se palanque do deputado, que a ele deve voltar outras vezes.

Quando GS voltou a defender uma ampla aliança para combater o desastre da administração atual perdeu a bancada entrevistadora ótima oportunidade de indagar a razão por que da insistência no nome de Juçara Feitosa para encabeçar a chapa de oposição.

Como precisa de tantos outros partidos para formar este leque de alianças e diz não pretender ser o candidato – porque a “escolha do partido” foi de mantê-lo em Brasília e de definir a esposa como candidata a prefeita em 2012 – não foi provocado a se expressar diante do que muitos consideram como vontade única, a sua, de caráter mais individual e menos partidário.

Do absolutismo à dinastia I

absolutA fala de GS, sob esse prisma, sabendo-se que quem manda no PT em Itabuna é ele, reforça o que é público e notório: o PT local é Geraldo Simões e sai candidato somente quem ele quiser.

Assim, o expresso na entrevista por GS (decisão do partido para sua permanência na Câmara e de Juçara como candidata) fica muito mais para o estilo Luís XIV, como se, no início do terceiro milênio d.C., estivesse ele em pleno século XVII a afirmar: ‘Le PT c’est moi’ – o PT sou eu.

Poderia, durante a entrevista, se provocado, explicar o que o leva a prejudicar uma composição – que entende como necessária e fundamental – por se aferrar ao nome da esposa. (Não é caso de analisar a competência ou não de Juçara para o exercício do cargo, mas sim as nuances e desdobramentos político-eleitorais que sua indicação exige).

Assim, se a decisão do partido é de que permaneça como deputado federal por que não formar uma aliança tendo como cabeça de chapa um nome do PSB, do PCdoB, do PDT, do PMDB etc.?

Do absolutismo à dinastia II

Luís XIV, o “Rei-Sol” (1661-1715), foi a expressão clássica do absolutismo monárquico – “L’état c’est moi” (O estado sou eu) – confundindo a França com a sua existência governante.

Como vivemos numa democracia, ainda que tal não ocorra em nível partidário (que o diga o PSDB local), restaria a Geraldo Simões ser definido – diante de sua insistência em admitir alianças só em torno dele ou de indicação sua – como cabeça de uma nova dinastia à brasileira (outras há Brasil afora).

Defendendo o Governo Wagner

Indagado sobre o pouco que o Governo Estadual tem realizado em Itabuna, diante do prometido pelo governador durante a campanha, destacou a duplicação da BR-415 do viaduto Paulo Souto a Ferradas, como projeto já concluído, faltando apenas as licenças ambientais para que venham a ser realizadas as audiências públicas que viabilizariam as obras para ele (GS) mais importantes: a duplicação da Jorge Amado e a barragem do Colônia.

Alfinetando o Governo Wagner

De interessante e de certa forma instigante foi sua afirmação de que cobrará de Jacques Wagner – para que possam ser iniciadas a duplicação da Ilhéus-Itabuna e a construção da barragem no rio Colônia em Itapé-Itaju – o mesmo empenho que o governador teve junto aos órgãos ambientais para a liberação do Porto Sul.

Se não fazemos leitura errônea, Geraldo Simões deixou no ar uma dúvida: o governador Jacques Wagner não apresenta o mesmo interesse diante destas duas obras como o que exerceu em relação ao Porto Sul. Tanto que, assim sinalizou o deputado, bastaram apenas quatro meses entre a inviabilização do projeto na Ponta da Tulha e sua definição em Aritaguá, em razão do efetivo empenho do Governador, para que as audiências públicas para o Porto Sul fossem realizadas.

Lavando as mãos?

Para Geraldo o início dessas obras ajudará a campanha petista em Itabuna, que deixaria de falar sobre expectativas e promessas e se referiria ao que efetivamente já estaria acontecendo.

Sob esse ângulo poderia se especular, a partir da “cobrança” que fará ao Governador, que Jacques Wagner não estaria tão interessado na campanha de Juçara.

Ou seja, se o Governador da Bahia não demonstra tanto empenho na liberação das correspondentes licenças ambientais pode significar desinteresse no resultado favorável ao PT em Itabuna.

Ou que, simplesmente, lavou as mãos.

Se o dinheiro chegar!

“Itabuna terá mais 38 milhões para urbanização e saneamento” é o título de matéria no Diário Bahia de quinta 17, para registrar o contrato assinado pelo Ministro Mário Negromonte, do Ministério das Cidades, no dia 11 de novembro, durante estada para inaugurar comitê partidário.

Para os adversários, caso chegue o dinheiro, o melhor politicamente para o pleito de 2012 é que Azevedo não aplique o dinheiro.

Se aplicar!

Leituras

“Pelo Telefone” (Donga-Mário de Almeida), tido para muitos como, oficialmente, o “primeiro samba”, gravado em 1916 por Bahiano. Antes dele, entre outros, “Urubu Malandro” (Autor desconhecido – certamente por ser tema de improviso em “umbigadas”) registrado Samba do Urubu, como “dança característica”, gravado em 1914, típico lundu tradicional – com andamento acelerado – que ao lado do maxixe se espraia na variação que vem a ser reconhecida como formadora do samba.

Por trás de tudo a Casa Édison, pioneira em gravação mecânica no Brasil (que chegou a ser o terceiro no mundo em volume de gravações) e que vem, a partir da gravação elétrica, assumir a distribuição da Odeon.

Nos registros que hoje oferecemos, “Pelo Telefone” (anunciado na gravação original como “marcha carnavalesca”) e “Urubu Malandro”, aqui não tão samba, não tão maxixe, não tão lundu, no registro estilizado de Ney Matogrosso, para uma versão de Louro (arranjador na gravação original) e Braguinha.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoO alunado discorria sobre pássaros e seus cantos. Um deles, considerando o hábito de muitos em tê-los em casa para ouvi-los encantados, lembrou de um em particular:

– Não sei qual a graça e a utilidade é de se criar araponga! – comentou.

– Incomodar o vizinho, Cabôco – alfinetou Alencar, disparando o gargalhar.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

A legalização da maconha

Domingos Matos, 08/06/2011 | 09:26
Editado em 08/06/2011 | 10:27

Sione Porto

delegada sione portoApesar do grande esforço dos usuários em marchas pacíficas, a fim de convencer as autoridades brasileiras que a descriminalização é o avanço para combater o fogo intenso dos traficantes, esse comportamento dos simpatizantes e dos que apóiam a legalização, parece-nos equivocado.

A ampla maioria dos médicos psiquiatras, preocupada com a saúde pública e psicológica dos dependentes, diverge totalmente dessa multiplicação de ideias, cujos defensores trazem como exemplo a Holanda.

No reino dos Países Baixos, a Holanda, com território de 41.526 quilômetros quadrados, a população de 16.418.826 milhões habitantes, economia próspera na agricultura, pecuária, comércio, transporte, comunicação, indústria química, metalúrgica, prestação de serviços com excelência, meio ambiente sustentável, e uma das maiores produções de gás natural, é inigualável com a extensão do Brasil (9.372,614 km2), pouco menor do que toda Europa, tendo uma população de 190.755.799 habitantes, conforme o Censo Demográfico 2010 do IBGE.

A Holanda, que teve na sua visão comercial, juntamente com a Inglaterra, voltada para o comércio de ópio, por décadas, inclusive exportando para outros países, foi depois da Segunda Guerra Mundial que a marijuana (maconha) foi introduzida na Holanda, por soldados e músicos de jazz, inicialmente mantendo o consumo restrito, pois até então o governo holandês nada sabia sobre a nova droga. Crescendo o consumo, o governo holandês passou então a fazer um estudo mais abrangente.

Nos anos 70, período de crescimento e consumo de drogas em todo o mundo, especialmente o uso da cannabis sativa, foi apresentado, em 1972, um estudo sobre drogas na Holanda, conhecido como Boon, e, em 1975, com um novo relatório, denominado relatório Cohen, foi proposta a legalização da cannabis sativa, cuja justificativa tinha por base a rejeição da Teoria do Degrau (teoria que dispõe que a maconha faça com que o usuário parta para drogas mais pesadas), como entendia a maioria dos países europeus. Assim, em 1978, o governo holandês alterou a lei, fazendo uma distinção entre drogas leves e pesadas. A partir daí, a venda usual passou a ser feita nos coffeeshops e em clubes de jovens. Entretanto, passou a ser tolerada, com certas condições, assim afastando o comércio negro.

Hoje, com todo volume do uso de drogas sintéticas pesadas, tipo heroína, o governo holandês cuida não só do controle, mas com todo o aparato, fornecendo seringas, a fim de evoluir a contaminação de novos usuários e de suas conseqüências, o que certamente o governo brasileiro não teria com os seus usuários. Os partidos políticos holandeses, democratas cristãos (CDA) e o movimento da direita liberal (VVD), com todo esse controle, querem ainda uma atuação mais rigorosa.

O Brasil, na sua extensão territorial, não se pode comparar com a Holanda, pois o menor estado brasileiro é bem maior que esse país, sem esquecer as peculiaridades e falta de controle das fronteiras. Para se ter uma ideia, a falta de fiscalização do nosso governo, no desmatamento da Floresta Amazônica, é motivo de preocupação de todos ambientalistas, vez que temos 333 mil km2 desmatados, que significa 11 Bélgicas.

A favor da legalização da maconha, temos, no Brasil, o deputado federal Fernando Gabeira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua falecida mulher, a antropóloga Ruth Cardoso, entidades não-governamentais, simpatizantes, políticos, ministros, intelectuais, artistas, estudantes, dentre outras pessoas comuns.

Entendemos que o Estado brasileiro ainda não está preparado cultural e economicamente para equipar todos os estados da Federação, no suporte de fiscalização para plantio e venda da droga, como acreditam os simpatizantes. O problema não é só regulamentar e descriminalizar. Além desses problemas, questionamos ainda se, para as redes de saúde pública, farmácias, hospitais, postos de saúde, casas de acolhimento para dependentes químicos, com acompanhamento médico e psicológico, e assistência social, há investimentos previstos em lei para tal finalidade.

Como jurista e conhecedor de todos os problemas que afetam os dependentes de substâncias entorpecentes, o juiz Erick de Castro posiciona, com muita propriedade, contra os argumentos dos que estão a favor, devido aos malefícios que a maconha traz aos seus dependentes. O psiquiatra Içami Tiba considera que a maconha vicia, com o poder viciante de 50%, o que provoca dependência psicológica, produzindo conseqüências severas, como a chamada Síndrome de Abstinência (falta da droga), provocando perda da concentração e produzindo alto índice de agressividade.

O próprio instituto holandês de saúde mental (Trimbos Netherlands Institute of Mental Health), publicou no British Journal of Psychology, um estudo que prova a relação da maconha com a agressividade entre crianças e adolescentes, além do baixo nível de aprendizagem (baixo rendimento escolar).

Diante de todo exposto, para se regulamentar e legalizar o uso da maconha (cannabis sativa), considerando principalmente a realidade brasileira, há muito em que se pensar antes, pois se trata de tema que gera muitas controvérsias, sobretudo sociais e econômicas, pois o Brasil gasta milhões na repressão ao narcotráfico, em vez de se concentrar seus esforços no tratamento e recuperação dos sujeitos, por meio de políticas públicas eficientes e eficazes.

(Reprodução de publicação no jornal Agora dessa quarta-feira, 8)

Sione Porto é delegada da Polícia Civil e membro da Academia de Letras de Itabuna (Alita)

A última cartada

Domingos Matos, 21/05/2011 | 11:58
Editado em 21/05/2011 | 23:25

Agricultores que já viveram dias bem melhores estão em alvoroço. A propósito de uma resposta ao documentário Os Magníficos (veja trailler abaixo), produção do francês radicado na Bahia Bernard Attal, que mostrou a realidade dos ex-milionários do cacau, seu ápice, a derrocada e a retomada de suas vidas sem os luxos de outrora, conceberam um projeto que buscará, por meio também da produção de um filme documentário, conseguir o perdão de dívidas contraídas a partir do financiamento público para recuperação da lavoura após a vassoura-de-bruxa.

Não parece, mas esse é o ponto de menor complexidade da inglória tarefa. Eis agora o xis do problema: pretendem fazer isso com a comprovação de que a vassoura-de-bruxa foi trazida de forma intencional à região, para dizimar a produção numa ação de bioterroristas de extrema esquerda, quase uma Al Qaeda grapiúna, cujo líder seria o hoje deputado federal Geraldo Simões. A mesma ação já tentada através da revista Veja, agora em novo formato, o audio-visual. É a quimera multimídia.

Tem mais. Querem, com isso, que o governo, além de perdoar suas dívidas, ainda os indenize por tudo o que está retratado de forma tão clara no documentário Os Magníficos. Só que esse documentário mostra a elite do cacau como uma casta de perdulários, e isso está como uma amêndoa do fruto de ouro atravessada na gaganta desses senhores.

Mas algo estaria atribulando os produtores - do filme, diga-se. Como colher depoimentos que incriminem o deputado - que conseguiu dois mandatos consecutivos depois da primeira acusação de bioterrorismo, marchas de produtores e matérias até na grande mídia do país? Uma 'solução' que encontraram está em total desacordo com os propósitos, por não ter valor documental nem histórico, o que prejudica o objeto, e ainda por ser ilegal, imoral e de fácil contestação judicial.

Fala-se aqui da gravação de 'depoimentos' não autorizados de pessoas que possam ter alguma opinião - até pelo posicionamento político - que supostamente incrimine o alvo Geraldo Simões no caso da chegada da vassoura. Repita-se: trata-se de uma manobra ilegal, que pode reverter em uma série de processos judiciais que tomariam o restante das cuecas dos descamisados e ex-ricos cacauicultores.

Sem falar que o projeto em si já é uma despesa fora dos padrões dos ex-magníficos, que se cotizam num suposto instituto para um último investimento num ideal de lavoura que mudou de perfil faz tempo. São sementes jogadas em terra ruim, que nem as fertilizantentes lembranças dos bons tempos podem fazer brotar frutos dourados como outrora.

Como diz a mediocridade, só lamentamos. Tiveram seu tempo. Refazer o passado agora, só com trabalho de verdade. Assim como os milhares de brasileiros que estão conseguindo mudar seu padrão sem que para isso recorram a estratagemas mirabolantes e irreais, como os sonhos desses que almejam voltar ao panteão dos milionários sem passar pelas etapas necessárias da luta diária e honrada a que a grande maioria se submete no dia-a-dia pelo Brasil a fora.

Plantem batatas, até para ajudar na diversificação da lavoura.

Domingos Matos

Editor d'O Trmbone

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 03/04/2011 | 17:40
Editado em 03/04/2011 | 21:12

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

FUNPREV I

Critério inconcebível e absurdo ocorre com o órgão previdenciário do Estado quando diz respeito aos serviços que presta. Servidor aposentado buscou serviços que constam da relação disponibilizada pelo órgão. (Não custa lembrar que, mesmo inativo, ainda desconta quase 200 reais).

Ao ligar para 0800 e pretender alguns serviços teve conhecimento que em Itabuna não estavam disponíveis.

Ao questionar o porquê da inusitada circunstância ouviu a cínica resposta de que em Salvador tudo encontraria.

FUNPREV II

O Estado da Bahia, ao que parece, instituiu duas categorias de servidores: os da Capital – beneficiados – e os do interior – relegados ao desprezo.

Um desrespeito ao princípio da isonomia. A igualdade para a efetivação do desconto é para todos, os serviços para os poucos que possam se deslocar a Salvador.

Não custa a categoria “interiorana” se organizar e ajuizar medidas judiciais visando o atendimento local. Ou, que o Estado custeie o deslocamento.

Remediando

A propósito de “Direita se volta em peso contra o PT na Bahia (O TROMBONE, de 28 de março) uma evidência camuflada na reação local: evitar sangria de quadros. Em nível de Bahia há uma preocupação cozendo os miolos da turma – também presente nas preocupações nacionais – que assombra a oposição a Wagner: a migração de filiados para o PSD “de Kassab”.

O outro lado

A anunciada iniciativa de DEM e PSDB baianos unirem forças para enfrentar o Governo Estadual tem conotações mais amplas que as municipais. Insere-se na retomada de um projeto de unidade que alcança 2014.

Ou seja, aquela tradição de eleições municipais como disputa entre lideranças locais dá lugar a uma tomada de posição e de ocupação de espaços visando concentrar forças para a eleição presidencial. São articulações para 2014 que passam por 2012.

Afinal, para PSDB-DEM já se vão três derrotas.

Alerta

O TROMBONE, em 26 de março, “Pequeno manifesto contra um militarismo atrasado” constitui-se velada denúncia sobre o que estaria acontecendo em setores da política itabunense, com figuras pretendendo controlar os que lhe seriam contrários através de espionagem.

Tempo de colocar a Polícia Federal no circuito.

Lula

O ex-presidente recebeu na terça 29, na Assembléia da República, em Lisboa, o “Prêmio Norte-Sul”, atribuído pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.

E para completar, essa de Doutor Honoris Causa na Universidade de Coimbra para um nordestino, ex-metalúrgico e que não fala inglês.

Mangabeira já o dissera

Para João Mangabeira se alguém imaginasse um absurdo na Bahia já havia precedente. Não que questionemos o direito de opinião de cada um, mas a “carta aberta” do ex-deputado José Carlos Aleluia ao Reitor da Universidade de Coimbra parece um daqueles “precedentes” e remete ao ridículo a imagem de que goza a Bahia no exterior. Questiona, na condição de “professor universitário” (fato que desconhecíamos), a concessão do título honorífico a Lula pela decana escola lisboeta, por considerar que “A concessão do mencionado título contraria frontalmente toda a idéia que nós fizemos da Universidade de Coimbra pelo fato, sobejamente conhecido, de que o ex-Presidente sempre se vangloriou de não haver freqüentado qualquer curso. Insistentemente, perante a nossa juventude,buscou inculcar a noção de que o sucesso pessoal independe de qualquer esforço no sentido de aprimorar o conhecimento. E, sobretudo, por uma administração desastrosa em matéria educacional”.

Navalha

PHAComo a preciosidade foi por nós descoberta em www.conversaafiada.com.br (“Político derrotado na Bahia corta pulso com Lula em Coimbra”) deixamos ao leitor parte da navalhada de PHA sobre o tema:

“Em 2002, havia 43 universidades. Hoje são 57 universidades federais. O governo Lula foi o que mais fez pela educação superior e bateu um recorde do governo Kubitschek, que criou dez universidades federais. O Farol de Alexandria não pôs no lugar um único tijolo numa única universidade. Seu Ministro, Paulo Renato, o Rei da Privatização, especializou-se em fortalecer as universidades privadas. O Di Gênio é fã do Paulo Renato”.

“Sobre as escolas técnicas. Com o Nunca Dantes, se investiu mais em educação profissional e básica também: superou o governo Itamar, que construiu 27 unidades de escolas técnicas. No governo Lula foram 214 novas unidades, dez vezes mais que o recorde”.

“Deputado federal eleito por cinco mandatos consecutivos, José Carlos Aleluia (DEM) não foi capaz de obter uma vaga no Senado este ano. Era vice-líder do DEM e um dos mais ferrenhos combatentes da oposição no plenário, em especial quando envolvia assuntos econômicos e orçamentários”. 

Como dissemos acima, é o que dá conceder honraria a nordestino e ex-metalúrgico que chegou à Presidência da República e não fala inglês.

Nem nordestino ilustrado admite!

Do verbo aleluiar

bessinhaA propósito da aleluiada – na próxima atualização do Aurélio deve ser inserido o vocábulo, de modo a refletir a ação que corresponde à dor de cotovelo – Mauro Santayana publicou artigo (De Olhos Opacos no Turbilhão do Mundo) no www.conversaafiada.com.br neste 1º de abril, donde destacamos os três parágrafos finais:

“A universidade é uma instituição relativamente nova na História. Ela não foi necessária para que os homens, com Demócrito, intuíssem a física atômica; com Pitágoras e Euclides, riscassem no solo  figuras geométricas e delas abstraíssem os teoremas matemáticos; e muito menos para que Fídias fosse o genial arquiteto e  engenheiro das obras da Acrópole e o escultor que foi. Mais ainda:  as maiores revoluções intelectuais e sociais do mundo não dependeram das universidades, embora nelas se tenham formado grandes pensadores – e sua importância, como centro de reflexões e pesquisas, seja insubstituível. O preconceito de classe contra Lula sela os olhos de Aleluia e os torna opacos”.

“Solidário ao meu autodidatismo com o de Lula, quero lembrar o grande escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson: um talento pode formar-se na obscuridade, mas um caráter só se forma no turbilhão do mundo”.

E conclui: “É no turbilhão do mundo que se forma o caráter dos grandes homens”.

O texto está ilustrado com essa deliciosa charge do Bessinha, bem ao gosto de tucanos, democratas e PiG.

De novo!

E ainda a Universidade de Salamanca, da Espanha, fundada em 1218, por seu Conselho de Governo, acaba de aprovar neste 31 de março a concessão de título Doutor Honoris Causa ao ex-Presidente Lula, por proposição unânime de sua Faculdad de Filologia. Detalhes em www.advivo.com.br (Lula recebe Honoris Causa na Espanha).

Haja pulso!

SBT abriu o debate I

Inelutável que o jornalismo do SBT abriu o debate sobre os anos de chumbo. Trouxe à telinha o tema temido e rejeitado por alguns e ansiado por aqueles que de alguma forma se vêem no lado dos que esperam localizar desaparecidos e dos muitos que desejam contada a verdadeira história dos que lutaram contra a ditadura militar.

O Jornal do SBT de quarta 30 a sábado 2 exibiu a série de reportagens “Os fantasmas da ditadura”, o que as outras redes de televisão aberta pontuavam mas evitavam enfrentar.

De imediato destruiu a antiga expressão “revolução” e firmou no telespectador a idéia de “golpe” para o movimento que derrubou João Goulart, constitucionalmente constituído.

SBT abriu o debate II

O Conexão Repórter, de Roberto Cabrini, voltou ao assunto, entrevistando entre outros João Lucena e o não menos famoso Coronel Sebastião “Curió”, guardião de segredos sobre desaparecidos na guerrilha do Araguaia, com depoimentos e confissões estarrecedoras. Mais que publicidade para “Amor e Revolução”, que estréia no dia 5, escancarou as portas para a discussão em torno da “Comissão da Verdade”.

Méritos para o SBT, que realizou o que outras redes se recusaram: discutir a atuação de algumas lideranças militares na repressão política. Na esteira a tortura e a morte dos que se encontravam sob a tutela do Estado.

A propósito

Liberados alguns documentos do arquivo da Câmara, em 2010. Matéria veiculada em http://www.advivo.com.br (História: Marinha ordenou eliminação de militantes do Araguaia), de 27 de março, aborda o que neles está contido, os quais a Folha teve acesso.

A Globo sinaliza

Transitando pela tortura policial praticada em diferentes localidades do País, inseriu na matéria as condenações na Argentina dos militares responsáveis pela tortura e morte de prisioneiros. Tudo no Jornal Nacional desta sexta 1º.

Entrou no campo, ainda que sem demonstrar haver comprado o ingresso. Mas, sondando e preparando o terreno para mostrar o dinheiro para pagar a entrada.

Itororó

Ao que parece não anda boa a relação do Prefeito Adroaldo Almeida com alguns “amigos”. Espaços antes debruçados em elogios à administração e ao petista itororoense não lhe dispensam críticas. Ainda que sobre literatura.

Quando até a “crítica” literária cutuca há algo errado. Nesse particular não sabemos com quem: o criticado ou o crítico.

UESC I

uescA universidade Estadual de Santa Cruz integra o universo de instituições superiores mantidas pelo Estado. No plano físico não pode ser negado que a UESC apresenta avanços, com a construção de equipamentos e mesmo gerindo recursos para a redução de despesas como ocorreu com a implantação da captação e de uma estação de tratamento de água. Ampliou a oferta de cursos de graduação (superando 30) e investe na pós-graduação e na pesquisa.

No entanto, apesar de estruturar-se como um organismo maior, estabelecendo veias e artérias evidentemente necessárias, não parece preocupada com os vasos capilares, menores mas necessários para a irrigação do organismo.

Dizemos isso porque não demonstra a instituição preocupação com o atendimento ao universo humano que é a razão de sua existência. Alunos e professores não se sentem à vontade com uma expansão física que não repercute no dia a dia dos que a ela acorrem.

UESC II

Em alguns aspectos a UESC de mais de 30 cursos de graduação e alguns de pós-graduação oferece a professores e alunos, no limiar da segunda década do século XXI, o que oferecia a FESPI na década de 70 do século XX, quando reunia um punhado de graduações (Direito, Filosofia, Economia, Letras, Geografia, História, Administração), algumas no âmbito da licenciatura curta.

Carece de um restaurante e de uma residência universitários, dignos deste nome. Mesmo dispondo de uma propagada Faculdade de Medicina, pela excelência da formação, o palco uesquiano não consegue oferecer nem mesmo um simples pronto-socorro para ensino prático aos seus estudantes de Enfermagem e discípulos de Hipócrates.

UESC III

Distante disso não pode estar o Governo do Estado. Afinal, qual a sua política para o ensino superior? A indagação da organização classista diz respeito aos limitados recursos disponibilizados para as universidades estaduais.

Certamente dirá o governo que precisa priorizar o ensino fundamental. Em princípio lhe assistiria razão, partindo da premissa de que teríamos que viabilizar o ingresso das futuras gerações à Universidade. No entanto – e será tema para futuros rodapés – o que estamos assistindo, em nível de primeiro e segundo graus, é uma verdadeira tragédia.

Relevada – ou disfarçada – na propaganda oficial

UESC IV

As mobilizações ocorridas terça 29 e quarta-feira 30 – a primeira pelos estudantes e a segunda pelos professores – são um alerta, que não pode ser encarado como tardio, porque reiteradamente levado à discussão.

Apenas não suficientemente tornadas notícia jornalística. E muito menos matéria no Diário Oficial.

A estrada da morte I

Assim tem sido nominada a BR-415, entre Ilhéus-Itabuna, tantos os acidentes e tantas as mortes. Não se diga que é uma estrada reta e plana. No entanto, ainda que com poucos pontos de ultrapassagem em seus 26 quilômetros de leito, não faz por justificar o nome que lhe é dado. Não estamos na 101 nos limites do Pardo ou do Jequitinhonha, tampouco na Serra das Araras ou na de João Monlevade.

Não apresenta em seu traçado curvas perigosas.

A estrada da morte II

Desafogar o tráfego é imperativo, em razão da quantidade de veículos que por ela trafega, tendente a ampliar-se, seja-o pelo número crescente de novas unidades postas a circular, seja-o pela demanda pelo litoral ilheense. Os anunciados investimentos na região e a consolidação do complexo intermodal exigem a implantação de um sistema viário que a interligue à malha existente (BR-101 e BA-001), e não somente existir como final litorâneo da BR-415.

Não há que ser descurada a importância da duplicação, como já observamos neste DE RODAPÉS (7 de novembro de 2010 e 23 de janeiro de 2011), não esquecendo o leitor de que o atual leito da Ilhéus-Itabuna se tornará apenas numa grande avenida entre as duas cidades, enquanto o corredor necessário se fará através de grandes anéis rodoviários.

A estrada da morte III

O perigo na Ilhéus-Itabuna reside na irresponsabilidade e inconseqüência de muitos que nela trafegam, mais vocacionados para homicidas/suicidas que para condutores de veículos.

Não é coisa do outro mundo trafegar no limite máximo nela tolerado (80 K/h), ainda que veículos se arrastem a 30, 40, 50 quilômetros, tornando-a engarrafada em alguns momentos, ou tenhamos que conviver com quebra-molas.

Entre as duas cidades um tempo gasto de 25, 30 ou 35 minutos, não leva ao desespero.

Se o caríssimo leitor aceitar o desafio transite civilizadamente pela Ilhéus-Itabuna e descobrirá que dos acidentes e mortes a ela atribuídos tem ela a menor parcela de culpa.

Se não estiver sendo injustamente culpada.

Davidson em campanha

Homenagem a jornalistas, exposição em Ilhéus sobre a história do trio elétrico e a estética carnavalesca por ele implantada, com direito a agradecimento dos beneficiados pelo apoio da Bahiagás ao seu Presidente e patrocinador – ao vivo, em entrevista ao Bahia Meio-Dia local –, palestra no Seminário de Propaganda e Marketing, comemorações na AABB pelos 89 anos do Partido Comunista.

É a campanha de Davidson Magalhães em marcha. Enchendo a bola!

Fernando quieto

Não sabemos se Fernando Gomes retornou da Europa. Se voltou, prepara a muda. Ou a réplica. Tudo por causa do ti-ti-ti da semana: aproximação entre Geraldo Simões e Gedel Vieira Lima.

Na certa uma entrevista a ser aguardada.

Engarrafamento

Não deixa de ser singular a situação enfrentada pelo Capitão Azevedo em sua busca por novo partido político. Justamente por haver pensado no PSD, que certamente integrará a base do governo estadual e por tal circunstância se faz “menina” nada fácil de ser namorada.

A ponto de – diante do engarrafamento na procura – desdenhar de quem a procure. Ainda que com sobejos argumentos para a recusa.

Em outros tempos o partido saía à cata de filiações; o PSD recusa!

Geraldo

A propósito de nosso artigo “A Semana de Geraldo” neste O TROMBONE, dia 2, não se tornará difícil, caso Geraldo Simões encontre no PMDB um aliado, de compor futuramente com o PCdoB. O caminho estaria aberto sob o prisma de um argumento: a derrubada da reeleição.

No entanto, como também já escrevemos, precisa dissipar as desconfianças. Extinta a reeleição e mantido o seu projeto político pessoal (Deputado Federal e de alçar outros vôos), as desconfianças se dissiparão.

Pelas circunstâncias.

Região metropolitana

santanaEsse candente assunto – que será objeto de análises futuras – foi ventilado pelo Deputado Coronel Santana.

A pouca repercussão dimensiona o desconhecimento da importância de sua implantação, que depende de iniciativa do Executivo Estadual, encaminhando a Assembleia Legislativa projeto de lei complementar.

Em que pese muito representar para o eixo Ilhéus-Itabuna e os municípios que lhes são limítrofes – mormente diante da imediata implantação do complexo intermodal – não percebemos a tomada da necessária consciência por parte da sociedade organizada da região. O que inclui a sua representação parlamentar em todos os níveis.

Louvemos a abertura do debate pelo Coronel Santana.

Não é anedota V

Mais nomes de novas agremiações religiosas, surgidas para o mundo só em 2010: Igreja Menina dos Olhos de Deus; Igreja dos Bons Artifícios; Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo; Igreja Evangélica Adão é o Homem; Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado.

Ainda há repertório. Mas ficamos por aqui.  

Ave!

Para não dizer que não ouvimos trivialidades: Ozzy Osbourne chegou ao Brasil declarando ver em Lady Gaga uma chata; já um programa da TV local se debruçou sobre as tatuagens da Lady. Que estariam somente em um lado do corpo.

Ficamos comovido com a importância da revelação para a cultura grapiúna.

Jessier Quirino

Retornamos à fornalha nordestina ainda com Jessier Quirino e as “Agruras da Lata D’água”, a narrativa da trajetória vivida por ela mesma, a sofrida.

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Cantinho do ABC da Noite

cabocoO poeta Firmino Rocha tinha por hábito ocupar o balcão à direita da entrada, encostando-se nas caixas ou engradados que servem de porta de acesso ao interior do comércio. Costume adotado por alguns dos atuais fregueses.

O aluno pergunta ao filósofo, para confirmar o fato:

– Era de Firmino Rocha o lugar, Cabôco?

– Sim, Cabôco. Saiu Firmino, ficou a rocha – gozando com os atuais que se aboletam junto aos engradados.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Trinta e oito casais disseram o ''sim'' na FTC

Domingos Matos, 22/03/2011 | 08:54
Editado em 22/03/2011 | 09:05

troca das alianaçasTudo parecia conspirar a favor dos casais que participaram da Cerimônia de Casamento Coletivo na noite da última sexta-feira, dia 18. Auditório repleto de convidados, decoração de ambiente e recepção preparadas em grande estilo, bolo, execução da marcha nupcial, emoção e muita felicidade estampadas nos rostos dos nubentes, que tiveram a oportunidade de, perante a Justiça, legalizarem a união estável.

Realizado pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJB), o Casamento Coletivo foi uma iniciativa do curso de Direito da FTC, implementada através do Projeto Família Legal. Nesta edição, foram beneficiados com o casamento civil 38 casais itabunenses.

A cerimônia atraiu, além dos convidados dos noivos, representantes de diversos segmentos da sociedade civil organizada, da imprensa, bem como das empresas e instituições parceiras na realização na solenidade.

 “O projeto Família Legal é uma das mais importantes ações desenvolvidas pela Faculdade no âmbito social, visando garantir e preservar os direitos da família. Portanto, tenham a certeza de que ele não se encerra aqui”, afirmou o diretor-geral da FTC, Cristiano Lôbo.

A solenidade no auditório foi encerrada com o beijo coletivo. No saguão da Faculdade, os estudantes organizaram um serviço de buffet para que os noivos pudessem confraternizar com os convidados.

A festa estava completa.

noivos

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 13/03/2011 | 12:06
Editado em 13/03/2011 | 17:41

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Paulo Alvim

Em princípio, aparenta justa a proposição de Marcel Leal, de Itabuna homenagear o cientista Paulo Alvim dando seu nome a uma praça ladeada pela Aziz Maron e a Félix Mendonça (A REGIÂO, 9 de fevereiro).

Como ainda está por ser arborizada poderia sê-lo com espécies da Mata Atlântica. Para recuperar parte do que a ciência ceplaquena, sob a égide do renomado cientista, retirou da natureza.

Homenagens

Nomear logradouro é forma de homenagear os que contribuíram de alguma forma com a cidade. Assim, o mínimo que se exige é o vínculo entre o homenageado, sua obra e a instituição que homenageia. Através dela lança-se no imaginário coletivo a lembrança dos feitos atribuídos ao homenageado.

Nesse particular, não vemos porque estender o laurel a Paulo Alvim.

Jorge Amado

No entanto, e sem desmerecer o que representou particularmente para a pesquisa do cacau, aproveitando a proposta de Marcel Leal, e considerando que o ano vindouro é aniversário de centenário de nascimento de Jorge Amado, sugerimos o nome do ilustre ferradense para nomear a praça.

Charles Henri

Charles HenriMas, para Itabuna, que cultiva o hábito de nomear bairros e logradouros com o nome de pessoas vivas, uma gama de nomes está à disposição, de Adalmiro Leôncio da Silva (Sabará) a Marquinhos Nô, passando por Zélia Lessa, pessoas que levaram ao distante o nome de Itabuna, ainda que esquecidos ou não suficientemente lembrados em sua terra.

Charles Henri, por exemplo, nome carimbado há décadas como destaque nos desfiles cariocas da Beija-Flor de Nilópolis mais tem feito pela imagem de Itabuna que muitos de seus políticos.

Se a praça que está sem nome – como lembra Marcel – que pode voltar a ladear a alameda de Carnaval assim que o reinado de Momo volte a existir em Itabuna, bem poderia ser Praça Charles Henri.

Nome de folião a uma praça que é alameda para o Carnaval.

Indesejado

Andou por Brasília um agente dos interesses estadunidenses, travestido de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional sugerindo velha receita (que integra o atual “saco de maldades” do governo federal) donde se destaca aumento dos juros (mais!) e desaceleração da economia.

Como somos credores do FMI desde o governo Lula o FMI deveria pagar primeiro e só depois emitir conselhos. Que, por sinal, não dá para os da curriola que o criou.

Saudade nos bateu de Juscelino Kubitschek, que o afastou do País – rompeu mesmo! – Se o grande presidente houvesse ouvido o “mensageiro” (mais próximo de “O Mensageiro do Diabo”, clássico dirigido por Charles Laughton) não teríamos Brasília, tampouco a integração nacional.

E nos imaginávamos libertos dos grilhões!

Conforme o Aurélio

Ao tolerar o pastoreio em ruas e praças a fiscalização municipal traduz uma das definições para o vocábulo logradouro que, segundo o pai dos burros, também é “pastagem pública para o gado”. A origem do significado está em logrador, expressão do Nordeste para a “Seção da fazenda de criação em lugar afastado, onde estão situados curral, aguada etc. e aonde vai o vaqueiro tratar o gado e principalmente os animais feridos, que ali se restabelecem” (Aurélio).

No entanto, ainda que amparada no vocabulário, poderia a Prefeitura disponibilizar uma área específica, que em tempos de antanho se denominava “curral do conselho”. Em ruas e praças é descaso.

Maria Bonita

Maria BonitaAinda que controvertida a história do cangaço, onde se insere o que contam sobre ela, bem poderia ser estudada em vertentes histórico-sociológicas para compreender-se a mulher sertaneja nos aspectos típicos do Nordeste, não esgotados em José Américo de Almeida, Graciliano Ramos e José Lins do Rêgo, os que destacamos.

Maria Bonita é aqui lembrada por uma circunstância: nasceu em 8 de março (1911-28.07.1938).

Além do dia 8 ser destinado ao Dia da Mulher, estaria fazendo 100 anos.

Acidentes x Carnaval

As estatísticas refletem aumento de acidentes e de mortes em estradas federais durante o Carnaval. Mais de duas centenas de óbitos. Em princípio estarrecem e parecem, em análise que pode ser apressada, a existência de descaso, especialmente quando se coloca o estado das rodovias como uma das causas ao lado da irresponsabilidade de motoristas.

No entanto um outro dado precisa ser contabilizado, para que seja estabelecida a devida proporção: 400 mil adquiriram o primeiro carro em 2010. Ou seja, MAIS 400 mil novos motoristas passaram a rodar por aí. Assim, falta uma avaliação que reflita esse número acrescido à frota anterior para a devida equação e possa ser compreendido se houve ou não aumento percentual de acidentes e mortes, em relação à frota.

No entanto, em números absolutos a tragédia é visível.

Em defesa das sogras

sogrinhaUm dos mais populares temas para piadas é a sogra, instituição relegada ao escanteio no imaginário nosso de cada dia. Outra instituição vem sofrendo ataques em razão de sua questionada atuação em alguns setores: as ONGs. (Inclua-se as que se apresentam contra o complexo intermodal).

No Paraná a ONG Associação Difusora de Treinamentos e Projetos Pedagógicos-Aditepp, que atua há 40 anos em defesa dos direitos da mulher e da geração de renda, iniciou campanha para melhorar a imagem da sogra. Detalhes em http://www.advivo.com.br/ (A campanha em defesa das sogras, de 7 de março).

Como diria Stanislaw, pelo heterônimo Tia Zulmira, tem ONG para tudo.

Da série Lula aí

LulaíPara a coreana LG Lula palestra recebendo 200 mil. Quem o diz é a Folha de São Paulo: “Lula estréia em palestras com maior cachê do país” in http://www.conversaafiada.com.br do dia 2 de março.

O cachê de FHC é de US$ 50 mil o que representa 80 mil reais, a não ser que o tucano tenha por referência aquele dólar que chegou a quase 4 reais. Na época dele.

E para completar – “Pela contribuição ao desenvolvimento da civilização global” – ainda premiaram o operário com o Gorbachev lá na Rússia.

Lula estará ao lado de outros agraciados: o cineasta Stevie Spielberg, o cientista Tim Berners Lee, o empresário Martin Cooper, o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, o engenheiro Evans Wadongo, entre outros.

Não esquecer que foi o homem mais influente do mundo para a revista Time, em 2010, por "mudar o mundo no início do século XXI ao dirigir o renascimento de seu país”.

Que tristeza ser somente príncipe dos sociólogos. Não é crueldade o desespero, como chargeia o Paulo Henrique Amorim.

FHC suicideReforma política

Em tempos de anunciada reforma política, que mobiliza as duas casas do Congresso, tanto que cada uma montou a sua comissão, elevamos destas plagas grapiúnas uma proposta: incluir a urna eletrônica na discussão, no que diz respeito à impressão do voto.

Fazemo-lo em defesa de um direito inalienável, atualmente surrupiado: o de recontagem dos votos, em caso de dúvida.

Evaldo Gouveia

Homenageado no Carnaval de Fortaleza 2011 encontra o relançamento de sucessos em CD (O Trovador) patrocinado pela Prefeitura da capital cearense com releituras que vão de Elba Ramalho a Lenine e Leny Andrade a Zé Renato, passando por Dominguinhos e Jane Duboc. Os da geração nunca esquecem a sua parceria com Jair Amorim.

Evidentemente um tributo à importância da obra, revestida de diversidade e grande beleza. De nossa parte o fazemos, neste rescaldo de Carnaval, oferecendo a bela marcha-rancho que nomeia o CD (aqui na voz de Altemar Dutra).

Itororó I

Militante petista da terra da carne de sol, também insatisfeita com os rumos oferecidos por Adroaldo Almeida, à imagem da administração, defende a sua reeleição como única alternativa a inviabilizar o retorno de figuras ou grupos que não seriam muito afeitos ao trato ético com os dinheiros do erário.

Essa visão reflete a que estágio chegou o política em Itororó. Fique-se com o menos pior.

Itororó II

Na sua avaliação Adroaldo teria cacife para assegurar a reeleição, considerando os aspectos positivos em sua gestão. Pode, no entanto, errar, quando deixa de considerar a possibilidade de união das oposições para afastar o atual prefeito que, por sinal, para elas é o melhor adversário. O que já aconteceu recentemente: na eleição presidencial Dilma venceu no primeiro turno com cerca de 400 votos e perdeu o segundo com 800.

Carnaval

O Carnaval de Salvador, referência no passado, com históricos encontros de trios na Praça Castro Alves, buscou espaço – encontrou a orla – e perdeu a cabeça. Do jeito que a coisa anda, ao lado da qualidade lítero-musical do cancioneiro momesco baiano, é caminho para o despenhadeiro.

Com ampla possibilidade de se transformar num novo espaço para a festa do peão. A considerar o que anda em cima dos trios Barretos que se cuide!

Eleições

É visível o crescimento do Partido Progressista, participando do Ministério Dilma com o baiano Mário Negromonte. O que não pode ser esquecido é o vínculo histórico de muitos integrantes do PP baiano.

E naturalmente os ciúmes e temores diante de exemplos recentes em outros partidos.

PDB

Em andamento a criação do Partido Democrático Brasileiro-PDB por Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, neste mês de março. Poderá reunir insatisfeitos não somente da oposição, inclusive na Bahia. Dito partido, dizem os analistas, poderá engrossar a base do governo, no instante em que se fundir ao PSB ou ao PMDB.

Afirmam os fundadores, no entanto, que a agremiação “deve entrar para a história política como uma espécie de terceira via” e que já teria figuras como o governador Raimundo Colombo (DEM-SC), Omar Aziz (PMN-AM), o vice-governador de São Paulo Guilherme Afif Domingues (DEM) e a senadora Kátia Abreu (DEM-PA) dentre os fundadores. Na Bahia Paulo Magalhães.

Particulares atenções ficam por seus futuros integrantes em Itabuna.

Regra três

Em andamento o projeto Fernando Gomes 2012. A possibilidade de Sandra Neilma assumir função na administração municipal em área que trata de comunidades pode configurar não somente a ampliação da participação fernandista no governo Azevedo mas, concretamente, a ocupação de espaços que possam gerar visibilidade eleitoral.

O resto fica na esteira da publicidade. Que também se faz através de rádio.

Renato

A propósito do “Regra três” acima, a considerar que FG exerça o controle sobre o PMDB itabunense vai ficando mais difícil para Renato Costa ocupar espaços.

Pelo andar da carruagem, nem vice.

Jequitibá

Volta à ordem do dia o calor na praça de alimentação do Jequitibá, tornando-a sauna em alguns instantes.

Considerando que Itabuna já é pólo de distribuição de gás, o que viabiliza a instalação de indústrias, sugerimos algumas de futuro promissor, tendo como consumidor garantido o freqüentador da praça de alimentação: uma indústria de abanos e outra de leques.

Itão

A loja recentemente inaugurada no São Caetano tem primado pela qualidade: da oferta de produtos às instalações, ressalvadas as goteiras em dias chuvosos.

Até que o cliente precise de uma toilette (banheiro mesmo). Aí precisa pedir a chave, caminhar pelo estacionamento, curvar em direção ao pátio de descarga e descobrir 50 a 60 metros depois o aliviador.

Em tempos em que a defesa de interesses do consumidor se eleva a ponto de exigir sanitários até em agências bancárias o Itão trabalha contra o seu consumidor.

Imagine o cliente aperriado (como dizem em Pernambuco) em dia de chuva.

Um consumidor, por nós ouvido, vivendo a cultura da segurança pública itabunense ainda ponderou: – O senhor já imaginou o risco de o freguês ser assaltado no trajeto entre a loja e o sanitário?

Tem razão!

Não é anedota II

Da série, iniciada na edição anterior, de nomes de novas agremiações religiosas, surgidas para o mundo só em 2010. Outras pérolas: Igreja Batista a Paz do Senhor e Anti-Globo; Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade; Igreja Caverna de Adulão; Assembléia de Deus Batista a Cobrinha de Moisés; Igreja Bailarinas da Valsa Divina; Igreja Quadrangular o Mundo é Redondo.

Continua na próxima semana.  
 

FICC e o oba-oba!

A alegada falta de recursos tem sido tônica na Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania para justificar a negativa de apoio a muitos projetos locais, ensaiados por jovens de comunidades diversas. No entanto, não faltam recursos para mirabolantes projetos como trazer a Sinfônica para o dia da cidade, documentários cinematográficos etc. ou estranhos monumentos.

A propósito soam os passarinhos: em andamento um documentário sobre Jorge Amado e Ferradas. Coincidência ou não pode recair sobre a mesma pessoa que já realizou um outro para a mesma FICC.

Trocando em miúdos. É possível que tenhamos menos Jorge Amado e muito mais Cyro de Mattos falando do ferradense.

Por essas e outras, se auditarem as despesas da FICC podem surgir coisas interessantes. Inclusive a razão para certas dispensas de licitação.

Jornal Itabuna, Cultura & Arte

Descansado do Carnaval a 6ª edição do eletrônico Jornal Itabuna, Cultura & Arte. Não fora nova colunista – Samira Sarah – discorrendo sobre Firmino Rocha, lá estão Antonio Naud Junior e Geny Xavier e interessantes informações do mundo artístico regional no “Dedo de Prosa” com Eva Lima: novo filme rodado em Itajuípe (do diretor francês Bernard Athal), os 50 anos de rádio de Orlando Cardoso, o  “Versando Cantorias” do compositor Wilson Aragão, Nehele Franke e a FUNCEB, a produtora Diana Gurgel.

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Cantinho do ABC da Noite

cabocoTenha-se como idiossincrasia alencarina a igualdade de todos no universo abecedarino. No entanto, a indignação de Alencar de logo se expressa diante de certos lugares comuns, fruto de citações de “intelectuais de almanaque”.

Um da estirpe bebericava e expunha erudição, sob o crivo do olhar do vendeiro. Não tardou a soltar sapiência:

– O homem é produto do meio...

– ...das pernas, Cabôco – interrompeu Alencar, dando por finda a erudição socióloga.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Luta, realmente um substantivo feminino

Domingos Matos, 09/03/2011 | 11:06
Editado em 09/03/2011 | 11:08

Josias Gomes

Josias GomesA Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres produziu um livro precioso sobre as valorosas mulheres que combateram a cruel ditadura militar (1964 a 1985). À obra, publicada pela editora Caros Amigos, não poderia ser atribuído outro título senão “Luta, Substantivo Feminino”. Mais justo, impossível.

As mulheres, não somente as guerreiras que combateram a ditaduta, mas as que combatem no seu dia-a-dia toda sorte de dificuldades, preconceitos e violência, têm por mérito e direito todas as conquistas que vêm acumulando nas últimas décadas. Não somente o voto, mas a participação política efetiva e qualificada.

Não somente o acesso ao mercado de trabalho, mas a garantia do respeito e tratamento livre de discriminações.

Quantas mulheres tiveram papel decisivo para que as conquistas pudessem hoje ser festejadas, embora a “luta, substantivo feminino” ainda não tenha alcançado todos os seus objetivos.

A hora, pois, é de reverenciar as grandes mulheres que nem sempre são lembradas e exaltadas como deveriam. É momento de festejar a líder comunista Ana Montenegro, grande advogada cearense que chegou à Bahia na década de 40 para quebrar tabus e enfrentar o poder opressor. Coube a essa guerreira memorável fundar, em 1945, a União Democrática de Mulheres da Bahia, isso quando a luta feminista apenas se iniciava no mundo.

Como passar um 8 de março sem lembrar os maravilhosos exemplos da também saudosa Margarida Alves, líder camponesa paraibana, que combateu a desigualdade e a pobreza no campo. Foi responsável pela conscientização e organização de diversas comunidades, especialmente no interior de Pernambuco, tornando-se mártir da luta camponesa. Em sua homenagem e pela sua inspiração, existe hoje a Marcha das Margaridas, movimento que combate a fome, a pobreza, a violência sexista e busca construir um novo Brasil com igualdade de gênero.

Não poderia também passar a data sem prestar uma homenagem a duas grandes prefeitas de nossa Bahia. Uma delas é Cecília Petrina, prefeita de Itiúba em seu segundo mandato, mulher reconhecida por seu exemplo de participação feminina na vida social de sua comunidade. A outra é a prefeita de Lauro de Freitas, minha querida amiga Moema Gramacho. Sobre Moema, apenas transcrevo as palavras lapidares do saudoso jornalista Jânio Lopo:

“Moema está na capacidade de enfrentar as adversidades e vencê-las, de transformar, de revolucionar e derramar cada pingo de suor que brota do seu rosto em favor de suas causas, de suas nobres causas. Lauro de Freitas tem a honra de ser administrada por uma mulher de fibra, de raça, que não tergiversa, que não discrimina, não persegue, não maldiz e tampouco zomba das agruras do seu povo.

Muito pelo contrário. A marca de sua administração é o social. É o cuidado com a criança, com a juventude, com o idoso”.

Josias Gomes é deputado federal pelo PT da Bahia

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 06/03/2011 | 10:21
Editado em 06/03/2011 | 10:59

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Referência calendária

Instalando a Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados (isso mesmo! Há duas comissões para o mister; a outra, no Senado), o ex-senador e agora Deputado Almeida Lima (PMDB-SE) instruía os pares para a primeira reunião a ser realizada na terça-feira da semana “depois do Carnaval”.

São favas do calendário brasileiro: o Carnaval como referência. Disso não escapa nem o Parlamento.

Saco de maldades

Estamos na fase “o que tiver de ruim faça-o logo” (pelo menos assim queremos crer). É o que se pode concluir com mais um aumento da SELIC para alimentar a teoria monetarista para controle da inflação. Em que pese outros instrumentos de igual quilate em andamento, como o ajuste fiscal. Mas, como especulador e sistema financeiro não podem ficar sem um naquinho, tome-lhe mais 0,5% na taxa de juros.

Certeza é a de que a inflação de alimentos tem origem mais na alta dos preços lá fora, do que pela demanda local, em razão da escassez por razões climáticas na China, Rússia e Austrália, o que leva nossos produtos (carne, soja, milho etc.) ao mercado externo em prejuízo do interno. Outros preços decorrem da sazonalidade de todo início de ano: tarifas públicas, escola, aluguel etc. atreladas a índices oficiais.  

Mas “nossos” teóricos (delas, as escolas que pensam o mundo a partir da lógica “deles”) só dispõem de um mantra. E não desafinam!

Cachaça é a redenção!

Caindo no laço, a emenda foi pior que o soneto. Se tomarmos em consideração a declaração, em rede nacional, do líder Cândido Vacarezza criticando os que teriam alegado que o aumento do bolsa-família só daria para compra de mais aguardente, saiu-se com a pérola de que isso irrigaria o mercado de trabalho e quejandos, com a ampliação dos valores na produção e comercialização da branquinha.

Na outra ponta espera-se a opinião dos Alcoólicos Anônimos e do Ministério da Saúde, que tem no consumo de álcool (e do cigarro) uma das maiores causas de gastos governamentais na área, com desdobramentos que vão desde as mortes por cirrose e doenças cardíacas até acidentes de trânsito.

Pegou mal!

Eleições I

Com militantes defendendo Humberto Barreto para conciliar o partido, Vane afirmando que baterá chapa na convenção e todos eles entendendo que Juçara não congrega os sentimentos de unidade muita água rolará no PT até o desencadeamento do processo eleitoral/2012.

O que não pode ser negado – e aí a militância esquece de analisar – é que a democracia partidária no Brasil mais se faz na força de lideranças maiores que da vontade da maioria.

Executivas nacionais defenestram as estaduais, estas – como o contínuo no conto de Lima Barreto – se vingam nas municipais, então tornadas o vira-lata do grande realista.

Eleições II

No caso local, além disso, a democracia petista – que escuta até o “Bloco do Eu Sozinho” – terá de se curvar à vontade de Geraldo Simões, que controla a convenção municipal.

E dispõe de um argumento muito significativo: o número de cargos que assegura para os seus amigos (que deve superar os três mil), inclusive de outros partidos que a ele aderiram.

O resto é caminhada, bandeira e discurso. No fim, todos pelo consenso.

Desdobramentos

O que não pode ser descartado é que muitos farão corpo mole na campanha, caso GS imponha um nome. E aí tem jacaré, morcego, sapo e cururu na espreita, cada um entoando o chamado pela presa.

Banco do Brasil

A agência do BB localizada na Prefeitura melhorou consideravelmente o atendimento. E como é um espaço pequeno, age como coração de mãe, ainda que disponibilizando somente dois caixas (já foram três). O sistema de triagem fornece senhas na entrada da agência o que facilita o atendimento.

No entanto, não consegue impedir o desgaste da demora nos dias em que concentra funcionários de empresas encarregados de muitos pagamentos. Assim, aquela senha fornecida individualmente torna-se “coletiva”. Um verdadeiro “furo” na fila quando um só ocupa o lugar de dezenas de outros, enquanto o portador da senha individual fica esperando, esperando...

A melhor solução é disponibilizar mais um caixa. Mas aí, se não houver pressão que reflita nos escalões superiores da administração do BB, o escalão superior da agência fica tolhido.

A não ser que crie uma senha especial para os ofice-boys ou um atendimento privilegiado para eles.

Visibilidade

augusto castroNão deixa de ser um golpe de mestre a oportuna iniciativa do deputado Augusto Castro no que diz respeito à instalação de uma comissão na Assembléia Legislativa para discutir o complexo intermodal. Assegura visibilidade em assunto que interessa a região e pode capitalizar votos no futuro.

Geraldo Simões, por exemplo, ainda que tenha perdido o bonde da iniciativa, ainda poderá fazê-lo em nível de Câmara Federal o que demonstrará prestígio se coletar o número de assinaturas necessárias para constituir uma comissão. Afinal, o complexo intermodal, com seus desdobramentos – inclusive de contribuição para a futura ligação ferroviária entre o Oceano Atlântico e o Pacífico – constitui-se projeto de interesse nacional.

Jabes Ribeiro

Perguntado sobre qual cargo escolheria junto ao Governo Estadual Jabes Ribeiro afirmou que nenhum lhe apetece mais que a Secretaria do Partido. Como tal, cobra; se secretário de Estado, seria cobrado.

Como Jabes não nasceu ontem a leitura é simples: nada que possa atrapalhar seu projeto eleitoral.

Cena urbana I

A cidade, no que diz respeito a ordenamento urbano, padece de mínimo reconhecimento. Ou seja, tivesse que ser referência estaria fora de qualquer perspectiva. Cavalos e burros transitam livremente, gado pasta. Esse o sinal de que algo está profundamente errado na condução da gestão.

Só falta aparecer funcionário municipal como proprietário da tropa e do rebanho.

Cena urbana II

Estacionar em Itabuna virou uma batalha. Não só porque o número de veículos aumentou. Mas pelos sinais de desrespeito que vão desde a ocupação indevida do espaço público por particulares até o individualismo e egoísmo de comerciantes e proprietários de veículos e motocicletas.

Um restaurante, por exemplo, na Amélia Amado cultiva o sadio hábito de privatizar toda a frente do estabelecimento utilizando-se de cadeiras de plástico. Aguarda, certamente – ou provoca – a edição de lei municipal que estenda aos restaurantes o privilégio do estacionamento rotativo das farmácias.

Com um detalhe: tempo indeterminado para o proprietário.

Cena urbana III

De motocicletas fez-se o caos. Alimentado na ocupação indevida de espaços destinados a automóveis, não fora o delicado trafegar – só faltam voar por cima dos automóveis – a ultrapassagem pela direita remete a novas alterações na legislação do trânsito.

Um motociclista, flagrado por um leitor, não se bastou em estacionar indevidamente: ladeou seu bólido entre dois automóveis, impedindo que um deles saísse.

Cena urbana IV

Enquanto as obras do Canal do Lava-Pés avançam sucumbem as árvores. Ainda que não dominemos o contexto da análise técnica dói ver tantas árvores ceifadas.

Aqui em Itabuna temos que há uma indústria madeireira em atividade se levarmos em conta a poda das árvores.

Agora com a devastação da Amélia Amado haverá mais lenha.

Deu na Tribuna da Inprensa on line

Carlos Newton, no último dia 2, publica resultado de pesquisa do IBGE, com singulares considerações do imaginário brasileiro sobre o Judiciário: “Caiu nos últimos três meses de 2010 a confiança dos brasileiros na Justiça do país, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Justiça (ICJBrasil) ficou em 4,2 pontos no último trimestre do ano passado. No trimestre anterior, o índice havia apresentado 4,4 pontos. E o pior é que, desta vez, 64% dos entrevistados disseram que a Justiça é pouco ou nada honesta.” 

Nada a declarar! Vox populi vox dei.

Jorge Araujo

As reações de leitores d’ O TROMBONE demonstram o respeito ao grande ensaísta, poeta, ficcionista, dramaturgo e jornalista, nascido na terra rachada de Baixa Grande, agora que o temos articulando neste espaço.

Aos que se debruçam sobre a sua obra uma notícia auspiciosa: a Via Litterarum está re/editando toda a obra de Jorge de Souza Araujo.

Cadinho eleitoral

Considerações recentes veiculando a possibilidade de Gustavo Lisboa ingressar na política partidária podem encontrar precedentes mais concretos observando o que publicamos neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS em 28 de novembro de 2010, sob o título “Bola de Cristal”. Eis o oráculo:

fernando e sandra”Se tomarmos 2012 como um conjunto de neurônios em sadia atividade podemos nos defrontar com sinapses surpreendentes em andamento, antes inimagináveis, quanto a nomes para enfrentar os políticos tradicionais. 

Neste diapasão o do Professor Gustavo Lisboa, nome leve com trânsito em vários segmentos da sociedade. Ainda que negue, pode ser convencido. E tem possibilidades, se a eleição adquirir foros de maniqueísmo, quando o bem ou mal encarna neste ou naquele nome tradicional, conforme quem o proclame, dividindo aqui e ali.

E aí entram as composições, que podem significar muito. Imaginemos o Professor Gustavo Lisboa como cabeça de chapa e a Sra. Sandra Neilma como vice. Quem é Sandra Neilma? Resposta: esposa de Fernando Gomes e ex-Secretária do Bem-Estar Social do Município de Itabuna.

Esta sinapse pode fazer tremer o cérebro da sucessão!”

Não é anedota

Recebemos dia desses uma relação de nomes de novas agremiações religiosas, surgidas só em 2010. De uma meia centena, as primeiras pérolas: Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo, Igreja Cristo é Show, Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo, Igreja Automotiva do Fogo Sagrado, Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’ Água, Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo.

Como nos cinemas de antanho, quando exibiam seriados: Continua na próxima semana.    

Lançamento

A BAHIAGÁS com camarote no Carnaval soteropolitano constitui o lançamento oficial da candidatura Davidson Magalhães para prefeito de Itabuna em 2012.

Alguém do ramo nos disse da possibilidade eleitoral do cururu. Se Geraldo mantiver o nome de Juçara tem possibilidades reais.

Itororó I

Um dos mais competentes assessores do prefeito Adroaldo Almeida, ainda não-dissidente, é o Secretário de Cultura e Turismo, o dramaturgo e diretor teatral Sérgio Ramos. Sem recursos faz milagres e apresenta resultados. Não há divulgação. A não ser que possibilite uma boa foto e um release para a imprensa.

Aí o prefeito aparecerá como autor, intérprete, diretor, cenógrafo, produtor e crítico.

Itororó II

A lamentável imagem que marca o prefeito Adroaldo Almeida – que surgiu como esperança e frustra os que nele confiaram – desconstrói até mesmo as ações positivas desenvolvidas por sua gestão, dentre elas a implantação do piso nacional para os professores municipais e a instalação da agência do INSS.

Só falta apagar de Itororó algumas conquistas históricas, como ser sede da famosa carne de sol e deter um recorde para municípios de igual porte: haver eleito no curso de 52 anos de emancipado 6 deputados estaduais – Eujácio Simões (62, 66, 70, 74, 78 e 82), Henrique Brito Filho (66 e 70), Naomar Alcântara (78), Eujácio Simões Filho (86 e 90), Sérgio Brito (2002), Rosemberg Pinto (2010) – e 3 federais – Henrique Brito (74 e 78), Eujácio Filho (94, 98 e 2002) e Sérgio Brito (86, 90, 94, 2006 e 2010).

CEPLAC I

ceplacComemorados no dia 1º os 54 anos de existência do órgão, que nasceu para administrar dívidas e se tornou um centro de referência na pesquisa e na extensão a partir dos anos 60. Sua história não só vincula a agricultura como a política regional e transita pela construção do poder e da decadência desde que perdeu recursos quando Delfim Neto, no governo Figueiredo, detectou a “fortuna” orçamentária decorrente daqueles famosos 10% sobre as exportações.

Nos áureos tempos de orçamentos milionários desenvolveu, em tempos distantes, uma clientela de excelência financiando a pós-graduação de seus funcionários no Brasil e no exterior. Criou a EMARC e contribuiu decisivamente para instalação física da então FESPI, hoje UESC.

Chegou a ter patrulha mecânica, para construção e manutenção de estradas como instrumento de facilitar o escoamento da produção cacaueira.

CEPLAC II

O dinheiro era tanto que tentou até mesmo implantar a cultura do cacau no Sul do País (ao ignorante escriba a dúvida: se aqui o frio atrapalha não o faria no Sul?) e no Recôncavo. Construiu escritórios suntuosos, sede em Brasília e financiou as mordomias do CCPC/CNPC (incluindo a pomposa sede).

A história completa, no entanto, ainda está por ser escrita. Mas, diante das virtudes instalaram-se preconceitos que ainda alimentam a resistência ao reconhecimento dos erros ceplaqueanos.

O maior deles: não ter contribuído para desenvolver uma economia cacaueira. Ficamos só na plantation. Como escravos os pequenos e médios produtores, vinculados às exigências técnicas – algumas que se tornaram espatafúrdias com o tempo – para os financiamentos junto ao Banco do Brasil. Sem esquecer o uso do BHC e de agente laranja para combater pragas, o mais criminoso ato: derrubar a mata nativa (Mata Atlântica) para plantar o theobroma sombreado por heritrina.

Os céus ainda choram!

Secretaria da pesca

Em Ilhéus o alcaide Newton Lima anuncia a criação da Secretaria da Pesca. Sugestão para preenchimento do cargo: o ex-prefeito Antônio Olímpio.

Gentileza personalizada, AO encontraria no cargo açúcar e mamão.

Posse

Digno da série exemplos nada edificantes o que se viu durante a posse do Ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal na última quinta 3. Para nós que tínhamos nos jogadores de futebol o mais negativo exemplo de desrespeito ao instante solene em que se executa o Hino Nacional – apenas por eles escutado, quase nunca cantado – hoje nos desculpamos.

Anunciada a execução do Hino pela Banda de Fuzileiros Navais do Distrito Federal (que a câmera da TV Justiça se recusou a mostrar, o que pode significar que apenas era uma gravação) o que se viu foi simplesmente lamentável. Dos presentes ninguém cantava o Hino, com raríssimas exceções. Dos Ministros do Supremo apenas Ricardo Lewandowski entoou a primeira parte. Dos muitos convidados, Sarney (Presidente do Senado), Marco Maia (Presidente da Câmara) e Nelson Jobim (Ministro da Defesa) respeitaram o símbolo nacional. E teve quem conversasse durante a execução!

De positivo – em tão negativo cenário – o fato de que ninguém mascava chiclete.

No mais, um exemplo nada edificante.

Cerimonial

Descobrimos, somente agora, que o beija-mão dos cumprimentos após a posse no STF envolve toda a família do empossado. No caso do Ministro Fux lá estavam mulher, filhos, genro ou nora, gato e papagaio. Até mesmo um pequeno, que deve ser neto. Todos na fila recebendo cumprimentos. Diferentemente do Executivo. Gostaríamos de compreender o porquê.

Aproveitamos para sugerir ao nosso cerimonialista mor, Ramiro Aquino, a inserção da maravilha como tema nos cursos que ministra. E para o Senado, a quem cabe sabatinar futuros ministros, a recomendação de que também sabatine a família.

Não esquecer do papagaio!

Jornal Itabuna, Cultura & Arte

Descansa no Carnaval, que ninguém é de ferro!

Micareta

Mal defendemos nestas mal traçadas a LAVAGEM DO BECO DO FUXICO como marca oficial do Carnaval itabunense, como forma de economizar e de evitar desvios, entregando ao povo o comando da gestão da festa, a Prefeitura anuncia Micareta para julho.

Óbvio que com tudo aquilo que condenamos: gastos milionários etc.

Do baú dos velhos carnavais

A marcha-rancho constitui-se o ritmo romântico do momesco, distinta da marchinha, o lado escrachado e crítico do Carnaval. Marcaram época e ainda se encontram no imaginário as clássicas “As pastorinhas” (1934) de Noel Rosa e João de Barro/Braguinha e “Bandeira Branca” (1970) de Max Nunes e Laércio Alves. Trazemos, no entanto, uma pérola dos anos 60: “Máscara Negra” (1967) de Zé Kéti e Pereira Mattos.

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Cantinho do ABC da Noite

cabocoTodo e qualquer boteco exerce um certo quê de confessionário. Muitos de logo justificam atitudes puramente individuais, sem que ninguém pergunte. Como aquele discípulo do ABC, num destes sábados de semana inglesa, dando o trabalho como impeditivo de não haver aparecido para bicar nos últimos dias:

– É, Cabôco, tenho trabalhado muito! – lamuriou.

A intervenção alencarina acorre com o singular conselho:

– Se o trabalho está atrapalhando a bebida, Cabôco, deixe de trabalhar.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 09/01/2011 | 11:44
Editado em 09/01/2011 | 14:13

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Reforma administrativa

Ainda que não traduza ao munícipe a confiança que deveria nortear o processo de reestruturação do primeiro escalão, o Prefeito José Nilton Azevedo demonstra finalmente pretender alguma coisa. No entanto, as nomeações para a Saúde e Hospital de Base não conseguem sinalizar que as alterações sejam estruturais. Não pode ser esquecido que embates internos, como o controle dos recursos da Saúde, se não forem superados em definitivo maquiarão qualquer tentativa de mudança.

Não basta nomear, mas extrair os tumores pela raiz. Que são muitos.

Antônio Vieira

vieiraO imbróglio na transmissão de cargo na Saúde de Itabuna (ver) deixa uma vítima: a morte de qualquer projeto político acalentado por Antônio Vieira. O desgaste torna-se pá de cal nas futuras pretensões do conceituado médico no Município, difícil de ser superado.

Para o observador não deixa de ser estranho que um itabunense não possa gerir a Saúde itabunense. Nem falemos em Paulo Bicalho, mas dos muitos profissionais da Medicina ou da Administração local.

Saúde pública não é comércio

Dr. Campos da Paz, reconhecido administrador da rede Sarah Kubitschek, já afirmou que a medicina pública é incompatível com o lucro. O cidadão entenderá como único lucro possível a qualidade que receba do serviço prestado, para o qual contribui através da carga tributária.

Complementaríamos: também não é cabide de emprego.

Um detalhe, quase despercebido

O Brasil, que já foi o maior exportador de café do planeta, detendo 96% do abastecimento mundial, nos idos de 1929 – São Paulo com quase 100% da produção nacional – se debruça sobre o inusitado de importar café do Vietnã (Hélio Fernandes, na Tribuna da Imprensa on line, de 6 de janeiro).

Quando a Bahia importou cacau da África os céus desabaram...

Banda larga

banda largaO Governo Federal aprofunda a proposta de internet a preço popular, desenvolvendo política de governo voltada para a universalização da inclusão digital, coordenada pela nova Telebrás. O Ministro das Comunicações anunciou a Secretaria de Inclusão Digital. Os sinais se evidenciam com a nomeação de Cezar Alvarez, principal responsável pelo Plano Nacional de Banda Larga, ex-coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência no Governo Lula como Secretário Executivo do Ministério.

Os interesses vários trabalharão contra a iniciativa. Em jogo o controle da mídia digital por alguns poucos grupos. Como ainda ocorre com a analógica.

Hoje o que está aí pode ser traduzido como a venda de carne de pescoço como filé mignon.

 Saúde

Um sistema de metas é o que pretende o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, através de contratos de gestão com metas fixadas a partir de indicador nacional que será pactuado entre União, Estados e Municípios. Detalhes em www.advivo.com.br/blog/luisnassif - “As metas no Ministério da Saúde”, a partir de Caio Junqueira, do Valor, em 04.01.2011.

A estratégia se inspira na própria realidade do SUS, por sua dimensão federativa, acentuando o Ministro a defesa em torno da regulamentação da Emenda 29, que delimita obrigatoriedade de ampliação de repasses dos recursos federais para a Saúde, baseados na variação nominal do PIB aproximando a União do percentual de 5% da arrecadação tributária por cada ano, tendo por parâmetro o de 1999.

Considerar que o atual Ministro da Saúde foi Secretário de Relações Institucionais, com função específica de articular a política do governo com Estados, Municípios e Congresso Nacional.

Há sinais de reedição daquela “articulação” no âmbito da Saúde e os anunciados contratos de gestão, respeitando as desigualdades regionais, contemplando um mapa nacional das necessidades da área, demonstram, além do propósito, um desafio.

Educação

O Ministro Haddad pretende ensino médio em tempo integral, estudantes com formação profissionalizante em turno complementar e um concurso nacional para professor a partir de 2012, que o habilitará para ministrar aulas em qualquer unidade da Federação. Ou seja, um professor do Paraná pode ser requisitado por uma prefeitura baiana, que o trará baseando-se no seu desempenho. Claro que o deslocamento do professor ocorrerá se a remuneração convier.

O Professor e a reforma ortográfica I

Na internet (http://www.acordarmelhor.com.br/) a proposta do Professor Ernani Pimentel para simplificar a recém-chegada reforma ortográfica, disponibiliza um manifesto para ser subscrito pelo internauta visando melhorar o que aí se encontra.

Lembramo-nos de duas obras do pernambucano Nestor de Holanda, descobertas na Livraria Cairo, em Vitória da Conquista, nos idos de 1965: “Analfabetismo ao Alcance de Todos” e “A Ignorância ao Alcance de Todos”, ambas hilárias.

No “A Ignorância...” pontuava que a complicação e as renovações gramaticais somente seriam superadas no dia em que os gramáticos dispusessem de um piso salarial que lhes assegurasse a sobrevivência digna. Dizia-o no plano da gozação, porque, para ele, tanta mudança só encontrava um sentido: vender publicações. (Que diria hoje com as obras voltadas para Exame da OAB?).

O Professor e a reforma ortográfica II

Temos o sentimento particular de perda irreparável com o assassinato do trema, banido da língua portuguesa, em que pese respeitado quanto à estrangeira. E nem se fale na confusão em que se tornou o hífen, suprimido aqui e permitido ali.

Ao Professor Ernani Pimentel fica a sugestão: um manifesto pela regulamentação da profissão de ortografista da Língua Portuguesa. Talvez estanquemos as reformas. E promovamos uma contra-reforma, perdão, contrarreforma.

E a propósito do hífen, a lição de Bule-Bule

Nássara I

sebastião nery nassaraDois traços nos causam atração particular: Nássara (1910-1996) e Henfil (1944-1988). O inconsciente talvez ponha em evidência a contradição entre o expressado pelos dois: enquanto Henfil traça pela quase unicidade da linha, de conteúdo fimbrio, assegurando vida ao quase nada (como no Fradim), Nássara desnuda o gordo/quadrado, geometrizado em esferas, cones e ovóides que se combinam, onde beberia um Botero. Seu desenho exercita uma técnica próxima do logotipo ao explorar a riqueza geométrica.

Em suas incursões pela música nos fica eternamente a marcha carnavalesca Alá-lá-ô, em parceria com Haroldo Lobo, de 1941, provavelmente o seu maior sucesso.

O anedotário político de Sebastião Nery (aqui retratado pelo próprio Nássara) encontra apoio no traço que fixa na abstração real a fisionomia dos caricaturados políticos do texto neriano.

Nássara II

getulio nassaraÀ disposição o livro “Nássara Passado a Limpo”, do historiador e músico Carlos Didier, pela José Olympio, para comemorar a centúria do grande cartunista. O inusitado: lançado para o centenário já o havia ultrapassado, quando Didier descobriu a certidão de nascimento do biografado acusando o seu nascimento em 12 de novembro de 1909 e não 28 de dezembro de 1910 como se imaginava.

Aqui, um dos clássicos políticos retratados por Nássara.

Aniversário

AdeildoDo produtor cultural Ari Rodrigues http://arirodrigues.blogspot.com recebemos matéria sobre o aniversário de Adeildo Marques (70 anos), presidente do Clube dos Poetas do Sul da Bahia.

A propósito, a turma da poesia, tratada a pão e água, como a cultura local, pelo Presidente da FICC, é mais uma parcela indignada com a SNA – Síndrome da Necessidade de Aparecer de Cyro de Mattos.

Aplausos externos, silêncio interno

A chula encontra sua Geografia física na região de Santo Amaro da Purificação e poderíamos lembrar de “A Massa” (Raimundo Sodré e Jorge Portugal), como expressão mais fácil de reencontrar seu ritmo no imaginário (há uma leitura rítmica de Seu Jorge, que sustenta a originalidade na divisão de voz, não nos recursos de arranjo e acompanhamento. Tânia Alves também a gravou, com toque próprio). Integra a cultura da terra de Dona Canô e cercanias, sustentada nas tradições africanas ali eternizadas.

Enquanto desconhecemos sua importância os nórdicos de Copenhague com ela se embevecem, através do “Samba Chula de São Braz”. Melhor do que falar é ver e ouvir. E dançar.

Prejuízo I

Um comerciante da área de alimentação confessa: neste dezembro vendeu 1.000 refeições a menos, comparando com 2009. Motivo: cancelamento de dezenas de reservas de mesas de 30, 40 até 70 pessoas por causa do não-recebimento de 13º da Prefeitura e de hospitais locais. Pessoalmente encontramos restaurantes vazios em pleno pique dos festejos e uma cidade vazia, com cara de cemitério nos feriados.

Os prejuízos não ficam por aí. Uma contribuição negativa se encontra sedimentada há anos: ausência de qualquer programação festiva que atraia visitantes da região e mantenha o itabunense em sua cidade. As perdas se aprofundam, inviabilizando, inclusive, a economia informal.

Prejuízo II

O secretário Carlos Leahy, anunciava, eufórico, a Ederivaldo Benedito, no primeiro “Fórum de Debates” do ano, da TVI, a implantação de uma gama de indústrias e casas comerciais para breve. Temos, no entanto, que não solucionará problemas como o do dono do restaurante e de uma parcela da população até que os entes públicos ou a ele vinculados cumpram tempestivamente com suas obrigações trabalhistas e assumamos nossa dimensão de pólo de atração, deixando de alimentar este complexo de vira-lata recentemente assumido diante de Ilhéus.

Temos fontes promissoras: programar festejos, recuperar o folclore, promover atrações para o mês de dezembro, valorizar os bairros. Itabuna não é somente Shoping Jequitibá e Avenida do Cinqüentenário.

Só então evitaremos que o dinheiro aqui ganho pela massa trabalhadora seja gasto com a cerveja em Ilhéus quando aqui tantos também vendem a loura.

Telefonia x privatizações

A Oi, Vivo e assemelhadas são fruto do processo de privatizações promovido à sorrelfa como solução divina sob FHC. Em que pese às claras foi vendido como milagre, daí o ardil, esquecidos os aumentos da tarifa (o primeiro fez elevar de 1,90 para quase 13,00 a assinatura, no início de 1995).

Quando a tecnologia avançava e conquistava a telefonia fizeram-na confundir com a privatização e o acesso como parte do milagre. Ninguém ponderou sobre o custo do minuto e quejandos.

Disseram quebrar o monopólio estatal e, no entanto, dividiram o bolo instalando “monopólios regionais”: Norte e Nordeste para A, Sul para B, Sudeste para C e por aí criados os feudos. Quando ocorria um problema técnico caía-se de pau sobre o governo – inoperante e ineficiente para os críticos.

Um incêndio nas instalações da OI em Salvador ainda nos causa problemas. E prejuízos para o consumidor dos serviços. Na esteira a internet.

Mas ninguém diz nada.

Chumbo grosso I

“Ministério das Comunicações garante aos herdeiros dos acionistas da Televisão Paulista (hoje, TV Globo de SP) o direito de vista aos processos que transferiram o controle para Roberto Marinho, com base em documentos falsos e anacrônicos” é o título de matéria assinada por Carlos Newton na Tribuna da Imprensa on line de 5 de janeiro. Por si já diz tudo.

Para os que não acompanham o fato, tramita judicialmente uma ação anulatória pretendendo o retorno do patrimônio aos herdeiros, que já haviam buscado a documentação dita falsificada com pedido protocolado desde 2008. Enquanto Hélio Costa foi Ministro, nada. Agora a coisa parece andar.

Chumbo grosso II

Quanto aos desdobramentos... Até agora a Globo tem conseguido decisões espatafúrdias e mantido a Globo de São Paulo, que responde por 50% de seu faturamento. Em que pese o Ministério Público entender que há fortes indícios de fraude, como falecidos outorgando mandato datado de antes de 1965 incluindo número de CPF, quando ainda nem mesmo existia o cadastro.

Por essas e outras talvez a razão por que ninguém da Globo compareceu à posse de Dilma. Não é à toa que o JN no Ar já começou a voar pelo Brasil. O mesmo que durante a campanha mostrava somente o que não prestava. A novela será reprisada. Esperem para ver e não esqueça o leitor que DE RODAPÉS E DE ACHADOS profetizou a futura programação: bater no governo Dilma sem dó nem piedade.

O JN no Ar é o caminho. Contará com o Judiciário... Leia-se, a morosidade do Judiciário.

Se a moda pega!

globo“Globo multada por atentar contra a privacidade”, matéria editada por http://www.advivo.com.br, neste 8 de janeiro. A multa de 2,6 milhões decorreu de descumprimento à ordem judicial que determinava a retirada de imagens hospedadas em blogs da Platinada, em ação proposta em 2002.

Se a moda pega!

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Cantinho do ABC da Noite

caboco“Zé” – tradicional diminutivo, apócope de José – presente no imaginário brasileiro, assume especial contorno no professoral “ABC da Noite”. Ali se esconde o “Zé” na verve alencarina e por ele expressa as mazelas de todos Zés, ou todas as mazelas dos Zés. Como o boteco é escola, dispõe de um quadro-de-giz onde escritas as lições para os alunos, sempre assinadas por um “Zé”.

Nele as mais várias manifestações do Filósofo do Beco do Fuxico, manuseando frases e significados, semantizando a vida humana. Como aquela parodiando a sinceridade e a transparência:

 “Minha vida é um litro aberto” – Zé Caninha.

Ou esta metaforizando a classe política:

“Se Amazonas é o pulmão do mundo, Brasília é o intestino grosso” – Zé Romeiro.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traçastraçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Josias no vácuo de Geraldo

Domingos Matos, 08/10/2010 | 11:41
Editado em 08/10/2010 | 12:02

Cabeças coroadas da prefeitura de Itabuna já contam com o apoio do deputado eleito Josias Gomes (PT) para destravar projetos do município em Brasília a partir de 2011. A possibilidade de um petista com trânsito no Congresso e no Governo Federal (caso Dilma confirme a vitória) está sendo comemorada nos bastidores mais até do que a eleição de eventuais aliados.

Seria a solução para fazer o governo de Azevedo desmpacar a dois anos das eleições municipais de 2012. "Temos muitos projetos em Brasília, mas eles não têm andado muito. Esperamos agora por essa força", diz um secretário municipal em contato com O Trombone.

Se isso ocorrer será um trabalho a mais para Geraldo Simões, que já nesse ano já viu sua popularidade cair em Itabuna e na Bahia. A essa altura, o sinal amarelo já deveria estar aceso no grupo de GS, e uma providencial mudança de rumo já deveria estar em andamento.

Fazendo uma analogia com uma corrida de carros, Josias, que recuperou o mandato de forma heroica - devido às condições em que foi ejetado em 2006 - engatou uma sétima marcha e entrou no vácuo do companheiro Geraldo.

A disputa no fim da reta será interessante.

Servidores farão marcha até a sede do Ministério Público

Domingos Matos, 20/09/2010 | 22:32
Editado em 20/09/2010 | 22:38

greve pmiComo resultado da realização da greve dos servidores municipais, o prefeito José Nilton Azevedo (DEM), recebeu a comissão de representantes dos trabalhadores (Sindserv), hoje, e prometeu estudar uma solução que será apresentada amanhã, 21/09, quando da audiência para apuração da denúncia da entidade sindical, na sede do Ministério Público do Trabalho, às 9 horas.

Segundo a administração municipal, o pagamento dos salários dos funcionários do Hospital de Base seria efetuado ainda hoje. Sendo assim, o HBLEM volta a funcionar a partir de amanhã, 21/9.

“As manifestações devem continuar durante todo o dia desta terça-feira. Os servidores estão convocados para uma grande caminhada, a partir das 8 horas da manhã, saindo do pátio da Prefeitura até a sede do Ministério Público do Trabalho, na Avenida Beira Rio. Ficaremos em vigília até o término da negociação entre a Prefeitura, o MP e o Sindserv e logo depois realizaremos uma assembléia para avaliação do que ocorreu”, garante Wilmaci Oliveira, diretora do Sindicato.

Estadualização do HBLEM

O Sindserv continuará a luta pela estadualização do Hospital de Base por entender que situação de atrasos nos salários não se repita trazendo inúmeros prejuízos para os funcionários e servidores lotados naquele órgão.

Informações Ascom/Sindserv; foto: Fábio Roberto/Pimenta

Azevedo promete definição de apoio para "breve"

Domingos Matos, 29/07/2010 | 06:55
Editado em 29/07/2010 | 07:13
azevedoDurante a inauguração das obras da Avenida do Cinquentenário, o prefeito Capitão Azevedo afirmou que se definirá "o mais breve possível" sobre quem vai apoiar na corrida ao governo do estado. O prefeito confirmou que se reuniu, reservadamente, com Wagner ainda ontem, mas negou que tenha ido ao encontro do governador para conversar sobre apoio eleitoral.

Azevedo disse que foi apenas pedir agilidade nas obras de duplicação do trecho Ferradas-Nova Itabuna da BR-415 e a construção da barragem. "Até o momento, eu não declarei apoio a ninguém, mas chegou o momento". Segundo ele, o anúncio sobre com quem marchará nas eleições ocorrerá "o mais breve possível, o mais breve possível".

Sobre as promessas de Wagner, o prefeito disse que governador garantiu o cumprimento. "Então, vamos ver se ele vai ajudar".

Essa é a versão pública e a dita por ambas as partes. Clique aqui e veja no Pimenta a versão oculta da coisa.

A foto é de Fábio Roberto/Pimenta 

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